terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Revista Veja

6 de dezembro de 2008------------------------------------------------Caro leitor,Obrigado mais uma vez por nos receber em seu computador.Temos uma edição de VEJA empolgante nesta semana.A CARTA AO LEITOR faz referência a uma reportagem da revista sobre empresários do setor automobilístico que encontram motivos para estar otimistas com a economia brasileira, apesar das ameças da crise: "Há razões, se não para otimismo, pelo menos para um saudável realismo. Primeiro, se alguns analistas foram tímidos em prever as dimensões do desastre financeiro que de Wall Street se espalhou pelo mundo, muitos deles podem agora estar tentando compensar a falha inicial com previsões ainda mais sombrias do que aquelas que os dados desenham. Segundo, nunca houve na história econômica uma reação anticrise tão vigorosa, rápida, global e coordenada como a que está em curso no mundo ocidental neste momento. Terceiro, a toda desaceleração se segue um período de recuperação, e desta vez não será diferente. Quarto, e mais relevante, os países emergentes — e em especial o Brasil — têm ainda a chance de ser os últimos a sofrer os efeitos da crise e os primeiros a sair dela. Para que, então, sofrer antes da hora?"http://veja.abril.com.br/101208/cartaleitor.shtmlA reportagem de CAPA foi motivada pela reação inesperada, talvez, de alguns atores e atrizes contra as cenas de nudez nas novelas e nos filmes brasileiros. Quando a nudez é aceitável? Quando ela é ofensiva? E quem decide isso? Quem a exibe ou quem a vê? A reportagem faz uma varredura cultural e histórica sobre essas questões, com conclusões surpreendentes — entre elas, a de que o puritanismo não segue uma linha evolutiva, digamos, de mais para menos roupa, de menor para maior permissividade. Não. Cada cultura em cada era tem sua etiqueta e suas formalidades.http://veja.abril.com.br/101208/p_148.shtmlRELIGIÃO. Concorreu para capa, e quase venceu, a revelação para o leitor brasileiro de que o Vaticano suspeita de fraudes em um dos maiores fenômenos de massa do catolicismo contemporâneo, as aparições de Nossa Senhora no céu de Medjugorje, vilarejo no sul da Bósnia-Herzegovina. Nossa Senhora de Medjugorje tem pelo menos 1 milhão de adoradores no Brasil e atrai anualmente 2 milhões de peregrinos ao local das aparições, que agora são colocadas em séria dúvida pela mais alta hierarquia da Igreja Católica.http://veja.abril.com.br/101208/p_094.shtmlVEJA foi ao Paraguai para tentar entender a real situação dos 'brasiguaios' e os encontrou em situação terrível. Os brasileiros que foram ganhar a vida no país vizinho são vítimas de perseguições e suas terras são invadidas sem que as autoridades paraguaias se mexam para evitar os ataques ou punir os culpados. Enquanto isso, na capital, Assunção, urde-se um plano oficial para forçar a volta ao Brasil do meio milhão de brasileiros donos de casas e fazendas no Paraguai.http://veja.abril.com.br/101208/p_106.shtmlDe Nova York, o correspondente André Petry enviou uma reportagem que compara a vida de políticos brasileiros e americanos encrencados com a JUSTIÇA. Os americanos podem perder o cargo e ir para a cadeia pelos menores deslizes — basta, por exemplo, serem pegos em uma mentira. Perto disso, os políticos brasileiros são praticamente inimputáveis.http://veja.abril.com.br/101208/p_082.shtmlQue Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, é um exibicionista, todo mundo sabe. Mesmo assim a entrevista dele nas PÁGINAS AMARELAS vai surpreender. Para