segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mundo Bantu

MUNDO BANTU E RENASCENCA AFRICANA
O 8 DE JANEIRO, DORAVANTE, JORNADA INTERNACIONAL DOS POVOS BANTU
Foi a decisão, a menos traumatizante, tomada pelos administradores e Ministros da Cultura dos Estados membros do Centro Internacional das Civilizações Bantu durante as ultimas sessões estatutárias bem extraordinárias que tiveram lugar, recentemente, em Libreville; sendo uma das “sentenças” pronunciadas com firmeza, mas, naturalmente, com a necessária galanteria, a substituição da actual Directora Geral da instituição, a congolesa da margem esquerda, Marie-Helene Mathey-Booh.
Organizadas no hotel, bem nomeado Okoume Palace, hoje sob uma corajosa gerência panafricana, estampilhada Laico, essas reuniões, notavelmente, bem reguladas e estalas em um Conselho de Administração e uma Conferencia de Ministros, reagruparam representantes dos Estados membros da organização de cooperação cultural regional e uma dezena de peritos vindos de diversas estruturas e programas tais como a UNESCO, a Organização Internacional da Francofonia, o Centro Regional de Investigação e Documentação sobre as Tradições Orais e o Desenvolvimento das Línguas Africanas de Yaounde, o Festival Panafricano de Musica de Brazzaville, o Observatório sobre as Politicas Culturais Africanas de Maputo, as unidades de investigação da Universidade Omar Bongo de Libreville, tais como o Laboratório Universitário das Tradições Orais e o Centro de Estudos e de Investigação Afro-ibero-american os.
Notar–se-a que o historiador bantuista angolano, Simao Souindoula, foi convidado, especialmente, com perito, a esses encontros, pelo Vice Primeiro Ministro gabones, o Padre Paul Mba Abessole.
A cerimónia solene de abertura, ajuntada, das reuniões, teve lugar no digno auditórium do muito ecológico Ministério dos Recursos Florestais, sob uma generosa chuvarada, típica do pais adoptivo do bom Doutor franco – alemão de Lambarene, Albert Schweitzer, o bem merecido Premio Nobel de Paz, em 1965; sendo o Gabão, o território que regista a queda pluviómetrica a mais elevada do mundo.
O duo dos dois Vice-primeiros- ministros gaboneses, representando o rigoroso Primeiro-ministro, Jean Eyegue Ndong, constituído da respeitável Antoinette Dossou Naki e do Padre, líder politico, bem sublinhou, em substancia, e com todo o rigor necessário, - tom oficial, inabitual, no muito tolerante pais de Bongo Odimba – o carácter urgente das sessões convocadas.
Com efeito, para essas personalidades políticas do pais da sede da “Casa Bantu”, a convocação desses encontros foi tornada indispensável perante a não - realização desde …três anos, das reuniões perfeitamente estatutárias do CICIBA, incontornáveis órgãos de controlo e orientação da instituição.
PATRIMONIO INTANGIVEL
Em seguida, os trabalhos perseguiram- se, a porta fechada, no santuário bantu, tornado, do Okoume Palace, descontinuados, felizmente, de apaziguadores programas culturais.
O clarividente e, evidentemente, moralizador Padre, VPM, encarregado de Assuntos Culturais, confirmou, numa vigorosa introdução geral os “disfuncionamentos”, na realidade – meloso eufemismo técnico – para qualificar os penosos descarrilamentos na gestão administrativa e financeira que enfrentava a organização e a suicidaria morosidade registada na execução dos seus programas. Esta situação, intolerável, surgiu, paradoxalmente, num contexto marcado pela injecção – na sequência da fabulosa e irresistível escalada do preço do petróleo – de cerca de cinco milhões de dólares americanos nas contas da instituição durante os últimos três exercícios.
Esses esforços foram, particularmente, feitos pelo obrigado Gabão, pais da sede da organização, que honra, invariavelmente, 65% do orçamento do CICIBA, a actual, opulenta, Guine Equatorial, que ocupa a honorifica Direcção Geral Adjunta da organização sub-regional e o esfalfado Congo Kinshasa, dois países que foram obrigados a regularizar os seus pesados atrasos de contribuições.
Os Ministros, administradores e peritos internacionais examinaram, portanto, o funcionamento da instituição de Awendje, os actos de gestão administrativa e financeiros engajados, os movimentos de contas efectuados, a realização dos programas - ou do que ficaram – a instituição da Jornada Internacional dos Povos Bantu e o estado da cooperação internacional, singularmente, com a UNESCO.
