terça-feira, 12 de outubro de 2010
Augusto Nunes
Poa, 12/10/10
Leia o texto abaixo. O autor do mesmo é bem conceituado e muito conhecido. Esta matéria foi publicada na revista Veja.
Viva Nossa Senhora Aparecida!
Feliz Dia das Crianças!
Beijos.
Deise Nunes.
A oposição tem Itamar e FHC. Sarney e Collor assombram o palanque de Dilma
No debate transmitido pela Band, José Serra brandiu por poucos segundos a arma que, acionada com firmeza e pontaria, liquidará de vez a aventura de Dilma Rousseff: o confronto entre os ex-presidentes que apoiam cada candidato. O palanque da sucessora que Lula inventou é assombrado por José Sarney e Fernando Collor. A campanha da oposição tem Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
Sarney conduziu o país à falência com o Plano Cruzado, levou a inflação às nuvens e saiu do Planalto pela porta dos fundos. Fora o resto. Collor conseguiu catapultar os índices inflacionários para o espaço sideral, apadrinhou uma quadrilha federal só igualada em gula e desfaçatez pelo bando do mensalão e foi despejado do Planalto por ter desonrado o cargo. Fora o resto.
Itamar Franco resgatou a nação da UTI e lançou o Plano Cruzado. Fernando Henrique sepultou a inflação para sempre, modernizou o país com a privatização de mamutes estatais, enquadrou os perdulários malandros com a Lei de Responsabilidade Fiscal e consolidou as diretrizes da política econômica que Lula, por instinto de sobrevivência, cuidou de manter intocadas. Com tamanho zelo que nomeou para o comando do Banco Central, em 2003, o deputado federal Henrique Meirelles, eleito pelo PSDB de Goiás.
O Brasil, ensinou Ivan Lessa, esquece a cada 15 anos o que aconteceu nos 15 anos anteriores. E milhões de jovens nem conheceram o país atormentado pela inflação medonha e agredido pelo primitivismo das estatais devastadas pela inépcia e pela corrução. Alguns programas eleitorais e debates na TV bastarão para recordar aos amnésicos crônicos como foram os governos de Sarney e Collor — e descrever didaticamente para as novas gerações o inferno de que se livraram graças aos governos de Itamar e FHC.
Dilma quer falar do passado? Seja feita a sua vontade. Os brasileiros aprenderão que Lula, depois de dissipar as safras plantadas pelos dois ex-presidentes que apoiam Serra, pretende alojar no Planalto uma parceira da dupla que fez do Brasil uma terra arrasada
Leia o texto abaixo. O autor do mesmo é bem conceituado e muito conhecido. Esta matéria foi publicada na revista Veja.
Viva Nossa Senhora Aparecida!
Feliz Dia das Crianças!
Beijos.
Deise Nunes.
A oposição tem Itamar e FHC. Sarney e Collor assombram o palanque de Dilma
No debate transmitido pela Band, José Serra brandiu por poucos segundos a arma que, acionada com firmeza e pontaria, liquidará de vez a aventura de Dilma Rousseff: o confronto entre os ex-presidentes que apoiam cada candidato. O palanque da sucessora que Lula inventou é assombrado por José Sarney e Fernando Collor. A campanha da oposição tem Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
Sarney conduziu o país à falência com o Plano Cruzado, levou a inflação às nuvens e saiu do Planalto pela porta dos fundos. Fora o resto. Collor conseguiu catapultar os índices inflacionários para o espaço sideral, apadrinhou uma quadrilha federal só igualada em gula e desfaçatez pelo bando do mensalão e foi despejado do Planalto por ter desonrado o cargo. Fora o resto.
Itamar Franco resgatou a nação da UTI e lançou o Plano Cruzado. Fernando Henrique sepultou a inflação para sempre, modernizou o país com a privatização de mamutes estatais, enquadrou os perdulários malandros com a Lei de Responsabilidade Fiscal e consolidou as diretrizes da política econômica que Lula, por instinto de sobrevivência, cuidou de manter intocadas. Com tamanho zelo que nomeou para o comando do Banco Central, em 2003, o deputado federal Henrique Meirelles, eleito pelo PSDB de Goiás.
