Lippi deixa cargo de técnico da Itália após eliminação
AFP - 42 minutos atrás
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JOHANNESBURGO (AFP) - "Assumo toda a responsabilidade. Meu time tinha terror nas pernas, na cabeça e no coração, e se não conseguimos o que era preciso, é porque o técnico não preparou o time da forma correta no plano psicológico, físico e tático, mas sobretudo no psicológico", afirmou Marcello Lippi, técnico da seleção italiana, após a derrota para a Eslováquia que eliminou a Squadra Azzurra da Copa do Mundo da África do Sul. Ele anunciou nesta quinta-feira que deixa o cargo de treinador da Itália. "Desejo o melhor a meu sucessor e obrigado por estes anos", completou Lippi
Fonte: Yahoo
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Itália Fora da Copa do Mundo

Itália perde para a Eslováquia e está fora da Copa
Azzurra foi derrotada por 3 a 2 nesta quinta-feira
Cannavaro consola Quagliarella após a eliminação da Itália
Crédito: Cristiphe Simon / AFP
Atual campeã do mundo. a Itália está fora da Copa. Caiu diante da Eslováquia nesta quinta-feira, no Ellis Park. O placar do jogo – 3 a 2 – foi construído no segundo tempo, quando a Azzurra tentava desesperadamente marcar o gol de empate. Os gols da Eslováquia foram marcados por Vitteck, duas vezes, e Kopunek. A Itália descontou com Natale e Quagliarella, aos 35 e aos 47 minutos do segundo tempo. Um fim melancólico para o time de Marcello Lippi, que em nenhum momento mostrou a força da camisa italiana.
Confira um slideshow especial da Copa do Mundo
A vitória sobre a Itália e o empate sem gols entre Nova Zelândia e Paraguai garantiram a Eslováquia nas oitavas de final, em segundo lugar no Grupo F, com quatro pontos. O Paraguai ficou na liderança da chave com cinco pontos. Com a eliminação da Itália, o Brasil seguirá como único pentacampeão do mundo por mais quatro anos.
Gol de Vitteck, aos 23 minutos do primeiro tempo
Precisando da vitória para seguir na Copa, o técnico Marcello Lippi escalou a Itália com três atacantes: Pepe, Iaquinta e Di Natale. As mudanças se mostraram improdutivas já nos primeiros lances do jogo. A Azzurra perdeu o controle do meio-campo, e a bola não chegava com qualidade ao ataque.
Na metade do primeiro tempo, a Eslováquia, com 60% da posse de bola, tinha o controle do jogo e tirava proveito da velocidade do jovem meia Hamsik para chegar ao ataque. O resultado veio aos 24 minutos. Kucka aproveitou a falha de De Rossi para enfia a bola para Vittek. O camisa 11 bateu rasteiro, no canto direito de Marchetti, para abrir o placar.
O gol da Eslováquia decretou o desespero do time italiano, que passou a caprichar nas faltas para tentar parar as jogadas ofensivas de Vittek e Hamsik. Aos 35 minutos, Iaquinta recebeu um chutão. Ele chutou e quase marcou, mas o zagueiro Skrtel salvou.
Faltando cinco minutos para o fim do primeiro tempo, nova tentativa de Iaquinta, que tentou marcar de cabeça. A bola parou nas mãos do goleiro Mucha, que pouco trabalhou no primeiro tempo. Do banco de reservas, Buffon e Pirlo acompanhavam tensos a eliminação da Squadra Azzurra.
Segundo tempo com contornos dramáticos
O segundo tempo começou tranquilo. Parecia que mais um jogo com placar modesto estava se desenhando no Ellis Park. Mas a Itália não podia se contentar com o resultado negativo de 1 a 0. O técnico Marcello Lippi começou a mudar o time. Maggio entrou no lugar de Criscito. Gattuso saiu para a entrada de Quagliarella e Montolivo deu lugar ao experiente Pirlo. O time ganhou qualidade no meio-campo. Mas seguia errando passes e inoperante no ataque.
Aos 28 minutos, o golpe. Hamsik cruzou rasteiro na área, e Vittek se antecipou dentro da pequena área para marcar pela segunda vez. O gol da Eslováquia elevou a dramaticidade do jogo. Do banco, o goleiro Buffon pedia raça ao time italiano. Sete minutos depois, aos 35, a resposta: Iaquinta tocou de calcanhar para Quagliarella. O goleiro Mucha espalmou, mas a bola sobrou para De Natale empurrar para o gol.
