Rádio WNews

quarta-feira, 18 de março de 2009

Jovem Preso

Polícia Civil prende jovem em Porto Alegre por tráfico na vila Nazaré
18/03/2009 09:26


Ao abordarem um jovem de 20 anos, na Rua D, interior da Vila Nazaré, bairro Sarandi, em Porto Alegre, na noite desta terça-feira (17), agentes da 12ª Delegacia de Polícia encontraram com ele 19 pedras de crack. Após confessar que estava traficando, o jovem foi autuado em flagrante pelo delegado titular da 12ª DP, André Mocciaro, e encaminhado ao Presídio Central.

O Assalto e os Trigêmeos

Poa, 18/03/09



Eu gostei.



Espero que você também goste.



Beijos.



Deise Nunes.



Um dia teve um assalto no banco.



Havia uma mulher grávida e ela tomou 3 tiros.

Alguns meses depois ela teve trigêmeos

chamados Pedrinho, Rodrigo e Joãozinho.


Anos depois, o Pedrinho chegou para sua mãe e disse:

- Ô mãe, eu fui fazer xixi e saiu uma bala!

E então sua mãe explicou sobre os tiros.

Dois dias depois veio o Rodrigo e disse:


- Mãe, eu fui fazer xixi e saiu uma bala!

E então sua mãe também explicou a ele sobre os tiros.

Três dias depois o Joãzinho chegou e disse:

- Ô mãe...

E então sua mãe disse :


-Já sei, já sei. Você foi fazer xixi e saiu uma bala!?

E o Joãozinho: - Não. Eu fui me masturbar e matei a vovó.....

Adeus a Clodovil

Clodovil fez da polêmica sua marca registrada

Ter, 17 Mar, 04h51

Um dos mais famosos estilistas e apresentadores do Brasil, Clodovil Hernandes foi o terceiro deputado federal mais votado do País nas eleições de 2006, com 493.951 votos. Morto hoje, aos 71 anos, em consequência de um acidente vascular cerebral (AVC), Clodovil concluiu uma biografia que teve na polêmica uma das principais marcas registradas.
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Filho de pais adotivos, Clodovil nasceu em 1937, na cidade de Elisário, interior de São Paulo. Aos 20 anos, se mudou para a capital paulista e logo se firmou como costureiro das celebridades, entre elas Elis Regina, Cacilda Becker e as famílias Diniz e Matarazzo. Na década de 1990, passou a se dedicar somente à televisão, comandando programas como o "TV Mulher", na Rede Globo, junto com Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo. Clodovil passou também pelas redes Manchete, Gazeta e RedeTV.

Alvo de diversas acusações de racismo, o deputado e apresentador chegou a dizer em uma entrevista, em 2005, que perdera a conta de quantos processo respondia. Em 2004, em um de seus programas, Clodovil chamou a então vereadora de São Paulo Claudete Alves (PT-SP) de "macaca de tailleur metida a besta". No ano seguinte, disse à deputada Cida Diogo (PT-RJ) que atualmente "as mulheres trabalham deitadas e descansam em pé". Ele chamou também a deputada de "mulher feia".

Eleito pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC-SP), Clodovil deixou a legenda em 2007 para integrar os quadros do Partido da República (PR-SP). Acusado de infidelidade partidária, foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira passada.

Homem preso

Homem é preso por receptação pela Brigada Militar
17/03/2009 17:09


Nesta terça-feira (17), às 10h50min, em Sapiranga, uma guarnição do 32º BPM, durante o atendimento de ocorrência de furto qualificado, localizou o veículo Citroen C3, de cor vermelha e ao fiscalizar a documentação do mesmo constatou que o Certificado de Registro e Licenciamento era falso.Em consulta ao sistema informatizado, através da inscrição do chassi, verificou-se que se tratava do veículo Citroen C3, vermelho, placas MLC 0044, com ocorrência de furto/roubo, em Araranguá, Santa Catarina.

