Rádio WNews

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Comitiva de Lagoa Vermelha

SSP recebe comitiva de Lagoa Vermelha
13/02/2009 17:45


Em audiência realizada na manhã desta sexta-feira (13/02), na Secretaria da Segurança Pública, comitiva do município de Lagoa Vermelha foi recebida no Departamento de Relações Institucionais e Comunitárias (DRIC). Na ocasião, o diretor do DRIC, Adriano Dolzan, acompanhado do ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, e do coordenador de Projetos do DRIC, capitão Henrique Conte de Mello, recepcionaram os vereadores Nestor Pereira Barreto e Valdir Pomatti, respectivamente presidente e vice da Câmara de Vereadores de Lagoa Vermelha, município de 30 mil habitantes e distante cerca de 320 quilômetros da Capital.

Durante o encontro, os vereadores trouxeram o desejo que Lagoa Vermelha receba uma das 16 interiorizações previstas para este ano da SSP. De acordo com Nestor Barreto isso possibilitará que a comunidade trate de temas como o reforço nos efetivos e na infraestrutura dos organismos policiais da cidade, assim como debater a qualificação das ações da segurança no município.

Conforme Adriano Bolzan, a SSP terá R$ 186, 8 milhões para investimentos neste ano, fruto da excelência de gestão da governadora Yeda Crusius na obtenção do Déficit Zero e na recuperação da credibilidade do Estado. Destacou que a abertura do concurso público da Brigada Militar, com 14 mil inscritos até esta sexta-feira, para 3 mil vagas, assim como o investimento de R$ 21 milhões na compra de 549 novas viaturas em 2009 – que se somam as 991 entregues no biênio 2007/08, são exemplos dessa eficiência na gestão.

De acordo com Dolzan, a governadora e o secretário Edson Goularte deverão lançar em março próximo o Programa Estruturante Cidadão Seguro, que destina investimentos da ordem de R$ 470 milhões, até 2010, em segurança, com foco na recuperação dos efetivos policiais, renovação da frota de veículos, construção e reforma de unidades prisionais, modernização dos sistemas de inteligência da segurança e reforma de prédios da Polícia Civil e Brigada Militar. A possibilidade, assinalou Adriano Dolzan, é que o Cidadão Seguro seja lançado também em diversas regiões do Estado, dentro do processo de interiorização da SSP e da mostra das ações de governo.

Prisões em Osório

Brigada Militar de Osório realiza prisão de indivíduos por tráfico de drogas
13/02/2009 18:21


Na madrugada desta sexta-feira (13/02), após vigilância feita por agentes do setor de inteligência do 8º BPM, a partir da meia-noite, em frente a um clube, situado na RS-030, de onde partiram várias denúncias de tráfico de entorpecentes, foi constatada prática do ilícito e solicitado que as guarnições do Policiamento Ostensivo, das viaturas e motocicletas, efetuassem a abordagem a um veículo VW Gol, prata, placas IFC-7306, de Osório, tripulado por dois indivíduos e de outros que se encontravam nas proximidades.

Na revista pessoal foram encontradas com o carona do veículo, identificado como F.T.R, de 19 anos de idade, sem antecedentes: 18 petecas de cocaína pesando 10 gramas, e a quantia de R$ 20,00 em moeda corrente. Com o condutor do veículo J.A.L, de 19 anos de idade, sem antecedentes, foram encontrados R$ 19,00 em dinheiro e apreendidos dois celulares e o veículo, que estava sendo usado para a prática do crime. O carro foi recolhido ao Centro de Remoção e Depósito do Detran-RS, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Foi dada voz de prisão aos indivíduos, conduzidos à delegacia e, logo após, à Penitenciária Modulada de Osório.

Fonte: PM5-Imprensa-BM

Operação Esforço Concentrado

Operação Esforço Concentrado efetua nove prisões
13/02/2009 20:03


A Secretaria da Segurança Pública, por meio da Brigada Militar, realizou nessa sexta-feira (13/02) mais uma edição da Operação Esforço Concentrado, que abrangeu 423 municípios gaúchos.

Durante as ações, desenvolvidas no período entre 12h e 18h, foram utilizados 1.172 servidores em 490 viaturas. Ao todo foram presas nove pessoas e fiscalizados 13.968 veículos, resultando também na apreensão de 23 Carteiras Nacionais de Habilitação e na recuperação de dois automóveis em ocorrência de furto e/ou roubo.
Confira os demais resultados da operação:

- BO/COP elaborados: 41;
- Inspeções em bares: 208;
- Inspeções em casas noturnas: 11;
- Inspeções em desmanches: 04;
- Termos Circunstanciados – TC: 5;
- Veículos autuados: 655;
- Veículos recolhidos: 26;
- Estabelecimentos bancários fiscalizados: 419.
A Operação Esforço Concentrado têm por objetivo atuar na redução dos 12 indicadores de criminalidade, ocorrendo em dias e horários que não coincidam com as demais operações, e em locais de real ou potencial incidência dos indicadores, apurados por estudo estatístico continuado do Comando-Geral da Brigada Militar.

Fonte: PM3/BM

Revista Veja

SEXTA-FEIRA
13 de fevereiro de 2009



Eurípedes Alcântara
Diretor de redação

Caro leitor,

antes de mais nada, minhas sinceras desculpas pela ausência da newsletter na semana passada. É muito bom voltar a falar com vocês!


Nesta semana VEJA volta a iluminar uma questão de fundo da vida pública brasileira, a corrupção endêmica, resistente, praga de mil faces e disfarces que suga a energia criativa e as riquezas geradas pelos brasileiros que trabalham cinco meses do ano apenas para pagar seus impostos. Esse dinheiro deveria chegar aos cofres públicos e ter um tratamento cuidadoso, se não reverencial, pelos governantes e políticos. Infelizmente para nós, não é isso que acontece. Muito pelo contrário. O dinheiro dos impostos que pagamos, a riqueza que deveria estar sendo investida para garantir um futuro melhor para nossos filhos e netos, é visto e tratado como uma fortuna sem dono da qual se apossa quem for mais cara-de-pau, mais ousado, mais garantido pelas impunidades do cargo que ocupa. Já perdi a conta de quantas vezes escrevi sobre esse assunto em VEJA e quantas vezes nossas denúncias, depois de algum alvoroço inicial, foram varridas para debaixo do tapete. Nesta semana, porém, há esperança de que as coisas caminhem para resultados menos frustrantes. A razão para a esperança é a entrevista concedida a VEJA pelo senador Jarbas Vasconcelos.
Vale a pena reproduzir aqui a Carta ao Leitor desta edição, que se refere à entrevista do senador. Ela tem o título Jarbas conta tudo.

"É enorme o peso que tem em um processo judicial o depoimento de uma testemunha ocular. Esse tipo de relato, quando dado de boa-fé e sem inconsistências, é decisivo na formação do veredicto. Na política, os testemunhos de personagens com intimidade com os fatos que revelam são igualmente poderosos.

O processo que culminou com o impeachment do presidente da República Fernando Collor, em 1992, começou com um desses depoimentos, a espantosa entrevista que seu irmão concedeu a VEJA em maio daquele ano e que foi estampada na capa com a chamada "Pedro Collor conta tudo". A Carta ao Leitor daquela edição tinha o título "Depoimento que não se pode ignorar". Não foi. Dezenove semanas depois das revelações do irmão a VEJA, Collor deixava a Presidência. As Páginas Amarelas desta semana trazem um conjunto de revelações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos ao repórter Otávio Cabral, 37 anos, quatro dos quais na sucursal de Brasília. Elas constituem um depoimento que também não se pode ignorar.

Com 43 anos de política dedicados primeiro ao antigo MDB e depois ao PMDB, duas vezes governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos relata com a eloquência das testemunhas oculares que seu partido, hoje detentor das presidências do Senado e da Câmara, é uma agremiação que se move apenas por "manipulação de licitações, contratações dirigidas e corrupção em geral". A entrevista de Jarbas Vasconcelos a VEJA não deixa muitas opções a seus colegas de partido e, por consequência, ao Congresso: processam o senador por falta de decoro parlamentar, imolam-se em praça pública ou vestem a carapuça e mudam seu comportamento. O Brasil precisa acompanhar muito de perto o desenrolar do depoimento do senador a VEJA. Ele tem tudo para ser o motor de um profundo e histórico processo de limpeza da vida pública brasileira."

Se me alonguei nesse assunto, perdão. Mas a entrevista de Jarbas Vasconcelos reavivou em mim toda a indignação com a corrupção, que nenhum governo ou vigilância da imprensa parece conseguir vencer. Será que conseguiremos algum dia pelo menos mantê-la em níveis menos escabrosos?

A editoria de Economia traz uma reportagem que tem como maior qualidade a identificação clara, pela primeira vez desde a eclosão da crise financeira internacional, de qual é a prioridade a ser atacada para que as coisas comecem a melhorar ou pelo menos parem de piorar. Essa prioridade é explicada com precisão e até bom humor, uma combinação rara, pelo editor Giuliano Guandalini na reportagem em que afirma: "Sugar do sistema financeiro as assombrações de 2,2 trilhões de dólares em créditos podres é prioridade de Obama e Geithner. Sem isso, os bancos americanos vão à falência e a crise se aprofunda".


A reportagem de capa de VEJA é uma incursão comportamental no universo das famílias brasileiras com filhos adolescentes. Suas conclusões são extraordinárias e surpreendentes. Claro, eles continuam respondões, sujeitos às violentas flutuações de humor e ainda não gostam de ser vistos com os pais nos ambientes próprios deles. Mas a novidade é que, mais poderosos, sabidos, educados e digitalmente avançados, os adolescentes brasileiros fazem parte hoje da solução das questões domésticas, e não mais dos problemas.
Quem gosta de animais vai achar muito útil a reportagem sobre como eles envelhecem em nossa casa, quanto a mais estão vivendo, que cuidados eles exigem para continuar dando a nós e a nossos filhos tanto carinho e alegria por muito mais tempo ainda.

Imagine um pintor que perde a capacidade de distinguir as cores ou um músico atacado pela surdez. São situações-limite que, potencialmente, podem significar o fim da carreira e a infelicidade. Claro que existem extraordinárias exceções. A mais célebre delas é justamente o maior de todos os compositores, o alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827), que perdeu a audição e continuou compondo graças a seu "ouvido interno", a capacidade de alguns músicos de trabalhar mentalmente com as notas a despeito dos sons que são captados por seu sistema auditivo. Tudo isso para dizer a vocês que vale a pena ler o AUTORRETRATO desta edição de VEJA, em que o famoso chef americano Grant Achatz conta como sobreviveu a um câncer na língua que o privou temporariamente do paladar.


Se você está entre aqueles que sofreram com catetos e hipotenusas na escola, a resenha que Jerônimo Teixeira fez do livro O Instinto Matemático vai ser sua melhor vingança – e quem sabe você também não descobre que sabe mais matemática do que imagina.
Fiquemos por aqui.

Quem preferir a versão original da newsletter com o índice completo pode clicar neste link

Se quiser mandar-me comentários, sugestões e críticas, por favor, use o endereço
diretorveja@abril.com.br

Um forte abraço e até a próxima semana,


Eurípedes Alcântara
Diretor de Redação




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Monitoramento de Presos

Sistema eletrônico de monitoramento de presos é apresentado na SSP
19/02/2009 16:45


Na tarde desta quinta-feira (19/02), o secretário Edson Goularte e o superintendente dos serviços penitenciários, Paulo Zietlow, assistiram à demonstração do equipamento para monitorar eletronicamente os sentenciados dos regimes aberto e semi-aberto.

A Unidade de Localização Técnica de Rastreamento das Américas (ULTRA) é composto por uma tornozeleira envolta em fibra ótica, pesando 210 g, que é colocada no apenado e o acompanha até o cumprimento total da sentença. O aparelho envia sinais que são captados, via computador, a partir de uma central de monitoramento e fornece a exata localização do detento. O tempo de vida útil do equipamento é, em média, de cinco anos. É totalmente à prova d’água e dotado de dispositivos de alerta contra rompimento.