A esperança de empate da Itália terminou aos 43 minutos, quando Kopunek, que acabara de entrar, ampliou para a Eslováquia. Três minutos depois, a Itália ainda descontou com gol de Quagliarella. O gol foi insuficiente para garantir a classificação da atual campeã do mundo, que deixa a Copa, melancolicamente, sem nenhuma vitória.
Ficha técnica
Eslováquia 3
Mucha; Zabavnik, Skrtel, Durica, e Pekarik; Srtba (Kopunek), Sestak, Kucka, Stoch, Hamsik e Vittek (Sestak); Jendrisek (Petras). Técnico: Vladimir Weiss
Itália 2
Marchetti; Zambrotta, Chiellini, Cannavaro e Criscito (Maggi); Gattuso (Quagliarella), De Rossi e Montolivo (Pirlo); Pepe, Iaquinta e Di Natale. Técnico: Marcello Lippi
Local: Estádio Ellis Park, em Johanesburgo
Data: 24 de junho de 2010, quinta-feira
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra), auxiliado por Darren Cann e Michael Mullarkey
Gols:
Eslováquia: Vittek, aos 24/1 e 28/2; Kopunek, 43/2
Itália: Di Natale, aos 35/2, Quagliarella, 47/2
Cartões amarelos: Mucha, Strba, Vittek e Pekarik (Eslováquia); Pepe, Chiellini, Cannavaro e Quagliarella (Itália)
Fonte: Correio do Povo
Confira no gráfico abaixo a tabela da Copa e muito mais:
Itália Fora da Copa
A tetracampeã Itália perdeu de 3 x 2 para Eslováquia a grande surpresa desta Copa. A Itália com aquele futebol retrancado e métodos fascistas e conservador caiu feio. Aquela método tradicional de jogar sempre na defesa e matando o talento individual e coletivo. Um lição para uma Seleção que venceu muitas copas no jogo sujo como em 2006 com Materazzi insultando uma parente de Zidane da França e forçando a sua expulsão. Uma seleção que joga feio e sujo levou uma lição merecida nesta copa. Talvez o futebol italiano se reclique.
EUA se Classifica no final

EUA garante a classificação só nos acréscimos
Norte-americanos estavam dando adeus à África do Sul até os 45 minutos do segundo tempo, quando Donovam fez o gol salvador
Principal jogador do elenco norte-americano, meia Donovan foi o autor do gol que garantiu a liderança do grupo aos Estados Unidos
Crédito: VINCENZO PINTO / afp / cp
Principal jogador do elenco norte-americano, meia Donovan foi o autor do gol que garantiu a liderança do grupo aos Estados Unidos
Crédito: VINCENZO PINTO / afp / cp
Os Estados Unidos venceram a Argélia nos acréscimos e classificaram-se para as oitavas de final da Copa do Mundo. Numa chave complicada, o gol de Donovan, que permitiu o avanço norte-americano, não só garantiu o primeiro lugar do grupo como tirou a Eslováquia da disputa, que mesmo perdendo para a Inglaterra, estava se classificando.
Dependendo apenas de si, os EUA foram para cima da Argélia desde o primeiro minuto. Mas encontraram os argelinos fechados na defesa e dificultando as jogadas ianques. Após várias tentativas, aos 20 minutos a equipe de Bob Bradley teve um gol anulado irregularmente.
O segundo tempo seguiu com pressão americana o tempo todo. Nos acréscimos, Donovan aproveitou rebote da zaga após cruzamento de Altidore e concluiu com precisão para fazer 1 a 0, tirando a Eslováquia da Copa. Agora, os EUA enfrentam Gana nas oitavas de final.
Estados Unidos 1 x 0 Argélia
EUA: Howard; Cherundolo, Demerit, Bocanegra e Bornstein (Beasley); Bradley, Edu (Buddle), Dempsey e Donovan; Altidore e Gomez (Feilhaber). Técnico: Bob Bradley.
Argélia: M''bolhi; Bougherra, Halliche e Yahia; Yebda, Lacen, Kadir e Belhadj; Matmour (Saifi), Ziani (Guedioura) e Djebbour (Ghezzal). Técnico: Rabah Saadane.
