Grêmio 1 x 0 Botafogo

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Libertadores 2017

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Rebeca Acusa Omissão


Rebeca acusa omissão e diz: 'Fico feliz por não estar mais nesse meio horrível'


Após a notícia da decisão final da Corte Arbitral do Esporte (CAS), Rebeca Gusmão acusou os juízes que julgaram seu caso de “omissos”. Em entrevista ao jornal “Lance!”, a nadadora falou ainda sobre o futuro e afirmou que, por um lado, se sente aliviada com o fim da polêmica que já durava mais de dois anos.

- A demora na divulgação criou uma expectativa grande. Você acha que, quando já está decidido, a demora não é grande pelo veredicto. Mas, no meu caso, parece que os juízes do CAS foram omissos. Ainda estou viva e não parei minha vida quando fui suspensa. Por um momento me sinto aliviada, pois queria saber logo a decisão. Essa demora estava estressando – disse a nadadora ao jornal.

Rebeca Gusmão afirmou que, mesmo sendo banida do esporte por doping, tem a consciência tranquila de nunca ter feito nada de errado.

- A corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Mas sempre tive o apoio da família, dos amigos, do meu marido, dos fãs. Fomos sozinhos para essa guerra. Mas posso colocar minha cabeça no travesseiro todas as noites e dormir com a consciência tranquila, pois nunca tomei nada ilegal - afirmou.

A brasiliense comemorou o fato de não precisar conviver mais com o meio esportivo.

- Hoje estou amadurecida, vou construir família e protegerei meus filhos caso queiram entrar para o esporte profissional. Embora esteja chateada com meu banimento, fico feliz por não estar mais nesse meio horrível. Vou continuar me dedicando ao futebol e tocando os meus projetos.




Data: 14/11/2009 - 18:15
Fonte: Globo

Diversidade Cultural


Seminário da Diversidade Cultural
SID/MinC promove último encontro da série nos dias 17 e 18 deste mês, em São Paulo
São Paulo será sede, nos dias 17 e 18 de novembro, do último encontro do ano do Seminário da Diversidade Cultural - Entendendo a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

O evento reunirá, mais uma vez, gestores públicos e privados para discutir os conceitos, objetivos e princípios diretores da Convenção, adotada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2005 e ratificada pelo Brasil em 2007.

Promovido pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), o Seminário conta, nesta edição, com a parceria do Instituto Itaú Cultural, local da realização do evento, e do Observatório da Diversidade Cultural.

A Convenção da Unesco, já adotada em 103 países, tem como principal objetivo proteger e promover a diversidade das expressões culturais, materializadas e transmitidas principalmente pelas atividades, bens, serviços culturais, línguas e costumes de cada comunidade. Além de reafirmar o direito soberano dos Estados de formular e implementar suas políticas culturais, a Convenção disponibiliza uma série de medidas que as Partes podem adotar para proteger e promover a diversidade das expressões culturais em seu território.

“A Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais foi criada exatamente porque a diversidade cultural no mundo corre perigo. A globalização econômica e financeira e o progresso das tecnologias de informação e comunicação facilitaram a circulação dos bens e serviços, o que resultou em uma maior interação cultural. O problema é que essa interação tem acontecido de maneira profundamente desigual, com um fluxo de bens e serviços culturais direcionado principalmente dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento”, alerta Giselle Dupin, coordenadora de Articulação, Formulação e Conteúdo da SID/MinC e membro da delegação brasileira no Comitê Intergovernamental da Convenção.

“O exemplo mais visível desse desequilíbrio é a oferta de filmes no mundo. As grandes produtoras cinematográficas são norte-americanas e detêm cerca de 90% do mercado mundial de audiovisual, incluindo filmes e programas para a televisão”, cita Giselle, que fará palestra no Seminário sobre os princípios básicos da Convenção e do andamento das negociações com o Comitê Intergovernamental.

O secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula, participa da solenidade de abertura do evento, pela manhã, e na parte da tarde fala sobre as ações que estão sendo desenvolvidas para a proteção e a promoção das expressões representativas da diversidade cultural do país e como as políticas públicas de Cultura no Brasil estão respondendo aos desafios da Convenção. Participam da mesa de abertura, como convidados, o secretário municipal de Cultura de São Paulo, Carlos Augusto Calil, e a presidente do Itaú Cultural, Milú Villela.

Ainda no dia 17, o evento também terá como palestrantes Hirton Fernandes, coordenador de Culturas Populares da Secretaria de Cultura da Bahia, e André Sturm, coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. No dia 18, proferem palestras sobre a Diversidade Cultural e a participação da Sociedade Civil José Márcio Barros, do Observatório da Diversidade Cultural; Azelene Inácio Kaingang, socióloga indígena do Mato Grosso; João Batista da Luz, representante da Comunidade Quilombola dos Arturos de Minas Gerais; e Renata Katsue Yuba, representante da Comunidade Japonesa Yuba de São Paulo.

Confira a programação no Blog do Seminário: blogs.cultura.gov.br/diversidadecultural.

Seminário da Diversidade Cultural - Esse é o quinto e último encontro de uma série realizada ao longo deste ano, e que terá continuidade em 2010, pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura para divulgar a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. O primeiro, voltado para os gestores da região Sudeste, aconteceu no mês de junho, em Belo Horizonte. O segundo foi realizado em Sousa, na Paraíba, reunindo gestores públicos e privados de Cultura de todo o semiárido nordestino. Em agosto, em Boa Vista, foi a vez dos gestores da região Norte. O quarto encontro reuniu gestores do Centro-Oeste, em Campo Grande, nos dias 6 e 7 deste mês.

Outras informações sobre o Seminário: (61) 2024-2383, com Júlia Tolentino.







Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Site: http://www.cultura.gov.br/sid

Blog: http://blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural/

Twitter: http://twitter.com/diversidademinc







Prezado usuário,

O envio desta mensagem foi realizado por meio da lista de endereços da Secretaria da Identidade e da Divrsidade Cultural do Ministério da Cultura - SID/MinC

As mensagens são enviadas a pessoas que se cadastraram, previamente, ou foram indicadas por terceiros.

Caso não deseje receber mensagens da SID, por favor, responda este email com o título "remover" como assunto. Se quiser ser cadastrado nessa lista, envie um email com seus dados para elisangela.souza@cultura.gov.br com o título "inscrever" no campo assunto.

Operação Centauro

Brigada Militar prende 150 pessoas na Operação Centauro 30 Horas
12/11/2009 19:53


A Brigada Militar finalizou às 12h desta quinta-feira (12) a Operação Centauro 30 Horas, iniciada na quarta-feira (11), às 9h, em todo Estado. Ao todo, 6.969 policiais militares e 2.973 viaturas foram empregadas na ação, que teve os seguintes resultados:

OPERACIONAIS
- posse de entorpecente = 10
- tráfico de entorpecente = 02
- veículos fiscalizados = 44.575
- veículos autuados = 476
- veículos recolhidos = 175
- veículos recuperados = 12
- CNH Apreendidas = 09
- prisões realizadas (exceto foragido) = 133
- foragido = 17
- Total de Prisões = 150
- armas brancas = 04
- armas de fogo apreendidas = 05
- apreensão de maconha (Gr) = 33,53
- apreensão de cocaína (Gr) = 57,90
- apreensão de crack (Gr) = 44,61
- apreensão de contrabando = 19.170
- apreensão de Espécies (R$) = 1.812,50
- BO/COP = 149
- BO/TC = 55
- bares fiscalizados = 1.436
- casas noturnas fiscalizadas = 195
- desmanches fiscalizados = 84
- Acidentes de Trânsito - Danos Materiais = 31
- Art. 165 – Embriaguez = 01
- máquinas de caça-níquel apreendidas = 01
- máquinas de caça-níquel lacradas = 10.

As 150 PRISÕES foram efetuadas pelos seguintes tipos de delitos:

- Ameaça = 03
- Art. 165 - Dir Embriag.= 01
- Art 303 Lesão Corporal = 10
- Art 307 SDD = 01
- Art. 309 dirigir sem CNH = 07
- Art. 310 Entr. Direção = 06
-Crime Ambiental = 03
- Cumprimento de Mandado = 06
- Dano = 01
-Desacato = 01
-Desobediência= 01
- Exercício Ilegal Profissão = 02
- Foragido = 17
- Furto = 07
- Furto Qualificado = 11
- Furto Simples = 01
- Jogos de Azar = 03
- Lei 11.340 M. Penha = 03
- Lesão Corporal = 07
- Outros motivos = 22
- Perturbação do Sossego = 01
- Porte Arma Branca = 01
- Porte Ilegal de Arma = 03
- Receptação Veículo = 02
- Resistência = 01
- Roubo = 04
- Tóxicos = 23
- Violação Dir. Autoral = 02.

Fonte: Ascom BM

Quilombolas

Mais um triste episódio para indignar e marcar com o carimbo da violência a
histórica lutas dos quilombolas capixabas.

Ontem, 11/11/2009, um comando de aproximadamente 100 militares chegou pela
manhã na comunidade quilombola de São Domingos (Conceição da Barra/ES) para
perseguir os quilombolas lá residentes, dizendo estar cumprindo um mandado
de busca e apreensão, em que pese não ter sido apresentado às familias
quilombolas nenhum mandado judicial.

A ilegal, abusiva e autoritária operação militar resultou na detenção de 30
trabalhadores quilombolas, que algemados e lançados nos camburões, foram
conduzidos à delegacia local, onde passaram o dia inteiro, com sede e fome,
sendo interrogados sobre supostos furtos de madeira (restos de madeira de
eucalipto) consoante inquérito instaurado a pedido da empresa FIBRIA
(ex-Aracruz Celulose).

Protestando, porque indignada com a truculênta operação, uma adolecente,
filha de quilombolas, foi agredida fisicamente por um militar com um tapa no
rosto, sob ameaça de ser conduzida à delegacia por desacato a autoridade.

Retransmito esta informação aos companheiros para que ganhe eco Brasil
afora, para que a indignação ganhe força e, assim, fortaleça os espíritos
combativos do povo quilombola.

Abraços
Roberto Rainha - advogado
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos

Destaque do Dia




Destaques do Dia
Yeda Crusius durante reunião no CAFF
A governadora, Yeda Crusius, em audiência com o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, o secretário da Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Alba e o diretor-presidente da Corsan, Mário Freitas, em seu gabinete, no Centro Administrativo Fernando Ferrari(CAFF), em Porto Alegre.


Local: Porto Alegre - RS
Data: 12/11/2009
Foto: Jefferson Bernardes / Palácio Piratini
Código: 32430

Presidente do Comitê de Ação Solidária fala sobre as Hepatites Virais na prefeitura de Uruguaiana
A presidente do Comitê de Ação Solidária, Tarsila Crusius, durante palestra sobre as Hepatites Virais, na sede da prefeitura em Urugaiana.


Local: Uruguaiana - RS
Data: 12/11/2009
Foto: Antonio Paz / Palácio Piratini
Código: 32427

Yeda Crusius recebe convite para o Premio Press 2009
A governadora, Yeda Crusius, recebe do diretor geral da Revista Press & Advertising, Julio Ribeiro, convite para participar da cerimônia de entrega do Premio Press 2009, no próximo dia 23 de novembro, no Auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.


