sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Filme de Lula indicado para o Oscar

Roberto Filho e Philippe Lima / AgNews

Daniel Filho Daniel Filho prestigiou a abertura do Festival do Rio 2010, realizada na noite de quinta-feira, 22, no Cine Odeon, Rio de Janeiro. O diretor aproveitou a oportunidade para comentar a indicação do filme "Lula, o Filho do Brasil" como o representante brasileiro na disputa de uma vaga para o Oscar 2011. Visivelmente contrariado, Daniel Filho falou sobre a escolha, feita pelo Ministério da Cultura.



"Meu problema é a política, que não pode comandar o cinema. Foi uma escolha política? Isso que me preocupa. Acho que tantos outros filmes representariam o Brasil, como "5X Favela", "É Proibido Fumar" e "A Suprema Felicidade", disse.



Daniel Filho, que assinou filmes como "Se Eu Fosse Você" e "Chico Xavier", ainda completou, fazendo uma brincadeira: "Como é mesmo o nome do filme: 'Lula, o dono do Brasil?".





Por Naiara Sobral, especial para o Te Contei
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Macunaima

Macunaíma não foi ao ato



Olhando-se as fotos da manifestação, nota-se que o cidadão comum, aquele que certos intelectuais costumam chamar de "macunaíma", não compareceu. "Juristas, acadêmicos e artistas, além de políticos tucanos", segundo o jornal O Estado de São Paulo, fizeram o Manifesto em Defesa da Democracia, no qual acusam o presidente Lula da Silva de "tramar contra as liberdades civis". O movimento inaugurado no Largo de São Francisco terá desdobramentos, segundo informa o Estadão. Manifestação semelhante foi programada para esta quinta-feira, no Rio. Muito simbolicamente, o ato foi marcado para a sede do Clube Militar, cenário de tantas conspirações golpistas. O artigo é de Luciano Martins Costa.



Luciano Martins Costa - Observatório da Imprensa



Comentário para o programa radiofônico do Observatório da Imprensa, 23/9/2010



O número de manifestantes não foi suficiente para preencher o espaço montado diante das arcadas da faculdade de Direito do Largo de São Francisco, no centro de São Paulo, mas o evento foi considerado importante o suficiente para compor a manchete da edição de quinta-feira (23/9) do Estado de S.Paulo.



Olhando-se as fotos da manifestação, nota-se que o cidadão comum, aquele que certos intelectuais costumam chamar de "macunaíma", não compareceu. "Juristas, acadêmicos e artistas, além de políticos tucanos", segundo o jornal, fizeram o Manifesto em Defesa da Democracia, no qual acusam o presidente Lula da Silva, que deve deixar o cargo no final do ano, de tramar contra as liberdades civis.



Um dos manifestantes, o jurista Miguel Reale Júnior, chegou a afirmar que "Lula age como um fascista". O jornal agasalha o exagero, próprio de campanha, sob a reputação do jurista em função de cabo eleitoral.



Observe-se que os demais jornais de circulação nacional – Folha de S.Paulo e O Globo– deram destaque menor ao acontecimento. A Folha nem chega a citar a manifestação em sua primeira página e o Globo, com uma foto do jurista Hélio Bicudo, faz apenas uma breve referência. Os destaques são divididos entre o resultado da pesquisa Datafolha, que mostra pequena queda na preferência pela candidata Dilma Rousseff, e novas denúncias de nepotismo no governo.



Campanha política

Os dirigentes da campanha do candidato oposicionista devem ter concluído que escândalos envolvendo parentes de políticos fazem mais estrago do que os que se referem a temas mais complicados, como a quebra de sigilo na Receita Federal. Como a campanha pauta a imprensa, esse deverá ser o tema predominante nas primeiras páginas dos jornais nos dias que faltam para as eleições.



Na página inteira dedicada à manifestação do Largo de São Francisco, que juntou pouco mais de 300 pessoas, o evento é chamado de "mobilização da sociedade civil" e comparado ao lançamento, feito em 1977, no mesmo local, da "Carta aos Brasileiros", quando personalidades do mundo jurídico e intelectual, diante de uma multidão de estudantes, marcaram o início da resistência organizada contra a ditadura militar.



