sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Roda Viva

Aloysio Nunes Ferreira Fillho
Senador eleito pelo PSDB/SP

Aloysio Nunes Ferreira Filho, 65 anos, nasceu em São José do Rio Preto. Foi presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, deputado estadual por dois mandatos e federal por três.
Foi vice-governador de São Paulo, na gestão de Luis Antônio Fleury, secretário de Transportes Metropolitanos, no mesmo governo. No governo de Fernando Henrique Cardoso foi secretário-geral da Presidência e Ministro da Justiça.
Na gestão de José Serra frente à Prefeitura de São Paulo foi secretário de Governo e, no Governo do Estado, secretário-chefe da Casa Civil.
Elegeu-se senador, pelo PSDB-SP, com mais de 11 milhões votos.

Participam como convidados entrevistadores: Augusto Nunes, jornalista; Paulo Moreira Leite, jornalista; Mônica Bergamo, colunista do jornal Folha de S.Paulo e Marcelo Beraba, editor-chefe do jornal O Estado de S.Paulo.

Apresentação: Marília Gabriela

Transmissão simultânea pela Internet.


O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h00.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www2.tvcultura.com.br/rodaviva

Professores com Dilma

Carta O Berro..........................................................repassem
 
 
 

Boletim Eletrônico Macro PT ABC
 Twitter: @macroabc @humbertotobe @amigosdilma @galeradamacro

Professores lançam manifesto pró-Dilma

Recomendamos os vídeos abaixo!!!! Clique e assista...Mande para sua rede

Eu vou à luta com esta Juventude

ProUni muda a realidade do ensino superior

Lula: Vai aumentar as vagas nas universidades brasileiras

Dilma apresenta propostas para qualificação de mão-de-obra

Lula defende integração latino-americana em aula inaugural da Unila

 
Serra e a educação em SP

O DEM quer sim acabar com o ProUni

O que os jovens devem esperar de José Serra?

PSDB SP:"Fizeram um pau de sebo que o professor não chega nunca”

Bullying Eleitoral

Professores da rede pública estadual de SP foram tratados a golpes de cassetetes




+ Notícias

Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”

Gestão Tucana em SP: 3 mil sem-teto ocupam prédios

Eduardo Guimarães: Serra, o mercador do pré-sal


“Dobrar o Bolsa-Família”: Serra mente!

Dilma anuncia plano para estimular e acelerar adoção

Neurocientista dr. Miguel Nicolelis anuncia apoio a Dilma

Apanhei, não quero mais...Por Alexandre Lucas

Serra e a péssima educação de SP: a culpa é dos nordestinos

Dilma derrotou Serra no debate

Maria Rita Kehl: Os bastidores de sua demissão pelo Estadão

Investimentos em educação, ciência e tecnologia começam a dar seus frutos

“Ô Globo, pega leve aí na campanha…”

Ministro espera que Estatuto da Igualdade Racial esvazie ações do DEM no STF

Quando prefeito, o tucano deixou crianças sem creche

PT faz grupo de trabalho para apresentar propostas a Marina

Itinerário de um desastre tucano num mar de lama

Governo Lula foi o que mais investiu em educação, diz manifesto de reitores

Investir em qualificação de mão de obra tem que ser prioridade

Criação de novas tecnologias é desafio para o país

Lula garante compra de terreno da UFABC em Mauá

UFABC: Conquistas e desafios

+ na TV PT ABC - Vídeos clique e assista


 Agora é Dilma Presidente

 Dilma uma grande brasileira

 A emoção do dever cumprido

 Homenagem ao presidente Lula

 Tudo passa pela educação

Debate na Band: Dilma fala sobre Educação

Dilma no debate do UOL - Educação

Dilma defende educação de qualidade da creche à pós-graduação

Dilma em coletiva Rio Grande - Educacão

Programa aumenta a qualificação de professores



Caso você não queira mais receber e-mails desse remetente ou se esse e-mail não foi solicitado, descadastre-se.

If you do not wish to receive any more e-mails from this sender or if this is an unsolicited e-mail, unregister here.

-----Anexo incorporado-----

_______________________________________________
Cartaoberro mailing list
Cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br
http://serverlinux.revistaoberro.com.br/mailman/listinfo/cartaoberro

Dilma em Xeque

Comissão da CNBB defende Dilma e põe discurso de Serra em xeque

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), manifestou-se, por meio de nota, "preocupada com o momento político na sua relação com a religião". "Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente", afirmou a entidade, no comunicado.

