sábado, 8 de outubro de 2016

Outras Palavras

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Boletim de atualização - Nº 711 - 6/10/2016



Brasil: a dimensão geopolítica do golpe (1)
Incapazes de dominar ordem mundial pós-Guerra Fria, EUA incomodaram-se com ascensão da Ásia e América do Sul. Sua reação é indispensável para compreender reviravolta no Brasil. Por Luís Fernandes (Outras Palavras)

Mais quatro análises sobre as eleições municipaisAldo FornazieriOs Escombros do PT. Para Leonardo Sakamoto, A esquerda perdeu, mas não está morta. Valter Pomar especula Sobre os Epitáfios. Mauro Lopes descreve A vitória dos ricos(Outras Palavras)
Fragmentar a sociedade, projeto conservador
Para Márcio Pochmann, terceirização geral, em debate na Câmara e STF, reflete projeto de oligarquias financeira e agrária, que já não tem projeto para país -- exceto punção da riqueza e trabalho. Por Carlos Drummond, na Carta Capital (Outras Mídias)

No S.Francisco, triste retrato dos nossos rios
"Velho Chico" está vazio. No Amapá, pororoca não existe mais. Em Minas, 1200 pequenos cursos foram eliminados. Decadência coincide com expansão da monocultura, mas lucros calam as críticas. Por Roberto Malvezzi (Gogó)  (Outras Palavras)

Sertão do Nordeste: um deserto em 25 anos?
Medições revelam: aumentam os dias de seca, mesmo nos dois meses tradicionalmente úmidos. Temperaturas podem aumentar até 2ºC até 2040, com consequências dramáticas. Por Peter Moon, na Agência Fapesp (Outras Mídias)

Como as elites agem para manter os juros altos
Um trabalho acadêmico desmente justificativa "técnica" para termos as taxas mais altas do planeta. Surge outra explicação: além dos banqueiros, grande indústria e agronegócio beneficiam-se da política monetária atual. Por Carlos Drummond, em Carta Capital (Outras Mídias)

O Carteiro e o Poeta
Há 43 anos, num 23 de Setembro, morria Pablo Neruda, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Como lembrança, a transcrição comentada de trechos do filme que resgatou seu vínculo com a multidão e a arte. Por Flávio Ricardo Vassoler  (Outras Palavras)

Cinema Novo, resgate criador
Filme de Erik Rocha revê o grande movimento cinematográfico brasileiro dos anos 1960. Tratado sem reverência, ele surge não como peça de museu -- mas algo vivo, capaz de transformar ainda hoje. Por José Geraldo Couto  (Outras Palavras)
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Desfile Farroupilha em Vacaria RS







sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Bela Imagem do Facebook


23 ª CRE no Outubro Rosa

23ª CRE PARTICIPA DA CAMPANHA OUTUBRO ROSA!!!!
A Coordenadoria de Educação de Vacaria par"cipa da Campanha Outubro Rosa - Prevenção do
Câncer de Mama, lançada pela Liga Feminina de Combate ao Câncer de Vacaria, no mês de
Outubro de 2016.
O obje"vo dessa Campanha é conscien"zar as mulheres quanto aos cuidados da saúde da
mama e um movimento para o diagnós"co precoce contra a mortalidade por câncer.


“Mulher que se ama se cuida!”

Evolução Demográfica

Evolução demográfica recente da população brasileira; 1995 - 2012


O artigo apresenta dados referentes a evolução demográfica recente da população brasileira: 1995 - 2012. Segundo esses dados os negros (pretos e pardos) representavam 53% da população brasileira. A partir desses dados são indicados o acesso dessa população ao sistema de ensino, ao mercado de trabalho, intensidade da pobreza, mortalidade materna e homicídios.

Os dados foram produzidos pelo Laeser/UFRJ e escritos por Marcelo Paixão, Professor do Instituto de Economia/UFRJ e coordenador do Laeser. 

Devem ser considerados ao pensarmos um Projeto para o Brasil.