O exagero do Estadão, mais do que atingir o decoro jornalístico, representa uma afronta à História. Afora as diatribes corriqueiras de campanha política, não há em medidas ou atitudes do atual governo qualquer ameaça que se compare ao que representou a ditadura militar.



Rasgando a fantasia

O movimento inaugurado no Largo de São Francisco terá desdobramentos, segundo informa o Estadão. Manifestação semelhante estava programada para quinta-feira (23), no Rio. Muito simbolicamente, o ato foi marcado para a sede do Clube Militar, cenário de tantas conspirações golpistas, e tem como um de seus animadores um general da reserva. Enquanto isso, o noticiário em geral começa a ser vertido para o caldeirão da campanha.



Em todos os jornais, o candidato da aliança oposicionista, José Serra, ganha destaque ao afirmar que a pane na Linha Vermelha do metrô de São Paulo, que prejudicou milhares de pessoas na terça-feira, foi provocada por seus adversários. "Não tenho dúvidas de que há interesses eleitorais nisso", declarou, segundo reproduz a imprensa.



Em outra seção dos jornais, técnicos explicam que a pane foi provavelmente provocada por excesso de lotação e que a Linha Vermelha do metrô paulistano é a mais carregada, com 9,8 passageiros comprimidos por metro quadrado.



Os editores não consideraram importante confrontar a declaração do candidato com o parecer dos técnicos.



As desonestidades da campanha parecem ter afetado irremediavelmente a mídia. A dez dias das eleições, a imprensa rasga a fantasia e sai do armário. Se preciso, vai apoiar e dar repercussão a um inusitado debate sobre liberdades civis no Clube Militar, o que representa uma metáfora de péssimo gosto.



Chamar os militares para protagonistas da disputa eleitoral, ainda que no papel de mestres de cerimônia, é uma jogada de alto risco que pode manchar a biografia de algumas figuras da República. E atingir a reputação da chamada grande imprensa.



A pesquisa Datafolha divulgada na mesma quinta-feira tem como grande novidade o crescimento da candidata Marina Silva, que pela primeira vez supera o índice de 10 pontos na preferência do eleitorado. Mas os analistas de pesquisas eleitorais avaliam que será preciso muito mais escândalos para reverter a tendência que aponta a vitória da candidata governista Dilma Rousseff no primeiro turno.



No dia 3 de outubro veremos o que pensam de tudo isso os milhões de "macunaímas".





-----Anexo incorporado-----





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A Mídia Comercial contra Dilma

A Midia comercial em guerra contra Lula e Dilma



Leonardo Boff*



Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.



Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.



Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.



Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.



Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.



Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.



Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.



Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.



O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.



Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.



O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.



O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.



Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.



*teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.







Debates dos Candidatos

Caros do Grupo,




“A campanha eleitoral é oportunidade para empenho de todos na reflexão sobre o que precisa ser levado adiante com responsabilidade e o que deve ser modificado, em vista de um Projeto Nacional com participação popular." (CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)











Reflita sobre a frase de Sir Karl Raimund Popper (Viena, 28 de Julho de 1902 — Londres, 17 de Setembro de 1994):







"Não devemos aceitar sem qualificação o princípio de tolerar os intolerantes senão corremos o risco de destruição de nós próprios e da própria atitude de tolerância". (Karl Raimund Popper)







"O tempo é o melhor aliado contra a mentira". (Gerhard Erich Boehme)







“É possível enganar algumas pessoas todo o tempo; é também possível enganar todas as pessoas por algum tempo; o que não é possível é enganar todas as pessoas todo o tempo” (President Abraham Lincoln - February 12, 1809 - April 15, 1865)







“A primeira vez que você vier a mentir e eu acreditar, a culpa será sua. A segunda, será minha” (Theodor Boehme)







"Quando alguém mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando alguém trapaceia, está roubando o direito à justiça". (Khaled Hosseini em The Kite Runner - O caçador de pipas. Tradução de Maria Helena Rouanet - Editora Nova Fronteira)









Teremos ainda os debates a nível nacional:



26/09 - Debate TV Record

01/10 - Debate TV Globo



2º Turno



13/10 - Debate TV Gazeta/Jornal Estado de S.Paulo

17/10 - Debate Rede TV/ Folha de S.Paulo

24/10 - Debate TV Record

29/10 - Debate TV Globo



Dado a falta de informações, e a necessidade de melhores esclarecimentos frente as propostas, vejo como fundamental termos o 2º Turno.