Local: Porto Alegre - RS
Data: 12/11/2009
Foto: Jefferson Bernardes / Palácio Piratini
Código: 32431

Ação Solidária durante encontro da Juventude Rural promovido pela Emater em Ijuí
A presidente do Comitê de Ação Solidária, Tarsila Cruisus, representando a governadora Yeda Crusius, participou do Encontro da Juventude Rural, promovido pela Emater, em Ijuí.

Local: Ijuí - RS
Data: 12/11/2009
Foto: Antonio Paz / Palácio Piratini
Código: 32425

Yeda Crusius reúne-se com o secretário de Obras Públicas
A governadora, Yeda Crusius, em audiência com o secretário estadual de Obras Públicas, José Carlos Breda, em seu gabinete, no Centro Administrativo Fernando Ferrari(CAFF), em Porto Alegre.


Local: Porto Alegre - RS
Data: 12/11/2009
Foto: Jefferson Bernardes / Palácio Piratini
Código: 32429

Trabalho Infantil

MP encontra más condições de trabalho em fazendas da região
Fiscalização encontrou 80 trabalhadores sem carteira, trabalho infantil e condições precárias de transporte e alojamento

12/11/2009 - 13:42
EPTV

Alterar o tamanho da letra A-A+

O Ministério Público do Trabalho encontrou irregularidades em fazendas produtoras de laranja em Conchal e Mogi Guaçu. Em dois dias de operação, a fiscalização encontrou 80 trabalhadores sem carteira, trabalho infantil, falta de segurança no trabalho, além de condições precárias de transporte e alojamento.
Os donos das fazendas vão prestar esclarecimentos aos auditores.

Locutora Publicitária

Olá,



meu nome é Danuza Rio.

Sou locutora publicitária profissional com atuação permanente e experiência em comunicação de 15 anos em rádio e mais 5 anos na internet, simultaneamente.



Gravo documentários, narrações, áudios para rádio, vídeo aulas e treinamentos, áudios para sites, televisão, cinema, esperas telefônicas, campanhas empresariais e políticas, vídeos institucionais, corporativos e promocionais, instrucionais, motivacionais entre outros.

No site www.locutorapublicitaria.com.br , você terá a oportunidade de conhecer um pouco do meu trabalho.

Caso tenha interesse, estou à disposição para mais informações.

Obrigada pela atenção e uma ótima semana.

Msn: danuza.rio@msn.com

horus.audio@gmail.com



FONE / FAX (12) - 3122.5175 - Guaratinguetá – São Paulo – Brasil

News - Racismo

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Jogos da população negra acontecem dia 22 na Capital
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Proença ressalta que celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra é “manter vivo o ideal por direitos iguais entre as etnias”. “A data, em homenagem à luta ...
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Ex-jogador de beisebol negro aparece com a pele clara nos EUA
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O ex-jogador de beisebol Sammy Sosa apareceu durante a cerimônia do Grammy Latino, em Las Vegas, com um tom de pele muito mais claro que o normal, ...
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O Sollo
Com objetivo de preservar a memória da sociedade sobre a história do movimento negro, o país comemora, anualmente, a Semana da Consciência Negra. ...
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Debate os direitos da população negra
Badauê online
Audiência Pública solicitada pela deputada Helena Barros Heluy(PT) para tratar sobre políticas sociais de igualdade racial para a população negra será ...
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Afro-Sul

1º ENCONTRO AFRO-SUL DE DANÇA AFRO:
Mostra dos Grupos de Dança do Sul do País
sexta-feira 9 de outubro de 2009

NOS DIAS 13, 14 E 15 DE NOVEMBRO
- OFICINAS E SEMINÁRIOS NA SEDE DO ODOMODE

DIA 14 DE NOVEMBRO
- ÀS 19 HS - APRESENTAÇÕES DA MOSTRA DOS GRUPOS DE DANÇA AFRO NO MULTIPALCO THEATRO SÃO PEDRO,



http://odomode. nego-ocio. com/1o-ENCONTRO- AFRO-SUL- DE-DANCA- AFRO

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Conjuntura Política

Conjuntura da Semana Especial. A reorganização do capitalismo brasileiro

A análise da conjuntura da semana dedica-se ao exame da reestruturação do capitalismo brasileiro tomando como referência as ‘Notícias do Dia’ publicadas no sítio do IHU e a revista IHU On-Line publicada semanalmente. A análise é elaborada, em fina sintonia com o IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT – com sede em Curitiba, PR, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Sumário:

A reorganização do capitalismo brasileiro
O governo Lula e a segunda revolução silenciosa
Governo FHC. A integração passiva
Lula e o Pós-Consenso de Washington
Economia – O neo-desenvolvimentismo de Lula
O Estado financiador. As grandes transnacionais brasileiras
O Estado investidor. As grandes obras de infra-estrutura
Contradições
Política – O projeto de conciliação nacional
Hegemonia às avessas?
Lula. Síntese da modernização conservadora
A nova maioria. Qual projeto?
Conjuntura da Semana em frases
Foto da semana

Eis a análise.

A reorganização do capitalismo brasileiro

O governo Lula e a segunda revolução silenciosa

A primeira década do século XXI no Brasil será, provavelmente, identificada daqui a alguns anos como o período em que se processou a segunda revolução silenciosa no país. A primeira, deu-se na Era FHC e significou o desmonte da Era Vargas – a brutal transferência de ativos do Estado para o mercado. Essa segunda revolução silenciosa – em curso no governo Lula – coloca em marcha a formação de uma nova maioria econômica e política.

A consolidação desse processo liderado por Lula, a maior liderança política do país pós-Vargas, definirá o Brasil das próximas décadas, e tudo indica que as eleições de 2010, independente de quem seja o vitorioso, darão continuidade às bases lançadas pelo governo Lula, tanto no modus operandi da política, como nas bases da economia.

No bojo da revolução silenciosa do governo Lula assiste-se a uma reconfiguração do capitalismo brasileiro. Ao projeto econômico de corte neoliberal do governo anterior intitulado de ‘inserção subordinada à economia internacional’, o governo Lula respondeu com a retomada do modelo econômico ‘nacional-desenvolvimentista’, com significações semelhantes e distintas daquele adotado a partir dos anos 30, como veremos.

O modelo neo-desenvolvimentista de Lula caracteriza-se por duas vertentes. Por um lado, tem-se o Estado financiador que, utilizando o seu banco estatal, o BNDES, exerce o papel de indutor do crescimento econômico fortalecendo grupos privados em setores estratégicos. Por outro, tem-se o Estado investidor responsável pelo investimento em mega-obras de infra-estrutura que se manifesta no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Porém, diferentemente do nacional-desevolvimentismo da Era Vargas, o Estado não é o proprietário de empresas, mas se torna a principal alavanca para criar gigantes privados que tenham capacidade de disputa no mercado interno e internacional.

O nacional-desenvolvimentismo de Lula assemelha-se mais ao período JK – referência a Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil entre 1956 e 1961 – do que à Era Vargas, ou seja, o Estado presta-se antes de tudo ao fortalecimento do capital privado. Com o governo JK se deu a formação do tripé Estado, empresas estrangeiras e empresas nacionais. O papel do Estado é o de responder às demandas de infraestrutura, de energia e logística para atender aos interesses do capital privado nacional e transnacional. Foi o que procurou realizar JK e é o que faz Lula tendo no Programa de Aceleração da Economia (PAC) a sua síntese.

Destaque-se ainda que ao lado do ‘Estado financiador’ e do ‘Estado investidor’, tem-se o ‘Estado Social’. Assiste-se à retomada do papel do Estado como provedor de políticas sociais, sobretudo de mitigação da pobreza, dentre as quais o Bolsa Família é a mais emblemática.

No campo da política, por sua vez, contrapondo-se à hegemonia da aliança tucano-pefelista secundada pelo adesismo peemedebista que caracterizou o governo FHC, com forte oposição do PT, da CUT e do movimento social, Lula transformou-se no tertius da luta de classes e como tal assumiu o papel de conciliador de classes, ou seja, um governo que absorve as representações corporativas de trabalhadores e empresários, media interesses conflitantes, administra-os e formula políticas para a sociedade.

A segunda revolução silenciosa que se processa no governo Lula caracteriza-se ainda pelo reposicionamento do Brasil na geopolítica mundial. Se no governo anterior a presença do Brasil no exterior era raquítica, assiste-se agora a elevação do Brasil à condição de potência e sua transformação num global player. O país assumiu definitivamente o papel de nação estratégica – política e econômica – no continente latino-americano e faz-se ouvir nos grandes fóruns internacionais. De mero coadjuvante passou a importante protagonista nos debates de fundo da sociedade mundial.

Analisar as características em curso da segunda revolução silenciosa responsável pela reorganização do capitalismo brasileiro é o que se propõe essa análise de conjuntura. Para uma melhor compreensão do caráter e significado dessa segunda revolução silenciosa faz-se necessário um breve recuo histórico.

Governo FHC. A integração passiva

O governo Fernando Henrique Cardoso passará para a história brasileira como o governo que imprimiu ao país o modelo econômico caracterizado pelo trinômio liberalização, privatização e desregulação. A Era FHC assumiu características de uma verdadeira revolução silenciosa. Os anos em que FHC governou foram os anos dourados do neoliberalismo, nos quais o capitalismo brasileiro passou por uma profunda reviravolta caracterizada pela brutal transferência de ativos do Estado para o mercado. Compreender esse período é importante para entender o caráter da nova revolução silenciosa em curso nessa década, agora sob a hegemonia de outro governo.

A essência dos acontecimentos dos anos 90 exige o recuo para a década de 80. Os anos 80 foram considerados a década perdida na economia mundial. No Brasil a economia ficou estagnada, aumentou a recessão e o desemprego. Uma das propostas para se combater a crise econômica e retomar o crescimento foi apresentada num paper redigido por John Williamson (n.1) em 1989.

Neste documento, o economista listava algumas recomendações dirigidas aos países dispostos a reformar suas economias para voltarem a crescer. Entre os principais pontos recomendados destaca-se a adoção de uma rigorosa disciplina fiscal, a abertura comercial, a busca por investimentos estrangeiros e as privatizações. O conjunto dessas políticas conhecidas como o Consenso de Washington defendia na essência a retirada do Estado das atividades produtivas e a total liberdade ao mercado.

Cinco anos depois do lançamento do Consenso de Washington, em 1994, Fernando Henrique Cardoso assume a presidência do Brasil e adota com vigor a agenda do ‘Consenso’ e inicia uma ‘revolução silenciosa’ no capitalismo brasileiro. ‘Revolução’ essa assumida em uma entrevista concedida à revista Lua Nova em 1997 pelo próprio FHC – reproduzida em artigo de Inácio Neutzling.

No mesmo ano [1997], o economista José Luiz Fiori comenta em artigo: "O que se está vendo é uma imensa recomposição patrimonial da riqueza brasileira, basicamente movida por uma transferência gigantesca de riqueza ou privatização de riqueza”. A revolução silenciosa implementada por FHC implica em que, segundo Fiori, "o Estado deixa de ser locomotiva do crescimento, mas segue cumprindo o papel decisivo de vitalizador de um empresariado que não si muove”.