Flávio Jorge
Coordenador do GT Combate ao Racismo e Igualdade Racial

 

Escola Sem Mordaça

MANIFESTO FRENTE GAÚCHA ESCOLA SEM MORDAÇA
A Frente Gaúcha Escola sem Mordaça, composta por entidades representativas de educadores e educadoras, estudantes, comunidade escolar, profissionais atuantes na cultura, na pesquisa, na comunicação, no direito, em ações comunitárias e por movimentos sociais, constitui-se como um espaço coletivo suprapartidário e plural, em defesa da democracia e da justiça social, repudiando os projetos de lei Escola sem Partido, a terceirização e a privatização da Educação Pública.
A Frente considera fundamental o processo de escolarização da população brasileira, intensificado a partir da democratização do país, e posiciona-se em defesa das conquistas dos movimentos sociais inscritas na Constituição Federal de 1988 e na legislação subsequente, e que visam reparar um processo histórico socialmente excludente, bem como prevenir a violação aos direitos humanos.
A Frente defende a manutenção e o respeito à Constituição Federal, que em seu Art. 5º garante a liberdade de expressão e no Art. 206 estabelece, dentre outros, os seguintes princípios para a Educação no país: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. Defende-se também o cumprimento integral do Art. 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê que “a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”. Além disso, propõe a consolidação de processos educacionais democráticos que incluem:
·     a liberdade de expressão dos professores, dos servidores e dos estudantes no ambiente escolar e no espaço público;
·     o estudo de temas relacionados às desigualdades socioeconômicas, à sustentabilidade socioambiental e às violações dos direitos humanos, tais como as discriminações e violências étnico-raciais e de gênero;
·     a implantação e a ampliação de políticas de ações afirmativas para a promoção da equidade étnico-racial e de gênero nas instituições de ensino e na sociedade;
·     o oferecimento de matérias científicas associadas à saúde sexual e reprodutiva, bem como à evolução biológica, de forma a promover o conhecimento necessário à sustentabilidade socioambiental e à transformação de uma realidade desigual, injusta e excludente;
·     uma escola pública, gratuita e laica, bem equipada e com equipe profissional capaz de promover o desenvolvimento pleno dos educandos, aprendizagens, acesso ao patrimônio científico-cultural e tecnológico, bem como o exercício pleno da cidadania;
·     a constituição de ambiente de respeito mútuo e de promoção de relações interpessoais de confiança visando a saúde nas instituições educacionais;
·     a gestão democrática das instituições de ensino por meio de eleição das equipes diretivas pelas comunidades de professores, servidores, estudantes e seus responsáveis.
A Frente Gaúcha Escola sem Mordaça adere à luta da Frente Nacional Escola sem Mordaça, que repudia e solicita o arquivamento de projetos de lei no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, protocolados por defensores do Movimento Escola sem Partido:  Projeto de Lei nº 7.180/2014 (e demais projetos a ele apensados) e do  Projeto de Lei do Senado nº 193/2016; Projeto de Lei nº 1.411/2015, que tipifica assédio ideológico. Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a Frente Gaúcha Escola sem Mordaça solicita o arquivamento do  Projeto de Lei nº 190/2015, que representa no Estado o programa Escola sem Partido; solicita também o arquivamento dos projetos municipais correlatos.
Tais projetos de lei, inconstitucionais, buscam produzir uma escola sem reflexão crítica sobre a realidade, impedir a formação para a cidadania e a liberdade de expressão no exercício profissional, incentivando a delação anônima de professores por estudantes e familiares e a coação por meio de notificações extrajudiciais, que ameaçam os docentes com processos de perda do direito ao exercício profissional, perda patrimonial e prisão. Esses projetos pretendem constituir uma única forma de pensar, impedindo a pluralidade de ideias própria à educação pública.
EDUCAÇÃO PLURAL NA CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA

Assine nosso Manifesto no link abaixo:

José Antonio dos Santos da Silva
Ubuntu.
Militante do Movimento Social Negro e dos Direitos Humanos.
Acadêmico de Direito - Estácio/FARGS-RS
+ 55 51 80208344 - Vivo - WhatsApp
+ 55 51 82490039 - TIM - WhatsApp
Skype: jass_62
Twitter: @JASSRS62
Facebook: www.facebook.com/jose.a.silva. 336 - Perfil 01.

