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Libertadores 2017

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Pronunciamento de Paulo Furtado

Motorista da Prefeitura de Vacaria RS Ameaça Paulo Furtado

Prefeitura de Porto Alegre

        A MANCHETE

Prefeitura garante aumento da frota nos horários de pico


Protocolado na madrugada desta terça-feira, 28, por determinação do prefeito José Fortunati, o pedido de liminar para ampliar a frota de ônibus em atividade durante a greve dos rodoviários foi deferido parcialmente pela vice-presidente do Tribunal Rregional do Trabalho (TRT-RS) e presidente em exercício da Seção de Dissídios Coletivos (SDC), desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, no início da tarde de hoje. Conforme a decisão, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Porto Alegre deve manter número suficiente de rodoviários trabalhando para garantir o funcionamento de 70% da frota operante durante os horários de pico (das 5h30 às 8h30 e das 17h às 20h, em dias úteis) e 30% da frota nos demais horários. Leia mais...
        CIRCULAÇÃO

Greve prejudica prestação de serviços


A greve dos transportes públicos já afetou em parte a prestação de serviços públicos municipais devido à ausência de servidores, estagiários e terceirizados. No Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) a ausência de trabalhadores terceirizados conseguiu ser suprida pelas empresas licitadas e os serviços foram mantidos quase na plenitude. Na área da saúde, o posto de Saúde da Família Campos do Cristal esteve fechado no dia de ontem devido à ausência do profissional médico e  de técnicos de enfermagem, uma vez que a linha de ônibus que serve à região não está operando. Leia mais...

Prefeitura mantém operação especial para garantir transporte


No segundo dia de greve dos rodoviários, a Prefeitura de Porto Alegre está mantendo o esquema especial para garantir o atendimento mínimo à população e reduzir os transtornos provocados pela paralisação. Na manhã desta terça-feira, 28, o prefeito José Fortunati convocou uma reunião no Centro Integrado de Comando (Ceic), para avaliar a situação do trânsito e as medidas emergenciais. Na última madrugada, a Procuradoria Geral do Município (PGM) ingressou no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com uma ação cautelar com pedido de liminar solicitando a ampliação do percentual da frota que deve operar nos dias de greve para um mínimo de 50% nos horários normais e 70% nos horários de pico. Leia mais...
        DESTAQUES

Leilão dos Camarotes do Carnaval será nesta terça-feira na Usina


Nesta terça-feira, 28, acontece o leilão de camarotes e frisas do Complexo Cultural do Porto Seco para o Carnaval de Porto Alegre 2014, na Usina do Gasômetro, a partir das 20h. O lance mínimo dos camarotes é de R$ 800,00, e para as frisas o lance mínimo é de R$ 600,00. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou cheque, 50% no ato e 50% em cheque para o dia 7 de fevereiro. A venda de ingressos para o Carnaval 2014 de Porto Alegre será dias 10 e 11 de fevereiro das 9h às 17h, no Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues, na avenida Érico Veríssimo 307. Leia mais...

Procissão de Navegantes terá esquema especial de trânsito


A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) montou um esquema especial de trânsito para a 139ªProcissão de Nossa Senhora dos Navegantes, que acontecerá no próximo domingo, dia 2 de fevereiro. O cortejo sairá às 8h da Igreja do Rosário em direção a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, com tempo previsto para o deslocamento de aproximadamente duas horas, percorrendo o seguinte itinerário: rua Vigário José Inácio, av. Mauá, av. Castelo Branco (pista Centro-bairro), av. Sertório até a Praça em frente à Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes. Leia mais...

Fiscalização do novo Código de Limpeza Urbana é tema de encontro


Com o objetivo de apresentar a minuta de decreto que vai estabelecer a criação do “Termo de Constatação” do novo Código de Limpeza Urbana, o vice-prefeito Sebastião Melo participou de uma reunião com os fiscais da administração municipal e representantes de diversas secretarias e órgãos da prefeitura. Também estiveram presentes ao encontro, no auditório do DMLU, os secretários da Indústria e Comércio, Humberto Goulart, Segurança, José Freitas e o diretor Geral Adjunto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana, Vercidino Albarello. Leia mais...
        EVENTOS

Conselheiros do Plano Diretor tomam posse nesta terça-feira


Os representantes escolhidos pela comunidade, governo e entidades para compor o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) tomarão posse nesta terça-feira, 28, em solenidade no Plenário Ana Terra da Câmara Municipal, a partir das 18h30. A cerimônia contará com a presença do prefeito em exercício, Sebastião Melo, do titular da Secretaria Municipal do Urbanismo (Smurb), Cristiano Tatsch (que também preside o conselho), e do presidente da Câmara Municipal, Professor Garcia, além de outras autoridades. Leia mais...