O sociólogo Francisco de Oliveira foi outro que chamou a atenção (n.2) para a natureza da mudança em curso: “Capitais estrangeiros, privatizações e fusões criaram uma nova burguesia no país. E desestabilizaram as forças políticas”. Afirma o sociólogo: “Nesses seis anos sob FHC, houve uma transferência do patrimônio e da propriedade no Brasil para a qual o regime político não tem resistência. Cerca de 30% do PIB brasileiro mudou de mãos. É um terremoto. Com as privatizações, o governo perdeu boa parte da capacidade que tinha de distribuir favores no Estado entre seus aliados. Ao mesmo tempo, as agências reguladoras são pouco mais que um simulacro. Elas têm muito pouca capacidade para impor critérios e regras públicas a um sistema de competição pesado que se dá agora em escala internacional”.

A reorganização do capitalismo brasileiro realizada no governo FHC significou uma ruptura com o modelo de desenvolvimento que se desenhou no país a partir dos anos 30 – a Era Vargas – no qual o Estado jogou um papel decisivo. A agenda fundada no período FHC se orienta pelo trinômio: abertura econômica, privatização e desregulamentação do Estado.

O PSDB impulsionou a metamorfose de um Estado empresário para um Estado regulador – na visão dos tucanos condição necessária para o retorno do crescimento econômico e para que o país pudesse se inserir de forma competitiva no mercado internacional. Em poucos anos promoveram-se alterações constitucionais significativas, a mais importante foi a reformulação do capítulo constitucional sobre a economia. O Estado deixou de ser o principal indutor da economia e delegou esse papel para o mercado.

Os anos 90 ficaram conhecidos como a década neoliberal e significaram a capitulação e a rendição ao receituário neoliberal, ou ainda, a vitória do mercado e do pensamento único. Os dois mandatos de FHC (1992-2002) aprofundaram as orientações do Consenso de Washington: desregulação do Estado, quebra de monopólios, venda de empresas estatais, tentativas reiteradas de desmonte da CLT. O país tornou-se o paraíso para investimentos internacionais que assumiram o filé mignon de setores estratégicos (finanças, telefonia, mineração, energia). Paralelo a esse processo de desfibração do Estado, os movimentos sociais passaram a ser criminalizados e desqualificados como forças reacionárias contrárias à modernização do país.

Os anos FHC redundaram em mais uma década perdida sob a perspectiva do crescimento econômico. O modelo econômico da inserção competitiva na economia internacional fracassou, revelou-se como integração passiva e foi derrotado nas eleições de 27 de outubro de 2002.

Lula e o Pós-Consenso de Washington

A vitória de Lula foi saudada como a possibilidade de uma “refundação do Brasil”, o início de uma ‘Nova Era’ (n. 3) e uma reação ao Consenso de Washington. A chegada de Lula ao poder foi vista mundo afora, particularmente na América Latina, com enorme expectativa em função do que sempre representou o PT no cenário político latino-americano – a representação da longa caminhada feita pelos movimentos sociais (sindical, popular, pastoral) – e, principalmente, em função da possibilidade de se trilhar outros caminhos à ortodoxia neoliberal. Aguardava-se a possibilidade de retomada de um projeto de nação de caráter nacional popular.

Em seu pronunciamento mais importante após a eleição, intitulado ‘Compromisso com a Mudança’, Lula sintetizou essa enorme expectativa: “o Brasil votou para mudar”, sintonizando-se com a fantástica energia política liberada com sua eleição (n. 4). Lula, porém, passa a sofrer enorme pressão exercida, sobretudo, pelo mercado financeiro. Logo após a sua eleição, o mercado financeiro rapidamente estabelece a sua pauta: 1- no orçamento de 2003, o superávit primário (despesas menos receitas), deveria ser no mínimo de 4% a 5% do Produto Interno Bruto (PIB); 2 - as reformas da Previdência e tributária são essenciais para equilibrar as contas públicas; 3 - o novo governo não deve ceder às pressões de estados e municípios para renegociar o pagamento da dívida com a União; 4 - os nomes que comporão a equipe econômica precisam inspirar credibilidade. Por detrás dessas exigências estava o medo de que o país rompesse com os credores.

Lula assume e dá um “cavalo-de-pau na economia” (n.5). Por ‘cavalo-de-pau’, entenda-se o aumento da taxa de juros de 25% para 25,5% e depois 26,5%. O aumento do superávit primário de 3,5% para 3,75% e posteriormente para 4,25%, e cortes no orçamento no montante de R$ 14 bilhões que chegaram a atingir a área social. O ‘cavalo-de-pau’ foi dado com receio de que a crise econômica se agravasse com a inflação recrudescendo, o dólar a US$ 4,00 e o risco Brasil aumentando. Porém, ainda antes, o PT tratou logo de acalmar o mercado financeiro nomeando para a presidência do Banco Central, o banqueiro Henrique Meirelles (ex-presidente internacional do Banco de Boston) (n.6). A indicação de Meirelles foi sinalizada em Washington (EUA) na primeira viagem de Lula aos EUA.

O PT, para justificar a guinada na política econômica, invocou a ‘Carta ao Povo Brasileiro’(n.7). O documento escrito às pressas, mas calculadamente nas eleições de 2002, reafirma o compromisso do governo Lula em honrar os pagamentos com os credores. Ficou evidente que a orientação político-econômica do governo Lula imprimida em seu governo foi a manutenção da macroeconomia do governo anterior, tendo como pilares a disciplina fiscal e monetária. Os sinais foram abundantes: aumento na taxa de juros, aumento do superávit primário, cortes no orçamento que atingiram a área social, renovação do acordo com o FMI, entre outros.

Essa guinada do PT na política econômica surpreendeu a muitos, inclusive instituições internacionais. Vinod Thomas, diretor do Banco Mundial para o Brasil na época, não escondeu sua admiração pelo novo governo: “nos primeiros meses, Lula mostrou, até mais que a ênfase no social, a responsabilidade macroeconômica” (n.8).

A possibilidade de se juntar o social com a ortodoxia econômica passou a ser denominada de pós-Consenso de Washington. Nas palavras de Vinod Thomas, a definição: “Acho que já existe uma nova direção que considera os pontos do Consenso de Washington (ajuste fiscal, privatização, desregulamentação) como um componente específico dentro de algo mais amplo. A crítica que se faz é a de que o Consenso de Washington sozinho não é apenas insuficiente, mas contraproducente. Porque, se a parte social não muda, não se consegue nem as melhorias econômicas pretendidas pelo Consenso de Washington. Então o pós-Consenso de Washington, ou, para alguns, o novo Consenso de Washington, seria o social junto com a economia e a política, e não depois”, disse o diretor do Banco Mundial.

É o que Lula fez. Juntou o social com a ortodoxia econômica. Todo o primeiro mandato de Lula foi isso. Por um lado, a aplicação dos fundamentos da disciplina fiscal e monetária e, por outro, políticas sociais de caráter, sobretudo, compensatórias. Lula passou a ser citado como exemplo pelo FMI e pelo Banco Mundial e circulou com desenvoltura pelo Fórum Social Mundial e pelo Fórum Econômico Mundial (Davos).

O neo-desenvolvimentismo de Lula

O Estado financiador. As grandes transnacionais brasileiras

O segundo mandato, porém, sob a perspectiva econômica sinalizou para uma mudança de rota e mais do que isso deu início à segunda revolução silenciosa que está reorganizando o capitalismo brasileiro. Esse fenômeno caracteriza-se, por um lado, pelo Estado financiador que impulsiona a constituição de fortes grupos econômicos, ou ainda, a formação de grandes multinacionais brasileiras com capacidade competitiva no mercado internacional e, por outro, pelo papel do Estado investidor que coloca em marcha a construção de mega-obras, destinadas sobretudo a atender as demandas exigidas pelo grande capital.

Comecemos com a constituição das grandes corporações de capital privado nacional. A formação desses grupos tem no Estado, através do BNDES, a principal alavanca. O BNDES – hoje, o maior banco de fomento do mundo – transformou-se na mais poderosa ferramenta de reestruturação do capitalismo brasileiro. Nas palavras de Luciano Coutinho, presidente do BNDES, a síntese do novo papel do Estado-financiador: “Empresas brasileiras competentes e competitivas devem merecer o apoio do BNDES para se afirmarem internacionalmente”.

Criado na década de 50 pelo então presidente Getúlio Vargas, o BNDES surgiu para dar apoio à industrialização e planejar o desenvolvimento de longo prazo. Na década de 70, com os militares, o banco orientava-se pela regra da "substituição de importações". Isso significava apoiar setores da economia em que o Brasil ainda era importador, como, por exemplo, a petroquímica. Havia uma política tripartite, em que companhias multinacionais, agentes do setor privado e empresas estatais se uniam para construir um novo setor da economia.

Nos anos 80, o banco se transformou num autêntico hospital, que socorria qualquer empresa em dificuldades. Na década seguinte, a dos anos 90, na Era FHC, o banco se tornou o grande articulador das privatizações, não apenas desenhando o modelo de venda das estatais, como também participando dos consórcios compradores. Na Era Lula, o BNDES orienta-se pelo conceito de "desenvolvimentismo". E tem sido o principal agente de grandes fusões sempre com o objetivo de fortalecer o capital nacional privado em condições de competir com o capital transnacional.

No jargão econômico, o BNDES elege os seus "campeões nacionais" e joga pesado para torná-los competitivos. Nas palavras de Vinicius Torres Freire, “a consolidação de oligopólios privados sob patronato estatal é um dos aspectos mais relevantes do período luliano". Luciano Coutinho, presidente do BNDES, para justificar a ação do Estado afirma que “todas as economias desenvolvidas têm empresas transnacionais".

A principal característica do capitalismo brasileiro hoje é a ativa participação do Estado na constituição de novos ‘global players’ em diferentes ramos da atividade econômica. Com o governo Lula, particularmente em seu segundo mandato, o BNDES vem sendo decisivo para a conformação de alguns grupos econômicos que em comum, na maioria dos casos, têm o Estado como o indutor do negócio, seja através de empréstimos ou compra de ações. Em outros, o Estado é o facilitador ou ainda assume o papel de sócio. Em todos eles, a ação privilegia o fortalecimento do capital nacional frente ao capital transnacional.

Vejamos alguns casos:

- Telefonia: O BNDES e os fundos de pensão foram decisivos para a criação da supertele nacional – fusão da Oi com a Brasil Telecom – que ficou nas mãos dos empresários Sérgio Andrade (grupo Andrade Gutierrez) e Carlos Jereissati (grupo La Fonte ). Apesar de manter o setor nas mãos da iniciativa privada, o governo passou a ter poder de veto em decisões estratégicas, entre as quais a venda a grupos estrangeiros. Registre-se que no caso da conformação da megaoperadora, o capital privado foi subsidiado duas vezes pelo Estado. A primeira, na forma de financiamento – via BNDES – para as privatizações ainda na época de Fernando Henrique Cardoso, e a segunda, por ocasião do financiamento da reestruturação societária da Oi para permitir que a mesma incorporasse a Brasil Telecom.