A Conferencia dos Ministros, órgão supremo do Centro, decidiu, em última analise, de confiar o mandato, em curso da Republica Democrático do Congo, ao posto de Director Geral, a um outro quadro, originário deste grande Estado, espaço de forte criatividade artística; a diplomacia sub – regional encarregando- se do resto…
A instância soberana ordenou, igualmente, o despedimento imediato do duvidoso contabilista, inoportunamente, cidadão do Congo da margem esquerda, que fazia já objecto de uma medida de suspensão bem merecida da parte do Padre, Presidente do Conselho de Administração.
Os Ministros decidiram que uma auditoria, absolutamente independente, relativa a gestão administrativa e financeira da instituição seja empreendida, para o período de Julho de 2005 a Setembro de 2008, num prazo, impreterível, de quatro meses.
A apreciação relativa a esta inspecção será feita durante as próximas sessões ordinárias que terão lugar, em Julho de 2009, em Malabo, na exigente Guine Equatorial, Estado que assuma, actualmente, a Presidência da Conferencia Geral da organização sub – regional.
A reunião ministerial sugeriu, igualmente, a criação de um Comité ad hoc CICIBA/UNESCO que se encarregara de determinar as condições de implementação de um programa conjunto de cooperação relativo ao património intangível bantu.
GENETICA
Enfim, uma das resoluções tomadas, a mais reconfortante de todas, foi a institucionalização do 8 de Janeiro, como Dia Internacional dos Povos Bantu, em referência a data da assinatura, em Libreville, em 1983, da Convenção que criou o Centro Internacional das Civilizações Bantu.
Animadora coincidência, esta data corresponde, exactamente, as Jornadas das Culturas Nacionais de Angola e do Ruanda, mas também, dois dias antes, a festas de inicio de ano, « Fiestas de los Reyes », ao nível de diversas comunidades afro-americanas e afro- caribeanos.
Interrogado sobre os resultados desses cruciais encontros, Simão Souindoula, que foi durante longos anos, quadro da referida instituição, os considerou de positivos, apesar das medidas tomadas ter sido, relativamente tardias.
Com efeito, o rigor realçado no “Laico” permitira de efectuar, doravante, um casting científico, técnico e moral, mais exigente, dos Directores Gerais chamados a relançar, irreversivelmente, esta importante instituição cultural, de sanear a sua gestão, de entrever mais apoios internacionais a favor dos seus programas sobre a herança imaterial, que e essencial no mundo bantu, e, finalmente, de marcar, ao lado das outras celebrações, a dos povos locutores de línguas bantu, que constituem um dos fundamentos da construção da União Africana.
Esses falares, derivados do ur bantu, bantu comum ou proto-bantu, idioma não directamente atestado mas reconstruído por comparação, são, portanto, geneticamente aparentados; provocando, esta evolução, fortes convergências de carácter antropológico.
Os Bantu ocupam, hoje, o terço do continente e toda a sua metade insular, mas igualmente, a presença deles, antiga, e atestada na Ásia meridional, no Médio e Próximo Oriente, nas Américas e Caraíbas, consequência, para o essencial, da velha trata negreira em direcção ao Golfe Pérsico e os tráficos transatlântico e trans - Oceano Indico.
Trunfo político determinante, três regiões da estrutura federadora de Addis, quer dizer, a África central, austral e oriental, são bantu.
Constituem também cerca do terço da população melano – africana do mundo, espalhada desde o estuário do Rio de la Plata a Bacia de Mehrgarh, na Índia, passando pelos Grassfields nigerianos, o frontispício litoral semidesértico do Namib angolano, o Planalto sul-africano de Great Karoo, as terras vulcânicas do arquipélago dos Comores e a embocadura do Chebeli, a fértil Somália meridional.
E, a justo titulo, que bem consciente dos actuais desafios de civilizações, o filho de Ondimba e pai do CICIBA, decidiu, algumas horas, apenas, após as referidas reuniões excepcionais – medida incontestavelmente radical – de colocar, ao nível do seu pais, esta organização sob a própria tutela do seu Gabinete; sendo o objectivo “ aumentar a eficácia da acção do Centro e a fim de o permitir de jogar plenamente o seu papel de instituição de vocação regional e internacional”.
Para Simão Souindoula, este exemplar engajamento autoriza, sem dúvida, de considerar que a salvadora Renascença Africana passara, igualmente, pela necessária consolidação das civilizações bantu.
Por Johnny Kapela
Director da Comunicacao Cientifica
Rede Internacional Bantulink
C.P. 2313 Luanda (Angola)

