terça-feira, 16 de novembro de 2010

São Paulo segundo lugar

Em ranking da IFFHS, São Paulo aparece como segundo melhor sul-americano da década

16 de Novembro de 2010 15:45

Da Redação Yahoo! Brasil
Conhecida por elaborar os mais diversos tipos de ranking no futebol mundial, a IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol) traçou um panorama sobre os melhores clubes sul-americanos da última década. Para a instituição, o rei do continente é o Boca Juniors, da Argentina, conhecido carrasco de times brasileiros. O São Paulo, maior vencedor da Libertadores no país, ficou com o segundo lugar.
Apesar de viver uma crise atualmente, na última década, o Boca, de fato, predominou na América do Sul. Foram três Libertadores (2001, 2003 e 2007), que tornaram a equipe hexacampeã do torneio. Além disso, os xeneizes levaram duas Sul-Americanas (2004 e 2005), duas Recopas (2006 e 2008) e quatro Campeonatos Argentinos (2003, 2005, 2006 e 2008).
Na segunda colocação, o São Paulo foi o melhor clube brasileiro no ranking. Além do tricampeonato brasileiro conquistado de 2006 a 2008, o clube levou a Libertadores e o Mundial de 2005, o Paulistão de 2005, o Supercampeonato Paulista de 2002 e o Rio-São Paulo de 2001.
Os critérios usados pela IFFHS foram baseados somente em torneios de âmbito nacional e continental. Grande rival do Boca, o River Plate ficou com a terceira colocação. Entre os dez primeiros, ainda tivemos três outros clubes brasileiros: o Cruzeiro (4°), o Santos (5°) e o Internacional (9°).
Veja os primeiros do ranking:
1° Boca Juniors (Argentina) – 2073 pontos
2° São Paulo (Brasil) – 1909 pontos
3° River Plate (Argentina) – 1666 pontos
4° Cruzeiro (Brasil) – 1592 pontos
5° Santos (Brasil) – 1539 pontos
6° Nacional (Uruguai) – 1437 pontos
7° Internacional (Brasil) – 1429 pontos
8° San Lorenzo (Argentina) – 1428 pontos
9° Estudiantes de La Plata (Argentina) – 1334 pontos
10° Vélez Sarsfield (Argentina) – 1331 pontos
Outros brasileiros no ranking:
11° Grêmio – 1313 pontos
12° Flamengo – 1310 pontos
14° Corinthians – 1298 pontos
17° Fluminense – 1261 pontos
22° Palmeiras – 1080 pontos
28° Atlético Paranaense – 1012 pontos
34° Goiás – 961 pontos
35° Vasco da Gama – 960 pontos
51° Botafogo – 784 pontos
53° São Caetano – 766 pontos
Leia mais:
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Foto: Divulgação

Meteorologista defende Centro Estadual

Meteorologista defende centro estadual para monitorar fenômenos como o granizo

A tempestade de granizo que ocorreu na tarde de segunda-feira,15/11, em Vacaria e outras cidades gaúchas não havia sido prevista pelos meteorologistas. Havia sido anunciado a ocorrência de pancadas de chuva por causa do aumento do calor. Após o granizo também houve uma forte precipitação de chuva que alcançou 35mm em pouco mais de duas horas.

O meteorologista Flavio Varone do 8º distrito de Meteorologia explica que a instabilidade se formou por causa do contraste de temperaturas que existia entre o oeste do Estado e o norte. Este fenômeno tem uma formação muita rápida e , neste caso, chamou a atenção também pela quantidade de gelo acumulada no solo. Normalmente a queda de granizo ocorre em áreas isoladas.

