domingo, 19 de setembro de 2010

Guerra dos Farrapos parte 2


Os Farrapos
Farrapos ou farroupilhas foram chamados todos os que se revoltaram contra o governo imperial, e que culminou com a Proclamação da República Rio-Grandense. Era termo considerado originalmente pejorativo, já utilizado pelo menos uma década antes da Guerra dos Farrapos para designar os sul-riograndenses vinculados ao Partido Liberal, oposicionistas e radicais ao governo central, destacando-se os chamados jurujubas. O termo, oriundo do parlamento, com o tempo foi adotado pelos próprios revolucionários, de forma semelhante à que ocorreu com os sans-cullotes à época da Revolução Francesa. Seus oponentes imperiais eram por eles chamados de caramurus ou camelos[6], termo jocoso em geral aplicado aos membros do Partido Restaurador no Parlamento Imperial.
Em 1831, no Rio de Janeiro, havia os jornais Jurujuba dos Farroupilhas e Matraca dos Farroupilhas. Em 1832 foi fundado o Partido Farroupilha pelo tenente Luís José dos Reis Alpoim, deportado do Rio para Porto Alegre. O grupo se encontrava na casa do major João Manuel de Lima e Silva(tio de Luís Alves de Lima e Silva, que viria a ser o Duque de Caxias), casa esta que era sede também da Sociedade Continentino. Em 24 de outubro de 1833, os farroupilhas promoveram um levante contra a instalação da Sociedade Militar em Porto Alegre. [16].
Inicialmente, reivindicavam a retirada de todos os portugueses que se mantinham nos mais altos cargos do Império e do Exército, mesmo depois da Independência, respaldados pelo Partido Restaurador ou caramuru. Os caramurus almejavam a volta de D. Pedro I ao governo do Brasil.
No entanto, é bom notar que entre os farrapos havia os que acreditavam que só tornando suas províncias independentes poderiam obter uma "sociedade chula", ou seja, administrada por provincianos. Havia, portanto, estancieiros, estancieiros-militares, farroupilhas-libertários, militares-libertários, estancieiros-farroupilhas, abolicionistas e escravos que buscavam a liberdade, e assim por diante, numa combinação e interpenetração ideológica sem fim. Inicialmente nem todos eram republicanos e separatistas, mas os acontecimentos e os novos rumos do movimento conduziram a esse desfecho. A maçonaria sulista teve importante papel nos rumos tomados, tendendo aos ideais republicanos.[17]
[editar] A Revolta Farroupilha

Lenço decorado usado pelos Farroupilhas. Acervo do Museu Júlio de Castilhos
No ano de 1835 os ânimos políticos estavam exaltados. O descontentamento de estancieiros, liberais, industriais do charque, e militares locais promoviam reuniões em casas de particulares, destacando-se a figura de Bento Gonçalves. Naquele ano foi nomeado como presidente da Província Antônio Rodrigues Fernandes Braga, chegara ao posto pela indicação de Bento Gonçalves e, apesar de ser rio-grandense, passara tanto tempo servindo o Império na Europa e nos Estados Unidos, logo após seus estudos em Coimbra, que não tinha laços suficientemente sólidos estabelecidos no Rio Grande. [18] Fernandes Braga, apesar de inicialmente ter agradado aos liberais, logo entrou em atrito. Na sessão inaugural da Assembleia Provincial, perante uma plateia majoritariamente hostil acusou os liberais extremados de planejarem separar o Rio Grande do Sul do Império e uni-lo ao Uruguai[19], mencionando Bento Gonçalves[14] e referindo-se também a Lavalleja e ao seu mentor, o indigno Padre Caldas[12]. Houveram protestos e contra-protestos em sessões seguidas, Fernandes Braga ainda tentou corrigir-se e apaziguar os ânimos, mas já era tarde demais.[14]
Na noite de 18 de setembro de 1835, em uma reunião onde estavam presentes José Mariano de Mattos, (um ferrenho separatista), Gomes Jardim (primo de Bento e futuro presidente da República Rio-Grandense), Vicente da Fontoura (farroupilha, mas anti-separatista), Pedro Boticário (fervoroso farroupilha), Paulino da Fontoura (irmão de Vicente, cuja morte seria imputada a Bento Gonçalves, estopim da crise na República), Antônio de Sousa Neto (imperialista e farroupilha, mas que simpatizava com os ideais republicanos) e Domingos José de Almeida (separatista e grande administrador da República), decidiu-se por unanimidade que dentro de dois dias, no dia 20 de setembro de 1835, tomariam militarmente Porto Alegre e destituiriam o presidente provincial Antônio Rodrigues Fernandes Braga.
Em várias cidades do interior as milícias foram alertadas para deflagrarem a revolta. Bento comandava uma tropa reunida em Pedras Brancas, hoje cidade de Guaíba.[14] Gomes Jardim e Onofre Pires comandavam os farroupilhas aquartelados, com cerca de 200 homens, no morro da Azenha[14], o atual cemitério São Miguel e Almas. Também mantinham, no dia 19 de setembro de 1835, um piquete com 30 homens nas imediações da ponte da Azenha[5], comandado por Manuel Vieira da Rocha, o cabo Rocha, que aguardava o amanhecer do dia 20 para investir, junto com o restante da tropa, contra os muros da vila. Porém Fernandes Braga ouvira alguns boatos e desconfiado, mandou uma partida de 9 homens sob o comando de José Gordilho de Barbuda Filho, o 2° visconde de Camamu, fazer um reconhecimento durante à noite. Descuidados e inexperientes, os guardas imperiais se deixaram notar e foram atacados pelo piquete republicano e fugiram, resultando 2 mortos e cinco feridos. Um dos feridos, o próprio visconde, sujo e ensanguentado alertou Fernandes Braga da revolta.[14] Eram 11 horas da noite de 19 de setembro de 1835.

