segunda-feira, 1 de novembro de 2010

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Carta O Berro..........................................................repassem
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Para Dilma ,
de uma geração que sonhou junto com ela os mesmos sonhos.
Sonho que se sonha junto...
Até a vitória!
 
"Vídeo feito pela amiga Sandra"
 
Neide Pessoa

-----Anexo incorporado-----

 

Amigos e Amigas

Dilma Presidente da República

Dilma se compromete com a erradicação da miséria no Brasil

Presidente eleita fez seu primeiro pronunciamento e se emocionou ao agradecer a Lula

Dilma promete manter projetos sociais do governo Lula
Crédito: Jone Roriz / AE
Ao lado de diversos líderes do PT, como Antônio Palocci e José Antônio Dutra, de governadores eleitos do partido, entre eles Tarso Genro, além do futuro vice-presidente Michel Temer, a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, fez seu primeiro pronunciamento após a vitória nas eleições, em um hotel no Centro de Brasília, por volta das 22h deste domingo.

Interrompida mais de 15 vezes por aplausos, ela leu em 25 minutos um discurso no qual apresentou as diretrizes de seu governo, dizendo que continuará os projetos iniciados pelo governo Lula. Séria em quase todos os momentos, Dilma emocionou-se apenas quando falou do presidente. Em nenhum momento citou o nome do candidato derrotado, José Serra.

Vestida de branco e com lágrimas nos olhos, Dilma começou seu pronunciamento agradecendo seus eleitores e falando sobre a importância de uma mulher eleger-se ao cargo máximo do executivo nacional. “O meu primeiro compromisso após a eleição é honrar as mulheres brasileiras, para que esse fato até hoje inédito torne-se natural”, afirmou. “Quero que os pais possam dizer: Sim, a mulher pode.”

Combate à fome

A presidente eleita continuou fazendo promessas: “Eu vou zelar pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa, religiosa. Vou zelar pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos. Zelarei pela nossa Constituição, dever maior da Presidência da República”.

Dilma se comprometeu a manter os programas sociais do governo Lula, de quem elogiou a “genialidade”. “A erradicação da miséria é uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos, para que possam ajudar o País a superar esse abismo que separa o Brasil de ser uma nação desenvolvida”, discursou. “Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome.”

Dilma rechaça a inflação

Ao falar da área econômica, Dilma rechaçou a possibilidade da volta da inflação ao País. “Cuidaremos da nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para desequilíbrios”, disse. Ela também prometeu buscar vias ecológicas para a área.

Citando o pré-sal, prometeu: “Trataremos nossos recursos naturais a longo prazo”. “Por meio deles, iremos realizar muitos de nossos objetivos sociais. Reduziremos o gasto efêmero que deixa às futuras gerações dívidas e desesperança”. "Não alienaremos a nossa riqueza para deixar ao nosso povo apenas as migalhas."

Dilma afirmou que se esforçará para a melhoria dos gastos públicos e com a transparência “em todos os níveis do governo”. “Acima de tudo, quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia, com as regras econômicas e com os contratos firmados”, completou. “Acompanharei pessoalmente essas áreas capitais para o desenvolvimento do País.”

Ela prometeu se empenhar para cumprir as promessas da campanha: “Quero registrar que todos os compromissos que assumi vou perseguir de forma dedicada” e disse que “oferece a mão” à oposição. “Quero empenhar, junto com todos os partidos, uma reforma política que eleve os valores republicanos, fazendo avançar nossa jovem democracia.”

Choro ao citar Lula

Ministra durante sete anos de Lula, Dilma se emocionou quando falou do presidente. Foi o único momento que a candidata vencedora chorou durante o discurso, precisando, inclusive, tomar um copo de água, enquanto os presentes gritavam em coro: “Olê, olê, olá, Lula, Lula”.

“Conviver todos esses anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e sua gente”, disse. “A alegria da minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida. Um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós”, continuou, revelando que irá procurá-lo para conselhos em vários momentos durante seu governo. “A tarefa de substituí-lo é difícil.”