- Petroquímica: Através de forte movimentação do Estado, a Petrobras permitiu que a Braskem, do Grupo Odebrecht, crescesse rapidamente. Ela é a maior do Brasil e está entre as dez maiores do mundo. Um acordo com a Petrobras em 2007 permitiu a incorporação dos ativos da Copesul, Ipiranga, Petroquímica Paulina e Petroquímica Triunfo. Em troca, a Petrobras passou a deter 30% do capital votante e 25% do capital total da empresa. A última movimentação em curso que concentrará ainda mais o setor é a possível incorporação da Quattor (controlada pela Petrobras e Unipar) pela Braskem. De novo a Petrobras será importante para se fechar o negócio e tudo indica que dentro da política de fortalecimento de empresas competitivas no mercado externo, o governo dará aval para que a incorporação avance. Desse modo, a Braskem, grupo de capital privado, contaria com um forte sócio, o Estado brasileiro.

- Alimentação: Formação da Brasil Foods. A Sadia apostou no mercado de derivativos e com a crise mundial literalmente quebrou. Com a empresa comprometida restava apenas a sua venda e, antes que caísse em mãos de um grupo estrangeiro, o governo articulou a entrada do BNDES e dos Fundos de Pensão no processo e alavancou a sua fusão com a até então arqui-rival Perdigão. A Brasil Foods nasceu gigante. É de longe a maior empresa de alimentos industrializados do Brasil e a maior exportadora de produtos de carne processada do mundo. Tornou-se a terceira maior exportadora brasileira, atrás apenas da Petrobras e da Vale do Rio Doce. Por isso, e para acentuar sua agressividade internacional, tem nome inglês, porém, o Brasil continua grafado com “s”, como na língua portuguesa e não com o “z” do inglês, exigência do governo.

Também na área da alimentação, o Estado através do seu braço financiador, o BNDES vem fortalecendo dois gigantes, o grupo Marfrig e o grupo Bertin. Ambos atuam na área de carnes e é bastante provável que em breve os dois grupos acabem se unindo formando uma grande potência que viria a ultrapassar a Brasil Foods. O BNDES fortaleceu recentemente o grupo Marfrig ao subsidiar a aquisição da Seara e ajudou na fusão dos grupos Bertin e JBS-Friboi.

- Papel e celulose: Outra área em que o governo vem estimulado a formação de fortes grupos privados. Com recursos públicos do BNDES o governo apoiou a fusão entre a Votorantim Celulose e Papel (VCP) – controlada por Ermírio de Moraes – e a Aracruz. Ambas, a Votorantim Celulose e a Aracruz tiveram perdas enormes com derivativos cambiais e com a crise financeira pediram socorro ao governo. Com a fusão criou-se a maior empresa mundial de celulose de fibra curta e a quarta em celulose total.

Sucroalcooleiro – O Etanol é visto, particularmente pelo governo Lula, como uma possibilidade ímpar de crescimento econômico no mercado internacional. O próprio presidente Lula transformou-se numa espécie de caixeiro-viajante do etanol brasileiro e chegou a chamar os usineiros de heróis e personalidades internacionais. O agronegócio é um dos filões de maior apoio do BNDES. Particularmente no financiamento de usinas para a produção do etanol, o banco vem investindo pesadamente. Apenas em 2005 e 2006, o Banco desembolsou R$ 3,3 bilhões para financiar a construção de usinas, plantio de cana e projetos de co-geração de energia elétrica. Na ocasião, dados revelavam que estavam em construção no Brasil 100 novas usinas de álcool, com investimentos de R$ 10 bilhões, muitas delas interrompidas com a crise econômica. Para 2010, o BNDES identificou 89 projetos de novas unidades, das quais 51 já estão em andamento.

Destaque-se o surgimento de um processo inteiramente novo na área sucroalcooleira – na contramão do que gostaria o governo – que aponta para uma nova dinâmica do capital no campo. Famílias tradicionais, cujo sobrenome virou sinônimo da indústria sucroalcooleira, começam a se tornar meros coadjuvantes de uma história que volta a ser reescrita e tem como mote a concentração e os ganhos de escala. Nesse processo, famílias como Junqueira Franco, Biagi, Vieira, Tavares de Melo e Resende Barbosa, cedem seus lugares a novos personagens. Entre eles, Dreyfus, Tereos, ETH (da Odebrecht), Bunge, Cargill e Adecoagro (do megainvestidor George Soros), além da gigante Cosan.

Finanças: Outra área em que o país assiste a uma crescente concentração é o sistema financeiro. Esse processo começou no governo FHC e continuou no governo Lula. Dentre as maiores fusões recentes destacam-se a fusão do Itaú com o Unibanco e compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Se considerados os cinco maiores banco do País (Itaú-Unibanco, BB-Nossa Caixa, Bradesco, Santander-ABN e Caixa Econômica Federal), a concentração de depósitos chega a quase 80% apenas nessas instituições. A especificidade no caso, governo Lula, é o fortalecimento do sistema financeiro nacional com o surgimento do grupo Itausa (Itaú-Unibanco) em contraposição ao período FHC de privatizações de bancos e internacionalização do sistema.

Com o apoio do BNDES, houve ainda aquisições mais discretas, mas relevantes, embora longe dos bilhões dos negócios citados anteriormente. Em 2008, a Totvs (softwares de gestão) comprou a Datasul com ajuda de R$ 404 milhões do BNDES; ambas têm um terço do mercado. Outro negócio do ano passado foi a compra da Azaléia pela Vulcabrás, que recebeu R$ 314 milhões do BNDES.

A criação de empresas nacionais fortes, competitivas, com escala de produção suficiente que lhes dê um papel relevante no mercado mundial, tem sido um dos objetivos principais do BNDES no governo Lula. Faz poucos dias, o governo brasileiro abriu um escritório do BNDES em Londres para estimular voos mais altos do capital nacional. Luciano Coutinho resume a nova fase do banco: “A prioridade do BNDES é apoiar o desenvolvimento brasileiro e dar apoio a empresas brasileiras competentes e competitivas que queiram uma atuação internacional”.

Sobre a ação do BNDES, poder-se-ia dizer que Lula reedita o governo Vargas e JK. Porém, atente-se para o fato de que o nacional-desenvolvimentismo praticado pelo governo Lula é distinto do praticado na Era Vargas. No período anterior, os investimentos realizados pelo Estado constituíram a formação de um capital produtivo sob controle do próprio Estado. Foi assim que surgiu a CSN, a Companhia Vale do Rio Doce, a Petrobras, a Eletrobrás, o sistema Telebrás. Foram essas empresas que possibilitaram a modernização – conservadora – do país e o alçaram a uma das potências econômicas mundiais.

Hoje, o nacional-desenvolvimentismo mudou de coloração. Ele presta-se antes de tudo ao fortalecimento do capital privado. Nas palavras de Luciano Coutinho, presidente do BNDES, “o que determina um empréstimo é a consistência empresarial do negócio”. Em segundo plano, “se além disso, a operação fortalece empresas de capital nacional, é bom para o País”.

É dessa forma que se explicam os generosos subsídios não apenas para fusões, mas também para a Vale do Rio Doce e para a Embraer. A irritação de Lula com as duas empresas durante a crise econômica deve-se ao fato de que o presidente considerou injustificável que empresas recebedoras de aportes do Estado demitissem ao primeiro sinal da crise.

Atente-se para o fato de que o dinheiro público do BNDES lastreado sobretudo pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) está sendo utilizado em muitos casos para irrigar empresas que foram privatizadas, como é o caso da própria Vale e das empresas de telefonia. Essas mesmas empresas, por ocasião da privatização, receberam transferência de recursos públicos (a primeira revolução silenciosa). Agora, novamente o banco entra com recursos favorecendo as mesmas empresas, mas em mãos privadas. Trata-se de um capitalismo sem riscos.

Como destaca o jornalista Vinicius Torres Freire, “afora múltis, as maiores exportadoras são estatais ou tiveram mãozinha do Estado”. Segundo ele, “a lista das maiores empresas exportadoras do Brasil revela muito do que foi e ainda é a formação e a propriedade do grande capital no país. As três líderes na exportação são ou foram estatais, criadas pelo Estado quando não havia investimento privado em seus setores: Petrobras, Vale e Embraer (se algumas dessas empresas vieram a se tornar monopolistas ineficientes, ou quase isso, é outra história)”. O jornalista comenta que “examinando o ranking da exportação, veem-se genes estatais em quase todos os pedigrees da grande empresa nacional – e até no das múltis”.

Os recentes ataques de Fernando Henrique Cardoso e Armínio Fraga a Lula devem ser lidos nesse contexto anterior, no qual o Estado joga um papel decisivo.

O Estado investidor. As grandes obras de infra-estrutura

Ao lado do ‘Estado financiador’ na criação e/ou fortalecimento de grupos de capital privado nacional, o governo aposta em outra vertente do nacional-desenvolvimentismo, através do ‘Estado investidor’. A vertente do ‘Estado investidor’ se manifesta no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi saudado como a retomada do ideário desenvolvimentista e até mesmo o fim da era Palloci, período que ficou conhecido como a continuidade da política econômica do governo de Fernando Henrique Cardoso orientada pelos pilares da disciplina fiscal e monetária.

Quando do seu lançamento, no início de 2007, vários economistas vibraram com o programa. Os economistas Ricardo Carneiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e João Sicsú da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), interpretaram o PAC como a saída de cena da "mão invisível do mercado" e o reconhecimento de que o Estado joga um papel fundamental na indução do crescimento econômico do país.

Na opinião de Paulo Nogueira Batista, “o PAC reflete uma nova concepção em que o Estado volta a ter um papel mais ativo na promoção do desenvolvimento, como investidor em áreas estratégicas e indutor de investimentos privados". "O PAC significa uma mudança na orientação da política econômica", disse Nogueira Batista Jr. na oportunidade. Outra voz, próxima ao PSDB, a do economista Yoshiaki Nakano, diretor da Escola de Economia de São Paulo da FGV, destacou que "o PAC tem um grande mérito: trouxe de volta à agenda do governo o crescimento como prioridade, demanda da sociedade brasileira. É o governo reassumindo a sua verdadeira função: a de promover crescimento rápido e sustentado".

Delfim Netto disse na época que “o setor privado precisa de duas garantias para investir: a de que haverá crescimento e a de que não faltará energia. Se houver essas duas garantias, os investimentos virão”, disse ele. "A novidade no PAC está no método de fazer política econômica, não nos novos projetos anunciados, ou nos recursos adicionais disponibilizados”, disse, por sua vez, o economista Luís Nassif. Segundo ele, “o PAC dá um passo decisivo para mudar o eixo da discussão econômica".

Elogios ao programa vieram sobretudo do capital produtivo nacional, considerando-se que o PAC anunciou investimentos pesados na área da infra-estrutura, principalmente em três grandes áreas: Logística (transportes), Energia e Infra-Estrutura Social e Urbana. Jorge Gerdau Johannpeter, incensado pelo capital nacional e tido como uma referência do sucesso do capitalismo brasileiro, afirmou que "foi preciso encher o saco do Lula para sair o PAC".