Estratégia e Análise

ESTRATÉGIA E ANÁLISE
6ª, 09 de Janeiro de 2009- ISSN 00331983
O ataque de Israel e a administração Obama
Bruno Lima Rocha O ataque de Israel a Faixa de Gaza faz o mundo a se posicionar. Para opinar a respeito, o analista deve explicitar a sua posição. Sou a favor da criação de um Estado Palestino laico, com liberdade política e religiosa e viável. Ou seja, um país com plenos poderes sobre seu território, riquezas, fronteiras e população. Tal Estado é inviável tanto na extensão como na atual condição de controle que Israel impõe sobre os Territórios Ocupados em 1967, Gaza e Cisjordânia.
(leia mais...)


Estratégia & Análise: a política, a economia e a ideologia na ponta da adaga
Expediente
Editor Bruno Lima Rocha
Revisão, diagramação e envio, Felipe Fonseca e Lisandra Arezi
www.estrategiaeanal ise.com.br
Caixa Postal 1510
CEP: 94480970
Santa Isabel / Viamão / RS - Brasil
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msn: blimarocha@hotmail. com
skype: bruno.lima.rocha
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Agradecemos a publicação deste artigo, sempre citando a fonte e solicitamos o favor de enviar para nosso endereço eletrônico o LINK da página onde o texto foi reproduzido. Gratos pela atenção, estrategia.analise@ gmail.com
Caso não queira mais receber os artigos, por favor, envie e-mail para estrategia.analise@ gmail.com

Moçambique

On Mon, 1/12/09, Associação de Investigação Científica de Moçambique (A wrote:
From: Associação de Investigação Científica de Moçambique (A Subject: Fwd: Scholarship AnnouncementTo: Date: Monday, January 12, 2009, 7:29 AM
Caros destinatários deste email,
1. A AICIMO deseja a todos os destinatários sucessos nos desafios que se colocam para o ano de 2009.2. Recebam anexos documentos que falam de oportunidades de formação (Bolsas de Estudo). Estas oportunidades podem constituir soluções para aqueles nossos destinatários que nos solicitam bolsas dentro do País. Estudem com detalhes os documentos e correspondam directamente através dos endereços indicados nos formulários disponibilizados. Agradecemos ao Dr. Adriano Júnior pela colaboração.
Atenciosamente,
--Patrício SandePresidente Associação de Investigação Científica de Moçambique (AICIMO)(Instituição de Adesão de Moçambique à ICSU - International Council for Science, desde 1999)Sede: Av. Acordos de Lusaka No. 2115 (recinto do MICOA)Fax: (258-21) 759194 (Casa)email alternativo: aicimo@tdm.co. mzC. P. No. 4562MAPUTO - MOÇAMBIQUE