M.A.D.C, de 29 anos de idade, foi preso por receptação e falsificação de documento. Durante a revista no veículo foram localizadas cinco petecas de cocaína e um cartucho de revólver, calibre 38. O homem administra uma casa noturna às margens da RS 239, em Sapiranga, e havia solicitado à BM para registro de ocorrência de furto arrombamento, foi autuado em flagrante na delegacia daquele município.

Fonte: PM5-Imprensa/BM

Baixa do Imposto do Feijão

GOVERNO BAIXA O IMPOSTO DO FEIJÃO 17/03/2009



Antes de viajar à Brasília, a governadora Yeda Crusius assinou o Decreto, reduzindo para 7% a alíquota do ICMS do feijão.



Até ontem, o produto era tributado em 12% nas operações interestaduais. Além disso, o governo equalizou a pauta em 91,50 mais adequada do que os 160 reais vigentes.



Ao anunciar a redução da carga tributária do feijão, os Secretários Ricardo Englert (Fazenda) e José Alberto Wenzel (Casa Civil), anunciaram que o decreto atende à demanda dos produtores de Vacaria, representados pelo deputado Francisco Appio. Naquela região mais de 20 mil hectares produzem feijão.



O parlamentar reiterou a importância da adequação dos tributos, para evitar a evasão de impostos, com eventuais contrabandos para Santa Catarina, onde a alíquota é de 1%.



“Vencemos esta etapa. Se os resultados da comercialização forem positivos, estaremos em condições de solicitar nova redução de alíquota”.



Da tribuna da Assembléia, Francisco Appio comemorou as boas notícias.



Antes porém, registrou o falecimento do médico lagoense radicado em Porto Alegre, dr. Paulo Nacul, no último dia 14 em Torres.



(Assembléia Legislativa-17/03/2009 – FRANCISCO APPIO – Deputado Estadual) –



“Registro nos Anais desta Casa o falecimento do médico Paulo Paulo Soly Moojen Nácul que morreu em Torres, dia 14, onde ele costumava passar as férias. O seu sepultamento foi ontem à tarde com grande acompanhamento no Cemitério São Miguel e Almas aqui em Porto Alegre. Natural de Lagoa Vermelha, mudou-se para Porto Alegre com 18 anos. Estudou no Colégio Júlio de Castilhos e depois se formou-se em Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ginecologista, foi médico do Estado e do Instituto Nacional do Seguro Social, além de atender em consultório particular. Aposentou-se no ano passado. Filho de pai libanês e de mãe brasileira, Nácul viajou ao Líbano em 2008 para conhecer seus parentes. Deixa a viúva Ana Maria e dois filhos: João Paulo, seu companheiro em jogos do Grêmio, e Ana Paula. Em nome da comunidade de Lagoa Vermelha e da comunidade gaúcha apresentamos à família as nossas condolências e peço a Vossa Excelência que a Mesa também se manifeste nesta solidariedade”



A boa notícia é a desoneração da carga tributária do feijão. A governadora Yeda Crusius teve a gentileza de convidar a Bancada Progressista, para a cerimônia onde assinará o Decreto reduzindo a carga tributária do feijão.



O feijão é produzido em larga escala na região de Vacaria e no entorno, em mais de 20 mil hectares, mas enfrenta obstáculos de competitividade de preço, já que em Santa Catarina pratica-se alíquota de 1% além de uma pauta mais realista.





Aqui no Estado, nos últimos meses o setor enfrentou concorrência desigual. Enquanto o feijão era comercializado entre 55 e 70 a pauta estava entre 125 e 160, pauta injusta e pesada para os produtores. As boas notícias chegam em boa hora e haverá um estimulo, não só à comercialização mais a manutenção do plantio desse produto da cesta básica, indispensável na mesa do brasileiro.



Ora, a desoneração de carga tributária tem sempre seus reflexos e costuma colocar os governantes na boa na história quem diminui impostos. O governador Germano Rigotto, por exemplo, foi homenageado na Abertura da Colheita da Maçã, em Vacaria.