Visibilidade Trans é tema de apresentação em unidades de saúde


Nesta terça-feira, 28, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Domênico Feoli e Santíssima Trindade, na zona Norte da Capital, receberam a performance teatral da atriz Evelyn Ligosky, que realizou atividades interativas, abordando as questões da população trans e promovendo uma discussão com os participantes. O secretário-adjunto da Saúde, Jorge Cuty, esteve na apresentação na UBS Domênico Feoli durante a manhã e salientou a importância das pessoas trans terem igualdade no acesso aos serviços, bem como estimular a discussão acerca do acolhimento nas unidades de saúde. Leia mais...
        SERVIÇOS

Avenida Ipiranga terá trecho bloqueado para poda de árvores


Neste sábado, 1º, a avenida Ipiranga terá bloqueio total, somente no sentido centro-bairro, no trecho compreendido entre as ruas Dr. Felix Contreiras Rodrigues e Fernando Ortiz Schneider, para realização de poda pela Smam. O bloqueio ocorrerá das 6h30 às 9h30, e terá alteração nos itinerários das seguintes linhas: 397.3 Bonsucesso / via Ipiranga (Unibus), 394.3 Mapa / via Ipiranga (Unibus), 343 Campos Ipiranga (Carris), T4 (Carris). O desvio será realizado pela Av. Ipiranga, rua Dr. Felix Contreiras Rodrigues, rua Prof. Guerreiro Lima, rua Fernando Ortiz Schneider, Av. Ipiranga. 

Encontro debate revitalização de heliponto no Marinha do Brasil


O secretário municipal de Segurança, José Freitas, se reuniu na manhã desta terça-feira, 28, com um grupo de trabalho para dar continuidade à discussão sobre a revitalização do heliponto no Parque Marinha do Brasil. O objetivo é revitalizar parte do local para a Copa do Mundo 2014 e para o uso eventual, com grande importância para as áreas da saúde e da segurança. O encontro ocorreu no espelho d'água do parque, e teve a presença de representantes da SMSEG, Smam, Gades, SMS, Smurb, Comitê gestor da Copa, Anac, e do Hospital Mãe de Deus. 
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Editado pela Supervisão de Comunicação Social
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Angola

LIGAÇÕES  
http://www.adelinotorres.com/autores/Carlos%20Serrano_Angola_Nascimento%20de%20uma%20Na%E7%E3o.pdf          
Carlos Serrano, Angola – Nascimento de uma Nação (Um estudo sobre a construção da Identidade Nacional)
Prefácio de Alfredo Margarido),Luanda, Edições Kilombelembe, 2008, 377 p. 
Este livro do Professor Carlos Serrano é mais um valioso contributo para o conhecimento da história de Angola e resulta de um investigação 
conducente à tese de doutoramento do autor. 
Carlos Serrano nasceu em Cabinda (República de Angola), 
tendo-se exilado a partir de 1963 em França, na Argélia e na 
Suíça, fixando-se posteriormente no Brasil onde completou os 
seus estudos universitários. 
É actualmente professor do departamento de antropologia da 
Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade de S. 
Paulo (USP), sendo igualmente Director da revista África do 
Centro de Estudos Africanos da mesma universidade. 
Como docente, o Professor Carlos Serrano lecciona na USP a 
disciplina de «Antropologia Política e Etnológica da África 
Sub-Sahariana». 
Publicou, além de múltiplos artigos científicos e de outros 
trabalhos, os seguintes livros: 
Os senhores da terra e os homens do mar: 
antropologia política de um reino africano (S. 
Paulo, 1983); 
A revolta dos colonizados (Editora Atual, 1995) em 
parceria com Kabengele Munanga, 
e duas outras obras em parceria com Maurício 
Waldman: Brava gente de Timor. A saga do povo Maubere (Ed. Xamã, S Paulo, 1997) e Memória de África. A temática africana na sala de aula (Ed. 
Cortez, S. Paulo, 2007). 

