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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Entrevista com o Vereador Osnir Domingues

Esta entrevista foi realizada no dia 18 de Agosto de 2009.
- Política, honesta, não lido com sujeira. Conquiste o espaço não conquiste o espaço que não tem de forçar na ganância o poder.
- Aguardo tenho certeza na minha inocência, as pessoas que acompanharam esse processo, que não deve nã tome, a minha consciência das pessoas que acompanham, estou a disposição da comunidade e das pessoas verdadeiras.
- Quero que a justiça faça a justiça porque se gangue continuar armação, fazer armação que fizeram contra mim e com outras pessoas e para outros vereadores nesta casa, essas pessoas devem ser punidas, não apresentam projetos, fazem denuncias infundadas e pessoas interesseiras, pessoas de má índole e sem credibilidade.
JN: O sr. não teme,pessoas lhe processem, o qual o citou os nomes em plenário?
Vereador Osnir: Podem acontecer, não temo nada, temo tipo vingança, para quem oferece dinheiro para denunciar pode até matar, pessoas que acreditam no que é certo verdadeiro.
Reportagem de Paulo Furtado

Editorial de Opinião

* Dia 25/08/2009, três mães foram agrdir um aluno na saída da Escola Estadual Padre Efren no centro da cidade de Vacaria/RS, um senhor foi acalmar a situação e acabou sendo agredido. Isto ocorreu na parte da manhã, uma barbaridade infelizmente a ignorância vacariana de algumas pessoas que deveriam procurar uma Delegacia Polícia ou Conselho Tutelar mas apelam para violência. Isso envergonha a nossa cidade temos que mudar essa cultura da violência e da falta de respeito com o ser humano.
Paulo Furtado
http://paulofurtado.blog.terra.com.br
MSN: paulofurtado64@hotmail.com

PM Temporário

nscrições para o PM Temporário da Brigada Militar encerram-se nesta sexta-feira
27/08/2009 14:17

O Estado recebe até amanhã (28) as inscrições para o processo seletivo do Programa de Militares Estaduais Temporários da Brigada Militar, que está ofertando 659 vagas para exercer as funções de Soldado PM Temporário, em caráter emergencial. A ação está alinhada ao projeto de Recuperação dos Efetivos do Programa Estruturante Cidadão Seguro ( www.estruturantes.rs.gov.br ), do governo do Estado. Até 2010, R$ 462 milhões serão investidos no segmento da Segurança via Cidadão Seguro, que tem entre seus projetos a Recompoisção dos Efetivos da Segurança.

Como referencial de vencimentos estão sendo ofertados os seguintes valores aos interessados:

- Bolsa auxílio durante o curso – R$ 519,20;
- 1º ano – R$ 723,06;
- 2º e 3º ano – R$ 838,85.

Somado ao 1º, 2º e 3º ano, o praça recebe etapa, vale-alimentação e auxílio transporte. Os candidatos ao PM Temporário devem, obrigatoriamente, ter concluído o serviço militar das Forças Armadas até três anos antes da data de abertura das inscrições ao processo seletivo.

As 659 vagas disponíveis obedecem a seguinte distribuição:

REGIÕES E TOTAL DE VAGAS

Capital - 50
Metropolitana - 13
Alto Jacuí - 08
Central - 113
Centro Sul - 08
Fronteira Noroeste - 13
Fronteira Oeste - 107
Litoral - 10
Missões - 76
Planalto - 56
Serra - 11
Sul - 93
Vale do Caí - 10
Vale do Rio dos Sinos - 12
Vale do Rio Pardo - 69
Vale do Taquari - 10
TOTAL: 659

Maiores informações sobre o certame podem ser obtidas no Departamento Administrativo (DRESA), localizado na Rua dos Andradas, 498, no Centro de Porto Alegre; nos locais de inscrição relacionados no item 5.2 do edital e no Site da Brigada Militar ( www.brigadamilitar.rs.gov.br ).

Fonte: Ascom BM

Manuela

Cooperação de Trabalho

Projeto prevê obrigações trabalhistas para as Cooperativas de trabalho


O projeto de lei, que prevê o pagamento de obrigações sociais aos prestadores de serviços de limpeza do Município, de autoria da vereadora Sofia Cavedon (PT), será votado nesta segunda-feira (23/03), a partir das 14h, no plenário da Câmara Municipal de Porto Alegre.

Pela proposta da vereadora, as cooperativas de trabalho ficam condicionadas a pagar aos contratados vale-alimentação, vale-transporte, assistência médica e assistência previdenciária. O projeto defende ainda que o Executivo Municipal exija das cooperativas de trabalho o fornecimento de equipamentos de proteção individual adequados à prestação de serviços com segurança. “Queremos garantir aos trabalhadores os seus direitos básicos. É inadmissível que nos dias de hoje a exploração de mão de obra ainda vigore!", defendeu a vereadora.



Acesse aqui a íntegra do projeto.



Cooperativadas da Meta

Sofia está solicitando agenda com o Procurador Geral do Município, encarregado de conduzir a problemática que envolve a Cooperativa Meta e seus funcionários. As cooperativadas ainda não receberam salários do mês de fevereiro.

A vereadora e as representantes das cooperativadas pretendem solicitar ao Executivo Municipal, que a próxima parcela a ser paga para a Meta, seja depositada em juízo com destino ao pagamento dos seus salários. A sugestão foi do superintendente da Polícia Federal no RS, Ildo Gasparetto, em audiência realizada na última nesta quarta-feira (18/03), quando recebeu cópia do processo de luta das funcionárias.





Fontes:

Vereadora Sofia Cavedon - 9953.7119

Cláudia de Lima – 9934.3226

Maria Inês Menezes – 9328.7475





Porto Alegre, 21 de Março de 2009.



Jorn. Marta Resing/5405

Ass. Comunicação

Gab. Ver. Sofia Cavedon/PT

51.9677.0941




Seja responsável com o meio ambiente - só imprima se for necessário.

Uol Esportes

Sexta-feira, 20 de março de 2009

Organizadas dividem-se em apoio e repúdio à proposta de cadastramento no futebol
Criação de cartão de identidade, que seria obrigatório para a entrada nos estádios do Brasil a partir de 2010, já causa polêmica antes mesmo de ser aprovada em Brasília



Fórmula 1
FIA muda regras de pontuação, mas pode voltar atrás; pilotos e escuderias divergem Corinthians e Santos jogam no domingo pelo Paulistão; teste os seus conhecimentos no quiz


Pelé.Net
Washington, o dono de livraria, revela gosto por biografia e quer a sua De rosa?
Técnico do Figueirense repreende e põe jogador para treinar de vestido Copa do Brasil
CBF divulga a tabela da segunda fase, que tem início no dia 8 de abril

Qual camisa 9 você escolheria hoje para reforçar o ataque de seu time de coração?

ESCOLHA O TIME SÉRIE A Atlético-MG Atlético-PR Avaí Botafogo Coritiba Corinthians Cruzeiro Flamengo Fluminense Goiás Grêmio Grêmio Barueri Internacional Náutico Palmeiras Santos Santo André São Paulo Sport Vitória SÉRIE B ABC América-RN Atlético-GO Bahia Bragantino Brasiliense DF Campinense-PB Ceará Duque de Caxias Figueirense Fortaleza Guarani Ipatinga Juventude Paraná Ponte Preta Portuguesa São Caetano Vasco Vila Nova GO


Quiz: Você sabe tudo sobre a carreira de Barrichello; encare o teste de Fórmula 1

Sem dinheiro, Jade Barbosa faz promoção de camisetas para pagar o seu tratamento



Vela A caminho do Rio, Torben Grael encara problemas na Volvo Ocean Race
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Vôlei de praia Juliana e Larissa retomam a parceria após 231 dias de espera
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Taekwondo Por medalhas em Londres-2012, britânicos apelam para o videogame
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Boxe Dez anos depois do título, Popó retorna aos ringues em luta comemorativa
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Ditadura Militar

Parte I



A Ditadura Militar



Recife, 1964. Beira da praia, brisa da noite, mansões dos usineiros. As garrafas de champanha são abertas. Festa. Pessoas bonitas, perfume, olhares de fêmeas, dentes brancos de alegria. As risadas unem o gozo ao deboche. Vida longa para o novo governo! Que nunca mais se falem em greves nem nessa maldita terra para os camponeses! Morte aos inimigos da propriedade! Um pouco longe dali, noite negra e silêncio. De repente, chegam os soldados. Vasculham os casebres. Procuram os inimigos da pátria. As pessoas simples têm medo. Precisam dormir cedo porque amanhã têm de ir para roça cortar cana. Mas o olho continua aberto. Só a boca é que permanece fechada. No quar tel , homens armados de fuzil automático arrastam o ancião. Espancado em praça pública. Maxilar quebrado por uma coronhada de rifle. Chutaram-lhe tanto os testículos, que arrebentou a bexiga. Vai urinar sangue por quase um mês, O velho ferido está algemado. Ao seu redor, caminhões do Exército, berros de oficiais, rádio, holofotes, metralhadoras,

Por que tanto aparato? Por que tantos homens, tantas armas, tanta força bruta? Por que o velhinho é tão perigoso? Gregório Bezerra nasceu no sertão. Criancinha, viveu a fome e a prepotência dos latifundiários. Foi quase um escravo. Brinquedo de menino era enxada e foice, sonho de um dia comer carne-seca. Nunca viu escola. Só aprendeu a ler e escrever com 24 anos, quando servia o Exército - e nunca mais deixaria o orgulho de ter sido militar. Pouca instrução, mas o conhecimento da vida e a argúcia do homem do povo.

Um dia, entrou em contato com aquela gente estranha. Falavam coisas que ele nunca tinha ouvido mas que, extraordinariamente, parecia já saber. Alguns eram até doutores, mas o tratavam como igual. Muitos dos estranhos eram como Gregório, como Severino, como José, como tantos outros: mãos de calo, cara rasgada de sol, trabalho e sofrimento. Ouviu, refletiu e juntou-se a eles.

Voltava ao canavial, onde o homem perde a perna, ou o juízo, pela picada de cobra, o golpe errado do facão, o jeito doido de o capataz falar. Mas agora, era ele que tinha o que dizer para contar para os seus irmãos de labuta. Nos campos, nos mocambos miseráveis, nas portas das usinas e das fábricas, Gregório seria a voz da consciência dos que ainda não tinham consciência, a posse dos que nada possuíam. Ele era o homem do povo que descobre sua força e, finalmente, se levanta. Em vez de lamentar suas misérias, ergue-se para combatê-las. Sabia falar a língua dos humildes e fazer as perguntas decisivas; a quem pertence? A quem é dado? O que se deve transformar? Os homens mais poderosos de Pernambuco o temiam. Gregório Bezerra, velho quase analfabeto, ferido e enjaulado em 1964. Líder camponês, ex-deputado federal, inimigo do latifúndio. E se um dia todos aqueles homens e mulheres com as mãos grossas e rosto queimado se transformassem em milhões de Gregórios ? Era preciso evitar a qualquer custo.

Por isso, Gregório Bezerra tinha sido preso. Naquele momento, os grandes senhores da terra comemoravam sua vitória. O reveillon de 1964 acontecia em 31 de março.

