segunda-feira, 6 de julho de 2009

inter vence é Líder


06 de julho de 2009 | N° 16022AlertaVoltar para a edição de hojeINTER
Contra a depressão, Nilmar
Atacante fez os dois gols que garantiram a vitória sobre o Náutico e a liderança isolada do Campeonato BrasileiroCom dois gols, num intervalo de seis minutos, o centroavante garantiu a vitória do Inter por 2 a 0 sobre o Náutico, ontem, nos Aflitos, e amenizou a dor pela perda do título da Copa do Brasil. O resultado fez do time de Tite o líder isolado do Brasileirão, com 20 pontos. E, de quebra, ainda animou o grupo para a decisão da Recopa Sul-Americana, quinta-feira, no Equador, contra a LDU.

Nilmar fez mesmo a diferença. E mostrou que o destino do Inter talvez fosse outro na Copa do Brasil se ele não tivesse sido convocado por Dunga para a Copa das Confederações, na África do Sul. No primeiro tempo, período em que o Inter deixou-se envolver pela correria do Náutico, ele foi o único jogador a perturbar o adversário. Com sua velocidade, atordoou os zagueiros Vágner e Asprilla, só parando em lances de violência. Aos 29 minutos, lançado por Taison, Nilmar adiantou-se aos marcadores e sofreu pênalti de Galiardo. Na cobrança, D’Alessandro chutou sem a força habitual, permitindo a defesa de Eduardo no canto esquerdo.

Apesar da pressão, o Náutico só ameaçou em chutes de longa distância, um deles de Anderson Santana, defendido por Lauro.

No segundo tempo, apesar da forte chuva, Nilmar conseguiu ser ainda melhor. Seu rendimento cresceu com a entrada de Andrezinho. De uma cobrança de escanteio do meia, aos 26 minutos, após rebatida errada da defesa, surgiu o primeiro gol. No segundo, outra vez em passe de Andrezinho, Nilmar contou com o auxílio da arbitragem, que não percebeu que ele voltava de impedimento.

– Sabemos o quanto é ruim perder um título, ainda mais sendo o caminho mais fácil para a Libertadores. Era preciso que a recuperação viesse logo – disse o jogador.

Valorizado pelos gols, Nilmar torna-se um alvo cada vez mais atraente para clubes europeus. Seu procurador, Orlando da Hora, promete encaminhar uma oferta à direção ainda nesta semana. Segundo ele, Nápoli e Palermo estão fora da disputa. É possível que o Wolfsburg, da Alemanha, clube do também brasileiro Grafite, faça uma oferta.

– Se vendermos, vamos trazer um jogador equivalente para a posição. Foi assim com Pato, Fernandão e Alex. Mas, na maioria das vezes, são sondagens inconsequentes, especulações – disse o presidente Vitorio Piffero.

O vice de futebol, Fernando Carvalho, confirma que nenhuma proposta chegou até o momento. Mas disse que ainda irá esperar para ver como fica a situação do jogador até o final do ano.

Nilmar disse não ter pressa para ver definido o seu futuro. De olho em uma convocação para a Copa de 2010, admite que, dependendo do clube para o qual for vendido, poderá perder visibilidade.

zerohora.com

Em fotos, vídeo e áudio, os melhores momentos da partida.

MultimídiaNilmar arranca por meio da defesa pernambucana, como fez durante todo o tempo do jogo da tarde de ontem, no Estádio dos Aflitos, no RecifeFicha técnica
Fonte: ZEro

Violência da Brigada Militar contra Torcedores do Grêmio

04 de julho de 2009 | N°
EDITORIAIS
EXCESSO INADMISSÍVELOs policiais militares que bateram nos torcedores que tentavam entrar no Estádio Olímpico na última quinta-feira, que usaram cavalos e espadas para dispersar grupos de pessoas sem distinguir baderneiros e cidadãos ordeiros, mancharam o nome da Brigada Militar e reforçaram a imagem de truculência da polícia fardada, registrada recentemente pelo presidente Lula numa cerimônia em Porto Alegre. Os gaúchos sempre tiveram orgulho da Brigada como instituição, por sua história e por sua reconhecida atuação na defesa da segurança pública do Estado. Até por isso, são inadmissíveis os excessos cometidos por soldados mal preparados e mal orientados, que comprometem desta forma a corporação.

Não há justificativa para tanta agressividade. Se apenas um cidadão inocente tivesse sido atingido pela força demasiada, já seria condenável. Mas não foi um caso isolado. Muitas pessoas que se dirigiram ao estádio simplesmente para ver um espetáculo de futebol tiveram que voltar para casa em decorrência da ação desastrada dos policiais, várias delas com ferimentos causados pela repressão generalizada.

