quinta-feira, 14 de abril de 2011

Violência no Brasil


O impacto econômico da violência no Brasil



Direitos básicos do cidadão no Brasil são colocados no segundo plano. O direito à vida, à liberdade e ao patrimônio são desconsiderados na nossa  sociedade. Desconsideramos até mesmo que estes direitos são sinônimos quando observados sob e em respeito à Filosofia da Liberdade¹.

¹ http://isil.org/resources/introduction-portuguese.swf

Vivemos aos espasmos, a comoção toma conta quando mais uma tragédia é anunciada ou quando somos vítimas dela. Somente então se debate a violência. Políticos se adiantam trazendo a solução para combater a violência, mostram incompetência, pois a violência não se combate, mas se previne. Mas desconsideramos igualmente que ela tem um impacto econômico.

Desconsideramos igualmente que a violência não leva apenas as dores das tragédias individuais para dentro das famílias, ainda que, quando se manifesta no âmbito das relações sociais ou familiares, esse viés da força como instrumento do medo seja o que há de mais perceptível pelo cidadão, o fazemos por conta de que hoje estamos inseridos em uma oclocracia² e não sob uma democracia² de fato.



Ainda não cooptado e dirigido de forma ideológica, foi apresentado em passado recente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA um estudo que mostrava que o Brasil perde por ano 5% do seu PIB com os gastos públicos em segurança, sistema penal e saúde, e com os gastos do setor privado com segurança própria, segurança e prejuízos por furtos, roubos e perdas humanas.

O estudo infelizmente teve pouco impacto, optou-se por dar mais credibilidade às demandas ditas sociais, à oclocracia².

Se encontrarmos o valor a partir do PIB atual, temos um número que impressiona, mas infelizmente o resultado é fruto de um cálculo conservador, subestimado. O Banco Mundial estima em 7,5% do PIB e outras entidades internacionais como a Organização Mundial de Saúde trabalham com um índice maior – 8% do PIB. Eu estimo em mais de 10%, pois levo em conta inúmeros outros fatores como a perda de receita com o turismo. Transfira-se, ainda que contabilmente, essa verba para setores historicamente dependentes de novas fontes de recursos, como a própria justiça e segurança pública, ou outros que complementem uma política social que de fato atenda o cidadão, como educação fundamental e saúde preventiva, e se terá uma ideia de o quanto cada cidadão é vítima também da sangria decorrente da violência.

E o tempo que perdemos com a violência, ela toma mais de 20% do espaço na mídia, substitui informações importantes como a vinculação de práticas de gestão que poderiam levar a uma sociedade ambientalmente correta ou diminuirmos o grave desperdício de alimentos no Brasil, que desde a produção até a mesa do brasileiro é superior a mais de 30% de todo alimento produzido no Brasil.

E é imensuráveis o estrago emocional que a violência provoca na vida das famílias por ela diretamente atingida, e disso dão conta as tragédias pessoais que, com preocupante assiduidade, freqüentam o noticiário policial.
Do ponto de vista econômico a fatura é salgada no bolso do brasileiro, o mesmo que paga os mais altos impostos do mundo,  ele que compete na hora de tomar emprestado com um Estado perdulário e voltado ao clientelismo político, com seu capitalismo de comparsas e seu socialismo de privilegiados, desconsiderando o mercado e a educação fundamental e saúde pública como prioritários.

Mas há outro aspecto a piorar o quadro: dados da Demografia das Empresas, do IBGE, mostram que o Rio foi a unidade da Federação com a menor criação de empresas na última década.
Entre as causas do baixo desempenho está o medo dos investidores e empresários de investir sem a contrapartida da segurança garantida pelo poder público. O mesmo ocorre em todo o Brasil, que também por outros motivos deixou de ser atrativo a investimentos, mas tão somente atrativo para aplicações financeiras movidas pelo endividamento público de um Estado inchado, de um Estado emPTizado e com suas estatais nePTizadas.

Portanto, qualquer que seja o ângulo pelo qual sejam analisadas as implicações da violência, a constatação é de que ela se manifesta sempre como instrumento de desgraça. Por si só, este é um dado que deveria nortear a ação do poder público estadual no sentido de dar à sociedade a segurança que deveria decorrer do recolhimento de uma pesada conta tributária.


