quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Outras Palavras

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Boletim de atualização - Nº 755 - 15/1/2017



Wallerstein: o que esperar da era Trump
Os riscos de desmonte de toda a legislação social nos EUA. O plano fantasioso de aliar-se à Rússia contra a China. O arsenal nuclear nas mãos de alguém imprevisível. Por Immanuel Wallerstein (Outras Palavras)

No Tapajós, duas Amazônias em confronto
Reportagem sobre um conflito emblemático. De um lado, a expansão do agronegócio, das mineradoras, de mais de 40 hidrelétricas. De outro, povos indígenas e comunidades tradicionais que habitam a floresta há 10 mil anos -- e resistem. Por Mauricio Torres e Sue Branford (Outras Palavras)

Dória: a política sob a forma do ridículo
A obra de Glauber Rocha, a farsa de Berlusconi ou a redução da política contemporânea a publicidade: o que explica melhor as performances do prefeito de São Paulo? Por Fran Alavina (Outras Palavras)

Bolívia: em vez do velho Legislativo, o Autogoverno Indígena
Em Reforma Política singular, um município guarani substitui os vereadores por três conselhos populares e restitui justiça comunal. Constituição de 2009 garantiu mudança. Com tradução de Bruno Bassi (De Olho nos Ruralistas)

O que o Brasil deveria aprender com o escândalo da Volks
Congresso quer autorizar carros a diesel, que são até trinta vezes mais poluentes. Submissão de parlamentares a empresas parece cada vez mais intolerável. Por Claúdio Angelo, no Observatório do Clima (Outras Mídias)

Dois filmes sobre o que resta, em meio às ruínas
Em "Eu, Daniel Blake" (na imagem), Ken Loach resgata solidariedade e integridade num mundo onde a tecnologia converteu-se em prisão. "O que está por vir", da jovem Mia Hansen-Løve, opõe duas estratégias para confrontar o sistema. Por José Geraldo Couto (Outras Palavras)
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Jogo-treino Inter de Lages SC Perde para o Figueira

Em jogo-treino bastante disputado, Inter perde para o Figueirense por 4 a 2
Figueirense e Internacional de Lages fizeram um jogo bastante disputado neste domingo, em mais um teste da pré-temporada do Colorado Lageano. A partida acabou com vitória da equipe da capital por 4 a 2.
O Inter manteve o controle da partida até a metade da primeira etapa, mas sofreu gol de Elias, que marcou de cabeça. Pouco antes do intervalo, Elias marcou o segundo, em forte chute de fora da área.
Os colorados empataram em dois lances de escanteio, ambos cobrados por André Gava. No primeiro, Michel Schmöller desviou de cabeça. No segundo, Enercino, que havia entrada na segunda etapa, empurrou para a rede de carrinho. Anderson Aquino marcou o terceiro e o quarto gols do Figueirense, um de pênalti e um com um forte chute no alto.
"O resultado não importa nessa etapa do trabalho. As partidas servem principalmente para o time melhorar o condicionamento físico e pegar ritmo de jogo", disse o meia Enercino após a partida. "O trabalho está sendo bem-feito e tem mais jogadores chegando para nos ajudar e fazermos um bom campeonato."
O Inter tem mais dois jogos-treino antes da estreia no Catarinense, no dia 29, fora de casa, contra a Chapecoense. Nesta quinta-feira, a equipe vai a Passo Fundo (RS) enfrentar o Passo Fundo. No sábado, em Viamão, o adversário será o Internacional-RS.
FIGUEIRENSE 4 x 2 INTER
FIGUEIRENSE (time que começou a partida): Luiz Carlos, Weldinho, Henrique, Dirceu e Marlon; Juliano, Hélder, Everton e Matheus; Elias e Bill. Técnico: Marquinhos Santos
INTER (time que começou a partida): Neto Volpi, Duda, Cristian, Marcos Vinícius e Jefinho; Bruno, Michel Schmöller, Marquinhos, André Gava e Marquinhos; Paulo Henrique. Técnico: Joel Cornelli
Gols: Elias (2) e Anderson Aquino (2) - Figueirense; Michel Schmöller e Enercino - Inter

NO ANEXO:
- Lance do jogo-treino realizado neste domingo em Florianópolis (Foto: Luiz Henrique / Figueirense)
-- 
Inter de Lages
Imprensa

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Outras Palavras

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Boletim de atualização - Nº 756 - 16/1/2017

​​O novo salto global da desigualdade
Políticas de “austeridade” ampliam concentração de riqueza. Oxfam denuncia: agora, oito homens já têm mais que a metade dos habitantes do planeta. Mas há alternativas (Outras Palavras)

Eles querem libertar a Medicina do dinheiro
Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares espalha-se pelo país, defende radicalizar o projeto do SUS e acredita que luta pelo direito à Saúde pode conquistar a sociedade. Por Cristiane Sampaio, no Brasil de Fato (Outras Mídias)

Francisco sacode (de novo…) o Vaticano
Em duas decisões essenciais, Papa desbarata as perseguições à Teologia da Libertação e coloca duas mulheres no ninho dos misóginos da Cúria. Velha mídia esconde. Por Mauro Lopes (Caminho para casa)