O sistema Quest Guard foi recomendado à Susepe pelo deputado estadual Giovani Cherini que, durante todo o período de carnaval, estará usando o aparelho no próprio tornozelo, a fim de testar os resultados da tecnologia. O sistema, criado nos Estados Unidos, chegou ao Brasil por intermédio de parceria entre empresários paulistas e americanos.

O secretário Goularte, após a demonstração do sistema, declarou em entrevista coletiva à Imprensa, que “é interesse da SSP melhorar o controle sobre a circulação dos apenados que transitam livremente, por força da progressão das penas para os regimes semi-aberto e aberto”.

Celas pré moldadas

Governo prioriza definição de áreas para presídios e analisa celas pré-moldadas
11/02/2009 21:08



A Força-Tarefa do Sistema Prisional realizou, nesta quarta-feira (11), no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, a segunda reunião do ano. Coordenado pelo secretário de Segurança Pública, Edson Goularte, o encontro teve como pautas principais a prioridade na definição de áreas para construção de novos presídios e a análise dos modelos de unidades não-convencionais (celas pré-moldadas).

Goularte falou sobre o desafio imposto à Força-Tarefa pela determinação judicial de prazos para criação de vagas nos três regimes (fechado, semiaberto e aberto). Ressaltou que, desta forma, auxílio, cooperação e integração são palavras de ordem para os integrantes da equipe. Assinalou também que a governadora Yeda Crusius, por meio da excelência na gestão, que resultou no déficit zero e na recuperação da credibilidade do Estado, está destinando R$ 186,8 milhões somente para investimentos na segurança pública neste ano. Deste montante, R$ 102 milhões estão destinados exclusivamente à construção e reforma de estabelecimentos prisionais.

Segundo o secretário, é fundamental que as prefeituras e a sociedade gaúcha atentem para a urgência da construção de novas casas prisionais, em virtude do crescimento da massa carcerária - na média de 6% ao ano -, como resultado, por exemplo, da ação permanente das polícias no combate ao crime. Conforme Goularte, o governo e a Força-Tarefa vão priorizar a definição para, no máximo, até a primeira quinzena de março das áreas que receberão os novos presídios de Arroio dos Ratos (672 vagas), Passo Fundo (336 vagas), Bento Gonçalves (336), São Leopoldo (421) e Guaíba, município onde estão previstas três unidades, uma federal (421 vagas), uma estadual masculina (672) e uma estadual feminina (256). O total de vagas a serem geradas até 2010, somente no regime fechado, é de 3.114.

Durante a reunião, o assessor do Departamento de Planejamento, Projetos e Convênios da Secretaria da Segurança Pública, Roberto Gabor, apresentou detalhes de visita técnica feita na última semana por representantes da Força-Tarefa à Penitenciária de Criciúma, em Santa Catarina. Foram conhecidos os módulos não-convencionais, sistema de celas pré-moldadas que poderá ser adotado em algumas casas prisionais do Estado, como em Montenegro e Charqueadas, tornando mais rápida a oferta de vagas. Modelo similar, utilizado no Paraná, será conhecido na próxima semana.

Criada em outubro de 2008 pela governadora Yeda Crusius, a Força-Tarefa trabalha na geração de vagas e melhoria das condições de infraestrutura do sistema prisional gaúcho. Entre as ações já realizadas, estão a inauguração da Penitenciária de Caxias do Sul (432 vagas) e dos novos módulos do Presídio Central (492 vagas), no ano passado. Entre março e abril deste ano, deve ser inaugurada a Penitenciária Regional de Santa Maria (336 vagas).

Cartas da Prisão

fevereiro de 2009 -





Cartas da Prisão




Marco Morel *






"Estas cartas representam um dos mais altos documentos de autenticidade humana e de beleza literária que jamais se escreveram no Brasil". Com tais palavras, há três décadas, o crítico literário e pensador católico Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde) saudava a primeira edição em português das correspondências escritas na prisão entre 1969 e 1973 pelo jovem dominicano Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto), detido por apoiar a luta armada contra a ditadura implantada no país. Agora, o público volta a ter acesso à obra (com algumas novidades editoriais), que pertence à linhagem de Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos.

O livro percorreu sinuosa trajetória, digna de textos proibidos e malditos: cartas e bilhetes fragmentados, sem intenção de publicar-se, saíam escondidos dos presídios onde eram redigidos para os destinatários (muitos dos quais só têm nomes revelados na atual edição, que traz notas explicativas). Começaram a circular clandestinos, de mão em mão, reproduzidos em mimeógrafo (tinta azul e cheiro de álcool), chegaram ao exterior e, driblando a censura do regime militar brasileiro, inicialmente foram publicados em italiano, francês, sueco, espanhol, holandês, alemão e inglês. Traziam o tom profético e luminoso dos cristãos das catacumbas que teimavam em cantar a vida e anunciar novos tempos, em meio às sofridas trevas. Causaram forte impacto ao serem lançados no Brasil em dois volumes (Cartas da Prisão e Das Catacumbas) pelo corajoso e inovador Ênio Silveira, da Editora Civilização Brasileira, entre 1977 e 1978, esgotando edições sucessivas e marcando as gerações que adentravam na cena pública no início da abertura política lenta, gradual e (in)segura.

Obra matriz

Cartas da Prisão é obra matriz de um escritor fecundo. Muito do que o autor publicou depois já estava ali, de algum modo entrevisto em palavra ou semente.

Como afirmou o mesmo Alceu Amoroso Lima: o testemunho religioso, moral, político e literário de Frei Betto abria capítulo novo na Igreja e na história do Brasil. Talvez o veio principal em que se propaga esta comunhão seja a palavra escrita e impressa, com sua dimensão perene. Quem sabe, no fundo, Frei Betto não sonharia em retirar-se e pairar acima dos embates cotidianos para dedicar-se, pastor de nuvens celestes, à tessitura do reino das palavras no papel? Mas este reino brota da terra e dos homens e mulheres que por aqui passam. Daí, deste cruzamento etéreo e tel úrico, se forja a obra que acumula 50 livros individuais, 25 em co-autoria e 49 traduções para o exterior, além de milhares de artigos - gerados pelo eixo comum e diversificado, árvore frondosa em ramos, frutos e flores.

Cristo, Marx e a mídia

Entre os momentos marcantes da publicação (que alterna, em harmonia, fina sensibilidade estética e contundentes denúncias sobre os cárceres e a sociedade da época) está narrativa cotidiana da inédita greve de fome de 39 dias vivida pelo autor e mais 35 presos políticos em 1972. O extremo despojamento levou Frei Betto a um êxtase espiritual comparável aos dos místicos de diferentes tradições religiosas, além de consolidar sua crença no combate às injustiças e violências.

Folheando o exemplar, colhemos preciosidades. Dirigindo-se a jovens, a linguagem mudava: "(...) e o babado é esse mesmo que a garotada aprende sem ter consciência porque se amanhã a massa glorificar um que todo dia bate na mãe o país inteiro entra na dele (...) a tel evisão acende e é só tiro que voa e soco e pontapé tudo regado a sangue". Ou na citação de um trecho do Novo Testamento lido à luz da prisão: "Bem-aventurados sereis quando vos ultrajarem, perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por causa de mim (Mt 5, 11)". E o relato do convívio inquietante, solidário e pastoral com os presos comuns, ainda hoje execrados: "Homicidas, ladrões, toxicômanos, es tel ionatários, pederastas - todos filhos de Deus. Procurei encorajá-los e servi-los como tal, malgrado o que fizeram ou deixaram de fazer".

Envolto em lúcida emoção, o livro, que brotou nas catacumbas da ditadura civil-militar, participou da gênese da Teologia da Libertação. As palavras e gestos sagrados ganham sentido revigorado: busca de utopia (o Reino dos Céus) e valorização da vida e da condição humana. Leitura saborosa, as cartas mesclam linguagem coloquial e irreverente com densidade doutrinária, atingindo o âmago da sociedade midiática e de consumo que se desenvolvia, com discussões teológicas agudas e divulgação do materialismo histórico e dialético, à maneira dos bons e velhos militantes comunistas. Há textos curtos e longos: envolveram familiares do autor, amigos, frades, freiras, bispos, cardeais e até o Papa Paulo VI, ao lado de combatentes que seriam assassinados pelas forças repressivas brasileiras. Envolvem, ainda hoje, os que têm fome e sede de justiça.




* Professor de História da UERJ



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Brigada apreende 700 pedras de crack

Brigada Militar de Canoas apreende 700 pedras de crack
13/02/2009 13:51


Na madrugada desta sexta feira (13/2), no Beco do Antunes, bairro Mathias Velho, em Canoas, policiais militares do 15º BPM receberam a informação de que estaria ocorrendo tráfico de drogas no local. Deslocados aos endereço, os PMs abordaram um adolescente de 16 anos que, ao visualizar a viatura policial, tentou fugir, sendo capturado pouco depois.

Com o detido foram localizadas 700 pedras de crack, 11 tijolinhos de maconha e a quantia de R$ 106,35 em cédulas trocadas. De acordo com o 15º BPM, nesse mesmo endereço, mas no ano de 2008, efetuaram-se outras prisões por tráfico de drogas, como em setembro, onde foram apreendidas aproximadamente 1.318 pedras de crack e em torno de R$ 4 mil enterrados em uma panela, no quintal da residência.

Fonte: Ascom BM

Preso por atentado ao pudor

Policia Civil de Porto Alegre prende foragido por atentado violento ao pudor
13/02/2009 14:04


Agentes da Delegacia de Capturas (Decap), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), prenderam nesta sexta-feira (13/02) um homem, de 30 anos, em Porto Alegre.

De acordo com o delegado Eduardo de Oliveira César, titular da Decap, o indivíduo foi preso nas proximidades de uma construção civil, na Vila das Laranjeiras, bairro Jardim Ipu, zona norte de Porto Alegre. Os policiais cumpriam mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, sendo que o foragido capturado possui condenação por atentado violento ao pudor, tendo sido condenado à pena de nove anos, em regime fechado. Ele foi encaminhado ao Presídio Central.

De acordo com o delegado, informações sobre o paradeiro de foragidos podem ser dadas anonimamente através do número 0800.510.46.68

Fonte: Ascom

Destaque Vermelho




Battisti preso em BrasíliaExclusivo
Battisti teme pressão da direita italiana contra Brasil no G12
O Vermelho teve acesso, com exclusividade, à íntegra da conversa entre o escritor italiano Cesare Battisti, preso na Penitenciária Papuda em Brasília, e quatro parlamentares que o visitaram. Battisti está apreensivo com as pressões do governo italiano. "Preocupa-me a próxima reunião do G12, onde a Itália e os outros governos europeus de direita podem fazer muita pressão sobre o Brasil".

Eleições no Congresso
Lula reúne aliados para "aparar arestas"
Vitórias de Temer e Sarney deixam partidos de esquerda, inclusive o PT, à margem da condução dos trabalhos da Câmara e do Senado. Presidente Lula quer contornar esse cenário na próxima semana. Enfrentando a crise
Para vice da CTB, reduzir salário não garante emprego
Em depoimento ao Vermelho, Nivaldo Santana explica que empresários se anteciparam aos reais efeitos da crise, demitindo e diminuindo salários para manter seus grandes lucros. Venezuela
Chavistas buscam voto de porta em porta em Caracas
Apoiadores do presidente venezuelano reforçam em cada bairro a necessidade de comparecer ao referendo do próximo domingo, além de tentar ganhar o apoio dos que ainda se mantêm indecisos.
Essa Reforma Política é casuísmo!