Governo Cas tel lo Branco (1964 – 1967)

Bem que Leonel Brizola propôs ao presidente Jango resistir ao golpe de 1964 com armas na mão, a partir do Rio Grande do Sul. Mas o presidente, muito deprimido, não queria derramamento de sangue. Como milhares de brasileiros, os dois também se exilaram no estrangeiro.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro - Copacabana e Ipanema -, a classe média se confraternizava com a burguesia. Chuva de papel picado, toalhas nas janelas, buzinaço, banda e chope. Abraços, choro de alegria, alívio pelo fim da desordem. O Brasil estava salvo do comunismo! Os crioulos não invadiriam mais as casas das pessoas de bem! As empregadinhas voltariam a ficar de cabeça baixa! Mas nos subúrbios o medo substituía o chope. Ali, a revolução iria procurar os "inimigos do Brasil". E quem seriam esses monstros? Pessoas simples, enrugadas pelo trabalho duro, mas que tinham ousado não se curvar; operários, camponeses, sindicalistas Nenhum banqueiro, nenhum megaempresário, nenhum tubarão foi sequer chamado para depor numa delegacia, Eram todos homens de bem, pessoas que amavam o próximo... principalmente se o próximo fosse um bom parceiro de negócios. Os soldados armados de fuzis prendiam milhares de pessoas: dirigentes populares, in tel ectuais, políticos democratas. A UNE foi proibida e seu prédio, incendiado. A CGT, fechada. Sindicatos invadidos à bala. Nas escolas e universidades, professor es e alunos progressistas expulsos. Os jornais foram ocupados por censores e muitos jornalistas postos na cadeia. A ordem era calar a boca de qualquer oposição. Os políticos que não concordaram com o golpe, geralmente do PTB, tiveram seus mandatos cassados. Ou seja, perderam seus direitos políticos por dez anos. O primeiro cassado, inimigo número um do regime, foi Luís Carlos Prestes. O segundo foi o ex-presidente João Goulart. Depois, veio uma lista de milhares de pessoas que foram demitidas de empregos públicos, presas, perseguidas, arruinadas em sua vida particular. Juscelino e Jânio também perderam seus direitos, para que não tentassem nenhuma aventura engraçadinha na política. Só a UDN não teve punidos: coincidência, não?

Os comunistas, claro, eram perseguidos como ratos. Muitos foram presos e espancados com brutalidade. O pior é que o xingamento de “comunista” servia para qualquer um que não concordasse com o regime. Seria o suficiente para ser instalado numa cela, Fariam a reforma agrária num cubículo 2 X 2 e socializariam a propriedade do buraco no chão que servia de privada. Para espionar a vida de todos os cidadãos, foi criado em 1964 o SNI (Serviço Nacional de Informações). Havia agentes secretos do SNI em quase todos os cantos: escolas, redações de jornais, sindicatos, universidades, estações de tel evisão. Microfones, filmes, ouvidos aguçados. Bastava o agente do SNI apontar um suspeito para ele ser preso. Imagine o clima numa sala de aula, por exemplo. Eu mesmo perguntei, certa vez, a um professor de história, “o que ele achava” de algo que os militares haviam decretado. Ele, apavorado, respondeu algo como: “Não acho nada! Eu tinha um amigo que achava muito e hoje ninguém acha ele!” Eram muitos os “desaparecidos” naqueles tempos... O professor e correndo o risco de ser detido caso fizesse uma crítica ao governo. Os alunos, falando baixinho, desconfiando de cada pessoa nova, apavorados com os dedos-duros. A ditadura comprometia até as novas amizades! O pior é que o SNI cresceu tanto que quase acabou tendo vida própria, independente do general-presidente, a quem estava ligado. Seu criador, o general Golbery do Couto e Silva, no final da vida, diria amargurado: “Criei um monstro.”

O novo governo passou a governar por decreto, o chamado AI (Ato Institucional) O presidente baixava o AI sem consultar ninguém e todos tinham de obedecer. O AI-1 determinava que a eleição para presidente da República seria indireta. Ou seja, com O Congresso Nacional já sem os deputados e senadores incômodos, devidamente cassados, e um único candidato. Adivinha quem ganhou? Pois é, em 15 de abril de 1964 era anunciado o primeiro general-presidente, que iria nos governar o Brasil segundo interesses do grande capital estrangeiro nos próximos anos: Humberto de Alencar Cas tel lo Branco. Cas tel lo tinha sido um dos figurões da Sorbonne, ou seja, dos in tel ectuais da ESG. A maioria de seus ministros também era oriunda da ESG, a “Escola Superior de Guerra”, réplica nacional do “War College” norte-americano. Tranqüilos com a vitória, os generais nem se importaram com as eleições diretas para governador em 1965. Esperavam que o povo brasileiro em massa votasse nos candidatos do regime. Estavam errados. Na Guanabara e em Minas Gerais venceram políticos ligados ao ex-presidente Juscelino Kubitschek. (Em São Paulo não houve eleições. Seriam depois.) Mostra clara de que alguns meses depois do golpe ainda tinha muita gente que não apoiava o regime. Pois bem, os militares reagiram. Vinte e poucos dias depois das eleições desastrosas, foi baixado o AI-2, que acabava em definitivo com as eleições diretas para presidente da República. Agora, o presidente seria “eleito” indiretamente, ou seja, só votariam os deputados e senadores. Voto nominal e declarado, ou seja, o deputado era chamado lá na frente para dizer, no microfone, se votava ou não no candidato do regime. Quantos teriam coragem de dizer, na cara dos ditadores, que não aprovavam aquela palhaçada? Muito poucos, inclusive porque os mais ousados eram sumariamente cassados.

O AI-2 também acabou com os partidos políticos tradicionais. O PSD, o PTB, a UDN, tudo isso foi proibido de funcionar. Agora, só poderiam existir dois partidos políticos: a Arena e o MDB. A Arena (Aliança Renovadora Nacional) era o partido do governo. Estavam ali todos os políticos de direita que apoiavam descaradamente a ditadura. De onde vinham? Basicamente, da UDN. Mas também um bando de gente do

PSD, do PSP de Adhemar de Barros e, por incrível que pareça, muitos da velha guarda integralista. Apoiavam o regime militar em tudo que ele fazia.

O MDB (Movimento Democrático Brasileiro) era o partido da oposição consentida. A ditadura, querendo uma imagem de democrática, permitia a existência de um partido levemente contrário. Contanto que ninguém fizesse uma oposição muito forte. O MDB era formado pelos que sobraram das cassações, um pessoal do PTB, alguns do PSD. No começo, a oposição era muito tímida. Nos anos 70, porém o MDB conseguia votações cada vez maiores para deputados e senadores. Então seus políticos - muitos eram novos valores surgidos na década - começaram a fazer uma oposição importante ao regime, capitaneados pela figura do deputado paulista Ulisses Guimarães (1916-1992) . Naqueles tempos, brincando é que se diz a verdade, comentávamos que o MDB era o “Partido do Sim” e a ARENA era o “Partido do Sim Senhor!”

O AI-3, do começo de 1966, determinava que as eleições para governador também seriam indiretas. Os únicos com direito a voto eram os deputados estaduais, que tinham de ir lá na frente e declarar para todo mundo em quem votavam. Mais intimidação seria impossível, não é mesmo? O circo estava todo armado para que a ARENA governasse todos os setores da vida nacional.

A Constituição de 1967

No Brasil, os homens da ditadura faziam questão de criar uma imagem de que o país era um regime “democrático”. Alegavam que existia partido de oposição e eleições para deputado e senador. Vá lá, mas acontece que os políticos mais críticos estavam cassados e o MDB, sob vigilância. Além disso, o Congresso Nacional ficou com os poderes muito cerceados. Um deputado podia fazer pouca coisa além de elogiar as praias douradas do Brasil. No fundo, quem mandava mesmo era o general-presidente e pronto. Dentro dessa preocupação de manter a aparência (só a aparência) de “democrático”, o regime promulgou a Constituição de 1967, que vigorou até 1988, quando finalmente foi aprovada a Constituição atual. Promulgar não é bem a palavra. Porque não existiu sequer uma Assembléia Constituinte. Os militares fizeram um rascunho do texto constitucional e enviaram para o Congresso aprovar. Congresso mutilado pelas cessações, nunca devemos esquecer. O trabalho era pouco mais do que aplaudir. Trabalhos regulados por um relógio que tocava corneta. Deputados obedientes como soldados em marcha. Para começar, eleições indiretas para presidente da República e governadores de Estado, Os prefeitos de capital e cidades consideradas de “segurança nacional” (como Santos, em São Paulo , o maior porto do país, ou Volta Redonda, no Rio de Janeiro, por causa da gigantesca Companhia Siderúrgica Nacional) seriam nomeados pelo governador. Em outras palavras, a Arena governaria o país pela força da lei (e das armas, claro). A Constituição de 1967 aumentava as atribuições do Executivo e a centralização do poder. É por isso que havia Congresso aberto. Pela Constituição, os deputados e senadores não podiam fazer quase nada, a não ser discursos. Veja bem: a lei não permitia nem mesmo que o Congresso pudesse controlar as despesas do Executivo. No país inteiro, governadores e prefeitos também podiam gastar à vontade no que quisessem - estradas para valorizar latifúndios, estádios de futebol para enriquecer empreiteiras, teatros para a elite se divertir, prédios públicos enormes para os figurões ficarem sem fazer nada no ar condicionado. Os deputados estaduais e vereadores não tinham poderes para impedir esses gastos. Os governadores perderam a autonomia para gastar. Para qualquer obra importante, tinham de pedir dinheiro ao governo federal, ou seja, ao general-presidente. O mesmo valia para os prefeitos. Por exemplo, vamos imaginar que na cidade X, o Fulano do MDB fosse eleito prefeito. A maior parte do dinheiro dos impostos ficava com o governo federal, em Brasília. O prefeito Fulano quer fazer uma escola municipal para X. Não tem dinheiro. Tem de pedir para o governador, que é da Arena e, certamente, recebe ordens de Brasília para não dar nada. Agora, se o prefeito fosse da Arena, as coisas mudavam de figura. Principalmente porque o prefeito se lembraria de apoiar a eleição de deputados e senadores da Arena. Esqueminha montado e quase sem furos. Dá para entender por que o regime militar não teve medo de manter eleições para o Congresso e permitir a existência do MDB? Era como um jogo de futebol facílimo de ganhar, porque o juiz roubava escancarado para o lado de quem já estava no poder...O pior de tudo é que o regime iria fechar mais ainda. O último ato do governo de Cas tel lo foi a LSN (Lei de Segurança Nacional). Reprimir passava a ser sinônimo de “defender a pátria”.

A Economia no Governo Cas tel lo Branco

A primeira atitude do novo governo foi anular as reformas de base. Criaram um Estatuto da Terra, que previa uma tímida reforma agrária. Claro que jamais sairia do papel dos burocratas. O latifúndio estava livre

para engolir os camponeses. A lei de 1962, que controlava remessas de lucros para o estrangeiro, foi anulada. As multinacionais foram ofertadas com todas as facilidades. Os mestres do PAEG (Plano de Ação Econômica do Governo) foram os ministros Otávio Gouveia de Bulhões (Fazenda) e Roberto Campos (Planejamento). Para diminuir a inflação, eles aplicaram receitas econômicas monetaristas. Trataram de tirar o dinheiro de circulação. Para começar, cortaram os gastos públicos, ou seja, o governo investiria menos em hospitais e escolas – já se preparava a introdução do ensino pago nas universidades públicas e começava-se com a política de esvaziamento na qualidade do ensino público gratuito de boa qualidade, valorizando mais as instituições privadas. Até antes da Ditadura Militar, estudar em colégios particulares era amesquinhante demonstração de incompetência para acompanhar o elevadíssimo nível que então o ensino público mantinha... Em 1964, tinha sido fundado o Banco Central para controlar todas as operações financeiras do país. Também foi criada uma nova moeda, o cruzeiro-novo. Os salários foram considerados os grandes responsáveis pela crise econômica do país. Claro, os operários deviam estar ganhando fortunas e o país não poderia suportar um soldador ou torneiro mecânico passando férias na Cote d’Azur, fazendo compras na Avenue Montaigne, em Paris. Assim, os aumentos salariais passaram a ser sempre menores do que a inflação. A idéia era fazer com que o aumento de preços, por causa do crescimento dos salários, fosse cada vez menor.