Polêmica: reforma ou revolução agrária?
Já não se trata de distribuir lotes de terra, mas de virar de pernas para o ar um modelo baseado em imensas propriedades, exploração brutal do trabalho, exportação primária e agrotóxicos. Por Djalma Nery (Plantar o Futuro)

O Brasil dominado pela “Guerra às Drogas”
Como a proibição moralista de substâncias largamente consumidas cria uma imensa indústria de crime, compra de políticos, corrupção da polícia e violência urbana. Por Luis Nassif, no GGN (Outras Mídias)

A poeta e sua lira
As parcerias musicais de Alice Ruiz, por ela mesma. As relações com Arnaldo Antunes, Itamar Assunção, Alzira Espíndola e outros. O processo de criação, "superindisciplinado" e intuitivo. A recusa ao amor como tema único. Entrevista especial a Inês Castilho(Página da Oca)

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Monica Leal

Comecei 2017 sendo empossada como vereadora de Porto Alegre, no domingo, dia 1º de janeiro, quando também tivemos na Câmara Municipal, a cerimônia de posse do prefeito eleito Nelson Marchezan Jr. e de seu vice, Gustavo Paim. Na segunda-feira, dia 02, houve a sessão extraordinária que votou a aprovou a proposta de reforma administrativa da Prefeitura.
Foi um início de ano dos mais intensos. Mas, isso tudo ocorreu dentro do chamado recesso parlamentar de verão, previsto no Regimento Interno da Câmara, que conta de 23 de dezembro a 31 de janeiro. Portanto, neste período há um intervalo nas sessões plenárias, nas reuniões das comissões e em atividades que exijam a presença e a atuação dos vereadores. Os gabinetes seguem sua rotina, assim com os demais setores.
Dentro desta dinâmica e usufruindo dos meus direitos, vou dar uma parada para ficar junto da família, fazer uma viagem para fora do estado, colher energias e retornar renovada para o início do meu mandato na Câmara, onde darei continuidade aos meus projetos, também na condição de líder do PP - tarefa para a qual fui indicada pela bancada do meu partido.
Então, informo aos incentivadores da minha caminhada, leitores e seguidores, que nesse desacelerar do ritmo e dos compromissos, vou usar de forma mais leve e, quando possível, as redes sociais.
Até a volta!

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Artigo Aécio Neves


Senador Aécio Neves
FOLHA DE SÃO PAULO - SP
Neste ano temos pela frente uma intensa agenda de reformas que visam restaurar a confiança, a solidez e a responsabilidade em relação aos destinos do país.
Desponta nesta agenda com destaque a reforma da Previdência. A realidade é incontestável: tal como está, o sistema brasileiro simplesmente não sobrevive, é impagável, insustentável. Mudar é, portanto, imperativo. A questão é como fazer.
Os contornos da reforma foram apresentados em novembro pelo governo Michel Temer. São bons, apontam na direção correta ao aproximar nosso sistema dos modelos prevalentes ao redor do mundo. Em especial, acertam ao instituir idade mínima para concessão de benefícios e equalizar os diversos regimes existentes.
Mas a proposta, claro, não é perfeita e, como em todo processo reformista, merece ajustes. Fruto de debate franco, aberto e honesto de toda sociedade.
Na minha avaliação, preocupam, sobretudo, dois aspectos: as regras de transição para o sistema com idade mínima, só foram franqueadas a trabalhadores com mais de 50 anos de idade, mas que deveriam ser melhor escalonadas, e as mudanças na concessão dos benefícios de prestação continuada, o BPC.
No BPC a questão é mais profunda, delicada. Trata-se de importante programa de assistência social que garante renda mínima ?hoje de um salário mínimo? a idosos muito pobres e a pessoas com deficiência. São 4,4 milhões de brasileiros beneficiados, com custo, ano passado, próximo de R$ 46 bilhões.
O que a reforma faz? Prevê mudanças nos critérios de acesso ao BPC, a serem estipuladas em lei previsivelmente mais restritiva para futuros beneficiários. O valor do benefício também deixa de ser vinculado ao piso salarial praticado no país e poderá ser proporcional ao tempo de contribuição, hoje sequer exigido.
Considero que o BPC, política de assistência garantida pela Constituição de 88, cumpre preciosa função social ao dar condições mínimas de sobrevivência a brasileiros muito pobres. Defendo que as regras atuais de concessão desse benefício sejam mantidas.
Para dar ideia de quanto isso custaria, se todos os atuais benefícios fossem alterados ?o que não é o objeto da reforma, que atingirá apenas os futuros assistidos?, a economia obtida entre 2017 e 2021 seria algo como R$ 5,2 bilhões, muito pouco para um sistema que atualmente enfrenta déficits de R$ 150 bilhões/ano.
São discussões desta natureza, de mérito, que precisam pautar o debate sobre a reforma da Previdência. Negar o óbvio da necessidade imperiosa da reforma, ou transformar o tema em plataforma para proselitismo político, como o PT e seus satélites já começam a fazer, não ajuda ninguém. E prejudica o país.
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