Entendo que o cidadão é penalizado no mínimo oito vezes:

1.     paga impostos para ter serviços públicos de segurança pública e justiça, aqui incluídos os seus primeiros passos dados pela polícia judiciária (Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Técnica ou Polícia Técnico-científica) e lá a prevenção ao crime que não pode realizar ou não é desejável que faça, onde o Estado deve atuar subsidiariamente³;

2.     aloca recursos próprios na segurança pessoal, familiar e patrimonial, a segurança que pode realizar ou está ao seu alcance, como equipar sua residência, adquirir uma arma e se capacitar a usá-la, contratar empresas privadas que lhe farão a vigilância, proteção de executivos ou a escolta – prevenção ao crime que é desejável que o faça em respeito ao princípio da subsidiariedade³;
3.     aloca recursos ampliando ou dotando sua residência e outros imóveis com muros e cercas, encarecendo o custo das construções em quase um terço, bem como retirando a harmonia ambiental de um paisagismo mais humano;
4.     sofre os resultados (prejuízos materiais, morais, físicos, sem contar as vidas humanas que são imensuráveis) da violência e a impunidade devido a falta de justiça;
5.     sofre o aumento do custo de vida resultante dos custos em toda cadeia de produção e de prestação de serviços devido a violência, custos que são incorporados aos produtos e serviços, como a necessidade de escolta privada no transporte de mercadorias pelas auto-estradas brasileiras, custo devido abusivos valores de seguro, custos com as perda produtos devido a furtos e roubos, pirataria, descaminho, etc. e custos que inibem o investimento no Brasil por parte de empresas nacionais e multinacionais, limitando assim o mercado e o fornecimento de melhores produtos e serviços;
6.     tem que se contentar ao ver os policiais propositalmente mal remunerados para que estes tenham necessidade de complementar a renda vendendo proteção privada a "cafetões" e agenciadores – a maioria formada por políticos como o proprietário do castelo de Neuschwanstein brasileiro -  para que possam ter um mínimo de dignidade, quando não eles mesmos se tornam criminosos formando milícias - ver as forças que atuam na prevenção sendo privatizadas em benefícios de poucos através das empresas de vigilância, escolta, proteção a executivos e autoridades, etc. que assim cooptam policiais para a dupla ou tripla jornada de trabalho;
7.    a impunidade crescendo no Brasil devido a polícia judiciária ser administrada politicamente - com falta de recursos, isto é, ela não ser de fato uma função do Estado como o é o Ministério Público ou o Judiciário, muito embora desempenhe funções ligadas à justiça, aos seus primeiros passos na esfera criminal;
8.  E o que é pior, ver nossas autoridades subjugando o Brasil aos ditames do Foro San Pablo, entidade que abriga grupos de narco traficantes e dá sustentação a "presidentes" de países vizinhos que são identificados como "cocoleros" e que tornaram o Brasil seu principal mercado consumidor.


O resultado é o custo de vida crescente, piores condições de qualidade de vida e a sonegação, a corrupção e falta de transparência nas contas públicas: a injustiça.

Não podemos e não devemos administrar o Brasil com a lanterna na popa ou olhando pelo espelho retrovisor, assim como também não podemos ficar indecisos entre a causa e o efeito, pois  estamos nos concentrando em apontar os efeitos como causas, ou o que é pior, perpetuando a cultura da lombada, apresentando soluções para os efeitos.
Não podemos inverter as coisas, como bem nos lembra o Luciano Pires em seu livro: "Nóis...qui invertemo as coisa."

 


“No Brasil de hoje não é mais o mérito que determina o valor das pessoas, mas sua ideologia. Sua cor. Sua raça. Falar bem o idioma é motivo de piada. Ser elite é quase uma maldição. Música de sucesso é aquela que for mais escatológica. O homem honesto aparece na televisão como se fosse algo inédito. Roubar é normal. Bala perdida é normal. Corrupção é normal. Vivemos uma inversão de valores sem precedentes e é contra esse estado das coisas que devemos gritar” (Luciano Dias Pires Filho)