Regente Imperial Padre Feijó
Fernandes Braga ainda tentou organizar uma resistência, ao amanhecer estava junto ao arsenal de guerra, hoje ponta do Gasômetro, tentando reunir homens para a resistência. Porém, até o meio da tarde somente 17 homens se apresentaram para defender a cidade, pois o 8° Batalhão de Caçadores, comandado por João Manuel de Lima e Silva havia se declarado revolucionário[14]. Vendo a escassez de armas e munição, Braga resolve fugir[5] a bordo da escuna Rio-Grandense[20][14], seguido pela canhoneira 19 de Outubro, indo parar em Rio Grande, então maior cidade da Província, não sem antes voltar ao palácio do Governo, pegar alguns documentos e todo o dinheiro dos cofres provinciais.
Os farroupilhas adiaram a investida combinada, devido ao inusitado da noite anterior. Somente ao amanhecer o dia 21 de setembro de 1835[11], chegam às portas da cidade Bento Gonçalves e os demais comandantes, seguidos por suas respectivas tropas. Porto Alegre abandonada, sem resistência, entregou-se aos revolucionários. No resto da província apenas alguns focos de resistência em Rio Pardo e São Gabriel, além de Rio Grande, mantinham os farroupilhas ocupados.
A Câmara Municipal reuniu-se extraordinariamente para ocupar o cargo de Presidente. Na ausência dos vices-presidentes imediatos, assume o quarto vice, Dr. Marciano Pereira Ribeiro.[21] Em 25 de setembro Bento Gonçalves expede uma carta ao Regente Imperial, padre Diogo Antônio Feijó, explicando os motivos da revolta e solicitando a nomeação de um novo Presidente e comandante das armas.[14] Os revoltosos davam, então, o conflito por encerrado.[14]
[editar] A reação imperial
De Rio Grande, Fernandes Braga embarca para o Rio de Janeiro em 23 de outubro[5], capital do Império do Brasil. Uma vez na Corte, Braga passa a sua versão da história, bastante diferente da carta enviada por Bento Gonçalves. O novo indicado José de Araújo Ribeiro[21], veio acompanhado de um verdadeiro aparato de guerra: onze brigues e escunas, além de diversas canhoneiras, lanchas e iates[20], carregados de armamento e muitos soldados imperiais, sob o comando do capitão de mar e guerra John Pascoe Grenfell.
Araújo Ribeiro chegou a Porto Alegre no início de dezembro, devendo tomar posse em 9 de dezembro.[14] Uma confusão em relação ao papel de Pereira Duarte no apoio à causa farroupilha fez com que fosse adiada a posse, retirando-se Araújo Ribeiro para Rio Grande, com intenção de retornar à Corte.[14] Lá foi convencido por Bento Manuel e outros amigos a permanecer, com a promessa de apoio à Presidência[14], tomou então posse perante a Câmara Municipal de Rio Grande, em 15 de janeiro de 1836[5]. Bento Manuel, que havia apoiado a revolta inicial e ainda iria trocar de lado na disputa duas vezes, desloca-se para o interior e depois para Porto Alegre com o intuito de cercá-la.[14] Os liberais receberam a posse de Araújo Ribeiro como declaração de guerra, reunindo seus soldados que estavam dispersos desde outubro, sob a presidência de Marciano Ribeiro.[14]
Como Presidente Imperial da Província, Araújo Ribeiro tratou de recompor seu exército, reunindo oficiais gaúchos contrários aos farroupilhas, como João da Silva Tavares, Francisco Pedro de Abreu (o Chico Pedro ou Moringue), Manuel Marques de Sousa, mais tarde conde de Porto Alegre, Bento Manuel Ribeiro[22], Manuel Luís Osório (hoje patrono da cavalaria do Brasil), e até mesmo contratando mercenários vindos do Uruguai. Administrativamente mandou fechar a Assembleia Provincial, e destituiu Bento Gonçalves do comando da Guarda Nacional, nomeação feita por Marciano José Pereira Ribeiro, desautorizando-o. Inicia aí a resistência em Rio Grande e a perseguição aos revoltosos.
Em abril de 1836, o comandante-das-armas farroupilhas, João Manuel de Lima e Silva, prende o major Manuel Marques de Sousa, que é trazido junto com os demais prisioneiros para o navio-prisão Presiganga. Na noite de 15 de junho de 1836, com a ajuda de um guarda corrupto, os prisioneiros são soltos, e sob o comando de Marques de Sousa, com ajuda de Bento Manuel os Imperiais retomam a cidade de Porto Alegre das mãos dos farroupilhas.[5][14] São presos Marciano Ribeiro, Pedro Boticário e mais 32 revoltosos.[14]
Dias depois, Bento Gonçalves tenta retomar a capital, é rechaçado, e começa um sítio ao redor da cidade que ficou na história como um dos mais longos sítios militares a uma cidade brasileira. Ao todo 1.283 dias, terminando somente em dezembro de 1840. Sem o controle da capital e do único porto marítimo da província, os revoltosos estabeleceram quartel-general na cidade de Piratini.
Em 21 de agosto, as tropas navais de Grenfell têm sua primeira vitória, com as tomadas do forte do Junco[23]. e do forte de Itapoã, num desembarque comandado pelo capitão-tenente Guilherme Parker, [20].
[editar] A proclamação da República
Ver artigo principal: República Rio-Grandense