Gol: Donovan, 45'' 2 T. n Expulsão: Yahia (ARG).
Árbitro: Franck de Bleeckere (BEL).
Clássico Europeu

Clássico garantido
Alemanha e Inglaterra vencem, asseguram vagas na próxima fase e na próxima fase e agora vão fazer um dos confrontos mais aguardados das oitavas de final
Dois campeões do mundo se enfrentarão e apenas um sobreviverá. Dramas à parte, o duelo entre Inglaterra e Alemanha pelas oitavas, marcado para domingo, às 11h (de Brasília), em Bloemfontein, promete ser a primeira final antecipada da Copa do Mundo da África do Sul. Bom para o evento todo, carente de emoções até o momento.
As duas seleções, ambas de grande tradição e pouco futebol na atualidade, conquistaram suas vagas ontem. Os ingleses venceram a Eslovênia por 1 a 0, no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth. Horas mais tarde, no Soccer City, em Johanesburgo, a Alemanha venceu Gana pelo mesmo placar.
A Inglaterra teve um caminho mais fácil até a vaga nas oitavas de final. Antes do jogo, porém, operou algumas mudanças, começando pelo visual. Abandonou o branco do uniforme principal e entrou toda de vermelho. Segunda a imprensa britânica, a mudança só tem uma explicação: superstição. Afinal, jogando toda de vermelha, a seleção inglesa jamais foi derrotada em Copas (0 a 0 com a Bulgária em 1962 e 3 a 1 sobre a Bélgica em 1970).
Em campo, com Defoe e Rooney na frente e sem Joe Cole, o time inglês, apoiado por ampla maioria nas arquibancadas, dominou e, apesar da disposição da Eslovênia, apresentou mais volume de jogo. Exibiu a sua melhor partida em gramados africanos e venceu com um gol de Defoe, aos 23 do primeiro tempo.
A Alemanha, por sua vez, pisou a bela grama do Soccer City sabendo que só a vitória interessava. Pressionou desde o início, mas esbarrou na própria falta de objetividade e na barreira armada pelos africanos na defesa. Como resultado, conseguiu marcar só aos 14 minutos da etapa final, quando Müller passou para Özil, que, livre de marcação, acertou o ângulo do goleiro Kingson e aliviou a torcida alemã.
Cacau, brasileiro que veste a camiseta alemã, lamenta o fato de ter de enfrentar a Inglaterra tão cedo: "É uma final antecipada." Para o capitão inglês Steven Gerrard não há favoritos: "Tivemos paixão, espírito de equipe e merecemos passar de fase. Se repetirmos essa atuação, poderemos vencer qualquer um."
Detalhe importante: o trio de arbitragem brasileiro, formado pelos gaúchos Carlos Eugênio Simon e Altermir Hausmann e pelo paranaense Roberto Braatz, teve em Alemanha x Gana sua segunda atuação perfeita no Mundial, a exemplo do que ocorrera em Inglaterra x Estados Unidos, na primeira rodada.
Alemanha 1 x 0 Gana
Alemanha: Neuer; Boateng (Jansen), Mertesacker, Friedrich e Lahm; Khedira, Schweinsteiger (Kroos) e Özil; Müller (Trochowski), Podolski e Cacau. Técnico: Joachim Löw.
Gana: Kingson; Pantsil, Mensah, Jonathan e Sarpei; Annan, Prince Boateng, Kwadwo Asamoah, Ayew e Tagoe (Muntari); Gyan (Amoah). Técnico: Milovan Rajevac.
Árbitro: Carlos Simon (Brasil).
Gol: Özil (15'' do 2T).
Local: Estádio Soccer City, em Johanesburgo, África do Sul
Eslovênia 0 x 1 Inglaterra
Eslovênia: Handanovic; Brecko, Suler, Cesar e Jokic; Kirm (Matavaz), Radosavljevic, Koren e Birsa; Novakovic e Ljubijankic (Dedic). Técnico: Matjaz Kek.
Inglaterra: James; Johnson, Terry, Upson e Ashley Cole; Milner, Lampard, Barry e Gerrard; Rooney (Joe Cole) e Defoe (Heskey). Técnico: Fabio Capello
Gol: Defoe (22'' do 1 T).
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha).
Local: Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth.
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Festa Africana
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