Cloves Geraldo
"Ninho vazio": impasses da meia idade

Pedro de Oliveira
Novamente o caso Cesare Battisti

Especial Hip-Hop
Chiquinho: A voz e a vez das periferias da serra gaúcha

Altamiro Borges
O adeus ao deputado dos sem-terra

Augusto César Petta
Formação de formadores

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Preso Estelionatário

Polícia Civil de Estrela prende estelionatário
13/02/2009 17:40


A DP de Estrela prendeu, na manhã desta sexta-feira, dia (13/02), um estelionatário que estava atuando na compra de veículos no Vale do Taquari. Depois de anunciar, no jornal local, que comprava veículos à vista, o homem pegava o documento de rodagem e uma procuração de venda da vítima e vendia o veículo, sem repassar o dinheiro ao proprietário.

Foram diversos golpes aplicados na região e, por conta destes, na noite da última quinta-feira, alguém foi até a revenda e ateou fogo nos veículos.

Fonte: Ascom PC

Operação Zebra

Operação zebra, da Polícia Civil, derruba o jogo de azar
13/02/2009 17:44


Na tarde dessa quinta-feira (12/02), policiais da DPPA e 1ª DP de Santa Cruz do Sul, comandados pelo delegado Julci Severo, cumpriram mandado de busca e apreensão em local onde ocorria a prática de jogos de azar. O local utilizado para a contravenção era uma sala comercial na Rua Ernesto Alves, bairro Centro, naquele município.

Ao chegar ao estabelecimento para cumprimento do mandado, três pessoas estavam jogando nas máquinas e havia uma responsável pelos equipamentos. Foram apreendidos 15 computadores, 15 CPU’s, R$ 448,00 em espécie e R$ 230,00 em cheques de clientes.

Os frequentadores e a responsável pelo local foram ouvidos e após liberados, tendo informado que os jogos no estabelecimento funcionavam há duas semanas. Com esta apreensão deve chegar a quase 250 os procedimentos policiais deste tipo de delito nos últimos dois anos, só em Santa Cruz do Sul.

Com as operações Mina de Ouro, Capitão Gancho e Boomerang foram apreendidas 1.100 máquinas e R$ 138.500,00.

Fonte: Ascom PC

Noticias da Prefeitura de Porto Alegre

Imagem do DiaFoto: Cristine Rochol/ Arquivo PMPAMuamba: rei, rainha e princesas desfilam hoje pela primeira vez na avenida, quando testam ritmo e samba no pé
Notícias


A MANCHETE
Muamba começa hoje e antecipa clima carnavalesco
CARNAVAL 2009
Embaixadores do Ritmo traz a serra para a avenida
Protegidos da Princesa Isabel trabalha com o medo e a fobia
DESTAQUES
Implantação do metrô será discutida segunda
Obra vai prevenir vazamentos na Estação Moinhos de Vento
Última fase de matrículas escolares começa segunda
Liberados R$ 44 milhões para saneamento
EVENTOS
Luz e sombra em espetáculo na Usina
Fim de semana terá atividades de esporte e lazer
MAIS SERVIÇOS
Educação ambiental para frequentadores do Lami
PREVISÃO DO TEMPO
Confira a previsão do tempo deste sábado, dia 14
TEMPO HOJE
Veja imagem de satélite
VEJA PAUTAS DO DIA
Pautas para o dia 14 de fevereiro



Notícias da prefeitura na imprensa

Clique nos links abaixo para ter acesso a todas as notícias sobre a prefeitura veiculadas em jornal, TV, rádio e Internet:

Notícias em Jornal Notícias em TV Notícias em Rádio Notícias na Internet




Todas as Notícias
A MANCHETEMuamba começa hoje e antecipa clima carnavalesco
Com a participação de 14 escolas de samba no Complexo Cultural do Porto Seco, a Muamba do Carnaval 2009 será realizada hoje e amanhã. O evento terá início às 20h e servirá como ensaio geral para os desfiles dos dias 20 e 21. É a oportunidade para dar os retoques finais em quesitos como harmonia, evolução e desempenho. A expectativa é de que um público estimado em 40 mil pessoas participe da folia, que só deverá terminar às 7h. A entrada é franca. Confira a ordem dos desfiles. Leia mais...
CARNAVAL 2009Embaixadores do Ritmo traz a serra para a avenida
Bento Gonçalves é a cidade homenageada pelos mil componentes da escola. Ao som do samba-enredo “A Felicidade na Taça”, os 12 bailarinos da comissão de frente serão conduzidos por uma bateria com 200 ritmistas. Nos carros alegóricos, cinco taças ilustram o enredo. A Embaixadores do Ritmo será a terceira a entrar na avenida no primeiro dia de desfiles, 20, às 00h30. Conheça o samba-enredo. Leia mais...
Protegidos da Princesa Isabel trabalha com o medo e a fobia
Escuridão, deformação, cores mortas, sapos, cobras e baratas vão invadir a avenida sexta-feira, 20, à 01h45, na apresentação dos 900 componentes da escola, divididos em dez alas. “Dentre Todos os Medos, Todas as Fobias, a Protegidos Pergunta: Qual é a sua?” é o samba-enredo da Protegidos da Princesa Isabel, interpretado por Lu Astral. Conheça o samba-enredo. Leia mais...
DESTAQUESObra vai prevenir vazamentos na Estação Moinhos de Vento
As modificações na canalização de água bruta da Estação de Tratamento de Água Moinhos de Vento serão realizadas amanhã para prevenir e combater vazamentos. Em função do serviço, será necessário interromper o abastecimento em 18 bairros. A previsão é de que o abastecimento volte ao normal no domingo, 15, podendo demorar mais nas partes altas e nas pontas de redes. Outras informações podem ser obtidas pelo fone 115. Leia mais...
Implantação do metrô será discutida segunda
O assunto será pauta de reunião segunda-feira, 16, às 14h, na sede da Trensurb (avenida Ernesto Neugebauer, 1985, 6º andar). “Além da direção da Trensurb, teremos a presença de deputados estaduais e federais, demonstrando que o metrô é um desejo de todos e que a união desses agentes pode torná-lo realidade”, explica o prefeito em exercício José Fortunati. Leia mais...
Última fase de matrículas escolares começa segunda
Quem pediu transferência ou reingresso na rede municipal deverá efetuar sua inscrição de segunda, 16, a sexta-feira, 20. Os resultados das solicitações foram divulgados nas escolas que receberam as demandas. O interessado deverá apresentar atestado de vaga (fornecido pela Central de Matrículas ou pela escola de destino), histórico escolar (fornecido pela escola de origem), cópia da certidão de nascimento ou da carteira de identidade e comprovante de residência. Na primeira etapa, foram matriculados cerca de 50 mil alunos. Leia mais...
Liberados R$ 44 milhões para saneamento
A liberação de recursos para obras do Departamento de Esgotos Pluviais foi assinada hoje pelo prefeito em exercício José Fortunati. São cerca de R$ 44 milhões financiados pela Caixa, com contrapartida de R$ 6 milhões da prefeitura. O dinheiro será utilizado em obras de drenagem e saneamento urbano. “São investimentos altos, mas de grande importância para a cidade”, disse Fortunati. Leia mais...
EVENTOSLuz e sombra em espetáculo na Usina
Unir o teatro de animação e as artes visuais num ambiente luminoso e sonoro, de caráter experimental, é a proposta da Cia. Teatro Lumbra no espetáculo "Explum - Experiências Luminosas". Com entrada franca, a apresentação será domingo, 15, às 17h, no mezanino do Centro Cultural Usina do Gasômetro. Na montagem, o público interage com o ambiente criado, onde suas próprias sombras são projetadas. Leia mais...
Fim de semana terá atividades de esporte e lazer
Amanhã é dia de Ativação Esportiva no Lami (avenida Beira-Rio, 79). Das 14h às 19h, serão realizados torneio de vôlei de duplas, torneio de tênis de mesa e desafio esportivo de basquete. No domingo, 15, o ônibus Brincalhão faz a alegria da criançada. Já no Parque Marinha do Brasil (avenida Borges de Medeiros), haverá mais uma rodada do Circuito de Vôlei de Praia de Porto Alegre. Os jogos começam às 15h. Inscrições amanhã e domingo, até as 14h30. Leia mais...
MAIS SERVIÇOSEducação ambiental para frequentadores do Lami
A programação inclui oficinas dirigidas a todas as idades, destacando o que cada um pode fazer para cuidar do meio ambiente, a importância das áreas protegidas para o equilíbrio sustentável e a preservação de espécies raras e endêmicas, como a unidade de conservação do Lami. Promovidas pela Smam, em parceria com a ONG Centro de Educação e Informação ao Consumidor, as atividades serão realizadas domingo, 15, a partir das 14h, na praia. Leia mais...
PREVISÃO DO TEMPOConfira a previsão do tempo deste sábado, dia 14
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TEMPO HOJEVeja imagem de satélite
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VEJA PAUTAS DO DIAPautas para o dia 14 de fevereiro
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Suposto Racismo no Faustão

13/02/2009
Vídeo mostra suposto caso de racismo no Faustão


Circula na Internet vídeo em que suposto diretor de Faustão ofende um convidado. Está no ar no YouTube um vídeo em que Faustão recebe, em seu "Domingão", o corredor Francisco José Paulino, de 89 anos, que mora em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Durante a conversa com o convidado, aparece uma voz de homem (supostamente vindo do ponto eletrônico), que diz coisas do tipo: "Fala para esse crioulo parar de ficar pulando.O cara não fica parado, filho da p... Segura ele, amarra essa p...". Francisco ficava pulando no palco. A Globo afirma, por meio de sua assessoria: "Trata-se de uma montagem grotesca. Inclusive, o Fausto sequer usa ponto eletrônico. Sobre este ocorrido, tomaremos as medidas cabíveis para retirá-lo do ar".....

http://www1. folha.uol. com.br/folha/ colunas/zapping/ ult3954u503246. shtml

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HEITOR (((((º_º))))) CARLOS
http://portodoscasa is.blogspot. com/
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Operação Sensação

Operação Sensação prende 20 pessoas e recupera nove veículos
13/02/2009 11:12


A Secretaria da Segurança Pública, por meio da Brigada Militar, realizou das 8h dessa quinta-feira (12/02) às 8h desta sexta-feira (13/02) a Operação Sensação, que abrangeu 258 municípios gaúchos.

Ao todo, foram presas 20 pessoas, sendo um foragido da Justiça, e recuperados nove veículos em ocorrência de furto ou roubo. Na ação houve o emprego de 1.368 servidores e 447 viaturas. Confira os demais resultados obtidos:

- Apreensão de CNH: 06;
- Apreensão de arma: 02;
- Boletins de Ocorrência elaborados: 71;
- Termos circunstanciados elaborados: 13;
- Veículos autuados: 176;
- Veículos recolhidos: 21;
- Veículos fiscalizados: 17.884.

A Operação Sensação tem por objetivo ampliar a sensação de segurança da comunidade e inibir a ocorrência de delitos, especialmente de furtos e roubos de veículos. As atividades são realizadas sob forma de barreiras policiais, blitze, abordagens e outras ações congêneres, durante 24 horas, no mínimo em dois dias da semana, recaindo a escolha naqueles lugares em que os estudos estatísticos da SSP indicam maior incidência dos delitos relacionados a furto e roubo de veículos.

Fonte: PM3/BM

Revista Veja

13 de fevereiro de 2009
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Caro leitor,

antes de mais nada, minhas sinceras desculpas pela ausência da newsletter na semana passada. É muito bom voltar a falar com vocês!


