quinta-feira, 14 de junho de 2018
Menos Educação Mais Violência
Menos Educação Mais Violência
Sofia Cavedon*
Porto Alegre experimenta a incrível proeza de ter oito prédios que abrigariam Escolas Infantis construídas, inacabadas ou depredadas – abandonadas desde o final de 2016, mesmo ano em que entrou em aplicação a obrigatoriedade da educação desde os quatro anos de idade até os 17. Obrigatoriedade do governo de ofertar a vaga e das famílias de levar e manter os filhos na escola.
São prédios resultantes de um programa federal – o Pro-infância que foi criado exatamente para apoiar os municípios no atendimento total a esta faixa etária já determinado pela Emenda Constitucional 59 de 2009 e regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira em 2013. Tempo suficiente para os municípios se prepararem!
Ao mesmo tempo, o governo do Estado fecha, apenas no início deste ano, cinco escolas estaduais na capital, alegando a existência de poucos alunos. Ente federado este que deixou de atender a educação infantil nas suas escolas, quando podia fazê-lo em regime de colaboração com o município. Essas escolas estão em regiões onde a demanda de educação infantil existe e um diálogo com o município poderia direcionar para este nível o atendimento, ao invés do puro encerramento das atividades e abandonos dos espaços à depredação.
O que resulta desta política mútua de desobrigação, falta de compromisso com a infância e de atenção às demandas expressas tanto por conselheiros tutelares quanto pela rede de defesa dos direitos das crianças e adolescente, é uma infância desprotegida, à mercê da violência, do desamparo, desnutrição e do trabalho infantil. Um empobrecimento da infância tanto material quanto de desenvolvimento psicossocial resultante de mães ou adultos responsáveis sem condição de buscar trabalho ou fazendo trabalhos intermitentes, de irmãos maiores cuidando dos pequenos e deixando de ir às aulas, de ingresso tardio para um percurso escolar de aprendizagem e sucesso.
Nem tudo pode ser justificado pela crise econômica! Neste momento é que precisamos de gestores que saibam priorizar a proteção da vida mais vulnerável, que saibam otimizar recursos e parcerias e construam com a cidade o destino de sua gente.
(*) Vereadora PT/PoA por cinco mandato(2000/2020); Presidente da Câmara de PoA em 2011, presidente da Comissão de Educação Cultura, Esporte e Juventude em vários anos e líder da bancada do PT também em várias ocasiões. Atuante nos Movimentos Sociais de luta pelos direitos da Criança e do Adolescente, moradia popular, inclusão e contra toda forma de discriminação.
Sofia Cavedon*
Porto Alegre experimenta a incrível proeza de ter oito prédios que abrigariam Escolas Infantis construídas, inacabadas ou depredadas – abandonadas desde o final de 2016, mesmo ano em que entrou em aplicação a obrigatoriedade da educação desde os quatro anos de idade até os 17. Obrigatoriedade do governo de ofertar a vaga e das famílias de levar e manter os filhos na escola.
São prédios resultantes de um programa federal – o Pro-infância que foi criado exatamente para apoiar os municípios no atendimento total a esta faixa etária já determinado pela Emenda Constitucional 59 de 2009 e regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira em 2013. Tempo suficiente para os municípios se prepararem!
Ao mesmo tempo, o governo do Estado fecha, apenas no início deste ano, cinco escolas estaduais na capital, alegando a existência de poucos alunos. Ente federado este que deixou de atender a educação infantil nas suas escolas, quando podia fazê-lo em regime de colaboração com o município. Essas escolas estão em regiões onde a demanda de educação infantil existe e um diálogo com o município poderia direcionar para este nível o atendimento, ao invés do puro encerramento das atividades e abandonos dos espaços à depredação.
O que resulta desta política mútua de desobrigação, falta de compromisso com a infância e de atenção às demandas expressas tanto por conselheiros tutelares quanto pela rede de defesa dos direitos das crianças e adolescente, é uma infância desprotegida, à mercê da violência, do desamparo, desnutrição e do trabalho infantil. Um empobrecimento da infância tanto material quanto de desenvolvimento psicossocial resultante de mães ou adultos responsáveis sem condição de buscar trabalho ou fazendo trabalhos intermitentes, de irmãos maiores cuidando dos pequenos e deixando de ir às aulas, de ingresso tardio para um percurso escolar de aprendizagem e sucesso.
Nem tudo pode ser justificado pela crise econômica! Neste momento é que precisamos de gestores que saibam priorizar a proteção da vida mais vulnerável, que saibam otimizar recursos e parcerias e construam com a cidade o destino de sua gente.
(*) Vereadora PT/PoA por cinco mandato(2000/2020); Presidente da Câmara de PoA em 2011, presidente da Comissão de Educação Cultura, Esporte e Juventude em vários anos e líder da bancada do PT também em várias ocasiões. Atuante nos Movimentos Sociais de luta pelos direitos da Criança e do Adolescente, moradia popular, inclusão e contra toda forma de discriminação.
Instituto Elisabetha Randon
Instituto Elisabetha Randon completa 15 anos em junho
Fotos: João Lazzarotto- Memorial Randon – Jeanine Pacholski
Fundado em 2003, o Instituto Elisabetha Randon (IER), que nasceu como uma Organização da Sociedade Civil com Interesse Público – OSCIP, completa 15 anos em 26 de junho, tendo beneficiado milhares de pessoas e a comunidade por meio de iniciativas voltadas à promoção da cidadania e do desenvolvimento social. Tratam-se de ações direcionadas à educação, à cultura, à assistência social e ao estímulo à prática do voluntariado, através de programas como o Florescer, Florescer Iniciação Profissional, Vida Sempre, Ser Voluntário, Rede Parceria Social e Memorial Randon.
A data já começa a ser comemorada nesta segunda-feira (18/06), em reunião-almoço na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul - CIC que abrirá espaço à manifestação da diretora-presidente do Instituto, Maurien Randon Barbosa, para exibição de um vídeo com as principais ações realizadas neste período. Também haverá, a convite da Diretoria de Desenvolvimento Social da CIC e do IER, uma palestra com o sociólogo e cientista social, Léo Voigt, que abordará o tema “O Investimento na comunidade compõe o capital social da empresa”.
Para Maurien Randon Barbosa, a trajetória do IER pode ser considerada vitoriosa por conta da determinação das Empresas Randon em manter os investimentos sociais, apesar das cíclicas crises econômicas que atingem as empresas, especialmente a mais recente e prolongada dos últimos três anos. “Por tudo isto, registro nossa gratidão especial aos funcionários e às empresas e instituições que contribuem de alguma forma para mantermos as iniciativas de responsabilidade social”, observa a diretora-presidente.
Florescer Iniciação Profissional – Concluída a formação no Florescer, os beneficiários ingressam no Programa Florescer Iniciação Profissional, que oferece cursos técnicos, em parceria com o SENAI, para formação no campo da iniciação profissional, e supre necessidades de qualificação técnica dos adolescentes de 15 a 16 anos. Instituído em 2013, o Florescer IP já formou 544 jovens.
INSTITUTO ELISABETHA RANDON
VISÃO: Ser referência nacional em desenvolvimento social.
MISSÃO: Promover o desenvolvimento social, através de suas ações e programas.
fróes, berlato associadas
Coordenação/Porto Alegre: Gladis Berlato: gladis@froesberlato.com.br (51-3388.6848)
Em Caxias do Sul: Régis Vargas: regis.vargas@randon.com.br (54-3239.4314)
Em Caxias do Sul: Régis Vargas: regis.vargas@randon.com.br (54-3239.4314)
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