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terça-feira, 12 de julho de 2011
Vereadora Sofia Cavedon
Prefeitura de Porto Alegre RS
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Foto: Francielle Caetano/PMPA
Vila de casa nova. Mais 80 famílias da Dique se juntam às outras 404 que já tomaram posse de uma vida digna
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Renovação da frota inclui primeiro BRT
Orçamento Participativo: prefeito visita obras de saneamento
O prefeito José Fortunati visita amanhã, 12, a partir das 15h, duas obras do Dmae, conquistadas no OP por moradores da Vila Panorama e Quinta do Portal, na Lomba do Pinheiro. O roteiro se inicia no canteiro de obras na Vila Panorama (Tanaui da Silva Boeira, ao lado do número 209 - Ascovip). Neste local, o Dmae está realizando a terceira etapa da extensão de redes de esgoto, que vai beneficiar 2.540 pessoas. Logo após, também será visitada uma obra no Loteamento Quinta do Portal, onde o Dmae está executando 1325 metros de redes de água em Polietileno de Alta Densidade, para beneficiar cerca de 600 pessoas. Leia mais...Reiniciada a transferência das famílias da Vila Dique
Foi reiniciada hoje, 11, a transferência de famílias da Vila Dique para o loteamento da avenidaCapital recebe os primeiros contêineres da coleta de lixo
Inscrições para Acampamento Farroupilha abrem amanhã
As entidades participantes do Acampamento Farroupilha interessadas em participar da próximaPrefeitura, Caixa e Trensurb erguem cúpula no Centro
Porto Alegre Wireless começa quarta-feira
A preparação para o 5º Porto Alegre Wireless, que espera reunir cerca de 300 convidados, segue em ritmo acelerado. O evento será nesta quarta e quinta-feira, 13 e 14, no Hotel Deville. Na Procempa, estão sendo contabilizadas novas ações referentes ao evento, tais como montagem da infraestrutura no local e expedição de convites para empresas. O encontro é direcionado a empresas municipais de Tecnologia de Informação e Comunicação de todo o Brasil. O prefeito José Fortunati participa do evento na quinta-feira, às 9h. Leia mais...Prefeito e primeira-dama integram abertura do Estilo Bicho
Parcerias garantem telecentros do Centro Histórico
A parceria do município com a Caixa Econômica Federal será estendida a projetos de inclusãoVila Pinto recebe doações da Campanha do Agasalho
Nesta quarta-feira, 13, às 14h30, o prefeito José Fortunati e a primeira-dama Regina Becker irão entregar doações arrecadadas na Campanha do Agasalho. As roupas serão entregues na Escola de Educação Infantil Vovó Belinha, Vila Pinto. A instituição, localizada na rua Joaquim Porto Vila Nova, 136, atende 114 crianças de até seis anos de idade, em turno integral. Desde 30 de maio, quando teve início a mobilização junto a parceiros, a prefeitura arrecadou 59 mil peças de vestuário, cama e banho. O número supera o total arrecadado ano passado (52.706 peças). Leia mais...VEJA IMAGEM DE SATÉLITE
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Editado pela Supervisão de Comunicação Social
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Newsletter desenvolvida pela PROCEMPA.
Marisa Formolo
Leia a notícia na íntegra clicando no título
Amanda Gurgel Recusa Prêmio
Repassando...
Abraços,
Wilson
Blog: Blog da Amanda
Postagem: Deu na Imprensa: Professora Amanda Gurgel se recusa a receber prêmio
Link: http://professoraamandagurgel.blogspot.com/2011/07/deu-na-imprensa-professora-amanda.html
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Amanda Gurgel: Porque não aceitei o prêmio de entidade empresarial

Nesse dia 4 de julho, o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE) vai entregar o prêmio "Brasileiros de Valor 2011". O júri me escolheu, mas, depois de analisar um pouco, decidi recusar o prêmio. Mandei essa carta para a organização, agradecendo e expondo os motivos pelos quais não iria receber a premiação.

• Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,
Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.
Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald's, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.
A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.
Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.
Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.
Saudações,
Professora Amanda Gurgel
Blog da Amanda
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Abraços,
Wilson
Blog: Blog da Amanda
Postagem: Deu na Imprensa: Professora Amanda Gurgel se recusa a receber prêmio
Link: http://professoraamandagurgel.blogspot.com/2011/07/deu-na-imprensa-professora-amanda.html
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Amanda Gurgel: Porque não aceitei o prêmio de entidade empresarial
Nesse dia 4 de julho, o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE) vai entregar o prêmio "Brasileiros de Valor 2011". O júri me escolheu, mas, depois de analisar um pouco, decidi recusar o prêmio. Mandei essa carta para a organização, agradecendo e expondo os motivos pelos quais não iria receber a premiação.
Amanda Gurgel, de Natal (RN) |
• Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,
Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.
Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald's, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.
A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.
Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.
Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.
Saudações,
Professora Amanda Gurgel
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