Proclamação da República Piratini, 1915, por Antônio Parreiras.
No início de setembro de 1836 Antônio de Sousa Neto desloca-se à região de Bagé, onde o imperial João da Silva Tavares, vindo do Uruguai, mantém o desassossego entre os farroupilhas residentes.[14] A Primeira Brigada de Neto, com 400 homens atravessa o arroio Seival e encontra as tropas de Silva Tavares (560 homens) sobre uma coxilha. Era a tarde de 10 de setembro de 1836 quando começa a batalha do Seival. Silva Tavares desce a coxilha em desabalada carga. Neto ordena também a carga de lança e espada, sem tiros. As forças se encontram em sangrento combate. Silva Tavares foge e seus homens são derrotados[5]. Os farrapos ficam quase intactos, enquanto do outro lado há 180 mortos, 63 feridos e 100 prisioneiros.
Donos do campo, os farroupilhas comemoram vibrantemente a vitória. Cresce a vontade separatista de conquistar e manter um país rio-grandense independente, entre as nações do mundo. À noite as questões ideológicas são revistas. Lucas de Oliveira, Joaquim Pedro, republicanos ardorosos catequizam Neto.[14] Argumentam que não há outra saída a não ser enveredar pela senda da independência, não há outro desejo popular a não ser o desejo de liberdade, de abolição da escravatura e de democracia sob o sistema republicano. Se tivesse que acontecer, a hora era aquela, a hora da vitória, do júbilo, da afirmação. Neto passa a simpatizar com a ideia, mas resiste diante de uma provável reprovação de seus pares. Pensa que tal proclamação de uma nova República deveria partir de Bento Gonçalves, o grande comandante de todos os farrapos. Contrapuseram que Bento já se decidira pela República e que hierarquia rígida era coisa do Império. O sistema republicano centra-se no povo, suas vontades e necessidades, e não na elite governativa.
Finalmente, aquiescendo o Coronel Neto, passaram a escrever a Proclamação da República Rio-Grandense que seria lida e efetivada por ele, perante a tropa perfilada, em 11 de setembro de 1836[11].