Porque em seu governo assinou decreto reduzindo ou isentando a maçã do imposto de circulação de mercadoria. Foi para história, ficou consignada ali não só a satisfação do produtor em ver reconhecido que a única fruta que pagava impostos finalmente obteve respeito do governo, mas como também do consumidor que pode comprar e consumir uma fruta com preço mais ajustado à realidade.



O ex-governador Germano Rigotto surpreendeu-se com a homenagem. Homenagem que os governantes costumam receber quando no exercício do mandato e não quando fora dele. Foi importante vermos as representações da sociedade civil, o governo federal pelo representante do ministério da agricultura, o governo do estado pelo secretário substituto Gilmar Tietbhol, a representação do BRDE, do Banrisul, da Sicredi, do Banco do Brasil, dos trabalhadores pelos sindicatos, do ministério do trabalho pela representante da superintendência, dos prefeitos, mas dos trabalhadores e produtores.



O maior espetáculo da maçã não está nos bins carregados de frutas, mas nos ônibus carregados de trabalhadores que ao fim do dia, depois de cumprida sua jornada vão para os seus alojamentos, vão para os seus refeitórios e certamente dão boas notícias para suas casas quando retornam as cidades de origem.



Um trabalhador produtivo não fica só nos 480 de piso, pode chegar a 1200 reais por mês, o que fica acima de qualquer outro mercado de trabalho rural, claro que vai depender da sua produtividade, do seu empenho ao recolher a maçã com a mão, armazená-la no peito numa sacola e colocá-la com cuidado nos bins que levarão às câmaras frias.



É preciso reconhecer a sensibilidade dos homens e das mulheres com a fruta que ela vais significar muito ali na frente para complemento de vitamina, para higiene bucal das nossas crianças e para a preservação do emprego. Por isso saúdo a abertura da colheita da maçã realizada em Vacaria no final da semana passada por nossa iniciativa, consagrou as relações entre o capital e o emprego, patrão e empregado, meio ambiente e o homem.

(Francisco Appio – Deputado Estadual)





Deputado Estadual Francisco Appio - www.appio.com.br

Brigada na Vila dos Papeleiros

IGP/DI vai ao Loteamento Santa Terezinha - antiga Vila dos Papeleiros
17/03/2009 18:46


O Instituto-Geral de Perícias, através do Departamento de Identificação, atuando em parceria com a Brigada Militar, estará na próxima quarta-feira (18), no Loteamento Santa Terezinha (antiga Vila dos Papeleiros) para atender a população local. Os moradores poderão fazer as carteiras de identidade, gratuitamente, das 9 às 17 horas, na Base da Brigada Militar, dentro do loteamento.

A ação faz parte do Programa “Cidadão Seguro”, desenvolvido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que inclui iniciativas voltadas ao desenvolvimento da cidadania.

Fonte: Ascom IGP

Carteira de Identidade

IGP confecciona carteiras de identidade para moradores do Loteamento Santa Terezinha, antiga Vila dos Papeleiros
17/03/2009 18:46


O Instituto-Geral de Perícias, através do Departamento de Identificação e atuando em parceria com a Brigada Militar, estará nesta quarta-feira (18), no Loteamento Santa Terezinha (antiga Vila dos Papeleiros), na Capital, para atender a população local.

Os moradores poderão fazer as carteiras de identidade, gratuitamente, das 9 às 17 horas, na Base da Brigada Militar, dentro do loteamento. A ação está alinhada ao Programa “Cidadão Seguro”, desenvolvido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que inclui iniciativas voltadas ao desenvolvimento da cidadania.

Fonte: Ascom IGP

A Crise Capitalista

A Crise Capitalista: apenas um início


Letra
A- A+


Daniel Bensaïd *

Adital -

O capitalismo? "É compreensível que as pessoas não acreditem mais nele", confessa Tony Blair em pessoa (1). Quando se deixa de acreditar no inacreditável, uma crise de legitimidade, ideológica e moral se soma à crise social, e acaba por estremecer a ordem política. A crise atual não é uma crise a mais, equiparável a dos mercados asiáticos ou a da bolha da Internet.
Uma crise de fé