O que deve ser observado nestes debates:



1. como entendem e quais as propostas para os problemas nacionais:

•violência - retirou a vida de mais de 150mil brasileiros em 2009 e consome mais de 5% do PIB;

•corrupção e burocracia - retira mais de 7% do PIB;

•perda de liberdade econômica e privada do cidadão;

•saúde e saneamento - o investimento feito nos últimos 16 anos foi irrisório;

•discriminação espacial e Reforma Agrária - uma das principais causas da violência no Brasil;

•endividamento público (Estado e estatais), privado (empresas e ONG) e do cidadão;

•diáspora econômica brasileira;

•perda da competitividade do Brasil frente aos seus principais entraves;

•perda da competitividade do Brasil frente ao endividamento e alta do dólar;

•perda da competitividade do Brasil por não investir em ações e programas que agreguem valor aos produtos e serviços;

•perda da competividade do Brasil frente a diáspora econômica e perda de talentos.

2. como irão realizar as reformas necessárias, eliminar nossos entraves, para que não tenhamos mais a Feira de Milagres:

•ensino, em especial a do ensino superior;

•tributária;

•trabalhista;

•política;

•previdência nacional;

•segurança pública.

http://www.anaceu.org.br/conteudo/artigos/publicacoes/19%20-%20Publicacoes%20-%20Jose%20Pio%20Martins.pdf



www.institutoliberal.org.br/conteudo/download.asp?cdc=1250



3. como irão enfrentar a demagogia e o paternalismo frente as transferências de renda realizadas, do pagador de impostos para os privilegiados com suas aposentadorias sem contribuição e as chamadas bolsas.



4. como irão reduzir o tamanho do Estado, eliminando o ePTismo e a emPTização, de forma que o cidadão possa carregá-lo e este realmente nos forncer bens e serviços públicos de qualidade.



"Bens e serviços públicos têm como característica essencial a impossibilidade de limitar o seu uso àqueles que pagam por ele ou a impossibilidade de limitar o acesso a eles através de restrições seletivas, com uma única exceção eticamente aceitável: o privilégio ou benefício dado aos portadores de deficiência física ou mental, incluindo as advindas com a idade ou aquelas resultantes de sequelas de acidentes ou fruto da violência." (Gerhard Erich Boehme)



5. como irão reoganizar o Estado e eliminar as ingerências indevidas na sociedade de forma a eliminar as causa que concorrem para o crescimento do 4º Setor.





“Um Estado, o chamado 1º Setor, deve apenas atuar subsidiariamente frente ao cidadão e não estar voltado para ocupar o papel que cabe ao 2º Setor - pois assim se cria o estado empresário e com ele fomenta-se o clientelismo, a corrupção e o nepotismo - ou 3º Setor - pois assim se promove o Estado populista que cria ou alimenta os movimentos (antis)sociais, o paternalismo e o assistencialismo, bem como que abre espaço para a demagogia político e perda da liberdade e responsabilidade do cidadão. Caso contrário ele acaba criando o 4º Setor - quando o poder coercitivo (tributação, defesa nacional, justiça e segurança pública) do Estado deixa de ser exercido por ele e é tomado por parte de segmentos desorganizados ou não da sociedade - cria-se então o Estado contemplativo, que prega a mentira, pratica a demagogia e o clientelismo político, com seu capitalismo de comparsas e seu socialismo de privilegiados, e cria o caos social através da violência, corrupção e desrespeito às leis”. (Gerhard Erich Boehme)





Entenda melhor: http://www.youtube.com/watch?v=GwGpTy-qpAw



Abraços,



Gerhard Erich Boehme

gerhard@boehme.com.br

(41) 8877-6354

Skype: gerhardboehme

Caixa Postal 15019

80530-970 Curitiba - PR



Antes de votar:

Observe as orientações aos luteranos Leia mais ... E quem são eles: Veja ...

