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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Vereadora Sofia Cavedon
Arquivo Sofia Cavedon
Aprovado projeto de Sofia para placas de logradouros
Os vereadores de Porto Alegre aprovaram por unanimidade, na tarde desta quarta-feira (15/4), projeto de lei, da vereadora Sofia Cavedon (PT), que disciplina a afixação de placas indicativas com nomes de logradouros na zona urbana do Município, em imóveis localizados em esquinas, estabelecendo o conteúdo dessas placas.
Segundo a vereadora, na legislação vigente, os logradouros públicos podem receber a denominação de pessoas, datas, fatos históricos e geográficos ou outros reconhecidos pela comunidade. "Por outro lado, observa-se que na maioria das placas denominativas que homenageiam pessoas ou entidades não consta a referência de quem é o homenageado".
Para Sofia, identificar na placa a razão da homenagem, mesmo de uma forma simplificada e breve, é fundamental para resgatar a memória, explicitando um pouco da história daquela pessoa, data ou fato à população que transita pela via – o que possibilitará que os moradores das localidades e a comunidade em geral conheçam estas personalidades, mantendo viva a memória cultural de seus moradores e usuários.
A vereadora lembra ainda que a proposta atende a questionamentos e sugestões de cidadãos que transitam por ruas identificadas com pessoas ou datas que não são de domínio público, mas, em muitas vezes, são personalidades ou datas extremamente significativas para determinadas comunidades, regiões ou segmentos. "Dessa forma, pode-se tornar público um fragmento da história, contribuindo para o estreitamento das relações de diversas comunidades com suas personalidades e datas comemorativas".
Segundo a vereadora, na legislação vigente, os logradouros públicos podem receber a denominação de pessoas, datas, fatos históricos e geográficos ou outros reconhecidos pela comunidade. "Por outro lado, observa-se que na maioria das placas denominativas que homenageiam pessoas ou entidades não consta a referência de quem é o homenageado".
Para Sofia, identificar na placa a razão da homenagem, mesmo de uma forma simplificada e breve, é fundamental para resgatar a memória, explicitando um pouco da história daquela pessoa, data ou fato à população que transita pela via – o que possibilitará que os moradores das localidades e a comunidade em geral conheçam estas personalidades, mantendo viva a memória cultural de seus moradores e usuários.
A vereadora lembra ainda que a proposta atende a questionamentos e sugestões de cidadãos que transitam por ruas identificadas com pessoas ou datas que não são de domínio público, mas, em muitas vezes, são personalidades ou datas extremamente significativas para determinadas comunidades, regiões ou segmentos. "Dessa forma, pode-se tornar público um fragmento da história, contribuindo para o estreitamento das relações de diversas comunidades com suas personalidades e datas comemorativas".
Fonte: Vereadora Sofia Cavedon/PT - 51.9953.7119
Redação: Regina Tubino Pereira (reg. prof. 5607) - Comunicação CMPA.
Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA
Ouça: Placas de rua vão contar histórias de homenageados
Arquivo de Noticias
15 de maio de 2009
MEMÓRIA Falecimento da Companheira Guta (Maria Augusta Carneiro Ribeiro)
Falecimento da Companheira Guta (Maria Augusta Carneiro Ribeiro)
Aos 62 anos, morreu ontem de manhã no Rio de Jane iro Maria Augusta Carneiro Ribeiro, a única mulher entre os treze presos políticos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado em 1969 pelo MR-8.
Ela está na célebre foto em que o grupo - que incluía José Dirceu, Vladmir Palmeira e Flávio Tavares - aparece em frente ao avião da FAB que o levou para o México.
Dez anos depois, com a anistia, voltou ao Brasil. Desde 2003, trabalhava como Ouvidora da Petrobras.
Guta, como era conhecida, sofreu um acidente em Búzios (RJ) há cerca de um mês e desde então estava internada no hospital Copa d'Or.
Ela está na célebre foto em que o grupo - que incluía José Dirceu, Vladmir Palmeira e Flávio Tavares - aparece em frente ao avião da FAB que o levou para o México.
Dez anos depois, com a anistia, voltou ao Brasil. Desde 2003, trabalhava como Ouvidora da Petrobras.
Guta, como era conhecida, sofreu um acidente em Búzios (RJ) há cerca de um mês e desde então estava internada no hospital Copa d'Or.