Massacre do Povo Palestino

Companheiros da imprensa,
A CUT Regional Zona da Mata/MG realizará um ato contra o massacre do povo palestino, conforme convocação abaixo, enviada aos sindicatos.
Gostaríamos de contar com a cobertura da imprensa para darmos maior divulgação e conscientizaçã o à população local.
Saudações,
Péricles.
ATO PÚBLICO CONTRA O MASSACRE DO POVO PALESTINO A CUT REGIONAL ZONA DA MATA/MG CONVOCA TODOS OS DIRIGENTES SINDICAIS CUTISTAS PARA O ATO DE REPÚDIO AO MASSACRE DO POVO PALESTINO PROMOVIDO POR ISRAEL.
DATA: 10/01/08 (SÁBADO) LOCAL: CALÇADÃO DA RUA HALFELD (Em frente ao Banco do Brasil) HORÁRIO: A PARTIR DAS 10h30min
A Central Única dos Trabalhadores (CUT-Brasil) ,vem a público externar sua posição de solidariedade ao povo palestino diante dos criminosos ataques que vem sofrendo por parte do Estado de Israel desde 27 de dezembro passado.
A CUT exige o fim imediato da invasão terrestre da Faixa de Gaza, o fim dos bombardeios e do bloqueio que impede a chegada de ajuda humanitária e submete 1,5 milhão de palestinos residentes no enclave à falta de água, de luz e de alimentos.
A agressão sionista já provocou mais de 600 mortos na população civil, muitos deles crianças, mulheres e anciãos. Saudações CUTistas,
CUT REGIONAL ZONA DA MATA/MG Péricles de Lima - (32) 8886-5671 Presidente ENERGIA É SOBERANIA - E É NOSSA!!O PRÉ-SAL É DO POVO BRASILEIRO!PELO CONTROLE ESTATAL E SOCIAL DAS RESERVAS DE PETRÓLEO E GÁS.
----- Original Message -----
From: CUT Minas Gerais
From: CUT Regional __._,_.___

Educação Afro-Indigena

Estamos coletivizando a leitura do artigo"Educaçã o Afro-índigena:caminhos para construção de uma sociedade igualitária" do Alexandre BragaEm breve está disponível em: www.espaçoacademico. com.br revista da Universidade Estadual de MaringáPara quem desejar solicitar envio pelo email:bragafilosofia@ yahoo.com. br