MST



http://revistaforum.com.br/digital/131/mst-30-muito-alem-da-distribuicao-de-terras/

MST, 30. Muito além da distribuição de terras


Em entrevista, João Pedro Stédile fala sobre os 30 anos do movimento, faz uma avaliação sobre a luta pela terra no período e explica os novos parâmetros do que considera a reforma agrária popular, que inclui conceitos da agroecologia e a democratização da educação
Por Igor Carvalho e Glauco Faria, na Revista Fórum Digital
João Pedro Stédile (Foto: MST)
João Pedro Stédile (Foto: MST)
Com presença em 23 estados, além do Distrito Federal, e com mais 900 assentamentos que abrigam 150 mil famílias, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) completou 30 nesta semana. Criado em um encontro nacional que reuniu 80 trabalhadores do campo em Cascavel, no Paraná, em 22 de janeiro de 1984, o movimento já realizou, ao longo de sua história, mais de 2,5 mil ocupações, acumulando duas mil escolas instaladas em assentamentos, além de outras conquistas como acesso a crédito para a produção.
Em entrevista exclusiva à Fórum, João Pedro Stédile, membro da coordenação nacional do MST, falou sobre os novos rumos do movimento e da luta no campo. “Os parâmetros das mudanças propostas pela reforma agrária popular significam reorganizar os bens da natureza e a produção agrícola para, em primeiro lugar, produzir alimentos sadios para todo o povo. Produzir com base na matriz da agroecologia, em equilíbrio com a natureza e sem o uso de venenos agrícolas. Implementar agroindústrias na forma de cooperativas, para beneficiar os alimentos e aumentar a renda dos trabalhadores do campo”, aponta.
Stédile também criticou o atual ritmo das desapropriações de terra no Brasil. “No governo Dilma, esse processo está totalmente paralisado, fruto de uma correlação de forças mais adversa, pela base social e política que compõe o governo, e por uma incompetência operacional impressionante dos setores que atuam no governo.” Confira a íntegra da entrevista a seguir.
II Congresso Nacional do MST em 1990 (Foto: Arquivo)
II Congresso Nacional do MST em 1990 (Foto: Arquivo)
Fórum – Nestes 30 anos, bancada ruralista e parte da mídia tradicional combateram, às vezes de forma pouco sutil, o MST. Como o senhor vê a atuação desses dois grupos?
João Pedro Stédile – O capital está adotando um modelo de exploração da agricultura que se chama agronegócio. Nesse modelo, há uma nova aliança das classes dominantes, que aglutina os grandes proprietários, as empresas transnacionais e a mídia burguesa. Eles usam todos os seus instrumentos, como o Poder Judiciário e o Congresso, para defender sua proposta, desmoralizar a reforma agrária e toda luta social no campo.
Fórum – Boa parte da estagnação e dos retrocessos na questão agrária estão relacionados não apenas ao Executivo, mas também ao agronegócio, muito representado no Congresso Nacional. Nesse sentido, o senhor
entende que é essencial uma reforma política? Quais pontos seriam
fundamentais para serem mudados?
João Pedro Stédile –
 O Brasil vive uma crise política. Crise política no sentido de que o povo e a classe trabalhadora não têm controle sobre os que deveriam ser seus representantes nas esferas políticas do Estado. Essa distorção se dá pelo financiamento privado das campanhas eleitorais, cada vez mais caras, e pela manipulação ideológica do monopólio dos meios de comunicação, sobretudo pela televisão.
Assim, os eleitos respondem apenas aos interesses da classe que os financia, em vez daqueles que votaram neles.  É preciso mudar as regras da política, para voltarmos a ter uma democracia representativa séria em que o povo possa acreditar. Então, a reforma política é para modificar muitos aspectos desse processo, e vai desde a forma de escolher os candidatos, de financiar as campanhas, os compromissos, os tempos de mandato e o direito do povo de convocar por conta própria plebiscitos populares para julgar questões candentes, até revogar mandatos de eleitos que descumprirem os compromissos assumidos com o povo. Porém, esses detalhes da reforma política, que não estão claros para todos ou mesmo não tendo unidade entre as forças populares, precisam ser aprofundados, justamente num amplo debate político com a população.
