Rádio WNews

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Trabalho Escravo



Libertos mais de 80 em carvoarias
Feitos de restos de madeiras e lona, alguns alojamentos ficavam em lamaçais. Trabalhadores dormiam em pedaços de espuma suja e mantinham atividade todos os dias, sem descanso. Infrações ambientais também foram registradas.

A reportagem é de Bianca Pyl e publicado pela Agência Repórter Brasil, 30-03-2010.

O funcionamento de 14 carvoarias na zona rural de Jussara (GO), no local conhecido como Vale do Araguaia, dependia de 81 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. O quadro de irregularidades foi encontrado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Goiás (SRTE/GO), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF), entre os dias 22 de fevereiro e 10 de março deste ano.


Trabalhadores dormiam em casebres totalmente improvisados em meio a lamaçal (Foto:SRTE/GO)

A maior parte dos empregados foi aliciada em Minas Gerais. "Algumas funções, como a de carbonizador, requerem trabalho especializado e Minas Gerais possui muitas pessoas com conhecimento nessa área", explica Roberto Mendes, coordenador da fiscalização rural da SRTE/GO. As vítimas desmatavam a vegetação, retiravam a lenha e produziam carvão.

As 14 carvoarias estavam localizadas nas seguintes propriedades: Fazenda Água Limpa do Araguaia, de propriedade de Antônio Joaquim Duarte; Fazenda Pompéia, que pertence a Jairo Benedito Perillo; Fazenda Nossa Senhora Aparecida, de Labib Adas; Fazenda Chaparral, de Renato Rodrigues da Costa; e Fazenda Santa Rosa do Araguaia, da empresa Oesteval Agropastoril Ltda. As carvoarias funcionavam há cerca de quatro anos. Nesse período, os mesmos trabalhadores mudavam de uma fazenda para outra.

Os alojamentos eram feitos de restos de madeiras e lonas em chão de terra batida ou areia, alguns deles localizados próximos a lamaçais (veja foto acima). Os trabalhadores dormiam em camas improvisadas com tocos de madeira e utilizavam pedaços de espumas velhas e sujas como colchões (foto ao lado). Não havia roupas de cama e nem armários individuais para guardar pertences.

Para tomar banho, os trabalhadores utilizavam copos para jogar água no corpo. Não havia sequer cozinhas. Os alimentos eram preparados dentro dos alojamentos, em fogões improvisados, com risco de incêndios. Não havia instalações sanitárias ou elétricas. Os empregadores não forneciam água potável. Algumas esposas e filhos de carvoeiros também moravam nas mesmas condições.

Os trabalhadores não tinham acesso a nenhum tipo de Equipamento de Proteção Individual (EPI). "A maioria dos carvoeiros trabalhava apenas de bermudas e chinelos, mesmo estando expostos ao calor intenso, à fumaça e à fuligem produzidas pela produção e remoção do carvão", detalha Roberto. Nenhum dos operadores de motosserras e de tratores possuía capacitação.

As vítimas estavam submetidas a uma jornada exaustiva de trabalho, sem descanso semanal renumerado. Trabalhavam de segunda a segunda, inclusive aos domingos. "Além desse quadro de condições desumanas e falta de segurança, os empregados não tinham direito a 13º salário, férias, depósito do Fundo de Garantia pelo Tempo de Serviço (FGTS). Com isso, perdiam a contagem do tempo de serviço para aposentadoria", explica Roberto. A maior parte dos trabalhadores também não tinha suas Carteiras de Trabalho e da Previdência Social (CTPS) assinadas.

Além das infrações à legislação trabalhista, também foram detectadas infrações ambientais. Os fiscais verificaram que duas carvoarias funcionavam sem autorização e que nenhuma das mais de dez motosserras tinha licença do órgão ambiental responsável. Houve registro de queimadas irregulares após a derrubada do Cerrado. Durante a operação, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou a Agência Ambiental de Goiás sobre as irregularidades e solicitou a presença de representantes no local, mas até o fim da fiscalização ninguém do órgão estadual compareceu.



Empregados não recebiam nenhum tipo de Equipamento de Proteção Individual (Foto: SRTE/GO)

No total, os trabalhadores resgatados receberam mais de R$ 200 mil referentes às verbas rescisórias. Além disso, receberão três parcelas de Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, no valor de um salário mínimo cada. Todas as carvoarias foram interditadas. Assim como todas as atividades de desmatamento e de retirada de lenha.

"Os proprietários das fazendas receberam várias autuações e poderão, ao final dos processos administrativos onde lhes serão garantidos o contraditório e a ampla defesa, ter seus nomes incluídos na lista de empregadores que submetem trabalhadores à condição análoga à de escravo, conhecida como ´lista suja´. Isso sem falar em possíveis implicações criminais, uma vez que o fato é tipificado como crime pelo Artigo 149, do Código Penal Brasileiro", adiciona o auditor fiscal do trabalho Roberto Mendes.

De acordo com ele, a produção artesanal de carvão vegetal constitui uma atividade de grande risco à saúde e integridade física do trabalhador. "A atividade requer uma série de medidas preventivas por parte dos empreendedores, os quais devem sempre procurar assistência técnica de profissionais da área de segurança e saúde no trabalho".

Em outra ação realizada em janeiro deste ano, a SRTE/GO interditou várias carvoarias em cinco fazendas no município de Aporé (GO): Fazenda Ranchinho (de Flávio Pascoa Teles de Menezes); Fazenda N. S. D´ Abadia (de Benedicta Terezinha Pedrinho Baptista); Fazenda Furnas São Domingos (de Manoel Domingos de Lima); Fazenda Orissanga (de Antônio Melhado Sobrinho); e Fazenda Serra Verde (de Rosana Elisa Regatiere Magalhães).

Violência Racial

Homicídios no país se concentram em homens, jovens, negros e pobres
Homens com idade entre 15 e 24 anos, negros e pobres são as maiores vítimas de violência no Brasil. A conclusão consta do estudo Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil divulgado em São Paulo, pelo Instituto Sangari que analisa dados coletados entre os anos de 1997 e 2007. Segundo o estudo, em mais de 92% dos casos de homicídio no Brasil as vítimas são homens. Em 2007, por exemplo, para cada mulher vítima de homicídio no país, morreram 12 homens. Neste mesmo ano, faleceram 3.772 mulheres e 43.886 homens.

A reportagem é de Elaine Patricia Cruz e publicada pela Agência Brasil, 30-03-2010.

Os maiores índices de mortes violentas também estão concentrados na população jovem, entre 15 e 24 anos. Só no ano de 2007 mais de 17,4 mil jovens foram assassinados no Brasil, o que representou 36,6% do total ocorrido no país. O estado que apresentou o maior crescimento na taxa de assassinatos de jovens entre 1997 e 2007 foi Alagoas, que passou de 170 mortes em 1997 para 763 mortes dez anos depois (crescimento de 348,8%). Por outro lado, São Paulo foi o estado que apresentou a maior queda (- 60,6%), passando de 4.682 mortes em 1997 para 1.846 óbitos em 2007.

As maiores vítimas de violência no país também são os negros. Morrem proporcionalmente duas vezes mais negros do que brancos no Brasil. Enquanto o número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 14.308 entre os anos de 2002 e 2007, o de negros cresceu de 26.915 para 30.193.

“Temos um personagem das vítimas que coincide no Brasil com quem os vitima. Vítimas e algozes compartilham da mesma estrutura. Quem é esse nosso personagem? É um jovem entre 15 e 24 anos, provavelmente na faixa de 20 a 23 [anos], morador de periferia urbana, pobre, de baixo índice educacional, homem, e que, por motivos culturais, fúteis e banais, mata o outro”, explicou o pesquisador e sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari.

Segundo ele, a história de violência no Brasil é demonstrada pela matança de sua juventude e pode ser explicada por um aspecto cultural. “[A matança de jovens] não é natural porque em metade dos países do mundo a taxa é de menos de um homicídio para cada 100 mil jovens. E nós temos 50. Ou seja, é cultural. Se fosse natural teria que estar em todos os países do mundo”, afirmou.

De acordo com Waiselfisz, enquanto não houver uma solução para os problemas do jovem no Brasil, não haverá solução para o problema da violência. E uma dessas soluções, segundo ele, passaria pela educação. “Pela dimensão continental, penso que a nossa estratégia é notadamente educacional. A escola tem um papel muito grande, primeiro porque a própria escola é um foco de violência. E essa violência está, nesse momento, desestimulando os estudos”, disse ele.

Para ler mais:

Risco de jovem negro ser morto é 130% maior, revela Mapa da Violência
A cada dia, País tem um massacre do Carandiru

A Esquerda

RESENHA DO IHU- da unisinos e CEPAT, curitiba.


Sumário:

A esquerda e a reorganização do capitalismo brasileiro
Um projeto grão-burguês
Contradições e consequências do modelo
Rumo a um capitalismo decente?
Crise climática. Déficit no debate
O Brasil está atrasado
Qual crescimento?
Conjuntura da Semana em frases



Eis a análise.

A esquerda e a reorganização do capitalismo brasileiro

O capitalismo brasileiro está passando por uma forte reorganização. Essa é a principal conclusão de um grupo de intelectuais de esquerda ouvidos pela revista IHU On-Line edição 322 - intitulada ‘A reestruturação do capitalismo brasileiro’.

