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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Cielo






18/12/2009 - 15h21
Cielo é 1º na história a fechar ano recordista e campeão mundial dos 100m e 50m
Bruno Doro
Em São Paulo
OS FEITOS DO MAIS RÁPIDO DAS PISCINAS

DEZEMBRO DE 2009 Cesar Cielo completa a lista com o recorde mundial dos 50m livre: 20s91. Mais


AGOSTO DE 2009 Brasileiro vence os 50m livre no Mundial de Roma e faz dobradinha de ouros. Mais


AGOSTO DE 2009 Em Roma, ele vira estrela. Bate Alain Bernard com recorde mundial: 46s91. Mais


AGOSTO DE 2008 Em Pequim, Cielo chora: vitória nos 50m livre deu 1º ouro à natação do Brasil. Mais

PAPEL MOSTRAVA QUE MARCA SONHADA ERA 20s86
VEJA MAIS FOTOS DO RECORDE DESTA SEXTA-FEIRA
TEMPO DE PRATA OLÍMPICA APÓS RECORDE
“Cesar Cielo já é o maior da história”. A frase do australiano Brett Hawke pode parecer exagerada, mas é um argumento válido e que não precisa de muito esforço para ser defendido. Em um esporte cheio de lendas e multimedalhistas, o brasileiro chegou, nesta sexta-feira, a um fato inédito.

Com o recorde mundial dos 50m livre, Cesar Cielo será o primeiro nadador da história a terminar um ano como campeão mundial e recordista das duas provas mais rápidas da natação, os 50m e os 100m livre. Nem o russo Alexander Popov, nem o norte-americano Matt Biondi, para citar apenas os que chegaram perto, conseguiram o feito.

“Cheguei a um patamar único. Poucos nadadores fizeram algo parecido com isso. Minha temporada foi perfeita. Foi o melhor ano da minha vida. Termino a temporada com dois recordes mundiais, duas medalhas de ouro no Mundial. Foi incrível”, disse o fenômeno brasileiro das piscinas.

A marca desta sexta, também, coloca Cielo em um grupo seleto. Ele é apenas o quarto atleta da história a fechar um ano como o mais rápido da história tanto nos 100m, quanto nos 50m livre. Antes dele, o sul-africano Jonty Skinner conseguiu o feito em 1976 (primeiro ano em que a marca dos 50m foi oficializada). Matt Biondi repetiu em 1986 e 1988. No ano passado, o australiano Eamon Sullivan, apesar de não ter conquistado o ouro olímpico em nenhuma das duas provas, terminou a temporada como o mais rápido nos 100m e nos 50m.

Em Roma, Cielo já tinha feito algo parecido. Com a dobradinha nas duas provas, ele se igualou a Alexander Popov, em 1994, e ao norte-americano Anthony Ervin, em 2000 e 2001. “Cesar é recordista mundial, tem uma medalha de ouro olímpica, duas medalhas de ouro em Mundiais. Não precisa provar nada para ninguém. Ganhou tudo o que podia”, finalizou Brett Hawke.

Confira os melhores trechos da entrevista de Cielo, após o recorde:

Você estava planejando o recorde para quinta-feira. Foi difícil conseguir dormir sabendo que teria de tentar mais uma vez no dia seguinte?
O que aconteceu ontem não me deixou dormir direito. Eu estava apreensivo. Tanto que acordei às 3h30 da manhã e não voltei para a cama. Quando olhei o relógio, decidi que não valia a pena dormir. Tomei um energético e fiquei acordado. Tinha medo de ficar sonolento na hora da prova.

Deu certo?
Quando cai na água, senti que aquela era a hora. Ao passar a marca dos 35 metros (na piscina) sabia que era possível. Fiz muita força. Mas quando bati e olhei o placar, vi o 20, mas não sabia se o último número era 7 ou 1. Falei: ‘Não pode ser 7, não pode ser 7’. Quando vi que era 1, foi incrível.
[Nota da redação: Cielo bateu o recorde com 20s91. A marca anterior era de Fred Bousquet com 20s94.]

Quando você percebeu que quebrar esse recorde mundial era uma possibilidade?
Na verdade, eu só comecei a sentir que isso seria possível agora, no final (da preparação). No começo do semestre, eu não estava muito bem. Competi pouco. Saí de todas as Copas do Mundo (na Europa), só nadei o (Campeonato) Paulista em Santos e uma competição aqui no Pinheiros. Não foi uma temporada ideal, nem de treinos, nem de competição. É difícil treinar bem e achar que você vai competir bem. Nós, velocistas, temos de sempre colocar o treino à prova na competição.

Como você fez a preparação? Desta vez você não passou por Auburn, nos EUA, onde costuma se isolar para garantir bons resultados.
A preparação para essa temporada não foi a ideal. Eu tive muitos compromissos e o Albertinho (Alberto Silva, seu técnico quando está no Brasil) foi obrigado a fazer várias adaptações. Passei uma semana no Canadá, para participar do revezamento da tocha olímpica, treinei sozinho. E não encaixava muito bem. Mas de alguma forma, a gente se adaptou muito bem. Tanto que bati o recorde dos 50m e quase bati o dos 100m.

A prova hoje era sua última chance de bater esse recorde?
Sim, tinha chegado a hora. Ou eu tirava (chegava à marca) hoje ou ia ficar sem o recorde. Como era a última competição do ano com o maiô, era uma chance especial.

Bater o recorde no Brasil foi diferente?
Quando a competição vai chegando, eu fico tão concentrado que não importa muito se estou nadando no Brasil ou lá fora. Mas inconscientemente, acho que nadar em casa ajuda, sim. Você vai para a raia e todos falam com você. Os amigos estão torcendo na arquibancada. Acho que mesmo se você não percebe, acaba ajudando.


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