Leia também a posição da CNBB.



Acompanhe a Agenda dos Candidatos:

http://veja.abril.com.br/eleicoes/eleicoes-2010-agenda-candidatos.shtml

http://www.movmarina.com.br/

http://www.votocerto.com/presidente/agenda-marina-silva

http://www.minhamarina.org.br/agenda/

http://www.joseserra.org.br/news.asp?artid=45

Liberdade de Expressão

Liberdade de expressão: um ato para a história





Transcrevo o texto de relato do jornalista Renato Rovai (Revista Fórum) sobre o Ato dessa noite em São Paulo, junto com a Carta "Pela Ampla Liberdade de Expressão no Brasil", que deve ser divulgada por todos os cantos possíveis (ajudem a espalhá-la!) -



23 de setembro de 2010 às 23:23



Escrito por Renato Rovai – Revista Fórum – Blog do Rovai







O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo viveu um dos seus melhores dias nesta quinta-feira à noite.







Eram 18h15 quando este blogueiro chegou ao local e mais de cinquenta pessoas já se aglomeravam no auditório Wladimir Herzog, que tem capacidade para 100 pessoas sentadas.







O ato começaria às 19h, registre-se.







Entramos numa das salas da diretoria da entidade pra discutir os encaminhamentos do evento e quando saimos, umas 18h45, o auditório já está lotado.







O ato começou às 19h20. Éramos umas 300 pessoas no auditório e uma fila de mais de 100 tentando entrar.







Ao fim, os mais pessimistas falavam em 600 presentes. E os otimistas em mais de 1 mil. Este blogueiro arrisca dizer que de 700 a 800 pessoas estiveram no Sindicato dos Jornalistas nesta quinta à noite.







Havia gente no corredor, no saguão do prédio e na rua. Algo impressionante.







E gente de diversos lugares. Um número considerável de pessoas de outras cidades e até de outros estados.







Além da presença de muitos veículos da mídia independente e livre, o que surpreendeu foi a presença maciça de órgãos da mídia tradicional. Provavelmente esses veículos esperavam que algo fosse dar errado. Ou imaginavam que a gente repetiria o fiasco do ato que ajudaram a promover na tarde de ontem na Faculdade do Largo São Francisco. E que não juntou nem 100 pessoas.







De qualquer forma é importante que se registre aqui que a relação com a imprensa comercial foi absolutamente respeitosa. Nenhum jornalista teve qualquer dificuldade pra realizar o seu trabalho.







Posso assegurar, porque fiz essa mediação, que todos foram tratados de forma democrática e respeitosa.







Havia gente do Globo, do Estadão, da Folha, da Record, da Veja etc.







Da mesa do participaram representantes da CUT, CTB, CGTB, Nova Central Sindical, MST, Altercom, Barão de Itararé, Sindicato dos Jornalistas, PDT, PCdoB e PSB.







Pelo PSB falou a deputada federal Luiza Erundina. Ela encerrou o encontro e foi a mais aplaudida da noite.







Segue a carta lida pelo Altamiro Borges, em nome do Centro de Estudos Barão de Itararé. É importante que ela seja divulgada para todos os cantos possíveis.











Pela ampla liberdade de expressão no Brasil.







O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, proposto e organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, adquiriu uma dimensão inesperada.







Alguns veículos da chamada grande imprensa atacaram esta iniciativa de maneira caluniosa e agressiva. Afirmaram que o protesto é “chapa branca”, promovido pelos “partidos governistas” e por centrais sindicais e movimentos sociais “financiados pelo governo Lula”. De maneira torpe e desonesta, estamparam em suas manchetes que o ato é “contra a imprensa”.







Diante destas distorções, que mais uma vez mancham a história da imprensa brasileira, é preciso muita calma e serenidade. Não vamos fazer o jogo daqueles que querem tumultuar as eleições e deslegitimar o voto popular, que querem usar imagens da mídia na campanha de um determinado candidato. Esta eleição define o futuro do país e deveria ser pautada pelo debate dos grandes temas nacionais, pela busca de soluções para os graves problemas sociais. Este não é momento de baixarias e extremismos.