Azevedo Dutra: Retrato de Antônio de Sousa Netto, século XIX. Acervo do Museu Júlio de Castilhos
Após a cerimônia de Proclamação, irrompem todos em gritos de euforia, liberdade, e vivas à República, com tiros para o alto e cantorias. Logo chega à galope o tenente Teixeira Nunes, empunhando pela primeira vez a bandeira tricolor, mandada fazer às pressas em Bagé. Passa então a desfilar por entre seus companheiros com a bandeira verde, vermelha e amarela da República Rio-Grandense, comemorando sua independência.
Foram conclamadas as demais províncias brasileiras a unirem-se como entes federados no sistema republicano[14], foi criado um hino nacional e bandeira própria do novo estado, até hoje cultivados pelo Estado do Rio Grande do Sul. Também foi estabelecida a capital na pequena cidade de Piratini, donde surgiu uma nova alcunha, República de Piratini.
A partir deste momento, ocorre a falência imediata da Revolta Farroupilha, e o início da Guerra dos Farrapos, propriamente dita. A mudança de posicionamento dos Farrapos foi imediata.
Já não desejavam mais substituir o Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande por outro, pois agora haveriam de ter um Presidente da República independente.
Os combatentes não era mais revoltosos farroupilhas, mas soldados do Exército Republicano Rio-Grandense.
O pavilhão que defendiam não era mais a bandeira imperial verde-amarela, mas a quadrada bandeira republicana verde, vermelha e amarela em diagonal (sem o brasão no meio).
Não lutavam mais por reconhecimento e atenção, mas pela defesa da independência e soberania de seu país.
Já não era mais a luta de revoltosos em busca de justiça, mas uma guerra de exército defensor (republicano) contra exército agressor (imperial);
A república Riograndense tinha escasso apoio nas áreas colonizadas pela recente imigração alemã. Esses imigrantes haviam se fixado na desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo em colônias cedidas pelo Império, no Vale do Rio dos Sinos. Em Porto Alegre, apesar da simpatia de parte das camadas médias, não recebia o apoio popular, que mobilizava outras cidades da Província de São Pedro do Rio Grande. Inicialmente sua base social era originária de liberais, militares, industriais do charque e, especialmente de estancieiros com capacidade de liderar exércitos particulares de "peões", vaqueiros que lhes prestavam serviços ou deles dependiam para subsistência e defesa e cuja obediência e fidelidade era garantida por traços feudais da cultura local; e por escravos, que no meio rural eram incluídos no convívio social dos peões. Como havia interfaces com o Uruguai, também eram contratados elementos de lá provenientes. Os exímios cavaleiros forjados nas lides campeiras, chamados "gaúchos" formavam corpos de cavalaria de choque aptos a travar uma guerra de guerrilha. Esses exércitos dispunham de alta mobilidade e conhecimento do terreno, mas sem dispor de infantaria nem adequada artilharia, os Farroupilhas tinham fraca capacidade bélica contra as cidades fortificadas do Rio Grande e Porto Alegre, e pouca capacidade de defesa das praças que controlava.