Com pequenas nuances, todos os entrevistados concordam em que está em curso um processo de reestruturação do capitalismo brasileiro. A maioria considera que essa reorganização é positiva e que se está no caminho certo. As características principais dessa reestruturação são: a forte presença do Estado na economia, a constituição de “gigantes” corporações de capital nacional, a crescente concentração do capital na mão de poucos grupos e a recuperação de investimentos sociais. Sob a perspectiva política, a expansão do capitalismo brasileiro tem representado a difusa percepção de que as controvérsias políticas passam a girar muito mais em torno de temas da administração e da gestão do que diferenças de fundo, de caráter ideológico.

As entrevistas retomam o debate proposto pela análise da conjuntura especial ‘A reorganização do capitalismo brasileiro’, publicada faz poucas semanas no sítio do IHU, que destaca que por detrás da reorganização do capitalismo brasileiro encontra-se o Estado Investidor, o Estado Financiador e o Estado Social.

A leitura do conjunto das entrevistas sugere ainda os limites da esquerda, ao menos de parte da esquerda. As entrevistas manifestam um profundo silêncio frente à crise civilizacional que vivemos. As referências à problemática da crise climática quando não estão ausentes se contrapõem a ela, ou seja, ou a esquerda nada tem a opinar sobre o tema ou, ainda pior, minimiza o problema e critica aqueles que contestam o atual modelo como defasado em matéria ambiental.

No seu conjunto, as entrevistas ainda revelam uma certa indigência na proposição de um projeto de fôlego para o país. Orientam-se pelo reducionismo economicista, restringem-se ao debate do papel e função do Estado frente à economia e tem como horizonte imediato a conjuntura política em ano eleitoral. As entrevistas mostram o pensamento de uma determinada esquerda pouco atilada frente aos enormes desafios que se apresentam diante da crise estrutural do capitalismo mundial e pouco ousada com os destinos do Brasil.

A sensação é de que a elaboração teórica, os intensos debates e a rica capacidade de proposição que se via anteriormente, particularmente nos anos 1980 e 1990, encontram-se anulados frente a um governo que, emergindo das forças de esquerda, confundiu a todos e obnubilou o pensamento crítico. As entrevistas, em sua grande maioria, manifestam e sugerem que o debate político se esvaziou. Não teríamos de volta, de outra maneira, o tão criticado “pensamento único”?

Prevalece aqui a intuição do sociólogo Werneck Viana quando, tendo presente as eleições desse ano, afirma: “De modo mais geral, essa expectativa de uma disputa eleitoral destituída de agonística se alimenta, sobretudo, da difusa percepção de que os êxitos recentes na expansão do capitalismo brasileiro estariam a significar que a História do País, afinal, encontrou uma solução feliz. As conquistas econômicas e sociais teriam serenado o campo da política, cujas controvérsias girariam em torno de temas da administração e da gestão da coisa pública. Caberia, agora, escolher entre os candidatos o mais preparado para continuar o script consagrado no sentido do seu aprofundamento e, uma vez que o País já se acharia com suas instituições estabilizadas e assentado o seu caminho futuro, lançar-se na aventura da sua imposição no cenário internacional”.

Foram entrevistados pela revista IHU On-Line acerca do processo de reestruturação do capitalismo brasileiro: Francisco de Oliveira, Luiz Werneck Vianna, Carlos Lessa, Marcio Pochmann, Luís Nassif, Ladislau Dowbor, Bernardo Kucinski, e Waldir Quadros.

Um projeto grão-burguês apoiado pelo Estado

Depreende-se do conjunto das entrevistas, com as devidas nuances, otimismo com o modelo em curso, de reestruturação do capitalismo brasileiro. Mesmo as análises mais críticas parecem indicar que não há muitas alternativas diante da nova e avassaladora ordem econômica mundial que exige competitividade se se quer sobreviver. É o que se percebe quando da análise acerca da constituição de fortes grupos nacionais com aporte e subsídios do Estado.

Ao afirmar que o capitalismo brasileiro “está passando por uma forte reorganização”, o sociólogo Francisco Oliveira, destaca que o Brasil está incorporando um modelo mundial. Segundo ele, o capitalismo no país “está passando por um processo que Marx chamava de centralização dos capitais, um conceito que quer dizer que o mesmo grupo econômico controla o maior número de capitais. Isso se reflete, na prática, nesse processo de fusões entre empresas. Essa é uma característica dos capitalismos muito desenvolvidos, e o Brasil está entrando nesse modelo”.

O sociólogo do Iuperj, Luiz Werneck Vianna, pensa como Chico de Oliveira. Em sua opinião, o capitalismo brasileiro passa “por uma reestruturação relevante” e, como o autor anterior, também está de acordo que isso se traduz num “processo de concentração e de centralização de capitais no país”. Werneck acrescenta uma novidade para quem “a sociedade brasileira, hoje, não é apenas uma sociedade burguesa, é uma sociedade grão-burguesa, como atesta a expansão das empresas brasileiras no exterior, não só na América Latina como na África”. Segundo ele, “o capitalismo brasileiro transcende as suas fronteiras nacionais. A sua política externa, hoje, está a serviço disso. Ela não apenas atua na defesa do território, da identidade nacional, mas diria que, sobretudo, está presente na expansão econômica do país. Isso se manifesta através de diferentes empreendimentos”.

O processo de reorganização do capitalismo brasileiro tem no Estado o seu principal agente. Os entrevistados são quase unânimes nessa interpretação. Nessa reorganização, o Estado assume um papel preponderante destaca Francisco de Oliveira. “O BNDES, que é um banco estatal, está presente em todas essas fusões e centralizações de capitais. Os fundos de pensão são os principais promotores dos tentáculos desses processos”. A presença do Estado justificar-se-ia, uma vez que “é preciso tornar as empresas competitivas internacionalmente”. Na opinião de Chico de Oliveira, “a economia brasileira cresceu muito do ponto de vista da projeção internacional e as empresas brasileiras são realmente nanicas. Para se meter em briga de cachorro grande não adianta ser luluzinha, tem de ser buldogue”, diz ele.

Sobre essa opção, comenta o sociólogo: “O paradoxo é que, ou o Estado se arma de uma musculatura poderosa ou não se mete, porque a briga em jogo não é para nanicos. O Brasil quer desempenhar um papel importante no cenário internacional: quer apoiar o Irã, Cuba, desestimular agressões. Sem musculatura, isso não se faz. Quer dizer, se grita e fica por isso mesmo. Sem poder de retaliação não dá em nada. Lamentavelmente, para nós socialistas, pelo menos para mim, é uma tendência mundial, e o Brasil está fazendo a lição de casa”.

Werneck Vianna é enfático ao afirmar que a origem desse processo está no Estado: “O Estado é como a central de inteligência de todo esse processo, na medida em que é ele que orienta o movimento de expansão da ordem burguesa e de concentração e verticalização do capital, de racionalização do sistema produtivo e se empenha em otimizar todas as possibilidades de expansão internas e externas”. Segundo ele, a política grão-burguesa – de expansão do capitalismo brasileira para além fronteira –, “está sendo referendada e apoiada por políticas de Estado. Nesse caso, as estatais têm desempenhado um papel muito importante, alavancando essa política de concentração e centralização de capitais e de lançamento do capitalismo brasileiro no mundo”.

O presidente do Instituto de Pesquisas Aplicadas – Ipea, Marcio Pochmman, outro dos entrevistados da revista IHU On-Line, também sublinha que o processo de formação de fortes grupos competitivos internacionalmente tem o dedo do Estado. Segundo ele, “é crescente a presença do Estado em qualquer setor econômico com o objetivo de fazer parte desse seleto grupo de corporações transnacionais, que cada vez mais são mistas diante de um espaço tão crescente de recursos públicos. Essa é a lógica do capitalismo, que, de certa maneira, faz com que desmorone a concepção dos Estados nacionais”.

O jornalista e economista Luiz Nassif também destaca na entrevista à IHU On-Line, o papel regulador do Estado na reorganização do capitalismo brasileiro, porém, fala na necessidade de uma contrapartida. Segundo ele, “o Estado e o BNDES, na condição de que estão escolhendo setores para serem os vitoriosos, têm a obrigação de atuar também através do planejamento das empresas e exigir que elas cumpram determinados compromissos. Essa é uma medida imposta em qualquer país civilizado. Isso não é interferência indevida; é papel regulador do Estado. Infelizmente, isso não está sendo feito”, afirma.

Ladislau Dowbor, por sua vez, falando sobre a reorganização do capitalismo brasileiro também destaca a importância do papel do Estado, citando particularmente o caso do PAC, investimentos segundo ele, “que são necessárias para o desenvolvimento de todos os setores da economia. Quando se realizam esses investimentos, promove-se o mercado interno, aumentam os salários, consumo, dinamizando a produção de bens de investimento. Assim, protege-se o Brasil da crise. Podemos dizer que melhora a situação econômica porque se geram economias externas para as empresas ao dotá-las de melhores infraestruturas. Também se cria uma situação conjuntural mais favorável porque aumenta a demanda agregada dos bens, salários e equipamentos necessários que acompanham os investimentos”.