Por isso, estamos articulados numa ampla plenária de todos os movimentos sociais brasileiros que tiraram como missão comum realizar neste ano um grande mutirão para debater com a população que tipo de problemas temos na política e que tipo de reforma precisamos fazer. Na semana do 7 de setembro, vamos realizar um plebiscito popular para que a população vote se é necessário ou não convocar uma Assembleia Constituinte, soberana e exclusiva para implementar uma reforma política. Essa será nossa tarefa nos próximos meses.
Via Campesina (Foto: Arquivo)
Via Campesina (Foto: Arquivo)
Fórum – O congresso nacional do MST, em 2014, falará sobre o programa Reforma Agrária Popular, construído internamente pelo movimento. Como o movimento vai se organizar para enfrentar o agronegócio?
João Pedro Stédile – O agronegócio é um modelo de produção agrícola do capital, que exclui a população. Constitui uma nova classe dominante, mais forte e mais complexa. Daqui em diante, as mudanças no campo, para a construção de um novo modelo agrícola que produza alimentos sadios, que não agrida a natureza, que distribua renda e represente desenvolvimento para nosso povo, depende de uma aliança de toda classe trabalhadora.  Por isso, nossas táticas devem incluir a aliança com a classe trabalhadora na cidade, com os jovens e todos os movimentos sociais urbanos.
Fórum – Antigamente, o que se via no MST era prioritariamente a busca pela distribuição de terra. Hoje, há uma preocupação, também, com a infraestrutura dos assentamentos e por acesso à tecnologia na produção agrícola. A defesa do meio ambiente, pensando em modelos de produção que não sejam agressivos à natureza, é a próxima bandeira do movimento?
João Pedro Stédile – Exatamente. Houve uma mudança nos últimos anos em nosso programa agrário e construímos o que chamamos de proposta de reforma agrária popular. No período anterior, dominado pelo capitalismo industrial, havia ainda a possibilidade de uma reforma agrária do tipo clássico, que representava democratizar a propriedade da terra e integrar o campesinato nesse processo. Porém, agora a economia mundial é dirigida pelo capital financeiro e internacionalizado. No campo, esse modelo implementou o agronegócio, que exclui e expulsa os camponeses e a mão de obra do campo. Agora, não basta apenas distribuir terra, até porque o processo em curso é de concentração da propriedade da terra e desnacionalização.
Os parâmetros das mudanças propostas pela reforma agrária popular significam reorganizar os bens da natureza e a produção agrícola para, em primeiro lugar, produzir alimentos sadios para todo o povo. Produzir com base na matriz da agroecologia, em equilíbrio com a natureza e sem o uso de venenos agrícolas. Implementar agroindústrias na forma de cooperativas, para beneficiar os alimentos e aumentar a renda dos trabalhadores do campo. E incluir a democratização da educação como uma necessidade do desenvolvimento social. Não se pode admitir que ainda tenhamos 18 milhões de trabalhadores adultos analfabetos, e a maioria está no campo.
Marcha para São Gabriel, em 2003 (Foto: Ayrton Centeno)
Marcha para São Gabriel, em 2003 (Foto: Ayrton Centeno)
Fórum – O senhor falou, recentemente, da união de forças entre MST e a população indígena. Acredita que, unindo forças com os índios, a luta por terra ganharia outra dimensão no país?