O Brasil, ensinou Ivan Lessa, esquece a cada 15 anos o que aconteceu nos 15 anos anteriores. E milhões de jovens nem conheceram o país atormentado pela inflação medonha e agredido pelo primitivismo das estatais devastadas pela inépcia e pela corrução. Alguns programas eleitorais e debates na TV bastarão para recordar aos amnésicos crônicos como foram os governos de Sarney e Collor — e descrever didaticamente para as novas gerações o inferno de que se livraram graças aos governos de Itamar e FHC.
Dilma quer falar do passado? Seja feita a sua vontade. Os brasileiros aprenderão que Lula, depois de dissipar as safras plantadas pelos dois ex-presidentes que apoiam Serra, pretende alojar no Planalto uma parceira da dupla que fez do Brasil uma terra arrasada
Dilma se Arrisca
11 de outubro de 2010 19:35
ANÁLISE-Dilma se arrisca ao tentar sair da defensiva em debate
reuters
Por Eduardo Simões
SÃO PAULO (Reuters) - O tom mais agressivo adotado pela candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no debate realizado pela TV Bandeirantes no domingo visou tirá-la de uma posição defensiva em temas polêmicos, mas é uma estratégia arriscada, segundo analistas.
Ao contrário de debates realizados no primeiro turno da disputa pelo Palácio do Planalto, quando Dilma sistematicamente ignorou José Serra (PSDB), desta vez foi para cima do adversário desde o início do encontro, reclamando do que chamou de campanha caluniosa, incluindo a discussão em torno do aborto.
O comportamento da candidata do PT foi no sentido contrário do que geralmente é adotado por candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto, como é o caso dela. Nessa posição os candidatos costumam adotar uma postura mais amena.
"Ela está na frente nas pesquisas, mas estava numa situação defensiva até ontem (domingo), porque ela teve que se explicar em relação às questões do aborto, às questões da Erenice (Guerra, ex-assessora de Dilma, acusada de envolvimento num esquema de corrupção)", disse à Reuters o cientista político Carlos Melo, do Insper (antigo Ibmec).
"Eu imagino que o movimento ali tenha sido o de sair da defensiva e colocar a discussão num outro patamar, tirando a iniciativa do José Serra no que diz respeito àquelas questões."
Ricardo Ribeiro, analista político da MCM Consultores Associados, concorda. "Ela (Dilma) continua na frente, com uma margem de 7 pontos, 8 pontos considerando-se somente os votos válidos, mas ela vem perdendo terreno", avaliou.
O risco, para Ribeiro, está na mudança da imagem percebida pelos eleitores. "É uma tática arriscada porque durante o primeiro turno não foi essa a Dilma que se apresentou para o eleitorado", lembrou.
Na discussão sobre o aborto, Dilma lembrou de normatização de Serra, quando ministro da Saúde no governo FHC, sobre atendimento de mulheres em hospitais públicos citou até a mulher do tucano, Monica Serra, que teria dito durante a campanha que a petista seria a favor de matar criancinhas.
Além disso, tentou colar em Serra a pecha de privatista e chegou a mencionar notícia de que um membro da campanha do tucano teria fugido com 4 milhões de reais arrecadados para a disputa.
Já Serra, mesmo atirando contra a corrupção do caso Erenice e os apoios dos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e José Sarney à petista ou ao que chamou de incoerência quanto à posição da adversária em relação ao aborto, manteve um tom menos beligerante.
REPETECO?
O tom mais agressivo de Dilma no debate da Bandeirantes lembrou postura parecida adotada pelo governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em debate do segundo turno da eleição presidencial de 2006 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas para Carlos Melo, do Insper, as comparações param por aí. "O Alckmin foi com uma agressividade para cima do Lula, que o Lula pôde se vitimizar ali. Ontem o que você viu foi a Dilma se vitimizando, ela se colocando na condição de injustiçada", disse.