Associação Negra

Associação de Defesa da Comunidade Negra
120 anos da abolição dos escravos no Brasil
Liberdade – Igualdade – Fraternidade
Profº Jackson Barbosa não resta dúvida que sua pergunta conforme abaixo foi bem respondida pelo irmão Gaspar Reis de Bauru , quando se envolvemos com o nome e imagem do negro devemos adotar o caráter , ou seja, a boa conduta , porque adotar os princípios socialmente aceitos ou não é o que caracteriza um cidadão ou um grupo .
Vossa Senhoria como Engenheiro que também é, sabe que tudo progride neste mundo e desenvolve, mas o respeito as normas técnicas não pode faltar , seja na construção de uma obra ao desenvolvimento de uma maquina o que não deixa de ser diferente quando tratamos de Valorização da População Negra .
Aproveito a oportunidade para apresentar um caso verídico , não há nada contra partido nenhum , mas sim mostrar quando o principio de uma pessoa que não denota bons costume ou boa conduta , segundo os preceitos socialmente estabelecido pela sociedade , forma de agir que além de prejudicar a humanidade , no caso a honra e a moral da Comunidade Negra , vejo a obrigação de relembrar porque se trata de situações , que como esta em termos nacional já começa a ganhar transparência como não mais aceito.
Aconteceu em Santos , tem como protagonista a militante do Partido dos Trabalhadores Alzira Rufino da Casa da Cultura da Mulher Negra , a qual secolocando como dona da Comunidade Negra , perante a imprensa registrou o seguinte :
“...Enquanto os próprios representantes da raça não assumirem de fato a luta em defesa dos negros, não há muito a comemorar...”
A militante dirigiu suas palavras a uma Comissão de Vereadores da Câmara Municipal de Santos que tratava da organização dos interesses da Comunidade Negra e não com o interesse de defender o negro e sim de impor interesse pessoal e do grupo que comanda .
A verdade ficou clara no direito de resposta .
A vereadora Suely Morgado que é de seu mesmo partido , apresentou como resposta o seguinte :
“...A posição é descabida, só posso atribuir essa declaração como sendo fruto dessa divergência de opinião interna motivada pelo personalismo exacerbado daqueles que querem se fazer passar como único representante da comunidade negra em Santos...”
O Vereador Manoel Constantino atualmente líder do Prefeito Municipal e participante da Comissão rebateu a acusação expondo o seguinte :
Meus avós maternos eram índios e os paternos, holandeses brancos. Eu procuro defender, em meus projetos, toda a comunidade geral, meus país tinham olhos azuis...”
O terceiro vereador Martinho Leonardo que é preto na cor , não respondeu, através de sua esposa registrou o seguinte :
“..Ele não vai falar sobre este assunto...”
Portanto , fica provado, como expôs o Gaspar Reis , que o caráter é necessário para a participação em sociedade , não adiantará termos a maioria vereadores ou intelectuais negros se não estiverem ligados na questão técnica atuando com caráter e respeito a coletividade em geral , pensando só em si e no grupo que lhe da sustentação ilegal .
Tudo neste mundo desenvolve, fundamentado nesta verdade é que desenvolvemos a Produção de Cultura Negra de Santos para integração no Processo Político , Econômico Social e Cultural, ajudando na implantação da nova Cultura que o Estado Brasileiro chama de Igualdade Racial , no desenvolvimento do trabalho , na busca dos recursos humanos , independe de ser negro ou branco e sim que saiba que estamos voltados tendo como lição de casa a norma técnica institucionalizada como Programa Nacional da Cultural e que não adiantará ficar copiando e imitando, ignorando o direito de quem consideram indesejável , com certeza agindo assim , o núcleo enganador uma dia desmoronará como desmoronou aquele prédio no Rio feito em proporção maior só de areia .
Fomentar idéia afirmativa que busque a verdade evidenciando a formas de discriminação e preconceito enraizado nas pessoas negras que alegam nos defender mas , fazem o contrário , pode notar que pelas manifestações aqui em nossos e-mail as pessoas , faz expor no fundo que não aceitam mais , fortalecer e articular com os interessados, sejam negros ou brancos de partido ou não , se firmar na produção em formação dos recursos humanos , sem se colocar como acovarde a nenhum ser humano é o que devemos ter em mente .
Portanto , se a questão é Valorização da População Negra dentro do Processo de Igualdade temos que respeitar as normas técnicas e qualquer outra pessoa envolvida, a expressão jamais pode ficar sem ser dirigida para exploração e a formação da força humana , enaltecimento do grau como grupo honesto .
Como Produtor de Cultura Negra de Santos agradeço a todos que vem se colocando como prova que realmente nossa cidade faz jus a Referência Nacional , até porque , ao representar , embora os obstáculos aparecem, elevo a expressão pessoal voltada para atender e de fato a Comunidade Negra de Santos e ao mesmo tempo do Brasil e não somente visando atender o interesse pessoal e de grupo privilegiado, onde encontro a felicidade , mesmo que seja de forma lenta , de fazer chegar até o espírito da sociedade brasileira , sejam negros ou brancos , participante ou não do movimento negro , conseqüentemente de sentir o prazer que de fato promovo a existência do Programa Nacional da Cultura .
Mais uma vez agradeço aos que vem se manifestando, que vejo como importância porque assim com a minha paixão venho encontrando a união que tenho em maior parte o reconhecimento da Comunidade Negra de Santos , inclusive do Poder Público Municipal, embora ainda não tenho vencimento , o que da a certeza que venho concretizando a Grande Paz , sonho e ideal que em termos de População Negra do Brasil quando se trata de participação no processo Político , Econômico e Social ainda é desconhecido estarealidade.
Profº Jackson A GENTE AMA O QUE FAZ, CONTINUAMOS O LEGADO DE QUINTINO DE LACERDA HERÓI DA ABOLIÇÃO.