João Pedro Stédile – A classe trabalhadora tem de defender a causa indígena. Os povos indígenas vem sendo massacrados pela ofensiva do capital, que quer também suas terras e riquezas, em especial na fronteira econômica do agronegócio, como Mato Grosso do Sul, sul da Bahia e Maranhão. Os povos indígenas, apesar deterem seus direitos garantidos pela Constituição, são minoritários e não têm força de, sozinhos, enfrentarem o poder do capital.  Por isso, renovo o apelo: que todo o povo, em especial os setores organizados da classe trabalhadora, defendamos os povos indígenas. É uma forma, inclusive, de pagamento da nossa dívida histórica, com os nossos avós históricos, que sempre foram os zeladores da natureza para que chegássemos aonde estamos.
Fórum – Estamos em um ano eleitoral. Como o MST irá se posicionar nessas eleições?
João Pedro Stédile – O MST tem uma tradição histórica de nunca se posicionar enquanto movimento social por um ou outro candidato.  Sempre nos posicionamos em torno da necessidade de defender projetos populares. Procuramos conscientizar a nossa base, para que tenha visão política e vote nos candidatos e projetos que representam os interesses do povo e derrotem os setores direitistas. Esse comportamento individual, como cidadão consciente, vai se manter nas próximas eleições.
Famílias marcham com o MST (Foto: Leonardo Melgarejo)
Famílias marcham com o MST (Foto: Leonardo Melgarejo)
Fórum – De que forma o senhor vê a evolução da reforma agrária nos governos Lula e Dilma?
João Pedro Stédile – A reforma agrária, do ponto de vista conceitual, é um amplo programa de Estado que consegue democratizar o acesso à terra e eliminar o latifúndio, como está até na nossa lei. Porém, nunca houve reforma agrária no Brasil. Nós tivemos apenas programas pontuais de criação assentamentos, frutos da luta direta e da pressão social, que obriga os governos a desapropriar algumas fazendas e as transformarem em assentamentos.
No governo Lula, ainda se manteve um ritmo razoável de desapropriações pontuais, embora parecido com o governo FHC. No governo Dilma, esse processo está totalmente paralisado, fruto de uma correlação de forças mais adversa, pela base social e política que compõe o governo, e por uma incompetência operacional impressionante dos setores que atuam no governo.
Não me canso de dar um exemplo que chega a ser patético: a presidenta Dilma se comprometeu com o movimento de assentar as famílias sem terra do Nordeste nos perímetros irrigados de projetos do governo. Existem atualmente  86 mil lotes vagos em projetos antigos, onde o governo já investiu milhões, tem água e terra. Basta levar as famílias. E nada acontece. Ou seja, poderíamos assentar imediatamente 86 mil famílias em área irrigada, com garantia de produção que resolveria a situação de grande parte dos acampamentos do Nordeste.
Fórum – Há uma expectativa sobre como vão se comportar os movimentos sociais durante a Copa do Mundo no Brasil. O MST irá às ruas? Qual a posição do movimento em relação ao Mundial?
João Pedro Stédile – Há muitos setores sociais da juventude que certamente vão se mobilizar. Estaremos juntos com todas as mobilizações que representem lutas por melhores condições de vida de nosso povo. O lugar privilegiado do povo é fazer política com mobilização nas ruas. Somente pela mobilização poderemos alcançar mudanças.  Elas nunca virão do Congresso ou pela vontade iluminada de governantes.
Porém, espero que as mobilizações comecem logo. Não necessitemos casar a luta por melhores condições de vida com o período da Copa. No período da Copa, corremos o risco do povo em geral não gostar e não aderir. Todos queremos ver a Copa e, por outro lado, corremos o risco de reduzir as mobilizações a denúncias do valor das obras. Cá entre nós, mesmo os valores exagerados gastos em algumas obras e reformas representam muito pouco perto dos bilhões repassados pelo governo todo dia no pagamento dos juros aos banqueiros.
Nossa luta deve ser para que os recursos públicos, hoje reservados pelo supervit primário para pagamento dos juros – que só engordam os especuladores e o capital financeiro – sejam destinados para investimentos necessários em educação, saúde, transporte público e reforma agrária.