Nesta semana VEJA volta a iluminar uma questão de fundo da vida pública brasileira, a corrupção endêmica, resistente, praga de mil faces e disfarces que suga a energia criativa e as riquezas geradas pelos brasileiros que trabalham cinco meses do ano apenas para pagar seus impostos. Esse dinheiro deveria chegar aos cofres públicos e ter um tratamento cuidadoso, se não reverencial, pelos governantes e políticos. Infelizmente para nós, não é isso que acontece. Muito pelo contrário. O dinheiro dos impostos que pagamos, a riqueza que deveria estar sendo investida para garantir um futuro melhor para nossos filhos e netos, é visto e tratado como uma fortuna sem dono da qual se apossa quem for mais cara-de-pau, mais ousado, mais garantido pelas impunidades do cargo que ocupa. Já perdi a conta de quantas vezes escrevi sobre esse assunto em VEJA e quantas vezes nossas denúncias, depois de algum alvoroço inicial, foram varridas para debaixo do tapete. Nesta semana, porém, há esperança de que as coisas caminhem para resultados menos frustrantes. A razão para a esperança é a entrevista concedida a VEJA pelo senador Jarbas Vasconcelos.
http://veja.abril.com.br/180209/entrevista.shtml

Vale a pena reproduzir aqui a Carta ao Leitor desta edição, que se refere à entrevista do senador. Ela tem o título Jarbas conta tudo.
http://veja.abril.com.br/180209/cartaleitor.shtml

"É enorme o peso que tem em um processo judicial o depoimento de uma testemunha ocular. Esse tipo de relato, quando dado de boa-fé e sem inconsistências, é decisivo na formação do veredicto. Na política, os testemunhos de personagens com intimidade com os fatos que revelam são igualmente poderosos.

O processo que culminou com o impeachment do presidente da República Fernando Collor, em 1992, começou com um desses depoimentos, a espantosa entrevista que seu irmão concedeu a VEJA em maio daquele ano e que foi estampada na capa com a chamada "Pedro Collor conta tudo". A Carta ao Leitor daquela edição tinha o título "Depoimento que não se pode ignorar". Não foi. Dezenove semanas depois das revelações do irmão a VEJA, Collor deixava a Presidência. As Páginas Amarelas desta semana trazem um conjunto de revelações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos ao repórter Otávio Cabral, 37 anos, quatro dos quais na sucursal de Brasília. Elas constituem um depoimento que também não se pode ignorar.
http://veja.abril.com.br/acervodigital/?edicao=1236&pg=16

Com 43 anos de política dedicados primeiro ao antigo MDB e depois ao PMDB, duas vezes governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos relata com a eloquência das testemunhas oculares que seu partido, hoje detentor das presidências do Senado e da Câmara, é uma agremiação que se move apenas por "manipulação de licitações, contratações dirigidas e corrupção em geral". A entrevista de Jarbas Vasconcelos a VEJA não deixa muitas opções a seus colegas de partido e, por consequência, ao Congresso: processam o senador por falta de decoro parlamentar, imolam-se em praça pública ou vestem a carapuça e mudam seu comportamento. O Brasil precisa acompanhar muito de perto o desenrolar do depoimento do senador a VEJA. Ele tem tudo para ser o motor de um profundo e histórico processo de limpeza da vida pública brasileira."

Se me alonguei nesse assunto, perdão. Mas a entrevista de Jarbas Vasconcelos reavivou em mim toda a indignação com a corrupção, que nenhum governo ou vigilância da imprensa parece conseguir vencer. Será que conseguiremos algum dia pelo menos mantê-la em níveis menos escabrosos?

A editoria de Economia traz uma reportagem que tem como maior qualidade a identificação clara, pela primeira vez desde a eclosão da crise financeira internacional, de qual é a prioridade a ser atacada para que as coisas comecem a melhorar ou pelo menos parem de piorar. Essa prioridade é explicada com precisão e até bom humor, uma combinação rara, pelo editor Giuliano Guandalini na reportagem em que afirma: "Sugar do sistema financeiro as assombrações de 2,2 trilhões de dólares em créditos podres é prioridade de Obama e Geithner. Sem isso, os bancos americanos vão à falência e a crise se aprofunda".
http://veja.abril.com.br/180209/p_070.shtml

A reportagem de capa de VEJA é uma incursão comportamental no universo das famílias brasileiras com filhos adolescentes. Suas conclusões são extraordinárias e surpreendentes. Claro, eles continuam respondões, sujeitos às violentas flutuações de humor e ainda não gostam de ser vistos com os pais nos ambientes próprios deles. Mas a novidade é que, mais poderosos, sabidos, educados e digitalmente avançados, os adolescentes brasileiros fazem parte hoje da solução das questões domésticas, e não mais dos problemas.
http://veja.abril.com.br/180209/p_084.shtml

Quem gosta de animais vai achar muito útil a reportagem sobre como eles envelhecem em nossa casa, quanto a mais estão vivendo, que cuidados eles exigem para continuar dando a nós e a nossos filhos tanto carinho e alegria por muito mais tempo ainda.
http://veja.abril.com.br/180209/p_102.shtml

Imagine um pintor que perde a capacidade de distinguir as cores ou um músico atacado pela surdez. São situações-limite que, potencialmente, podem significar o fim da carreira e a infelicidade. Claro que existem extraordinárias exceções. A mais célebre delas é justamente o maior de todos os compositores, o alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827), que perdeu a audição e continuou compondo graças a seu "ouvido interno", a capacidade de alguns músicos de trabalhar mentalmente com as notas a despeito dos sons que são captados por seu sistema auditivo. Tudo isso para dizer a vocês que vale a pena ler o AUTORRETRATO desta edição de VEJA, em que o famoso chef americano Grant Achatz conta como sobreviveu a um câncer na língua que o privou temporariamente do paladar.
http://veja.abril.com.br/180209/p_097.shtml

Se você está entre aqueles que sofreram com catetos e hipotenusas na escola, a resenha que Jerônimo Teixeira fez do livro O Instinto Matemático vai ser sua melhor vingança – e quem sabe você também não descobre que sabe mais matemática do que imagina.
http://veja.abril.com.br/180209/p_128.shtml

Fiquemos por aqui.

Quem preferir a versão original da newsletter com o índice completo pode clicar neste link
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Se quiser mandar-me comentários, sugestões e críticas, por favor, use o endereço
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Um forte abraço e até a próxima semana,


Eurípedes Alcântara
Diretor de Redação


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Destaques de VEJA.com

Perguntas e respostas
Eutanásia - os motivos da polêmica
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Entrevista exclusiva
Tom Cruise fala sobre cinema e família
http://veja.abril.com.br/entrevistas/tom-cruise.shtml

Novo Blog
O jornalista Denis Russo escreve sobre sustentabilidade
http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/

Galeria de fotos
Os 50 anos da boneca Barbie
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Cinema
Trailer: O Casamento de Rachel
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Em vídeo
Operação para redução de estômago
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Contatos da SSP RS

Contatos das Assessorias de Comunicação da SSP
14/02/2009 09:45


Para facilitar e tornar mais ágil o trabalho dos profissionais de imprensa que buscam informações da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP/RS) e seus organismos vinculados (Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias e Superintendência dos Serviços Penitenciários), principalmente aos finais de semana e feriados, informamos os telefones celulares funcionais das respectivas assessorias, assim como fones convencionais e e-mails para outras demandas durante a semana.

Solicitamos aos profissionais da mídia para que busquem sempre com as assessorias a intermediação das demandas junto às fontes de cada instituição. Ressaltamos também que ao pé da página inicial do site da SSP ( www.ssp.rs.gov.br ), no banner Cadastre-se, pode ser efetuado o registro para recebimento do mailing diário de notícias da Secretaria.

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA ( www.ssp.rs.gov.br )
Coordenador de Comunicação: Jornalista Amilton Belmonte
Fone: (51) 3288-1919/3288-1994 (segunda a sexta-feira, horário comercial)
Celular funcional: (51) 8445-8670
e-mail: comunicacao@ssp.rs.gov.br

POLÍCIA CIVIL ( www.pc.rs.gov.br )
Coordenador de Comunicação: Delegada Patrícia Tolotti Rodrigues
Fones: (51) 3288-2380/3288-2381 (segunda a sexta-feira, horário comercial)
Celulares funcionais: (51) 8445-9454 e 8445-9748
e-mail: imprensa@policiacivil.rs.gov.br

BRIGADA MILITAR ( www.brigadamilitar.rs.gov.br )
Coordenador de Comunicação: Tenente-Coronel Valmor Araújo de Mello
Fones: (51) 3288-2930/3288-2932 (segunda a sexta-feira, horário comercial)
Celulares funcionais: (51) 8501-6577 e (51) 8501-6575
e-mail: pm5-imprensa@brigadamilitar.rs.gov.br

SUPERINTENDÊNCIA DOS SERVIÇOS PENITENCIÁRIOS ( www.susepe.rs.gov.br )
Assessor de Imprensa: Jornalista Marco Antonio Vieira
Fone: (51) 3288-7285/3288-7289 (segunda a sexta-feira, horário comercial)
Celular funcional: (51) 8443-6887
e-mail: imprensa@susepe.rs.gov.br

INSTITUTO-GERAL DE PERÍCIAS ( www.igp.rs.gov.br )
Assessor de Imprensa: Jornalista Maria da Graça Kreisner
Fone: (51) 3288-5165 (segunda a sexta-feira, horário comercial)
Celular funcional: (51) 8445-8627
e-mail: comunicacao@igp.rs.gov.br

Presos traficantes em Bom Jesus

Polícia Civil prende família de traficantes em Bom Jesus
14/02/2009 13:46






Agentes da Delegacia de Polícia (DP) de Bom Jesus, cumprindo mandado de busca e apreensão, prenderam em flagrante nessa sexta-feira, por volta da 21 horas, cinco pessoas da mesma família. O casal e seus três filhos, de 27, 23 e 19 anos de idade, foram autuados pela prática do crime de tráfico de drogas e associação ao tráfico. Eles estavam na Rua Dezesseis de Julho, bairro Fátima, em Bom Jesus. No local, os policiais encontraram 29 pedras de crack, pequena quantidade de maconha em forma de cinco tijolinhos e mais de R$ 1 mil em notas de 100, 50, 20, 10, cinco e dois.


De acordo com o delegado Flademir Paulino de Andrade, as prisões ocorridas são o desfecho de uma longa operação, pois os indiciados já vinham sendo investigados pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico desde 2007. O quarto filho do casal, tambem integrante do grupo, jestá preso desde novembro de 2007, também pela prática do crime de tráfico de entorpecentes.


A operação foi coordenada pela Delegacia de Bom Jesus, com o apoio da Delegacia de Vacaria. A Brigada Militar também esteve presente na ação, com policiais militares de Bom Jesus e do Pelotão de Operações Especiais do 10° Batalhão da BM de Vacaria. Os indiciados foram ouvidos e encaminhados ao Presídio Regional de Vacaria.





Fonte: Ascom PC

Cursos de Soldado

Mais de 12 mil inscritos no concurso para Soldado da Brigada Militar
15/02/2009 20:24


Em dez dias de inscrições para o Concurso Público da Brigada Militar, o Estado registra 12.962 inscritos para o certame, que irá selecionar 3 mil soldados para a corporação. O número foi apresentado nessa sexta-feira (13), pelo Comando Geral da Brigada Militar, e revela a credibilidade na instituição e na busca por uma carreira no Estado.

O concurso integra as ações do Programa Estruturante Cidadão Seguro, do governo do Estado, que prevê entre seus projetos a recomposição dos efetivos policiais e aplicará R$ 450 milhões na área da segurança até 2010.

Abertas no último dia 2, as inscrições podem ser efetuadas somente pela Internet até às 24h do próximo dia 25 (domingo), no site www.aocp.com.br . Antes de efetuar a inscrição, o candidato deverá conhecer o edital e certificar-se de que preenche todos os requisitos exigidos para a nomeação. As 3 mil vagas estão distribuídas em 15 regiões, mais Porto Alegre, da seguinte forma:

Capital - 1.000;
Metropolitano - 540;
Alto Jacuí - 40;
Central - 170;
Centro-Sul - 80;
Fronteira Noroeste - 40;
Fronteira Oeste - 50;
Litoral - 50;
Planalto - 170;
Serra - 250;
Sul - 130;
Vale do Caí - 40;
Vale do Taquari - 40;
Vale do Rio Pardo - 90;
Vale do Rio dos Sinos - 290;
Missões - 20.