Para evitar manipulações, alguns esclarecimentos são necessários:







1. A proposta de fazer o ato no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo teve uma razão simbólica. Neste auditório que homenageia o jornalista Vladimir Herzog, que lutou contra a censura e foi assassinado pela ditadura militar, estão muitos que sempre lutaram pela verdadeira liberdade de expressão, enquanto alguns veículos da “grande imprensa” clamaram pelo golpe, apoiaram a ditadura – que torturou, matou, perseguiu e censurou jornalistas e patriotas – e criaram impérios durante o regime militar. Os inimigos da democracia não estão no auditório Vladimir Herzog. Aqui cabe um elogio e um agradecimento à diretoria do sindicato, que procura manter este local como um espaço democrático, dos que lutam pela verdadeira liberdade de expressão no Brasil.







2. O ato, como já foi dito e repetido – mas, infelizmente, não foi registrado por certos veículos e colunistas –, foi proposto e organizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, entidade criada em maio passado, que reúne na sua direção, ampla e plural, jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação. Antes mesmo do presidente Lula, no seu legítimo direito, criticar a imprensa “partidarizada” nos comícios de Juiz de Fora e Campinas, o protesto contra o golpismo midiático já estava marcado. Afirmar o contrário, insinuando que o ato foi “orquestrado”, é puro engodo. Tentar partidarizar um protesto dos que discordam da cobertura da imprensa é tentar, isto sim, censurar e negar o direito à livre manifestação, o que fere a própria Constituição. É um gesto autoritário dos que gostam de criticar, mas não aceitam críticas – que se acham acima do Estado de Direito.







3. Esta visão autoritária, contrária aos próprios princípios liberais, fica explícita quando se tenta desqualificar a participação no ato das centrais sindicais e dos movimentos sociais, acusando-os de serem “ligados ao governo”. Ou será que alguns estão com saudades dos tempos da ditadura, quando os lutadores sociais eram perseguidos e proibidos de se manifestar? O movimento social brasileiro tem elevado sua consciência sobre o papel estratégico da mídia. Ele é vítima constante de ataques, que visam criminalizar e satanizar suas lutas. Greves, passeatas, ocupações de terra e outras formas democráticas de pressão são tratadas como “caso de polícia”, relembrando a Velha República. Nada mais justo que critiquem os setores golpistas e antipopulares da velha mídia. Ou será que alguns veículos e até candidatos, que repetem o surrado bordão da “república sindical”, querem o retorno da chamada “ditabranda”, com censura, mortos e desaparecidos? O movimento social sabe que a democracia é vital para o avanço de suas lutas e para conquista de seus direitos. Por isso, está aqui! Ele não se intimida mais diante do terrorismo midiático.







4. Por último, é um absurdo total afirmar que este ato é “contra a imprensa” e visa “silenciar” as denúncias de irregularidades nos governos. Só os ingênuos acreditam nestas mentiras. Muitos de nós somos jornalistas e sempre lutamos contra qualquer tipo de censura (do Estado ou dos donos da mídia), sempre defendemos uma imprensa livre (inclusive da truculência de certas redações). Quem defende golpes e ditaduras, até em tempos recentes, são alguns empresários retrógrados do setor. Quem demite, persegue e censura jornalistas são os mesmos que agora se dizem defensores da “liberdade de imprensa”. Somos contra qualquer tipo de corrupção, que onera os cidadãos, e exigimos apuração rigorosa e punição exemplar dos corruptos e dos corruptores. Mas não somos ingênuos para aceitar um falso moralismo, típico udenismo, que é unilateral no denuncismo, que trata os “amigos da mídia” como santos, que descontextualiza denúncias, que destrói reputações, que desrespeita a própria Constituição, ao insistir na “presunção da culpa”. Não é só o filho da ex-ministra Erenice Guerra que está sob suspeição; outros filhos e filhas, como provou a revista CartaCapital, também mereceriam uma apuração rigorosa e uma cobertura isenta da mídia.