Angola

O petróleo vem perdendo posições no crescimento económico de Angola

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petroleoAs empresas sul-africanas estão a migrar para Angola - e por uma boa razão, segundo um estudo da Eaglestone, citado pelo jornal Financial Mail, da África do Sul. «Angola está no bom caminho para cumprir a sua promessa de ser uma das grandes histórias de sucesso económico da África subsaariana», adianta Tiago Dionísio, analista da Eaglestone, um dos autores do estudo.
«Angola tem sido bem-sucedida em usar o bónus de altos preços do petróleo para diversificar a sua economia», afirma o analista, para quem o Plano Nacional de Desenvolvimento de Angola tem como objectivo duplicar o número de projectos de investimento a cada ano entre 2.013 e 2017. De acordo com o jornal sul-africano, ainda citando o estudo, a diversificação económica está a impulsionar um dos maiores pontos fortes e atracções da economia angolana para investidores estrangeiros: a expansão de sua classe média.
O PIB per capita de Angola vai crescer a partir de 5.700 dólares em 2012 para mais de 6000 em 2014, como o prevê Tiago Dionísio. Este aumento, segundo ele, «irá cimentar a sua posição [de Angola] como uma das poucas economias da África Subsariana de renda média». O PIB da África do Sul per capita foi de 11.281 dólares americanos em 2012, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O artigo do Financial Mail, assinado por Stafford Thomas, baseia-se no estudo da Eaglstone e refere ainda que a diversificação económica e a expansão da classe média de Angola também estão a desempenhar um papel crucial na redução da forte dependência do país em relação ao petróleo, do qual é o segundo maior produtor da Africa. Embora o petróleo ainda domine a economia de Angola, a sua importância está em declínio. A contribuição de petróleo para o PIB de Angola caiu de 56 % em 2002 para 46% em 2012 e continuará a cair, afirma o estudo da Eaglestone. Em 2014, o sector do petróleo de Angola deverá crescer 4,7 %, enquanto outros sectores como o retalho, construção, bancos e comunicações, vão crescer em 8,3 %. Em geral, acredita a Eaglestone, o PIB de Angola deverá crescer 6,3% em 2014, acima dos 5,6 % de 2013. A longo prazo, a empresa coloca a taxa de crescimento sustentável anual do PIB de 5% a 7%.
De acordo com o estudo, há outros factores que também tornam Angola menos vulnerável a uma queda acentuada do preço do petróleo. «Angola tem um saldo orçamental positivo e uma baixa dívida pública», diz Tiago Dionísio. As reservas internacionais, acrescenta, também estão a um nível «mais confortável», depois de ter subido de 9,5 mil milhões de dólares em 2010 para mais de 37 mil milhões em 2013. Comparando com o seu país, o Financial Mail diz que as reservas externas da África do Sul ficaram em 50 biliões de dólares no final de Setembro. A estrela da história de crescimento não petrolífero angolano é o retalho, o que tem aumentado a sua contribuição para o PIB de 15% em 2002 para 20% em 2012, perdendo apenas para o petróleo. A Eaglestone estima que o PIB de Angola seja de 124 mil milhões de 2013, o que coloca o valor das vendas no retalho em cerca de US $ 25 mil milhões. De acordo com o jornal, isso é igual à cerca de um terço do total das vendas de retalho da África do Sul em 2012. O Financial Mail escreve que entre os retalhistas sul-africanos, a Shoprite foi a primeira a perceber o potencial da história de crescimento de Angola, abrindo o seu primeiro supermercado em Luanda em 2003. Isto foi apenas um ano após ter terminado a guerra civil de três décadas do país. Com 17 lojas Shoprite e Poupa Lá abertas, Angola já é o maior gerador de vendas da Shoprite fora da África do Sul. É apenas o começo: a Shoprite tem em carteira a abertura de mais 43 lojas em Angola.
Em Dezembro de 2013, a Spar «mergulhou» em Angola, com a abertura de uma loja em Luanda, em parceria com um investidor local. A Massmart tem previsto seguir este ano com uma ou mais lojas de artigos para casa e roupas. O Grupo Foschini escolheu Angola como um alvo-chave na sua estratégia de expansão agressiva africana. Mas, os retalhistas sul-africanos não vão ter o domínio exclusivo do mercado. Angola está a atrair o interesse crescente de retalhistas europeus. Entre eles, segundo Tiago Dionísio, está o maior grupo de retalho de Portugal, a Sonae, que vai investir 100 milhões de dólares na criação de pelo menos quatro hipermercados em Luanda em 2015.
As empresas angolanas também estão a deixar a sua marca no comércio, avança o estudo da Eaglstone, citando o caso da Score Distribuição, que pretende abrir 37 supermercados em Luanda, em parceria com a Jerónimo Martins, um grupo de retalho alimentar português com 2.800 lojas na Europa e na Colômbia.
A perspectiva de concorrência no sector de retalho de Angola parece estar a seguir o exemplo estabelecido pelo sector bancário do país, que nos últimos 10 anos viu o número de bancos crescer de nove para 23. O Standard Bank, que entrou Angola em 2009, é o único banco sul-africano. Aparentemente justificando a rápida expansão do sector, um dos autores do estudo da Eaglestone diz que o crescimento da margem financeira dos bancos angolanos está estimado em média em 32,6 % entre 2009 e 2012. O crescimento no lucro líquido foi de 23,8 % no mesmo período.
Apesar da sua atracção e crescimento, Angola não é para os fracos de coração. «O país enfrenta enormes desafios em termos de melhoria da sua infra-estrutura, capital humano, ambiente de negócios e as condições sociais de sua população», adverte Tiago Dionísio, ressaltando que o «Doing Business» de 2014 do Banco Mundial classifica Angola no 179.° lugar entre 189 países na facilidade geral de fazer negócios. Entre os principais obstáculos identificados pelo Banco Mundial para abrir um negócio, estão o fornecimento de energia eléctrica e água e o sistema judicial. Angola é também um dos países mais caros para se operar, devido a dificuldades logísticas, observa Dionísio. De facto, Luanda é a segunda cidade mais cara do mundo, enquanto Joanesburgo se classifica em 154.°, de acordo com Mercer.
Mas, apesar dos desafios, a atracção primordial de Angola permanece, sem dúvida, como uma das cinco economias que mais crescem no mundo, concluiu o artigo do jornal sul-africano Financial Mail. A Eaglestone é uma plataforma financeira de investimentos da África Subsaariana com sede em Londres. Fundada em 2011, possui escritórios em Luanda, Maputo, Cidade do Cabo, Amesterdão, Lisboa e Nova Iorque.
 