O jornalista Bernardo Kucinski, é outro que está entre aqueles que veem no Estado a alavanca determinante na reestruturação do capitalismo brasileiro. Segundo ele, “o BNDES tenta formular políticas de fomento e sustentação de cadeias produtivas em setoriais, ameaçadas pela globalização”. Para ele, “ou isso é feito ou a empresa sucumbe no mercado global das megafusões. Nesse sentido, não cabe discutir quem ganha ou quem perde, e sim a forma como isso é feito e porque é feito em alguns casos (agronegócios, por exemplo) e não em outros (indústria farmacêutica, supermercados)”.

O economista Carlos Lessa, mais um dos entrevistados pela revista IHU On-Line, concorda com seus colegas: “Objetivamente, está passando por uma reorganização”, diz ele sobre o capitalismo nacional. Lessa, porém, não concorda que esteja apenas no Estado a ponta de lança desse processo. Ao contrário, diz ele, “nos últimos anos, debilitou-se profundamente a parte estatal. Não apenas uma quantidade muito expressiva de empresas estatais, federais e estaduais foram privatizadas, como, além disso, aquelas que continuaram sob o controle do Estado foram despojadas de muitas das suas dimensões. O que houve, sim, de relevante, foi uma atrofia significativa do Estado e uma redução também do setor privado nacional. Importantes segmentos privados nacionais passaram ao controle estrangeiro. Um fato torna isso visível: há 25 anos, toda a rede de comercialização por supermercado era nacional. A soberania objetiva nacional foi muito atrofiada, e o Estado brasileiro perdeu muitas das suas funções e instrumentos porque o neoliberalismo multiplicou essas agências reguladoras, que na verdade colocam fora da decisão política pública importantes segmentos da atividade econômica”, comenta o ex-presidente do BNDES.

Lessa, porém, destaca o papel do BNDES – braço do Estado – no apoio a esses grupos nacionais e comenta que o “que o BNDES fez para salvar enormes empresas nacionais e fazê-las gigantescas não é errado, porque, tecnicamente, um país precisa ter esses gigantes”. O economista alerta para o risco do país se transformar em uma Singapura: “O Brasil caminha para ser uma Singapura colossal: Hong Kong da América do Sul. Vão dizer que Hong Kong tem um padrão de vida alto. Sim, tem. Mas também tem as maiores favelas da Ásia. Hong Kong é terrível. Uma grande porcentagem da população vive em barcos ancorados permanentemente na baía. É uma miséria terrível, mas tem Hong Kong e os banqueiros de Hong Kong”.

Contradições e consequências do modelo

Muitos dos entrevistados destacam contradições e consequências nesse processo de concentração do capital e formação de grandes grupos. Uma das consequências da opção de fortalecer o capital nacional, diz Francisco de Oliveira, é que “esse processo beneficia diretamente essas empresas. Aumenta o poder delas na competição interna e, possivelmente, externa (...) e isso significa, no sistema capitalista, uma queda do poder real da força de trabalho, isto é, a classe trabalhadora passa a se enfrentar com coalizões de interesses do capital, que são amplíssimas e têm a capacidade de retalhar em qualquer setor”.

Em sua opinião, enfraquecem-se também nesse processo os movimentos sociais: “Havia movimentos sociais para atuar em processos específicos de trabalho. Esses movimentos rapidamente se enfraquecem porque passam a enfrentar-se com um adversário cujas proporções estão fora do alcance das organizações dos trabalhadores. O movimento social em geral perde com essa centralização de capitais. O ganho político é nulo, e o social é negativo”.

O movimento de reestruturação do capitalismo apresenta uma novidade que reside no fato de que ela subsume até forças sociais, alerta Luiz Werneck Vianna. Segundo ele, “esse movimento não se limita às elites econômicas da indústria, do agronegócio e está envolvendo também, no mínimo, a vida sindical. Basta olhar para a composição desse governo, onde todas as classes e frações de classes se encontram representadas. O agronegócio é um personagem-chave desse Estado brasileiro de hoje, assim como o mundo das finanças, dos serviços, da indústria. Os sindicatos também estão presentes, principalmente as centrais sindicais. Para que não fique só nisso, movimentos sociais que dizem respeito às questões raciais e de gênero também se encontram instalados no interior desse Estado. Na verdade, isso reedita, em um plano mais largo, mais fundo, em outras circunstâncias, o que foi o Estado Novo da época Vargas”.

O presidente do Ipea, Marcio Pochmman, está entre os que também alertam para o processo de concentração e centralização do capital. Segundo ele, “o que estamos observando nessas duas últimas décadas de predomínio da globalização, sobretudo financeira, e de desregulamentação do próprio Estado, é a constituição de grandes corporações transnacionais. Falava-se, antes da crise de 2008, da emergência de pelo menos 500 grandes corporações transnacionais, que dominariam todos os setores da atividade econômica. Nesse circuito de hipermonopolização do capital, os países que não tiverem grandes grupos econômicos e não forem capazes de fazer parte desses 500 grupos, de certa maneira, estarão de fora, alijados da competição de tal forma que passariam a ter um papel passivo e subordinado ao circuito de decisões desses 500 grupos. Então, a opção brasileira é se aproximar da concentração desses gigantes para, de certa maneira, fazer parte desse circuito de poucas, mas grandes empresas”.

O economista destaca na entrevista à IHU-On-Line que “a crise de 2008 mostrou que as grandes corporações privadas são tão grandes que podem quebrar, uma vez que o seu fracasso, enquanto setor econômico, colocaria por terra, inclusive, o próprio sistema econômico. Portanto, constata Pochmann, “nós estamos numa fase em que não são mais os países que têm empresas, mas empresas que têm países diante da dimensão das corporações com um faturamento, em grande parte das vezes, superior ao PIB dos países nacionais. Então, não há outra alternativa, no meu modo de ver, que não seja a construção desses grupos”.

O jornalista e economista Luiz Nassif se pergunta sobre os grupos econômicos que não tem musculatura para competir com os grandes: “Onde é que entra, nesse jogo, a pequena e média empresa, a cadeia produtiva de cada setor? Não se mudou essa lógica, ainda, porque a pequena e média empresa não fazem parte do jogo político. Toda a formação desses institutos só consegue entender aquele Brasil que existia na década de 60, que era um país sub-industrializado. Naquele contexto, a grande empresa era importante porque representava modernização, tecnologia. Hoje, o país é complexo. Existem diversas cadeias produtivas em todos os lugares. Então, os nossos economistas ainda não entenderam essa visão integrada. Ainda persiste aquela visão anacrônica de que focar na grande empresa financeira ou industrial é suficiente para o crescimento do país”.

Alguns dos entrevistados comentam que a reestruturação do capitalismo brasileiro está engolindo a política, ou seja, as diferenças ideológicas estão se esvaziando e cresce a concordância de que o caminho é esse mesmo – “a História do País, afinal, encontrou uma solução feliz”, sentencia Werneck Vianna.

O sociólogo Francisco de Oliveira, comenta que a concentração e centralização de poder econômico acaba se refletindo na política. Segundo ele, a “mudança de rota num sentido forte e mudanças do fundamento da política econômica de moeda, crédito, câmbio, isso não vai haver. Talvez a dona Dilma, como é mulher, coloque um lacinho de fita na cabeça do PIB; e o Serra, como é mais carrancudo e mais feio, coloca uma gravata borboleta, que é o símbolo de mau gosto. Mas, mais do que isso, não vai haver nada”.

Sobre as consequências dessa reorganização do capitalismo brasileiro, Werneck Vianna, concordando com Chico de Oliveira, comenta que “a política é a grande derrotada nesse processo”. Em sua opinião, esse modelo, “ao mesmo tempo em que tutela os movimentos sociais, mantém a sociedade desorganizada, com políticas de clientela de massa. Por onde a política vai passar? Ela tem passado por esse “parlamento” das grandes corporações, que tem sua sede no interior do próprio governo. Então, o ministro da agricultura pode perfeitamente conviver com o ministro do meio ambiente e o do desenvolvimento agrário. Cada um deles é portador de interesses determinados, mas esses conflitos são retidos no interior do governo, e apenas residualmente se manifestam no plano da sociedade. O que está unificando o país hoje é um projeto expansionista burguês com vocação grão-burguesa”, diz.

Rumo a um capitalismo decente?

As entrevistas permitem a interpretação de que há certa rendição ao fato de que não resta outro caminho senão o do neo-keynesianismo, política aliás, saudada como progressista quando se tem presente os anos recentes do neoliberalismo. Sendo assim, essa esquerda, dá como ponto de partida que não há mais alternativas ao capitalismo, quando muito se tem a pretensão de torná-lo mais decente, como atesta Ladislau Dowbor: “Uma reorganização do capitalismo e mais, a meu ver, uma evolução de um capitalismo selvagem para um capitalismo mais decente”.

Dowbor se mostra animado com as perspectivas. Segundo o economista e professor na PUC-SP, “nós temos, em termos crescentes, redistribuição de renda sob várias formas: aumento da massa salarial, do salário mínimo, das aposentadorias. Além disso, existem programas como o Bolsa Família, Programa Universidade para Todos - ProUni, Luz para todos, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - Pronaf, ou seja, um conjunto de incentivos que estão redistribuindo a renda e tornando o capitalismo menos injusto. Esse é um avanço bastante significativo, mas não se deve exagerar no que isso significa. Há avanços muito significativos também na área ambiental. Digamos que o país começou a proteger seus recursos, e isso é particularmente sensível com a situação da Amazônia: o desmatamento caiu de 28 mil Km² para 7 mil Km². Continua sendo um desastre, a Mata Atlântica continua sendo prejudicada. Mas, no conjunto, há avanços”.