Guta, 58 anos, prefere não lembrar esses detalhes. Mas se emociona até as lágrimas ao contar os reflexos de seu trabalho nos grotões do País. No comando da Ouvidoria da Petrobras, ela colocou em prática uma política que prioriza os direitos humanos. “Embora com armas diferentes, continuo fazendo a mesma coisa, lutando por um Brasil melhor”, compara. A reviravolta começou na própria empresa, onde, durante 49 anos, as mulheres eram identificadas no masculino. As geólogas assinavam, portanto, como geólogos. As secretárias exibiam crachá como secretários e por aí afora. As mudanças mais emblemáticas, porém, acontecem nas comunidades nas quais a Petrobras atua, numa perspectiva de empresa extratora que assume responsabilidades. Tudo sob o olhar atento de Guta e o apoio de um voluntariado corporativo que reúne mais de 1.200 pessoas e envolve 66 municípios. E ela ainda encontra energia e tempo para se dedicar aos três filhos, o mais velho, 28 anos, nascido com uma lesão cerebral grave, na Suécia, nos tempos de exilada.
***
-original mensagem-
Carlos R. S. Moreira ( Beto )
16/05/09
Obituário - Maria Augusta Carneiro, a Guta, aos 62
Carlos R. S. Moreira ( Beto )
16/05/09
Obituário - Maria Augusta Carneiro, a Guta, aos 62
Filha de um engenheiro e uma dona de casa, Maria Augusta Carneiro Ribeiro, a
Guta, dizia brincando que nascera à beira da estrada, em 25 de fevereiro de
1947, mais precisamente em Montes Claros (MG). Ali, o pai construía a
estrada de ferro Minas-Bahia.
De família baiana, a convivência com a política já era forte desde a
infância, pois a bisavó e o avô foram militantes de causas sociais.
O pai, Raimundo Carneiro Ribeiro, comunista quando estudante, deixou a
militância ao se casar. Já o envolvimento de Guta com a militância política
começou no secundário, quando veio com a família da Bahia para o Rio, no fim
dos anos 50, e foi matriculada no Colégio Anglo-Brasileiro. Guta achava a
rotina escolar uma chatice, como contou em entrevista ao Projeto Memória do
Movimento Estudantil, em 2005. Os pais descobriram que ela não estava se
esforçando nos estudos e a transferiram para a Santa Úrsula.
No novo colégio, ela foi eleita para o grêmio. Passou a fazer parte da
Juventude Estudantil Católica. Em 1964, com o golpe, Guta conta ter sido
"mandada embora" pelas freiras, por ser considerada comunista. Foi enviada
pelos pais aos Estados Unidos, onde ficou um ano.
De volta, entrou para a Dissidência Comunista. Levou a militância para a
Faculdade de Direito, da UFRJ, onde foi estudar e assumiu o posto de
presidente do centro acadêmico.
Acabou presa durante o congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em
1968, em Ibiúna (São Paulo ).
Guta esteve duas vezes na cadeia. Sofreu torturas aos 22 anos e foi banida
do país pela ditadura militar, com outras 14 pessoas, em 1969, em troca da
libertação do embaixador americano Charles Elbrick.
Ela aparece na foto histórica, algemada, ao lado, entre outros, do
ex-ministro José Dirceu, de Vladimir Palmeira e Flávio Tavares. Passou pelo
México e vivou dois anos em Cuba, onde fez treinamento militar - a ideia era
retornar ao Brasil para continuar o combate. Não conseguiu e rumou para o
exílio no Chile.
Guta voltou ao Brasil com a anistia, em 1979, e custou a arrumar emprego.
Segundo ela, era vetada por causa do passado.
Até que conseguiu ingressar na Val e do Rio Doce, por concurso, onde montou o
trabalho de comunicação interna da empresa. Em fevereiro de 2003, assumiu o
cargo de ouvidorageral da Petrobras. A atuação dela como guerrilheira na
luta contra o regime militar está contada no livro "Exílio, entre raízes e
radares", de Denise Rollemberg.
Guta, de 62 anos, sofreu um acidente de carro em 25 de abril, em Búzios.
Morreu ontem, de infecção sistêmica, no Hospital Copa D'Or. A Petrobras
divulgou ontem nota lamentando a morte da ouvidorageral: "Maria Augusta
transformou a Ouvidoria Geral numa importante ferramenta para a garantia da
transparência, valorização dos princípios éticos e respeito aos direitos
humanos e ao Pacto Global da ONU".