5- Neste ato, não queremos apenas desmascarar o golpismo midiático, o jogo sujo e pesado de um setor da imprensa brasileira. Queremos também contribuir na luta em defesa da democracia. Esta passa, mais do que nunca, pela democratização dos meios de comunicação. Não dá mais para aceitar uma mídia altamente concentrada e perigosamente manipuladora. Ela coloca em risco a própria a democracia. Vários países, inclusive os EUA, adotam medidas para o setor. Não propomos um “controle da mídia”, termo que já foi estigmatizado pelos impérios midiáticos, mas sim que a sociedade possa participar democraticamente na construção de uma comunicação mais democrática e pluralista. Neste sentido, este ato propõe algumas ações concretas:







- Desencadear de imediato uma campanha de solidariedade à revista CartaCapital, que está sendo alvo de investida recente de intimidação. É preciso fortalecer os veículos alternativos no país, que sofrem de inúmeras dificuldades para expressar suas idéias, enquanto os monopólios midiáticos abocanham quase todo o recurso publicitário. Como forma de solidariedade, sugerimos que todos assinemos publicações comprometidas com a democracia e os movimentos sociais, como a Carta Capital, Revista Fórum, Caros Amigos, Retrato do Brasil, Jornal Brasil de Fato, Revista do Brasil, Hora do Povo entre outros; sugerimos também que os movimentos sociais divulguem em seus veículos campanhas massivas de assinaturas destas publicações impressas;







- Solicitar, através de pedidos individuais e coletivos, que a vice-procuradora regional eleitoral, Dra. Sandra Cureau, peça a abertura dos contratos e contas de publicidade de outras empresas de comunicação – Editora Abril, Grupo Folha, Estadão e Organizações Globo –, a exemplo do que fez recentemente com a revista CartaCapital. É urgente uma operação “ficha limpa” na mídia brasileira. Sempre tão preocupadas com o erário público, estas empresas monopolistas não farão qualquer objeção a um pedido da Dra. Sandra Cureau.







- Deflagrar uma campanha nacional em apoio à banda larga, que vise universalizar este direito e melhorar o PNBL recentemente apresentado pelo governo federal. A internet de alta velocidade é um instrumento poderoso de democratização da comunicação, de estimulo à maior diversidade e pluralidade informativas. Ela expressa a verdadeira luta pela “liberdade de expressão” nos dias atuais. Há forte resistência à banda larga para todos, por motivos políticos e econômicos óbvios. Só a pressão social, planejada e intensa, poderá garantir a universalização deste direito humano.







- Apoiar a proposta do jurista Fábio Konder Comparato, encampada pelas entidades do setor e as centrais sindicais, do ingresso de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) por omissão do parlamento na regulamentação dos artigos da Constituição que versam sobre comunicação. Esta é uma justa forma de pressão para exigir que preceitos constitucionais, como o que proíbe o monopólio no setor ou o que estimula a produção independente e regional, deixem de ser letra morta e sejam colocados em prática. Este é um dos caminhos para democratizar a comunicação.







- Redigir um documento, assinado por jornalistas, blogueiros e entidades da sociedade civil, que ajude a esclarecer o que está em jogo nas eleições brasileiras e que o papel da chamada grande imprensa tem jogado neste processo decisivo para o país. Ele deverá ser amplamente divulgado em nossos veículos e será encaminhado à imprensa internacional.













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Brigada Efetua de 400 prisões

Brigada Militar efetua mais de 400 prisões nas últimas 24 horas no RS24/09/2010 15:00

A Brigada Militar está divulgando os dados atualizados da produção operacional, das atividades de rotina e das operações Centauro Lei Seca, Centauro Caixa Forte, Centauro Segurança no Campo, Centauro, Centauro Cadeado, Centauro Sensação, Centauro Capacete Limpo e Centauro Transporte Seguro.
As ações foram realizadas pela Corporação nas últimas 24h, em todo o Estado.