A manifestação deve endereço certo: o bispo de Guarulhos (SP), d. Luiz Gonzaga Bergonzini, que tem pregado o voto contrário à candidata Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando. Ele também quer levar o aborto para o centro do debate eleitoral, embora nenhum candidato tenha se proposto a mudar a legislação sobre práticas abortivas.

"Dos males, o menor", tem dito d. Luiz Gonzaga, ao defender o voto contrário a Dilma que, segundo ele, apoia o aborto. A candidata já negou várias vezes essa suposição, mas o bispo tem usado suas missas para acusar Dilma e o PT de terem incluído em seu programa de governo a defesa do aborto. Guarulhos, na Grande São Paulo, tem 1,3 milhão de habitantes.

Para o secretário-executivo da Comissão Justiça e Paz, Daniel Veitel, Dilma foi a única candidata que se declarou claramente a favor da vida. "O José Serra (presidenciável do PSDB) não tem uma posição clara", criticou. Veitel lembrou que a CNBB não impôs veto a ninguém nas eleições. Afirmou ainda que alguns grupos continuam induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem nisso.

"Constrangem nossa consciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial", afirma a nota da comissão.

Da Redação, com informações da Agência Estado
 =========================================


Retransmissão:

Carlos Honorato



" PARTICIPEM  DESTA CAMPANHA  DE LULA E DILMA A FAVOR DO POVO BRASILEIRO "

VOTE 13 - DILMA PRESIDENTE


Sua missão é dar conhecimento deste a todos os seus contatos

 
__._,_.___

-----Anexo incorporado-----

_______________________________________________
Cartaoberro mailing list
Cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br
http://serverlinux.revistaoberro.com.br/mailman/listinfo/cartaoberro

