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sábado, 28 de agosto de 2010

Inter e Fernando Carvalho











Carvalho ao lado de Lula, depois do Mundial; cartola é influente e conhece mercado

27/08/2010 - 07h02
Inter luta para não se tornar dependente da figura de Fernando Carvalho
Jeremias Wernek
Em Porto AlegreComemorar títulos vem sendo uma rotina para o Internacional. Todas as campanhas vitoriosas do clube gaúcho, desde 2002, tem a participação do atual vice de futebol, Fernando Carvalho. O cartola é símbolo de uma nova era no estádio Beira-Rio. O que preocupa os colorados, agora, é como o vestiário vai seguir sem contar mais com a figura de Carvalho. Companheiros de diretoria sonham com seu cargo e garantem não haver tanta dependência com aquele que é chamado de “mestre” e “expoente”.


Vitório Píffero ao lado de Giovanni Luigi e Carvalho, trio de ferro do Inter, mas com seu 'líder' bem claro


Carvalho com o presidente da Conmebol, Nicolas Leoz; clube gaúcho tem força política na entidade

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Até mesmo a oposição do Inter reconhece o valor de Fernando Carvalho. “Ele tem sorte, não podemos negar. Sabe de futebol, mas tem sorte”, comentou o conselheiro Claudio Bier, candidato à presidência na última eleição, mas que foi vencido pela chapa de Carvalho e Vitório Píffero. É exatamente Bier quem sintetiza o sentimento geral da torcida para depois de dezembro. “Sem ele o Inter não ficará igual, não”, opinou.

Em dezembro o Internacional passará por mais uma eleição. No entanto a recente conquista da Copa Libertadores diminui a concorrência para administrar o clube. Desta forma, os próprios dirigentes da atual gestão planejam a sequência de trabalho. Carvalho já avisou que não irá seguir atuando, mas vai apontar seu substituto.

Novo Fábio Koff
A comparação faz sentido. Fernando Carvalho e Fábio Koff foram os presidentes da dupla Gre-Nal quando da conquista de títulos mundiais. A ligação entre ambos é forte, vide Clube dos 13. Mas na análise da oposição, o Inter seguirá “refém” da presença inquestionável de Carvalho.

“O Inter vai ficar dependente de Fernando Carvalho durante muito tempo. Como o Grêmio é de Fábio Koff. Nas eleições o Koff aparece e muda o resultado, vide o caso do atual presidente. No Inter vai ser igual, o Carvalho aparece e decide tudo”, comentou outro conselheiro.

Preferido pelos atuais dirigentes para a sucessão presidencial, Giovanni Luigi adota um discurso mais ameno. “O Fernando Carvalho é uma pessoa extraordinária, conhece futebol e os resultados provam isso. Ele é o líder e expoente mesmo. O Inter tem condições de seguir sem ele, de continuar seu rumo”, garantiu. “O fato dele não seguir, porém, é uma perda real”, ponderou Luigi.

Ele pode seguir, mas de fora
Outro nome corrente para a nova diretoria do Inter, Pedro Affatato destaca os ensinamentos que Carvalho passou aos que estiveram com ele em oito anos de atuação no departamento de futebol. “Eu vivi e aprendi muito com Fernando Carvalho. Estive próximo e tenho ele como um mestre, conciliador e ícone”, destacou o atual vice de finanças vermelho.

COMPANHEIROS SOBRE FERNANDO CARVALHO
O Fernando é o líder, realmente, o expoente e conhece muito de futebol

Assessor do departamento de futebol, Giovanni LuigiAlém de discutir a distribuição do novo Inter, que pode iniciar 2011 com uma receita perto dos 240 milhões de reais, os dirigentes trabalham para contar com Fernando Carvalho. Não atuando no dia-a-dia, mas sendo uma espécie de conselheiro.

“Ele vai ficar para sempre como o grande líder. A ausência não vai ser total. Ele seguirá de fora, ajudando na fase de transição, que acontecerá, não podemos negar”, disse Affatato. “Ainda precisamos ver, mas quem sabe ele siga conosco, auxiliando de fora”, concordou Luigi.

A capacidade conciliadora, o conhecimento do mercado de jogadores dentro e fora do Brasil e sua dedicação ao Inter são características que serão perdidas assim que Carvalho se desligar do Inter.

Antes de sair, porém, Fernando Carvalho tenta deixar seu último legado. Em dezembro o Internacional disputa o Mundial de Clubes pela segunda vez. A vitória pode coroar ainda mais uma trajetória quase perfeita de um dirigente que catapultou o clube gaúcho para além do cenário nacional.

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