Acompanhe o raciocínio dos caras. Por exemplo, se a inflação fosse de 30% naquele ano, a lei obrigava o patrão a conceder um aumento abaixo daquela inflação, de só, digamos, 20%. Claro que esse patrão iria compensar o prejuízo de ter de pagar mais salários aumentando os preços de seus produtos e serviços. (Por isso mesmo, diziam, existia a inflação!) Mas, em quanto? Se o salário aumentava em 20%, o patrão poderia aumentar os preços em, digamos, 21%: teria até um pouquinho mais de lucro do que antes. Mas o aumento geral dos preços (por causa do salário maior em 20%, todos os empresários reagiriam aumentando os preços em 20% e quebrados) seria perto dos vinte e pouco por cento, e não mais os 30% anteriores, No ano seguinte, com inflação de, suponhamos, uns 22%, o patrão poderia dar um aumento de salário de só uns 10%. Aí os preços, para compensar esse aumento salarial, subiriam uns 12%, por exemplo. E assim, num passe de mágica, a inflação teria caído de 30% para 12% ao ano. Claro que tudo isso está simplificado, mas a idéia básica era essa mesma. Agora, não sei se você se tocou: por essa receita, os salários eram comidos pela inflação. Em outras palavras, a ditadura militar reduziu a inflação arrochando os salários dos trabalhadores. Um dos recursos para diminuir salários foi a extinção da estabilidade. Pela lei antiga, depois de dez anos numa empresa, era quase impossível despedir um empregado. Isso acabou. No lugar, foi criado o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), em 1966, que ainda existe mas, com os ventos ainda mais conservadores que andam soprando neste país, tem havido uma tendência a propor a suspensão até deste direito para os trabalhadores. Funciona assim: a cada mês, o patrão deposita nos bancos uma parte do salário do empregado, formando uma espécie de caderneta de poupança (outra invenção do regime militar) chamada de FGTS, Acontece que o FGTS só pode ser sacado em momentos especiais, como na compra de uma casa própria ou, caso mais comum, quando o empregado é despedido. Essa lei facilitou a vida dos empresários. Agora, despedir era tranqüilo. Os empregados, sabendo que podiam perder o emprego a qualquer momento, eram obrigados a aceitar salários mixurucas.

Grandes empresas (como as automobilísticas) chegaram a ser acusadas de ter uma armação para, de vez em quando, despedir alguns operários (logo absorvidos por outra fábrica, tudo combinado secretamente). A rotatividade da mão-de-obra (rodando de emprego em emprego) seria um excelente mecanismo para baixar salários. Em princípio, o dinheiro do FGTS serviria para que o recém-criado BNH (Banco Nacional da Habitação) financiasse casas populares. Na prática, o que aconteceu foi que o BNH acabou financiando a construção de condomínios de luxo para milionários. Ou seja, o pobrezinho pagando, indiretamente, a mansão do ricaço.

Não devemos esquecer que as greves estavam totalmente proibidas. O peão tinha de engolir quieto a pancada salarial, senão haveria outra paulada mais dolorosa ainda. Para que os empréstimos do governo federal e os impostos devidos a ele fossem pagos decentemente, criou-se a correção monetária. Antes, o sujeito podia esperar um ano para pagar impostos porque então ele pagaria uma quantia desvalorizada pela inflação. Agora, a correção monetária simplesmente aumentava o valor da dívida no mesmo percentual da inflação. Como o governo não queria emitir papel-moeda (estava combatendo a inflação), obviamente os empresários sofreram restrições ao crédito. Juros altos, dificuldade de obter empréstimos, poucos investimentos. A economia crescia pouco. Os ministros sabiam que estavam provocando esta recessão. Achavam que era um dos remédios para baixar a inflação. Realmente, as compras diminuíram. Reduzida a demanda (procura), caíram os preços: outro fator deflacionário. Para agilizar o crescimento da economia, Roberto Campos e Otávio Gouveia de Bulhões, os ministros-gurus do PAEG, criaram muitas facilidades para o investimento estrangeiro. Tinham-se ido os tempos do nacionalismo trabalhista.

Bem, e o PAEG deu certo? Para o que ele se propunha, sim, foi bem-sucedido. A inflação caiu. O preço social disso é que representa problema. Os economistas “iluminados” da época falavam pudicamente no “lado perverso” das medidas econômicas. Por que a economia voltou a se recuperar? Há várias explicações. Para começar, os investidores estrangeiros ficaram mais tranqüilos: não havia mais ameaça de nacionalismo, nem de greves e muito menos de socialismo. Além disso, o novo governo tinha eliminado as restrições ao capital estrangeiro. Assim, as multinacionais começaram a investir em peso na construção de novas fábricas. O FMI, feliz com o Brasil militar, também emprestou dinheiro, E nós vimos que ajuda do FMI era uma espécie de garantia para que outros banqueiros confiassem no país. Uma das causas mais importantes da inflação é o descontrole da economia: cada empresário tenta lucrar na marra, simplesmente aumentando os preços. Vira uma corrida histérica de preços e salários aumentando sem parar. Para reverter o quadro, deveria haver um acordo nacional dos empresários entre si e dos empresários com os trabalhadores. Mas Jango, no seu tempo, encontrara dificuldade em montar o acordo. Ocorria o oposto: as lutas de classes se tornavam mais agudas.

Obviamente, a ditadura não resolveu as coisas por consenso, promovendo um plano com que toda a sociedade concordasse. As coisas foram impostas na marra. Na marra principalmente sobre os trabalhadores. Ou seja, o consenso foi obtido na base do “Ou você concorda comigo ou entra na porrada!” De qualquer modo, a estabilidade foi conseguida. Quer dizer então que uma ditadura consegue estabilidade? Essa pergunta necessita de outra: de que tipo de estabilidade estamos falando? Quando examinamos as estatísticas econômicas percebemos que a estabilidade teve um preço: o aumento de exploração da força de trabalho.



Costa e Silva (1967 – 1969)



Os militares tinham indicado e o Congresso balançou a cabeça: o novo general-presidente era Arthur da Costa e Silva. Só a Arena tinha votado na eleição indireta. Em vez de levantar o braço, batia continência. O MDB, em protesto (era minoria), havia se retirado do plenário. Com mãos ao alto. Costa e Silva era tido como um homem de hábitos simples. Em vez da companhia dos livros, como gostava o pedante Cas tel lo Branco, preferia acompanhar as corridas de cavalos. Pessoalmente, diziam que era “gente boa”. Mas se Costa e Silva queria tranqüilidade, tinha escolhido mal o emprego. Melhor seria dar palpites no jockey.

Depois do impacto de 64, com aquela onda de prisões e fechamentos, as oposições ao regime voltaram a se articular. Até mesmo Lacerda tinha virado oposição. É que ele tivera esperança de se tornar presidente, mas aqueles a quem bajulara lhe viraram as costas. Magoado, procurou unir Juscelino e Jango, exilados, numa Frente Ampla. Pouco resultado daria. Longe do país, tinham pouca influência.

Apesar do PAEG de Cas tel lo diminuir a inflação e retomar o crescimento, a situação da classe operária vinha piorando. Em 1965, os operários paulistas ganhavam, em média, apenas 89% do que recebiam em 1960, em 1969, apenas 68%. Estava ficando feia a coisa.

Os anos 60 formaram a grande década revolucionária. Os anos da minissaia, dos homens de cabelo comprido, da pílula anticoncepcional; da guerra do Vietnã, dos hippies, do feminismo; da Revolução Cultural na China, da Primavera de Praga, dos Beatles, dos Rolling Stones, de Jimi Hendrix e Janis Joplin, do LSD, do psicodelismo, das viagens à Lua; de Kennedy, Krutchev e Mao Tsetung; do cinema de Godard, Pasolini e Antonioni; das idéias e dos livros de Sartre, Marcuse, Althusser, Hermann Hesse, Erich Fromm e Wilhelm Reich; dos transplantes de coração, dos computadores e do amor livre, de Bob Dylan, Jim Morrison e Martin Luther King; de "Paz e Amor", Woodstock e Che Guevara. Especialmente, 1968. Trabalhadores e estudantes se levantaram no mundo inteiro. Em Paris, cidadela do tranqüilo capitalismo desenvolvido, os operários fizeram greve geral e os estudantes jogavam pedras na polícia. Nos muros da capital francesa, os grafites anunciavam o novo mundo: “É proibido proibir”, “A imaginação no poder!”, “Amor e revolução andam juntos”. Nos EUA, atacava-se o racismo. Tempos de Martin Luther King e de Malcolm X, grandes líderes negros. Os estudantes norte-americanos também sonhavam com socialismo e milhares deles protestariam contra o absurdo de a máquina de guerra ianque agredir o povo do Vietnã. Na América Latina, sonhava-se com guerrilhas libertadoras. Na Tcheco-Eslováquia, aconteceu a Primavera de Praga: os comunistas, liderados por Dubcek, tentaram construir o socialismo humanista. Na China Popular, o camarada Mao Tsetung estimulava a Revolução Cultural. A Cuba revolucionária de Fidel Castro e Che Guevara mostrava o caminho para os jovens latino-americanos: guerrilha, revolução popular, socialismo “Hasta la victoria compañeros!” (Até a vitória companheiros!) No Brasil, a luta era contra uma ditadura militar e um capitalismo troglodita. Desafiando abertamente o regime, os operários fizeram greve em Contagem (Minas Gerais ). Pouco depois, pararam os metalúrgicos de Osasco (São Paulo ).

O governo militar, através da Lei Suplicy, quis impedir que os estudantes se organizassem. O maldito acordo MEC-Usaid previa a colaboração dos técnicos americanos na reformulação do ensino brasileiro. E o que os ianques propunham? Acabar com as discussões políticas na universidade: estudante deveria apenas ser mão-de-obra qualificada para atender as multinacionais aqui instaladas. Além disso, o governo queria que o ensino superior fosse pago. Ou seja, faculdade só para minoria de classe média alta para cima. Mas a UNE estava lá para lutar contra. Época gloriosa do movimento estudantil. Coragem, sonhos libertários, utopia na alma. A juventude queria o poder no mundo! Os estudantes iam para a rua contra um governo que esculhambava a universidade pública, contra um regime militar. Apesar de proibidas, suas passeatas nas ruas atraíram cada vez mais participantes, de operários e boys a donas de casa e profissionais liberais. A grande imprensa chamava-os de “infantis”, “toxicômanos”, “desequilibrados”. A polícia atacava. Cassetetes, gás lacrimogêneo, caminhões brucutu. Eles respondiam com pedras, bolas de gude (contra a cavalaria da PM), coquetéis molotov e idealismo. Os principais líderes estudantis estavam no Rio de Janeiro: Vladimir Palmeira e Luís Travassos.



Voltando no tempo...