O jornalista Bernardo Kucinski, um dos entrevistados pela revista do IHU, é outro que vê com otimismo a reorganização do capitalismo brasileiro. Em sua opinião, se percebe “a mudança visível foi de uma economia de estagnação e desemprego para uma economia de crescimento e criação de emprego formal em grande escala, embora sem melhora expressiva na recuperação da renda do trabalhador. Melhoras significativas na redução da miséria na habitação e demarcação de reservas indígenas e ambientais. Melhoras importantes na reestruturação do Estado, desmantelado no governo FHC, especialmente na Polícia Federal e agências ambientais, mas não decisivas e, nem ao que parece, irreversíveis”.

O programa anti-capitalista, em voga em outros tempos na esquerda, perde força. A força agora reside no aparelho estatal e não mais nas forças sociais da sociedade, no movimento social. Com diz Rudá Ricci, “o desejo de alterar a lógica estatal a partir da mobilização social foi revertido: foi a lógica estatal que subjugou o anti-institucionalismo e as práticas de democracia direta".

Outro aspecto passível de interpretação a partir de algumas entrevistas é o fato de que se confunde inclusão social com o acesso ao mercado de consumo e não necessariamente com a resolução dos graves e seculares problemas nacional. Sendo assim, o aumento do consumo, não menos importante, é destacado com um grande ganho, mesmo que permaneçam os problemas estruturais na área da saúde, educação, saneamento, etc.

Crise climática. Déficit no debate

O tema, entretanto, que manifesta maior déficit entre os entrevistados é acerca da pouca ou inexistente criticidade ao modelo em curso e seus impactos ambientais. Aqui, a sensação que se tem é que os entrevistados não consideram o tema relevante. A leitura de que o mundo está confrontado com uma crise estrutural e não somente conjuntural e de que as crises econômica, ecológica, alimentar, energética são manifestações de uma crise maior, uma crise de modelo de desenvolvimento de tipo civilizacional – particularmente da sociedade capitalista – se organizar passa ao largo das análises.

Reiteradamente as análises de conjuntura aqui publicadas têm chamado a atenção para aquilo que se considera um tema da maior grandeza mundial: a crise climática. Temos destacado, a partir de inúmeras análises que o planeta Terra dá sinais cada vez mais reiterados e evidentes de esgotamento. Os sistemas físicos e biológicos alteram-se rapidamente como nunca antes aconteceu na história da civilização humana. Alertamos para o fato de que é o tipo de desenvolvimento econômico implantado, especialmente, ao longo dos últimos dois séculos, baseado no paradigma do crescimento econômico ilimitado, na ideia de progresso infinito e na concepção de que os recursos naturais seriam inesgotáveis e de que a nossa intervenção sobre a natureza se daria de maneira neutra, que se encontra a razão do impasse que vivemos.

Quando olhamos o Brasil e o seu processo de reestruturação do capitalismo percebe-se uma distância enorme com essa preocupação. Em tese, existe na retórica, mas está ausente na prática. O governo brasileiro está absolutamente convencido de que o seu papel é induzir o crescimento da economia, função que exerce através do binômio “Estado financiador” e “Estado investidor”, conforme indiretamente atestam os entrevistados. A reestruturação do capitalismo brasileiro não leva em conta a crise maior: a crise climática.

Quando esse tema é confrontado com as entrevistas, depreende-se que os entrevistados permanecem presos à lógica do capitalismo industrial – a obsessão pelo crescimento econômico. É incontestável que o PAC é refém de um modelo de desenvolvimento preso ao século XX porque se coloca de costas para a problemática ambiental e reafirma a lógica produtivista da sociedade industrial. Exatamente no momento em que se fala em descarbonizar a economia [basta pensar no esforço de Copenhague], o país reafirma um modelo tributário ainda da Revolução Industrial. Que alguns entrevistados não concordem com essa interpretação é natural, porém, afirmar que “esses ambientalistas que combatem hidroelétricas deveriam ser levados pelo governo a visitar Itaipu, uma das maravilhas da engenharia brasileira”, como afirma Kucinski é desqualificar a crítica dos que se contrapõem ao modelo e elevar uma obra de enormes impactos ambientais – submersão das Sete Quedas – e sociais a “maravilha” do mundo. Só mesmo numa visão economicista isto é possível!

Bernardo Kucinski está entre aqueles que não veem sentido nos protestos e críticas ao governo Lula de anti-ambiental. Falando sobre o PAC, considera que “não vai na contramão da crise ecológica”, e afirma: “uma das maiores contradições desse tipo de ambientalismo é a condenação da energia limpa e barata gerada pelas hidroelétricas quando - objetivamente - a alternativa é a termelétrica, esta sim, das mais caras e poluentes. As hidroelétricas, além disso, regulam a vazão das águas, reduzindo a frequência e as severidades das enchentes e das secas, garantem o abastecimento de água, criam reservas turísticas, de lazer, de pesca e de navegação. Esses ambientalistas que combatem hidroelétricas deveriam ser levados pelo governo a visitar Itaipu, uma das maravilhas da engenharia brasileira. Eu amo as hidroelétricas bem construídas”, afirma ele. Ou seja, reduzir o debate à escolha entre apenas duas fontes energéticas.

Ladislau Dowbor está entre os que minimizam a problemática ambiental. Segundo ele, “os nossos grandes problemas ecológicos são basicamente as queimadas e o péssimo uso que fizemos de recursos de transporte”. Segundo ele, “nós temos uma matriz energética basicamente limpa, e temos uma perspectiva de bicombustíveis que não pressionam cereais, porque é baseado em cana-de-açúcar, que exige, em termos de território, espaços bastante limitados. Temos muitos espaços a ocupar, somos a maior reserva de terra parada no planeta. No conjunto, o país está evoluindo muito bem”. Dowbor vai mais longe ao afirmar que “lutar com muita força contra as hidrelétricas não é de bom senso”.

Poder-se-ia, nesse sentido, afirmar que em nome de um progressismo de esquerda, alguns autores tornam-se conservadores porque refutam o debate sobre a emergência da crise climática. Destacamos aqui as análises de José Eli da Veiga, Washington Novaes, Ricardo Abramovay, intelectuais que talvez nem se arvorem como sendo de esquerda, mas que estão sintonizados com a nova agenda mundial, e nesse sentido contribuem para o debate dos novos desafios que surgem nesse início de século.

O Brasil está atrasado

O economista José Eli da Veiga em uma recente entrevista ao IHU comenta que o Brasil está perdendo o bonde da história, exatamente por uma visão obtusa de desenvolvimento. Comentando a Conferência de Copenhague, ele afirma: “A importância que eu dou para Copenhague não é tão grande. A transição ao baixo carbono está em curso faz tempo e independe de Copenhagen. Os países que mais rapidamente perceberam que em vez de um problema, uma restrição, isso é uma grande oportunidade para uma nova etapa do capitalismo, já estão há muito tempo investindo em ciência, tecnologia e inovação. Assim, eles possuindo essas tecnologias que poderão ser a solução, terão as oportunidades de negócio. Isso está ocorrendo e vai continuar ocorrendo, seja qual for o resultado de Copenhague. E os países emergentes, como o Brasil, que ficaram nessa linha obtusa de resistência, não investindo em ciência e tecnologia com prioridade, não terão essas tecnologias e continuarão tendo que discutir essa questão de como vão comprar tecnologia dos outros através da tal transferência de tecnologia”.

Segundo Eli da Veiga, “na verdade, o que está ocorrendo é uma tremenda corrida pelas tecnologias, que poderão levar à superação da era fóssil. E outra vez serão os mesmos países que fizeram a revolução industrial que vão levar a melhor nessa. E os países emergentes agiram de uma forma totalmente errada até agora, perdendo a oportunidade de mudar esse jogo”.

O economista afirma que na questão do clima especificamente, infelizmente, o Brasil está atrasado e faz uma dura crítica às elites brasileiras: “As elites brasileiras, em geral, estão absolutamente cegas. Elas estão fazendo a mesma coisa que fizeram no século XIX com a questão fundiária, e no século XX com a educação. Não há foco no Brasil em relação à ciência, à tecnologia e à inovação. E isso é um atraso. O Brasil não será um país desenvolvido neste século se continuar nessa perspectiva”.

O economista faz um alerta: “Não dá mais para fazer essa separação [da economia com o meio ambiente]. Diz ele: “As pessoas que continuam a separar economia e meio ambiente não entenderam nada. Há duas questões no mundo hoje em termos de décadas e em termos de século XXI e, ou o Brasil se insere nisso ou está perdido. Essas duas questões são: o aquecimento global e a ressurreição da China. O Brasil tem que ser competitivo, mas, ao mesmo tempo, com sustentabilidade ambiental”.

Washington Novaes também contribui com esse debate ao alertar que o Brasil se encontra numa encruzilhada histórica que pode ser decisiva para o futuro de nação soberana e um ganho comparativo mundial. Segundo ele, “um país que tem a biodiversidade que o Brasil tem, os recursos hídricos, a insolação o ano todo, enfim, com a riqueza que o país tem, deveria ter uma estratégia que colocasse esse fator escasso no mundo numa posição privilegiada como base de políticas. Mas essa estratégia não existe”.