A história não tem Rascunhos

Brasil de Fato – edição 400 - de 28 de outubro a 3 de novembro de 2010
Editorial

A história não tem rascunhos
 
 
ESTAMOS DIANTE da maior eleição de nossa história.
 A quinta eleição presidencial consecutiva, 21 anos depois do inesquecível embate de 1989. Esse período é o maior da história política brasileira, com liberdades democráticas e votação direta para o executivo e legislativo; comparável apenas com o brevíssimo período entre as duas ditaduras do Estado Novo e da resultante do golpe militar entre 1964 e 1985.
Golpe militar e período ditatorial seguem sendo o grande trauma não superado em nossa história. Os embates, polêmicas, acusações e personagens, que reaparecem neste segundo turno, seguem nos lembrando que os fantasmas do passado continuam ativos e dispostos a impedir qualquer mudança, por menor que seja, e que afete seus interesses.
Assim como em 1989, na campanha de Collor contra Lula, retomam o tema do aborto e todo um arsenal de calúnias para semear o ódio e o medo. Neste momento, são chamados os velhos atores sinistros que cumprem o papel de apavorar. Ressurgem antigos personagens, como a turma da Tradição Família e Propriedade (TFP), Oppus Dei e toda a gama de fundamentalistas, acompanhados de generais de pijama, ruralistas e analistas de plantão.
Novamente, a grande mídia atua como o verdadeiro partido político da direita e usa toda a sua força para propagar o medo. Nada mais simbólico do que a capa da revista Veja – com o monstruoso polvo vermelho que vai nos engolir. Com isto, se esvai a pouca credibilidade desses veículos de comunicação.
A batalha ideológica faz parte da luta política. Embora numa correlação de forças distinta daquela histórica campanha de 1989, e empunhando um programa muito mais rebaixado, a candidatura Dilma enfrenta todas as baterias da grande mídia, especialmente das quatro grandes famílias que controlam os principais veículos de comunicação do país. Novamente, a polarização divide a sociedade. Lideranças religiosas se posicionam no campo conservador ou progressista; artistas, dirigentes populares, não escapam da polarização.
Novamente, constatamos que enquanto os primeiros turnos das eleições são frios, distantes dos grandes debates e resumidos a shows e disputa de espaço na grande mídia, os segundos turnos forçam o confronto de ideias, propostas, visões do Brasil e do mundo, e de projetos políticos. Assim como nas eleições presidenciais passadas, o tema das privatizações é retomado, obrigando a candidatura da direita a fazer todos os malabarismos para contorná-lo.
Vacilar neste momento é um grave equívoco. Abster-se ou esconder-se no voto nulo, para depois invocar a falta de responsabilidade quando os previsíveis limites de um governo Dilma surgirem, é um senso de oportunidade que não condiz com um lutador do povo. As forças políticas que sustentam a candidatura Serra – desde a bancada ruralista até os ávidos negociantes das privatizações – são as mesmas que protagonizaram o desmonte do Estado brasileiro e toda a ofensiva neoliberal durante o período Fernando Henrique Cardoso.
Recordemos que FHC saudou a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) como “bem-vinda” em seu discurso na II Cúpula das Américas em Quebec. E seu ministro Celso Lafer, notabilizado por tirar os sapatos quando visitava os EUA, demitiu o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães da diretoria do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (Ipri) por criticar a Alca. Além disso, aceitou passivamente a destituição do embaixador José Mauricio Bustani da direção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) para preparar os pretextos da invasão ao Iraque. Logo após o atentado de 11 de setembro, Lafer convocou uma reunião do órgão de consulta da OEA, invocando o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar), manifestando que o Brasil poderia participar de ações militares contra o terrorismo. Também firmaram acordo para ceder a Base de Alcântara aos EUA, que fortaleceram os ataques e o boicote a Cuba. Tudo isso apenas para refletirmos sobre os impactos internacionais.
Não se trata de alimentar ilusões sobre as possibilidades de um governo Dilma. A provável conjuntura nacional e internacional dos próximos anos será muito mais complexa e exigirá muito mais, tanto do governo Dilma, quanto das forças populares. E a proposta política do PT já não é mais o seu histórico Programa Democrático Popular que empolgou a campanha de 1989. Sabemos que a construção de um projeto popular exige um programa de mudanças estruturais e que isso depende da organização de nosso povo e sua capacidade de construir a força social.
A questão colocada pela história é outra. Derrotar o inimigo é sempre uma tarefa central na luta popular. A luta de classes é um fator objetivo do processo. Do inimigo podemos esperar tudo, menos complacência. Basta ver a capacidade das forças reacionárias em aglutinar-se em torno da candidatura Serra para compreender porque a maioria da classe trabalhadora não vacila em posicionar-se.
Equivocar-se na identificação do inimigo é um erro que costuma custar muito caro, pois determina a capacidade de construir alianças e onde concentrar forças. Como ensina a velha sabedoria chinesa, “quem não sabe contra quem luta, jamais poderá vencer”. Alguns poderão esconder-se no voto nulo, esperando ansiosos que os anunciados limites de um governo Dilma lhes massageie a consciência impoluta. Pouco importa o movimento dos representantes do latifúndio, grandes meios de comunicação, igrejas conservadoras e aparatos de “inteligência” estrangeiros. Pouco lhes importam a defesa dos países que constroem a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) e, principalmente, ignoram a consciência da classe trabalhadora que se posiciona de forma clara. Somente a história poderá nominar esta postura. E a história não admite rascunhos.
Nossa luta é pela construção de um projeto popular para o Brasil. Estamos apenas diante de mais um desafio. Sabemos que as eleições não são a batalha final. Por isso, seguiremos numa luta prolongada, apostando na unidade de todas as forças populares em torno de um programa que altere a estrutura de poder em nosso país. Viveremos junto com o povo esse processo e não tememos a cooptação. Acreditamos no povo brasileiro e enfrentaremos mais essa batalha, confiantes em derrotar nossos inimigos.

