Rádio WNews

sábado, 18 de abril de 2009

B' 52 parte 2

Kate Pierson, Fred Schneider, Keith Strickland e Cindy Wilson, do B-52's VEJA FOTOS DO B-52'S EM BARCELONA
VEJA FOTOS DO B-52'S EM NOVA YORK
VEJA LETRAS DO B-52'S



UOL - Como foi lançar um disco novo após 16 anos? Por que demorou tanto?

Wilson - Nós nunca terminamos. Quero dizer, eu saí um pouco porque tive um filho e voltei logo depois do álbum "Good Stuff", de 1992. Bem, nesse meio tempo ficamos tocando por aí. Não saímos muito dos EUA, mas continuamos fazendo turnês no verão. Continuamos tocando e estamos vivos e botando para quebrar.

O novo disco demorou tanto porque não sentimos vontade de começar a compor até que todo mundo estivesse com a mesma cabeça e que "os planetas estivessem alinhados", para que todos pudessem dar toda sua energia.

Queríamos ter material novo para tocar com os clássicos, e compor é uma das coisas que eu mais gosto de fazer com a banda. Demorou bastante tempo também porque estávamos todos morando em cidades diferentes e tínhamos que viajar para Atlanta para trabalhar as músicas juntos. Fizemos tudo sem pressa e só terminamos quando estávamos satisfeitos. Para mim é um dos nossos melhores discos.

UOL - O Cansei de Ser Sexy remixou a faixa título. Você gosta do trabalho deles?

Wilson - Eu não conheço, na verdade, mas o resto da banda gosta.

UOL - Quando vocês começaram em 1976, muitas outras bandas estavam começando algo novo. Era como uma revolta contra os anos 70. Qual era o problema com os anos 70 para tanta gente no punk e na new wave querer pular para fora deles se inspirando nas décadas anteriores ou tentando ser futurista?

Wilson - Olhando em retrospecto, foi uma época muito interessante. Uma espécie de transição, em que havia essa tendência para que a música ficasse mais simples e energética, com nomes como Talking Heads, Richard Hell, Blondie, Patti Smith e os Sex Pistols, é claro. Me lembro de ver os Sex Pistols em Atlanta nesta época e pensar "meu Deus, isso tem uma energia incrível"!

Eu amava o punk e a new wave que estavam aparecendo. Mas não começamos a banda com isso em mente. Vínhamos de origens artísticas diferentes e nos juntamos como amigos, só por diversão. Mas tivemos sorte suficiente para aparecer no lugar certo na hora certa. Fomos para Nova York e tocamos na cena em torno do bar CBGB's (casa onde começou o punk e new wave nos EUA). Acima de tudo, estávamos fazendo algo original.

UOL - Como era fazer isso no sul dos EUA, uma região famosa pelo conservadorismo?

Wilson - Athens fica numa região muito bonita da Geórgia e é uma cidade universitária. Eu e o meu irmão nascemos lá. O Fred veio de Nova Jersey para estudar, e Kate era uma espécie de hippie cigana que ouviu falar que Athens era um lugar legal. Então ela veio e foi morar numa fazenda.

Então nós nos juntamos e formamos uma espécie de comunidade, com o intuito de sermos chocantes e brincalhões e entreter a nós mesmos e aos nossos amigos. Não havia nenhum objetivo de sermos estrelas nem nada disso, a idéia era apenas se divertir e ser maluco. Aliás, meu marido desenhou o logo da banda!

UOL - Sério? Ele é designer?

Wilson - Sim, trabalha com publicidade hoje em dia. Na época ele ainda era estudante de arte e foi um trabalho que ele fez para a faculdade. E ele tirou zero! Mesmo assim, usamos o logotipo até hoje.

UOL - Como vocês criaram um visual tão marcante

Wilson - Foi tudo de brincadeira. Eu trabalhava numa loja em Athens e algumas das mulheres ainda usavam cabelo "bolo de noiva". Era muito engraçado para nós, então tentamos transformar isso numa coisa surreal. Os filmes de [cineasta italiano Federico] Fellini também foram uma grande influência.

Além disso, a biblioteca da Universidade de Athens é uma das melhores da região sudeste dos EUA, então nós íamos lá e víamos revistas de moda dos anos 60, com imagens incríveis, o que nos inspirou a incorporar essa estética divertida à música.