Conforme Varone é possível fazer uma previsão de queda de granizo pela observação da estabilidade da atmosfera, no entanto, quando isso não ocorre é necessário um sistema de monitoramento 24 horas. No Estado não existe uma ferramenta que permita prever estes casos.
Outros estados brasileiros possuem um sistema que antecipa alguns fenômenos climáticos que servem de apoio às autoridades para a emissão de alertas.
por Aldoir Santos. Fátima (Rádio Fátima AM), dia 16/11/2010 às 15:28

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Economistas



envie para economistas e grupo brasil
15/11/2010
''Estamos distribuindo renda com uma mão e concentrando com a outra''. Entrevista especial com Tânia Bacelar de Araújo   A eleição de Dilma suscitou duas questões importantes que precisam de reflexão e discussão no Brasil: o movimento conservador que levantou bandeiras preconceituosas durante as eleições movendo votos consideráveis e, também, o crescimento da discussão política que envolve a atuação do nordeste, antes esquecido e renegado no ‘canto do país’. “O nordeste tem 28% da população total do Brasil, mas tem metade dos que ganham salário mínimo no país. Nesse sentido, o nordeste foi bastante beneficiado por essa política. Aumento de renda significa aumento de consumo e o aumento de consumo destacou a economia do Brasil, mas, particularmente, do nordeste”, relatou a professora e economist Tânia Bacelar de Araújo durante a entrevista que concedeu à IHU On-Line, por telefone.

A economista analisou as principais transformações que o nordeste viveu nos oito anos de governo Lula e refletiu sobre o protagonismo que a região vem explorando e o preconceito que cresce contra os nordestinos no país. Além disso, ela também falou sobre suas expectativas em relação ao governo Dilma. “Para as mulheres, a chegada de Dilma é simbólica. As mulheres, até 1930, sequer votavam. A taxa de analfabetismo feminina até metade de século XX era o dobro da masculina. Então, as mulheres, no século XX, fizeram um esforço grande de se qualificar porque foi o canal de entrada na vida pública que nós escolhemos”, manifestou.

Tânia Bacelar de Araújo é graduada em Ciências Sociais pela Faculdade Frassinetti do Recife e em Ciências Sociais pela Universidade Católica de Pernambuco. Especializou-se em Análise Regional e Organização do Espaço pela Université de Paris I – Pantheon Sorbonne (França), onde também realizou o doutorado na mesma área. Desde 1978 é professora na Universidade Federal de Pernambuco.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – A senhora aponta que o crescimento do emprego formal é um dos aspectos que atestam a aprovação do Governo Lula em todos os Estados e nas diversas camadas da sociedade nordestina. Quais as principais transformações que o nordeste viveu nos oito anos de governo Lula?

Tânia Bacelar de Araújo – Essa questão do emprego foi percebida pelo Brasil todo. Foram milhões de empregos formais criados no governo Lula. A tendência anterior era de criar pouco emprego e a maior parte era informal. Nesse período, essa ideia se inverteu. O nordeste acompanhou o Brasil neste segmento. Este crescimento está voltado para o mercado de consumo de massa que demanda bens. A construção civil foi uma das áreas que mais criou empregos, dinamizou o consumo do comércio, que também criou muito emprego. Foram, portanto, tendências nacionais que chegaram ao nordeste.

Na minha leitura, o governo atuou primeiro com políticas que dinamizaram a renda. Ele atuou mais pelo lado da demanda do que da oferta, como era antes comum na área de políticas públicas. O governo adotou políticas que mexeram com a demanda porque mexeram com a renda. As políticas sociais, por exemplo, melhoraram a vida das pessoas. O Bolsa Família é uma delas. Aí o Nordeste foi beneficiado porque 55% das pessoas que ganham até um quarto do salário mínimo, que é o público alvo deste programa , estão nesta região. Já 25% estão no Sudeste. A pobreza extrema do Brasil está mais presente nestas regiões. Ou ela é a pobreza rural do Nordeste, principalmente, ou ela é uma pobreza das periferias das grandes cidades do nordeste, sudeste, sul... Então, quando observamos o Bolsa Família, percebemos que duas regiões se beneficiaram mais: o Nordeste e o Sudeste.

A melhoria no salário mínimo foi outra política que mexeu com a renda das pessoas. O governo Lula aumentou consideravelmente o salário mínimo em termos reais. O nordeste tem 28% da população total do Brasil, mas tem metade dos que ganham salário mínimo no país. Nesse sentido, o nordeste foi bastante beneficiado por essa política. Aumento de renda significa aumento de consumo e o aumento de consumo destacou a economia do Brasil, mas, particularmente, do Nordeste.