“Um Estado, o chamado 1º Setor, deve apenas atuar subsidiariamente frente ao cidadão e não estar voltado para ocupar o papel que cabe ao 2º Setor - pois assim se cria o estado empresário e com ele fomenta-se o  clientelismo, a corrupção  e o nepotismo - ou 3º Setor - pois assim se promove o Estado populista que cria ou alimenta os movimentos (antis)sociais, o paternalismo e o assistencialismo, bem como que abre espaço para a demagogia político e perda da liberdade e responsabilidade do cidadão. Caso contrário ele acaba criando o 4º Setor - quando o poder coercitivo (tributação, defesa nacional, justiça - incluindo seus primeiros paços através da polícia judiciária - e segurança pública) do Estado deixa de ser exercido por ele e é tomado por parte de segmentos desorganizados ou não da sociedade - cria-se então o Estado contemplativo, que prega a mentira, pratica a demagogia e o clientelismo político, com seu capitalismo de comparsas e seu socialismo de privilegiados, e cria o caos social através da violência e desrespeito às leis”. (Gerhard Erich Boehme)



“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. (Jean-Paul Sartre)

Gerhard Erich Boehme

Outras Palavras


bibliotecadiplô e OUTRASPALAVRAS
Boletim de atualização de Outras Palavras e Biblioteca Diplô - Nº 49 - 13/4/2011


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Assim se armou o Japão nuclear

Radiografia de um programa que envolveu ocultamento de riscos, ambição militar e desprezo tecnocrático pela democracia. Pergunta incômoda: algum país teria feito melhor? Por Gavan McCormack, do Le Monde Diplomatique

Yes, nós temos bananas
Riqueza do Brasil em produtos primários não é, necessariamente, maldição. Mas país precisa definir políticas claras, para convertê-la em desenvolvimento sustentável para todos. Por Felipe Amin Filomeno
Na net, toda a polêmica sobre o Código FlorestalDebate sobre mudanças na lei e suas consequências está na rede. A seguir, um guia para acompanhá-lo e tomar posição. Por Iara Vicente
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OUTRAS MÍDIAS
Em nosso blog, uma seleção de textos publicados na blogosfera brasileira


A farra rebelde do Coletivo Dolores contra a Shell
A noite memorável em que um grupo de teatro recebeu prêmio denunciando as tramóias do patrocinador – na armação de golpes de Estado e privatização da Cultura. Por Michelle Amaral, no Brasil de Fato
Costa do Marfim: o que a mídia não conta
Flávio Aguiar resgata a história do país africano e revela: deposição de Gbagbo não é vitória da democracia, mas consagração da presença francesa no país. No Blog do Velho Mundo
Reportagem revela que são os bacrim – grupos reconstituídos de milícias, que mataram quase duas pessoas por dia em 2010 e agora desafiam sociedade e novo governo. Por Simone Bruno, no Opera Mundi
“Parem de maltratar Bradley Manning” Depois da Anistia e ONU, 295 juristas norte-americanos exigem fim das práticas “semelhantes a tortura” empregadas contra ex-soldado que teria informado Wikileaks. No Esquerda.net
“Formar para o mercado”, conceito moribundoNum mundo em que já não há separação entre trabalho e vida, a universidade só terá sentido se contribuir para inventar novas formas de intervenção na sociedade. Por Cézar Miglioni, no Polis+Arte
O desgaste da política e o viés oligárquicoNovos estudos revelam: a função de parlamentar é cada vez mais restrita a um pequeno número de famílias – sinal de que fracassa o princípio da representação política. Por Edson Sardinha e Renata Camargo, no Congresso em Foco
Para um Brasil de energia limpaUm encontro em Florianópolis sugere alternativas para ampliar a presença das fontes limpas – e dos pequenos produtores – na geração de eletricidade no país. Por Fabiano Ávila, no Carbono Brasil

Nosso mar de agrotóxicos – e seus efeitosBaseada em latifúndio e monocultivos, agricultura brasileira já consume 1 bilhão de litros de venenos, que contaminam água, solo e seres humanos. Por Danilo Augusto, na Radioagência NP