ele, aparecer é uma estratégia, um método.http://veja.abril.com.br/101208/entrevista.shtmlComo está sendo o atendimento às vítimas e como será feita a reconstrução das cidades de Santa Catarina destruídas pelas enchentes das últimas semanas? Uma reportagem mostra que o espírito de solidariedade dos brasileiros é mesmo insuperável e alerta para que não se cometam os mesmos erros de reconstruções passadas que acabaram em acusações de fraude e desvio de dinheiro.http://veja.abril.com.br/101208/p_132.shtmlVEJA.com explica em www.veja.com.br/perguntas o que é e quais são os sintomas da leptospirose, a doença que mais facilmente se alastra em inundações como a que atingiu os catarinenses.Extraordinário o relato sobre as ossadas fósseis de 4.600 anos encontradas na Alemanha do que é a mais antiga FAMÍLIA. A reportagem mostra que a organização humana em núcleos familiares foi, talvez, a mais decisiva conquista evolutiva da espécie.http://veja.abril.com.br/101208/p_114.shtmlBem, meus caros, essas são as reportagens que escolhi para comentar nesta segunda edição da newsletter de VEJA em seu novo formato. A revista e o site trazem muitas outras surpresas.A imensa maioria das mensagens que recebi foi encorajadora, e elas me fizeram sentir como se reencontrasse amigas e amigos de quem há muito não tinha notícias. Alguns poucos leitores, no entanto, escreveram para dizer que gostavam mais da newsletter em seu formato original. Se você é um deles, acesse http://veja.abril.com.br/newsletter/newsletter.html.Se quiser mandar-me comentários, sugestões e críticas, por favor, use o endereço veja40anos@abril.com.br.Vou ler, mas não posso prometer responder a todos.Um forte abraço e até a próxima semana,Eurípedes AlcântaraDiretor de Redação----------------------------------------------Destaques de VEJA.comEm profundidadeCrise financeiraO que fazer quando o cenário econômico indica tempos difíceis? Especialistas são unânimes em algumas orientações, como saldar dívidas, não iniciar financiamentos a longo prazo e reduzir gastos ao máximo. A seção Em Profundidade, no entanto, traz uma série de reportagens que ajudam a tomar decisões em vários aspectos práticos nos próximos meses.http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/crise-financeira/index.htmlVestibularEspecialistas ouvidos por VEJA.com apontam os temas que devem ser abordados nos próximos exames. Além dos assuntos atuais, como biocombustível, crise dos alimentos e Machado de Assis, há tendências em cada disciplina. Conheça-as e prepare-se melhor para suas provas.http://veja.abril.com.br/vestibularQuem é quemKaká x Cristiano RonaldoO brasileiro foi eleito o melhor jogador do mundo na festa anual da Fifa em 2007. Já o jogador português é o grande favorito deste ano. Em campo, os dois têm em comum talento inquestionável para o futebol; fora dos gramados, porém, são completamente diferentes. Conheça mais sobre a vida profissional e pessoal de Kaká e Cristiano Ronaldo.http://veja.abril.com.br/quem/kaka-cristiano-ronaldo.shtmlPerguntas e respostasEscuta na linhaEntenda como funciona a atual legislação sobre grampos telefônicos e quais são as mudanças propostas pela nova lei que será avaliada na Câmara.http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/grampos-telefonicos/escuta-telefonica-espionagem-investigacao-lei-policia-cpi.shtml------------------------------------------------Para cancelar o recebimento deste boletim, acesse http://veja.abril.com.br/pst/newsletter.------------------------------------------------http://www.veja.com.br