IHU On-Line – Por que o nordeste, quando se torna um sujeito de destaque, reacende o preconceito de parte de nossas elites e da grande mídia brasileira?

Tânia Bacelar de Araújo – Porque no século XX o Nordeste perdeu o trem da industrialização brasileira e empobreceu. O Brasil virou um grande país industrial, com mais de 80% das indústrias no sudeste. No entanto, o nordeste tem quase 30% da população brasileira e no século XX deixou de ser uma região com forte dinamismo econômico e, assim, deixou de receber investimentos importantes. Por isso, o preconceito contra o nordestino é um preconceito contra os pobres, é um preconceito de parte da elite.

Como não havia investimentos no nordeste e esta é uma região altamente povoada, os nordestinos, sem oportunidades de sobrevivência na sua região, migraram para outras regiões do país. Como os níveis educacionais do nordeste são mais baixos em comparação com o nível nacional, quando eles chegam às outras regiões, se inserem no mercado de trabalho de pouca qualificação. Então, o preconceito é de classes.

IHU On-Line – Quais são suas perspectivas em relação ao novo governo que terá Dilma Rousseff como presidente?

Tânia Bacelar de Araújo – Com relação ao Brasil, ela pode avançar em relação ao que foi feito no último período. Ela vai receber o Brasil melhor do que Lula recebeu. Ela vai receber um Congresso mais favorável e, por isso, vai ter uma condição inicial bastante favorável em comparação ao que o Lula teve.

Tem uma condição desfavorável que é o ambiente mundial. O presidente Lula recebeu o país pior, mas o contexto internacional era melhor. No entanto, Dilma pode dar continuidade a mudanças importantes que o Brasil está precisando e pode fazer escolhas importantes. O Brasil é um país que ainda tem a possibilidade de fazer escolhas estratégicas importantes e espero que ela faça as boas.

IHU On-Line – Cerca 80% da dívida pública brasileira estão em mãos de algo como 20 mil pessoas. O que isso significa para a economia brasileira?

Tânia Bacelar de Araújo – A dívida pública é muito bem remunerada porque o Brasil tem uma taxa de juros muito elevada. Significa que os muito ricos, que são os aplicadores na dívida pública, são tratados “a pão de ló”, o que estimula a concentração de renda. Ou seja, estamos distribuindo renda com uma mão e concentrando com a outra.

IHU On-Line – Dilma tem condições de diminuir a desigualdade e erradicar a miséria no Brasil como assinala em seus discursos?

Tânia Bacelar de Araújo – Esse foi o primeiro compromisso dela. Depois que ela falou das mulheres no primeiro discurso, em sua segunda frase ela já falou que ia extinguir a miséria extrema no Brasil. Nós reduzimos à metade a miséria extrema no Brasil nos últimos anos, por isso ela tem condições de reduzir a outra metade. Não é um objetivo inalcançável para um país com as condições atuais e com o potencial que o Brasil tem. Inaceitável é manter a miséria extrema num país com o perfil do nosso. Ela está prometendo o que pode cumprir, portanto.

Para as mulheres, a chegada de Dilma é simbólica. As mulheres, até 1930, sequer votavam. A taxa de analfabetismo feminina até metade de século XX era o dobro da masculina. Então, as mulheres, no século XX, fizeram um esforço grande de se qualificar porque foi o canal de entrada na vida pública que nós escolhemos. Nós queríamos chegar à vida pública, porque as mulheres estavam segregadas
à vida privada, e construímos essa trajetória de chegar lá através da qualificação. Hoje, a taxa de analfabetismo entre mulheres e homens é igual. O número médio de anos de estudo da população feminina é superior à masculina. Há mais meninas do que rapazes nas universidades e tem mais doutoras do que doutores no país. Então, você pode ver o esforço que a população feminina fez para se qualificar. Até 1930 nós sequer tínhamos direito ao voto. Então, num país como o nosso, ter uma mulher presidente é um fato positivo. Eu espero o mesmo que Dilma espera: que isso se torne um fato tão comum que nós não precisemos comemorar.