Como funcionará o processo seletivo

As vagas existentes no âmbito de cada Região de Atuação serão preenchidas de acordo com a ordem de Classificação Final obtida na 1ª Fase (Exame Intelectual), pelos candidatos que tiverem logrado aprovação em todas as Fases do Concurso, de acordo com as necessidades da Brigada Militar, conforme opção do candidato no ato da inscrição.

No caso de haver vagas que não tenham sido preenchidas nas Regiões de Atuação, ou que venham a ser posteriormente autorizadas, o candidato melhor classificado na Lista de Classificação Geral Final, e que ainda não tenha sido aproveitado para a vaga da Região de Atuação de sua escolha, poderá ser convidado a assumir em outra Região, ficando a aceitação ou não deste convite á seu critério, permanecendo com a mesma classificação, caso não aceite a troca de Região. (Esta decisão constará em documento próprio, dirigido a Brigada Militar e assinado pelo candidato).

A divulgação oficial das informações referentes a este Concurso dar-se-á através de publicação de Editais ou Avisos no Diário Oficial do Estado. Essas informações, bem como os Editais, Avisos e Listagens de Resultados estarão à disposição dos candidatos nos seguintes locais:

No Departamento Administrativo da Brigada Militar - Divisão de Recrutamento Seleção e Acompanhamento (DRESA) - Rua dos Andradas, 498, Bairro Centro, Porto Alegre, RS - CEP 90020-002.

Na Empresa AOCP - Assessoria em Organização de Concursos Públicos LTDA - situada na Rua Néo Alves Martins, 1377, zona 3, em Maringá/PR.

Nos quartéis da Brigada Militar e na Internet, pelos sites http://www.brigadamilitar.rs.gov.br e http://www.aocp.com.br

O concurso constará de quatro fases distintas: 1ª Fase (Exame Intelectual), 2ª Fase (Exame de Saúde), 3ª Fase (Exame Físico) e 4ª Fase (Exame Psicológico).

Crise Prolongada

A CRISE SERÁ PROFUNDA E PROLONGADA..



Passaram-se alguns meses do desencadear da crise do capitalismo a nível internacional, tendo seu epicentro no capital financeiro e na economia dos Estados Unidos. Agora já temos mais elementos para compreender de que ela será prolongada, profunda e atingirá a todas economias periféricas. Inclusive o Brasil.



Muitas análises já se publicaram na academia e nos meios de comunicação. Há posições de todas as matizes e correntes ideológicas. E todas convergem no diagnóstico. É uma crise profunda, pior do que a crise de 29. Atingirá a toda economia mundial, cada vez mais internacionalizada e controlada por menos de 500 empresas. Será pior, por que combina uma crise econômica, financeira (de credibilidade das moedas), ambiental, ideológica, pela falência do neoliberalismo, e política, pela falta de alternativas apresentadas pela classe dominante, no centro ou pelos governos da periferia.



Na história das crises do capitalismo, as classes dominantes, proprietárias do capital, e seus governos , adotaram um mesmo receituário para sair delas.

Primeiro, precisam destruir parte do capital (super-acumulado e sem demanda) para abrir espaço a outro processo de acumulação. Nos últimos meses já foram torrados mais de 4 trilhões de dólares, em papel moeda.

Segundo, apelam para as guerras. Como forma de destruir mercadorias (armas, munições, bens materiais, instalações) e como forma de eliminar a tensão social dos trabalhadores. E, de certa forma eliminam também o exercito industrial de reserva. Foi assim, na primeira e a segunda guerra mundial. E depois na guerra fria. Agora, com medo da bomba atômica, estimulam conflitos regionais. Os ataques de Israel ao povo palestino, as provocações na Índia, as ameaças ao Iran, estão dentro dessa estratégia, também. Aumentar os gastos militares e a destruição de bens.

Terceiro. Aumentar a exploração dos trabalhadores. Ou seja, nas crises, baixam os salários médios, rebaixam as condições de vida e por tanto de reprodução da força de trabalho, para recuperar as taxas de mais-valia e de acumulação. Daí também, o desemprego ampliado, que mantêm multidões sobrevivendo apenas com cestas básicas, etc..

Quarto: Há uma maior transferência de capital da periferia para o centro do sistema. Isso é feito pela transferência direta das empresas para suas matrizes. Através da manipulação da taxa de cambio do dólar, do pagamento de juros e da manipulação de preços das mercadorias vendidas e compradas na periferia.

Quinto. O capital volta a usar o estado, como o gestor da poupança da população para deslocar esses recursos em beneficio do capital. Por tanto, os capitalistas voltam a valorizar o estado, não como zelador dos interesses da sociedade. Mas como capataz do seus interesses , para usar p poder compulsório e assim recolher o dinheiro de todo mundo, através de impostos e da poupança depositada nos bancos, para financiar a saída da crise.



Estamos assistindo a aplicação dessas medidas clássicas todos os dias, registradas na imprensa. Aqui no Brasil, no centro do capitalismo e em todo mundo.



Mas, como em tudo na vida, sempre há contradições. Para cada ação do capital, do governo, etc. haverá contradição, que a sociedade e os trabalhadores sentem e podem se aproveitar delas, para mudar a situação.



Os períodos históricos de crises são também períodos de mudanças. Para o bem ou para o mal. Mas haverá mudanças! As crises abrem brechas e recolocam o posicionamento das classes na sociedade. No Brasil, ainda estamos apáticos, amorfos, desanimados, assistindo pela televisão a descrição dos sintomas da crise chegando aqui. Quase não houve reação ou comentários aos quase 800 mil trabalhadores que perderam seus empregos somente em dezembro de 2008. Não há comentários para a pesquisa do IPEA que identificou entre as 17 milhões de famílias pobres do Brasil do cadastro geral de benefíciários do governo, 79% deles estão desempregados! E por receberam algum beneficio não procuram mais empregos, e saem até das estatísticas.



É fundamental que os setores organizados da sociedade, em todas as formas existentes, seja nas igrejas, nos sindicatos, nos colégios, escolas, universidades, na imprensa e movimentos sociais, partidos, tomemos uma atitude. E a primeira atitude é debater a natureza e as saídas para a crise, do ponto de vista dos trabalhadores e da maioria. É urgente estimularmos todo tipo de debate, em todos espaços. É louvável a iniciativa da TV educativa Paraná, de estimular esse tipo de debate público. Mas ainda é insuficiente. A crise será longa e profunda. Precisamos envolver o maior numero possível de militantes, homens e mulheres conscientes, para que debatam a situação e possamos construir coletivamente alternativas populares. E sem a mobilização e a luta social, não haverá saída para o povo. Somente para o capital.



João Pedro Stedile, membro da coordenação nacional do MST e da via campesina.

Cantor Angolano


Cantor Anselmo Ralph vende 21 mil exemplares de ''Cupido''




O músico angolano Anselmo Ralph vendeu neste sábado, em Luanda, 21 mil exemplares do seu mais recente trabalho discográfico intitulado "Cupido", informou hoje o director técnico da editora LS Produções, Reinaldo Webba.


De acordo com a fonte, depois das 15 mil unidades comercializadas por Yannick Ngombo, dos Afroman, esta foi a maior venda da empresa vocacionada para promoção e realização de eventos culturais.



Para este álbum, o autor de "Super Homem", música do primeiro CD, gravou 17 temas, com destaque para as promocionais "O papá voltará" e "Há quem queira".

Além das faixas musicais, a obra conta com um CD extra comportando oito vídeo-clips inéditos.

Predominado pelo estilo musical Soul Music e R&B, Anselmo Ralph incluiu também no CD "Cupido" os ritmos zouk e Kizomba.

Entretanto, manteve a sua linha amorosa, retratando várias situações vividas nas relações conjugais.

Fizeram parte da obra, entre outros músicos, Cage One, DJ Tafinha, Sandocan, Edson Estrela e Nelson Freitas, ao passo que
Aires, Busquare, Leandro, Don Juan e Totó participaram na produção.

Produzido e masterizado na África do Sul, a obra começa a ser comercializada nas casas de discos nos próximos dias, segundo a
mesma fonte que não adiantou datas.

Quanto a realização de espectáculos, Reinaldo Webba considerou prematuro pensar já em show, explicando que a prioridade passa ainda por uma maior absorção da música por parte dos fãs.

Realçou ainda o facto de o público aparecer em “massa” no lançamento do disco, que teve lugar no Largo da Independência, referindo que as pessoas valorizam cada vez mais o trabalho dos artistas nacionais e ganham hábitos de consumir o produto original. A obra foi "captada" em Luanda.

Anselmo Ralph “explodiu” no mercado da música nacional em 2006, altura da publicação do disco de estreia a solo “História de Amor”.



Album - Cupido
Artista - Anselmo Ralph
Album - Cupido
Lançamento - 14-02-2009
01 - Não sou ninguem sem ti (Feat Cage One)
02 - Primeira Vez
03 - Papa Voltara
04 - Domesticado (Feat Sandokan & Hamilton)
05 - Tu Vai Ser
06 - Fanatismo (Feat. Madlice Lukete
07 - Tu Vai Ser
08 - Ha Quem Queira
08 - Vem nos ajudar (Feat.Hamilton & Lazaro)
09 - PLayboy Casado
10 - Arrependimento
11 - Vair dor
12 - È Minhha filha (Feat.Edson Estrela, Ducho & Nguabi)
13 - Beijo Outra Boca
14 - Bem Feito Para Min
15 - Nao Sirvo para ti
16 - Bomba Relogio
17 - Assumir Barulho (Feat Nelson Freitas)


--WebMaster Mwangolê --

Site: www.mwangole. netReencontro dos Angolanos em tempo realO portal que fala de musica Angolana em geralAmizade, Chat, Eventos de noites Africanas, Videos, MP3, Radio on-line ETC...

Angolistas

Angolanistas:

Participem na discussão para a alaboração da nossa constituição.
Estou a participar; elaborei uma proposta de constituição;
http://parlamentari smopresidencial. blogspot. com/
Publicitem, discutam e participem com a vossa opinião
A constituição é suprapartidaria e pertence a todos os Angolanos
Obrigado
David Matos

Unidos de Vila Isabel








Fantasia da Ala



Dia do desfile

21/02/2009 - SABADO AS 04:00HS



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Cartoon Racista



Paper denies cartoon apes Obama

Cartoon that ran in the New York Post. Photo: AP

http://www.watoday. com.au/world/ paper-denies- cartoon-apes- obama-20090219- 8ckf.html

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HEITOR (((((º_º))))) CARLOS
http://portodoscasa is.blogspot. com/
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Polícia prende homem

Polícia Civil prende homem com tijolos de maconha em Gravataí
18/02/2009 15:05


Agentes da 1ª Delegacia de Investigações, do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (1ª Din/ Denarc) prenderam, em flagrante, às 18 horas dessa terça-feira (17/02) um homem de 50 anos de idade, em Gravataí. O indivíduo foi preso na própria residência, Rua Aloísio de Azevedo, bairro Morada do Vale I, naquele município.

Segundo o delegado Marcio Zachello, o homem seria responsável pela distribuição de drogas em outras cidades da Grande Porto Alegre. Com ele os policiais apreenderam dois tijolos de maconha, pesando 1,38 gramas e 57 tijolinhos de maconha, embalados e prontos para a venda, pesando 184 gramas, totalizando 1,568 da droga.

O homem – que já possui antecedentes por roubo, estupro, estelionato e condenação por tráfico de drogas – foi autuado por tráfico de drogas e encaminhado ao Presídio Central.