Conheça a biografia da nova presidente do Brasil:


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     Ouça o áudio: Discurso de Dilma após vitória no Segundo Turno (Parte 1)     Ouça o áudio: Discurso de Dilma após vitória no Segundo Turno (Parte 2)     Ouça o áudio: Discurso de Dilma após vitória no Segundo Turno (Parte 3)

Fonte: Correio do Povo

Dilma Presidente da República

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Dilma a Primeira Mulher na Presidência

31 de outubro de 2010 19:51

Dilma é a primeira mulher presidente do Brasil

Atualizada às 23h59

Dilma Vana Rousseff (PT), em pronunciamento oficial após a vitória na eleição, destacou neste domingo o fato de ser a primeira mulher eleita presidente do Brasil, uma "demonstração do avanço democrático do país". No discurso, disse que "gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: Sim, a mulher pode."
A presidente eleita enfatizou que "a igualdade de oportunidade entre homens e mulheres é um princípio essencial da democracia" e prometeu respeitar a Constituição. "Vou zelar pela a mais ampla liberdade de imprensa e pela mais ampla liberdade de culto."
Dilma também disse que manterá "responsabilidade" na economia, ressaltando o controle de gastos. Mas já acenou que a austeridade fiscal não se estenderá a programas sociais. A presidente eleita reafirmou a promessa de erradicar a miséria no país.
O candidato derrotado ao Planalto, o tucano José Serra, reconheceu a vitória de Dilma somente após o pronunciamento da petista. "Nós recebemos com humildade o resultado”, disse, afirmando esperar que “Dilma sirva bem” o país. No entanto, o tucano sinalizou que fará oposição dura ao próximo governo e deixou em aberto a possibilidade de tentar disputar a Presidência pela terceira vez.
"A luta continua", disse Serra, que encerrou seu discurso com o último verso do Hino Nacional, acompanhado por militantes tucanos.
O TSE anunciou a vitória de Dilma às 20h13. Com 99,98% das urnas apuradas, às 23h59, Dilma tinha 55,74 milhões de votos, com 56,05% do total, enquanto Serra contabilizava 43,70 milhões de votos (43,95%).
Na sexta eleição presidencial direta desde a redemocratização,  mais de 135 milhões de brasileiros estavam aptos a votar, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Oito estados, além do Distrito Federal, também votaram para governador em segundo turno: Alagoas, Amapá, Goiás, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia e Roraima. A abstenção ficou em torno de 20%.

Perfil
Economista, ligada à área de energia, Dilma foi servidora pública no Rio Grande do Sul, e construiu sua carreira política no PDT, inspirada por Leonel Brizola. Passou a integrar os quadros do Partido dos Trabalhadores somente em 2001. Foi graças a Lula que experimentou uma ascensão na vida política. Primeiro como ministra de Minas e Energia, depois como “gerentona” do presidente, no cargo de ministra-chefe da Casa Civil. (Veja a biografia de Dilma)


Dilma chegou à pasta mais importante do governo em plena turbulência causada pelo escândalo do mensalão. Teve a responsabilidade de substituir José Dirceu, acusado pelo Ministério Público de ser o chefe do esquema que irrigou partidos aliados com recursos de caixa dois.

Até então, Dilma era uma técnica com conhecimento no setor energético e experiência no governo do Rio Grande do Sul. Na Casa Civil, assumiu o papel de articuladora do ministério, consolidando a fama de dura, ao cobrar prazos e resultados em um amplo leque de assuntos – de política econômica a licenças ambientais.
Em 31 de março deste ano, Dilma deixou a Casa Civil para entrar na pré-campanha, enfrentando então o favoritismo de José Serra (PSDB). A ex-ministra cresceu nas pesquisas e chegou a ter mais de 50% dos votos válidos em todas elas, mas começou a oscilar negativamente dias antes do primeiro turno, após a revelação dos escândalos de corrupção na Casa Civil e da entrada do tema do aborto na campanha.

Logo no primeiro debate do segundo turno, a petista mudou a estratégia de campanha reagiu com maior firmeza aos ataques que vinha sofrendo e contra-atacou Serra. A partir de então, a diferença entre ela e o tucano inverteu a queda e passou a crescer.

Baixaria na campanha

A tensão que marcou a campanha desde o início se intensificou nas últimas semanas. No Rio de Janeiro, Serra teria sido acertado na cabeça por dois objetos – uma bolinha de papel e um rolo de fita. Em Curitiba, Dilma foi alvo de balões d’água. Os próprios candidatos contribuíram para isso. Nos debates, Dilma e Serra trocaram insultos. Nos programas eleitorais, preocuparam-se mais em passar uma imagem “do bem” a apresentar propostas de governos.

A baixaria foi ainda mais marcante na internet, principalmente com correntes de e-mails que continham calúnias contra Dilma. Questões como a legalização do aborto e do casamento entre homossexuais foram exploradas à exaustão em e-mails apócrifos enviados a eleitores com a afirmativa de que Dilma pretendia trilhar este caminho. A chamada campanha subterrânea acendeu o alerta da Igreja Católica e de lideranças evangélicas. Até o Papa Bento16 apareceu nos últimos dias de campanha, sugerindo que os eleitores deveriam optar por candidatos que defendessem a vida.
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