Que tipo de crescimento econômico queremos?

A grande questão posta hoje é que tipo de crescimento econômico queremos? Por muito tempo, inclusive na esquerda, acreditou-se que o crescimento econômico seria a varinha de condão para a resolução de todos os problemas. Particularmente da pobreza. A equação é conhecida. O crescimento econômico produziria um círculo virtuoso: produção-emprego-consumo. Porém, o axioma de que apenas o crescimento econômico torna possível a justiça precisa ser complexificado. Será que o grande projeto brasileiro é transformar todos os cidadãos em consumidores?

É preciso complexificar o debate. Por isso temos insistido no princípio da “ecologia da ação” de Edgar Morin como um princípio orientador para um projeto de sociedade. Segundo Morin, “desde o momento em que um indivíduo empreende uma ação, qualquer que seja ela, esta começa a escapar de suas intenções. Ela entra num universo de interações e finalmente o meio ambiente apossa-se dela num sentido que pode tornar-se contrário ao da intenção inicial. Com frequência a ação retorna em bumerangue sobre nossa cabeça”. O que Morin quer dizer é que toda ação implica em efeitos nem sempre controláveis e que mesmo uma ação realizada com o melhor dos propósitos, pode fugir ao controle e voltar-se contra o objetivo inicial.

O princípio da “ecologia da ação” destaca que doravante toda e qualquer ação deve estar subordinada ao imperativo da crise ecológica, ou seja, faz-se necessário que tenhamos presente o fato de que tudo aquilo que realizamos tem consequências, e sob esta perspectiva urge presumirmos os possíveis efeitos colaterais de nossa ação. A “ecologia da ação” vale ainda mais para as decisões institucionais, particularmente aquelas do mundo dos negócios e do Estado que possuem repercussão maior sobre o conjunto da população e do meio ambiente.

A “ecologia da ação” questiona o atual paradigma civilizacional produtivista-consumista e remete para a necessidade de uma outra economia, outro estilo de vida, outra civilização, outras relações sociais e com o meio ambiente. Faz-se necessário um paradigma que rompa com a racionalidade técnico-instrumental instaurada pela modernidade. Aqui, tanto a direita como determinada esquerda não estão à altura da tarefa exigida. Tanto o liberalismo como certa leitura dogmática do marxismo repousam sobre a noção de um progresso infinito, e repetem exaustivamente o mantra do crescimento. Até mesmo parcela significativa do movimento social é tributária de um jeito de pensar e agir preso às categorias da sociedade industrial, e daí a dificuldade de assimilação em sua agenda de temas que estão para além dessa sociedade.

Propostas simplificadas e descontextualizadas que reproduzem o receituário keynesiano e marxista – matrizes teóricas de outro momento histórico – não nos ajudam a sair da crise, porque são mais parte do problema do que da sua solução, uma vez que bebem na mesma fonte: o desenvolvimento/crescimento econômico como saída para a crise.

Agora, urge a consciência de que a crise ecológica é, antes de tudo, expressão de determinado modo produtivo da sociedade industrial, em vias de esgotamento. Por isso, insistir teimosa e cegamente no produtivismo econômico é ameaçar toda a vida da e na Terra, incluídos os seres humanos, colocando em grave risco a vida das gerações futuras. É impossível evitar uma catástrofe climática sem romper radicalmente com os métodos e a lógica econômica que reinam há 150 anos.

Talvez seja inclusive muito tarde para isso como atesta James Lovelock, para quem “os humanos são muito estúpidos para evitar que as mudanças climáticas impactem radicalmente sobre as nossas vidas ao longo das próximas décadas”.

Conjuntura da Semana em frases

Terminando bem

"O Lula fez dois mandatos, está terminando bem o governo. O que nós queremos para o Brasil? Que continue bem e até melhore" – José Serra, governador de São Paulo – PSDB – Folha de S. Paulo, 21-03-2010.

Saliência

“É espantosa essa saliência de Lula e do Brasil no cenário das relações internacionais. Nunca, sob qualquer governo, o Brasil teve essa notoriedade e destaque” – Paulo Sant’Ana, jornalista – Zero Hora, 15-03-2010.

Feios

"Serra e Dilma são igualmente antipáticos e igualmente feios. Ideologicamente estão muito próximos. O projeto deverá ser exatamente o mesmo" - Marcus Figueiredo, professor do Instituto Universitário do Rio de Janeiro (Iuperj) – O Estado de S. Paulo, 23-03-2010.

Não cola

“Dilma mostrará a cara que ela tem. Essa história de mulher autoritária e mal-humorada não corresponde com a imagem que temos dela. Isso não cola” – Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência da República, que cuidará do plano de governo da candidata – Zero Hora, 21-03-2010.

Jefferson

“A senhora, que é uma mulher, tem que usar todo seu encantamento para trazer para a campanha o nosso presidente Roberto Jefferson” – Fernando Collor de Mello, senador – PTB-AL, ao elogiar e apoiar a candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República – O Globo, 18-03-2010.

Sangue frio e nervos de aço

“Tenho dito aos amigos: sangue frio e nervos de aço, a guerra vai ser dura, um brutal requentamento (sic) de 2005 (ano do mensalão). Aos adversários digo: a vida do povo melhorou. Vamos aumentar a ligação com o povo, isso é o que nos salva” – Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, no aniversário de José Dirceu, defendendo o ex-ministro e o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, acusado de participar de um esquema de cobrança de propinas – O Globo, 17-03-2010.

Feminil

"O Fernando Henrique tem um ciúme infantil do Lula, uma inveja feminil do Lula" – Ciro Gomes, deputado federal – PSB – Valor, 17-03-2010.

Constrangimento

“Por unanimidade, a direção do meu partido pediu para eu não ser candidato. Como eu seria?” — Eduardo Suplicy, senador - PT-SP -, desistindo de disputar o governo – O Globo, 30-03-2010.

Estupidificação

"Nós vamos para o Congresso, 513 homens e mulheres, vestindo paletó e gravata, gente decente, boa, inteligente, chega ali e há uma bola de "estupidificação", uma coisa inacreditável" - Ciro Gomes, deputado federal – PSB – O Estado de S. Paulo, 23-03-2010.

Nunca mais...

“Nunca mais vou ser deputado na vida” – Ciro Gomes, deputado federal – PSB –SP – O Globo, 13-03-2010.

“Não tenho mais paciência de passar nove horas conversando fiado e não fazendo nada pela vida de ninguém” – Ciro Gomes, deputado federal – PSB –SP –, explicando a rotina de ser deputado - O Globo, 13-03-2010.

"Seu pai é ladrão!"

"É comum filhos de parlamentares não dizerem que são filhos deles. Se não, ouvem comentários do tipo "Seu pai é ladrão". Esse tipo de coisa vai atingindo as pessoas. Passei por isso várias vezes. Você vai a um jogo de futebol e as pessoas ficam gritando "mensalão", "mensalão". Não é possível. Isso vai somando" - José Eduardo Cardozo, deputado federal e secretário-geral do PT - Valor, 16-03-2010.

Pior parte é buscar dinheiro

"A pior parte de uma campanha é buscar dinheiro. O candidato teria que falar: "Você me dá o seu dinheiro, mas eu não vou dar nada em troca". Só pelo fato de dizer que não vai dar nada em troca o doador vai dizer: "Mas você está dizendo que eu sou bandido?" Além disso, teria que pedir o imposto de renda do doador também, já que há um limite para doação sobre a arrecadação do doador" - José Eduardo Cardozo, deputado federal e secretário-geral do PT - Valor, 16-03-2010.

Chimarrão e cachaça

"O Tarso (Genro) é um baita de um companheiro, mas é um companheiro polêmico. Em vez de chimarrão, Tarso, tome um belo de um uísque de qualidade, tome uma cachaça de qualidade, tome uma caipirinha" – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República – Folha de S. Paulo, 22-03-2010.

"É o amor!"

"Mas você está linda. Remoçou dez anos. É o amor, só pode ser o amor" – Marcelo Rossi, padre, para Marta Suplicy Suplicy, ex-prefeita de S. Paulo – Folha de S. Paulo, 16-03-2010.

Oração dos royalties

“Sermão outro dia do padre Marcos Belisário, da Igreja dos Santos Anjos, no Leblon: ‘Alguém sabe por onde andava o dinheiro dos royalties do Rio? Pelo menos, a Emenda Ibsen serviu para levantar esta lebre’. Onde foram aplicados estes R$ 7 bilhões anuais? Faz sentido” – Ancelmo Góis, jornalista – O Globo, 28-03-2010.

CPMF

“Fiquei muito magoado e ofendido quando a minha oposição no Senado derrubou a CPMF. Eu não conheço um empresário no Brasil que reduziu do custo do seu produto 0,38%, que é o que a gente pagava no cheque” – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República – O Globo, 26-03-2010.

Desgraça

"Esses dias eu fiquei triste. Inaugurei duas mil casas e não vi uma nota no jornal. Mas, quando cai um barraco, eles dizem que caiu uma casa" – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República – O Estado de S. Paulo, 25-03-201.