Fonte: Ascom PC

Operação Cadeado

Operação Cadeado prende 10 pessoas e fiscaliza 18.507 veículos no RS
18/02/2009 15:13


A Secretaria da Segurança Pública realizou das 8h dessa terça-feira (17/02) às 8h desta quarta-feira (18/02), em 239 municípios gaúchos, a Operação Cadeado, que tem por objetivo o bloqueio controlado de vias de acesso a determinados locais, visando coibir o indicador de criminalidade furto e/ou roubo de veículo, e outros delitos decorrentes.

Na ação foram presas 10 pessoas e fiscalizados 18.507 veículos. O efetivo utilizado foi de 1.229 servidores, com o emprego de 391 viaturas. Confira os demais resultados obtidos na Operação Cadeado:

- Apreensões de CNHs: 03;
- BO/ COP elaborados: 61;
- Termos circunstanciados elaborados: 09;
- Veículos autuados: 88;
- Veículos recolhidos: 24;
- Veículos recuperados: 03.

A Operação Cadeado ocorre semanalmente, por 24 horas, abrangendo todos os principais acessos a uma determinada área ou localidade, tendo como referência os municípios que se apresentam entre os 10 com maiores indicadores de furto e/ou roubo de veículos, conforme estudo da SSP.

Fonte: PM3/BM

Operação Capacete Limpo

Operação Capacete Limpo fiscaliza 2.710 motocicletas no RS
18/02/2009 16:27


A Secretaria da Segurança Pública, por meio da Brigada Militar, realizou das 8h às 11h desta quarta-feira (18/02) mais uma edição da Operação Capacete Limpo, cujo objetivo é prevenir e reprimir o indicador de criminalidade furto e/ou roubo de motocicletas e outros delitos decorrentes da ação.

As ações ocorreram em 221 municípios gaúchos, com a participação de 523 policiais e 283 viaturas. Ao todo 2.710 motocicletas foram fiscalizadas, com a apreensão de 06 Carteiras Nacionais de Habilitação e a autuação de 87 condutores.

Os demais resultados da operação foram estes:

- BO/COP elaborados: 02;
- Motocicletas recolhidas: 11;
- Termo Circunstanciado – TC: 01.

Criada pela Portaria 027/08, a Capacete Limpo é uma das Operações Permanentes da SSP e acontece sob forma de barreiras, blitze, abordagens e outras ações congêneres, com a utilização dos meios tecnológicos disponíveis pela Brigada Militar (BM).

Fonte: PM3/BM

Conquistas do Governo Yeda

Conquistas do governo Yeda são comemoradas na posse do novo chefe de Polícia
18/02/2009 16:32


As grandes conquistas do governo do Estado para a Polícia Civil e para a sociedade gaúcha, nos últimos dois anos, foram destacadas, nesta quarta-feira (18), na cerimônia de posse do novo chefe de Polícia, delegado João Paulo Martins. No balanço de despedida do delegado Pedro Rodrigues do cargo, foram citadas a aquisição de 4 mil coletes novos à prova de bala e a garantia de R$ 4,6 milhões para realização de um "mutirão cartorário", com a meta de conclusão de 27 mil processos criminais no RS. No total, a polícia dispõe de 5,6 mil coletes à prova de bala.

Nesta semana e na próxima, serão distribuídas mais de 400 viaturas para dar suporte aos agentes da Segurança. "Já entregamos outras 400", lembrou Yeda. A governadora agradeceu o trabalho do delegado Rodrigues pelos relevantes serviços prestados e desejou boas-vindas ao delegado Martins. "Os dois representam a alta qualificação da melhor Polícia Civil do país", acentuou.

Nesta semana e na próxima, serão distribuídas mais de 400 viaturas para dar suporte aos agentes da Segurança. "Já entregamos outras 400", lembrou Yeda. A governadora agradeceu o trabalho do delegado Rodrigues pelos relevantes serviços prestados e desejou boas-vindas ao delegado Martins. "Os dois representam a alta qualificação da melhor Polícia Civil do país", acentuou.
Concursos

Nesta quarta-feira, o Diário Oficial do Estado publica autorização da governadora Yeda Crusius para concurso público destinado ao preenchimento de 157 vagas de delegados de polícia. Yeda foi aplaudida por duas vezes durante a solenidade, no auditório da Palácio da Polícia Civil. Com as novas 157 vagas, será completado o quadro necessário de delegados no Rio Grande do Sul. "Isso é algo inédito", afirmou Rodrigues. Outra novidade: nas próximas semanas, será autorizado concurso também para mais 500 agentes da Polícia Civil.

No mutirão, as metas de processos criminas já chegaram a 50% em Porto Alegre e foram superadas nos municípios de Uruguaiana e Sapucaia. Apenas para a construção de delegacias, o orçamento deste ano é de R$ 10 milhões, conforme citou o delegado. Yeda Crusius falou da prioridade dada pelo governo ao equilíbrio das contas públicas, ao pagamento de dívidas e aos investimentos e lembrou que as medidas, além de devolverem ao Rio Grande do Sul a capacidade de desenvolvimento, deixaram o Estado mais bem preparado para enfrentar os impactos da crise financeira internacional.

Numa referência ao interesse pelos concursos que o governo está promovendo, Yeda usou o exemplo das 3 mil vagas abertas na Brigada Militar (BM). "As pessoas querem ser da Brigada, ser professores, policiais civis. Querem servir à sociedade, mas tem que servir com dignidade, e não de modo que eu possa pagar umas com o sacrifício de outras. Chegou a hora de melhorar para todos", afirmou a governadora, que foi novamente aplaudida.

O delegado João Paulo Martins - integrante da equipe da Polícia Civil desde o início do governo - disse que uma de suas principais metas é dar mais agilidade ao enfrentamento do crime organizado. "Os resultados continuarão sendo os melhores possíveis", afirmou o secretário da Segurança Pública, Edson Goularte.
Participaram também da cerimônia representantes da própria Polícia Civil, da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), do Instituto-Geral de Perícias (IGP), da BM, do Ministério Público, da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Tribunal de Justiça, da Assembléia Legislativa e Associação dos Delegados de Polícia, entre outras instituições.

Fonte: Site do Estado

Brigada desarticula quadrilha

Brigada Militar desarticula quadrilha especializada em roubo e receptação de veículos na Capital
18/02/2009 17:51


Nesta quarta-feira (18/02), às 4h54min, na Travessa José Rodrigues da Fonseca, bairro Vila Nova, zona sul de Porto Alegre, policiais do 1º BPM, durante patrulhamento, abordaram o indivíduo N.L.B.F., de 19 anos de idade, tripulando uma motocicleta Honda/Titan em ocorrência de roubo.

Logo após, foi abordado o individuo D.M.T., de 23 anos, que conduzia um VW/Gol, utilizado para efetuar o roubo da motocicleta. Também foram presos G.S.S. de 28 anos e C.R.M. de 22, que aguardavam a motocicleta encomendada.
Na ocasião, foi recolhido o veículo Corsa/Wind conduzido pelos receptadores. No interior do carro foram localizadas seis munições de calibre 38, dois capacetes, três aparelhos celulares, várias chaves de veículos com alarmes, duas frentes de rádios e um relógio de pulso.

A quadrilha especializada em roubo e receptação de veículos foi desarticulada e encaminhada à Delegacia.

Fonte: PM5-Imprensa/BM

Capitalismo

AGÊNCIA CARTA MAIOR

18 DE FEVEREIRO DE 2009




"Resgatar o capitalismo dos capitalistas e de sua ideologia falsária"



A perspectiva de uma fragmentação da economia global em estruturas hegemônicas regionais, lutando entre si, deveria despertar os dirigentes políticos, levá-los a deixar de dizer banalidades sobre restaurar a confiança e a fazer o que precisa ser feito para resgatar o capitalismo dos capitalistas e de sua falsária ideologia neoliberal. E sim, isso significa socialismo, nacionalizações, diretrizes estatais robustas, força de colaborações internacionais e uma nova arquitetura financeira internacional. A análise é de David Harvey.

David Harvey - Sin Permiso

Não há muitas vantagens em ver a crise atual como uma erupção superficial gerada por derivas tectônicas profundas no dispositivo espaço-temporal do desenvolvimento capitalista. As placas tectônicas agora estão acelerando seu deslocamento, e quase com toda segurança a probabilidade de que crises do tipo da atual, que vem ocorrendo mais ou menos desde 1980 se incrementará, tornando-se mais frequentes e mais violentas. O modo, a forma, a espacialidade e o momento dessas erupções superficiais tornaram praticamente impossíveis de prever, mas se pode afirmar quase com certeza que vão se repetir com frequência e profundidade crescentes. Desse modo, há que se situar os acontecimentos de 2008 no contexto de uma agenda de maior densidade. Que essas tensões sejam internas à dinâmica capitalista (sem excluir acontecimentos danosos aparentemente externos, como uma pandemia catastrófica), é o melhor argumento, segundo disse Marx, “para que o capitalismo desapareça e se abra caminho para algum modo de produção alternativo e mais racional”.

Começo com essa conclusão porque permanece me parecendo vital, para não dizer dramático, como venho dizendo durante anos em meus trabalhos, que a incapacidade para entender a dinâmica geográfica do capitalismo – ou ainda a consideração da dimensão geográfica como algo em certo sentido contingente ou epifenomênico – importa tanto como perder o fio condutor que permite compreender o desenvolvimento geográfico desigual do capitalismo e perder de vista possibilidades de construção de alternativas radicais. Mas isso levanta uma dificuldade aguda que se acrescenta à análise, porque a tarefa de visar a inferir princípios universais com respeito ao papel da produção de espaços, deslocamentos e contextos ambientais na dinâmica do capitalismo a partir de um oceano de particularidades geográficas, amiúde voláteis, nos enfrenta constantemente. Sendo assim, é o caso de perguntar “como integrar a in tel igência dos dados geográficos em nossas teorias da mudança evolutiva? Observemos mais detidamente as derivas tectônicas.

Como será o mundo em 2025?
Em novembro de 2008, pouco depois da eleição de um novo presidente, o Conselho de In tel igência Nacional dos EUA (NCIS, na sua sigla em inglês) publicou suas estimativas délficas sobre como seria o mundo em 2025. E pela primeira vez um organismo norte-americano quase oficial preveria que em 2025 os EUA, ainda que mantivesse seu papel de ator poderoso, senão de mais poderoso da política mundial, já não seria a potência dominante. O mundo seria multipolar e menos monocêntrico, e o poder dos atores não-estatais cresceria. O informe admitia que a hegemonia dos EUA tinha tido suas idas e vindas no passado, mas agora seu predomínio econômico, político e até militar está se desvanecendo de maneira sistemática.

Sobretudo (e vale a pena notar que o informe já estava pronto antes da implosão dos sistemas financeiro norte-americano e britânico), “a deriva sem precedentes que, no que concerne à riqueza e ao poder econômico relativo, observamos agora em direção Oeste-Leste seguirá seu curso”.

Essa “deriva sem precedentes” inverteu a drenagem de riqueza que fluía inveteradamente do leste, do sudeste e sul da Ásia até a Europa e a América do Norte: uma drenagem que começou no século XVIII – e, desde que se chegou a perceber, lamenta-o o próprio Adam Smith em seu "A Riqueza das Nações" -, mas que se acelerou implacavelmente durante o século XIX. O auge do Japão na década de 60 do século XX, seguido da Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong nos 70, e logo o rápido crescimento da China depois de 1980 (acompanhado, ato contínuo, do surgimento da industrialização na Indonésia, na Índia, no Vietnã, na Tailândia e na Malásia), alteraram o centro de gravidade do desenvolvimento capitalista, ainda que não sem incidentes (a crise financeira do leste e sudeste asiáticos em 1997-98 viu, rápida mas não abundantemente, mais uma vez fluir a riqueza até Wall Street e aos bancos europeus e japoneses).