Em síntese, o PAC é de um conjunto de grandes obras de infra-estrutura para alavancar o crescimento econômico do país. Entre as principais, encontra-se a construção de hidrelétricas – Belo Monte, Santo Antônio e Jirau – a transposição do Rio São Francisco (pdf), a retomada do programa nuclear, a construção e/ou duplicação de rodovias, como a polêmica BR 319. Há ainda investimentos em ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos, saneamento, habitação popular.

No caso das grandes obras, como as hidrelétricas, desconfia-se que os grandes beneficiados serão grupos de grande porte, como Votorantim, Vale do Rio Doce, CSN, Alcoa e Gerdau. Também no caso da transposição das águas do São Francisco, avalia-se que o mesmo servirá sobretudo de incremento da indústria e do agronegócio, da produção de frutas para a exportação e da carcinucultura.

O governo considera as obras do PAC, os grandes projetos de infra-estrutura, como indispensáveis para a retomada do crescimento econômico, a geração de emprego e a distribuição de renda. Parcela do movimento social, por sua vez, vê o programa como grande beneficiador dos interesses do capital. Na visão dos movimentos sociais, outros investimentos como em saúde, educação, reforma agrária, seriam prioritários em relação aos bilhões destinados às grandes obras.

Contradições

Há ainda uma crítica muito forte vinda do movimento social sobre o fato de que o PAC se coloca na contramão da crise ambiental. Um dos motivos da queda da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi a disputa em torno das licenças ambientais para as obras do PAC. A ministra resistia aos pedidos de agilidade das licenças e foi derrotada internamente no governo, sobretudo na queda de braço com a ministra Dilma Roussef, responsável pela condução do PAC.

Na visão de setores do movimento social, o PAC é refém de um modelo de desenvolvimento preso ao século XX. Nesse sentido, o PAC coloca-se de costas para a problemática ambiental e reafirma a lógica produtivista da sociedade industrial. Exatamente no momento em que se fala em descarbonizar a economia, o país reafirma um modelo tributário ainda da Revolução Industrial.

Particularmente Lula, no afã de reeditar o milagre do período JK, já explicitou verbalmente que considera essa visão dos movimentos sociais um entrave para o crescimento do país. A “cabeça” de Lula está presa à sociedade industrial e daí a sua dificuldade em incorporar o caráter do movimento ambientalista que prenuncia uma sociedade pós-industrial. “Ele [Lula] acha importante a preservação, mas, entre um cerradinho e a soja, ele é soja. O ambiente é uma questão importante, mas não é decisiva. O que é decisivo é a economia”, já afirmou Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula.

Mas também grande parte da esquerda e até mesmo parcela do movimento social brasileiro é tributária de um jeito de pensar e agir preso às categorias da sociedade industrial, o que justifica a dificuldade de assimilação em sua agenda de temas que estão para além dessa sociedade.

Para outros, entretanto, o Brasil está perdendo o bonde da história, exatamente por uma visão obtusa de desenvolvimento. O país não percebe, ou não quer perceber, que é um dos poucos países que poderia oferecer uma alternativa à crise ecológica. O ambientalista Washington Novaes chama a atenção para este fato: “Um país que tem a biodiversidade que o Brasil tem, os recursos hídricos, a insolação o ano todo, enfim, com a riqueza que o país tem, deveria ter uma estratégia que colocasse esse fator escasso no mundo numa posição privilegiada como base de políticas. Mas essa estratégia não existe”.

Nesta perspectiva, e do que foi descrito anteriormente sobre o PAC, é importante o alerta de José Eli da Veiga. Segundo ele, não dá mais para fazer essa separação [da economia com o meio ambiente]. Diz ele: “As pessoas que continuam a separar economia e meio ambiente não entenderam nada. Há duas questões no mundo hoje em termos de décadas e em termos de século XXI e, ou o Brasil se insere nisso ou está perdido. Essas duas questões são: o aquecimento global e a ressurreição da China. O Brasil tem que ser competitivo, mas, ao mesmo tempo, com sustentabilidade ambiental”.

Nesse contexto do debate sobre a concepção de desenvolvimentismo que permeia o governo Lula, faz-se necessário uma menção ao Pré-Sal. O pré-sal, tem dito o presidente Lula, é o “passaporte para o futuro”. Os recursos seriam utilizados para resgatar o débito para com a questão social brasileira – aplicados preferencialmente em educação e em programas para reduzir a pobreza. Reeditando os tempos da campanha ‘O petróleo é nosso’, Lula afirmou que o petróleo não pode ficar na mão de meia dúzia.

O tema do pré-sal é dos mais importantes e se insere no debate de modelo de desenvolvimento do país. Até o momento, a decisão do governo vai na linha de criar um novo marco regulatório, no qual as decisões mais importante são: parceria do Estado com a iniciativa privada na exploração do pré-sal – o sistema de partilha; criação da Petrosal, e a criação de um fundo social. O movimento social vê o projeto como um avanço, mas considera-o insuficiente e defende o total controle do Estado sobre o Pré-sal. O tema envolve ainda a contradição de se apostar investimentos vultosos no desenvolvimento de uma fonte energética suja e finita, num momento em que o mundo se esforça para ampliar o uso de fontes limpas e renováveis.

O projeto de conciliação nacional

Hegemonia às avessas?

A segunda revolução silenciosa também tem outra faceta: a política. A chegada do PT ao Estado não significou rupturas com o status quo anterior. Pelo contrário, poder-se-ia afirmar que o PT no poder desconstruiu a hegemonia – no sentido gramsciano – que anteriormente conquistou na sociedade. Lula no poder praticou uma “hegemonia às avessas”, diz o sociólogo Francisco de Oliveira, ou seja, a classe dominante aceitou ceder aos dominados o discurso político, desde que os fundamentos da dominação que exerce não sejam questionados.

Se por um lado é inegável que Lula alterou a rota do modelo econômico, principalmente no segundo mandato, por outro, não mudou a lógica de funcionamento da política, a concepção de Estado patrimonialista continua sobrepondo-se à concepção de Estado republicano.

A base de sustentação do governo Lula trouxe a tona figuras políticas associadas aos métodos políticos da Velha' República - práticas coronelistas que agregam autoritarismo, assistencialismo e clientelismo com a expertise de se valer da presença no espaço público para atingir objetivos privados. José Sarney, Jader Barbalho, Romero Jucá, Geddel Oliveira, entre outros, que recentemente na história política brasileira foram vistos como a junção de tudo o que se tem de pior na política, foram resgatados, principalmente no segundo mandato de Lula.

A ruptura prometida com a Velha República e inclusive com a Nova República, através do surgimento do PT e de Lula que arrombaram a política nacional pela "porta dos fundos", não se efetivou. A ampla coalizão do governo é reveladora desse processo. Lula orienta-se antes de tudo pelo pragmatismo. Incorporou as principais forças políticas e econômicas do país – do agronegócio ao sindicalismo, do monetarismo ao desenvolvimentismo, do capital produtivo ao capital financeiro.

Se na economia Lula incorporou JK – o neo-desenvolvimentismo abordado anteriormente –, na política Lula incorporou Vargas. Na análise do sociólogo Werneck Vianna, Lula evoca o Estado Novo do período getulista. “Qual foi a operação que o Estado Novo getuliano fez? Exatamente esta: tudo o que era vivo na sociedade ele trouxe para si. Tal como agora. Trouxe para si e, de cima, formula políticas para a sociedade”, diz ele.

Segundo o sociólogo, “um governo que absorve as representações corporativas de trabalhadores e empresários, com um chefe de Executivo carismático a mediar interesses conflitantes, fortalecido pela crescente centralização do Estado”. “Ele [Lula] tem força, carisma, para segurar essa colcha e essa federação é boa para todos”.

A interpretação de Werneck Vianna é a de que o governo Lula engoliu a todos. O movimento social grita, reage, mas no limite não rompe com o governo; a direita esperneia, protesta, mas rende-se ao governo de coalizão; o capital produtivo e financeiro reclama, mas está contente com Lula. No máximo o presidente, deixa “que os dissídios internos amadureçam e no final arbitra e decide”.

Lula tornou-se o conciliador de classes. Na opinião de Werneck Vianna, o presidente lidera uma "comunidade fraterna sob comando grão-burguês", em que ele "cimenta a unidade de contrários", mas com a hegemonia concedida ao grande capital rural e urbano”.

Figura de Lula. Síntese da modernização conservadora

Na realidade, Lula é resultado de dois grandes movimentos que se desenvolveram simultaneamente na sociedade brasileira e, no governo, optou pela síntese desses movimentos e não o rompimento.

De um lado, Lula é produto da modernização conservadora, ou seja, Lula não existiria sem a Era Vargas – o Estado nacional-desenvolvimentista que industrializou o país e instaurou a legislação trabalhista e a estrutura sindical. Mas para além de Vargas, Lula também é resultado do período JK, que abriu o país para o capital transnacional e trouxe as montadoras. O ABC do qual emerge Lula é uma síntese dos governos Vargas e JK – o setor de ponta do capitalismo brasileiro da época e símbolo da modernização conservadora.

Porém, a modernização trouxe consigo o seu lado perverso, a gritante concentração de renda, o desenvolvimento desigual, a ausência das reformas sociais, os parcos e insuficientes investimentos na área da educação, saúde, saneamento e reforma agrária. O Brasil cresceu dividido, desigual, dual. Convivem num mesmo país, dois países. Temos o Brasil moderno, inserido globalmente, nação emergente, 8ª economia mundial. Mas, temos o Brasil miserável, da fome, da classificação do 70ª IDH, das metrópoles inchadas, do drama na saúde e na educação.

Lula também é resultado desse Brasil. É produto da incorfomidade dos movimentos sociais, da luta contra a modernização conservadora, da luta pela Reforma Agrária, da distribuição de renda, da urgência das reformas estruturais na saúde e na educação.

A grande aposta foi a de que Lula no poder faria um governo sintonizado com o seu histórico de movimento social. Na opinião do sociólogo Francisco de Oliveira, esperava-se de Lula um governo reformista “no sentido clássico que a sociologia política aplicou ao termo: avanços na socialização da política em termos gerais e, especificamente, alargamento dos espaços de participação nas decisões da grande massa popular, intensa redistribuição da renda num país obscenamente desigual e, por fim, uma reforma política e da política que desse fim à longa persistência do patrimonialismo”.

O que se viu, diz ele, é que “os resultados são o oposto dos que o mandato avalizava”. Pesou diz o sociólogo, “o eterno argumento dos progressistas-conservadores - caso, entre outros, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - é que faltaria, às reformas e ao reformista-mandatário, o apoio parlamentar. Sem sustentação no Congresso, o país ficaria ingovernável. Daí a necessidade de uma aliança ampla. Ou de uma coalizão acima e à margem de definições ideológicas. Ou, mais simplesmente, de um pragmatismo irrestrito”.

Lula não rompeu de todo com a modernização conservadora. Optou por um modelo de desenvolvimentismo que privilegia o capital nacional e daí a tese da reorganização do capitalismo brasileiro abordada anteriormente. Modelo esse, entretanto, que não é avesso ao capital transnacional.