Imagine que você, com sua idade atual, acaba de voltar no tempo. Estamos em 1968, no Rio de Janeiro. Em que é que você está pensando? O que é que você faz no dia-a-dia? Imagine que você é de classe média e está se preparando para o vestibular. Assustador. A faculdade tem vagas reduzidas. Aliás, essa é uma das bandeiras do movimento estudantil: alargar o funil que desemboca na universidade. Que curso você vai seguir? A maioria quer ser engenheiro, médico, advogado. Mas tem gente que quer conhecer o Brasil para transformá-lo: vão estudar sociologia, história, filosofia e até economia. Um amigo seu diz, brincando, que tem um professor de sociologia da USP que um dia ainda vai ser presidente da República.

Na faculdade, quem não é de esquerda está por fora. Claro que há uma povão de gente alienada, que nem dá bola para o que acontece no país. Mas você e seus amigos são conscientizados. O problema é que existe uma floresta de partidos e grupelhos de esquerda: PC do B, AP, Polop, Dissidência na Guanabara e tantos outros (sigla era um troço importante naquela época). Só não vale o PCB, que não é bem visto pela garotada, que o chama de “Partidão”. Parece com um velho sábio que não dá mais no couro. Na verdade, o fato de o PCB não aceitar a luta armada contra o regime tira o charme dele. Afinal, todos temos pôster de Che Guevara e Ho Chi Minh na parede de casa e gostamos de nos imaginar na selva entre os camponeses, com idéias na cabeça e um fuzil na mão. As pessoas lêem o suficiente para não se sentirem alienadas. Estamos em 1968 e alguns autores são obrigatórios: Leo Huberman, Engels, Lênin, Nélson Werneck Sodré, Caio Prado Jr, Moniz Bandeira e o famoso manual marxista de Politzer. Quem não leu, ouviu falar. O que é suficiente para participar de um debate, que é o que mais interessa. Para os mais metidos a espertos, cabe citar Marcuse, Althusser, Gramsci e Erich Fromm. No corredor da faculdade, vocês discutem política. Baixinho, mas escancarado (até 1968 ainda dava para fazer isso). De um lado, os que acham que primeiro devem organizar os trabalhadores para depois partir para luta armada, do outro, os que acham que a luta armada organizará os trabalhadores. Isso mesmo que você está lendo: na cabeça do pessoal, a revolução está ali na esquina. É só pegar.

Hoje tem passeata convocada pela UNE. Na faculdade, pintamos as faixas com os dizeres manjados como “Abaixo a ditadura” e o provocativo “Povo armado derruba a ditadura”. Vamos para a passeata? É um problema. Sua mãe tem medo, seu pai (na época, é claro, lembre-se de que estamos em 68) apoiou o golpe. Melhor ir escondido. Se você é mulher pior, porque tudo é proibido: freqüentar boate, beber, chegar em casa tarde da noite, viajar com o namorado e, óbvio, ir à passeata. Portanto, mais uma que vai escondida alegando que ia “ficar na biblioteca estudando”. Lá está você com o pessoal, no centro da cidade. Gritando palavras de ordem contra o regime. Dos edifícios, papel picado e aplausos. O apoio dos escritórios te enche de autoconfiança e você realmente se sente fazendo algo de importante na história do Brasil. Na cabeça, o grande hino da época, Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré: “Vem, vamos embora / que esperar não é fazer / quem sabe faz a hora / não espera acontecer”...

De repente, chegam os homens. Marcham juntos, compactos, uma massa sem indivíduos. É a polícia. Escudo, cassetete de madeira, capacete protegendo o miolo mole. Corre que eles estão vindo! Dá tempo de pixar o muro com o spray “Abaixo a repressão!” Sai fora. O cheiro de gás lacrimogêneo incomoda. Hora de botar a pastilha de Cebion debaixo da língua, lenço molhado no nariz. O pau cantou! Contra a violência cega, a consciência estudantil, contra a brutalidade do Estado, pedradas, xingamentos e alma libertária transbordando. Não há graça nenhuma. Tem gente que sai com o rosto ensopado de sangue, hematomas pelo corpo, dentes quebrados, Muitos são presos e empurrados para o carro coração de mãe. Haja claustrofobia. Seguirão para a delegacia, para serem fichados, humilhados e levar uns cascudos. Só no final do ano é que a polícia começa a atirar para matar. Se você não apanhou muito nem foi preso, dá para chegar num barzinho no começo da noite, Depois de uns chopes, ou cuba -libre (rum com Coca-Cola), todo mundo ficava animado para contar pela décima vez suas proezas, sempre um pouquinho exageradas, é claro. Você pode estar interessado(a) numa pessoa, num cara ou numa menina. (Mas não há duplo sentido: o homossexualismo não era tolerado nem pela esquerda. Ser bicha era quase sinônimo de ser contra-revolucionário. Muitos guerrilheiros machos se remoeriam de culpa pelos anônimos desejos inconfessáveis. Só no final dos anos 70 as mentalidades começaram a mudar.) Pois bem, se você estivesse a fim de alguém, logo trataria de falar alto para aparecer. Essas coisas não mudaram demais desde então, não é mesmo? Um bom caminho era se mostrar intrépido no combate aos policiais e, ao mesmo tempo, estar por dentro das últimas novidades culturais.

No cinema, contavam muito os filmes in tel ectualizados. O esquema de Hollywood, bajulando atores e espetáculos, não estava com nada. Pelo menos nos papos-cabeça. O negócio era filme de diretor-autor. Antonioni (Blow-up, 1967, e , Zabriesky Point, 1969), Jean-Luc Godard (A Chinesa, 1967), Pasolini, Bergman, Visconti, Fellini e o nosso Glauber Rocha ( Terra em Transe, 1967, Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, prêmio de Cannes 1969 como melhor diretor), É claro que também se via muita coisa comercial... Aí as estrelas eram Marlon Brando, Richard Burton, Marilyn Monroe, Sophia Loren, Jane Fonda, Paul Newman, Marcelo Mastroiani, Alain Delon e, claro, Jane Fonda, que depois de posar nua virou militante contra a Guerra do Vietnã. Em literatura, a turma gostava de coisas engajadas como obras de Brecht, Maiakovski, Pablo Neruda, Gorki, Sartre. Mas também valia Franz Kafka, o judeu tcheco que escrevia em alemão sobre o absurdo da sociedade burocrática. O americano Henry Miller descrevia o sexo com uma crueza tão violenta que achavam que era arte. Quem já gostava de misticismo lia Hermann Hesse.

Claro que ninguém era um chato de ir a um bar e ficar conversando sobre coisas in tel ectuais e políticas o tempo inteiro. Isso só existe em série da Globo. As pessoas também dançavam, iam a festas, bebiam além da conta, namoravam, iam às compras, estudavam para as provas. Toda menina moderninha falava de amor livre. Anticoncepcional era a pílula da moda. Entretanto, mesmo entre o pessoal de esquerda, havia muito conservadorismo. A maioria das moças casaria virgem mesmo e, no máximo, permitiriam algumas carícias avançadas. Mulher que transasse com alguns caras era vista como “galinha”, e certamente ninguém iria querer algo mais “sério” com elas. Como já ensinava Maquiavel no Renascimento italiano, os preconceitos têm mais raízes do que os princípios.

O fechamento do regime (mais ainda!)

A esquerda voltava a crescer no Brasil. Nas ruas, as passeatas contra o regime militar começavam a reunir milhares de pessoas em quase todas as capitais. Diante disso, a direita mais selvagem partiu para suas habituais covardias. Aliás, covardia era a especialidade da organização terrorista de direita CCC (Comando de Caça aos Comunistas). O nome já diz tudo. Consideravam que a esquerda era feita por mamíferos a serem abatidos. Os trogloditas, então, atacaram os atores da peça Roda Viva, de Chico Buarque, em São Paulo , Surraram todo mundo, inclusive a atriz Marília Pêra. Depois, metralharam a casa do arcebispo D. Hélder Câmara, em Recife (alguns membros da Igreja Católica estavam deixando de bajular o regime). Em São Paulo , os filhinhos-de-papai da Universidade Mackenzie (onde nasceu o CCC) agrediam os estudantes da USP, na rua Maria Antônia, valendo desde pedradas até tiros de revólver.

De acordo com o jornalista Zuenir Ventura, o fanático brigadeiro João Paulo Burnier elaborou um plano criminoso, o Para-Sar. Uma loucura: os pára-quedistas da aeronáutica, secretamente, pegariam os inimigos do regime e jogariam do avião no mar alto, a uns 40 quilômetros da costa. Além disso, havia o projeto de explodir o gasômetro do Rio de Janeiro, começo da avenida Brasil, área industrial e de trânsito engarrafado. Morreriam umas 10 mil pessoas queimadas. Tragédia nacional. Burnier botaria a culpa nos comunistas e, com a população querendo o linchamento dos responsáveis, prenderia os esquerdistas e os executaria sumariamente. Que coisa diabólica, não? Só não se concretizou graças à bravura e ao patriotismo de um militar da aeronáutica: o grande brasileiro capitão Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, o Sérgio Macaco. A operação teve de ser cancelada. Mas o capitão Sérgio foi afastado da Aeronáutica. A greve operária de Contagem terminou com acordo salarial entre patrões e empregados: Mas em Osasco a coisa foi diferente. Ela tinha sido bem melhor preparada, inclusive com participação de estudantes esquerdistas na organização do movimento. O governo então falou grosso. O sindicato dos metalúrgicos foi invadido e o presidente, José Ibraim, teve de se esconder da polícia. O exército preparou uma operação de guerra e ocupou as instalações industriais. A partir daí, quem fizesse gracinha de greve teria de enfrentar os blindados e fuzis automáticos. Ou seja, as greves acabaram.

Contra os meninos e meninas do movimento estudantil, foram lançados homens armados até os dentes. Agora passeata começava a ser dissolvida a bala. No Calabouço, um restaurante carioca freqüentado por estudantes, a polícia militar assassinou um rapaz, Édson Luís. Nem a missa de sétimo dia, na catedral da Candelária, foi respeitada pela polícia, que baixou o sarrafo nas pessoas que saíam do templo. Em resposta, a maior passeata já vista na avenida Rio Branco: a célebre Passeata dos Cem Mil (26/6/1968). Era a multidão, bonita, vigorosa, olhando para a vida, exigindo a mudança.

Os militares estavam apavorados. Até onde aquilo tudo iria levar? Concluíram que precisavam endurecer mais ainda o regime. E endureceram. As passeatas de estudantes passaram a ser reprimidas pelas próprias Fonas Armadas e muitos estudantes foram baleados. Agora, em vez do cassetete, vinha o fuzil automático. O congresso secreto da UNE, em Ibiúna (SP ) foi dissolvido, com 1240 estudantes presos.

O pior estava por vir. Faltava só o pretexto.

No Congresso Nacional, o jovem deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, fez um discurso em que recomendava que as mulheres não namorassem os militares envolvidos com as violências do regime. O que seria do país, se os oficiais não namorassem? Ficariam com o fuzil na mão? Os generais exigiram sua punição, mas o Congresso não permitiu. Foi, então, que saiu o Ato Institucional nº 5, o AI-5, numa sexta-feira, 13 de dezembro de 1968. Claro que o caso do deputado era só desculpa. Tratava-se, na verdade, de aumentar a repressão e silenciar os opositores. O AI-5 foi o principal instrumento de arbítrio da ditadura militar. Com ele, o general-presidente poderia, sem dar satisfações a ninguém, fechar o Congresso Nacional, cassar mandatos. de parlamentares (isto é, excluir o político do cargo que ocupava, fosse senador, governador, deputado etc.), demitir juízes, suspender garantias do Poder Judiciário, legislar por decretos, decretar estado de sítio, enfim, ter poderes tão vastos como os dos tiranos.