Voto dos presos

“Uma vez que o preso vote, os políticos irão até as cadeias e presídios. Desse contato, esperamos que possa surgir um compromisso: mudanças necessárias e urgentes no cumprimento da lei em relação às pessoas detidas” – Valdir João Silveira, coordenador da Pastoral Carcerária Nacional, defendendo a resolução do TSE que prevê a instalação de urnas eletrônicas para que presos provisórios possam votar pode contribuir para a melhoria do sistema carcerário – O Globo, 28-03-2010.

Plágio

“Do Norte, chegam os sinais: 1) Símbolo do maior capitalismo do mundo, a GM virou estatal. 2) O sistema público de saúde dos Estados Unidos deverá atender mais 46 milhões de pobres. Em Cuba, Fidel Castro coça a barba e pensa, já com tradução para o português: “Vou propor um embargo contra eles. Por roubo de propriedade intelectual”” – Túlio Milman, jornalista – Zero Hora, 23-03-2010.

Inferno

“A Vale pode ir para o inferno. Estamos cansados de capitalistas estrangeiros que vêm aqui destruir o estilo de vida canadense" - Wayne Fraser, representante do sindicato canadense que lidera a greve nas minas de níquel e cobre no Canadá - Financial Times - 14-03-2010.

Idade da razão

"Aos 92 anos, as minhas preocupações são: se vai ter bolo de fubá no café da manhã, se o suco de laranja tem gelo ou não (eu não posso com gelo) e o que vai ter para jantar. Só isso" - Antonio Candido, um dos principais nomes da crítica literária, sobre a polêmica distribuição dos royalties do petróleo entre Estados e a União – Folha de S. Paulo, 22-03-2010.

"Idade é eterna"

“A linguagem politicamente correta pode se transformar em ridículo. Chamar velhice de "melhor idade" só pode ser gozação. É claro que a "melhor idade" é a juventude. Quero, então, fazer uma sugestão que agradará aos velhos. A voz chama para embarcar os "cidadãos da "idade é terna'". Não é bonito ligar a velhice à ternura?” – Rubem Alves, escritor – Folha de S. Paulo, 16-03-2010.

Imperdoável

“De uma perspectiva leiga, moderna e democrática, nenhuma instituição, por mais veneranda que seja, está a salvo da investigação e do julgamento público; ainda mais quando se acumulam indícios de que sua autoridade e prestígio facilitam a realização, a continuidade e o acobertamento de atos da mais pura infâmia” – editorial “Imperdoável” sobre os escândalos-pedofilia na Igreja – Folha de S. Paulo, 28-03-2010.

Max Weber da Penha

“Romário vem tendo aulas particulares com o professor de ciência política Leonardo Petronilha, da Universidade Cândido Mendes, do Rio. O Baixinho, como se sabe, é candidato a deputado federal pelo PSB fluminense” – Ancelmo Góis, jornalista – O Globo, 30-03-2010.

Pizza por telefone

“Falta de tempo não é desculpa para comer mal. Hoje as pessoas gastam mais tempo esperando uma pizza pedida por telefone do que se preparassem em casa um bom peixe” - Fabio da Silva Gomes, nutricionista – Zero Hora, 13-03-2010.

Cigarros Falsos

Delegacia do Consumidor apreende 3290 maços de cigarros falsos
31/03/2010 20:23


A Delegacia de Polícia de Proteção ao Consumidor (Decon), da Polícia Civil, com apoio de fiscais a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), realizou nesta semana trabalhos policiais no Estado com a finalidade de combater à comercialização de cigarros ilícitos oriundos do Paraguai e sem a devida autorização de ingresso no território brasileiro.

Iniciada na segunda-feira (29), com término nesta quarta-feira (31), as ações foram realizadas nas cidades de Vacaria, Lagoa Vermelha e Caxias do Sul. No total, foram apreendidos 3290 maços de cigarros ilícitos e vistoriados 197 pontos formais, havendo apreensões em 58 desses locais, denominados comércio varejista.
Com relação à apreensão feita pela Decon dos maços de cigarros irregulares da indústria, onde se constata data de validade vencida, o ilícito de fraude no comércio, atenta contra o Código de Defesa do Consumidor (art.. 66), que pune com pena de detenção de três meses a um ano o responsável por informações enganosas sobre a natureza, característica, qualidade de produtos e serviço, sendo, portanto, infração penal de menor potencial ofensivo, prevista na Lei Federal nº 9.099/1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais. Na operação, 58 prisões em flagrante foram realizadas pela referida prática penal, sendo 23 em Vacaria, 24 em Lagoa Vermelha e 11 em Caxias do Sul. Os autores, no entanto, foram liberados nos termos do art. 69 e seu parágrafo único da Lei Federal nº 9.099/1995, e responderão cada um deles à Termo Circunstanciado instaurado pela Decon. O material foi levado para o Departamento Estadual de Investigações Criminais e será encaminhado para a Receita Federal.

De acordo com ABCF, a cada ano o Brasil perde cerca de R$ 1,5 bilhão com fraudes relacionadas à venda de cigarros contrabandeados. Conforme dados da associação, algo em torno de um terço do cigarro consumido no Brasil – cerca de 46,5 bilhões de unidades – é proveniente do Paraguai. A comercialização de cigarros ilícitos do Paraguai, abertamente praticada nos mercados formal e informal do País, em volumes extraordinários, acarreta graves prejuízos financeiros e sofre concorrência desleal, tendo em vista os preços mais baixos cobrados pelo produto ilícito.

Fonte: www.estado.rs.gov.br

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Império do Sol anuncia Caio e Gugu
Lú Astral é o novo intérprete dos Bambas
Amorim culpa Aecpars pelo 5° lugar
Império do Sol anuncia Caio e Gugu

Posted: 31 Mar 2010 12:01 PM PDT

Dois reforços para o time da Majestosa do Vale. O primeiro é o mestre-sala Caio, confirmado como novo par da porta-bandeira Jéssica Silva. Em 2010, defendeu a Protegidos da Princesa Isabel e agora vai para o lugar de Ramon Carvalho, mestre-sala do Império do Sol durante 15 anos...
Lú Astral é o novo intérprete dos Bambas

Posted: 31 Mar 2010 08:19 AM PDT

Melodiosa. Assim será a voz que embalará a nação azul e branco no Carnaval 2011. Mesmo que a direção dos Bambas da Orgia não fale sequer sobre a saída de Leandro da Águia, Lú Astral será o intérprete da escola a partir de maio...
Amorim culpa Aecpars pelo 5° lugar

Posted: 30 Mar 2010 07:29 PM PDT

O clima está esquentando antes da eleição dos Imperadores do Samba. Atual presidente e buscando o terceiro mandato consecutivo, Luiz Carlos Amorim causou polêmica com uma carta enviada aos sócios da escola...
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Grupo de Teatro de Vacaria RS

Vitor:

GRUPO DE TEATRO - VACARIA/RS COMUNICA:

INSCRIÇÕES PARA SELEÇÃO DO DIA 05 (segunda-feira) A 13 DE ABRIL (terça-feira) NA BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL OU ATELIER LIVRE.

Idade: Dos 09 aos 20 anos.

Inscrição gratuita.


NÃO PERCA ESTA OPORTUNIDADE!!!

Abraços,
Vitor Freitas

Mundo Desigual

Mundo Desigual - Por Planeta Voluntários

"O maior assassino do mundo e a maior causa de doenças e sofrimento ao redor do golfo é… a extrema pobreza."

Desigualdade Social

21 países retrocederam em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu, em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças morrendo antes dos cinco anos;

No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.

A pesquisa ainda mostra que 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.

Segundo a OIT, os dados de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru, 110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América Latina e talvez no mundo – 500 mil.

. Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília.

Das 55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40% estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não sabem ler nem escrever.

Mais de 27 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem parte de famílias que têm renda mensal de até meio salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem nessas condições econômicas no país, e destes, 45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos cinco anos.

A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%.

O Brasil é, segundo a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos são mortos 40 mil brasileiros;

1,9% do PIB brasileiro é consumido no tratamento de vítimas da violência;

A Aids já deixou mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos 40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos um de seus pais, segundo a UNICEF. A cada minuto, uma criança morre de AIDS.

Mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não têm saneamento básico. A combinação do dois índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400 litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano tem acesso a 20 ou 30 litros diários.

Um em cada seis habitantes da Terra não tem água potável para beber e dois em cada cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.

Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade.

A fome no mundo, depois de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse grupo mais 5 milhões de famintos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 160 mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número que poderia dobrar até 2020 - contabilizando-se catástrofes naturais e doenças relacionadas a elas.

Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibilidade às doenças. As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas de funções até mesmo a um nível mais básico.

Muitas vezes, são necessários apenas alguns recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento de alimentos também são úteis..

Muitos peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente, a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste ciclo de pobreza que provoca a fome.

Fontes: Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.

Por: Marcio Demari / Diretor Presidente do Planeta Voluntários - Brasil

Portal Vermelho


DESTAQUES DA EDIÇÃO DE
HOJE DO PORTAL VERMELHO



Teia: Encontro de pontos de cultura estimula a economia solidária

Mãe reconhece luta de Cuba para salvar o filho preso da morte




Brasil assume papel estratégico na luta pela paz na Colômbia

Programa "Bom Dia Brasil", da Globo,
desceu a lenha no PAC Defensores do Estado mínimo
Mídia capitalista mostra a cara e o caráter na cobertura do PAC 2
O presidente Lula tem toda razão ao criticar a mídia acusando-a de cobrir as ações do governo com "má-fé". A cobertura do PAC 2 pelos principais meios de comunicação no país não deixa margens a dúvidas quanto a isto.