Havia arruaceiros, sim, tentando derrubar um dos portões do estádio e até mesmo provocando brigas com outros torcedores. Pois era contra estes que a Brigada tinha que agir. Para isso os soldados recebem – ou deveriam receber – instrução especializada. Se é para bater em todo mundo, ninguém precisa fazer treinamento especial. Também é incompreensível que oficiais preparados para comandar ações antitumulto tenham permitido a pancadaria generalizada.

Houve imprevidência por parte do clube, que teria calculado mal a relação entre sócios com direito a frequentar o estádio e ingressos a serem vendidos para o público. É bem provável que a origem da confusão esteja nesta irregularidade, que precisa ser bem apurada. A verdade é que muitos torcedores ficaram com ingresso na mão, sem poder entrar no estádio. Tanto, que a direção do Grêmio já se prontificou a ressarcir os prejudicados. Esta desorganização do clube, porém, não pode servir de justificativa para as agressões.

Qualquer cidadão sabe que uma ação policial contra infratores exige energia. Ninguém está sugerindo que a polícia tenha que pedir licença para impedir delitos, para conter agressores ou para prender marginais. Só o que não se pode aceitar é que servidores fardados, armados e pagos com os recursos dos contribuintes utilizem estas prerrogativas para bater em cidadãos que não cometeram qualquer transgressão.

O mínimo que se espera é que as responsabilidades por tais atos sejam apuradas, assim como também devem ser aferidas eventuais irregularidades cometidas pelos organizadores do espetáculo esportivo. Todas as partes envolvidas devem prestar contas da participação neste deplorável episódio, que ofendeu a cidadania, magoou pessoas e arranhou a imagem da Brigada Militar.



Fonte: Zero Hora

Curso Gestão Ambiental

Brigada Militar inicia nesta segunda curso de gestão em policia ambiental
05/07/2009 21:04



A Brigada Militar, por meio do Comando Ambiental, inicia nesta segunda-feira (06), em Porto Alegre, o curso de Especialização em Gestão de Policiamento Ambiental, direcionado para capitães e majores da corporação. O curso terá duração de 90 dias e acontecerá na sede do Comando Ambiental, com a aula inaugural sendo ministrada pelo subcomandante-geral da BM, coronel Lauro Binsfeld. A supervisão geral é do Departamento de Ensino da Brigada Militar.
Conforme o titular do Comando Ambiental, tenente-coronel Eduardo Passos Mereb, a iniciativa busca o constante aperfeiçoamento dos integrantes da Brigada Militar nas questões relativas à fiscalização e proteção dos recursos naturais, e também às atividades de educação ambiental.

A programação do curso prevê conteúdos sobre geografia do Estado, mineração, unidades de conservação, incêndio florestal, técnicas de salvamento e de marinheiro de convés, além de exercícios práticos de natação e tiro. Os instrutores são integrantes da Brigada Militar, técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da Fepam, além de um promotor de justiça e uma socióloga.

Fonte: Ascom BM

Polícia pede Fitas de acusação de Racismo

04 de julho de 2009 | N° 16020AlertaVoltar para a edição de hojeGRÊMIO
Polícia pede fitas de atos racistasA 2ª DP de Porto Alegre vai requisitar ao Grêmio fitas de vídeo a fim de tentar identificar os torcedores que imitaram um macaco quando Elicarlos entrou em campo na partida entre Grêmio e Cruzeiro. O volante que denunciou Maxi López por racismo, foi recebido aos gritos de “uh, uh, uh, uh”, por parte da social.

– A partir das imagens tentaremos identificar os responsáveis e, se for o caso, enquadrá-los em caso de injúria qualificada ou racismo – disse a delegada Adriana Regina da Costa.

Segundo Adriana, como é prática de uma pessoa só (ou de um grupo), o clube não corre risco de punição, a não ser que estivesse incentivando. Na investigação, os policiais terão o auxílio da direção do Grêmio.



Fonte: Zero Hora

Brigada x Torcedores do Grêmio



04 de julho de 2009 | N° 16020AlertaVoltar para a edição de hojeGRÊMIO
Como nasceu a confusãoTorcedores que foram impedidos de entrar no Olímpico minutos antes da partida entre Grêmio e Cruzeiro, a partir de segunda-feira poderão recuperar o dinheiro ou trocar o ingresso por entradas para os jogos contra Atlético-PR e Corinthians. Sobre o tumulto de quinta, o Grêmio garante que tinha espaço no estádio. A Brigada Militar (BM) alega que não havia lugar para todos.

Quem fechou os portões?