Tem gente que chega a falar do “golpe dentro do golpe”. Se a ditadura já era ruim, agora ela piorava.E muito!


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Brasil de Fato

DESTAQUES

Gênero
Mulheres pagam caro pela crise
Além de bandeiras históricas como igualdade de direitos e autonomia, o Dia Internacional de Luta das Mulheres em São Paulo denunciará as consequencias do colapso econômico na vida das mulheres

-> Campanha articula enfrentamento da violência contra mulheres do campo

Entrevista
A atual ofensiva contra o MST
Diante da repercussão na imprensa de matérias que expressam uma ofensiva das forças de direita sobre o MST, o membro da direção nacional João Paulo Rodrigues explica a posição do movimento sobre os principais temas expostos


NACIONAL

Ditadura militar
Vanucchi defende ações em massa para pressionar mudança na lei
Ministro acredita que pressão popular possa contribuir para a mudança na Lei de Anistia, trazendo punição aos torturadores e garantindo às famílias de vítimas acesso à suas histórias

->MPF entra com ação contra autores de Manoel Fiel Filho

Luta pela terra
MST ocupa fazenda de Dantas, já flagrada com escravos

Exploração
A cada segundo, oito mulheres são submetidas ao tráfico sexual internacional

Manifestação
Movimento dos Sem-Mídia marca protesto em frente à 'Folha'


INTERNACIONAL

Cuba
Conselho de Estado reestrutura governo
Órgão supremo do poder de Cuba publicou nota oficial informando sobre o processo de racionalização do aparato governamental do país e a substituição de vários ministros

Venezuela
Chávez ordena ocupação de fábricas de arroz

Conflito
Israel inicia demolição de 88 casas de palestinos

EUA
Plano de Obama mantém retirada do Iraque só no fim de 2011


ANÁLISE

Espanha – Para um Estado de sítio permanente com os imigrantes
Jubenal Quispe
Essa política pública anti-imigrante, inspirada na filosofia do Estado de Sítio, terminará deteriorando as debilitadas bases da convivência pacífica

Dia Internacional da Mulher: Em busca da memória perdida
SOF – Sempreviva Organização Feminista

Solidariedade e amor
Beto Almeida

Rádios comunitárias em liberdade condicional
João Brant

A crise é do modelo civilizatório
Roberto Malvezzi


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Memória Feminina

Detalhes do Edital Transporte Coletivo de Vacaria RS

Prefeitura apresenta detalhes do edital da licitação do transporte coletivo

O julgamento das propostas será pelo critério de menor valor da tarifa. A prefeitura fez um estudo e propõe valor de R$ 1,82

O prefeito e o secretário municipal de Planejamento apresentaram nesta quarta-feira,26/08, alguns itens do edital para licitação que pretende contratar a nova empresa do transporte coletivo urbano.
Na audiência pública realizada no plenário da Câmara de Vereadores o prefeito Elói Poltronieri informou que os veículos deverão ter no máximo 15 anos de uso e não mais 20 como atualmente. O edital prevê a construção de no mínimo de 100 abrigos cobertos no período de três anos. Poltronieri acrescenta que serão obedecidos três modelos para a construção desses abrigos nas paradas de ônibus.
O julgamento das propostas será pelo critério de menor valor da tarifa. Também está sendo proposto passe livre para todos os usuários no último domingo de cada mês.
Todas as linhas deverão oferecer acessibilidade aos portadores de deficiência física. Conforme o prefeito se ocorrer empate entre duas ou mais empresas haverá sorteio em ato público.
O secretário municipal de Planejamento Vladimir Pinotti destaca que a empresa vencedora deverá iniciar as atividades em um prazo de 60 dias. Acrescenta que o valor de tarifa estimado pela prefeitura é de R$ 1,82.
Ainda conforme o edital o prazo de concessão para a empresa de transporte do coletivo urbano é de dez anos, sendo possível prorrogar por igual período.


Rádio Fátima AM (Jornalismo), 26/08/2009, 21h23

Interdição do IML de Vacaria RS

Ministério Público deverá solicitar a interdição do IML
A iniciativa do Promotor de Justiça Luiz Augusto Gonçalves Costa se deve as péssimas condições do prédio onde nem mais a geladeira está funcionando

O Ministério Público deverá solicitar nos próximos dias a interdição do Instituto Médico Legal de Vacaria devido a precariedade da estrutura existente junto ao Cemitério Santa Clara . Todo o sistema hidráulico não funciona mais , bem como , a geladeira . O Promotor Luiz Augusto Gonçalves Costa enviou nesta quinta feira um oficio a direção do IML em Porto Alegre informando que caso as reformas não sejam feitas em 30 dias estará solicitando ao Poder Judiciário a interdição do prédio . A medida determinaria que todas as necropsias fossem realizadas em Caxias do Sul . O valor para as melhorias orçadas pelo próprio Ministério Público é de 30 mil reais . O Promotor Luiz Augusto Gonçalves Costa comunicou a sua decisão ao Prefeito Municipal Elói Poltronieri e ao Presidente da Câmara de Vereadores Mário de Almeida . No encontro solicitou que os poderes Executivo e Legislativo gestionem junto ao Governo Estadual a liberação dos recursos para que as reformas sejam feitas até o final do mês de setembro . O IML de Vacaria também atende os municípios de Campestre da Serra , Monte Alegre , Bom Jesus , Jaquirana , São José dos Ausentes Muitos Capões , Esmeralda e Pinhal da Serra .

Rádio Fátima AM (Jornalismo), 27/08/2009, 10h18

Artigo

'Ditabranda' para quem?
Maria Victoria de Mesquita Benevides*

Quase ninguém lê editorial de jornais, mas quase todos leem a seção de cartas. E foi assim que tudo começou. Os fatos: a Folha de S.Paulo, em editorial de 17/2, aplica a expressão “ditabranda” ao regime militar que prendeu, torturou, estuprou e assassinou. O primeiro leitor que escreve protestando recebe uma resposta pífia; a partir daí, multiplicam-se as cartas: as dos indignados e as dos que ainda defendem a ditadura. Normal.

Mas eis que chegam a carta do professor Fábio Konder Comparato e a minha: “Mas o que é isso? Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de ‘ditabranda’? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar ‘importâncias’ e estatísticas. Pelo mesmo critério do editorial da Folha, poderíamos dizer que a escravidão no Brasil foi ‘doce’ se comparada com a de outros países, porque aqui a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala – que horror!” (esta escriba). “O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17/2, bem como o diretor que o aprovou, deveria ser condenado a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa humana” (Prof. Fábio).

As cartas são publicadas acompanhadas da seguinte Nota da Redação – “A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua ‘indignação’ é obviamente ‘cínica e mentirosa’.”

Pronto. Como disseram vários comentaristas, a Folha mostrou a sua cara e acabou dando um tiro no pé. Choveram cartas para o ombudsman do jornal – que se limitou a escrever, quase clandestino, que a resposta pecara por falta de “cordialidade”. Um manifesto de repúdio ao jornal e de solidariedade, organizado pelo professor Caio Navarro de Toledo, da Unicamp – com a primeira adesão de Antonio Candido, Margarida Genevois e Goffredo da Silva Telles – passa imediatamente a circular na internet e, apesar do carnaval, conta com mais de 3 mil assinaturas. Neste, depoimentos veementes de acadêmicos, jornalistas (inclusive nota do sindicato paulista), artistas, estudantes, professores do ensino fundamental e médio, além de blogs. Vítimas da repressão escrevem relatos de suas experiências e até enviam fotos terríveis. A maioria lembra, também, o papel da empresa Folha da Manhã na colaboração com a famigerada Oban.

O que explica essa inacreditável estupidez da Folha?

A meu ver, três pontos devem ser levantados: 1. A combativa atuação do advogado Comparato para impedir que os torturadores permaneçam “anistiados” (atenção: o caso será julgado em breve no STF!). 2. O insidioso revisionismo histórico, com certos acadêmicos, políticos e jornalistas, a quem não interessa a campanha pelo “Direito à Memória e à Verdade”. 3. A possível derrota eleitoral do esquema PSDB-DEM, em 2010. (Um quarto ponto fica para “divã de analista”: os termos da nota – não assinada – revelam raiva e rancor, extrapolando a mais elementar ética jornalística.)

Dessa experiência, para mim inédita, ficou uma reflexão dolorosa, provocada pela jornalista Elaine Tavares, do blog cearense Bodega Cultural, que reclama: “Sempre me causou espécie ver a intelectualidade de esquerda render-se ao feitiço da Folha, que insistia em dizer que era o ‘mais democrático’ ou que ‘pelo menos abria um espaço para a diferença’. Ora, o jornal dos Frias pode ser comparado à velha historinha do lobo que estudou na França e voltou querendo ser amigo das ovelhas. Tanto insistiu que elas foram visitá-lo. Então, já dentro da casa do lobo ele as comeu. Uma delas, moribunda, lamentou: ‘Mas você disse que tinha mudado’... E ele, sincero: ‘Eu mudei, mas não há como mudar os hábitos alimentares’. E assim é com a Folha (...). São os hábitos alimentares”.

O que fazer? Muito. Há a imprensa independente, como esta CartaCapital. Há a internet. Há todo um movimento pela democratização da informação e da comunicação. Há a luta – que sabemos constante – pela justiça, pela verdade, pela república, pela democracia. Onde quer que estejamos.

*Maria Victoria Benevides é socióloga com especialização em Ciências Políticas e professora titular da Faculdade de Educação da USP

Rota Caribenha

A ROTA CARIBENHA DA ESCRAVATURA
ANGOLANOS POVOARAM TAMBEM AS ANTILHAS HOLANDESAS

E um dos factos historicos, maior, pouco conhecido, que confirma a obra colectiva “Presencia africana en el Caribe” , livro editado sob a coordenaçao da africanista mexicana Luz Maria Martinez Montiel pelo Conselho Nacional pela Cultura e Artes da Republica Federal, na sua didactica colecçao “Chaves da América Latina. A nossa Terceira Raiz “.


Selado num consistente volume de 652 paginas, a compilaçao de San Angel articula-se numa dezena de capitulos nas quais os autores-contribuido res analisam, sob uma abordagem, preferencialmente, insular, a barulhenta instalaçao dos melano-africanos em Cuba, a profunda influencia dos cultos congos na grande ilha, a evoluçao dos niger na Republica Dominicana, esta parte oriental da historica Espanola, o enraizamento africano em Porto Rico , a particular bi-nacion, a estampilhagem civilizacional negra des aferolhados na espiritual Jamaica, a definitiva adaptaçao da mao deobra negra nas cinco ilhas holandesas das Caraibas, Curacao, Bonaire e aparentadas; as, tornadas, afro-guianeses e a acomodaçao historica dos afro-surinamenses.

Nota, ai, com muito interesse, a sintese de Joel James Figarola comparando a natureza dos laços linguisticos e antropologicos que se estebeleram entre Cuba e Haiti.

Reenconta-se, ai, dentro dos especialistas que propuseram as suas analises a esta obra, o meu excelente colega, cubano, membro do novo Comité Cientifico Internacional do Projecto da UNESCO “ A Rota do Escravo “ , Miguel Barnet e a claridente Lydia Milagros Gonzales de Porto Rico.

