
Clássico garantido
Alemanha e Inglaterra vencem, asseguram vagas na próxima fase e na próxima fase e agora vão fazer um dos confrontos mais aguardados das oitavas de final
Dois campeões do mundo se enfrentarão e apenas um sobreviverá. Dramas à parte, o duelo entre Inglaterra e Alemanha pelas oitavas, marcado para domingo, às 11h (de Brasília), em Bloemfontein, promete ser a primeira final antecipada da Copa do Mundo da África do Sul. Bom para o evento todo, carente de emoções até o momento.
As duas seleções, ambas de grande tradição e pouco futebol na atualidade, conquistaram suas vagas ontem. Os ingleses venceram a Eslovênia por 1 a 0, no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth. Horas mais tarde, no Soccer City, em Johanesburgo, a Alemanha venceu Gana pelo mesmo placar.
A Inglaterra teve um caminho mais fácil até a vaga nas oitavas de final. Antes do jogo, porém, operou algumas mudanças, começando pelo visual. Abandonou o branco do uniforme principal e entrou toda de vermelho. Segunda a imprensa britânica, a mudança só tem uma explicação: superstição. Afinal, jogando toda de vermelha, a seleção inglesa jamais foi derrotada em Copas (0 a 0 com a Bulgária em 1962 e 3 a 1 sobre a Bélgica em 1970).
Em campo, com Defoe e Rooney na frente e sem Joe Cole, o time inglês, apoiado por ampla maioria nas arquibancadas, dominou e, apesar da disposição da Eslovênia, apresentou mais volume de jogo. Exibiu a sua melhor partida em gramados africanos e venceu com um gol de Defoe, aos 23 do primeiro tempo.
A Alemanha, por sua vez, pisou a bela grama do Soccer City sabendo que só a vitória interessava. Pressionou desde o início, mas esbarrou na própria falta de objetividade e na barreira armada pelos africanos na defesa. Como resultado, conseguiu marcar só aos 14 minutos da etapa final, quando Müller passou para Özil, que, livre de marcação, acertou o ângulo do goleiro Kingson e aliviou a torcida alemã.
Cacau, brasileiro que veste a camiseta alemã, lamenta o fato de ter de enfrentar a Inglaterra tão cedo: "É uma final antecipada." Para o capitão inglês Steven Gerrard não há favoritos: "Tivemos paixão, espírito de equipe e merecemos passar de fase. Se repetirmos essa atuação, poderemos vencer qualquer um."
Detalhe importante: o trio de arbitragem brasileiro, formado pelos gaúchos Carlos Eugênio Simon e Altermir Hausmann e pelo paranaense Roberto Braatz, teve em Alemanha x Gana sua segunda atuação perfeita no Mundial, a exemplo do que ocorrera em Inglaterra x Estados Unidos, na primeira rodada.
Alemanha 1 x 0 Gana
Alemanha: Neuer; Boateng (Jansen), Mertesacker, Friedrich e Lahm; Khedira, Schweinsteiger (Kroos) e Özil; Müller (Trochowski), Podolski e Cacau. Técnico: Joachim Löw.
Gana: Kingson; Pantsil, Mensah, Jonathan e Sarpei; Annan, Prince Boateng, Kwadwo Asamoah, Ayew e Tagoe (Muntari); Gyan (Amoah). Técnico: Milovan Rajevac.
Árbitro: Carlos Simon (Brasil).
Gol: Özil (15'' do 2T).
Local: Estádio Soccer City, em Johanesburgo, África do Sul
Eslovênia 0 x 1 Inglaterra
Eslovênia: Handanovic; Brecko, Suler, Cesar e Jokic; Kirm (Matavaz), Radosavljevic, Koren e Birsa; Novakovic e Ljubijankic (Dedic). Técnico: Matjaz Kek.
Inglaterra: James; Johnson, Terry, Upson e Ashley Cole; Milner, Lampard, Barry e Gerrard; Rooney (Joe Cole) e Defoe (Heskey). Técnico: Fabio Capello
Gol: Defoe (22'' do 1 T).
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha).
Local: Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth.
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