Agora, se vai ser diferente... Veja, todo mundo sabe que a mulher tem um jeito diferente de ver o mundo em relação ao homem. Então, certamente ela vai marcar essa diferença ao comandar o país. Nosso olhar para o mundo não é o olhar masculino. Ainda bem, o mundo fica mais bonito assim.

IHU On-Line – Como a senhora entende a ideia de lulismo?

Tânia Bacelar de Araújo – Eu não compreendi bem esse conceito, o que é ou deixa de ser o lulismo. Existe, para mim, um presidente com uma trajetória e características próprias, que pegou o país num determinado momento e conduziu bem em relação às condições em que ele encontrou o Brasil e com as condições que vai deixar. Tanto que ele tem uma aprovação recorde. Lulismo, para mim, portanto, acaba com o fim do mandato de Lula. Existe, então, Lula, um presidente com características peculiares, que veio do povo, teve uma vida difícil e conseguiu se tornar um grande líder. Nesse sentido, isso é positivo para o país. A Dilma tem outra trajetória e espero, ainda assim, que ela conduza o país bem assim como Lula fez.

IHU On-Line – Um movimento bastante conservador se apresentou nessas eleições colocando temas em debate de forma, às vezes, muito reacionárias. Como a senhora avalia o surgimento desse movimento?

Tânia Bacelar de Araújo – Tem um Brasil arcaico, inegavelmente. O Brasil se transformou muito rápido e, ainda assim, sua elite arcaica continua existindo e de forma latente. Este movimento está, gradualmente, diminuindo, o que é positivo para o país, mas ainda existe. O que aconteceu nesta eleição? Serra, para crescer, se agarrou com esse Brasil arcaico. O espaço que ele teve para crescer foi entre os conservadores. Infelizmente, ele fez essa escolha estratégia de defender temas conservadores. Ele, assim, prestou um desserviço para o país. Até cresceu no número de votos, mas saiu menor do que entrou na campanha. Esse Brasil, portanto, é real, por exemplo, ainda existe escravidão no país. O Brasil não é só maravilha.

Eu li um artigo muito interessante mostrando que os marqueteiros também tiveram uma hegemonia muito grande na construção do processo eleitoral. O marqueteiro de Serra, por exemplo, copiou o que tinha de pior na campanha estadunidense e trouxe para o Brasil, despertando sentimentos que não são nossos e são amplamente minoritários na sociedade brasileira. Um exemplo disso é o preconceito contra os nordestinos.

Para ler mais:
    