A Brigada Militar. O Major Vieira, coordenador do evento, observava do gramado o ritmo de ocupação do estádio. Ele falava com outro policial que acompanhava o sistema de monitoramento do clube. Além do visual, sabia pelo rádio o número de torcedores que ingressavam no estádio. Conforme a lotação, solicitava o fechamento dos setores. Primeiro, foi impedida a entrada no portão 10, depois no 13 e 16. Depois, o acesso foi possível somente nos anéis superiores – portões 2, 6, 14 e 15. Até que todos foram fechados.

– Tinha mais gente querendo entrar do que a capacidade – informou Silva, com base nas observações do major Vieira.

– Tenho convicção de que fizemos o certo para evitar uma tragédia – afirmou o tenente-coronel Silanus, comandante do BOE, responsável pelo policiamento no jogo.

O que causou o tumulto?

O remanejo de torcedores sobrecarregou os acessos. Assim que o portão 10 fechou, os gremistas correram para o portão 13. Quando esse foi trancado, novo deslocamento, desta vez para o 16. E seguiu assim. Como os portões do Olímpico não têm balizamentos físicos (torcedores chegam direto à roleta), os mais desesperados forçaram a entrada. Aqueles sem ingresso, se misturaram à multidão. Irritados, alguns torcedores jogaram garrafas e latas ou forçaram as grades.

Havia ingressos a mais?

O Grêmio diz que não. O borderô divulgado aponta público total de 44.920 torcedores, abaixo da capacidade do Olímpico (46 mil, segundo o clube). Foram previstos 21 mil lugares para os 22 mil sócios com acesso liberado. Outras 20 mil entradas foram comercializadas para demais sócios e torcedores, incluindo os do Cruzeiro (receberam 2 mil lugares e ocuparam mil).

De acordo com Felipe Keunecke de Oliveira, responsável pelo Juizado Especial Criminal do Olímpico, se as pessoas tivessem entrado, poderia acontecer o que houve há 20 anos, na Inglaterra (quando 90 pessoas morreram esmagadas contra cerca do Estádio Hillsborough em partida da semifinal da Copa da Inglaterra entre Liverpool e Nottingham Forest, em 15 de abril de 1989).

– A BM evitou o pior – afirmou.

A Brigada abusou da força?

A BM disse que a cavalaria foi usada apenas nos portões onde havia exaltados. Para evitar depredação, os cavalos eram posicionados entre a grade e as pessoas no pátio. A BM também queria evitar que mulheres e crianças fossem esmagadas nas grades dos portões. O Grêmio disse que seus funcionários foram atropelados. Segundo o comandante do Policiamento da Capital, coronel Jones Calixtrato, queixas podem ser feitas no Batalhão de Operações Especiais.

Qual o balanço de feridos e depredações?

Funcionários do Grêmio trocaram ontem a porta do Quadro Social, quebrada na confusão. Segundo eles, não houve depredação de equipamentos.

A BM contabiliza 10 policiais e dois cavalos feridos, duas viaturas e duas motos depredadas. No posto da 2ª DP localizado no Olímpico foram registradas cerca de 50 ocorrências – 10 vezes mais do que a média normal. Casos de lesão corporal, abuso de autoridade, estelionato e queixas de pessoas com ingresso contra o Grêmio por ficarem fora do estádio. No Juizado Especial Criminal, foram registradas 15 ocorrências (desacato, vandalismo, agressões e posse de entorpecentes). Devido ao tumulto, as audiências foram transferidas, sem data.

Haverá ressarcimento?

O Grêmio promete ressarcir os torcedores a partir de segunda-feira. O torcedor pode recuperar dinheiro ou obter ingressos para os jogos contra Atlético-PR e Corinthians, pelo Brasileirão.

Haverá sanções?

Só se for comprovada venda de ingressos a mais pelo Ministério Público. As sanções seriam perda de mando de campo de, no mínimo, seis meses, segundo diz o Estatuto do Torcedor. Os torcedores mais incomodados podem até ingressar com ação por danos morais.



MultimídiaFuncionário recoloca vidro quebrado no tumulto da noite do jogoImpedidos de entrar no estádio, torcedores brigaram no pátio.
Fonte: Zero Hora

Denuncias de Lair parte 2


AS DENÚNCIAS DE LAIR
MPF e Lair não confirmam os relatosMesmo com o surgimento de documentos, Lair Ferst e o Ministério Público Federal (MPF) não confirmam a existência das denúncias. O chefe da Procuradoria Regional da República, Antônio Carlos Welter, disse que só hoje poderá confirmar se os ofícios a que ZH teve acesso saíram da Procuradoria.

Por ser domingo, ele não teria como consultar os arquivos da correspondência e, de memória, não poderia falar sobre expediente encaminhados ao então procurador-geral Antonio Fernando de Souza.