Trata-se, na realidade, de uma crise histórica - econômica, social, ecológica - da lei do valor, uma crise de medição e de excesso. A medição de tudo através do tempo de trabalho abstrato passou a ser - como anunciava Marx nos Manuscritos de 1857 - uma forma "miserável" de medir as relações sociais. "As crises econômica e planetária têm um ponto em comum", constata Nicholas Stern, autor em 2008 de um informe sobre a economia das mudanças climáticas. "Ambas são conseqüência de um sistema que não considera os riscos que seu funcionamento gera, que não leva em conta o fato de que pode conduzir a uma destruição superior ao benefício imediato que procura, e que subestima a interdependência entre os atores" (2). A lógica da corrida atrás do lucro, pelo "benefício imediato" é, com efeito, uma lógica a curto prazo, E a "concorrência não falsificada", por sua parte, é cega à "interdependência" sistemática.Um novo Brenton Woods? Um sistema de governo mundial? O problema é que a União Européia nem sequer tem sido capaz de criar uma agência de controle dos mercados financeiros em escala continental, ou de promover uma definição comum de paraísos fiscais! Desde outubro de 2008, Laurence Parisot tem se encarregado de deixar claro que o estado deve desempenhar seu papel nos socorro das finanças, mas que deve retirar-se, quando os negócios recuperem seu curso lucrativo. Dito de maneira mais direta: que deve socializar as perdas para logo reprivatizar os lucros. Por trás de ter admitido que o Estado é o único capaz, de forma imediata, de "salvar a economia e os bancos", Jean-Marie Messier, ressuscitado do purgatório, não se esquece de explicar que "o guarda-chuva deverá fechar uma vez que a tempestade tenha passado". O Estado não deveria, assim, ser mais do que "um passageiro em meio à chuva" (3).


O plano de recuperação governamental descarrega o custo sobre os trabalhadores e os contribuintes. Por detrás do congresso de Reims, Martine Aubry pretendia descobrir que "torna-se inoperante atacar aos que se utilizaram do sistema, sem atacar o próprio sistema" (4). Contudo, o Partido Socialista se contenta em oferecer um contra-plano "equilibrado", de medidas supostamente sociais, mas em nenhum momento radicais, no sentido de que suponham uma nova redistribuição de riquezas em benefício do trabalho. Nada se falou sobre a nacionalização do sistema bancário e a criação de um serviço público para tratar do crédito, nada sobre uma reforma fiscal radical, nada sobre a necessidade de reorientar a construção européia. "Atacar o próprio sistema" seria atacar o poder absoluto do mercado, a propriedade dos grandes meios de produção e troca, a concorrência de todos contra todos. Até o liberal Nicolas Baverez define a banca como um "bem público da mundialização": "pelas suas características, tem a natureza de um bem público" (5). Seria de esperar, na verdade, que dada esta "natureza", este bem público fosse submetido a gestão pública sob o controle público. Para Baverez, pelo contrário, o Estado deveria assegurar aos bancos uma "imunidade ilimitada" por suas perdas, e assumir os riscos ligados a seus lucros.

Atacar o coração do sistema suporia adotar-se uma blindagem social que proteja os trabalhadores das conseqüências da crise. Para isso, dever-se-ia romper os grilhões dos critérios de Maastricht e do Pacto da Estabilidade, restabelecer os controles políticos sobre o Banco Central europeu, abolir o Tratado de Lisboa, reorientar de maneira radical a construção européia, começando pela harmonização social e fiscal, e iniciar um processo constituinte de verdade. No mínimo, exigir a revogação do artigo 56 do Tratado de Lisboa que proíbe qualquer restrição aos movimentos do capital financeiro, assim como da "liberdade de estabelecimento", reconhecida no artigo 48, uma liberdade que permite ao capital mudar de lugar, para aonde as condições lhe sejam mais favoráveis, e às instituições financeiras encontrar asilo onde lhes agrade.

Uma crise duradoura

Porque se trata de uma crise sistêmica,que anuncia o fim de um modo de acumulação, as medidas de recuperação conjuntural terão um efeito limitado. Uma saída para a crise que conduza à emergência de uma nova ordem produtiva e de um novo regime de acumulação, não depende somente da economia. Exige uma nova correlação de forças, novas relações geopolíticas, novos dispositivos institucionais e políticos.