Uol cultura

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BOLETIM SEMANAL
Sábado, 6 de dezembro de 2008


TVEnqueteEscolha o que aconteceu de melhor em 2008 na televisão brasileira
Musas dos 60 e 70Livros contam histórias de Liv Ullman e Leila Diniz
"Megashow"Veja apresentação exclusiva da banda mineira Skank
Bienal de SPManifestação promete "enterro" de curadores


"Segall Realista"Lasar Segall é tema de exposição no RJ até 8 de fevereiro

Caixa CulturalPinturas revelam nuances e contrastes do universo feminino


Produtos inovadoresMuseu da Casa Brasileira expõe vencedores de concurso de design

Revista Veja

SEXTA-FEIRA5 de dezembro de 2008


Eurípedes AlcântaraDiretor de redação
Caro leitor,
Obrigado mais uma vez por nos receber em seu computador.
Temos uma edição de VEJA empolgante nesta semana.
• A CARTA AO LEITOR faz referência a uma reportagem da revista sobre empresários do setor automobilístico que encontram motivos para estar otimistas com a economia brasileira, apesar das ameças da crise: "Há razões, se não para otimismo, pelo menos para um saudável realismo. Primeiro, se alguns analistas foram tímidos em prever as dimensões do desastre financeiro que de Wall Street se espalhou pelo mundo, muitos deles podem agora estar tentando compensar a falha inicial com previsões ainda mais sombrias do que aquelas que os dados desenham. Segundo, nunca houve na história econômica uma reação anticrise tão vigorosa, rápida, global e coordenada como a que está em curso no mundo ocidental neste momento. Terceiro, a toda desaceleração se segue um período de recuperação, e desta vez não será diferente. Quarto, e mais relevante, os países emergentes — e em especial o Brasil — têm ainda a chance de ser os últimos a sofrer os efeitos da crise e os primeiros a sair dela. Para que, então, sofrer antes da hora?"
• A reportagem de CAPA foi motivada pela reação inesperada, talvez, de alguns atores e atrizes contra as cenas de nudez nas novelas e nos filmes brasileiros. Quando a nudez é aceitável? Quando ela é ofensiva? E quem decide isso? Quem a exibe ou quem a vê? A reportagem faz uma varredura cultural e histórica sobre essas questões, com conclusões surpreendentes — entre elas, a de que o puritanismo não segue uma linha evolutiva, digamos, de mais para menos roupa, de menor para maior permissividade. Não. Cada cultura em cada era tem sua etiqueta e suas formalidades.
• RELIGIÃO. Concorreu para capa, e quase venceu, a revelação para o leitor brasileiro de que o Vaticano suspeita de fraudes em um dos maiores fenômenos de massa do catolicismo contemporâneo, as aparições de Nossa Senhora no céu de Medjugorje, vilarejo no sul da Bósnia-Herzegovina. Nossa Senhora de Medjugorje tem pelo menos 1 milhão de adoradores no Brasil e atrai anualmente 2 milhões de peregrinos ao local das aparições, que agora são colocadas em séria dúvida pela mais alta hierarquia da Igreja Católica.
• VEJA foi ao Paraguai para tentar entender a real situação dos brasiguaios e os encontrou em situação terrível. Os brasileiros que foram ganhar a vida no país vizinho são vítimas de perseguições e suas terras são invadidas sem que as autoridades paraguaias se mexam para evitar os ataques ou punir os culpados. Enquanto isso, na capital, Assunção, urde-se um plano oficial para forçar a volta ao Brasil do meio milhão de brasileiros donos de casas e fazendas no Paraguai.
• De Nova York, o correspondente André Petry enviou uma reportagem que compara a vida de políticos brasileiros e americanos encrencados com a JUSTIÇA. Os americanos podem perder o cargo e ir para a cadeia pelos menores deslizes — basta, por exemplo, serem pegos em uma mentira. Perto disso, os políticos brasileiros são praticamente inimputáveis.
• Que Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, é um exibicionista, todo mundo sabe. Mesmo assim a entrevista dele nas PÁGINAS AMARELAS vai surpreender. Para ele, aparecer é uma estratégia, um método.
• Como está sendo o atendimento às vítimas e como será feita a reconstrução das cidades de Santa Catarina destruídas pelas enchentes das últimas semanas? Uma reportagem mostra que o espírito de solidariedade dos brasileiros é mesmo insuperável e alerta para que não se cometam os mesmos erros de reconstruções passadas que acabaram em acusações de fraude e desvio de dinheiro.
• VEJA.com explica em www.veja.com.br/perguntas o que é e quais são os sintomas da leptospirose, a doença que mais facilmente se alastra em inundações como a que atingiu os catarinenses.
• Extraordinário o relato sobre as ossadas fósseis de 4.600 anos encontradas na Alemanha do que é a mais antiga FAMÍLIA. A reportagem mostra que a organização humana em núcleos familiares foi, talvez, a mais decisiva conquista evolutiva da espécie.
Bem, meus caros, essas são as reportagens que escolhi para comentar nesta segunda edição da newsletter de VEJA em seu novo formato. A revista e o site trazem muitas outras surpresas.
A imensa maioria das mensagens que recebi foi encorajadora, e elas me fizeram sentir como se reencontrasse amigas e amigos de quem há muito não tinha notícias. Alguns poucos leitores, no entanto, escreveram para dizer que gostavam mais da newsletter em seu formato original. Se você é um deles, clique aqui.
Se quiser mandar-me comentários, sugestões e críticas, por favor, use o endereço veja40anos@abril.com.br.
Vou ler, mas não posso prometer responder a todos.
Um forte abraço e até a próxima semana,
Eurípedes AlcântaraDiretor de Redação
Destaques de VEJA.com
Em profundidadeCrise financeiraO que fazer quando o cenário econômico indica tempos difíceis? Especialistas são unânimes em algumas orientações, como saldar dívidas, não iniciar financiamentos a longo prazo e reduzir gastos ao máximo. A seção Em Profundidade, no entanto, traz uma série de reportagens que ajudam a tomar decisões em vários aspectos práticos nos próximos meses.
VestibularEspecialistas ouvidos por VEJA.com apontam os temas que devem ser abordados nos próximos exames. Além dos assuntos atuais, como biocombustível, crise dos alimentos e Machado de Assis, há tendências em cada disciplina. Conheça-as e prepare-se melhor para suas provas.
Quem é quemKaká x Cristiano RonaldoO brasileiro foi eleito o melhor jogador do mundo na festa anual da Fifa em 2007. Já o jogador português é o grande favorito deste ano. Em campo, os dois têm em comum talento inquestionável para o futebol; fora dos gramados, porém, são completamente diferentes. Conheça mais sobre a vida profissional e pessoal de Kaká e Cristiano Ronaldo.
Perguntas e respostasEscuta na linhaEntenda como funciona a atual legislação sobre grampos telefônicos e quais são as mudanças propostas pela nova lei que será avaliada na Câmara.
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Glória inicia os trabalhos