Trabalho no Campo

Trabalho degradante ainda assola o campoBettina Barros | De São Paulo
26/10/2010
Apesar dos avanços ocorridos nos últimos anos, a atividade agrícola continua descumprindo direitos assegurados pelo Estado ao trabalhador rural. Praticamente todas as autuações realizadas pelos auditores fiscais são relativas ao chamado "trabalho degradante" - conjunto de ações que caracterizam condições impróprias ou humilhantes ao trabalhador. Até o dia 19 deste mês, foram lavrados 2.363 autos de infração, um leve recuo em relação à média dos últimos cinco anos.
O fornecimento de água potável continua sendo uma das infrações mais comuns. E quase sempre vem acompanhada de outras: alojamentos inadequados, sanitários insuficientes, falta de equipamentos de segurança e transporte coletivo inapropriado. Segundo o governo, o conjunto dessas violações assola todas as culturas agrícolas do país.
"O trabalho degradante ainda é uma característica do campo brasileiro, embora a situação tenha melhorado bastante nos últimos anos", diz Marcelo Campos, assessor da Secretaria de Inspeção do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). "Não há uma atividade rural livre disso hoje, de plantações de morango e erva-mate à cana".
O grande nó está no cumprimento da Norma Regulamentadora (NR) 31, do Ministério do Trabalho e Emprego, editada em março de 2005 e que rege a segurança e a saúde no trabalho. É ela que possibilita aos fiscais caracterizar o que é degradante, de acordo com as condições de alojamento, alimentação, transporte, equipamentos para proteção e carga horária, entre outros itens.
Diz a norma, por exemplo, que os dormitórios devem ter camas com a distância mínima de 70 centímetros , pé direito de três metros de altura, lavatório e chuveiro aquecido. O local para refeições deve ter pisos impermeáveis e laváveis e mesas de tampo liso. A água potável é obrigatória: deve ser fornecida fresca e em quantidade suficiente para a necessidade humana. A NR determina ainda a instalação sanitária para um grupo de cada 20 trabalhadores.
Boa parte dessas regras, porém, são ignoradas. Sob o ponto de vista das empresas, pela dificuldade de implementá-las. No olhar do governo, pela cultura de negação dos direitos no meio rural, onde a informalidade ainda é muito superior à do meio urbano. "Não existe cumprimento de direitos sem custo. Empregadores acostumados a não cumprir a lei, quando são instados a fazê-lo, tendem a se surpreender com os custos e preferem manter-se na ilegalidade", afirma Campos, do MTE.
O aumento da fiscalização no trabalho desde 2005, uma das prioridades do governo federal, trouxe à tona infrações antes restritas a Estados problemáticos. Em São Paulo , o número de autuações tem crescido de forma significativa na citricultura. No Paraná, nas culturas de pinus e erva-mate. A cana-de açúcar, em Goiás e Minas Gerais, e a cadeia produtiva dos frigoríficos no Mato Grosso e Pará. Café, algodão e sisal respondem pela maioria das autuações por trabalho degradante na Bahia. "Isso mostra que o trabalho degradante não está confinado ao Pará e Mato Grosso", diz Débora Tito, coordenadora da Procuradora do Trabalho.
Mas há uma questão de fundo que preocupa o setor produtivo: a autonomia funcional do fiscal. Isso significa que é possível entender a mesma norma de maneiras diferentes. Se para um o banheiro está bom, outro fiscal pode pensar o contrário - a interpretação subjetiva inerente ao Direito.
Outro complicador para o produtor é que trabalho degradante e escravo são considerados iguais para o MTE. A mudança ocorreu em 2003, com as mudanças incorporadas ao Código Penal. Até então, trabalho escravo era o sistema de endividamento ou cerceamento de liberdade de ir e vir. Desde então, jornadas exaustivas, exigência de produtividade além da capacidade do trabalhador e trabalho degradante também colocam a empresa na categoria.
"Há abusos na interpretação de normas e despreparo dos fiscais", diz o advogado Túlio de Oliveira Massoni, do Mascaro & Nascimento Advogados, de São Paulo.
Segundo o MTE, menos de 10% das empresas na lista negra do trabalho escravo no país estão lá só por trabalho degradante. "Se o empregador não tem a sensibilidade de dar água, vai se preocupar com o resto?", questiona Campos. "Isso sempre vem associado a outras irregularidades".
Para a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), no entanto, é necessária uma revisão "profunda" da NR 31. Segundo Elimara Sallum, consultora para questões trabalhistas e sindicais da entidade, a norma regulamentadora trouxe melhorias mas dispositivos de difícil aplicação. "O campo é ligado a usos e costumes. E não se muda costumes em alguns anos. É importante ter uma norma que possa ser aplicada".
O setor é um dos que continua a ser autuado pela falta de acesso à água, segundo o MTE. Questionada, a Unica afirmou que cada trabalhador recebe um galão para cinco litros de água, abastecido em um ônibus que é enviado diariamente à beira do canavial.
Contexto
26/10/2010
Dados consolidados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que de 01 de janeiro a 19 de outubro deste ano foram realizadas 81 operações de fiscalização em propriedades rurais do país, com 183 estabelecimentos inspecionados e R$ 6,591 milhões em pagamentos de indenização. As operações resultaram em 2.363 autos de infração, sendo a maioria esmagadora relacionada ao chamado trabalho degradante. Segundo Marcelo Campos, do MTE, houve uma redução no número de autuações em relação a 2009, quando encerrou-se o ano com 156 operações. Isso se deveu principalmente, de acordo com ele, ao número menor de denúncias. "A exploração passou a ser um mau negócio", diz Campos, referindo-se à repercussão da exploração trabalhista e ao impacto no negócio. O pico das indenizações foi em 2007, com R$ 9,914 milhões pagos. Para o promotor do Ministério Público do Trabalho, Roberto Marcondes, da 15º Região, de São Paulo, só 4% das autuações do órgão resultam em ações civis públicas. A grande maioria é regularizada com Termos de Ajuste de Conduta (TAC) ou não se concretiza.