O presidente Lula divulgou a seguinte nota: "Maria Augusta dedicou sua vida
à luta pela justiça social e a democracia.
Foi um símbolo de bravura na resistência à ditadura.
Nos últimos anos, como ouvidora da Petrobrás, teve uma atuação
reconhecidamente inovadora, empenhandose em construir na empresa um espaço
de transparência e diálogo. A seus familiares e amigos, minhas mais sinceras
condolências" .
O velório acontece hoje na capela 7 do Cemitério São João Batista, das 9h às
15h. O corpo será cremado, mas ainda sem horário marcado.
Guta morava no Flamengo e deixa três filhos.
Guta, dizia brincando que nascera à beira da estrada, em 25 de fevereiro de
1947, mais precisamente em Montes Claros (MG). Ali, o pai construía a
estrada de ferro Minas-Bahia.
De família baiana, a convivência com a política já era forte desde a
infância, pois a bisavó e o avô foram militantes de causas sociais.
O pai, Raimundo Carneiro Ribeiro, comunista quando estudante, deixou a
militância ao se casar. Já o envolvimento de Guta com a militância política
começou no secundário, quando veio com a família da Bahia para o Rio, no fim
dos anos 50, e foi matriculada no Colégio Anglo-Brasileiro. Guta achava a
rotina escolar uma chatice, como contou em entrevista ao Projeto Memória do
Movimento Estudantil, em 2005. Os pais descobriram que ela não estava se
esforçando nos estudos e a transferiram para a Santa Úrsula.
No novo colégio, ela foi eleita para o grêmio. Passou a fazer parte da
Juventude Estudantil Católica. Em 1964, com o golpe, Guta conta ter sido
"mandada embora" pelas freiras, por ser considerada comunista. Foi enviada
pelos pais aos Estados Unidos, onde ficou um ano.
De volta, entrou para a Dissidência Comunista. Levou a militância para a
Faculdade de Direito, da UFRJ, onde foi estudar e assumiu o posto de
presidente do centro acadêmico.
Acabou presa durante o congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em
1968, em Ibiúna (São Paulo ).
Guta esteve duas vezes na cadeia. Sofreu torturas aos 22 anos e foi banida
do país pela ditadura militar, com outras 14 pessoas, em 1969, em troca da
libertação do embaixador americano Charles Elbrick.
Ela aparece na foto histórica, algemada, ao lado, entre outros, do
ex-ministro José Dirceu, de Vladimir Palmeira e Flávio Tavares. Passou pelo
México e vivou dois anos em Cuba, onde fez treinamento militar - a ideia era
retornar ao Brasil para continuar o combate. Não conseguiu e rumou para o
exílio no Chile.
Guta voltou ao Brasil com a anistia, em 1979, e custou a arrumar emprego.
Segundo ela, era vetada por causa do passado.
Até que conseguiu ingressar na Val e do Rio Doce, por concurso, onde montou o
trabalho de comunicação interna da empresa. Em fevereiro de 2003, assumiu o
cargo de ouvidorageral da Petrobras. A atuação dela como guerrilheira na
luta contra o regime militar está contada no livro "Exílio, entre raízes e
radares", de Denise Rollemberg.
Guta, de 62 anos, sofreu um acidente de carro em 25 de abril, em Búzios.
Morreu ontem, de infecção sistêmica, no Hospital Copa D'Or. A Petrobras
divulgou ontem nota lamentando a morte da ouvidorageral: "Maria Augusta
transformou a Ouvidoria Geral numa importante ferramenta para a garantia da
transparência, valorização dos princípios éticos e respeito aos direitos
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15h. O corpo será cremado, mas ainda sem horário marcado.
Guta morava no Flamengo e deixa três filhos.
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Rotatória da Rua Júlio de Castilhos com a Av. Militar
As autoridades do trânsito e Vacaria RS não avaliaram que a questão dos problemas do fluxo de veículos naquele local foi motivada pela retirada do terminal urbano de onibus. Mas infelizmente fazem as coisas erradas no passado que vai refletir no futuro. Os governantes quando tomam as decisões não pensam nas pessoas e sim favorecer uma pequena minoria. Retiram o terminal de onibus prejudicando os usuários do transporte coletivo e os motoristas e as pessoas que transitam na via perigosa.
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