Fonte: Wikipédia

Guerra dos Farrapos




Guerra dos Farrapos
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Guerra dos Farrapos
Guilherme Litran, Carga de cavalaria Farroupilha, acervo do Museu Júlio de Castilhos.
Data
20 de Setembro de 1835 ; 1 de Março de 1845
Local
Sul do Brasil
Desfecho
Vitória Militar Imperial;Vitória Política Republicana;Tratado de Poncho Verde;
Intervenientes
República Rio-Grandense República Juliana
Império do Brasil
Principais líderes
Bento Gonçalves Antônio de Sousa Neto Giuseppe Garibaldi Davi Canabarro
Pedro II do Brasil Lima e Silva Marques de Sousa Bento Manuel Ribeiro
Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha são os nomes pelos quais ficou conhecida a revolução ou guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil[1][2], na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul[3], e que resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense[4]. Estendeu-se de 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845.
A revolução, que originalmente não tinha caráter separatista, influenciou movimentos que ocorreram em outras províncias brasileiras: irradiando influência para a Revolução Liberal que viria a ocorrer em São Paulo em 1842 e para a Revolta denominada Sabinada na Bahia em 1837, ambas de ideologia do Partido Liberal da época, moldado nas Lojas Maçônicas. Inspirou-se na recém-finda guerra de independência do Uruguai, mantendo conexões com a nova república do Rio da Prata, além de províncias independentes argentinas, como Corrientes e Santa Fé. Chegou a expandir-se à costa brasileira, em Laguna, com a proclamação da República Juliana e ao planalto catarinense de Lages. Teve como líderes: Bento Gonçalves, General Neto, Onofre Pires, Lucas de Oliveira, Vicente da Fontoura, Pedro Boticário, Davi Canabarro, Afonso José de Almeida Corte Real, Teixeira Nunes, Vicente Ferrer de Almeida, José Mariano de Mattos[5], além de receber inspiração ideológica de italianos carbonários refugiados, como o cientista Tito Lívio Zambeccari e o jornalista Luigi Rossetti[6], além de Giuseppe Garibaldi, que embora não pertencesse a carbonária, esteve envolvido em movimentos republicanos na Itália.[7]. A questão da abolição da escravatura também esteve envolvida, organizando-se exércitos contando com homens negros que aspiravam à liberdade[8][9]
Índice[esconder]
1 Antecedentes e causas
2 Os Farrapos
3 A Revolta Farroupilha
4 A reação imperial
5 A proclamação da República
6 Batalha do Fanfa
7 A Guerra sem Bento
8 Gonçalves assume a presidência
9 Queda da "Tranqueira Invicta"
10 Marinha Farroupilha
11 A República Juliana
12 Os campos de Lages
13 1840: os farrapos perdem território
14 Reforços Liberais
15 Intrigas : O duelo entre Bento Gonçalves e Onofre Pires
16 Negociações de paz e a batalha de Porongos
17 Paz do Poncho Verde
18 Mídia
19 Ver também
20 Referências
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[editar] Antecedentes e causas
Trecho do quadro A batalha dos Farrapos, de Wasth Rodrigues.
Conflitos na História do Brasil- Império -
Primeiro Reinado
Guerra da Independência: 1822-1823
Independência da Bahia: 1821-1823
Confederação do Equador: 1824
Guerra contra as Províncias Unidas: 1825-1828
Revolta dos Mercenários: 1828
Período Regencial
Federação do Guanais: 1832
Revolta dos Malês: 1835
Cabanagem: 1835-1840
Farroupilha: 1835-1845
Sabinada: 1837-1838
Balaiada: 1838-1841
Segundo Reinado
Revoltas Liberais: 1842
Revolta Praieira: 1848-1850
Guerra contra Oribe e Rosas: 1851-1852
Ronco da Abelha: 1835-1845
Questão Christie: 1863
Guerra contra Aguirre: 1864
Guerra do Paraguai: 1864-1870
Revolta dos Muckers: 1874
Revolta do Quebra-Quilos: 1874-1875
A justificativa original para a revolta baseia-se no conflito político entre os liberais, que propugnavam modelo de estado com maior autonomia às províncias[10], e o modelo imposto pela constituição de D. Pedro I, de caráter unitário. Além disso, havia disseminação de ideais separatistas, tidos por muitos gaúchos como o melhor caminho para a paz e a prosperidade, seguindo o exemplo da Província Cisplatina.
O movimento também encontrou forças na posição secundária, tanto econômica como política, que a Província de São Pedro do Rio Grande ocupava no Brasil, nos anos que se sucederam à Independência. Diferentemente de outras províncias, cuja produção de gêneros primários se voltava para o mercado externo, como o açúcar e o café, a do Rio Grande do Sul produzia principalmente para o mercado interno. Seus principais produtos eram o charque e o couro, altamente tributados.[10] As charqueadas produziam para a alimentação dos escravos africanos, indo em grande quantidade para abastecer a atividade mineradora nas Minas Gerais, para as plantações de cana-de-açúcar e para a região sudeste, onde se iniciava a cafeicultura[5]. A região, desse modo, encontrava-se muito dependente do mercado brasileiro de charque, que com o câmbio supervalorizado, e benefícios tarifários, podia importar o produto por custo mais baixo[11]. Além disso, instalava-se nas Províncias Unidas do Rio da Prata, uma forte indústria saladeiril, da qual participava Rosas, e que, junto com os saladeros do Uruguai (que deixara de ser brasileiro) competiria pela compra de gado da região, pondo em risco a viabilidade econômica das charqueadas sul-riograndenses. Consequentemente, o charque rio-grandense tinha preço maior do que o similar oriundo da Argentina e do Uruguai, perdendo assim competitividade no mercado interno. A tributação da concorrência externa era uma exigência dos estancieiros e charqueadores[11]. Essa tributação não era do interesse dos principais compradores brasileiros que eram os que detinham as concessões das lavras de mineração, os produtores de cana-de-açúcar e os cafeicultores, pois veriam reduzida a lucratividade das mesmas, por maior dispêndio na manutenção dos escravos.
Há que considerar, ainda, que o Rio Grande do Sul era região fronteiriça aos domínios hispânicos situados na região platina. Devido às disputas territoriais nessa área, nunca fora uma Capitania Hereditária no período colonial e, sim, parte de seu território, desde o século XVII ocupado por um sistema de concessão de terras a chefes militares. Esses dispunham de capacidade de opor-se militarmente ao fraco exército imperial na região. Ainda mais, na então ainda recente e desastrosa Guerra da Cisplatina, que culminou com a perda da área territorial do Uruguai, anteriormente anexada ao Brasil, as posições dos militares e caudilhos locais foram sobrepujadas por comandos oriundos da corte imperial (como o Marquês de Barbacena). Os contatos frequentes, inclusive negócios do outro lado da fronteira, mostraram aos caudilhos locais as vantagens de uma república, com suas bandeiras de igualdade, liberdade e fraternidade trazidas da Revolução Francesa[5]. Além disso a imposição de presidentes provinciais por parte do Governo imperial ia contra o direcionamento político da Assembleia Legislativa Provincial do Rio Grande do Sul, criando mais um motivo de desagrado da elite regional.[10]
Também é preciso citar o conflito ideológico presente no Rio Grande do Sul que havia sofrido diversas tentativas menores de criação de uma república, iniciando com as tentativas insanas de Alexandre Luís de Queirós e Vasconcelos que proclamou a república três vezes no início do século XIX[12], ou a Sedição de 1830, que visava substituir a monarquia pela república em Porto Alegre e que teve a participação de diversos imigrantes alemães (Otto Heise, Samuel Kerst e Gaspar Stephanousky), mas foi prontamente sufocada [13].
O descontentamento reinante na província foi objeto de diversas reuniões governamentais, especialmente a partir de 1831, quando começam a circular insistentes boatos sobre a separação da província visando unir-se ao Estado Oriental, também preocupados com informações de que, na fronteira, se pregava a revolução, sendo prometida a liberdade aos escravos.[12] No Uruguai vivia refugiado o padre Caldas, revolucionário da confederação do Equador, que mantinha um jornal de idéias republicanas, além de animada correspondência com os comandantes da fronteira, incluindo Bento Gonçalves.[14]
O conflito ideológico foi exacerbado com a criação da Sociedade Militar[15], no Rio de Janeiro, um clube com simpatia pelo Império e fomentador da restauração de D. Pedro I no trono brasileiro[14]. Um dos seus líderes foi o Conde de Rio Pardo, que ao chegar a Porto Alegre em outubro de 1833, fundou ali uma filial. Os estancieiros rio-grandenses não viam com bons olhos a Sociedade Militar e pediam que o governo provincial a colocasse na ilegalidade. Entre os protestos eclodiu uma rebelião popular, liderada pelos majores José Mariano de Matos e João Manuel de Lima e Silva que foi logo abafada e seus líderes punidos.