Jornalistas

O jornalista Amaury Ribeiro Junior entregou nesta terça-feira (26) uma carta aos jornalistas contendo parte do material entregue por ele à
Polícia Federal em relação a investigações que fez no período de 1998 e 2002 sobre as privatizações de empresas estatais no governo Fernando Henrique Cardoso.
Confira na íntegra a carta de Amaury Ribeiro Jr.:
Nota à imprensa
Aos colegas jornalistas:
Estou passando às mãos de todos cópia de uma pequena parte do material que entreguei hoje à Polícia Federal. Todos os papéis foram
obtidos de forma legal sem quebra de sigilo fiscal. Vale lembrar que a documentação refere-se aos anos de 1998 até 2002.
O que foi entregue não é resultado de militância partidária, que nunca tive, e sim da única militância que reconheço e pratico, a do jornalismo. Prova disse é que, em junho de 2005, fui o autor de "Aparece o dinheiro", reportagem de IstoÉ (edição 1863), em que foi exposto o Mensalão do PT. Desejo que a liberdade de imprensa em vigor no país possa servir, agora, ao esclarecimento da população.
São informações oficiais a que tive acesso nos longos anos em que estou trabalhando no tema das privatizações. Pela primeira vez estão sendo trazidas ao conhecimento público. São, portanto, absolutamente inéditas. Foram obtidas judicialmente através de uma ação de exceção de verdade. São documentos da CPMI do Banestado, cujo acesso estava, até então, proibido aos brasileiros. Agora, vieram à luz. Espero que possam, enfim, ajudar a esclarecer um período sombrio do país. Vocês são parte importante e decisiva neste processo.
Chamo a atenção para dois pontos especialmente, ambos alicerçados em informações oficiais obtidas pela dita CPMI na base de dados da conta Beacon Hill do banco JP Morgan Chase e no MTB Bank, ambos de Nova York. A Beacon Hill Service Corporation  (BHSC) onde eram administradas muitas subcontas com titulares ocultos. Nos EUA, a BHSC foi condenada em 2004 por operar contra a lei. No Brasil, inspirada pela designação Beacon Hill, a Polícia Federal deflagrou a Operação Farol da Colina, apurando, entre outras personalidades envolvidas, nomes como os do ex-governador paulista Paulo Maluf e do banqueiro Daniel Dantas. Os pontos em questão são os seguintes:
1 . Os depósitos comprovados (pag. 4/11) do empresário GREGÓRIO MARIN PRECIADO, casado com uma prima de JOSÉ SERRA e ex-sócio do ex-governador de São Paulo (o mesmo SERRA), na conta da empresa Franton Interprises (pag. 3/11), vinculada ao ex-caixa de campanha do próprio SERRA e de FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, RICARDO SÉRGIO OLIVEIRA. A soma de tais valores ultrapassa os US$ 1,2 milhão e cresce sobretudo no ano eleitoral de 2002, quando SERRA foi candidato à Presidência. Mais de 80% dos recursos recebidos pela Franton na Beacon Hill tem origem em PRECIADO. RICARDO SÉRGIO, como se sabe, foi diretor do Banco do Brasil e o grande articulador de consórcios de privatização no período FHC.
2. Os depósitos realizados pela empresa Infinity Trading, pertence ao empresário CARLOS JEREISSATI, (pag 9/11) igualmente na Franton Interprises e RICARDO SÉRGIO. JEREISSATI liderou um dos consórcios que participou dos leilões de privatização e comprou parte da Telebrás. É de conhecimento geral que a formatação de consórcios e as privatizações da Telebrás também tiveram a intervenção de RICARDO SÉRGIO. Em muitas ocasiões se falou de propina na venda de estatais, mas esta é a primeira vez que aparece uma evidência disso lastreada por documentos bancários oficiais.
Tenho certeza da relevância do material e espero que façam bom uso dele. Um abraço a todos e bom trabalho.
Amaury Ribeiro Junior
Repórter
Rogério Correia
Deputado Estadual
Secretário de Movimentos Populares - PT/MG
Tel.: (31) 9972.2750

