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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Palestina Revolução não-violenta

bibliotecadiplô e OUTRASPALAVRAS

Boletim de atualização de Outras Palavras e Biblioteca Diplô - Nº 135 - 10/1/2012


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Barghouti: Palestina fará revolução não-violenta
Líder da resistência pacífica à ocupação diz que Primavera Árabe transformou Oriente Médio e que independência também libertará Israel. Entrevista a Katy Waldman
“Mulher Alternativa” estreia em Outras Palavras
Coluna semanal defende radicalmente a igualdade, não crê em libertação “definitiva” e aposta que feminismo combina com liberdade sexual. Por Marília Moschkovich
"Todo ano é assim”
Nas novas enchentes, mídia identifica “culpados” de sempre: as chuvas, ou os pobres. E esquece segregação urbana, o problema principal
Por Luiz Felipe Martins Candido


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PONTO DE CULTURA
Os primeiros textos da Escola Livre de Comunicação Compartilhada

A nova imigração e seus desafios
Cresce fluxo de estrangeiros que chegam em busca de trabalho. Brasil pode recuperar condição de país acolhedor, mas precisa adotar políticas para issoPor Carolina Mazzi
Cronista de um tempo tormentosoNão é possível falar de Literatura Marginal sem mencionar Ferréz, sua obra que salta para novas mídias, seu compromisso duradouro com as periferia. Por Jean Mello
O perfil sócio-étnico do trababalho escravo
Em sua maioria, vítimas são migrantes, homens, que partiram do Nordeste. E, em 80% dos casos, negros ou mestiços (J.M.)



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OUTRAS MÍDIAS
Uma seleção de bons textos publicados na blogosfera brasileira

No ano do centenário, um extenso calendário de homenagens e um debate: escritor teria sido vítima de uma crítica preconceituosa e elitista? Por Rachel Bertol, do Valor Econômico

Imagens mostram protesto e repressão em TeresinaEstudantes levantam-se contra aumento das passagens de ônibus. Polícia reprime com brutalidade. Mídia nacional permanece calada. Veja as fotos. Em Sul21
A cracolândia e a higienopolização do BrasilComo o medo dos "feios, sujos e malvados", que se personificou no morador do bairro de Higienópolis, em São Paulo, se espalha pelo país. Por Xico Sá, em seu blog
Dizer que ela consome metade do Orçamento é grande imprecisão. Estudá-la a fundo permite compreender novas dinâmicas de captura de riquezas do capitalismo. Por Bruno Cava, no Quadrado dos Loucos
Dinamarca: todas as construções sustentáveis?
Por meio de incentivos fiscais, país pretende generalizar coletores solares e reaproveitamento de água até 2020. Políticas poderiam ser replicadas com vantagens em países que precisam de resfriamento, como Brasil. Em As Boas Novas

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PM agredi Negro em São Paulo SP


 
http://alceucastilho.blogspot.com/2012/01/pm-me-escolheu-porque-eu-era-o-unico.html



“PM me escolheu porque eu era o único negro”, diz estudante agredido na USP

por ALCEU LUÍS CASTILHO (@alceucastilho)

Órfão de pai desde os 15 anos, Nicolas Menezes Barreto sabe bem o que é trabalhar. Ele é músico e professor da rede municipal de ensino, na zona leste – em condição provisória, pois ainda não é formado. Ele prestou Música, mas entrou na segunda opção no vestibular da Fuvest. Cursa Ciências da Natureza na EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades), na USP-Leste.

Nicolas foi agredido por um sargento da PM, nesta segunda-feira, durante a desocupação da antiga sede do DCE Livre, o DCE ocupado – a alguns metros da sede da reitoria da USP. “Eu era o único negro lá, com dread”, disse ele ao blogOutro Brasil, por telefone, no fim da tarde.

A palavra dread remete ao estilo de cabelo rastafari. “Sem dúvida foi racismo. Ele foi falar comigo porque pensou que eu não era um estudante, e sim um traficante, algo assim. Tanto que se surpreendeu quando viu que eu era estudante”.

Ele conta que um guarda universitário ajudou o PM a segurá-lo, durante a agressão – naquele momento as imagens aparecem um pouco mais distantes no vídeo. Sobre o sargento que o agrediu, ele afirma: “O cara estava virado no capeta, não sei o que acontece. Tem de pagar as contas também, né. Mas não aceito.”

Nicolas diz que é conhecido dos guardas universitários. Até por ter sido um dos 73 estudantes presos durante a desocupação da reitoria, no início de novembro.

- Agora estou aqui, na endorfina, na adrenalina, tentando me livrar desse susto. Tive algumas escoriações, arranhões, cortes na mão. Mas fiquei com medo de ir à delegacia sozinho. Como tem o vídeo vou fazer depois o exame de corpo de delito. Estou esperando o advogado para ir fazer o boletim de ocorrência.

O estudante conta que não falou nada demais na hora em que o policial avança em sua direção. “Quando eu falo no vídeo, com o punho da mão fechado, estava dizendo que nós estávamos cuidando do espaço e que não precisávamos da reforma da reitoria. Ele não entendeu isso e veio pra cima de mim”.

O sargento pediu o documento e Nicolas disse que sua palavra bastava. “Aí ele me puxou da bancada”, confirmando o que se vê e ouve no vídeo veiculado pela internet. “Tentei me defender para não tomar um tapa na cara – ou um tiro na barriga, pois ele me apontou a arma”.

Nicolas fala com orgulho de seu projeto como músico, a banda BRs. O símbolo da banda tem um quadradinho antes do “s”. Ele conta que sua mãe insiste, diante das dificuldades, para ele priorizar o trabalho – pois a família depende de sua renda. Mesmo assim ele tenta conciliar tudo. “Minha mãe sabe da minha luta”.

O estudante atendeu a reportagem agitado, mesmo depois de uma noite sem sono – os estudantes ficaram em vigília nas últimas noites, por conta da ameaça de nova desocupação do espaço.

Antes de desligar o telefone, ainda falou do momento "sinistro" que vivem os alunos da USP durante a gestão de João Grandino Rodas. E se declarou preocupado com a cobertura da mídia. Já sabe que alguns veículos o definiram como “suposto” estudante. “Às vezes o repórter está bem intencionado, mas não sabemos como vai ser a edição”.

LEIA MAIS:
Vídeos mostram PM agredindo estudantes na Cidade Universitária

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Publicado por Alceu Castilho, jornalista. en 18:48

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