segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Educação Afro-Indigena
Estamos coletivizando a leitura do artigo"Educaçã o Afro-índigena:caminhos para construção de uma sociedade igualitária" do Alexandre BragaEm breve está disponível em: www.espaçoacademico. com.br revista da Universidade Estadual de MaringáPara quem desejar solicitar envio pelo email:bragafilosofia@ yahoo.com. br
Associação Negra
Associação de Defesa da Comunidade Negra
120 anos da abolição dos escravos no Brasil
Liberdade – Igualdade – Fraternidade
Profº Jackson Barbosa não resta dúvida que sua pergunta conforme abaixo foi bem respondida pelo irmão Gaspar Reis de Bauru , quando se envolvemos com o nome e imagem do negro devemos adotar o caráter , ou seja, a boa conduta , porque adotar os princípios socialmente aceitos ou não é o que caracteriza um cidadão ou um grupo .
Vossa Senhoria como Engenheiro que também é, sabe que tudo progride neste mundo e desenvolve, mas o respeito as normas técnicas não pode faltar , seja na construção de uma obra ao desenvolvimento de uma maquina o que não deixa de ser diferente quando tratamos de Valorização da População Negra .
Aproveito a oportunidade para apresentar um caso verídico , não há nada contra partido nenhum , mas sim mostrar quando o principio de uma pessoa que não denota bons costume ou boa conduta , segundo os preceitos socialmente estabelecido pela sociedade , forma de agir que além de prejudicar a humanidade , no caso a honra e a moral da Comunidade Negra , vejo a obrigação de relembrar porque se trata de situações , que como esta em termos nacional já começa a ganhar transparência como não mais aceito.
Aconteceu em Santos , tem como protagonista a militante do Partido dos Trabalhadores Alzira Rufino da Casa da Cultura da Mulher Negra , a qual secolocando como dona da Comunidade Negra , perante a imprensa registrou o seguinte :
“...Enquanto os próprios representantes da raça não assumirem de fato a luta em defesa dos negros, não há muito a comemorar...”
A militante dirigiu suas palavras a uma Comissão de Vereadores da Câmara Municipal de Santos que tratava da organização dos interesses da Comunidade Negra e não com o interesse de defender o negro e sim de impor interesse pessoal e do grupo que comanda .
A verdade ficou clara no direito de resposta .
A vereadora Suely Morgado que é de seu mesmo partido , apresentou como resposta o seguinte :
“...A posição é descabida, só posso atribuir essa declaração como sendo fruto dessa divergência de opinião interna motivada pelo personalismo exacerbado daqueles que querem se fazer passar como único representante da comunidade negra em Santos...”
O Vereador Manoel Constantino atualmente líder do Prefeito Municipal e participante da Comissão rebateu a acusação expondo o seguinte :
Meus avós maternos eram índios e os paternos, holandeses brancos. Eu procuro defender, em meus projetos, toda a comunidade geral, meus país tinham olhos azuis...”
O terceiro vereador Martinho Leonardo que é preto na cor , não respondeu, através de sua esposa registrou o seguinte :
“..Ele não vai falar sobre este assunto...”
Portanto , fica provado, como expôs o Gaspar Reis , que o caráter é necessário para a participação em sociedade , não adiantará termos a maioria vereadores ou intelectuais negros se não estiverem ligados na questão técnica atuando com caráter e respeito a coletividade em geral , pensando só em si e no grupo que lhe da sustentação ilegal .
Tudo neste mundo desenvolve, fundamentado nesta verdade é que desenvolvemos a Produção de Cultura Negra de Santos para integração no Processo Político , Econômico Social e Cultural, ajudando na implantação da nova Cultura que o Estado Brasileiro chama de Igualdade Racial , no desenvolvimento do trabalho , na busca dos recursos humanos , independe de ser negro ou branco e sim que saiba que estamos voltados tendo como lição de casa a norma técnica institucionalizada como Programa Nacional da Cultural e que não adiantará ficar copiando e imitando, ignorando o direito de quem consideram indesejável , com certeza agindo assim , o núcleo enganador uma dia desmoronará como desmoronou aquele prédio no Rio feito em proporção maior só de areia .