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Império da Zona Norte

Samblog - clicRBS


Posted: 13 Apr 2011 07:30 AM PDT
Por alguns dias, o Império da Zona Norte teve dois casais de mestre-sala e porta-bandeira. E não são quaisquer casais.
Enquanto Isabel e Alexandre mantinham seu compromisso com a escola, a direção negociava a contratação de Marcelinho e Giza (releia aqui), até então da Imperatriz Dona Leopoldina. Desde o início das tratativas, na semana passada, foram reuniões e reuniões com cada um dos casais.
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As negociações
De um lado, Giza e Marcelinho debatendo questões contratuais. De outro, Isabel e Alexandre conversando com a direção ainda sobre o Carnaval 2011 e esperando um posicionamento da escola. Oficialmente, eles ainda estão contratados.
No meio do “disse-me-disse”, o Facebook servia de testemunha a declarações de pessoas ligadas aos bastidores das negociações, como o comentário da esposa de Marcelinho de que ele já era, sim, Império da Zona Norte. Mas o Império ainda não disse a Isabel e Alexandre que o casal não estaria nos planos para 2012. Não disseram na primeira reunião, continuaram não dizendo… E o desligamento ainda não aconteceu.
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Mas então, como fica?
Embora o Império da Zona Norte ainda não confirme e o próprio casal prefira manter o silêncio, Marcelinho e Giza serão o mestre-sala e a porta-bandeira da escola para o Carnaval 2012. O anúncio oficial deve ser feito na sexta-feira.
Quanto a Isabel e Alexandre, eles aguardam e, por força de contrato (válido até 2012) e ética, sequer conversam sobre propostas. Propostas, inclusive, que já aconteceram. Se dependesse do presidente Mauricio, eles já estariam na Imperatriz.
Posted: 13 Apr 2011 07:00 AM PDT
“Gostaríamos de agradecer toda a comunidade da Imperatriz Dona Leopoldina pelo carinho e pela acolhida que tivemos nesses dois anos de trabalho na escola. Goi, sem dúvida, uma das maiores provas de identificação mútua entre a comunidade e seu casal de mestre-sala e porta-bandeira.
Junto com todos vocês, conquistamos o título inédito de campeões do Carnaval 2010. Queremos ainda agradecer ao presidente Maurício, à sua diretoria e a todos os nossos colegas (destaques) pela oportunidade de compartilhar momentos de dificuldades, tristezas e alegrias.
A Imperatriz ficará marcada para sempre em nossas carreiras. Com isso, estamos anunciando oficialmente nosso desligamento da entidade.
Um grande abraço a todos, MARCELINHO E GIZA”
Posted: 13 Apr 2011 06:30 AM PDT
Passado um mês do fim do Carnaval 2011, a escola Império do Sol já se prepara para brigar pelo retorno ao Grupo Especial. Para isso, começa reorganizando a equipe.
O primeiro novo nome é o de Alan Silva, diretor de Carnaval da Majestosa do Vale para 2012. Samblogueiro participativo, ele leva consigo a experiência de ter atuado como dirigente em escolas como Acadêmicos da Orgia, Imperadores do Samba e Imperatriz Dona Leopoldina.
Assim que chegou, Alan, juntamente com a direção da escola, tratou de formar uma Comissão de Carnaval para desenvolver todo o trabalho:
— A Comissão já trabalha na elaboração do tema-enredo e na contratação de destaques. Também realizará a captação dos recursos necessários para a confecção de alegorias, adereços e fantasias, bem como para a remuneração dos profissionais contratados e a infraestrutura em geral — escreveu ao Samblog Marcelo Dias Silva, integrante da Comissão de Carnaval.
O comando do barracão, o enredo e o quadro de destaques serão anunciados em breve.
Posted: 13 Apr 2011 04:00 AM PDT
Antes de anunciar seu enredo (aqui), os Imperadores do Samba já mexiam em seu time para o Carnaval de 2012. Apostando na formação de talentos, o diretor de Carnaval, Bráulio Pontes, buscou alguns nomes para segundos e terceiro postos.
Como William, novo segundo mestre-sala da escola. Ele vem da União da Vila do IAPI para fazer dupla com a porta-bandeira Thais, que permanece. Com ele, desembarcam do Expresso da Alegria o segundo casal de passistas, Taís e Sandro (foto), que inclusive são os vencedores do troféu Udesca deste ano para o subquesito. A última mudança oficializada é a troca da terceira passista, Tainara, que fará par com Rafael.
— O Imperador resolveu apostar. A Taís e o Alecsandro já trabalharam comigo na Candinha. Fui eu que levei os dois para a Vila — disse ao Braulinho ao Samblog.
Em breve, deve haver mudança em outro subquesito. Haveria tratativas, mas nada é oficial ainda. Um quesito também pode mudar, mas nada que se possa confirmar também, pois depende do que ocorrer nas próximas semanas e da própria vontade de destaques da vermelho e branco. Até o dia 10 de maio, a escola deve ter todos os seus nomes definitivos para 2012.
Posted: 13 Apr 2011 02:00 AM PDT
Faleceu no sábado, dia 5, a coordenadora da ala de baianas da escolas do Grupo de Acesso Acadêmicos da Orgia. Salete (cujo sobrenome a escola não informou) teve passagens também pela tribo Os Comanches e pela direção dos Filhos da Candinha.
— Em pouco tempo desenvolvendo um trabalho sério na escola e por ser uma pessoa de um coração maravilhoso, rapidamente conquistou a confiança e o carinho de todos — disse Emerson Waner, diretor de Carnaval do Acadêmicos.
A escola não divulgou a razão da morte. Abaixo, leia a mensagem que a direção de Carnaval deixou:
“Salete, a família Verde e Branco te saúda e lamenta muito a sua perda.
A fé é como uma bússola que direciona os navios incertos para o mar da serenidade. Neste momento de despedida, é a fé que nos fortalece para a continuidade de nosso cotidiano, entregando a Deus os nossos passos e tendo a certeza da existência da vida eterna.
“As pessoas boas não morrem, ficam encantadas”, disse Guimarães Rosa. É assim, encantada, que permanece nossa Salete. Seus gestos e seu riso estão encantados e podem ser vistos em cada criança e em cada coração aberto, desta escola e de sua familia e amigos.
Sua despedida nos remete a complexa mistura de pranto e riso. Nosso pranto é de dor e de saudade mas a lembrança mais forte que Salete nos deixa é de riso, de alegria, de felicidade e muita dedicação.
A amizade de Salete sempre foi intensa em todos os momentos e ela soube deixar entre nós a marca de uma personalidade ímpar, inesquecível. Será lembrada por todos nós aqui da Verde e Branco da Ipiranga, porque soube ser amiga de todas as gerações, desde a criança até o idoso; e alegria de viver, foi sua maior lição deixada aqui na terra.
Salete, siga em paz, segure nas mãos de Deus! Seja acolhida pela Grande Mãe. Sua missão foi  cumprida e sua lembrança está eternizada em nossos corações.”
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Workshop