Se a crise de 1929 foi a da "emergência estadunidense", que emergência prefigura a crise atual? A chinesa? A de uma organização multipolar de espaços continentais? A de um sistema de governo mundial?

Em um tempo em que se invocam a necessidade de uma nova ordem monetária internacional e respostas globais, o próprio Giscard d’Estaing reconhece que "a gestão econômica da crise se tornou, na Europa, mais nacional durante a crise do que antes do seu início", e que "os instrumentos de intervenção são essencialmente nacionais" (6). A crise agudiza, na verdade, as diferenças nacionais e libera tendências centrífugas. Em nome de uma "correspondência necessária entre os espaços econômicos e sociais", Emmanuel Todd se arvora em paladino de um "protecionismo europeu" (7) que crie "as condições para a recuperação dos salários" e uma oferta que gere sua própria demanda. A questão não é doutrinária ou de princípios. Proteger? Sim, mas quem, contra quem e como? Se a Europa começasse em adotar critérios sociais de convergência em matéria de emprego, renda, proteção social, direito do trabalho e harmonização fiscal, poderia, legitimamente, adotar medidas de proteção, não as dos interesses egoístas de seus empresários e financistas, mas a dos direitos e conquistas sociais. Poderia fazê-lo de maneira seletiva e pontual, adotando como contrapartida acordos de desenvolvimento solidário com os países do Sul em questões migratórias, de cooperação técnica, de comércio equitativo, sem ceder a um protecionismo de ricos, cujo efeito principal fosse disseminar os estragos da crise entre os países mais pobres.

Imaginar que uma medida de proteção alfandegária implicaria de forma mecânica em melhora nas condições sociais européias, como se pudesse ser tecnicamente neutra no contexto de uma luta de classes exacerbada pela crise, é uma enorme ingenuidade. Os trabalhadores acabariam afetados pelas travas burocráticas e fronteiriças, sem obter as respectivas vantagens sociais. Um protecionismo desta índole não resistiria muito tempo em razão de sua impopularidade, ou não tardaria em derivar para uma "preferência nacional" (ou européia) de corte chauvinista.

Refundar o capitalismo ou combatê-lo

Todos os governantes, de ontem e de hoje, de direita e de esquerda, acabaram por denunciar a loucura sistêmica dos mercados. Contudo, sua desregulação não tem sido fruto da famosa mão invisível, mas de decisões políticas e de medidas legislativas concretas. Foi a partir de 1985, quando era ministro da Economia o socialista Pierre Bérégovoy, que se concebeu a grande desregulamentação dos mercados financeiros e da bolsa de valores na França. Foi um governo socialista que, em 1989, liberalizou os movimentos do capital, antecipando-se a uma decisão européia. Foi o governo de Jospin que, ao privatizar mais do que os governos de Balladur e Juppé juntos, assentou as bases para que o capitalismo francês pudesse acolher fundos de investimentos especulativos. Foi um ministro das finanças socialista, Dominique Strauss-Khan, que propôs uma forte "desfiscalização" das célebres stock-options, e foi outro ministro socialista, Laurent Fabius, quem a pôs em prática. Foi um Conselho Europeu com maioria social-democrata, que decidiu em 2002, em Barcelona, liberalizar o mercado de energia e o conjunto de serviços públicos, aumentar em 5 anos a idade de aposentadoria e sustentar os fundos de pensão. Foi a maioria do Partido Socialista que aprovou a sacralização da concorrência gravada no projeto do Tratado constitucional europeu de 2005. Foi seu voto, uma vez mais, que permitiu a adoção do Tratado de Lisboa, confirmando assim a lógica liberal da construção européia.