Na sua introduçao a obra, Maria Montiel recorda, bem a proposito, que é a experiencia humana e agricola da exploraçao da preciosa cana de açucar em Sao Tomé , que foi aplicada no “além-Atlantico das plantaçoes”.

Com efeito, arquipelago descoberto, inabitado, e lutando com um sub-povoamento cronico, este fornecera no novo continente e no conjunto insular, contingentes de cativos vindos, maoiritariamente, do vizinho e parceiro Reino do Kongo e do litoral enclave portugues de Angola.

Sao eles que provocarao, segundo a antropologa mexicana, varios processos de estampilhagem civilizacional bantu no conjunto insular tais como a emergencia dos famosos cultos sincreticos congocubanos ou palo mayombé, animados em Cuba, pelos os mojigangas e em Porto Rico pelas sectas mialas.

Perpeturao, nas ilhas tropicais do Novo Mundo, o consumo da malanga (iniame) e do quimbombo( banana pao).

Epicurianos, produzirao a musice popular de grande ilha, comos seus ritmos e danças lascivos, a rumba, a conga, a bembé e a calenda.

PUNCOES EXUTORIAS

Retomarao, nas Guianas, os seus tambores do Congo e de Angola.

Esses rebeldes, vindos da Colonia de Angola ou embarcados da emborcadura do Congo conservarao os seus antroponimos, tais como Lemba, na Republica Dominicana.

Rafael Duharte Jimenez indica, na sua vigorosa sintese intitulada “Africa em Cuba “ , a instalaçao em Havana, logo no século XVI, de Engolas, Embo, Congo, Casanga, Mozambique e Sao Tomé. Esses perpetuarao os nkise( feitiços) , no quadro das crenças mayombé, bem manipulados pelos inevitaveis ngangas.

Retomando o lexico residual de origem africana proposto pelo Sergio Valdés Bernal, o contribuinte cita, entre outros elementos, para as palavras de filiation, visivelmente bantu,
mambi , de mbi (assustador) , bembé de bembo (labios), gandul de wandu (ervilhas), mambo de mambu (diferendo), marimba (xilofone) et tango de tanga (cantar).

Jimenez nota, dentro dos numerosos factos sintomaticos da influencia bantu na “Gran Plantacion” , a titularizaçao de filmes cubanos sobre a escravatura; uma dessas producoes sobre esse tema é Maluala (O Ofendido).

Na sua notavel contribuiçao, bem intitulada, “A cultura generada pelo acucar” , o tenaz Miguel Barnet confirma que uma das zonas de provenencia de cativos introduzidos, clandestinamente, depois de 1873, ano de registo oficial, da chegada do ultimo navio negreiro num porto cubano, foi, numa grande escala, “las regiones del Congo”.

Para ele, as terras kongo foram “ una de las zonas mas devastadas “ pelas punçoes exutorias esclavagistas em direcçao ao setentrion antilhano.

Isso provocara, naturalmente, a retençao de etnonimos tais como Mayombé, Loango, Musundi, Ngola, Benguela e Kabinde ou cultos tais como os ligados aos kimbisa, espiritos, a devoçao ao Nsambi ou Sambiampungo, a veneraçao do Ntangu, o Sol e da Mama Nkengue, Divinidade androgene, a crença aos endocui ao kandiempembé, o endoqui malo, a gestao dos munansos lugares de cultos e a fabricaçao dos kinfuiti, ngoma; matoko e matuka, tambores, a utilizaçao, de mpaka meso e o respeito pela jupeteriana ensasi.

Notar-se-a, na grande ilha, a perpetuaçao antropologica das conviçcoes bantu sobre a força divina injectando o vital sangue menga e acordando a inteligencia pelo nkuto, a orelha.

E a instalaçao, massiva, da mao de obra vinda do “Pais da pantera” que explicara a multiplicaçao, durante o periodo colonial, dos Cabildos congos ou Congos Reales. Esses foram muito activos nas actuais provincias de Las Villas e Matanzas assim como na regiao de Colon.

A famosa Sagua la Grande , em Las Villas , é a praça forte dos Eshicongos, que eles consideram como o seu kunalungo ou kunalumbu, do bantu, nlumbu, territorio. Tentou-se, ai, convencer Barnet, que o Congo Reale desta localidade era o “ Congo dia Ntotila de verdad”.

CRISTALIZACAO SINONIMICA

O membro, reconduzido, da instancia da UNESCO retoma, bem à proposito, a sua compatriota Lydia Cabrera, que notou uma informaçao datada de 28 de Janeiro de 17 99, sobre a organizaçao, na periferia da Havana, de barulhentas festas pelas naciones congos. Essas eram animadas, por, nomeadamente, os Basongo, os Mumboma, os Mundamba e os Mayaka.

A significativa e continua presença congo no territorio adjacente o Golfe do México provocara a cristalizaçao sinonimica com o termo negro.

Com efeito, a designaçao etnonimica vinda da contra costa , de Africa central, se aplicara, em verdadeiro générico, a diversos elementos da vida social cubana. Tudo tornar-se congo.

Qualifica-se as outras comunidades bantu, aparentados, deste predicativo. Avalia-se uma trintena de atribuiçoes, dentre dos quais congo ngola, congo muluanda, congo kisiamo, congo babundo, congo mbangala, congo kisenga, congo ambaka, congo motembo e congo makua.

O kisomba kia ngongo, visivelmente, kimbundu, torna-se fiesta de congos.

Examinando a presença niger na Republica Dominicana, Carlos Andujar Persinal identifica, como uma das principais proveniencias de bozales, a Africa central, cujo activo nucleo esclavagista é constituido, essencialmente, do solido bloco Congo/Angola, e do seu corolario humano, Sao Tomé.

O contribuinte de Santo Domingo apresenta detalhes sobre esta proveniencia baseando-se em estatisticas historicas e diversos elementos de natureza etnonimica.

Nota, entre 1547 e 1821, a chegada em Espanola, de grupos de cativos bantu de etnias congo ngola, congo muluanda, congo kisiamo, congo babundo, congo mbangala, congo kisenga, congo ambaka, congo motembo e congo makua.

Assinala, entre outros factos historicos sintomaticos do significativo povoamento bantu neste territorio ileu banhado pelo Mar das Caraibas, a morte, em 1547, do lider cimarron, bem nomeado, Sebastian Lemba e o aprisionamento, em 1796, apos a corajosa insureiçao de Boca de Nigua , de varios incitadores de origem congo e mundongo.

Ilustrando a forte influencia do incontortornavel agregado Congo/Angola, no cristao Santo Domingo, Persinal poe em relevo a gayumba, o arco musical, a marimba, o xilofone, e os tambores congo-atabales.

O exame do mapa toponimico do Oriente da Espanola permitiu ao antigo investigador do dinamico Museu do Homem Dominicano de reencontrar as designçoes Angola, no sul da metade da ilha; El Congo, em diversas regioes do pais Fula e Lemba.

Os afro-dominicanos conservaram, igualmente, como os seus irmaos da “Gran Plantacion” , ao nivel do corp humano, centro de preservaçao linguistica, por excelencia, o termo bantu bemba para labios.

A aplicada Lydia Milagros Gonzalez encarregou-se, naturalmente, do seu pais, que, segundo ela, registou um povoamento, maioritariamente, bantu.
Afirma, a este respeito, que” haber sido el grupo de mayor influencia en Porto Rico”.

E, de reter, dentre dos bantuismos que a investigadora de San Juan cita, termos que se cristalizaram na “Habla ganga” ou “Espagnol Popular Porto-Riquenho”, o tambor bomba ou ngoma e a macanda, feitiço.

O capitulo consagrado a presença africana nas Antilhas Holandesas é assinado pela Rosa Mary Allen.

MONO - IMPORTACAO

Propoe como primeira marca de identidade historica do grupo iléu, o crioulo guéné, hoje extinto.

Esta lingua resuma bem a historia da expansao, deportaçao de escravos e colonizaçao holandesas em Africa, nas Américas e Caraibas.

Constituindo uma das potencias maritimas e financeiras, mercantilistas, dentre das mais activas da Europa, no século XVII, as Provincias Unidas, grandes rivais dos géméos ibéricos, com a seu eficiente instrumento de negocios e colonizaçao, a celebre Companhia das Indias Ocidentais, ocupara, a partir de 1629, e isso, durante uma vintena de anos, a estrategica Pernambuco _ incluido Alagoas -, e outras regioes da imensa colonia portuguesa do Brasil, grande consumidora de congos, ngolas e mozambiques.

Com efeito, as tropas holandesas controlarao Itamaraca, Paraiba e Rio Grande do Norte. Fala-se, entao, de um Brasil holandes!

E, neste sub-continente, que a “Companhia” va gerir, pela primeira vez, um grande numero de melano-africanos. Com efeito, em 1630, a Capitania de Pernambuco recenseou, ai, mais de 48 000 trabalhadores negros !

A Holanda continuara a ocupar, paralelamente, territorios no continente, nomeadamente, em Tobago e no Suriname e as suas seis ilhas nas Caraibas.

Expansionista, Amsterdao ousara ocupar, sobre a costa ocidental de Africa, entre outros centros esclavagistas, Sao Tomé, e sobretudo, de 1640 a 1648, a preciosa Sao Paulo de Loanda.

Com efeito, esta cidade é uma boa posiçao, porque a viagem entre “As Portas do Mar” loandesas e as costas brasileiras era menos demorosa.

E, estima-se, durante os sete anos que ela ocupou o principal centro da Colonia de Angola, a Holanda transportou mais de 12 000 cativos ngolas, mundongos, matambas e congos.

Preocupado pela mono-importaç ao negreira, o “Hof van Politie” de Pernambuco comunicara, no dia 26 de Julho de 16 30, a Companhia das Indias Ocidentais, que um navio acabava de acostar, mas , com unicamente, “carne humana negra”.

E, este posicionamento geoestrategico que permitira, para o essencial, aos negreiros holandeses, introduzir importantes contingentes de “negros de agua salada” nas suas possessoes nas Antilhas, directamente, portanto, da contra costa ou via o Brasil.

Avalia-se que a Holanda transportou, além Atlantico, mais de 10% de mélano-africanos. Uma das suas regioes de abastecimento, em madeira de ébano, foi a Loango Coast/Angola.

Este aprovisionamento se refletera, naturalmente, em Curacao.

E assim que o livro de baptismos, datado de 1755, da Iglesa de Santa Ana, contem interessantes indicaçoes sobre as origens etnicas ou os antroponimos de maes de crianças recipiendarias. Com efeito, rencontram-se, ai, mençoes tais como congo, canga, jamba, loango, angora, macamba ou macambi.

Esta ascendencia sera, igualmente, atestada em certas expressoes, muitas das vezes depreciativas, do papiamento, o crioulo da ilha.

Mary Allen utilizou, a este respeito, entre outras fontes, a obra do Padre Brennenker “ Sambumbu, Volkskunde van Curacao ...” e propoe uma dezena de de cantos em crioulo.

Assim, este falar fixou, definitivamente, a sentença

-“Bisti manera un loango” (Vestir roupa de cores brilhantes);

-a comparaçao papia luango, ( falar a toa));

- e o ditado « E ku bo wela luango a sina bo awe, di mi criojo a sinami kaba », (o que o teu antepassado luango ensinou-lhe, o meu avo crioulo o ensinou também).

Reencontrada e utilizada pelos os Loango, a planta anti-diareica Stamodia maritima, é designada, no falar corrente, puta luango.

Os toponimos kanga e mundongo indicam bem laços os laços historicos com os antigos Kongo e Ndongo.