Indices Sociais

15/11/2010  
Governadores mais ricos comandam Estados com piores índices sociais   Os 27 governadores eleitos no mês passado declaram à Justiça Eleitoral uma fortuna de R$ 63,53 milhões em patrimônio pessoal. Na média, cada chefe de executivo estadual tem R$ 2,35 milhões em bens. São 14 os que informaram ter patrimônio acima do R$ 1 milhão. O mais rico deles é o governador reeleito de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), que apresentou declaração de bens que soma R$ 14,62 milhões.
A reportagem é de Alfredo Junqueira e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 15-11-2010.
Levantamento feito pelo Estado na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra ainda que oito governadores eleitos apresentaram evolução patrimonial superior a 200% nos últimos anos. Neste caso, a líder é a governadora também reeleita do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Em 2006, a declaração dela listava 15 bens, mas informava apenas o valor depositado em seu fundo de previdência privada: R$ 172.734,71 - em valores corrigidos. Para esta eleição, Roseana apresentou declaração com 25 bens e valor total de R$ 7.838.530,34. O crescimento foi de 4.437,90% em quatro anos.
As Alagoas de Teotônio e o Maranhão de Roseana ocupam a 25.ª e a 26.ª posição, respectivamente, no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos Estados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dois Estados também estão nas duas últimas posições do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que lista indicadores na área de Educação, renda e expectativa de vida.
Entre os governadores eleitos que tiveram expressiva evolução patrimonial, também destacam-se o de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), e o do Acre, Tião Viana (PT). Prefeito eleito de Ariquemes em 2008, Moura informou à Justiça Eleitoral na ocasião ter patrimônio de R$ 385.775,34, em valores atualizados. Agora, apresentou declaração de R$ 8.554.881,14. Crescimento de 2.117,58%. Quando se elegeu para o Senado em 2006, Viana disse ter patrimônio de R$ 28.794,65. Agora, passou para R$ 551.098,50, avanço de 1.813,89%.
Posições discretas
Os governadores dos três Estados mais ricos do País ocupam posições discretas no ranking do patrimônio. Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, é o 15º colocado, com R$ 960,9 mil em bens declarados. O tucano é o único a declarar a posse de um prédio comercial. Na sua lista de bens, consta um edifício adquirido em 1976 e avaliado em apenas R$ 27.758,52.
Apesar de morar numa cobertura duplex no Leblon, zona Sul do Rio, e de ser dono de uma ampla casa em Mangaratiba, litoral sul do Estado, Sérgio Cabral Filho (PMDB) informou patrimônio de R$ 843,1 mil, e ocupa a 17.ª posição. O apartamento está no nome da primeira-dama, a advogada Adriana Ancelmo Cabral, e não está, portanto, na lista de bens apresentada à Justiça Eleitoral. A casa de veraneio foi declarada no valor de R$ 200 mil.
Antonio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais, que declarou posses de apenas R$ 270 mil, é o antepenúltimo da lista. O tucano mineiro informou ser dono de um apartamento, de R$ 200 mil, e de um carro importado de R$ 70 mil.
O governador reeleito do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), é o único proprietário de uma aeronave, o jato Emb 810 D Seneca III, avaliado em R$ 500 mil. André Puccinelli (PMDB), reeleito governador de Mato Grosso do Sul, e Simão Jatene (PSDB), que venceu no Pará, são os dois que têm barcos.
O levantamento ainda mostra dois governadores que listaram três Kombis em sua declaração de patrimônio: Wilson Martins (PSB-PI), com duas, e Camilo Capiberibe (PSB-AP).

Comunidades Quilombolas


Incra identifica comunidades quilombolas no Rio e se prepara para disputa com Igreja Católica

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Rio de Janeiro reconheceu como remanescente de quilombo a comunidade da Pedra do Sal, na zona portuária - alvo do maior projeto de revitalização da cidade -, e estabeleceu os limites para a emissão do título de posse.

A portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado do Rio da última quarta-feira (3). No documento, também consta a identificação das comunidades de Cabral, com 50 famílias, no sul fluminense, e Sacopã, com 13, na zona sul da capital.

Instalada em uma região por onde devem ter desembarcado cerca de 1 milhão de africanos escravizados, atual cenário de um dos maiores projetos de revitalização da cidade do Rio para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, as 25 famílias da comunidade Pedra do Sal disputam a posse de suas casas com a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência (VOT) e devem enfrentar um processo complicado até a emissão do título de posse.

Elaborado com base em laudos antropológicos, o documento do Incra declara que as famílias da Pedra do Sal são donas de uma área de 3.534 metros quadrados onde estão imóveis da Venerável Ordem Terceira, ligada à igreja Católica. A instituição alega ter herdado, de dom João VI, os terrenos, onde atualmente desenvolve projetos sociais, mas, segundo o Incra, não há documentos que comprovem essa doação. Procurada, a instituição não respondeu à Agência Brasil.

O superintende do instituto no Rio, Gustavo Souto, explica que as informações levantadas indicam que a área onde estão as famílias da Pedra do Sal pertencem à União. Segundo ele, com a publicação do relatório, a VOT terá 90 dias para contestar os dados e deve procurar a Justiça, assim como já fez anteriormente, na tentativa de barrar a regularização fundiária da comunidade.

A comunidade de Sacopã (Família Pinto), localizada na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul, também deve enfrentar um processo contra os vizinhos, antes de conseguir o título de posse do terreno, assegurado pela Constituição às comunidades remanescentes de quilombo. Segundo o superintendente, "os moradores do bairro, um dos mais nobres da capital,  já demonstram nos argumentos preconceito infundado contra os vizinhos quilombolas".