O sociólogo Werneck Vianna, acredita que o Brasil se tornou um "global player" e vive a "hora da virada". "Vamos para uma escala de desenvolvimento que vai reiterar as mais doces expectativas que acalentamos nos anos 50 e 60", disse o professor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio). O problema, continuou, é que todos os setores "se aninharam no interior do Estado", do agronegócio aos sindicatos, passando pela indústria paulista. Esse Estado "verticalizado e centralizado", por sua vez, se diz "representante de todos", o que esvaziaria o debate público. "A arca do tesouro vai servir a quem?", perguntou, referindo-se ao petróleo do pré-sal e às antigas demandas por justiça social. "Vamos organizar o capitalismo numa social-democracia avançada. Sim ao Estado forte, mas sob controle da sociedade, não sobreposto assimetricamente a ela", pregou.

Daí a tese de Werneck Vianna: “a expansão brasileira, a projeção da economia do país no mercado interno e no mercado externo é monopólio de um grupelho, dos poderosos do agronegócio, das finanças, da grande indústria. A hegemonia é desses grandes potentados”. É essa hegemonia que Lula não feriu de morte e que continuará dando as cartas a partir de 2011, seja quem estiver no Palácio do Planalto.

Sobre as eleições de 2010, o economista Márcio Pochmann, presidente do IPEA e o sociólogo Werneck Vianna, travaram um diálogo faz poucos dias no encontro anual da Anpocs (Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais ), em Caxambu (MG). Pochmann disse que há agora "uma maioria política" capaz de deixar para trás o projeto de "integração passiva e subordinada" do Brasil ao mundo. Mas, para ele, ainda está em jogo que tipo de desenvolvimento o Brasil terá. "Teremos a mesma dinâmica do século passado, baseada em casas, carros, bens de consumo duráveis? Ou um desenvolvimento ambientalmente sustentável?", perguntou.

Pochmann defendeu que a disputa entre PT e PSDB pela "condução do atraso brasileiro" na eleição de 2010 definirá a continuidade do projeto de "capitalismo organizado" ou a volta à "financeirização" não produtiva. Os possíveis candidatos tucanos "têm menor possibilidade de se aliar às forças do produtivismo", disse. Werneck Vianna minimizou. "Mesmo o Serra vai manter esse projeto, com modulações próprias", disse sobre o governador paulista, possível candidato do PSDB à Presidência.

Em síntese, tudo leva a crer que a reorganização do capitalismo brasileiro conduzido pelo governo Lula – impulsionado pelo Estado financiador e pelo Estado investidor – e que de sobra deu musculatura para um ainda raquítico Estado social –, não sofrerá rupturas com as eleições de 2010. O que ser quer dizer é que haverá continuidade do atual modelo, na economia e na política, e tudo indica por muito tempo.

A crítica relevante é de que o modelo em curso não atinge os interesses dos potentados – agronegócio, finanças, grande indústria, oligarquias políticas – que sempre hegemonizaram o poder. Essa nova maioria obstaculiza reformas sociais, retomadas por Lula timidamente, de maior alcance e profundidade na direção de ruptura à concentração de riqueza.

O projeto de poder da esquerda encontra-se derrotado. O projeto nacional popular em debate nos anos 80 foi descaracterizado pelo PT e pelo governo Lula no poder. Neste momento histórico, quem retoma o debate da possibilidade de um projeto de características nacional popular é o Movimento Consulta Popular, porém o faz às margens do poder. Resta uma indagação de fundo: ainda é possível um projeto nacional popular?

Conjuntura da Semana em Frases

Revolução silenciosa

“O Brasil vive uma revolução silenciosa” – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, BBC Brasil, 05-11-2009.

Milagre

"O que está acontecendo é um milagre da transformação, que ainda não foi medido corretamente pelos institutos de investigação. Nem nós, do governo, temos dimensão do que está acontecendo" – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República – O Estado de S. Paulo, 06-11-2009.

"Cansamos de tantas promessas do século XX, e não queremos perder nenhuma oportunidade no século XXI” - Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República – O Estado de S. Paulo, 06-11-2009.

Reservas

"Lembro que, em 2005, estávamos na Índia quando eles anunciaram que haviam alcançado reservas de US$ 100 bilhões. E eu disse ao Palocci [Antônio Palocci, então ministro da Fazenda] que ter reservas de US$ 100 bilhões seria o máximo. Hoje, temos reservas de US$ 230 bilhões" – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República – Folha de S. Paulo, 06-11-2009.

Economista e sindicalista

"Se eu fosse economista, não teria feito desse jeito. Só fiz porque era sindicalista" – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, falando sobre o ajuste fiscal feito no início do governo, "o mais duro de nossa economia" – Folha de S. Paulo, 06-11-2009.

Sem intermediários

“Vocês vão compreender por que a figura do formador de opinião pública, que antes decidia as coisas neste país, já não decide mais. É porque este povo não quer mais intermediários. Este povo tem pensamento próprio, anda pelas suas pernas, trabalha pelos seus braços, enxerga pelos seus olhos e fala pela sua boca” – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República – O Globo, 30-10-2009.

Incompetência

“Um intelectual ficar assistindo a um operário que tem o 4oano primário ganhar tudo o que ele queria ter ganhado e não ganhou por incompetência é muito difícil mesmo” – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República – O Globo, 07-11-2009.

Mais cinco

"A gente até que aguentaria mais uns cinco anos” – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República – O Estado de S. Paulo, 10-11-2009

Cabeça

“Eu não mudei ideologicamente. A vida é que muda. A cabeça tem esse formato justamente para as ideias poderem circular” – Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República – O Globo, 08-11-2009.

Raul Seixas, o biógrafo

“A letra de “Metamorfose” é chocante. Parece que o Raul escreveu a biografia do Lula” - Marcelo Tas, apresentador do “CQC (Custe o que custar)”, da TV Bandeirantes – O Globo, 08-11-2009.

Popular

"O Lula é mais popular na Argentina do que na Anpocs" - Torcuato Di Tella, sociólogo, ex-ministro da Cultura argentino - O Globo, 30-10-2009.

Lágrimas e pipoca...

“Lula, o filho do Brasil” não é um filme de esquerda. Está mais para “2 Filhos de Francisco”, a história chorosa de Zezé di Camargo e Luciano, do que para “Eles não usam blacktie”, filme que, como o de Fábio (Barreto), também fala de uma família operária envolvida em greves” – Ancelmo Gois, jornalista – O Globo, 07-11-2009.

Cenário de sonho

“Na semana passada Lula teve uma conversa com empresários e parlamentares no Palácio da Alvorada e desenhou um cenário triunfante para a eleição de 2010. Nosso Guia acredita que no segundo semestre a economia estará crescendo a 7%, com aumento da renda dos trabalhadores e expansão do consumo. Será um cenário de sonho para quem quer preservar seu patrimônio eleitoral no andar de baixo” – Elio Gaspari, jornalista – Folha de S. Paulo, 01-11-2009.

Dilema da oposição

"Do ponto de vista do bem-estar econômico, o ano que vem será muito pior [para a oposição] do que 2006" - Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro do governo FHC – Folha de S. Paulo, 05-11-2009.

5%

“Para 2010, o que há de universalmente aceito é que o crescimento deve ser expressivo. Nós estamos com 5%, mas pode ser mais do que isso. Um número de 6% é factível, mas não acho o mais provável” - José Roberto Mendonça de Barros, economista – Valor, 04-11-2009.

Inveja

"A inveja "demo-tucana" é diretamente proporcional ao crescimento do PIB” – Fernando Marroni, deputado federal – PT-RS, sobre a revisão feita pelo IBGE do crescimento da economia em 2007, saltando de 5,7% para 6,1%, o maior índice em mais de 20 anos – Folha de S. Paulo, 05-11-2009.

Mobilidade

"Há sinais da volta da mobilidade social no País, o que não se via até a década de 90" - Marcio Pochmann. presidente do Ipea – O Estado de S. Paulo, 06-11-2009.

Atração fatal

"Queremos impedir o excesso de atração fatal em relação ao Brasil” – Guido Mantega, ministro da Fazenda, ao comentar que a preocupação com a valorização do real tem o objetivo de evitar uma "exuberância irracional" no Brasil – O Estado de S. Paulo, 06-11-2009.

Demônios e anjos

“Desconsiderando o deslize da brincadeira com assuntos sagrados, o presidente Lula acertou ao dizer que, no Brasil, os governantes são obrigados a fazer aliança de anjos com demônios. Mas não completou o raciocínio, esquecendo-se de dizer que, desde o início de nossa História, infelizmente, são os demônios que vencem, dominando os anjos” – Cristovam Buarque, senador – PDT-DF – O Globo, 07-11-2009.

Visão de mundo

“A Dilma e o Serra são muito parecidos, têm a mesma visão de mundo” – João Cardoso de Mello, economista, autor do livro “O Capitalismo Tardio” – revista Piauí, outubro de 2009.

Mesmo partido

“Se houvesse uma reorganização política, eles (Dilma e Serra) estariam no mesmo partido. É uma gente que não existe mais na política, gente compromissada com o Brasil. Ambos podem ser enquadrados no conceito inglês de servidor público” – João Cardoso de Mello, economista, autor do livro “O Capitalismo Tardio” – revista Piauí, outubro de 2009.

Migração de Dilma para Marina

"Grande número de intelectuais católicos, progressistas, migrou para Marina, temos de admitir isso" – Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula – Valor, 09-11-2009.

Dividido

“O MST não deve marchar unido na eleição do ano que vem. Os sem-terra devem se dividir entre Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV)” – Ilimar Franco, jornalista – O Globo, 06-11-2009.

Lula e o MST

“No governo, Lula mudou seu modo de ver o MST, assim como mudou a maneira como encarava muitas outras questões nos duros tempos da oposição” – Raymundo Costa, jornalista – Valor, 03-11-2009.

Zangado

“Antes quem andava zangado com o MST era Lula; hoje o MST é que se diz emburrado com o presidente. No Palácio do Planalto se diz que a CPI é contra o MST e não contra o governo. O MST rebate: a CPI começa em mim e termina em você” – Raymundo Costa, jornalista – Valor, 03-11-2009.

Se fosse gay...

“E no fim de semana teve Parada Gay no Rio e Marcha para Jesus em São Paulo. Conhecida como A Marcha das Héteras. As bibas que se arrependeram e viraram héteras. Mas como disse aquela biba: se Deus fosse gay, o mundo seria mais arrumadinho!” – José Simão, humorista – Folha de S. Paulo, 04-11-2009.

Loura

“A gente, pelo menos, não bate em loura de perna de fora” – carioca, no feriadão, em São Paulo , cansado de ouvir provocações sobre a violência no Rio – O Globo, 08-11-2009.

Chapinha

“Você se incomodaria de fazer chapinha todo dia? É que as moças da rede não trabalham de cabelos presos, e preferimos as de cabelos lisos” – pergunta ouvida por uma mulata candidata à vendedora da loja Levi’s do BarraShopping, no Rio – O Globo, 01-11-2009.