Inspirar-se- a do kimbundu, guéné, para eponimizaçao do antigo idioma crioulizado da ilha.

Este termo se tornara generico e sera aplicado a diversos aspectos da vida social, kantika di guéné significando canticas cantadas em crioulo, kantika de makamba, cantos de amizade e o inevitavel galina guéné, o galo local, suposto proteger as casas contra o mau espirito, o mal airu.

Notar-se-a que um dos alimentos de base dos ilheus é o funche, a base de farinha de milho.

O capitulo sobre Surinam niger é proposto por Wim Hoobergen e reencontra-se, ai, como uma das principais regioes de origem dos afro-surinamenses, o Loango/Angola.

Um dos factos que confirma a forte presença dos Bantu no Suriname é a famosa gravura “Familia loango” inserida na obra de John G. Stedman, publicada em 1796.

Terra de interminaveis insureicoes, as anais conservaram nomes de alguns lideres tais como Pambu, Musinga, Makamaka e Sambo.

Obra bem util, “Presencia africana en el Caribe” permite de dispor num so volume, o quadro da evoluçao historica, da cristalizaçao dos crioulos e as perpetuacoes antropologicas africanas no conjunto insular.

Permite, igualmente, apreciar as similitudes desta trama, sobretudo na sua declinacao bantu, que constitui, incontestavelmente, uma das bases da identidade historica caribenha e um dos fundamentos que facilitou a transversabilidade cultural registada nesta regiao insular.


Simao SOUINDOULA
Vice Presidente do Comité Cientifico Internacional
do Projecto da UNESCO “A Rota do Escravo”

Tel. : 00 33 32 77 99 390 Cambrai - França





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News Negro

Líder negro destaca existência de quilombos em MS
MS Notícias - Campo Grande,MS,Brazil
Em Mato Grosso, com incentivo da classe política, foram descobertos mais de 60 quilombos reconhecidos” , disse o representante do Movimento Negro. ...
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Política de cotas nas universidades divide integrantes da CCJ do ...
O Globo - Rio de Janeiro,RJ,Brazil
Como ouvi de um aluno meu: 'A polícia, para bater na gente, sabe exatamente (quem é negro).' A gente dá um fusca para um, uma Ferrari para outro e depois ...
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CCJ do Senado debate política de cotas nas universidades
DCI - São Paulo,SP,Brazil
Emocionado, ele afirmou que colocar um negro pobre ao lado de um branco rico para prestar o vestibular é como “entregar um fusca para um e uma ferraria para ...
Veja todos os artigos sobre este tópico

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HEITOR (((((º_º))))) CARLOS
http://portodoscasa is.blogspot. com/
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Tortura Nunca Mais RJ

Grupo Tortura Nunca Mais-RJ






45 anos do golpe militar


No dia 31 de março de 1964, militares depuseram o presidente João Goulart e implantaram uma ditadura que durou 21 anos.

A ASA, o grupo Tortura Nunca Mais e a Casa da América Latina promovem dois eventos para lembrar o período ditatorial, a luta pela redemocratização e os impactos do regime militar no Brasil de hoje.

Dia 22 de março, domingo, às 17 horas, na sala de vídeo (rua São Clemente, 155)

Exibição do documentário Tempo de Resistência, de André Ristum. A partir do depoimento de mais de 30 pessoas diretamente envolvidas na resistência à ditadura, com imagens de arquivo, o filme revela a história das duas décadas negras. Músicas de Chico Buarque, Francis Hime e Geraldo Vandré.

Dia 29 de março, domingo, às 17 horas, no auditório (rua São Clemente, 155)

Palestras com o professor de História Fernando Vieira, o diretor de Direitos Humanos da Casa da América Latina Modesto da Silveira e a vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais Victoria Grabois. Os temas irão da decretação do AI-5, em 1968, até as memoráveis campanhas pela anistia e por eleições diretas para presidente da República, passando pelos anos de chumbo da resistência aos ditadores.

Participação especial do Coral da ASA, que cantará músicas daquele período (Chico Buarque, Tom Jobim, Geraldo Vandré, Paulinho da Viola, Milton Nascimento, entre outros).

Programas fundamentais, especialmente para os jovens que desconhecem a experiência sufocante de um regime totalitário.

Estacionamento (pago) no local.
Entrada franca.






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Geocapital

A GEOCAPITAL está também na Guiné-Bissau num projeto de Biocombustível.
Negócios em África passarão pela Geocapital
20 Junho 2005

Constituída com o objectivo de investir em projectos ligados à agro--indústria, recursos naturais e infra-estruturas nos países de expressão portuguesa, a Geocapital centrará a sua acção, numa primeira fase, em Cabo Verde, Angola e Moçambique.
Com um capital social de 10,2 milhões de euros (cem milhões de dólares de Hong Kong), esta sociedade financeira tem como accionistas Stanley Ho (directamente e através da Shun Tak, STFDM e Banco Seng Heng), com o cargo de presidente do conselho de administração, de fundos de investimento chineses e ainda de Ferro Ribeiro, que assegura a presidência executiva da sociedade. Almeida Santos é o presidente da assembleia geral, que conta ainda com três administradores, um dos quais Silveira Botelho, com ligações à Fundação Champalimaud. Os investimentos da Geocapital serão desenvolvidos directamente ou em consórcio com empresas chinesas (estatais ou privadas, consoante os projectos).

http://dn.sapo. pt/inicio/ interior. aspx?content_ id=603442

Quinta-feira, Janeiro 17, 2008
Angola: GEOCAPITAL ENTRA EM PARCERIA COM A SONANGOL


A Geocapital, "holding" para investimentos nos países de língua portuguesa dos empresários Stanley Ho e Ferro Ribeiro, vai iniciar actividades em Angola em parceria com a petrolífera estatal Sonangol, inflectindo na estratégia inicialmente delineada para entrar neste mercado.
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A informação é avançada pela "newsletter" Africa Monitor, que adianta que a "holding" financeira constituída pela Geocapital e pela Sonangol - denominada "Geopactum" - tem por objectivo o investimento nos sectores financeiro, energético e geológico-mineiro em Angola.
O anúncio da parceria, que inclui o sector financeiro entre os "alvos", surge numa altura em que a Sonangol se prepara para assumir um papel preponderante na banca angolana, à qual a Geocapital já tinha tentado uma primeira abordagem, através do Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC).
Fontes do sector petrolífero angolano afirmavam na semana passada ao semanário português Expresso que a Sonangol, depois de assegurar 49,9 por cento do Millenium Angola (grupo português Millenium Bcp), vai agora entrar com idêntica participação no Fomento (grupo BPI) e com 25 por cento no Totta-Angola, prevendo posteriormente alienar acções a "influentes figuras da nomenclatura" angolana.
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O mesmo periódico citava Manuel Vicente, presidente do Conselho de Administração da Sonangol, afirmando que a petrolífera deverá ainda aliar-se ao Banco Espírito Santo para montagem conjunta de operações financeiras destinadas a suportar investimentos na exploração de petróleo no Brasil, estando em aberto a possibilidade de a Escom, "holding" não-financeira do grupo BES em Angola e detentora de concessões diamantíferas no país, vir a ter uma participação na exploração de petróleo "on-shore" em Cabinda.
De parte, referia, ficava o projecto de a Sonangol comprar uma participação no BES Angola, detido em 80 por cento pelo BES e 20 por cento pela Geni, sociedade gestora de participações pertencente a Isabel dos Santos, filha do presidente angolano.
Antes da parceria com a petrolífera estatal e agora preponderante actor do sector financeiro, a Geocapital surgiu em Angola ligada ao BANC, de Kundi Paihama, onde deveria assumir uma participação de relevo.
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Esta instituição financeira estava vocacionada para a comunidade chinesa, prevendo a intervenção em investimentos no sector privado, através de concessão de crédito ou tomada de participações.
De acordo com a newsletter Africa Monitor, a Geocapital acabou por optar, contudo, por preterir a opção prevista, face à possibilidade de uma parceria com a Sonangol.
O acordo entre as duas partes resultou de uma viagem, há cerca de 4 meses, feita a Luanda pelo presidente da Geocapital, Jorge Ferro Ribeiro.
A revelação da parceria com a Sonangol surge numa altura em que a Geocapital tem vindo a adquirir importantes participações no sector financeiro dos países africanos lusófonos.
Em Moçambique, onde já tinha tentado várias abordagens, anunciou que vai criar um banco de raiz, o Moza Banco, onde terá 49 por cento, cabendo os restantes 51 por cento a centena e meia de investidores, quase todos pessoas individuais e empresas moçambicanas, que compõem a Moçambique Capitais.
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A nova instituição bancária moçambicana, que abrirá este ano o seu primeiro balcão, está vocacionada para o investimento e serviços a empresas e gestão de património e será presidida pelo antigo governador do Banco de Moçambique, Prakash Ratilal, um "peso pesado" do sector.
Na Guiné-Bissau, comprou em meados de 2007, aos portugueses do Montepio Geral, 60 por cento do capital do Banco da África Ocidental (BAO), onde Ho e Ferro Ribeiro terão entre os seus associados o empresário guineense Carlos Domingues Gomes.
Apesar da pequena dimensão do mercado bancário guineense, o BAO apresenta a mais-valia de estar autorizado a abrir sucursais nos países-membros da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) – Benim, Burkina-Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo.
http://pagina- um.blogspot. com/2008/ 01/angola- geocapital- entra-em- parceria- com.html




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Brasil de Fato

Estimados amigos e amigas,

Fui incumbido pelo conselho editorial do Jornal Brasil de fato, que reúne 25 companheiros e companheiras representando diversos setores de nossa sociedade e dos movimentos sociais, a lhes escrever.

Vocês têm acompanhado o esforço de centenas de militantes, dos mais diferentes movimentos sociais, para construir o jornal Brasil de Fato, que já completa seis anos de imprensa popular comprometida com os interesses de nosso povo (2003-2009).

Fizemos em janeiro passado um belo ato celebrativo durante o Fórum Social Mundial em Belém.

Além de resistir num contexto tão adverso de crise - de projeto, de ideologia da esquerda, dos movimentos populares e descenso do movimento de massas - foi possível dar passos e avançar na construção de um jornal de esquerda.

Breve balanço

Conseguimos superar muitas dificuldades relacionadas com boicote da entrega (que agora está normalizada pelo serviço de correios), da freqüência da entrega, da qualidade do jornal, de sua cobertura nacional.

Mantivemos o jornal impresso semanal, que circula às quartas-feiras, sem faltar nenhuma edição. O jornal se destina a militantes sociais e interessados em conhecer a realidade das lutas com uma visão diferente daquela construída pela mídia corporativa. Também temos feito edições massivas, destinadas à população em geral, quando se trata de temas importantes da luta conjuntural. E já chegamos a atingir a tiragem de um milhão de exemplares.

Recentemente, editamos um jornal especial para denunciar as falcatruas da oligarquia Sarney, que quer desrespeitar a vontade popular e retomar o comando do governo do Maranhão.

Mantemos também uma página na internet que é referência para os movimentos sociais, com milhares de acessos mensais: www.brasildefato.com.br.

Enviamos um boletim eletrônico semanal, com resumo das notícias e artigos, para 84 mil militantes de movimentos sociais. Se você ainda não recebe o boletim, se cadastre enviando um correio para: agencia@brasildefato.com.br.

Estamos articulados com uma agência de rádio que faz programas diários de áudio, enviando gratuitamente a centenas de rádios comunitárias e comerciais. E edita também programas em espanhol no intercâmbio com rádios co-irmãs da América Latina.