Coletivo de Entidades Negras

Antes de qualquer coisa é importante destacar que esta reflexão é feita a partir do campo daqueles que se organizam para combater o racismo e suas consequências e que, portanto, situam-se num espectro da política de âmbito popular e progressista.
Isto posto, é essencial partir da constatação que não se pode negar a flagrorosa e acachapante derrota sofrida pelo nosso segmento nestas eleições.Tentar mascarar a derrota só fará aumentar a dificuldade de se buscar alternativas para minimizar esse prejuízo nos pleitos futuros.
Dizer que o povo votou mal é equivocado e simplista, pressupõe uma lógica arrogante que o povo só vota certo quando vota conosco e somos radicais defensores da manifestação do desejo e do respeito ao voto popular.
A derrota sofrida pelo campo da esquerda reflete uma onda conservadora que está a mover-se por todo o globo, havendo, onde chega, a fusão dos interesses empresariais, financeiros, midiaticos entre outros que seguem algumas características locais mas que sempre se pautam na manutenção dos interesses das elites dominantes.
No caso do Brasil, as elites aguardaram a abertura de uma brecha para pôr por terra o discurso de conciliação de classes e empreender uma violenta desconstrução das forças de esquerda que governaram o país nos últimos anos.
Essa desconstrução se vale de poderosos recursos de propaganda que, em articulação com os poderosos grupos de mídia nacional, impõe ao cidadão médio falsos conceitos como se fossem verdadeiros, havendo aí, para executar essa tarefa, alianças amplas com grandes especialistas em tecnologia, retórica, oratória e, principalmente, com os representantes do fundamentalismo religioso que se especializou, nos últimos 40 anos em penetrar em corações e mentes e lá plantar seu discurso e visão de mundo.
Foi, portanto, essa conjunção de fatores que nos levou a um quadro de derrota nas municipais de 2016 e que nos leva a pensar que a narrativa do golpe por si só não se sustenta e que o “Fora Temer ” precisa se aprimorar, pois há a percepção e reação negativa da população à figura de Temer, mas essa rejeição não se estende aos seus mais próximos aliados.
Para reerguer a esquerda devemos, como movimento social, voltar às nossas práticas de trabalho de base e aproximação com as massas, lembrando que desde a redemocratizacao os movimentos sociais sempre fortaleceram o partidos de esquerda, cabendo aí avaliar o grande erro que foi a vinculação umbilical dos movimentos sociais ao partido hegemônico, tirando destes movimentos a capacidade de crítica ao conjunto de erros que estavam se formando e  que ao fim lhe levou à inevitável queda.
É necessário compreender que o momento político a nós desfavorável nos impõe uma agenda de diálogos, capacitações e formações que visem recuperar o tempo perdido. Discutir o cotidiano, a realidade de cada um, apresentar propostas e juntos buscar soluções, nos é um caminho possível e extremamente necessário neste momento. Precisamos resgatar o que tínhamos de mais poderoso que era proximidade com os mais pobres e mais pretos,  estes mesmos que agora são e serão apontados por alguns segmentos como culpados e acusados de votar mal.
Se hoje a política retroage há trinta anos é nosso dever resgatar as estratégias e metodologias que nos levaram a conquistar o poder, mesmo que por um curto período de tempo e , agora sim, escaldados pelos erros, não mais cometê-los, buscando construir novos elementos referenciais a partir daquilo que pauta nossa luta, que é o combate ao racismo e  às suas nefastas consequências.
Márcio Alexandre
Coordenador Nacional de Política Institucional do CEN

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Att,
Coletivo de Entidades Negras - CEN
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