Para os salvadores do Titanic capitalista, a tarefa se anuncia dura. Um novo New Deal? Um retorno ao Estado social? Seria esquecer muito rápido que a desregulação liberal não foi um capricho doutrinário de Thatcher ou de Reagan. Foi a resposta à baixa das taxas de lucros, provocada pelas conquistas sociais do pós-guerra. Depois de 1973, "a incapacidade das políticas keynesianas para recuperar a atividade produtiva deixa o campo aberto a uma surpreendente contra-revolução conservadora", recorda Robert Boyer (8). Voltar ao ponto de partida seria reencontrar-se com as mesmas contradições. Como comenta ironicamente Jean-Marie Harribey: "regular sem transformar não é regular".

Por trás da crise de 1929, para redistribuir as cartas da riqueza e do poder e para anunciar uma nova onda expansiva, fez-se necessário nada menos do que uma guerra mundial. A colocação em marcha de um novo modelo de acumulação, e o, eventual, impulso de uma nova grande onda de crescimento, envolverão o surgimento de novas hierarquias planetárias de dominação, uma re-acomodação de nações e continentes, novas condições para a valorização do capital, uma transição da matriz energética. Tal mudança não pode ser resolvida através da amabilidade diplomática, nos tapetes verdes das chancelarias, mas no campo de batalha, através de lutas sociais. A crise, como bem escreveu Marx, supõe "o estabelecimento por força da unidade entre momentos (produção e consumo) impulsionados de forma autônoma".

Na realidade, não é mais do que um começo

"A crise financeira - insistia Nicolás Sarkozy em seu discurso de Toulon - não é a crise do capitalismo. É a crise de um sistema afastado dos valores fundamentais do capitalismo, dos que - de certo modo - o traíram. Quero deixar claro aos franceses: o anticapitalismo não oferece nenhuma solução para a crise atual". A mensagem é clara: o inimigo não é o capitalismo, mas o anticapitalismo.

O presidente retornou à questão na sua intervenção no colóquio sobre a refundação do capitalismo, organizado, por sua iniciativa, em 8 de janeiro de 2009, pela Secretaria de Estado: "A crise do capitalismo financeiro não supõe a do capitalismo como tal. Não é um chamamento a sua destruição, o que seria uma catástrofe, mas a sua moralização". Suas palavras receberam um vigoroso respaldo de Michel Rocard: "Devemos começar por aí: nosso propósito é salvar o capitalismo". Estas declarações de guerra social traçam uma linha forte entre dois campos. É preciso eleger: ou discutir com os proprietários como refundar, reinventar, moralizar o capitalismo, ou lutar junto com os explorados e despossuídos para derrotá-lo.

Ninguém poderia predizer como serão as revoluções futuras. O que temos, unicamente, é um fio condutor. Trata-se de duas lógicas de classe que se enfrentam. A do lucro a qualquer preço, do cálculo egoísta, da propriedade privada, da desigualdade, da concorrência de todos contra todos, e a do serviço público, dos bens comuns da humanidade, da apropriação social, da igualdade e da solidariedade.

Notas:

(1) Le Journal du Dimanche, 14 de dezembro de 2008.
(2) Le Monde, 15 de dezembro de 2008.
(3) La Tribune, 15 de janeiro de 2009.
(4) Journal du Dimanche, 5 de outubro de 2008.
(5) Le Monde, 26 de novembro de 2008.
(6) Le Monde, 13 de janeiro de 2008.
(7) Emmanuel Todd, Après la démocratie, París, Gallimard, 2008.
(8) Libération, 29 de dezembro de 2008.

[D. Bensaïd fez parte do movimento de 22 de março de 1968 na faculdade de Nanterre, que logo se converteu no famoso Maio francês, talvez a mais importante greve geral operária da segunda metade do século XX na Europa. Foi um dos fundadores das Juventudes Comunistas Revolucionárias e da Liga Comunista Revolucionária. Atualmente é um dos intelectuais de referência do Novo Partido Anticapitalista, recentemente constituído na França
Publicado em Sin Permiso em castelhano].


* Professor de filosofia na Universidade de Paris VIII

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Poa, 18/03/09

Ahhhh.....Como os amigos são importantes na nossa vida....

Boa quarta-feira pra você.

Beijos.

Deise Nunes.