O deslocamento espacial da hegemonia econômica
A hegemonia econômica parece estar deslocando-se em direção a uma cons tel ação de potências no leste asiático, e se as crises, como se tem argumentado, são momentos de reconfiguração radical do desenvolvimento capitalista, então o fato de que os EUA estejam em vias de financiar com enormes déficits a saída de suas dificuldades financeiras e o fato de que os déficits estejam sendo em grande medida cobertos por todos os países com excedentes poupados – Japão, China, Coréia do Sul, Taiwan e os Estados do Golfo – sugerem que estamos às portas de uma deriva desse tipo.

Já ocorreram derivas dessa natureza na grande história do capitalismo. Na conscienciosa revisão que Giovani Arrighi faz dessa deriva no seu livro "O Longo Século XX" podemos ver como a hegemonia se desloca desde as cidades-estado de Gênova e Veneza no século XVI a Amsterdã e Países Baixos no XVII, para concentrar-se na Grã Bretanha a partir do século XVIII, antes de que os EUA tomassem o controle depois de 1945. Arrighi destaca vários traços comuns a todas essas transições pertinentes a nossa análise.

Cada deriva, observa Arrighi, deu-se na esteira de uma rotunda fase de financeirização (cita aqui com aprovação a máxima do historiador Braudel, segundo a qual a financeirização anuncia o outono de alguma configuração hegemônica). Mas cada deriva traz também consigo uma mudança radical de escala, desde as pequenas cidades-estado iniciais até a economia de proporções continentais dos EUA na segunda metade do século XX. Essa mudança de escala adquire sentido, tendo em conta a regra diretriz capitalista da acumulação sem trégua e do crescimento composto de ao menos um sempiterno 3%.

Porém, as derivas econômicas, sustenta Arrighi, não estão determinadas na partida. Dependem da aparição de alguma potência economicamente capaz e política e militarmente disposta a desempenhar o papel de hegemon global (com as vantagens e desvantagens que isso traz consigo).

A renúncia dos EUA em assumir esse papel antes da Segunda Guerra Mundial significou um interregno de tensões multipolares que propiciou a deriva bélica (a Grã Bretanha já não estava em condições de afirmar seu anterior papel hegemônico). Muito depende também de como se comporte o antigo hegemon frente à diminuição de seu papel tradicional. Pode passar à história ou de maneira pacífica ou beligerante. Visto assim, mesmo se os EUA seguem mantendo um poder militar avassalador (particularmente, no espaço exterior) num contexto de declive de seu poder econômico e financeiro e de crescente míngua de sua autoridade moral e cultural criam-se cenários inquietantes para qualquer transição vindoura. Ademais, não é óbvio que o principal candidato a substituir os EUA, a China, tenha capacidade para ou vontade de afiançar-se em algum papel hegemônico, pois, ainda que sua população seja já bastante grande para arcar com os requisitos da mudança de escala, nem sua economia nem sua autoridade política (nem sequer vontade política) apontam para uma ascensão fácil ao papel de hegemon global. Dadas as divisões nacionalistas existentes, a idéia de que alguma associação entre as potências do leste asiático poderia cumprir a tarefa torna-se fartamente improvável. E o mesmo ocorre no caso de uma União Européia fragmentada e fraturada ou nas chamadas potências do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Razão pela qual resulta plausível a predição de que estamos diante de um novo interregno multipolar de interesses encontrados e em conflito.

Derivas Tectônicas
Porém , a deriva tectônica que está deixando o predomínio e a hegemonia norte-americana dos últimos anos para trás é cada vez mais visível. A tese de uma excessiva financeirização somada à tese da “dívida como principal sinal da hegemonia de uma potência mundial” encontrou um eco popular nos escritos de Kevin Phillips. As tentativas agora em curso de reconstruir o predomínio dos EUA mediante reformas na arquitetura do vínculo entre as finanças nacionais e globais parece que não está funcionando. Ao mesmo tempo, as exclusões impostas às tentativas da maior parte do resto do mundo de reconfigurar essa arquitetura provocarão com quase total segurança fortes tensões, quando não conflitos econômicos abertos.

Porém, derivas tectônicas desse tipo não se produzem magicamente. Ainda que a geografia histórica de uma deriva de hegemonia, segundo a descreve Arrighi, manifeste uma clara pauta, e ainda que a história tenha deixado claro que essas derivas vêm sempre precedidas de períodos de financeirização, Arrighi não oferece uma análise profunda dos processos geradores dessas derivas. É verdade que menciona a “acumulação sem trégua”, e por conseguinte, a síndrome do crescimento (a regra de 3% do crescimento composto) como elementos críticos explicativos da deriva. Isso implica que a hegemonia se desloca com o curso do tempo, de entidades políticas pequenas (isto é, Veneza) a outras maiores (por exemplo, os EUA).

Também argüi que a hegemonia tem que radicar naquela entidade política que produz o grosso do excedente (ou para a qual flui o grosso do excedente em forma de tributos ou exações imperialistas). De um produto global em torno de 45 trilhões de dólares em 2005, os EUA participam com 15 trilhões, o que o converte, por assim dizer, no principal acionista que domina e controla o capitalismo global, com capacidade para ditar (como é o caso de fazer em seu papel de acionista em chefe nas instituições internacionais como o Banco Mundial e o FMI) as políticas globais. O informe do NCIS baseia parte de suas previsões na perda do predomínio paralela à manutenção de uma posição robusta na minguante participação no produto global dos EUA em relação ao resto do mundo, em geral e a China, em particular.

Contudo, como o próprio Arrighi assinala, o curso político dessa deriva está muito longe de ser claro. A aposta dos EUA pela hegemonia global sob Woodrow Wilson durante e imediatamente depois da Primeira Guerra Mundial viu-se obstaculizada pelas preferências isolacionistas prevalecentes na tradição política nacional norte-americana (daí o colapso da Liga das Nações), e só depois da Segunda Guerra Mundial (na qual a população norte-americana não queria entrar, até que ocorreu Pearl Harbour) os EUA se liberou ao seu papel de hegemon global mediante uma política exterior bipartidarista, ancorada nos Acordos de Bretton Woods, que estabeleceram a forma de organizar a ordem internacional do pós-guerra (frente à Guerra Fria e à ameaça que um comunismo internacional em plena onda de propagação representava para o capitalismo). Que os EUA vinham se desenvolvendo inveteradamente como um estado capaz em princípio de cumprir um papel de hegemon global tornou-se evidente desde os primeiros dias de sua caminhada como nação.

Estavam preparados com as doutrinas oportunas, como a do “Destino Manifesto” (expansão geográfica em escala continental, eventualmente até o Pacífico e o Caribe, antes de tornar-se global, sem necessidade de conquistas territoriais) ou a Doutrina Monroe, que exigia das potências européias que deixassem em paz as Américas (a doutrina foi na realidade formulada pelo ministro britânico do exterior, Canning, na década de 20 do século XIX, e foi quase imediatamente seguida pelos EUA). Os EUA possuíam o dinamismo necessário para aspirar a uma crescente participação no produto global, e estiveram visceralmente comprometidos com uma ou outra versão do que se pode qualificar de maneira mais feliz como “mercado encurralado” ou capitalismo “monopólico”, sustentado por uma ideologia apologética do individualismo mais descarnado.

De modo, pois, que há um sentido no qual se pode dizer que os EUA vinham se preparando, durante a maior parte de sua história, para o papel de hegemon global. A única coisa surpreendente nisso é o tempo que levou para cumprir esse projeto, e que foi a Segunda Guerra, não a Primeira, a ocasião que os levou finalmente a jogar esse papel, permitindo que os anos do entre-guerras fossem tempos de multipolaridade e competição caótica entre ambições imperiais, como as que agora teme vislumbrar o informe do NCIS para 2025.

As derivas tectônicas agora em curso estão, contudo, profundamente influenciadas pela desigualdade geográfica radical nas possibilidades econômicas e políticas de responder à crise atual. Permitam-me ilustrar o modo como hoje se opera essa desigualdade pela via de um exemplo bastante plástico.

À medida que a crise iniciada em 2007 foi se aprofundando, muitos tomaram o partido de uma solução plenamente keynesiana como a única capaz de tirar o capitalismo global do desastre em que está agora metido. Com este objetivo, propuseram-se uma variedade de pacotes de estímulos e medidas de estabilização bancária. Muitas dessas propostas foram até certo ponto postas em prática em vários países e de maneiras diferentes, na esperança de fazer frente às dificuldades crescentes. O espectro de soluções oferecidas variava imensamente segundo as circunstâncias econômicas e os perfis imperantes na opinião pública (colocando, por exemplo, a Alemanha frente a França e a Grã Bretanha na União Européia).

Mas pensemos, por exemplo, nas distintas possibilidades econômico-políticas abertas aos EUA e para a China e nas conseqüências potenciais tanto para a deriva da hegemonia como para o modo possível de resolver a crise.

China, EUA e as soluções keynesianas
Nos EUA, qualquer tentativa de falar de uma solução keynesiana adequada tem sido condenada na partida, levantando-se barreiras econômicas e políticas praticamente impossíveis de derrubar. Para funcionar, uma solução keynesiana precisaria de financiamento massivo e duradouro, com déficit. Tem-se dito com razão que o intento de Roosevelt de regressar a um orçamento equilibrado em 1837-38 é o que voltou a afundar os EUA na depressão e que foi a Segunda Guerra que salvou a situação, e não o temerário projeto rooseveltiano de financiamento com déficit que foi o New Deal. Assim, pois, mesmo que as reformas institucionais e umas políticas mais igualitárias tenham posto os fundamentos da recuperação que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, o New Deal como tal fracassou a ponto de resolver a crise nos EUA.

O problema para os EUA em 2008-09 é que parte de uma posição de endividamento crônico com o resto do mundo (vem tomando empréstimos a um ritmo de mais de 2 milhões de dólares por dia nos últimos dez ou mais anos), e isso significa uma limitação econômica para as dimensões do déficit extra que agora pode permitir-se. (O que não foi um problema sério para Roosevelt, que começou com um orçamento limitado). Há também uma limitação geopolítica, posto que o financiamento de qualquer déficit extra depende da disposição de outras potências (principalmente do leste asiático e dos Estados do Golfo) em emprestar. Tendo em conta ambas as limitações, há que se tomar por certo que o estímulo econômico factível nos EUA não será nem o bastante amplo nem o bastante duradouro para subvencionar a tarefa de reabilitar a economia. Este problema é exacerbado pela relutância ideológica de ambos os partidos em aceitar os enormes montantes de gasto deficitário requeridos para sair da crise.

Ironicamente, e ao menos em parte, porque a administração republicana anterior trabalhou de acordo com o princípio de Dick Cheney, segundo o qual “Reagan nos ensinou que os déficits não importam”. Como disse Paul Krugman, o primeiro advogado público de uma solução keynesiana desse contexto, os 800 bilhões de dólares votados com dentes arreganhados pelo Congresso em 2009, ainda que sejam melhores do que nada, estão muito longe de serem suficientes. Seria preciso uma cifra da ordem dos 2 trilhões de dólares, uma quantidade excessiva dado o nível atual do déficit estadunidense. A única opção econômica possível seria mudar o débil keynesianismo dos gastos militares excessivos por um keynesianismo muito mais forte, voltado a programas sociais. Cortar pela metade o orçamento de defesa norte-americano (aproximando-o dos níveis europeus em termos percentuais ao PIB) poderia resultar tecnicamente útil. É o caso de dizê-lo: quem quer que proponha coisa semelhante cometerá suicídio político, dada a posição política mantida pelo Partido Republicano e por muitos democratas.