Jogadores do Glória iniciam treinos
Dirigentes reforçaram a ideia de voltar a primeira divisão
A partir dessa terça-feira,13/01, iniciam os treinos físicos no Estádio Altos da Glória. A apresentação do grupo ocorreu nessa segunda-feira com expressiva presença de dirigentes e conselheiros no vestiário. O técnico Bagé deu as boas vindas e reassumiu o compromisso de colocar o Glória novamente na elite do futebol gaúcho. O presidente Luis Eugênio Bortolon acrescentou que está sendo firmado um pacto entre direção e jogadores em busca do objetivo de voltar a elite do Gauchão. Dois atletas que haviam sido anunciados na semana passada não compareceram nessa segunda-feira. O lateral Marcelo Müller foi emprestado ao Ypiranga de Erechim e o lateral Teco acertou com outro clube. O preparador físico Zeca Ferreira inicia nesta terça as atividades dessa primeira etapa de treinamentos.
Rádio Fátima (Jornalismo), 13/01/2009, 09h04

Semana da Mulher

Iniciam os preparativos para a Semana Municipal da Mulher
A terceira edição será realizada no início do mês de Março
Entidades como Rotary Club Vacaria dos Pinhais, UCS, Uergs, Liga Feminina de Combate ao Câncer, Secretarias Municipais de Saúde e Educação, entre outras apóiam a realização da Terceira Semana Municipal da Mulher. O evento deverá ser realizado de 02 a 09 de março. Nesta segunda-feira,12/01, as representantes das entidades reuniram-se no plenário da Câmara de Vereadores para começar a definir as atividades da semana. Temas como a gravidez na adolescência deverão ganhar destaque. Na próxima segunda-feira serão definidos as palestrantes da Semana. Uma das atividades já programadas será a realização de uma ação comunitária no Mercado Público.
Rádio Fátima (Jornalismo), 13/01/2009, 11h42

Destaque Vermelho Dezembro 2008 dia 4

DESTAQUES DA EDIÇÃO DE HOJE DO PORTAL VERMELHO


A crise e suas conseqüênciasJosé Luis Fiori: O fantasma das rebeliõesPara o professor titular do Instituto de Economia da UFRJ, o mundo atual é cenário de várias regiões que se transformaram em "zonas de fratura" internacional, verdadeiros "tabuleiros geopolíticos" com alto teor de animosidade. Para Fiori, mais do que a crise econômica, o risco de rebeliões incontroláveis ao redor do planeta é o principal temor daqueles que controlam os destinos do planeta.


Cruvinel e Franklin em SPMídiaUm ano depois, TV Brasil inaugura canal em SPDesde a noite desta terça-feira, emissora é a primeira TV pública a transmitir em tecnologia digital para todo o estado de São Paulo. Na opinião do ministro Franklin Martins, pluralidade já é a principal marca de sua programação.