Welter também não confirmou a existência de acordo de delação premiada com Lair, sustentado pela deputada Luciana Genro (PSOL) em fevereiro. Disse que os procuradores não podem falar sobre acordos nem se manifestar sobre investigações que envolvem pessoas com foro privilegiado.

Já Lair nega a delação. Segundo ele, caso existam “alguns relatos”, devem ter saído de rascunhos que estariam com Magda Koenigkan, viúva de Marcelo Cavalcante. Lair disse não poder confirmar nada porque os fatos podem ser “objeto de investigações que os procuradores estejam fazendo”:

– Também não posso confirmar o conteúdo desses relatos. Há fatos que eu, realmente, presenciei e acompanhei, e outros dos quais fiquei sabendo, mas não posso dar autenticidade a essas informações. Teria de ver esse documento para dar o contexto.

As 12 páginas do documento confirmam parte das denúncias feitas por líderes do PSOL em fevereiro. A primeira delas: os procuradores da República realmente têm em mãos um depoimento de Lair. Na oportunidade, o partido relatou nove episódios de suposta corrupção na corrida eleitoral de 2006 e no início do governo. A maior parte dos casos aparece nos relatos do lobista. O documento, porém, não confirma a existência de vídeos comprovando as denúncias, mas apenas de áudios. Em 17 dos 20 fatos listados no documento, há indicação de existência de áudio.

Há, porém, algumas divergências nas versões. O PSOL afirmou que Aod Cunha, ex-secretário da Fazenda, teria recebido R$ 100 mil por fora do empresário Humberto Busnello, o que não aparece no relato de Lair. Também não há menção a uma suposta reunião em que Aod e outros teriam recebido R$ 500 mil da MAC Engenharia. Segundo Lair, no entanto, ex-secretário da Fazenda estava presente na reunião em que foi acertada a doação de R$ 400 mil por duas fumageiras. Aod teria pedido, em nome de Yeda, que os valores fossem entregues sem recibo.

Aod afirma nunca ter pedido ou recebido recursos durante a campanha. Diz que era chamado para encontros com empresários para falar do plano de governo, do qual foi coordenador. Aod confirma ter ido ao encontro dos representantes das fumageiras, ouvido suas queixas sobre o setor e deixado a sala sem pedir ou receber qualquer valor.


Fonte: Zero Hora

Denuncias de Lair


06 de julho de 2009 | N° 16022AlertaVoltar para a edição de hojeAS DENÚNCIAS DE LAIR
As suspeitas contra o governo
Pivô do escândalo do Detran, Lair Ferst entregou ao MPF acusações envolvendo campanha de Yeda e início da administraçãoDesde fevereiro, quando a deputada Luciana Genro deu entrevista ao lado do vereador Pedro Ruas, ambos do PSOL, revelando denúncias que teriam sido feitas por Lair Ferst contra a governadora Yeda Crusius, os gaúchos convivem com a dúvida sobre se o pivô do escândalo do Detran estaria colaborando com as investigações. A confirmação veio ontem por meio de documentos a que Zero Hora teve acesso.

No ofício OF/SECRIM/PRRS/Nº 2669, datado de 16 de abril, o procurador Alexandre Schneider encaminha ao então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, um texto escrito por Lair detalhando 20 supostas irregularidades que teriam sido cometidas na campanha de 2006 e no início do governo de Yeda. ZH teve acesso a 12 páginas das 13 páginas escritas em computador por Lair, rubricadas e numeradas pelo protocolo da Procuradoria-Geral da República.

Lair conta desde sua aproximação da campanha até suposta oferta de propina à governadora feita pelo grupo responsável pela fraude no Detran. No relato, afirma que a casa de Yeda foi comprada por R$ 1 milhão, e não por R$ 750 mil, como está no contrato, e que a diferença foi paga com caixa 2.

São levantadas suspeitas sobre mais de 30 pessoas ou empresas. Lair descreve um cenário de farto caixa 2. Um dos 20 fatos afirma que a SP Alimentação, fornecedora de merenda escolar para a prefeitura de Canoas, doou R$ 500 mil que foram utilizados no início da organização da campanha. Os valores teriam chegado ao comitê por meio de Chico Fraga, então secretário de Governo de Canoas. A SP é suspeita de envolvimento na fraude no município.

O dinheiro não contabilizado normalmente era recebido por Marcelo Cavalcante, ex-assessor morto em fevereiro, e por Walna Meneses, assessora de Yeda e, segundo o depoimento, “controladora do caixa 2”. Lair faz ataques ao ex-marido de Yeda. Conta que Crusius era avisado da chegada de doações. Muitas vezes, à noite, diz o relato, Crusius buscava dinheiro no comitê e levava para o apartamento da candidata. Os recursos nunca mais retornavam.



Fonte: Zero Hora