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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Travesti é morto em Caxias do Sul

21/02/2011 | N° 10984

ASSASSINATO

Travesti é morto

Corpo foi encontrado por volta da 1h de domingo próximo à igreja de São Romédio

Caxias do Sul – Poucas horas depois de comemorar o aniversário de 20 anos, o travesti Rugian Oneil de Carlos foi encontrado morto próximo à igreja de São Romédio, no bairro Panazzolo, por volta da 1h de domingo. Ele apresentava sinais de esganadura. O jovem, que adotara o nome de Aline, foi localizado por policiais militares (PMs) após ser repassada a informação de que havia uma pessoa caída na Rua Francisco Pezzi.

Aline estava em Caxias desde novembro do ano passado. Veio do Paraná e se prostituía em pontos como a Avenida Júlio de Castilhos. No sábado, festejou os 20 anos na companhia de outros travestis em uma casa, no Centro. Às 21h30min, arrumou-se e foi trabalhar na Júlio na companhia de Camile, 27.

– Eu fiquei com ela até umas 22h30min. Mas aí saí com um cliente e ela ficou – contou Camile.

A polícia ainda não tem testemunhas nem suspeitos para o crime. Uma das hipóteses é de que o assassino tenha sido um cliente. O corpo de Aline deve ser trasladado para o Paraná nesta segunda. Até ontem à noite, permanecia no Departamento Médico Legal (DML).

A morte, o 22º assassinato na cidade em 2011, gerou comoção entre travestis. Reunidos na Praça Dante Alighieri ontem à tarde, eles pediram respeito.

– Não é a primeira vez que um travesti é morto em Caxias. Pra que tanta violência? Não somos marginais, somos travestis – ressaltou Camile.

Eles contaram ser alvo constante de insultos e de preconceito.

– A gente não gosta de passar frio, ficar horas de salto alto. Nós vamos para a rua para trabalhar e sobreviver. Uma vez que um travesti assume essa identidade, a prostituição é um dos poucos trabalhos que aparecem Ou você já viu contratarem travesti para ser atendente de loja? – questiona Bárbara, 21.

Quando começam a falar, os travestis têm muito do que reclamar. Respeito é o mínimo, e o que eles mais querem.
Outro caso
Em agosto de 2010, outro travesti foi morto. Alcebíades Alves de Melo foi encontrado na escadaria da Rua Humberto de Campos com um corte no pescoço.
 Fonte: Pioneiro

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