Semanário Angolense, 18 de janeiro de 2014

http://www.diarioangolano.com/index.php?option=com_content&view=article&id=8190:o-petroleo-vem-perdendo-posicoes-no-crescimento-economico-de-angola&catid=150:economia&Itemid=652

Prefeitura de Porto Alegre RS

        A MANCHETE

Prefeitura garante aumento da frota nos horários de pico

Protocolado na madrugada desta terça-feira, 28, por determinação do prefeito José Fortunati, o pedido de liminar para ampliar a frota de ônibus em atividade durante a greve dos rodoviários foi deferido parcialmente pela vice-presidente do Tribunal Rregional do Trabalho (TRT-RS) e presidente em exercício da Seção de Dissídios Coletivos (SDC), desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, no início da tarde de hoje. Conforme a decisão, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Porto Alegre deve manter número suficiente de rodoviários trabalhando para garantir o funcionamento de 70% da frota operante durante os horários de pico (das 5h30 às 8h30 e das 17h às 20h, em dias úteis) e 30% da frota nos demais horários. Leia mais...
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Greve prejudica prestação de serviços

A greve dos transportes públicos já afetou em parte a prestação de serviços públicos municipais devido à ausência de servidores, estagiários e terceirizados. No Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) a ausência de trabalhadores terceirizados conseguiu ser suprida pelas empresas licitadas e os serviços foram mantidos quase na plenitude. Na área da saúde, o posto de Saúde da Família Campos do Cristal esteve fechado no dia de ontem devido à ausência do profissional médico e  de técnicos de enfermagem, uma vez que a linha de ônibus que serve à região não está operando. Leia mais...

Prefeitura mantém operação especial para garantir transporte

No segundo dia de greve dos rodoviários, a Prefeitura de Porto Alegre está mantendo o esquema especial para garantir o atendimento mínimo à população e reduzir os transtornos provocados pela paralisação. Na manhã desta terça-feira, 28, o prefeito José Fortunati convocou uma reunião no Centro Integrado de Comando (Ceic), para avaliar a situação do trânsito e as medidas emergenciais. Na última madrugada, a Procuradoria Geral do Município (PGM) ingressou no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com uma ação cautelar com pedido de liminar solicitando a ampliação do percentual da frota que deve operar nos dias de greve para um mínimo de 50% nos horários normais e 70% nos horários de pico. Leia mais...
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Leilão dos Camarotes do Carnaval será nesta terça-feira na Usina

Nesta terça-feira, 28, acontece o leilão de camarotes e frisas do Complexo Cultural do Porto Seco para o Carnaval de Porto Alegre 2014, na Usina do Gasômetro, a partir das 20h. O lance mínimo dos camarotes é de R$ 800,00, e para as frisas o lance mínimo é de R$ 600,00. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou cheque, 50% no ato e 50% em cheque para o dia 7 de fevereiro. A venda de ingressos para o Carnaval 2014 de Porto Alegre será dias 10 e 11 de fevereiro das 9h às 17h, no Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues, na avenida Érico Veríssimo 307. Leia mais...