Eu ainda amo os "bolos de noiva". Não uso mais, apenas umas versões meio modificadas, nada como as perucas que a gente usava no começo.

UOL - O nome da banda vem mesmo dos penteados?

Wilson - Tínhamos uma lista enorme com nomes como The Attack Elephants e coisas assim, e o Keith teve um sonho sobre uma mulher com um "bolo de noiva" gigantesco tocando órgão. E o nome que ele deu para esse cabelo foi B-52 (modelo de avião de guerra norte-americano), por causa do canhão, eu acho, ou do formato do míssil... Estou chutando, não tenho certeza. Então o Keith sugeriu que a gente chamasse esse penteado de B-52 e nós gostamos tanto que virou o nome da banda.

UOL - Como é tocar com as mesmas pessoas durante tanto tempo?

Wilson - É como uma família. Passamos por muitos altos e baixos, mas você tem que aprender a manter o amor no coração, mesmo discordando às vezes. Somos pessoas muito diferentes, mas temos essa habilidade de ir para uma espécie de "espaço sideral" de criatividade quando nos juntamos para fazer música. Vamos para muito longe e às vezes é difícil voltar!

UOL - Que memórias você tem do show no Rock in Rio em 1985?

Wilson - Sim, eu estive por aí em 1985. Tenho boas recordações e, além disso, foram os últimos shows que meu irmão Ricky fez com a banda.

Dava para sentir muita energia e ver que era um dia especial no Brasil. Todo mundo estava celebrando, foi fantástico e enorme! Foi um show muito especial para mim e um dos mais importantes da história da banda.

UOL - Como vocês fizeram para se adaptar à perda dele, criativamente falando? Ele tinha um estilo muito pessoal de tocar guitarra, minimalista e muito original.

Wilson - Tenho muito orgulho dele. Ele ainda é bastante mencionado por guitarristas. Meu Deus, ele era fantástico!

Foi horrível perdê-lo. A banda tomou um tombo, todo mundo achava que ia acabar tudo. Não dava para imaginar subir ao palco sem ele. Fiquei muito deprimida durante anos. Mas a banda se juntou e resolvemos tentar fazer música juntos para tentar ver se funcionava. Acho fazer música foi a maneira que arrumamos para lidar com a perda.

Isso nos fez muito bem, parecia que ele estava na sala quando estávamos compondo "Cosmic Thing", o disco lançado logo após a morte dele. E ficou um álbum muito nostálgico, que olha para tempos mais felizes. É tão irônico que uma de nossas músicas mais animadas, "Love Shack" tenha vindo dessa época logo após a perda de Ricky!

UOL - Alguma expectativa para os shows aqui?

Wilson - Faz tempo que não tocamos no Brasil, então vamos ver o que acontece! Esperamos nos divertir muito com certeza faremos um ótimo show!


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B-52'S NO BRASIL

Rio de Janeiro
Quando: 17/04 às 22h
Onde: Citibank Hall - av. Ayrton Senna, 3.000; shopping Via Parque, Barra da Tijuca
Quanto: De R$ 70 a R$ 200

São Paulo
Quando: 18/04, às 22h
Onde: Credicard Hall - av. das Nações Unidas, 17.955; Santo Amaro
Quanto: De R$ 100 a R$ 300

B 52


16/04/2009 - 22h32

"Rock in Rio foi um dos nossos shows mais importantes", diz Cindy Wilson do B-52's
PEDRO CARVALHO
Colaboração para o UOL


Quando começaram a tocar na cidade norte-americana de Athens, Geórgia, em 1976, os integrantes do B-52's não imaginavam que o que não passava de uma brincadeira entre amigos mudaria a cara da cultura pop.

Com seu visual extravagante, que resgatava a cultura trash dos anos 60 de cabelos armados e cores fortes e a música festiva e minimalista, ajudaram a inventar a estética new wave que marcaria os anos seguintes.