AÇÕES            TOTAL
Posse de Entorpecentes:                            24
Tráfico de Entorpecentes:                            17
Total de Veículos Fiscalizados:             29.443
Total de Veículos Autuados:                      942
Total de Veículos Recolhidos:                    200
Total de Veículos Recuperados:                  10
CNH Apreendidas:                                     42
Prisões realizadas (exceto foragidos):        390
Foragidos:                                                 12
Total de Prisões Realizadas:                  402
Armas Brancas:                                         15
Armas de Fogo apreendidas:                       18
Apreensão Maconha (gramas):              231,41
Apreensão de Cocaína (gramas):             62,35
Apreensão Crack (gramas):                   225.13
Apreensão de Munições:                           209
Apreensão de Espécie (R$):           R$ 3.794,90
BO-COP confeccionados:                           326
BO-TC confeccionados:                              124
Bares Fiscalizados:                                 1.316
Casas Noturnas Fiscalizadas:                     197
Desmanches Fiscalizados:                           22
Inspeções a Bancos:                               3.776
Inspeções a Escolas:                                 411
Inspeções a Postos de Saúde:                    254
Acidentes de Trânsito - Danos Materiais:       93
Acidentes de Trânsito - Lesões Corporais:     68
 Art 306 - Dirigir Embriagado:                       05
Art. 165 – Embriaguez:                                10
Máquinas de caça-níqueis apreendidas:         41
Máquinas de caça-níqueis lacradas:               46
Barreiras policiais:                                      687
Fonte: Ascom BM



Encontros com o Professor

Na próxima quinta-feira, dia 30 de setembro, Ostermann recebe o jornalista e radialista Mauro Borba. Na canja musical, Frank Jorge. É quinta que vem, às 19h30min, no StudioClio. Até lá!

Saiba um pouco mais


Mauro Borba iniciou a carreira em rádio em 1975, como operador de áudio na Rádio Cachoeira, em Cachoeira do Sul. Dois anos depois, mudou-se para Porto Alegre para cursar Jornalismo, curso que concluiu em 1985, na Unisinos.

Antes de entrar na Felusp, atual Pop Rock FM, Mauro trabalhou em outras rádios de Porto Alegre, dentre as quais, Bandeirantes FM e Ipanema FM, da qual foi um dos criadores. Na televisão, atuou como apresentador na TVE, no programa Pra Começo de Conversa, e na TV Pampa, no Pampa Meio-Dia.

Em 1996, ele lançou o livro Prezados Ouvintes, no qual relata histórias das rádios Ipanema e Pop Rock desde os anos 1980. A obra faz um revival de momentos com bandas gaúchas, como Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós e TNT, e nacionais, como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, etc.

Em 2001, o livro foi relançado com a inclusão de novos textos. Prezados Ouvintes foi a publicação mais vendida da Feira do Livro de Porto Alegre daquele ano, na categoria Não-ficção.

Em 2010, Mauro comemora 35 anos de carreira, dos quais 18 na Rádio Pop Rock, da qual é gerente geral e apresentador dos programas Cafezinho, A Hora do Rush e Boys Don"t Cry.



Canja musical
Frank Jorge estreou nos palcos portoalegrenses em 1984, com a banda Prisão de Ventre. Depois vieram Os Cascavelletes, Graforréia Xilarmônica, Julio Reny Guitar Band, Pére Lachaise, Black Master, Cowboys Espirituais, Frank Jorge solo e Tenente Cascavel.

Suas composições já foram gravadas por grupos como Pato Fu, Ira!, Tony Platão, Wander Vildner, Hard Working Band, Garota Verde e Richard Serraria. Na carreira solo, lançou três CDs: Carteira Nacional de Apaixonado, Vida de Verdade e Frank Jorge Volume 3. Na canja do Encontros, Frank deve apresentar seu mais recente single O Viajante, gravado em março de 2010, no Estúdio Trama, em São Paulo.

Frank é formado em Letras pela PUCRS e Radialismo pelo SENAC. Lançou quatro livros de crônicas e poemas: Realidades e Chantilys Diversos, Crocâncias Inéditas, Vida de Verdade e Sem aparente significado especial.

Na área acadêmica, ele criou, junto com Gustavo Borba, Gustavo Fischer e João Paulo Sefrin, o Curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock na Unisinos onde atua como coordenador e professor.

Atualmente, é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação na Unisinos.