"Se ninguém contestar nada, se não houver um processo judicial longo, fora do controle do Incra, os títulos das três comunidades saem no próximo ano. Mas o mais provável são contestações contra Sacopã e Pedra do Sal. Já Cabral, em Paraty, deve trilhar um caminho mais simples", afirmou o superintendente. 

Mesmo diante de mais uma disputa, os remanescente da Pedra estão confiantes, pois a VOT perdeu na Justiça outros processos contra a comunidade. "Passamos apertos, com desocupações forçadas e ameaças até a finalização do relatório [do Incra]. O fato de ele ter sido publicado é uma grande vitória", declarou o presidente da Associação de Moradores, Damião Braga.

Conhecida como Pequena África, a zona portuária do Rio é marcada por elementos da cultura afro-brasileira. Além do quilombo, abriga um antigo cemitério de escravos e o monumento à Pedra do Sal. No local, os estivadores, negros recém-libertados, descarregavam o sal e se reuniam em rodas de samba. Ali surgiram nomes como  Donga, Pixinguinha, João da Baiana e Heitor dos Prazeres.

Atualmente, no Largo da Pedra do Sal, sambistas se encontram duas vezes por semana.

Edição: Graça Adjuto

20 anos do Eca

Polícia Civil palestra na Jornada dos 20 anos do ECA em Caxias do Sul
15/11/2010 21:35
A Polícia Civil gaúcha, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), participa, nesta terça-feira (16), da Jornada dos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente. A promoção é da Universidade de Caxias do Sul. Na ocasião, o delegado Emerson Wendt, titular da DRCC, falará sobre crimes cibernéticos.
A Jornada se realiza das 8h às 22h, no bloco J, da Cidade Universitária da UCS. O painel em que Wendt palestrará tem início às 16h30min, intitulado A Prevenção e os Desafios na Proteção de Crianças e Adolescentes em Situação de Risco e Vulnerabilidade. A Jornada é uma promoção da UCS por meio do Centro de Ciências Jurídicas e da Biblioteca dos direitos da Criança, em parceria com a Prefeitura de Caxias do Sul, a Fundação de Assistência Social e o conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O evento destina-se aos profissionais que atuam na rede de atendimento à criança e ao adolescente de Caxias do Sul; aos profissionais das áreas de Direito, Serviço Social, Educação, Saúde, Psicologia; comunidade acadêmica e a demais interessados na temática. A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo site www.ucs.br
Fonte: Ascom PC

Fazenda do Socorro

O deputado Francisco Appio protocolou seu último projeto de lei, ao final do quinto mandato parlamentar. Trata-se do PL 257/2010 que reconhece a FAZENDA DO SOCORRO, em Vacaria, como de interesse cultural e do patrimônio histórico.
 
A Fazenda Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi a primeira propriedade rural, ainda no tempo do Tratado de Tordesilhas, quando da ocupação espanhola. Na "Baqueria de Los Pinares" a fazenda foi demarcada pelo paulista José de Campos Bademburgo, o "pai Adão de Vacaria", reconhecido pelos historiadores como o pioneiro na fundação do município, por volta de 1742.
 
Para resgatar a importância histórica na formação social e econômica de Vacaria, o deputado Francisco Appio firmou Convênio com a Universidade de Caxias do Sul - Campus de Vacaria, para a pesquisa documental. Ao longo de quase dois anos, patrocinou, com recursos próprios, pesquisadores que levantaram, oficialmente, a história da propriedade. De posse deste levantamento, obteve no Instituto do Patrimônio Histórico o documento hábil para a tramitação do Projeto de Lei.
 
Nos próximos dias será nomeado o Relator na Comissão de Constituição e Justiça e se aprovado o Parecer será votado em plenário, antes do encerramento do ano legislativo, em 22 de dezembro.
 
A Fazenda do Socorro está localizada junto à BR116, na saída para Lages, reconhecida pela sua história, patrimônio artístico e arquitetônico e local aprazível, servida pela rodovia federal e pela ferrovia Tronco Sul.


 
 
Deputado Estadual Francisco Appio - www.appio.com.br