A segunda barreira a ser derrubada é mais puramente política. Para funcionar, o estímulo tem de ser administrado de tal forma que se assegure seu gasto em bens e em serviços para que a economia recupere alegria. Isso significa que há que dirigir todas as ajudas a quem efetivamente delas fará uso e gastará recursos, quer dizer, as classes sociais mais humildes, porque as classes médias, postas a gastar algo, o mais provável é que o façam puxando a alça de valores de ativos (comprando casas hipotecadas que são executadas em leilões, por exemplo), e não comprando mais bens e serviços. Em todo caso, nos maus tempos muita gente tende a usar as receitas extraordinárias inopinadamente recebidos para cancelar dívidas ou para poupar (como ocorreu em muito boa medida com o reembolso de 600 dólares propiciado pela administração Bush no começo do verão de 2008).

O que parece prudente e racional desde o ponto de vista do orçamento doméstico se torna danoso para o conjunto da economia. ( Ana logamente: os bancos tem procedido racionalmente ao servirem-se do dinheiro público recebido para enriquecerem ou para comprar ativos, antes que para emprestá-los). A hostilidade preponderante nos EUA a “disseminar a riqueza” e a gestionar qualquer ajuda pública que não sejam os cortes fiscais aos indivíduos vem do núcleo duro da doutrina ideológica neoliberal (focalizada, mas de modo algum confinada no Partido Republicano), segundo a qual “os lares sabem mais”. Essas doutrinas chegaram a gozar de ampla aceitação nos EUA, como se se tratasse de um evangelho, durante trinta anos de doutrinamento político neoliberal. Segundo se arguiu em outra ocasião, “agora, somos todos neoliberais”, no mais das vezes sem sabê-lo. Há uma aceitação tácita, por exemplo, de que a “repressão salarial” - um componente chave do atual problema – é um “estado normal” das coisas nos EUA. Uma das três patas de uma solução keynesiana – maior capacidade de negociação dos trabalhadores, salários em alta e redistribuição favorável para as classes baixas – é atualmente impossível do ponto de vista político nos EUA. A pura sugestão de que um programa assim equivalha a “socialismo” faz o establishment político tremer. Os trabalhadores organizados não são suficientemente fortes (depois de serem durante trinta anos massacrados pelas forças políticas), e não se vê nenhum outro movimento social amplo o bastante para pressionar por uma redistribuição a favor das classes trabalhadoras.

Outro modo de alcançar objetivos keynesianos é o fornecimento de bens coletivos. Isso, tradicionalmente, tem implicado investimentos em infraestrutura física e social (os programas WPA [Works Progress Adminstration] dos anos 30 do século passado foram um precedente). Disso se segue a tentativa de incluir nos pacotes de estímulo programas para reconstruir e ampliar infraestruturas públicas de transporte e comunicações, energia e outras obras públicas em paralelo a um incremento do gasto em atenção sanitária, educação, serviços municipais, etc. Esses bens coletivos têm potencial para gerar multiplicadores tanto no emprego como na demanda efetiva de bens e serviços. Mas o que se presume é que esses bens entrariam, em dado momento, na categoria de “gastos públicos produtivos” (quer dizer, que estimulam um crescimento ulterior), não que se convertam numa série de “elefantes brancos” públicos que, como observou Keynes em seus dias, carecem de outra utilidade que não aquela de fazer as pessoas cavarem buracos para fechá-los logo em seguida.

Em outras palavras, uma estratégia de investimentos em infraestrutura tem de orientar-se para a sistemática recuperação do crescimento de 3% através do metódico redesenho de nossa infraestrutura e dos nossos modos de vida urbanos. Isso não pode funcionar sem uma planificação estatal refinada, aliada a uma base produtiva já existente que possa aproveitar-se das novas infraestruturas. Também aqui, o processo dilatado de desindustrialização experimentado pelos EUA nas últimas décadas, assim como a intensa oposição ideológica à planificação estatal (elementos esses incorporados por Roosevelt ao New Deal, e que persistiram até os anos 60, para serem abandonados quando do assalto neoliberal dos 80 a esse particular exercício de poder do Estado) e a óbvia preferência pelos cortes fiscais frente às transformações públicas das infraestruturas, torna impossível nos EUA a operação de uma solução permanente.

Na China, por outro lado, dão-se realmente tanto as condições políticas como as econômicas para uma solução plenamente keynesiana, e há ali signos transbordantes de que essa será provavelmente a via a ser seguida. Para começar, a China possui uma grande reserva de excedente estrangeiro em dinheiro e isso torna mais fácil o financiamento da dívida partindo dessa base do que de um dos gastos da dívida já acumulada, como no caso dos EUA. Val e à pena notar também que desde meados dos 90 os “ativos tóxicos” (os empréstimos que não funcionam) dos bancos chineses – (algumas estimativas os situam nos 40% de todos os empréstimos em 2000) desapareceram da contabilidade bancária a mercê dos investimentos ocasionais de excedente em dinheiro procedente das reservas do comércio exterior.

Os chineses tiveram em funcionamento durante muito tempo o equivalente a um programa TARP [o programa norte-americano de resgate bancário posto em prática nos últimos meses de 2008], e evidentemente sabem como manejá-lo (ainda que muitas das transações tenham a marca da corrupção). Os chineses têm suficiente capacidade econômica para embarcarem num programa massivo de financiamento com déficit e dispõem de uma arquitetura financeira estatal centralizada apta, se lhe propuserem, a administrar esse programa com eficácia. Os bancos, durante muito tempo de propriedade estatal, que foram privatizados para atender às exigências da OMC (Organização Mundial do Comércio) podem vir a atrair capital e perícia estrangeiros, mas podem todavia serem facilmente submetidos à vontade do estado central, enquanto que nos EUA mesmo o mais longínquo signo de diretriz estatal, para não falar de nacionalização, dá motivo a todos os tipos de furores políticos.

Ana logamente, não há ali [China] a menor barreira ideológica para uma generosa redistribuição de recursos a favor dos setores mais necessitados da sociedade, ainda que possa haver necessidade de vencer os encouraçados interesses dos membros mais ricos do partido e de uma incipiente classe capitalista. A imputação segundo a qual isso seria tanto como o “socialismo”, ou inclusive até pior, o “comunismo”, apenas despertaria sorrisos divertidos na China. Mas a reaparição na China do desemprego em massa (de acordo com os últimos informes, a desaceleração dos últimos meses já teria gerado já 20 milhões de desempregados), assim como os indícios de um mal-estar social prolongado e aceleradamente crescente, forçarão seguramente o Partido Comunista chinês a empreender massivas redistribuições, estejam ou não ideologicamente convencidos da sua justiça.

No começo de 2009, essa política redistributiva parece primeiramente destinada às regiões rurais atrasadas, para onde regressaram os trabalhadores emigrantes que perderam seus empregos, frustrados com a constatação da escassez de postos de trabalho nas zonas manufatureiras. Nessas regiões, nas que faltam infraestrutura social e física, um investimento robusto de recursos por parte do governo central contribuirá para aumentar as receitas, para expandir a demanda efetiva e para dar o tiro de saída do longo processo de consolidação do mercado interno chinês.

Em segundo lugar, há um forte desejo de investir massivamente em infraestrutura que ainda falta na China. - Em troca, os cortes fiscais só tem ali atrativos políticos – e ainda que seja possível que alguns desses investimentos terminem sendo “elefantes brancos”, a probabilidade de que seja assim ali é farta mas baixa, dada a imensa quantidade de trabalho de que se necessita para integrar o espaço nacional chinês e, assim, enfrentar-se o problema do desenvolvimento geográfico desigual entre as regiões costeiras de alto desenvolvimento e as províncias empobrecidas do interior.

A existência de uma larga – ainda que problemática – base industrial e manufatureira necessitada de racionalização espacial torna mais provável que o esforço chinês entre na categoria do gasto público produtivo. No caso chinês boa parte do excedente pode ser canalizado até a produção futura de espaço, e isso mesmo admitindo que a especulação nos mercados imobiliários urbanos em cidades como Xangai , ou mesmo nos EUA, é parte do problema e não pode, por conseguinte, converter-se em parte da solução. Os gastos em infraestrutura, sempre que sejam feitos numa escala suficientemente grande, são de grande alento e servem tanto para canalizar o trabalho excedente como para reduzir as possibilidades de distúrbios sociais, contribuindo também, ademais, para impulsionar o comércio interno.

Implicações internacionais
Essas possibilidades completamente distintas que os EUA e a China têm de propiciarem uma solução plenamente keynesiana guardam profundas implicações internacionais. Se a China emprega mais recursos procedentes de suas reservas financeiras para impulsionar seu mercado interno, como com quase total segurança vai se ver forçada a fazer por razões políticas, deixará menos recursos disponíveis para possíveis empréstimos aos EUA. O descenso das compras de bônus do tesouro estadunidense terminará por forçar uns tipos de interesses mais altos, o que incidirá negativamente na demanda interna norte-americana, a qual, por sua vez e a menos que haja uma gestão meticulosa, poderia disparar o que todo mundo teme e que até agora conseguiu evitar: uma derrubada do dólar.

Uma desvinculação paulatina dos mercados norte-americanos e a sua progressiva substituição pelo próprio mercado interno como fonte de demanda efetiva da indústria chinesa alterariam significativamente os equilíbrios de poder (um processo que, diga-se de passagem, estaria carregado de tensões, tanto para a China como para os EUA). A divisa chinesa se robustecerá necessariamente frente ao dólar (uma situação tão largamente pretendida como temida pelas autoridades norte-americanas), o que obrigará aos chineses a se basearem mais em seu mercado interno para a demanda agregada. O dinamismo que disso resultaria no interior da China (contrastável com as condições de recessão duradoura que prevalecerão nos EUA) atrairá mais produções de matérias primas à órbita comercial chinesa e corroerá a importância relativa dos EUA no comércio internacional.

O efeito global de tudo isso será a aceleração do deslocamento da riqueza, do oeste para o leste, na economia mundial e a rápida alteração dos equilíbrios de poder econômico hegemônico. O movimento tectônico que operará o equilíbrio do poder capitalista global intensificará todo tipo de ramificações econômicas e políticas imprevisíveis num mundo em que os EUA deixarão de estar numa posição dominante, mesmo que sigam mantendo um poder importante. A suprema ironia, deve-se dizê-lo, é que as barreiras políticas e ideológicas postas nos EUA a qualquer programa plenamente keynesiano contribuirão seguramente para acelerar a derrubada do poder americano nos assuntos globais, apesar de que as elites de todo o mundo (inclusive as chinesas) preferissem preservar esse domínio o maior tempo possível.

Que um genuíno keynesianismo seja ou não suficiente para que a China (junto a outros estados em posição similar) consiga compensar o fracasso inevitável do keynesianismo reticente ocidental é questão em todo caso aberta. Mas essas diferenças, somadas ao eclipse da hegemonia norte-americana, bem poderiam ser o prelúdio de uma fragmentação da economia global em estruturas hegemônicas regionais que poderiam terminar lutando tanto entre si com tanta facilidade como colaborando na questão miserável de dirimir quem tem de arcar com os estragos da depressão duradoura.

Esta não é uma idéia exatamente alentadora, mas ter em mente a possibilidade de uma perspectiva desse tipo poderia talvez contribuir para despertar boa parte do mundo ocidental para a apercepção da urgência da tarefa que tem diante de si; que seus dirigentes políticos deixem de dizer banalidades sobre restaurar a confiança se ponham a fazer o que há a ser feito para resgatar o capitalismo dos capitalistas e de sua falsária ideologia neoliberal. E sim, isso significa socialismo, nacionalizações, diretrizes estatais robustas, força de colaborações internacionais e uma nova e farta, mas inclusiva (“democrática”, se posso ousar a dizê-lo assim) arquitetura financeira internacional, pois que assim seja...

David Harvey é geógrafo, sociólogo urbano e historiador social marxista. É professor da Universidade da Cidade de Nova York (CUNY) e autor de vários livros e artigos, dentre os quais se destaca "A Produção Capitalista do Espaço", publicado no Brasil pela Annablume Editora. Vem dando seminários sobre O Capital, de Karl Marx, há 40 anos. Mantém esta página www.davidharvey.org

Tradução: Katarina Peixoto



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