Procissão de Navegantes terá esquema especial de trânsito

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) montou um esquema especial de trânsito para a 139ªProcissão de Nossa Senhora dos Navegantes, que acontecerá no próximo domingo, dia 2 de fevereiro. O cortejo sairá às 8h da Igreja do Rosário em direção a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, com tempo previsto para o deslocamento de aproximadamente duas horas, percorrendo o seguinte itinerário: rua Vigário José Inácio, av. Mauá, av. Castelo Branco (pista Centro-bairro), av. Sertório até a Praça em frente à Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes. Leia mais...

Fiscalização do novo Código de Limpeza Urbana é tema de encontro

Com o objetivo de apresentar a minuta de decreto que vai estabelecer a criação do “Termo de Constatação” do novo Código de Limpeza Urbana, o vice-prefeito Sebastião Melo participou de uma reunião com os fiscais da administração municipal e representantes de diversas secretarias e órgãos da prefeitura. Também estiveram presentes ao encontro, no auditório do DMLU, os secretários da Indústria e Comércio, Humberto Goulart, Segurança, José Freitas e o diretor Geral Adjunto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana, Vercidino Albarello. Leia mais...
        EVENTOS

Conselheiros do Plano Diretor tomam posse nesta terça-feira

Os representantes escolhidos pela comunidade, governo e entidades para compor o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA) tomarão posse nesta terça-feira, 28, em solenidade no Plenário Ana Terra da Câmara Municipal, a partir das 18h30. A cerimônia contará com a presença do prefeito em exercício, Sebastião Melo, do titular da Secretaria Municipal do Urbanismo (Smurb), Cristiano Tatsch (que também preside o conselho), e do presidente da Câmara Municipal, Professor Garcia, além de outras autoridades. Leia mais...

Visibilidade Trans é tema de apresentação em unidades de saúde

Nesta terça-feira, 28, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Domênico Feoli e Santíssima Trindade, na zona Norte da Capital, receberam a performance teatral da atriz Evelyn Ligosky, que realizou atividades interativas, abordando as questões da população trans e promovendo uma discussão com os participantes. O secretário-adjunto da Saúde, Jorge Cuty, esteve na apresentação na UBS Domênico Feoli durante a manhã e salientou a importância das pessoas trans terem igualdade no acesso aos serviços, bem como estimular a discussão acerca do acolhimento nas unidades de saúde. Leia mais...
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Avenida Ipiranga terá trecho bloqueado para poda de árvores

Neste sábado, 1º, a avenida Ipiranga terá bloqueio total, somente no sentido centro-bairro, no trecho compreendido entre as ruas Dr. Felix Contreiras Rodrigues e Fernando Ortiz Schneider, para realização de poda pela Smam. O bloqueio ocorrerá das 6h30 às 9h30, e terá alteração nos itinerários das seguintes linhas: 397.3 Bonsucesso / via Ipiranga (Unibus), 394.3 Mapa / via Ipiranga (Unibus), 343 Campos Ipiranga (Carris), T4 (Carris). O desvio será realizado pela Av. Ipiranga, rua Dr. Felix Contreiras Rodrigues, rua Prof. Guerreiro Lima, rua Fernando Ortiz Schneider, Av. Ipiranga. 

Encontro debate revitalização de heliponto no Marinha do Brasil

O secretário municipal de Segurança, José Freitas, se reuniu na manhã desta terça-feira, 28, com um grupo de trabalho para dar continuidade à discussão sobre a revitalização do heliponto no Parque Marinha do Brasil. O objetivo é revitalizar parte do local para a Copa do Mundo 2014 e para o uso eventual, com grande importância para as áreas da saúde e da segurança. O encontro ocorreu no espelho d'água do parque, e teve a presença de representantes da SMSEG, Smam, Gades, SMS, Smurb, Comitê gestor da Copa, Anac, e do Hospital Mãe de Deus. 
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Editado pela Supervisão de Comunicação Social
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