PetrobrasSergio Gabrielli desmente Globo e Miriam LeitãoO presidente da Petro-bras põe a colunista das Organizações Globo no devido lugar, exige que ela faça comentários ''baseados em fatos, não em informações inverídicas'' e esclarece o empréstimo da estatal junto à CEF.



CriseVale demite 1.300 e põe em férias outros 5.500 funcionáriosA Companhia Vale do Rio Doce anunciou nesta quarta-feira a demissão de pouco mais de 2% do total de trabalhadores da empresa em todo o mundo, em virtude da redução de encomendas de diversas siderúrgicas.



Chuvas, solidariedade e os desafios para o futuro
Fatima OliveiraLembranças de uma cozinha e da primeira galinha cheia Osvaldo BertolinoJohn Reed: leitura obrigatória nestes tempos bicudos João Quartim de Moraes Volta Redonda, vinte anos (1) Eron BezerraAlternativas para a Amazônia Samuel Sérgio SalinasA Grande Depressão, segundo Galbraith
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Destaques do Vermelho é um serviço diário gratuito do www.vermelho.org.br

Cem anos da Umbanda

25/11/2008


Em 2008, a religião umbandista completa, oficialmente, cem anos. Uma religião que ainda sofre com o preconceito, a perseguição e a intolerância diante do desconhecimento de suas práticas e da forma como sua fé se expressa. “Os membros da umbanda preferem se abraçar numa árvore, colocar a cabeça numa cachoeira, banhar-se nas águas do mar e do rio, preferem o contato com aquilo que é a natureza viva, porque acreditam que ela é o Deus vivo”, contou-nos Pai Guimarães, presidente da Associação Brasileira dos Templos de Umbanda e Candomblé, em entrevista à IHU On-Line, realizada por telefone. Ele relata os desafios que a umbanda enfrenta hoje, reflete acerca do desenvolvimento da religião ao longo desses cem anos e fala também sobre a presença da mulher dentro da religião: “ela é a força, a estrutura, a mãe”, conclui.
Pai Guimarães tem 43 anos, é pai de sete filhos e é casado com Roseli Roman que, segundo ele, o “ajuda diariamente nas atividades e na luta dos ideais e sonhos”. Há 25 anos é sacerdote umbandista e desde 1999 dirige o Templo de Umbanda Estrela Guia. É, atualmente, presidente da Associação Brasileira dos Templos de Umbanda e Candomblé (Abratu).
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Que reflexões podemos fazer pensando nos cem anos da umbanda?
Pai Guimarães – A umbanda está comemorando os seus cem anos, porém ela não tem somente um centenário de exercício e prática religiosa no Brasil. Lembramos a história de vida de Zélio de Moraes [1] por se tratar, na época, de um jovem adolescente, de uma família nobre de uma cidade do interior, que assumiu publicamente a condição da sua espiritualidade. Esse foi um momento histórico, mas que só foi reconhecido ao longo da sua vida, por todo o trabalho que ele desenvolveu, detonando toda uma nova realidade e trabalhos que começaram a construir a identidade da umbanda e, também, do início de uma construção administrativa e jurídica.
Sempre gosto de dizer que, da mesma forma que a humanidade não tem 2008 anos, guardadas as devidas proporções, a umbanda já realizava suas atividades, já tinha uma propagação e várias pessoas já praticavam a religião, mas não sabiam identificar aquela semeadura. Graças à atuação de Zélio de Moraes, a umbanda foi se propagando e as pessoas criando a sua identidade religiosa. A umbanda está cada vez mais organizada, estruturada, buscando eliminar as diferenças. As novas gerações, que estão dando sustentabilidade para a religião no Brasil, entendem e compreendem que grandes avanços aconteceram, principalmente nos últimos dez anos.
IHU On-Line – Qual é a presença da umbanda hoje no mundo?
Pai Guimarães – A umbanda está se “esparramando” . Sabemos que, atualmente, temos templos estabelecidos no Japão, em Portugal, na Holanda e nos Estados Unidos. A umbanda não tem papa, bispo, nenhuma hierarquia administrativa religiosa. Ela é uma religião horizontal, familiar, não estruturada para crescer em grandes templos. A umbanda é uma religião comunitária, atua junto à sociedade. Por isso, às vezes, num mesmo bairro, você encontra até três casas que trabalham com grupos distintos. Ainda assim, ela vem se multiplicando e crescendo de uma forma, às vezes, até um pouco preocupante.