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CEN Brasil.
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Carta Aberta

Compas. dos movimentos negro, feminista e GLBT,
 
       Ajudem a divulgar a campanha, enviando esta mensagem para artistas conhecidos e o povo em geral. Vamos transformar esta Virada num grande de dia para dizer "Basta à homofobia".
 
       Beijos militantes,
 
       Wilson
 
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CARTA ABERTA AOS ARTISTAS

É hora da Virada, chega de Homofobia !
Basta de Violência! Basta de impunidade para os agressores!

Nós, organizações e ativistas da luta anti-homofobia, queremos fazer um convite a transformarmos a Virada Cultural em um espaço contra o preconceito e todo o tipo de discriminação e violência. Esta é uma luta na qual, historicamente, artistas têm tido um papel fundamental e que, hoje, mais uma vez a sua voz se faz necessária.

No último período, temos assistido a uma escalada da violência e ações de guangues homofóbicas, racistas e sexistas, em episódios cujas frequência e gravidade exigem de todos uma reação. A lista parece não ter fim: manifestações públicas de grupos neonazistas, lâmpadas estouradas no rosto de homossexuais, soco inglês e até bombas caseiras.

A onda de agressões na região da Paulista e Augusta continuou, como no caso do ativista Guilherme Rodrigues, atacado no final de março. A ponto de a polícia especializada considerar hoje a região como uma “Faixa de Gaza”.

Isto tudo, no entanto, é apenas a ponta de um verdadeiro "iceberg" já que existem tantos outros casos que se perdem no silêncio cotidiano, sem alcançar repercussão. A própria Virada Cultural, um momento de alegria, tem sido palco de inúmeros ataques homofóbicos, quase sempre ignorados ou tomados como “brigas”, e registrados como “lesão corporal”.

Temos tentando reagir a tudo isto através protestos permanentes. Mas, acreditamos que esta batalha só será vitoriosa quando conseguirmos a solidariedade "ativa" dos que não acham que agressões assim possam ser consideradas “normais”. Agora, é preciso que todos repudiem o preconceito, tanto o das esquinas quanto o que se encontra nos corredores do Congresso, em gente como o fascista Bolsonaro, e suas lamentáveis declarações racistas e homofóbicas.