Para ele, os temas aborto e corrupção "saem um pouco da agenda", mostrando otimismo com o nível da discussão daqui para frente. "Talvez, agora, isto posto, a gente possa discutir política."
Mas, para Ribeiro, da MCM, o primeiro debate do segundo turno da disputa presidencial mostrou qual deve ser o tom do restante da campanha até o dia 31 de outubro.
"Se você observar os spots (inserções no rádio e na TV) dos dois candidatos, um está falando mal do outro", disse.
Fonte: Yahoo
SÃO PAULO (Reuters) - O tom mais agressivo adotado pela candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no debate realizado pela TV Bandeirantes no domingo visou tirá-la de uma posição defensiva em temas polêmicos, mas é uma estratégia arriscada, segundo analistas.
Ao contrário de debates realizados no primeiro turno da disputa pelo Palácio do Planalto, quando Dilma sistematicamente ignorou José Serra (PSDB), desta vez foi para cima do adversário desde o início do encontro, reclamando do que chamou de campanha caluniosa, incluindo a discussão em torno do aborto.
O comportamento da candidata do PT foi no sentido contrário do que geralmente é adotado por candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto, como é o caso dela. Nessa posição os candidatos costumam adotar uma postura mais amena.
"Ela está na frente nas pesquisas, mas estava numa situação defensiva até ontem (domingo), porque ela teve que se explicar em relação às questões do aborto, às questões da Erenice (Guerra, ex-assessora de Dilma, acusada de envolvimento num esquema de corrupção)", disse à Reuters o cientista político Carlos Melo, do Insper (antigo Ibmec).
"Eu imagino que o movimento ali tenha sido o de sair da defensiva e colocar a discussão num outro patamar, tirando a iniciativa do José Serra no que diz respeito àquelas questões."
Ricardo Ribeiro, analista político da MCM Consultores Associados, concorda. "Ela (Dilma) continua na frente, com uma margem de 7 pontos, 8 pontos considerando-se somente os votos válidos, mas ela vem perdendo terreno", avaliou.
O risco, para Ribeiro, está na mudança da imagem percebida pelos eleitores. "É uma tática arriscada porque durante o primeiro turno não foi essa a Dilma que se apresentou para o eleitorado", lembrou.
Na discussão sobre o aborto, Dilma lembrou de normatização de Serra, quando ministro da Saúde no governo FHC, sobre atendimento de mulheres em hospitais públicos citou até a mulher do tucano, Monica Serra, que teria dito durante a campanha que a petista seria a favor de matar criancinhas.
Além disso, tentou colar em Serra a pecha de privatista e chegou a mencionar notícia de que um membro da campanha do tucano teria fugido com 4 milhões de reais arrecadados para a disputa.
Já Serra, mesmo atirando contra a corrupção do caso Erenice e os apoios dos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e José Sarney à petista ou ao que chamou de incoerência quanto à posição da adversária em relação ao aborto, manteve um tom menos beligerante.
REPETECO?
O tom mais agressivo de Dilma no debate da Bandeirantes lembrou postura parecida adotada pelo governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em debate do segundo turno da eleição presidencial de 2006 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas para Carlos Melo, do Insper, as comparações param por aí. "O Alckmin foi com uma agressividade para cima do Lula, que o Lula pôde se vitimizar ali. Ontem o que você viu foi a Dilma se vitimizando, ela se colocando na condição de injustiçada", disse.
Para ele, os temas aborto e corrupção "saem um pouco da agenda", mostrando otimismo com o nível da discussão daqui para frente. "Talvez, agora, isto posto, a gente possa discutir política."
Mas, para Ribeiro, da MCM, o primeiro debate do segundo turno da disputa presidencial mostrou qual deve ser o tom do restante da campanha até o dia 31 de outubro.
"Se você observar os spots (inserções no rádio e na TV) dos dois candidatos, um está falando mal do outro", disse.
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