Fonte: Wikipédia

Semana Farroupilha



TEMA ANUAL



“Farroupilhas: ideais, cidadania, revolução,”

A proposta de trabalho para o tema de 2010 é representada através de três aspectos: - Os ideais: explorar as razões que levaram os farroupilhas a se colocarem em posição antagônica ao Império. Questões como os altos impostos sobre a terra e sobre a produção de charque, a idéia de República e de Federalismo, o direito de escolher (eleger) os representantes políticos, o direito ao tratamento homogêneo entre os servidores militares.- A cidadania: os farroupilhas enquanto cidadãos, com famílias, com propriedades, com direitos civis, com deveres de cidadãos. A questão da falta de escolas e do analfabetismo. A questão do trabalho campeiro. Destacar momentos de lazer e descontração com jogos, bailes, carreiras, e explorar a questão da religiosidade através da presença da Igreja católica nas questões políticas, dos casamentos e batizados.- a Revolução: a decisão extrema de pegar em amas para fazer valer direitos cidadãos e para alcançar os ideais que os moviam. Mostrar a movimentação das tropas no território, destacar a vida nas três capitais farroupilhas.
Nesse contexto destacamos as figuras mais importantes da Revolução, tais como: - Bento Gonçalves da Silva- Antônio de Souza Netto- José Gomes Vasconcelos Jardim- Onofre Pires da Silveira Canto- Joaquim Teixeira Nunes- David Canabarro- Antonio Vicente da Fontoura- Domingos José de Almeida- Manoel Lucas de Oliveira- José Mariano de Matos- Padre Francisco da chagas Martins de Ávila e Sousa- Padre Hildebrando de Freitas pedroso Os estrangeiros:- Giuseppe Maria Garibaldi- Luigi Rosseti- Tito Livio Zambecari- John Pascoe Grenfell O objetivo é mostrar tanto os aspectos revolucionários quanto os aspectos de cidadãos e suas famílias fazendo aparecer no cenário às mulheres que, de uma forma geral, são esquecidas pela historiografia.Podemos trabalhar o desfile temático em 10 invernadas teatralizando:1.A vida em família;2.O trabalho: lida do campo e charqueadas;3.A religiosidade: presença do padre, o casamento e o batizado;4.As festas: um fandango, a chula, a tava e o truco;5.Os ideais farroupilhas: assembléia provincial e as lojas maçônicas;6.Apresentação dos líderes, com suas características;7.Os estrangeiros engajados na idéia republicana;8.A revolução: três capitais farroupilhas – Piratini, Caçapava do Sul e Alegrete;9.A proclamação da república, a bandeira e o hino; 10.Os líderes e seus destinos no pós Revolução.
Fonte: http://www.semanafarroupilha.com.br/