Fim de governo
Serra inaugura obra polêmica e é vaiado por trabalhadores Artigo
A crise do capitalismo e a luta de classes na França
Interesses do latifúndio
Via Campesina e Contag denunciam documento da CNA aos candidatos São Paulo
Procuradoria mantém recomendação de cassação de Kassab




A crise da pedofilia e a credibilidade da Igreja

Blog do Nivaldo Santana
CTB, terceira maior central do Brasil!
Fatima Oliveira
O Vaticano arde nas labaredas do inferno por causa da pedofilia

Rubens Diniz
O Irã e a visita do diretor da AIEA ao Brasil

Sergio Barroso
Barata-Moura e a apresentação Livro II de O Capital

Eron Bezerra
Desempenho dos prefeitos do PCdoB

Carlos Pompe
Empobrecer o espírito para enriquecer o bolso





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Ruy Carlos Ostermann


Na próxima quinta-feira, dia 8 de abril, Ostermann recebe o fotógrafo Luiz Carlos Felizardo. Na canja musical, Realidade Paralela. É quinta que vem, às 19h30min, no StudioClio. Até lá!



Saiba um pouco mais

Luiz Carlos Felizardo nasceu em Porto Alegre, em 1949. Estudou na Faculdade de Arquitetura da UFRGS entre 1968 e 1972, ano em que passou a dedicar-se exclusivamente à fotografia, destacando-se nas áreas da fotografia de paisagem e arquitetura através do emprego de câmeras de grande formato. A partir de 1975 realizou mostras individuais em diversas cidades do Brasil, na Argentina (Buenos Aires e La Plata) e no Uruguai (Montevidéu), além de exposições coletivas em países da Europa e das Américas.
Em 1987, a convite de Frederico Morais, participou do projeto Missões 300 Anos - A Visão do Artista. Em 1991, integrou o grupo de fotógrafos brasileiros cujas obras foram adquiridas para o acervo inicial da Coleção MASP/Pirelli de Fotografias. Em 2006, uma nova edição de seu trabalho foi incorporada à Coleção.
Em 1992, fez parte da mostra coletiva La Fotografía Iberoamericana, em Madrid, e da exposição Fotografía Brasileña: Historia y Contemporaneidad, no Museo de Arte Moderno La Tertúlia de Cali, Colombia, sob curadoria de Frederico Morais.
Em 1999, foi um dos integrantes da exposição Brasilianische Fotografie 1946-1998, no Kunstmuseum Wolfsburg, Alemanha, e na Fundação António Cupertino de Miranda, no Porto (Portugal).
Em 2003, participou do livro Visões e Alumbramentos - Fotografia Contemporânea Brasileira na Coleção Joaquim Paiva. Recebeu, em 2008-2009, a Bolsa de Incentivo à Criação da FUNARTE para desenvolvimento de seu projeto Querência.
Sua obra compõe as coleções do Consejo Mexicano de Fotografía, do Centro Wifredo Lam (Cuba), do Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, do Center for Creative Photography (EUA), do Museu de Arte de São Paulo, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, da Fundação Iochpe (São Paulo) e da Fundação Vera Chaves Barcellos (Porto Alegre), além de coleções particulares.
Luiz Carlos Felizardo é autor do livro O Relógio de Ver, reunião de artigos e ensaios sobre fotografia, e co-autor, com Luiz Sérgio Metz e Flavio Wild, de Usina do Gasômetro Centro Cultural. Desde março de 2001, é colunista da revista Aplauso. Também é membro do Conselho Consultivo do FestFotoPoA - Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre.

Canja musical

A música da cantora Vanessa Longoni e do trio Terratrônix é um encontro de quatro carreiras de sucesso que se complementam. Uma das canções registradas com as guitarras de Marcelo Corsetti, a bateria de Luke Faro e os violões de Ângelo Primon é a estreia de Vanessa Longoni na composição em parceria com o também cantor Richard Serraria, Perfume, pente, pensamento. O repertório do grupo traz ainda nomes como Lenine, Pedro Luís e a Parede, Vitor Ramil, Jorge Drexler e Edu Lobo.

Transgênicos

Ruralistas relativizam mudanças climaticas e defendem transgenicos.
Nao se sabe se eles moram no nosso planeta e se alimentam tambem com alimentos contaminados por seus agrotoxicos..
Representantes de setores agropecuários defenderam nessa terça-feira, no último dia do Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima (FEED), os transgenicos, como forma de adaptação ao aquecimento global, e o aprimoramento de metodologias para avaliar o impacto da atividade agropecuária ao clima.

A reportagem é de Bruno Calixto e publicado pela Amazonia.org.br, 31-03-2010.

O evento, que foi organizado por Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), divulgou um documento final, chamado Carta de São Paulo. Nele, o setor considera que as mudanças climáticas ainda não são um consenso científico, e a questão vem sendo usada para propaganda política.

"Movimentos ambientalistas mais sectários e alguns políticos, em todo o mundo, têm se apropriado de informações científicas ainda parciais ou inconclusas para transmitir uma falsa ideia de certeza sobre as questões do clima, de forma a apressar os governos a decidir sobre medidas, principalmente destinadas a mitigar as emissões de carbono. Na realidade, essas questões do clima são complexas, pela sua própria natureza, e não se prestam a simplificações destinadas ao uso da propaganda política", diz a carta.

O documento também ataca as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, por considerá-las "não realistas", e defende que o campo de ação do setor com relação à questão ambiental esteja na produção sustentável e no desenvolvimento de novas tecnologias. "O investimento em pesquisa nos setores de energia, produção industrial e agropecuária é o que certamente produzirá os melhores resultados".

Diversidade de opinião

A carta termina afirmando a dificuldade em se atingir uma opinião única, devido à diversidade de posicionamentos presentes. De fato, estiveram no evento desde pesquisadores que negam o aquecimento global, até aqueles que já estudam formas de adaptação e mitigação frente às mudanças climáticas, por parte da agricultura e da pecuária.

Essa foi a linha de raciocínio do pesquisador da Embrapa, Eduardo Assad. "Não é uma questão de acreditar, de crença. Nós analisamos dados. Numa escala de bilhões de anos, podemos dizer que a Terra está se esfriando, mas, nos próximos cem anos, vai esquentar", disse.

Assad apresentou o famoso gráfico do IPCC- Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) -, que mostra a relação do aumento da temperatura global com as emissões de CO2, e o comparou com indicadores de diversos municípios brasileiros. Segundo o pesquisador, ao se analisarem 240 municípios, com realidades tão diferentes, como Campinas-SP e Altamira-PA, todos mostraram aumento de temperatura nas últimas décadas.

O pesquisador também disse ter preocupação sobre como a agricultura brasileira vai reagir a essa tendência, e apresentou cenários em que as mudanças do clima possam resultar em prejuízos de R$ 800 milhões ao ano, por exemplo, para o setor da produção de café arábica, e até R$ 7 bilhões, ao setor da soja.

Solução?

Assim como diz a Carta de São Paulo, Assad considera que a solução para o problema está no desenvolvimento de tecnologia - neste caso, transgênicos. O pesquisador da Embrapa defendeu a criação de plantas com genes que suportem a falta de água ou com tolerância a temperaturas mais altas.

Ele alerta, entretanto, que qualquer solução precisa ser colocada em prática logo. "Se ficarmos discutindo se o aquecimento global existe ou não, não vai dar tempo".

Presos Suspeitos de Homicidio em Vacaria RS

Presos suspeitos por decapitação de homem no bairro Imperial
Três pessoas foram presas nesta terça-feira e estão detidas no presídio

Em menos de 24 horas, através de investigações da Polícia Civil de Vacaria já está praticamente esclarecido um dos crimes mais violentos da história da cidade. No início da tarde desta terça-feira, 30/03, foram presos três suspeitos do homicídio no bairro Imperial.
Segundo informações da polícia eles têm envolvimento na morte de Luiz Borges da Silva, de 37 anos, que foi decapitado no domingo a noite. O responsável pelo homicídio também tem 37 anos, cortou a cabeça da vítima e transportou em uma mochila até o bairro Municipal. Lá foi entregue à um outro homem, de 36 anos.
Os suspeitos foram ouvidos na Delegacia e estão detidos no presídio de Vacaria à disposição da justiça.


Rádio Fátima AM (Jornalismo), 31/03/2010, 08h52

Glória Perde a Primeira Partida

Glória sofre a primeira derrota na Segundona

Equipe foi derrotada pelo Aimoré nesta quarta-feira em São Leopoldo

Terminou nesta quarta-feira,31/03, a série de vitórias da equipe do Glória. Após 14 jogos o time foi derrotado pela primeira vez na Segundona deste ano para o Aimoré em São Leopoldo por 1 a 0.
O confronto foi marcado por muita movimentação, principalmente, porque para o Aimoré somente uma vitória interessava para se classificar. O time de Vacaria criou um centro de marcação muito forte no meio-de-campo com três volantes, além ainda dos três zagueiros. Apenas Rodrigo Couto tentava organizar as jogadas. Embora esta situação o Glória manteve o controle da partida. O gol somente foi sair aos 45 minutos do segundo tempo através de bola parada. O Aimoré cobrou uma falta que obrigou o goleiro Márcio Kessler espalmar a bola. No rebote Marcelo Xavier aproveitou para marcar o gol da vitória do time de São Leopoldo.
Com o resultado, o Aimoré garantiu a classificação à próxima fase da Segundona e o Glória segue líder na chave 03 com 32 pontos.
Glória: Márcio Kessler,Tiago Machado, Valdemar, Jucimar, André Alagoano, Ivanildo, Márcio Souza(Jean), Alejandro, Rodrigo Couto(Fabinho),Silvano, Simovic(Leonel).