Nossa maior ameaça é o silêncio, o medo. E contra isso, vocês, artistas, podem cumprir um papel muito importante. Nesta Virada Cultural, convidamos todos os grupos, coletivos e artistas que estarão no evento a levantarem sua voz, usarem sua arte ou de qualquer outra forma manifestarem seu apoio à luta pela liberdade de expressão e pela diversidade da experiência humana, contra qualquer forma de violência.

Seria fantástico se na abertura de cada peça de teatro, se num gesto da coreografia, na improvisação da performance, cada um de vocês se juntassem a nós (gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros, negros, mulheres e todo este "arco-íris" que forma a espécie humana) em um grito que se faça ouvir em todos os cantos: BASTA!

Criatividade vocês têm de sobre. Então só precisamos de sua solidariedade. Faça um gesto. Dê uma palavra. Algo muito simples, mas que, com certeza, fará muita diferença na vida de muita gente que não quer mais o silêncio.

É hora da Virada, chega de Homofobia e preconceito! Basta de Violência! Basta de Impunidade!

Para mais informações, entre em contato, através deste e-mail ou dos seguintes:

MOVIMENTOS CONTRA HOMOFOBIA:

Guilherme Rodrigues: guiaarodri@hotmail.com

CSP – Conlutas: Dirceu Travesso – dirceutravesso1@gmail.com – Tel.: (11) 8923-7648

GT GLBT (CSP-Conlutas): Douglas Borges: camaradadoug@hotmail.com

ANEL (Associação Nacional de Estudantes): anel.sp.glbt@gmail.com

Revista no Presidio de Vacaria RS


Presídio de Vacaria (Foto: RD Fátima)
Desde as 5 horas da madrugada desta quinta-feira, 14/04, 50 agentes penitenciários e 48 policiais militares realizam uma inspeção nas celas do Presídio Estadual de Vacaria.

No local, já foram encontrados celulares, facas artesanais e drogas. Segundo o delegado penitenciário regional, Hélio Souza Fraga Filho, os objetos entram no prédio por intermédio das visitas ou sendo arremessados por cima do prédio.

A fiscalização deve se estender até o final da manhã.
por Fábia Schüler , dia 14/04/2011 às 08:12

Racismo em Caxias do Sul RS

quarta-feira, 13 de abril de 2011

RACISMO EM CAXIAS DO SUL

Entidades em defesa do negro repudiam caso de racismo ocorrido em Caxias do Sul
Fundador de rede de supermercados foi denunciado por operadora de caixa.
Uma frase proferida pelo fundador de uma rede de supermercados para a operadora de caixa Queren Pereira de Souza Oliveira, 23 anos, fez entidades em defesa do negro se manifestarem contra o acusado de racismo, Orlando Andreazza, 80. Grávida de sete meses, Queren registrou ocorrência por ser abordada com a seguinte pergunta:

— Você sabe a semelhança entre um Fusca quebrado na esquina e uma negra barriguda?

Uma funcionária teria dito em seguida:

— Você não entendeu? Os dois estão esperando um macaco!

Para o presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra (Comune), Sérgio Ubirajara da Silva Rosa, esse tipo de fato não é isolado, e ainda há muito preconceito em Caxias:

— Uma brincadeira dessas sempre tem um fundo de preconceito. Tanto é verdade que não causou indignação nos demais funcionários, que terminaram rindo de tudo. Eles também não são muito diferentes de quem fez a brincadeira estúpida.

O diretor da União de Negros pela Igualdade (Unegro) em Caxias disse que chega ao seu conhecimento, em média, cinco casos por ano de trabalhadores reclamando de racismo nas empresas.

— É de se responsabilizar a empresa, porque é onde a jovem exercia sua função. O proprietário deveria ser exemplo por estar empregando, mas no íntimo dele a questão racial é forte e ele acabou faltando com respeito _ opina.

Coordenador da Igualdade Racial, órgão da Secretaria de Segurança Pública e Proteção Social, Diógenes Antônio de Oliveira Brazil também lamentou o episódio:

— São pessoas que guardam a maldade dentro delas. Quando ele externa esse tipo de sentimento é porque tem uma antipatia com a comunidade negra. Ela vai precisar de um tratamento psicológico por conta do fato, mas ele também precisa.

Fonte: Blog do MNU RS