Ouça mensagem de Cindy Wilson para os fãs brasileiros


Músicas que fazem parte dessa ediçãoCindy Wilson convida público a assistir shows do B-52's

Vencendo altos e baixos como a trágica morte do guitarrista Ricky Wilson em 1985, os integrantes Cindy Wilson (vocal), Kate Pierson (vocal, guitarra e teclados), Fred Schneider (vocal) e Keith Strickland (guitarra), conseguiram atravessar três décadas sem perder a capacidade de gerar sucessos como "Rock Lobster" (1979), "Legal Tender" (1980) "Love Shack" (1989) e "Good Stuff" (1992).

Após duas passagens pelo Brasil, em 1985 no primeiro Rock in Rio e em 1999, num show na Hípica Paulista, o B-52's volta ao país com a turnê do elogiado álbum "Funplex", o primeiro após um hiato de 16 anos sem discos de estúdio. Desta vez, o pop-rock bem humorado de sempre reaparece atualizado com elementos eletrônicos.

A vocalista Cindy Wilson conversou com o UOL e, com simpatia, falou sobre o novo álbum, a participação histórica no Rock in Rio em 1985, o penteado que batizou a banda e suas expectativas para os shows que farão nesta sexta-feira (17) no Rio de Janeiro, sábado (18) em São Paulo e segunda-feira (20) em Porto Alegre.


UOL - Como está o show de vocês? Muito material novo no repertório?

Cindy Wilson - É uma combinação. Na maior parte, são clássicos que nós nunca paramos de tocar como "Love Shack", "Private Idaho", "Rock Lobster", e algumas músicas novas. Estou ansiosa para tocar de novo no Brasil e mostrar a todos que nós temos um novo disco com o qual estamos muito entusiasmados.

Uol Cultural

BOLETIM SEMANAL

Sexta-feira, 17 de abril de 2009







Cinema

"Harry Potter"

Veja novo trailer dublado de "Enigma do Príncipe", sexto filme da série



New Wave
B-52´s faz show em SP; leia entrevista com Cindy Wilson

"Aprendiz 6"
Justus demite mais um; veja cobertura do programa

Arte de rua
Grafiteiro Ise cria letras inspiradas em São Paulo








"O Fingidor"
Veja bastidores da peça inspirada em Fernando Pessoa

"Habite-se"
Exposição de fotos mostra cotidiano de prédios desapropriados em SP




Teatro
Betty Faria volta ao palco com monólogo "Shirley Valentine"

Revista Veja

18 de abril de 2009
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Um forte abraço,


Eurípedes Alcântara
Diretor de Redação


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Adoção no Brasil
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Portabilidade dos planos de saúde
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Como agem os piratas da Somália
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50 anos de carreira de Roberto Carlos
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Aprovado Projeto de Sofia


Aprovado projeto de Sofia para placas de logradouros

Os vereadores de Porto Alegre aprovaram por unanimidade, na tarde desta quarta-feira (15/4), projeto de lei, da vereadora Sofia Cavedon (PT), que disciplina a afixação de placas indicativas com nomes de logradouros na zona urbana do Município, em imóveis localizados em esquinas, estabelecendo o conteúdo dessas placas.
Segundo a vereadora, na legislação vigente, os logradouros públicos podem receber a denominação de pessoas, datas, fatos históricos e geográficos ou outros reconhecidos pela comunidade. "Por outro lado, observa-se que na maioria das placas denominativas que homenageiam pessoas ou entidades não consta a referência de quem é o homenageado".
Para Sofia, identificar na placa a razão da homenagem, mesmo de uma forma simplificada e breve, é fundamental para resgatar a memória, explicitando um pouco da história daquela pessoa, data ou fato à população que transita pela via – o que possibilitará que os moradores das localidades e a comunidade em geral conheçam estas personalidades, mantendo viva a memória cultural de seus moradores e usuários.
A vereadora lembra ainda que a proposta atende a questionamentos e sugestões de cidadãos que transitam por ruas identificadas com pessoas ou datas que não são de domínio público, mas, em muitas vezes, são personalidades ou datas extremamente significativas para determinadas comunidades, regiões ou segmentos. "Dessa forma, pode-se tornar público um fragmento da história, contribuindo para o estreitamento das relações de diversas comunidades com suas personalidades e datas comemorativas".


Fonte: Vereadora Sofia Cavedon/PT - 51.9953.7119
Redação: Regina Tubino Pereira (reg. prof. 5607) - Comunicação CMPA.
Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA
Ouça: Placas de rua vão contar histórias de homenageados