Rádio Fátima AM (Jornalismo), 01/04/2010, 09h23

Fotos Arquivo


Agora é Gauchão



Inter tem nova decisão domingo

Alecsandro na disputa: Inter encara o Universidade, domingo, pelo Gauchão
Crédito: fabiano do amaral
Alecsandro na disputa: Inter encara o Universidade, domingo, pelo Gauchão
Crédito: fabiano do amaral


Depois de enfrentar o Cerro pela Libertadores da América, o Inter terá outra decisão no domingo, desta vez pelo Campeonato Gaúcho, quando precisa da vitória sobre o Universidade, no estádio Beira-Rio, para avançar às quartas de final da Taça Fábio Koff. Mas não é só o colorado que vai decidir a sua sorte no regional. Todos os oito jogos da última rodada do segundo turno serão importantes.

Um dos clubes que busca vaga nas quartas é o Pelotas. Porém, o áureo-cerúleo terá um jogo difícil, já que enfrenta o São José em Porto Alegre. Para derrotar o Zequinha, o time contará com o apoio de mais de 500 torcedores que prometem invadir o estádio Passo D''Areia.

Na chave 11, apenas o Santa Cruz não tem chance de classificação e somente o Caxias está garantido. São José, Pelotas, Universidade, Inter, Veranópolis e São Luiz vão brigar por três vagas. Em Ijuí, a diretoria do São Luiz reduziu o preço dos ingressos para transformar o estádio 19 de Outubro em um "caldeirão" no jogo contra o Caxias. Um ingresso de geral custará R$ 10,00.

Na chave 10, Grêmio e Novo Hamburgo vão jogar de "sangue doce". As outras duas vagas serão disputadas entre Inter-S.M., Ypiranga, Avenida e Juventude. A situação mais complicada é a do Ju, que precisa vencer o Grêmio e torcer por resultados paralelos. O técnico Osmar Loss não terá o lateral-direito Luiz Felipe, suspenso. Em Erechim, Ypiranga e Inter-S.M. fazem um confronto direto na briga pela vaga.

No domingo, também serão conhecidos os dois rebaixados. Avenida, Esportivo e Porto Alegre são os candidatos. Caxias e São José brigam pelo título do Interior.





Fonte: Correio do Povo

Inter Vence a Crise


Inter vence e lidera o seu grupo

Walter foi cumprimentar o treinador Fossati após a abertura do placar: Internacional fez 2 a 0 no Cerro e passou a liderar o seu grupo pela Libertadores da América
Crédito: fabiano do amaral
Walter foi cumprimentar o treinador Fossati após a abertura do placar: Internacional fez 2 a 0 no Cerro e passou a liderar o seu grupo pela Libertadores da América
Crédito: fabiano do amaral
FABRÍCIO FALKOWSKI | fabricio@correiodopovo.com.br

A crise é página virada. O Inter venceu o Cerro, ontem, por 2 a 0, e garantiu a liderança do seu grupo na Libertadores, com oito pontos, contra sete do Cerro. De quebra, o resultado, conquistado mediante muita luta no Beira-Rio, garante tranquilidade ao vestiário e mantém Jorge Fossati no cargo.

O próximo compromisso na competição será dia 14 de abril, contra o Emelec, em Guayaquil. O time equatoriano, que joga hoje contra o Deportivo Quito, em Quito, é o último colocado do grupo e está praticamente fora da briga por vaga.

O Cerro vendeu caro os três pontos. A tensão foi a marca principal desde os primeiros instantes. O time uruguaio se apresentou bem armado na defesa sem renunciar ao ataque. O Inter, por sua vez, tentou jogar no campo do adversário, mas foi sempre bem marcado. Ou seja, os colorados tiveram a bola por mais tempo, rondaram a área uruguaia, porém não conseguiram criar muitas chances claras de gol.

Isso no primeiro tempo. Pois depois do intervalo, a sorte brilhou para o Inter. Aos 13 minutos, Walter tentou cruzar a bola para a área e contou com a infelicidade de Iba-ñez, que, ao invés de afastar, tirou o goleiro Frascarelli do lance e mandou para as redes. Gol do Inter.

Era tudo que precisam os colorados. A abertura do placar acalmou o time em campo, apesar da atmosfera carregada no Beira-Rio. Aos 26, o alívio definitivo: Giuliano chutou, o goleiro soltou e Alecsandro - no lugar certo, na hora certa - lutou com a zaga e empurrou para o gol.

Havia seis jogos que o Inter não vencia. "Nada e ninguém vai separar nosso grupo", desabafou Walter.

INTERNACINAL 2 X 0 CERRO

Inter: Abbondanzieri; Nei, Índio, Bolívar e Kléber; Guiñazu, Sandro, Giuliano (Wilson Mathias) e D''Alessandro (Andrezinho); Walter (Taison) e Alecsandro. Técnico: Jorge Fossati.

Cerro: Frascarelli; Asconeguy, Ibañez, Pablo Melo e Leites; Pellejero, Caballero, Suarez (Trujillo) e Dadomo (Lombardi); Rodrigo Mora (Suffo) e Álvaro Melo. Técnico: Pablo Repetto.

Árbitro: Carlos Torres (PAR).

Gols: Ibañez, contra (13'' do 2 T) e Alecsandro (26'' do 2 T).

Público: 36.897 (33.069 pag.).

Local: n estádio Beira-Rio.




Fonte: Correio do Povo

Inter Vence o Cerro


FIM DO SUFOCO. INTER FAZ 2 A 0 NO CERRO


Crédito: cristiano estrela

Crédito: cristiano estrela


Walter e Alecsandro festejam os gols da vitória que levou o Inter à liderança do seu grupo na Libertadores








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CAPA > correio@correiodopovo.com.br

Inter Supera a Crise e Vence Cerro


Fernando Carvalho: "Vamos todos dormir tranquilos"
Dirigente do Inter agradeceu o apoio da torcida e elogiou a atuação

Vitória sobre o Cerro trouxe alívio a técnico, jogadores e dirigentes do Inter
Crédito: Cristiano Estrela / CP
Vitória sobre o Cerro trouxe alívio a técnico, jogadores e dirigentes do Inter
Crédito: Cristiano Estrela / CP
Não foi a vitória sobre o Cerro o que mais animou o vice-presidente de futebol Fernando Carvalho. De acordo com o dirigente, a postura do time colorado foi empolgante. “O jogo não foi bonito porque o Cerro é muito fechado, mas tivemos uma boa atuação e o resultado foi excelente”, afirmou.

Para Carvalho, o gol de Walter aos 12 minutos de primeiro tempo foi fortuito. Resultado de um time que não desistiu de atacar nunca. Já o gol de Alecsandro foi um “verdadeiro gol de Libertadores pois surgiu na garra, no rebote”.

A vitória deixa o time mais tranquilo e ameninza a pressão sobre a comissão técnica e a diretoria. No entanto, Carvalho afirma que o estado de emergência continua. “É claro que a vitória alivia, mas segue a tensão. Domingo temos outra decisão”, completou.

Já o papel dos torcedores – cerca de 40 mil pessoas estiveram no Beira-Rio – foi elogiado pelo ex-presidente. “A torcida foi o principal jogador em campo. Não nos vaiou nem mesmo quando tivemos dificuldade”, agradeceu.

O dirigente fez questão de abraçar o técnico Jorge Fossati ao final da partida: “Apesar da pressão nós não modificamos o planejamento e vamos todos dormir tranquilos hoje”.

Fonte: Rádio Guaíba



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» Tags:Inter Futebol Libertadores

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Museu do Inter


Credenciamento - Inauguração do Museu S.C. Internacional
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No dia 6 de abril, aniversário do estádio Beira-Rio, ocorre uma cerimônia para convidados e imprensa para apresentar esta nova atração.

O Museu do Inter está pronto para prestar sua homenagem a todos que fizeram a história do Clube do Povo.

No dia 6 de abril, aniversário do estádio Beira-Rio, ocorre uma cerimônia para convidados e imprensa para apresentar esta nova atração.

O credenciamento deve ser realizado por meio do e-mail credenciamento@internacional.com.br, até esta segunda-feira (05/04), às 14h.

As credenciais serão entregues das 17h às 17h30, quando inicia a visita guiada especial para a imprensa ao Museu.

SERVIÇO:
O quê: Credenciamento
Evento: Inauguração do Museu do S.C. Internacional
Prazo: segunda-feira (05/04), 14h
Email: credenciamento@internacional.com.br
Entrega de credenciais: terça-feira (06/04), das 17h às 17h30

Saiba mais sobre o Museu do Inter, clicando aqui!

Seriados Agentes da Uncle e Agente 86


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