Luiz Otávio de Brito
Presidente
Produtor de Cultura Negra
*****

De: Gaspar Reis Moreira Para: "Prof. Jackson Barboza" Cc: afrodescendentesant os@yahoo. com .brData: Segunda-feira , 5 de Janeiro de 2009, 13:47
Assunto: Re: REFERÊNCIA NACIONAL

Prezados: O Poder legislativo de Bauru elegeu em 2008: vice-prefeita Estela Almagro(PT) , Roque José Ferreira(PT) sindicalista e membro do Movimento Negro de longa data e Luiz Carlos Bastazini(PP), para uma plenária de 16 cadeiras.

Todavía, quando nós negros conscientizarmos que temos representatividade, poderemos estar com maior de legisladores negros e futuro como Prefeito Municipal de Bauru.

Esclareço ainda , que a nível de secretariado municipal não foi oportunizado para profissional negro, sendo que ocorrerá a nível de 2º escalão, verifica-se temos muitos profissionais negros gabaritados para exercerem qualquer cargo no Secretariado municipal.

" Não se mede o valor do ser humano, pela sua aparência sexo, cor, posição social e pelos bens materiais que possue...........

O verdadeiro valor do ser humano é o carater, suas idéias e a nobreza dos seus ideiais."

Feliz 2009 para todos(as) !
Um braço do tamanho da Àfrica.

Gaspar Moreira
Bauru/SP
*****

2009/1/4 Prof. Jackson Barboza <jacksonbarboza15100 @uol.com. br>
Gostaria de aproveitar os e-mails trocados e fazer uma pergunta a vocês de Bauru e Santos a titulo de curiosidade.
Quantos vereadores negros foram eleitos nas eleições de Outubro de 2008 nestas respectivas cidades e quantas cadeiras compõem a Câmara Municipal destas cidades.
Agradeço desde já as informações que serão prestadas.
Prof.Engº. Jackson Barboza
UNIDOS PELA EDUCAÇÃO E JUSTIÇA SOCIAL
Eleições/2010
VOTE 15100

Poeta se despede


MEMÓRIA
O poeta se despede
Morto em 1º de janeiro, aos 67 anos, o professor rosariense Oliveira Ferreira da Silveira foi um dos precursores do movimento negro no país