Belluzzo

“Tenho 67 anos e, se encontrar o Simon na rua, eu dou um tapas nesse vagabundo” – Luiz Gonzaga Belluzzo, economista, presidente do Palmeiras sobre Carlos Eugênio Simon, juiz, que anulou o gol de Obina do Palmeiras contra o Fluminense - Lancenet, 08-11-209.

Autuori

“Sugiro, falando sério, que o Grêmio mantenha para o ano que vem o treinador Paulo Autuori, mas só para os jogos do Olímpico. Para os jogos de fora, tem de contratar outro treinador. Seriam dois treinadores, não é uma excelente ideia?” – Paulo Sant’Ana, jornalista – Zero Hora, 02-11-2009.

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Notas (texto da conjuntura):

1 - John Williamson - economista britânico - foi professor no Departamento de Economia da PUC/Rio entre 1978 e 1981, assim como Rudiger Dornbusch, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT); os dois foram figuras centrais na elaboração do ‘Consenso de Washington’. Vários economistas que trabalharam no governo FHC se vincularam ao que se denominou o ‘grupo da universidade católica do rio’. Em torno de John Williamson e Rudiger Dornbusch, se reuniram jovens professores, como Pérsio Arida, que foi presidente do Banco Central no governo FHC, André Lara Resende, que foi presidente do BNDES, Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda. E estudantes promissores como Edward Amadeo (ex-ministro do Trabalho de FHC); Gustavo Franco (ex-presidente do Banco Central); Armínio Fraga (ex-diretor do Banco Central).

2 – Entrevista reproduzida pelo Cepat Informa n. 73/ jun. 2001.

3 – As afirmações são do sociólogo Francisco Oliveira feitas logo após as eleições – CEPAT Informa n.91, nov. 2002, p. 13- 18. A expressão remete ao fato de que tivermos nos país duas ‘Era’ importantes: a ‘Era Vargas’ e a‘Era FHC’. Esses dois períodos da vida nacional foram distintos em função dos modelos econômicos aplicados. Chama-se ‘Era Vargas’ o conjunto das políticas econômicas e sociais com forte participação do Estado introduzidas no país a partir de 1930, que marcaram de maneira decisiva o processo de industrialização, urbanização e organização da sociedade brasileira. A ‘Era Vargas’ se inicia em 1930 quando Getúlio chega ao poder. Para alguns ela se encerra em 1954 com a morte do presidente, para outros, findou em 1964 com o golpe militar; e para outros, ainda, ela não teria acabado ou estaria em sua fase terminal a partir das políticas neoliberais introduzidas por Collor a partir de 1990 e reafirmadas com vigor pelos dois mandatos sucessivos de FHC, que inaugurou a ‘Era FHC’.

4 – O entusiasmo político com a eleição de Lula se observou na Av. Paulista, onde uma multidão de 50 mil pessoas saiu as ruas no dia 27-10-02, para comemorar a vitória do PT – multidão superior àquela que saiu às ruas paulistanas para comemorar o pentacampeonato da seleção brasileira.

5 – Fala do ministro José Dirceu numa reunião em maio de 2003 no Diretório Nacional do PT. Sem saber que suas palavras estavam sendo gravadas pela impressa, foi curto e grosso: “nós demos um cavalo-de-pau na economia”.

6 – Meirelles havia sido eleito deputado federal pelo PSDB/GO.

7 – A ‘Carta’ – conhecida também como ‘Carta de Ribeirão Preto’ – foi lançada no dia 22-6-02. Reproduzimos o trecho direcionado ao mercado: “Premissa dessa transição será naturalmente o respeito aos contratos e obrigações do país”.

8 – CEPAT Informa, n. 97, maio 2003, p.3-12.

Roda Viva

Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares


Na próxima sexta-feira, 20 de novembro, é o dia Nacional da Consciência Negra. O Brasil escolheu essa data para lembrar Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, símbolo da resistência negra do país.

Durante todo esse mês a data será lembrada em diversos eventos que irão celebrar a memória histórica do movimento, da presença e da inserção do negro na vida brasileira.

Dedicado à cultura negra desde a juventude, Zulu Araújo foi produtor de eventos culturais em Salvador nos anos 80 e 90 e assessor especial da secretaria de Cultura da Bahia. Em 2007, Zulu assumiu a presidência da Fundação Cultural Palmares, onde já trabalhava como diretor desde 2003.

Vinculada ao Ministério da Cultura, a Fundação Cultural Palmares foi criada em 1988, para implementar políticas públicas destinadas a aumentar a participação da população negra brasileira no processo de desenvolvimento do país.

Participam como convidados entrevistadores:
Mônica Manir, editora do caderno Aliás do jornal O Estado de S. Paulo; Ivan Martins, editor executivo da revista Época; Maurício Pestana, publicitário, cartunista e presidente do conselho editorial da revista Raça Brasil e Paulo Lins, escritor e roteirista.
Twitters no estúdio: Julio Moraes, jornalista, (twitter.com/juliomoraes); Jésica Lima, analista de mídias sociais (twitter.com/jerblima) e Ian Black, especialista em comunicação digital (twitter.com/ianblack).
Fotógrafo convidado: Letícia Lovo, fotógrafa (www.flickr.com/photos/leticialovo).

Apresentação: Heródoto Barbeiro



Transmissão ao vivo pela Internet a partir das 17:30.



O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h10.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www2.tvcultura.com.br/rodaviva

Uso Eleitoral do Apagão

Vox Populi: oposição vai fracassar no uso eleitoral do blecaute
O blecaute que atingiu pelo menos 18 Estados brasileiros na noite da última terça-feira e na madrugada de quarta-feira não deverá ter impacto relevante nas eleições presidenciais de 2010, segundo o diretor do instituto de pesquisa Vox Populi, Marcos Coimbra. Para ele, o caso isolado é algo que não pode ser atrelado de "maneira indiscutível" a um candidato.
"Não se pode dizer que é culpa da Dilma (Rousseff, ex-ministra de Minas e Energia, atual titular da Pasta da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva e provável candidata à Presidência). Por mais que a oposição tenha usado isso, não convenceria (o eleitorado)", afirmou Coimbra.

Segundo o diretor do instituto de pesquisa, "raríssimas pessoas fariam ligação entre ela e o apagão. Portanto, me parece que, do ponto de vista eleitoral, não deve ter impacto relevante".

Coimbra afirmou que o cenário político atual é distinto do momento vivido nas eleições de 2002, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sofreu um desgaste e não elegeu o candidato José Serra (PSDB). Naquele ano, Lula foi o vencedor do pleito após quatro candidaturas consecutivas.

"O que teve impacto relevante na (eleição) de 2002, não foi o fato de, em um determinado dia, o País ter ficado sem luz, mas o que foi muito ruim para a imagem do Fernando Henrique foi o racionamento (de energia elétrica). Foi as pessoas terem de discutir como iria funcionar o elevador e o sinal de trânsito ou em que horário poderiam tomar banho. O prejuízo da imagem de Fernando Henrique (ao longo de 2001) foi muito grave e uma das causas prováveis da derrota (nas urnas)", afirmou.

Segundo Coimbra, FHC havia enfrentado antes do racionamento a crise cambial em 1999, que afetou gravemente a economia e desvalorizou o Real, pilar do seu governo.

"Em 2000, o governo foi se recuperando, mas quando chegou no inicio de 2001 - entre março e abril -, começou a crise energética, e o governo Fernando Henrique imbicou numa decrescente e não se recuperou mais. Em 2002, ele tinha nível de aprovação ótimo e bom em torno de 25%. O Lula tem hoje cerca de 70% de aprovação", disse.

Segundo a pesquisa Vox Populi/Band, divulgada na última terça-feira, o índice de aprovação do presidente Lula subiu de 65% em outubro para 68% em novembro. A margem de erro é de 2,4%. Dois mil eleitores foram ouvidos em 170 municípios de todos os Estados, com execeção de Acre, Roraima e Rondônia.

Antecipação eleitoral

Cientista político, Coimbra, que tem acompanhado todas as eleições no País, disse que a antecipação eleitoral - como está acontecendo atualmente no Brasil - jamais foi vista nos anos anteriores. Ele ainda brincou: "amo os anos pares", fazendo referência aos anos em que ocorrem as eleições no País.

A antecipação da corrida por alianças para as eleições de 2010 foi intensificada no início de outubro, quando o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que PT e PMDB estarão juntos. O anúncio causou desconforto nos diretórios estaduais, principalmente em São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os dirigentes nesses Estados não concebem palanques regionais entre essas duas legendas.

Porém, a oposição não está mais confortável. No PSDB, ainda há um impasse sobre quem será o presidenciável - ou o governador de São Paulo, José Serra, ou Aécio Neves, governador de Minas Gerais. O governador mineiro afirmou, no início do mês, que poderá concorrer a uma vaga no Senado em 2010 caso seu partido não defina seu candidato à Presidência até o fim do ano. O governador disse considerar o mês de março de 2010 um prazo "extremamente longo ou tardio" para a definição da candidatura. Segundo ele, isso dificultaria a construções de alianças mais sólidas. Aécio também já descartou ser o vice na chapa puro-sangue.

Nesta quinta-feira, a executiva nacional do Psol aprovou a formação de uma comissão para iniciar negociações formais com a senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência da República pelo PV. Segundo o presidente do Psol no Rio Grande do Sul, Roberto Robaina, essa decisão "abre a possibilidade de uma aliança que se constitua em um pólo alternativo diante dos dois grandes blocos que disputam o poder - PT e PSDB -, mas que não têm grandes divergências programáticas", disse.

Fonte: Terra

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Dilma assumirá linha de frente

Dilma assumirá linha de frente no embate com a oposição
Depois de montar uma operação para blindar a ministra Dilma Rousseff logo após o blecaute ocorrido na última terça-feira (10), o governo quer agora que sua candidata ao Palácio do Planalto assuma aos poucos a linha de frente nas respostas às críticas da oposição.
A estratégia, acertada pelo Planalto e pelo núcleo encarregado de montar a campanha da chefe da Casa Civil, é aproveitar a experiência dela na área para tentar desconstruir a tese de que o Brasil estaria à beira de uma nova crise energética.

Ex-ministra de Minas e Energia, Dilma evitou, até ontem, situações que a obrigassem a tratar do blecaute, que afetou 18 Estados do País. O governo achou melhor tirá-la da linha de tiro num primeiro momento, mas deve reverter essa situação assim que estiverem mais claras as causas da falha no fornecimento.

Dilma não deve tomar a iniciativa de abordar o assunto, mas não vai fugir do debate, dizem aliados. A ideia é aproveitar agendas públicas para rebater os ataques do PSDB, mais precisamente as entrevistas que conceder à imprensa, como ontem, em Brasília, durante anúncio do menor índice de desmatamento na Amazônia em 21 anos.

Nos últimos dias, a ministra já vinha adotando um discurso mais duro contra a oposição. A primeira demonstração desta nova estratégia de enfrentamento ocorreu durante o 12º Congresso do PCdoB, no último final de semana, quando Dilma qualificou a oposição de "patética" e "desconexa". (Leia mais aqui)

No dia seguinte ao blecaute, Dilma reuniu-se com membros do governo e dirigentes petistas para definir como reagiria ao noticiário. Ela concordou com a proposta de submergir por alguns dias, para aguardar os esclarecimentos sobre os motivos do apagão e a análise sobre as condições em que se encontra o sistema de energia do País. Ela passou o resto do dia em casa, estudando as condições da rede e recebendo informações sobre os acontecimentos minuto a minuto.