Desfile Farroupilha em Porto Alegre RS

Polícia Civil participa do Desfile Farroupilha 19/09/2010 12:40
A Polícia Civil participará, nesta segunda-feira (20/09), do Desfile Farroupilha de 20 de setembro. O evento terá início às 8h30, na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, com a revista da tropa pela Governadora e duração estimada em uma hora. A Polícia Civil começa sua participação com apresentação da Banda Marcial do Colégio La Salle São João. A Banda é uma grande parceira da Polícia Civil, estando presente nos desfiles de 20 de setembro desde 2006. Ela irá à frente, puxando o desfile, tocando vários tipos de marchas. Depois, se mantém em frente ao palanque até a passagem da instituição, fazendo também o encerramento. Todos os departamentos da Polícia Civil deverão estar representados por banners, logo após a faixa de identificação da instituição, que virá seguida das bandeiras Nacional, do Estado e da Polícia Civil. O símbolo da instituição, uma estrela de doze pontas – que contém o brasão do Estado – será conduzido por doze policiais, que representam os departamentos administrativos e operacionais. As cores – preto e branco – representam a disponibilidade da Polícia Civil, que atua nas 24 horas do dia. A história da PC também será destacada através de viaturas que foram utilizadas no patrulhamento móvel da Polícia até o final da década de 80. Atualmente elas fazem parte do acervo do Museu da Polícia Civil. A Guarda Civil – precursora da Polícia Civil – estará representada por servidores utilizando o uniforme da Guarda. Em destaque deverá desfilar o patrono do Grupamento de Operações Especiais (GOE), ex-chefe de Polícia e coronel da reserva do Exército, Pedro Américo Leal. O desfile terá um pelotão de alunos do curso de formação de delegados de polícia e um grupo com os inspetores e escrivães, recentemente nomeados, representando a nova geração de policiais. Neste grupo também desfilarão agentes e funcionários da Polícia Civil. Amigos da Polícia Civil – colaboradores, familiares – também estarão presentes, com destaque para a Escola Municipal de Educação Infantil Mamãe Coruja, que é uma parceria da PC com o município, juntos pela educação dos filhos de policiais e da comunidade. Uma representação motorizada – com viaturas de todos os departamentos, divisões e grupos operacionais da instituição – se apresentará com as sirenes ligadas, por alguns instantes. Encerrando a participação da Polícia Civil no desfile o CTG Guardiões do Rio Grande, composto em sua maioria por policiais civis. Polícia Civil tem parceira cinquentenária no desfile de 20 de setembro A Banda Marcial do Colégio La Salle São João completa – em quatro de outubro – 50 anos de fundação. A Banda é uma grande parceira da Polícia Civil, participando dos desfiles de 20 de setembro desde 2006. Ela vai no pelotão da frente, puxando o desfile, tocando vários tipos de marchas. Depois, se mantém em frente ao palanque até a passagem da Polícia Civil, fazendo também o encerramento, acompanhando o último pelotão da instituição. O delegado Luis Henrique Gasparetto, da Divisão de Recrutamento e Seleção da Academia de Polícia (DRS/Acadepol), é o Coordenador da Banda desde 2002. Segundo ele, a participação da Banda no Desfile de 20 de setembro, surgiu da necessidade da instituição ter uma banda tocando especialmente para a Polícia Civil, em 2006. Anteriormente a Polícia Civil desfilava ao som das sirenes das viaturas. Com 40 integrantes, regidos pelo maestro Sérgio Luiz de Oliveira Dias, a Banda Marcial do Colégio La Salle São João, possui títulos nacionais e prêmios internacionais. Durante décadas manteve a hegemonia no Estado, tornando-se multicampeã estadual. O grupo é considerado a banda de ouro do Rio Grande do Sul. A banda possui escola de música e projetos sociais voltados à formação da cidadania por meio da música. O repertório é muito vasto, indo do clássico ao jazz. Outras informações sobre a banda podem ser obtidas através do site www.bandasaojoao.com.br .
Fonte: Ascom PC