Fomentar idéia afirmativa que busque a verdade evidenciando a formas de discriminação e preconceito enraizado nas pessoas negras que alegam nos defender mas , fazem o contrário , pode notar que pelas manifestações aqui em nossos e-mail as pessoas , faz expor no fundo que não aceitam mais , fortalecer e articular com os interessados, sejam negros ou brancos de partido ou não , se firmar na produção em formação dos recursos humanos , sem se colocar como acovarde a nenhum ser humano é o que devemos ter em mente .
Portanto , se a questão é Valorização da População Negra dentro do Processo de Igualdade temos que respeitar as normas técnicas e qualquer outra pessoa envolvida, a expressão jamais pode ficar sem ser dirigida para exploração e a formação da força humana , enaltecimento do grau como grupo honesto .
Como Produtor de Cultura Negra de Santos agradeço a todos que vem se colocando como prova que realmente nossa cidade faz jus a Referência Nacional , até porque , ao representar , embora os obstáculos aparecem, elevo a expressão pessoal voltada para atender e de fato a Comunidade Negra de Santos e ao mesmo tempo do Brasil e não somente visando atender o interesse pessoal e de grupo privilegiado, onde encontro a felicidade , mesmo que seja de forma lenta , de fazer chegar até o espírito da sociedade brasileira , sejam negros ou brancos , participante ou não do movimento negro , conseqüentemente de sentir o prazer que de fato promovo a existência do Programa Nacional da Cultura .
Mais uma vez agradeço aos que vem se manifestando, que vejo como importância porque assim com a minha paixão venho encontrando a união que tenho em maior parte o reconhecimento da Comunidade Negra de Santos , inclusive do Poder Público Municipal, embora ainda não tenho vencimento , o que da a certeza que venho concretizando a Grande Paz , sonho e ideal que em termos de População Negra do Brasil quando se trata de participação no processo Político , Econômico e Social ainda é desconhecido estarealidade.
Profº Jackson A GENTE AMA O QUE FAZ, CONTINUAMOS O LEGADO DE QUINTINO DE LACERDA HERÓI DA ABOLIÇÃO.
Luiz Otávio de Brito
Presidente
Produtor de Cultura Negra
*****
De: Gaspar Reis MoreiraPara: "Prof. Jackson Barboza" Cc: afrodescendentesant os@yahoo. com .brData: Segunda-feira , 5 de Janeiro de 2009, 13:47
Assunto: Re: REFERÊNCIA NACIONAL
Prezados: O Poder legislativo de Bauru elegeu em 2008: vice-prefeita Estela Almagro(PT) , Roque José Ferreira(PT) sindicalista e membro do Movimento Negro de longa data e Luiz Carlos Bastazini(PP), para uma plenária de 16 cadeiras.
Todavía, quando nós negros conscientizarmos que temos representatividade, poderemos estar com maior de legisladores negros e futuro como Prefeito Municipal de Bauru.
Esclareço ainda , que a nível de secretariado municipal não foi oportunizado para profissional negro, sendo que ocorrerá a nível de 2º escalão, verifica-se temos muitos profissionais negros gabaritados para exercerem qualquer cargo no Secretariado municipal.
" Não se mede o valor do ser humano, pela sua aparência sexo, cor, posição social e pelos bens materiais que possue...........
O verdadeiro valor do ser humano é o carater, suas idéias e a nobreza dos seus ideiais."
Feliz 2009 para todos(as) !
Um braço do tamanho da Àfrica.
Gaspar Moreira
Bauru/SP
*****
2009/1/4 Prof. Jackson Barboza <jacksonbarboza15100 @uol.com. br>
Gostaria de aproveitar os e-mails trocados e fazer uma pergunta a vocês de Bauru e Santos a titulo de curiosidade.
Quantos vereadores negros foram eleitos nas eleições de Outubro de 2008 nestas respectivas cidades e quantas cadeiras compõem a Câmara Municipal destas cidades.
Agradeço desde já as informações que serão prestadas.
Prof.Engº. Jackson Barboza
UNIDOS PELA EDUCAÇÃO E JUSTIÇA SOCIAL
Eleições/2010
VOTE 15100
120 anos da abolição dos escravos no Brasil
Liberdade – Igualdade – Fraternidade
Profº Jackson Barbosa não resta dúvida que sua pergunta conforme abaixo foi bem respondida pelo irmão Gaspar Reis de Bauru , quando se envolvemos com o nome e imagem do negro devemos adotar o caráter , ou seja, a boa conduta , porque adotar os princípios socialmente aceitos ou não é o que caracteriza um cidadão ou um grupo .