IHU On-Line – E quais são as diferenças entre umbanda e quimbanda?
Pai Guimarães – A quimbanda é uma atuação negativa da utilização da magística, da magia e da espiritualidade. Ela trabalha com o baixo astral, com uma necessidade onde o parâmetro doutrinário e religioso não é seguido e respeitado. Podemos falar até de uma ausência de parâmetros. Se a pessoa não sabe lidar com essa banda, ela acaba se prejudicando e prejudicando os outros. Se souber usar, pode ajudar. Mas a quimbanda está praticamente em extinção no meio espiritualista.
IHU On-Line – Qual a contribuição do cristianismo para a umbanda?
Pai Guimarães – O cristianismo mais distorceu e forçou uma situação por conta da sua imposição desde a época da colonização e da escravização dos índios e dos negros. Mas tanto negros quanto índios tiveram que usar muita criatividade para poder continuar louvando e reverenciando as suas divindades ou seus deuses, como os padres gostavam de dizer naquela época. Na verdade, não são deuses, mas energias divinas que se manifestam através da natureza e que representam, na sua individualidade, uma parcela daquilo que é a força de Deus, o nosso criador. Dentro dessa criatividade, associaram as energias aos santos. De acordo com a história do santo, faziam a identificação e um sincretismo com aquilo que era da sua fé. Acredito que não existe uma contribuição, mas um sincretismo, principalmente em relação a São Jorge, que é comparado ao orixá Ogum.
IHU On-Line – Nos últimos anos, segundo o censo, o número de umbandistas foi reduzido. A que se deve isso, em sua opinião?
Pai Guimarães – Essa afirmação traz um erro muito grande, porque não analisa, na verdade, uma questão social e uma questão de intolerância. Eu coloco dois pontos importantes que fundamentam isso: há 20 anos, não tínhamos, no Brasil, as religiões eletrônicas que promovem uma grande distorção e desmerecimento das religiões de matrizes africanas, associando essas religiões – principalmente a umbanda e o candomblé – a cultos de magia negra, bruxaria e macumbaria. Há duas décadas, vivíamos um momento em que as pessoas não tinham constrangimento, não sofriam essa perseguição implacável. Então, a pessoa ia ao terreiro, conversava com o preto velho, com o caboclo, com o Exu, e, quando via alguém da casa dele ou um amigo com problemas, sentia-se à vontade para comentar a sua experiência.
Hoje, diante da intolerância dessas religiões eletrônicas e de toda uma situação criada por esse poder de mídia e de imposição social através de leis que constrangem, criadas por alguns vereadores e deputados, a umbanda sofre com o preconceito. Também contribui para esse sentimento o poder financeiro que as religiões neopentecostais conquistaram. Se o umbandista concorrer a um emprego e se apresentar crente desta religião, e o gerente da empresa for evangélico, ele corre o risco de ser mandado embora, de ser o primeiro da lista de corte. Se ele comentar sobre sua religião numa roda de amigos, acaba sendo discriminado, perseguido e excluído. Existem famílias hoje que estão se dividindo em função dos ensinamentos religiosos das igrejas neopentecostais, pois através desses ensinamentos elas promovem o rompimento familiar, ao invés de estimular o fortalecimento da família, que é o verdadeiro templo de Deus.
A família é o templo Sagrado. Deus ali semeia todo o seu amor, todo o seu carinho. Só que há hoje religiões que pregam que, se o filho freqüenta o que eles chamam de bruxaria, ele deve ser expulso do lar, pois está com o demônio. E, se o filho tem um pai e uma mãe que freqüentam a umbanda e o candomblé, ele precisa sair de casa, porque não pode conviver com essas pessoas. Isso tem levado ao rompimento de famílias, à perda de emprego, à não manifestação da sua fé. Então, hoje, 25% da população brasileira se declara umbandista, só que é uma comunidade que freqüenta os terreiros em silêncio. O máximo que eles dizem, quando se apresentam, é que são espíritas.