Em conto publicado na antiga Revista ZH, em 1972, o professor Oliveira Ferreira da Silveira nos apresentou Zumbi e o colocou a subir o morro de uma vila de Porto Alegre. Revólver em punho, polícia nos calcanhares, a fuga pelos vãos dos casebres, ele chega em casa e é desarmado pelo filho: “Pai, tu veio!”. Mas Zumbi, perseguido, tem de seguir o rumo. Esgueira-se por vielas e alcança um casario pobre, olha em volta, vê negros prontos para o trabalho, brancos de macacões sujos, lusco-fuscos de capacetes de operários, garotos ranhentos e se dá conta, desconfiado, isso aqui é um quilombo.Conto raro, esse. Afinal, a especialidade de Oliveira sempre foi o verso e, assim, é reverenciado como um dos mais expressivos poetas negros brasileiros. Pois o professor morreu no primeiro dia do ano, abatido por um câncer, aos 67 anos de idade. Logo ele que aprendeu a ser um resistente na localidade de Touro Passo, zona rural de Rosário do Sul, fronteira com o Uruguai.Em torno do fogão, no pequeno sítio da família, o garoto Oliveira ouvia histórias de campanha e se intrigava com os causos dos negros rebeldes das charqueadas e das fazendas que escapuliam pelos matos em busca de liberdade. Devia ser intrigante mesmo, fugir do ferrolho, do castigo, da carga, da vida de escravo.O garoto cresceu, formou-se em Letras na UFRGS, digeriu os causos que o deixavam vidrado na cozinha do sítio e tornou-se poeta. Mais: vasculhou bibliotecas e arquivos e, outra vez, prostrou-se intrigado diante da ausência completa de heróis negros na história. Então Oliveira, um cara esguio e de sorriso fácil, fala mansa, cabelo grisalho desde cedo, que timidamente divulgava suas publicações em rodas de amigos, que esticava os olhos para as moças da Esquina Democrática na Rua da Praia, pois bem, Oliveira Silveira apeou do trono a Princesa Isabel e sua Abolição de 13 de maio.Entronou Zumbi e a data de 20 de novembro. Ele e o grupo Palmares, numa espécie de prenúncio do movimento negro que surgiria mais tarde, lançaram em 1971 a ideia que se alastrou para todo o país. Em 1978, 20 de novembro se transformou no Dia Nacional da Cons­ciência Negra.Oliveira pediu um café com leite no Mercado Público, tomou o ônibus para a Assis Brasil, na zona norte de Porto Alegre, e, em casa, num apartamento em que, juram, livros, jornais e recortes sobem pelas paredes, ele rabiscou novos poemas. Foram 10 livros publicados, a maioria em coletâneas, os escritores negros são muito próximos. Assim nasceram Germinou (1962), Poemas Regionais (1968), Banzo, Saudade Negra (1970), Décima do Negro Peão (1974), Praça da Palavra (1976), Pelo Escuro (1977), Roteiro dos Tantãs (1981) e Poema sobre Palmares (1988), além de antologias como aquela editada na Alemanha em 1988, e nos Estados Unidos, em 1993. Os alemães deram atenção a um poema:Encontrei minhas origensem velhos arquivos, livrosEncontrei em malditos objetostroncos e grilhetasencontrei minhas origensno lesteno mar em imundos tumbeirosencontrei em doces palavras, cantosem furiosos tambores, ritosencontrei minhas origensna cor de minha pelenos lanhos de minha almaAssim, dizem, o professor que dava divertidas aulas de português e literatura no Colégio Cândido Godói enfileirou-se com outros poetas brasileiros como Oswaldo de Camargo e Cuti – e por aí se encaminha o gaúcho Ronald Augusto.O jeito Oliveira de produzir também era um causo. Criterioso, detalhista, sem nenhuma pressa na vida, em fase de impressão de seus livros, ele costumava se imiscuir entre os gráficos, acompanhava de cima cada processo e não raro suspendia tudo para repensar um simples verso ou uma frase.Durante 40 anos, os grisalhos do Oliveira serviram de referência na Capital. Era assim nas reuniões infindáveis da revista Tição, final dos anos 70 e início dos 80. Ao final dos encontros, Oliveira tomava um “refri”. Era a única extravagância que ele se permitia.POEMASPELO ESCURO(fragmentos) Sou a palavra cacimbaprá sede de todo mundoe tenho assim minha almaágua limpa e céu no fundo.Meu canto é faca de charquevoltada contra o feitordizendo que minha carnenão é de nenhum senhor.Sou quicumbi e moçambiqueno compasso do tambor.Sou um toque de batuqueem casa de gege-nagô.Sou a bombacha de santo,sou o churrasco de Ogum.Entre os filhos desta terranaturalmente sou um.(...)No sul o negro charqueoulavroucarreteouno sul o negro remouteceuo diabo a quatroo negro no sul congoubumboubatucoua negra no sul cozinhoulavoudiabo a quatrono sul o negro brigouguerreouse libertouquer dizer: ainda se libertade mil disfarçadas senzalasprisõesdiabo a quatroonde tentam mantê-lo agrilhoado.MÃO-DE-PILÃOÁgua no oco,palha, grão.Soca, soca,Mão-de-pilão.Longe que é, longe que ficae a mão-de-pilão esmurrando acangica.Longe que é, longe que ficae a mão-de-pilão tocando cuíca.Água no oco,palha, grão.Soca, soca,mão-de-pilão.Socando, socando aos sol damanhã,o eco na serra parece tantã.Bate, bate... pra quê bate tanto?Longe tão longe que não adianta.Água no oco,palha, grão.Soca, soca,mão-de-pilão. jones.silva@zerohora.com.brJONES LOPES DA SILVA
Fonte: Zero Hora