Após o blecaute, o Planalto achou mais prudente deixar que outros membros do governo filtrassem os primeiros ataques da oposição. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, Jorge Samek, foram encarregados de prestar os esclarecimentos na área técnica. Para as reações políticas, entraram em cena o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e os líderes do PT e do governo na Câmara e no Senado.

Fonte: Destaque Vermelho

Destaque do Dia



Destaques do Dia
Programa de Prevenção da Violência (PPV) em Pelotas
A secretária-adjunta da Saúde, Arita Bergman representando a Governadora Yeda Crusius, acompanhada do prefeito Fetter Junior, durante solenidade de apresentação das ações do Programa de Prevenção da Violência (PPV).

Local: Pelotas - RS
Data: 13/11/2009
Foto: Jefferson Bernardes / Palácio Piratini
Código: 32439

Silos e Armazém em Rio Grande
A companhia estadual de Silos e Armazém após a reforma da esteira e carregador, depois de 11 anos, volta a embarcar arroz para África do Sul, no Porto de Rio Grande.

Local: Rio Grande - RS
Data: 13/11/2009
Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini
Código: 32432

Programa de Prevenção da Violência (PPV) em Pelotas
A secretária-adjunta da Saúde, Arita Bergman(c) representando a Governadora Yeda Crusius, acompanhada do prefeito Fetter Junior, durante solenidade de apresentação das ações do Programa de Prevenção da Violência (PPV).

Local: Pelotas - RS
Data: 13/11/2009
Foto: Jefferson Bernardes / Palácio Piratini
Código: 32434

Silos e Armazém em Rio Grande
A companhia estadual de Silos e Armazém após a reforma da esteira e carregador, depois de 11 anos, volta a embarcar arroz para África do Sul, no Porto de Rio Grande.

Local: Rio Grande - RS
Data: 13/11/2009
Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini
Código: 32433

Sindicato dos Jornalistas apoia MST

Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio solidário com o MST





A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio vem a público manifestar irrestrita solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que está sofrendo um processo de criminalização nos meios de comunicação e no Parlamento. Prova disso é a recente abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito com base em premissas falsas divulgadas em veículos de comunicação vinculados ao agronegócio.

Quem tiver dúvida nesse sentido deve consultar sites de entidades de agronegócios, entre as quais a Associação Brasileira de Agronegócio (http://www.abag.com.br), para confirmar a participação, como associados, de veículos de comunicação como a Agência Estado e a Globo Comunicação e Participação, empresas estas que pautam órgãos da mídia hegemônica.

Como trabalhadores da área de comunicação não podemos nos omitir diante de tais fatos e também condenar a violência a que são submetidos os trabalhadores rurais brasileiros, conforme comprovam as informações fornecidas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), dados estes omitidos pela mídia hegemônica conservadora.

Os números mais recentes divulgados pela entidade da Igreja Católica que defende o modelo de agricultura familiar indicam que em seis meses, de janeiro a junho de 2009, ocorreram, pelo menos, 366 conflitos nos campos brasileiros. Segundo ainda a CPT, registrou-se nesse período um assassinato para cada 30 conflitos; uma tentativa de assassinato para cada oito conflitos; um torturado a cada 61 conflitos; um preso a cada quatro conflitos; 1,5 famílias expulsas a cada conflito por terra e 18 despejadas.

Os números indicam claramente de onde vem a violência e a quem prejudica. Por isso, devemos repudiá-la e denunciar a manipulação midiática que omite e distorce informações que ajudariam os brasileiros a formarem opinião sobre a necessidade urgente de uma reforma agrária que fortaleça a agricultura familiar.

O SJPERJ, por fim, exorta os jornalistas brasileiros a rejeitarem o linchamento midiático que vem sofrendo o MST e outros movimentos sociais por veículos de comunicação que se tornaram servidores de poderosos interesses econômicos.



RIO DE JANEIRO, 17 de novembro de 2009

Brasil Imprensa

NO BRASIL IMPRENSA DE HOJE: www.brasilimprensa.com.br


MP de SP quer cooperação dos EUA para investigar contas relacionadas ao Bispo Edir Macedo líder da Universal
Lula defende a "pluralidade" da informação em evento da RedeTV!
Governadora do RS encaminha à Assembleia projetos que elevam piso do magistério para R$ 1,5 mil
LEIA NO BLOG: Entidade Jornalística vai mal... Na Record RS, orelhas em pé...Repórter neste momento...
Opinião College promove a Iª Formandos a Fantasia
O CARICATO CARLOS LUPI, QUE FOI OFFICE BOY DE LEONEL BRIZOLA....
GOVERNADORA YEDA, DO RS, DEU O GOLPE, NO BOM SENTIDO, NO CPERGS...
CPI DA CORRUPÇÃO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA AGONIZA....
AÇÕES DE IVAR PAVAN PODEM TER TIRADO O PT DA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLÉIA....
BRASIL COBRA O DOBRO DO PREÇOS DOS EUA NA TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA...
OUTRA BOA PARA RIR... A MANDALETE DO MARIDO, CRISTINA KIRCHNER, PRESIDENTE DA ARGENTINA....
SERRA QUER EXPLORAR O APAGÃO DE DILMA. LULA QUER CULPAR QUALQUER UM, MENOS A SI PRÓPRIO E À PRÓPRIA DILMA, CLARO...
CASO DE INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA OU DE VEDETISMO EXPLÍCITO, O SENADOR EDUARDO Suplicy ...
ANTONIO MACEDO CONTINUA BRIGANDO COM OS OUVINTES NA RÁDIO GAÚCHA
PARA NÃO PERDER O TEMA, O REPÓRTER “NESTE MOMENTO” DA GAÚCHA CONTINUA REPETINDO ISTO UMAS CINCO VEZES POR FRASE...
JÁ NA HORA DO TEMPO, ENQUANDO TVs E OUTRAS RÁDIOS COLOCAM NO AR SEUS PRÓPRIOS REPÓRTERES E APRESENTADORES.....
NIGUÉM ADMITE, MAS TODOS ESTÃO DE ORELHAS EM PÉ NA RECORD RS...
ENTIDADE JORNALÍSTICA GAÚCHA VAI MAL DAS PERNAS.....

isto e muito mais em WWW.BRASILIMPRENSA.COM.BR ACESSE.....




Jornalista Vilnei Herbstrith - rg. 5982
Diretor-editor do Site Brasil Imprensa Livre
Site: www.brasilimprensa.com.br
No twitter: http://twitter.com/brasilimprensa
Editor do Site da ADJORI-RS
www.adjori-rs.com.br
Clube de Editores e Jornalistas de Opinião
Fones: (51) 9672.6968
e-mail: jornalismo@brasilimprensa.com.br
milrs@hotmail.com
brasilimprensa@brasilimprensa.com.br

Porto Alegre - RS - Brasil



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Boletim do Sindicato dos Jornalistas do RS



É a primeira vitória dos Jornalistas”,
diz presidente do Sindicato



O presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS, José Nunes, recebeu com grande entusiasmo a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 386/09 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, que estabelece a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de Jornalista. José Nunes participou em Brasília da vigília de sindicatos de todo o país, representantes de universidades, jornalistas e universitários para pressionar os deputados e acompanhar a votação na Câmara. “Desde segunda-feira estamos conversando com todos os deputados e explicando a nossa posição. Foi a nossa primeira vitória, dos jornalistas, dos universitários e da sociedade pela qualidade da informação. Mas temos a convicção de que ainda teremos muita luta e só conseguiremos a aprovação definitiva na Comissão Especial, no Plenário da Câmara e no Senado se a categoria continuar mobilizada.” Nunes também destacou o apoio aberto que a obrigatoriedade do diploma vem recebendo de outras categorias profissionais e da sociedade.

A dirigente do Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, Suzana Tatagiba, também considera a vitória “pela praticamente unanimidade dos deputados ajudará também na aprovação no Senado.”

A PEC 386/09 foi a primeira matéria apreciada hoje pela CCJC, acatando pedido de inversão de pauta do deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS). A bancada gaúcha votou favoravelmente à PEC.

Sindicato no interior
Na segunda-feira, dia 9 de novembro, o Sindicato esteve em Ijuí para discutir a PEC 386/09, do deputado Paulo Pimenta. Na próxima segunda-feira, novamente o Sindicato se fará presente, agora em Bagé, para o mesmo debate.

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Prêmios
SETCERGS
Estão abertas as inscrições para o XXII Prêmio SETCERGS de Jornalismo, promovido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul, o regulamento do concurso encontra-se na Secretaria do Sindicato dos Jornalistas, ou ainda nos telefones da SETCERGS (51) 3342 9299/9649 0800.

IV Prêmio CNA Jornalismo
Com o objetivo de estimular, divulgar e prestigiar reportagens e fotografias publicadas na mídia gráfica - jornais e revistas - ou veiculadas em site, emissoras de rádio e televisãoque contribuam efetivamente para esclarecer a opinião pública sobre a realidade do campo brasileiro, sensibilizando o homem urbano para a importância da atividade agropecuária para a sociedade.

As inscrições se encerram no dia 20 de novembro e as fichas encontram-se no Sindicato dos Jornalistas.

Mais informações fones: (51) 3228 8146/3226 0664/ 3226 1735

MP está com as inscrições abertas para seu concurso
O Ministério Público do Rio Grande do Sul, com apoio da Associação do MP e da Fundação Escola Superior do Ministério Público.No dia 15 de novembro se encerram as inscrições.

Os jornalistas interessados em participar do concurso deverão encaminhar à Assessoria de Imprensa do Ministério Público – Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto 80, bairro Praia de Belas, POA, CEP: 90050-190 – até o dia 16 de novembro, em envelope lacrado, a documentação exigida no regulamento.

Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 3224-6938 ou e-mail imprensa@mp.rs.gov.br, como também no Sindicato dos Jornalistas Profissionais e na Associação Riograndense de Imprensa (ARI). Os trabalhos devem ser acompanhados de duas cópias, constando o nome do autor, título da matéria, data da publicação e o veículo de comunicação.

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Curso básico de português para sindicalizados
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS firmou convênio com o professor Landro Oviedo para a turma única do Curso Básico de Português, a ser ministrado aos sábados, entre os dias 21 de novembro e 19 de dezembro de 2009. O curso terá 40 horas-aula e os sindicalizados pagarão 60% do valor estipulado vigente. Esse valor já inclui a apostila exclusiva. No programa, fonologia e ortografia, morfologia, sintaxe e texto. O ministrante é licenciado em Letras, especialista em Língua Portuguesa, advogado e consultor de português do Correio do Povo.

Informações: www.cursodeportugues.zip.net.

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• Antes de imprimir esse e-mail, lembre-se da Amazônia •

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul
Rua dos Andradas, 12/133 - 13 andar Porto Alegre/RS
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