Desfile Farroupilha em Porto Alegre RS

Polícia Civil participa do Desfile Farroupilha 19/09/2010 12:40
A Polícia Civil participará, nesta segunda-feira (20/09), do Desfile Farroupilha de 20 de setembro. O evento terá início às 8h30, na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, com a revista da tropa pela Governadora e duração estimada em uma hora. A Polícia Civil começa sua participação com apresentação da Banda Marcial do Colégio La Salle São João. A Banda é uma grande parceira da Polícia Civil, estando presente nos desfiles de 20 de setembro desde 2006. Ela irá à frente, puxando o desfile, tocando vários tipos de marchas. Depois, se mantém em frente ao palanque até a passagem da instituição, fazendo também o encerramento. Todos os departamentos da Polícia Civil deverão estar representados por banners, logo após a faixa de identificação da instituição, que virá seguida das bandeiras Nacional, do Estado e da Polícia Civil. O símbolo da instituição, uma estrela de doze pontas – que contém o brasão do Estado – será conduzido por doze policiais, que representam os departamentos administrativos e operacionais. As cores – preto e branco – representam a disponibilidade da Polícia Civil, que atua nas 24 horas do dia. A história da PC também será destacada através de viaturas que foram utilizadas no patrulhamento móvel da Polícia até o final da década de 80. Atualmente elas fazem parte do acervo do Museu da Polícia Civil. A Guarda Civil – precursora da Polícia Civil – estará representada por servidores utilizando o uniforme da Guarda. Em destaque deverá desfilar o patrono do Grupamento de Operações Especiais (GOE), ex-chefe de Polícia e coronel da reserva do Exército, Pedro Américo Leal. O desfile terá um pelotão de alunos do curso de formação de delegados de polícia e um grupo com os inspetores e escrivães, recentemente nomeados, representando a nova geração de policiais. Neste grupo também desfilarão agentes e funcionários da Polícia Civil. Amigos da Polícia Civil – colaboradores, familiares – também estarão presentes, com destaque para a Escola Municipal de Educação Infantil Mamãe Coruja, que é uma parceria da PC com o município, juntos pela educação dos filhos de policiais e da comunidade. Uma representação motorizada – com viaturas de todos os departamentos, divisões e grupos operacionais da instituição – se apresentará com as sirenes ligadas, por alguns instantes. Encerrando a participação da Polícia Civil no desfile o CTG Guardiões do Rio Grande, composto em sua maioria por policiais civis. Polícia Civil tem parceira cinquentenária no desfile de 20 de setembro A Banda Marcial do Colégio La Salle São João completa – em quatro de outubro – 50 anos de fundação. A Banda é uma grande parceira da Polícia Civil, participando dos desfiles de 20 de setembro desde 2006. Ela vai no pelotão da frente, puxando o desfile, tocando vários tipos de marchas. Depois, se mantém em frente ao palanque até a passagem da Polícia Civil, fazendo também o encerramento, acompanhando o último pelotão da instituição. O delegado Luis Henrique Gasparetto, da Divisão de Recrutamento e Seleção da Academia de Polícia (DRS/Acadepol), é o Coordenador da Banda desde 2002. Segundo ele, a participação da Banda no Desfile de 20 de setembro, surgiu da necessidade da instituição ter uma banda tocando especialmente para a Polícia Civil, em 2006. Anteriormente a Polícia Civil desfilava ao som das sirenes das viaturas. Com 40 integrantes, regidos pelo maestro Sérgio Luiz de Oliveira Dias, a Banda Marcial do Colégio La Salle São João, possui títulos nacionais e prêmios internacionais. Durante décadas manteve a hegemonia no Estado, tornando-se multicampeã estadual. O grupo é considerado a banda de ouro do Rio Grande do Sul. A banda possui escola de música e projetos sociais voltados à formação da cidadania por meio da música. O repertório é muito vasto, indo do clássico ao jazz. Outras informações sobre a banda podem ser obtidas através do site www.bandasaojoao.com.br .
Fonte: Ascom PC