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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Seqüestro

Enquanto a Justiça de Canoas libera 18 delinquentes acusados de 98 crimes (furto e roubo de cargas), sob alegação de que não há lugar nos presídios, assaltantes sequestraram, acorrentaram e torturaram um caminhoneiro, por mais de 19 horas, entre a sexta 29 e sábado 30, nas proximidades de Muitos Capões.



A vítima Sérgio Barck, 46 anos, reside em Eldorado do Sul-RS e o caminhão é de propriedade de Francisco Carlos Ávila, de Taquara.



Na sexta-feira (29/05), por volta de 15h na BR285, próximo ao trevo de Esmeralda, parou para bater pneus do caminhão Mercedes-Benz, placas IHM-1889, de Porto Alegre, quando foi abordado por dois homens armados e uma mulher. Renderam o motorista, ocuparam a cabine do veículo e um deles conduziu o caminhão. A mulher seguiu atrás dirigindo outro carro. Após rodar alguns quilômetros deixaram Barck acorrentado em uma árvore, num matagal próximo à BR285.



Entre a madrugada de sexta-feira e a manhã de sábado, o trio teria voltado três vezes ao local do cativeiro. Antes de libertá-lo, pediram que ficasse virado de costas por uma hora. Passados cerca de 30 minutos, Barck saiu para pedir ajuda e chegou até o posto da PRF.



O policial rodoviário Maurício Seixas, que atendeu a ocorrência , declarou que o motorista chegou todo molhado, pois choveu durante à noite e fazia muito frio. Tomou banho no posto e foi ajudado pelos próprios policiais com roupas. Em seguida foi levado até a Delegacia de Polícia onde registrou a ocorrência.



Na DP ficou sabendo, pelo proprietário, que o caminhão estava equipado com rastreador e que este registrou a passagem do caminhão pela fronteira do Brasil com o Paraguai, através de Ciudad Del Leste, às 7h da manhã de sábado, ainda quando o caminhoneiro era refém.



O delegado Carlos Alberto Defaveri, de Vacaria, transferiu o caso para o DEIC, em Porto Alegre que é quem está cuidando do caso.



O deputado Francisco Appio agendou o depoimento do motorista para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, na próxima quarta-feira (10). Também convidou delegados do DEIC e o proprietário do caminhão, para falar dos rastreadores por satélite.



O parlamentar foi à tribuna para denunciar o caso e tortura do caminhoneiro, refém por 19 horas, a maior parte com frio e chuva.Appio lembrou que 10 corpos de motoristas jamais foram localizados. Foram assassinados nos anos 90, quando as ações criminosas eram mais intensas. De lá para cá, afirma Francisco Appio, “houve uma grande evolução, reduzindo assalto e mortes, mas não dá para dar chance à bandidagem, pois a ocasião faz o ladrão. Bater pneus na estrada, ou dar carona, aumenta o risco de assalto". Appio é coordenador do SOS Caminhoneiro, uma Organização Não Governamental de apoio aos motoristas, desde 1980.



Precisamos avaliar, conclui o deputado, a responsabilidade dos pedágios na segurança nas estradas, pois foram criados também com esta finalidade, em 1996.



CLIQUE AQUI E LEIA O PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO FRANCISCO APPIO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA EM 02/06/2009





Deputado Estadual Francisco Appio - www.appio.com.br

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