Brasil de Fato

  DESTAQUES

Eleições
“Derrotar a direita”, eis o consenso

Forças da esquerda brasileira divergem quanto ao apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno
Eduardo Sales de Lima

Eleições
Nem segundo turno politizou o debate
Segundo analista, campanha foi a de nível mais baixo desde fim da ditadura
Renato Godoy de Toledo

Eleições
Marina em meio ao “jogo verde”
Neutralidade no segundo turno tem sido apenas superficial
Eduardo Sales de Lima

Eleições
STF decide pela validade da Lei da Ficha Limpa
Depois de uma discussão marcada por tensão e desentendimentos, venceu a tese proposta pelo ministro Celso de Mello, por 7 votos a 3
Débora Zampier

-> Especial Eleições
  NACIONAL

Romeu Tuma
A morte de mais um torturador impune

Ex-presos políticos lembram o triste e criminoso legado deixado pelo ex-delegado do Dops
Patrícia Benvenuti

Trabalho
Direito de greve de servidores ainda não foi regulamentado
Jorge Américo

Economia
Dívida pública, a raiz do atraso brasileiro
Luís Brasilino

Censura
Editor do Diário do Nordeste é demitido por matéria sobre livro marxista
Sindicato dos Jornalista do Ceará

Pará
CNJ constata presos em contêineres
Pedro Peduzzi

Educação
Escolas rurais no Brasil: um retrato
Leila Leal e Raquel Júnia

-> Norte Fluminense: vizinhos, mas diferentes

Brasília
Brasil de Fato realiza curso sobre conjuntura latino-americana
da Redação
  INTERNACIONAL

Argentina
Morre ex-presidente Néstor Kirchner

Ele faleceu logo depois de ingressar na urgência de uma clínica do país por problemas do coração
Da redação

Iraque
Novos massacres e torturas dos Estados Unidos
Pagina 12

Mulheres
Pacifismo feminino silenciado na Colômbia
Helda Martinez

Espanha
Bem-vindos ao Terceiro Mundo!
Breno Bringel e Janaina Stronzake

Protesto
França desperta, de novo, os trabalhadores europeus
Jean-Paul Piérot

Uruguai
Deputados anulam lei que anistiava militares
Jorge Américo

Pacífico
Acordo com Peru garante acesso ao mar à Bolívia
Vinicius Mansur

Mulheres
Esterilizadas à força vão à Justiça no Peru
Ángel Páez
  CULTURA

Animação
A Avó Grilo: O mito da dona da água

Esta é uma história que é contada milenarmente pelo povo Ayoreo, da Bolívia
Elaine Tavares

Teatro
Algo de Negro
Aldo Gama

Cinema
A favela por ela mesma
Xandra Stefanel
  ANÁLISE

A história não tem rascunhos
Equivocar-se na identificação do inimigo é um erro que costuma custar muito caro
Editorial da edição 400 do Brasil de Fato

República Federativa do Brasil
Alipio Freire

Pelé e nossos ídolos
Roberto Malvezzi (Gogó)

É hora de tomar partido: um basta aos reacionários tucanos!
Roberta Traspadini

Dois eventos no mesmo caminho
Marcelo Barros
  EDIÇÃO 400
  ASSINATURAS

Assine o BRASIL DE FATO impresso e receba todas as semanas, em sua casa, um jornal comprometido com uma visão popular dos fatos do Brasil e do mundo. Você pode pagar com cartão de crédito, cheque ou boleto bancário. Clique aqui e veja como é fácil assinar o Brasil de Fato agora mesmo, pela internet, ou então ligue para (0xx11) 2131-0800.

Esse é o boletim informativo do jornal Brasil de Fato, enviado eletronicamente. Se você não quer mais recebê-lo, envie um e-mail para o endereço agencia@brasildefato.com.br e coloque no assunto: descadastramento. Para passar a receber e acompanhar as atualização da página de nosso jornal, escreva para agencia@brasildefato.com.br e coloque no assunto: cadastramento



_______________________________________________
Boletim Brasil de Fato
http://www.brasildefato.com.br
Para sair da lista acesse:
http://www.listasbrasil.org/mailman/options/boletimbdf