Hoje existe um movimento dentro da comunidade de que temos que nos apresentar como umbandistas, trajar-nos como umbandistas, porque somente dessa forma nós iremos fazer com que haja uma convivência pacífica e de aceitação. Exatamente o que o negro fez, o que o homossexual fez. A umbanda hoje luta para aparecer, porque ela não encolheu, mas cresceu e se escondeu. Essa informação de algumas pesquisas não leva em consideração a atual realidade de intolerância religiosa e de perseguição implacável que as religiões eletrônicas fazem em cima das religiões afro-brasileiras.
IHU On-Line – Por que, em sua opinião, a umbanda é tão estigmatizada por outras religiões?
Pai Guimarães – Infelizmente, o ser humano tem uma facilidade muito grande de se ater mais ao aspecto negativo do que ao aspecto positivo das situações e a dar muito mais atenção àquilo que é folclórico, escandaloso. Então, com o poder que essas religiões têm, elas apresentam um umbandista que não é o verdadeiro. Assim, eles brincam com a fé das pessoas, tentam manipular e acabam cometendo um crime, que é o estelionato da fé. Há 30 anos, tínhamos que pedir permissão para fazer nossos cultos. Essa situação fez com que as pessoas, ao longo do tempo, fossem tendo uma visão distorcida da verdadeira prática da umbanda. A religião é associada, por conta dessa propaganda enganosa, a rituais macabros, a sacrifícios de animais e de crianças. Faz um mês que um deputado evangélico afirmou que a umbanda faz sacrifício de animais. Ou seja, ele é uma pessoa que desconhece totalmente a liturgia e a ritualística umbandista para fazer uma afirmação dessas dentro de uma casa de lei.
A umbanda é uma religião que prega o amor ao próximo, o amor à família, o respeito à vida e que enxerga na natureza a força de Deus presente em nós. Gosto de dizer que respeito a fé católica e a fé evangélica, os seus instrumentos e a forma como se ligam a Deus. Se eles encontram na Bíblia o amparo necessário para poderem estar perto de Deus, nós devemos respeitar, e respeitamos. Só que os membros da umbanda preferem se abraçar numa árvore, colocar a cabeça numa cachoeira, banhar-se nas águas do mar e do rio, preferem o contato com aquilo que é a natureza viva, porque acreditam que ela é o Deus vivo, já que Deus é o criador de tudo e de todos. Nós somos uma fagulha, uma parte desse todo. Então, quanto mais em contato com esse todo nós estivermos, mais em contato com Deus estaremos.
IHU On-Line – Qual é o papel da mulher na umbanda?
Pai Guimarães – O papel da mulher na umbanda é fundamental, hoje. Mais de 80% dos participantes da religião são mulheres. Elas são muito mais dedicadas e sensíveis. Como a umbanda é uma religião muito familiar, a mulher é importante para a sua base. De cada dez templos umbandistas, cerca de sete são comandados por mulheres. A figura feminina, dentro da comunidade, é a força, é a estrutura, é a mãe.
Notas:
[1] Zélio Fernandino de Morais é considerado o anunciador da umbanda. Historicamente, Zélio foi o fundador da umbanda, porém, antes disso, existiram diversas formas de culto que se desenvolveram antes de ele fazer a anunciação, em 1908. Nascido em família tradicional, em Neves, distrito de São Gonçalo, aos 17 de idade, Zélio preparava-se para o ingresso na carreira militar, na Marinha do Brasil, quando foi acometido por uma inexplicável paralisia, que os médicos não conseguiam debelar. Certo dia, ergueu-se no leito, declarando: "Amanhã estarei curado!". No dia seguinte, de fato, levantou-se normalmente e voltou a caminhar, como se nada lhe houvesse acontecido: os médicos não souberam explicar o ocorrido. Os seus tios, padres da Igreja Católica, surpreendidos, também não souberam explicar o fenômeno. Um amigo da família, então, sugeriu uma visita à Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro (então sediada em Niterói), presidida, na ocasião, por José de Souza. Na ocasião, manifestou-se por intermédio de Zélio a entidade que se denominou Caboclo das Sete Encruzilhadas, que anunciou a fundação de uma nova religião no Brasil: a umbanda. Foi fundada, no dia seguinte, em virtude dessa manifestação, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.

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