Se você tiver contato com alguma rádio comunitária ou programa que considera interessante, nossa agência pode enviar programas gratuitamente.

Mantemos um intercâmbio cultural com dezenas de publicações populares de todo o país e da América Latina.

Estamos fazendo um esforço, para que logo, logo, o jornal possa também distribuir vídeos e material audiovisual para serem utilizados pelos canais de televisão comunitária e educativa, espalhados pelo país.

Temos correspondentes jornalistas brasileiros, exclusivos, morando em Caracas, La Paz, Asunción, Paris e Estados Unidos, que nos ajudam com seu trabalho militante.

Como vêem, temos muita coisa boa sendo feita.

Todo esse esforço somente terá futuro e autonomia caso se sustente no apoio militante das assinaturas. Temos recebido apoio publicitário de diversas empresas e administrações públicas progressistas, que consideram nosso esforço importante para a democratização dos meios de comunicação no Brasil. Isso é importante. Mas o fundamental são as assinaturas.

Por isso, estamos entrando em contato com todos os militantes, amigos, simpatizantes. Nos ajudem a construir a imprensa popular brasileira. Faça sua assinatura. Renove. Motive um amigo a também fazê-la. Faça um presente para um/a amigo/a. Fique por dentro das principais informações da classe trabalhadora.

Motive seu sindicato, paróquia, centro acadêmico, movimento a também fazer assinaturas.

Seja também um correspondente voluntário. Envie notícias, matérias, cartas, fotos, seus comentários, sugestões de pauta, críticas. Participe.

Logo abaixo há algumas indicações práticas de como você pode fazer assinaturas do jornal.

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Angola

Anexos de zzengo@hotmail.com incluídos abaixo]




















OMNEN INTELLEGENDA

Universidade Metropolitana de Angola



CONTEXTO

Revista de Estudos Científicos e Desenvolvimento

(Angola)



CHAMADA PARA ARTIGOS



O Programa de Fomento e Estímulo à Investigação Aplicada em Angola, da OMNEN INTELLEGENDA, instituição de direito angolano vocacionada para o Ensino Superior, promotora da Universidade Metropolitana de Angola, e o Centro de Estudos Sociais e Investigação Cientifica desta, torna público e faz saber à comunidade académica, investigadores e estudiosos em geral, que estão abertas as inscrições de artigos científicos a serem publicados, caso aprovados pelo seu Conselho Cientifico, na primeira edição histórica da revista CONTEXTO - Revista Angolana de Estudos Científicos e Desenvolvimento. Os artigos deverão enquadrar-se nos termos do presente edital.



SOBRE OS ARTIGOS, LINHAS TEMÁTICAS E ESCOPO CIENTÍFICO



O artigo deverá versar sobre tema cientificamente relevante, inédito, conclusivo, resultante de trabalho de pesquisa nas áreas listadas abaixo, o qual será apresentado na forma simples ou expandida para apreciação do Conselho Cientifico da revista. É fundamental que os artigos reflictam os temas abaixo mencionados de maneira objectiva, indirecta ou transversalmente. Artigos actuais, cientificamente relevantes e, principalmente, capazes de dialogar com o esforço do ordenamento e planeamento dos projectos de desenvolvimento em curso em Angola serão privilegiados.



1. Economia e ciências administrativas;

Globalização e modelos económicos sustentáveis (para o país);
Ambiente e recursos naturais de Angola;
Administração pública e empresarial em Angola;
Economia nacional vs. economia internacional;
Temas afins.


2. Educação, gestão escolar e questões curriculares;

Educação, modernização e criatividade na reconstrução e progresso de Angola;
Novas tendências na gestão escolar;
Política educacional angolana e política de ensino da UNESCO;
Os desafios para o ensino superior em Angola ou na África;
Temas afins.


3. Política nacional e globalização;

Limites de soberania e transnacionalismo contemporâneo;
Crescimento demográfico vs. Presságios do empobrecimento global;
Metas de Desenvolvimento do Milénio: o caso de Angola (educação, saúde, juventude, o feminino, agricultura, etc.);
Temas afins.


4. Ciências e tecnologias da informação;

Desenvolvimento tecnológico e desafios da industrializaçã o do país;
A produção da tecnologia e sua influência no posicionamento do país a nível internacional;
Desafios tecnológicos em Angola e África;
Temas afins.


5. Comunicação, cinema e TVs, Cultura e globalização

Cultura artística e culturas tradicionais de Angola;
Cultura nacional e desafios do multiculturalismo;
Influências da globalização no comportamento das pessoas vs produção nacional da cultura, de cinema e da TV;
Cinema em Angola e África
Temas afins.


ENCAMINHAMENTO (Contactos)



Os artigos devem ser encaminhados à direcção da revista pelo seguinte endereço: Campus Universitário da UniMETRO, Trav. da Talatona S/N (Av 21 de Janeiro), Morro Bento, Luanda-Angola. Caixa Postal 12224 • Telefones: +244 917 621 222 / 928 661 466 • 3ºAndar, Sala 36. E-mail: info.faege@unimetro angola.com e cei@unimetroangola. com. OBS: Mencionar na carta, o título completo, nome do autor, posição detalhada na instituição em que actua (departamento, faculdade ou instituto, programa, etc.), endereço electrónico e telefones para contactos (citar um endereço electrónico que possa ser publicado com o artigo). Os trabalhos serão aceitos para apreciação na suposição de que são inéditos e que não foram encaminhados à outras revistas.





NORMAS GERAIS PARA ENVIO DE ARTIGOS



A Revista “CONTEXTO” divulgará artigos que reflictam sua temática, após a avaliação dos mesmos pelos especialistas das áreas do conhecimento em que se integrem, primando sempre pela qualidade da investigação científica que o artigo apresenta. Sendo assim, é fundamental que os artigos submetidos à avaliação tenham: delimitação precisa do objecto de análise (problema ou assunto de estudo); relevância temática (importância do estudo); fundamentação teórica; clareza nos procedimentos.



FORMATAÇÃO E EXTENSÃO



Os trabalhos devem ser apresentados em tamanho A4, espaço 1,5, margens superior e a esquerda 3cm, inferior e a direita 2,5cm. Devem ser digitados no formato Word, Times New Roman, corpo 12, títulos destacados e negritados. Os artigos devem ter, no máximo, 20 páginas contando desde a parte da introdução até a bibliografia.



TÍTULOS, RESUMO, PALAVRAS-CHAVE, ABSTRACT e KEY-WORDS



Os títulos devem ser concisos e especificar claramente o assunto tratado. Cada artigo deve apresentar um resumo de no máximo 200 palavras, com até cinco palavras-chave, sempre acompanhado de uma versão (tradução fiel do português) para o inglês (abstract e key words).



INTRODUÇÃO: apresenta os conceitos elementares para compreensão temática e traz consigo a problematizaçã o, contextualizaçã o e relevância do estudo/tema. Uma boa introdução deve ser clara, concisa, fazer uma breve revisão da literatura científica disponível, escrita de maneira fluente e interessante, impessoal mas sem perder a essência e a marca do pesquisador/ estudioso. O último parágrafo deve conter os objectivos do trabalho realizado.



CORPO DE TEXTO: fonte Times New Roman, 12, espaçamento 1,5.

CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS - devem responder às questões da pesquisa, correspondentes aos objectivos e hipóteses, sendo breves e sem comentários adicionais. Podem ser apresentadas recomendações e sugestões para trabalhos futuros.



AGRADECIMENTOS – caso os tenha para fazer, e quando o artigo é um relatório de pesquisa ou resultado de um trabalho de investigação científica, geralmente são dirigidos a órgãos de fomento a investigação, concessão de bolsas de estudo, ou às instituições e às pessoas que efectivamente contribuíram para o desenvolvimento da pesquisa (excepto o professor orientador), seja em forma de apoio financeiro, estimulo qualquer, de infra-estrutura ou científico.



CITAÇÕES: a) no corpo do texto, quando de até 3 linhas, entre aspas, seguidas da referência, entre parênteses; b) em espaço próprio, quatro linhas em diante, sem aspas, em corpo 10, espaçamento simples, com a referência entre parênteses ao final da citação, recuo esquerdo e direito de 1,5 cm.



ILUSTRAÇÕES, FIGURAS e TABELAS



As ilustrações, figuras e tabelas devem estar no corpo do texto impresso e conter legendas (figuras e ilustrações) ou enunciados (tabelas). As figuras devem ser acompanhadas, sempre que possível, dos originais, ou então scanneadas com resolução mínima de 300 dpi e salvas em arquivos à parte.



NOTAS EXPLICATIVAS



As notas explicativas serão enumeradas consecutivamente dentro do texto, no formato de notas de rodapé.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



No final do trabalho devem ser incluídas, em ordem alfabética, somente as referências bibliográficas citadas[2] no texto, segundo as normas académicas.

Exemplos:

· Livro de um só autor: SOBRENOME, Nome. Título em itálico. Edição. Local de edição: Editora, ano de edição, número de páginas.

· Livro de dois autores: SOBRENOME, Nome; SOBRENOME, Nome. Idem ao primeiro exemplo.

· Livro de três autores:

SOBRENOME, Nome; SOBRENOME, Nome; SOBRENOME, Nome. Idem ao primeiro exemplo.

· Livro de mais de três autores: SOBRENOME, Nome et al. Idem ao primeiro exemplo.

· Capítulo/Artigo em livro: SOBRENOME, Nome. Título do artigo. In: SOBRENOME, Nome (Ed./Org.). Título do livro em itálico. Idem ao primeiro exemplo.

· Artigos em Revistas: SOBRENOME, Nome. Título do artigo sem aspas ou itálico. Nome da Revista em itálico, local, volume, número, página (s), data (mês e ano).

· Dissertações e Teses: SOBRENOME, Nome. Título da dissertação ou tese. Ano. Número de páginas. Dissertação/Tese (Mestrado/Doutorado em xxx [área]) – Nome da Instituição (Faculdade, Universidade) , local.

· Artigos em jornais: SOBRENOME, Nome. Título do artigo sem aspas ou itálico. Nome do jornal em itálico. Local, data, Caderno/Secção, página (s).

· Publicação em meio electrónico: SOBRENOME, Nome. Título da matéria ou artigo. Título da publicação (site, revista), local, número, data (mês e ano). Disponível em: (endereço electrónico). Acesso em: (data).



PROCESSO DE AVALIAÇÃO



Após a revisão formal preliminar, a redacção encaminha o trabalho ao julgamento autónomo de pareceristas, cujas áreas de competência estejam relacionadas com o tema do texto. As considerações dos pareceres, parciais ou na íntegra, poderão, a critério da Comissão Editorial, ser encaminhados aos autores, mantida a confidencialidade na identificação do parecerista. O envio de qualquer artigo implica automaticamente na cessão integral dos direitos autorais à revista, que não se obriga a devolver os originais dos artigos examinadas.



RESPONSABILIDADE IDEOLÓGICA



Os artigos cujos autores são identificados representam a expressão do ponto de vista de seus autores e não a posição oficial da Revista académica da UniMETRO.





Luanda, aos 18 de Agosto de 2009



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[1] O título completo do artigo, o nome do autor e o nome da instituição onde trabalha devem estar apenas numa página de rosto, a fim de assegurar o anonimato no processo de avaliação do artigo.

[2] A exactidão das referências constantes na listagem e a correcta citação no texto são de responsabilidade do (s) autor (es) dos trabalhos.

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