Vossa Senhoria como Engenheiro que também é, sabe que tudo progride neste mundo e desenvolve, mas o respeito as normas técnicas não pode faltar , seja na construção de uma obra ao desenvolvimento de uma maquina o que não deixa de ser diferente quando tratamos de Valorização da População Negra .
Aproveito a oportunidade para apresentar um caso verídico , não há nada contra partido nenhum , mas sim mostrar quando o principio de uma pessoa que não denota bons costume ou boa conduta , segundo os preceitos socialmente estabelecido pela sociedade , forma de agir que além de prejudicar a humanidade , no caso a honra e a moral da Comunidade Negra , vejo a obrigação de relembrar porque se trata de situações , que como esta em termos nacional já começa a ganhar transparência como não mais aceito.
Aconteceu em Santos , tem como protagonista a militante do Partido dos Trabalhadores Alzira Rufino da Casa da Cultura da Mulher Negra , a qual secolocando como dona da Comunidade Negra , perante a imprensa registrou o seguinte :
“...Enquanto os próprios representantes da raça não assumirem de fato a luta em defesa dos negros, não há muito a comemorar...”
A militante dirigiu suas palavras a uma Comissão de Vereadores da Câmara Municipal de Santos que tratava da organização dos interesses da Comunidade Negra e não com o interesse de defender o negro e sim de impor interesse pessoal e do grupo que comanda .
A verdade ficou clara no direito de resposta .
A vereadora Suely Morgado que é de seu mesmo partido , apresentou como resposta o seguinte :
“...A posição é descabida, só posso atribuir essa declaração como sendo fruto dessa divergência de opinião interna motivada pelo personalismo exacerbado daqueles que querem se fazer passar como único representante da comunidade negra em Santos...”
O Vereador Manoel Constantino atualmente líder do Prefeito Municipal e participante da Comissão rebateu a acusação expondo o seguinte :
Meus avós maternos eram índios e os paternos, holandeses brancos. Eu procuro defender, em meus projetos, toda a comunidade geral, meus país tinham olhos azuis...”
O terceiro vereador Martinho Leonardo que é preto na cor , não respondeu, através de sua esposa registrou o seguinte :
“..Ele não vai falar sobre este assunto...”
Portanto , fica provado, como expôs o Gaspar Reis , que o caráter é necessário para a participação em sociedade , não adiantará termos a maioria vereadores ou intelectuais negros se não estiverem ligados na questão técnica atuando com caráter e respeito a coletividade em geral , pensando só em si e no grupo que lhe da sustentação ilegal .
Tudo neste mundo desenvolve, fundamentado nesta verdade é que desenvolvemos a Produção de Cultura Negra de Santos para integração no Processo Político , Econômico Social e Cultural, ajudando na implantação da nova Cultura que o Estado Brasileiro chama de Igualdade Racial , no desenvolvimento do trabalho , na busca dos recursos humanos , independe de ser negro ou branco e sim que saiba que estamos voltados tendo como lição de casa a norma técnica institucionalizada como Programa Nacional da Cultural e que não adiantará ficar copiando e imitando, ignorando o direito de quem consideram indesejável , com certeza agindo assim , o núcleo enganador uma dia desmoronará como desmoronou aquele prédio no Rio feito em proporção maior só de areia .
Fomentar idéia afirmativa que busque a verdade evidenciando a formas de discriminação e preconceito enraizado nas pessoas negras que alegam nos defender mas , fazem o contrário , pode notar que pelas manifestações aqui em nossos e-mail as pessoas , faz expor no fundo que não aceitam mais , fortalecer e articular com os interessados, sejam negros ou brancos de partido ou não , se firmar na produção em formação dos recursos humanos , sem se colocar como acovarde a nenhum ser humano é o que devemos ter em mente .
Portanto , se a questão é Valorização da População Negra dentro do Processo de Igualdade temos que respeitar as normas técnicas e qualquer outra pessoa envolvida, a expressão jamais pode ficar sem ser dirigida para exploração e a formação da força humana , enaltecimento do grau como grupo honesto .
Como Produtor de Cultura Negra de Santos agradeço a todos que vem se colocando como prova que realmente nossa cidade faz jus a Referência Nacional , até porque , ao representar , embora os obstáculos aparecem, elevo a expressão pessoal voltada para atender e de fato a Comunidade Negra de Santos e ao mesmo tempo do Brasil e não somente visando atender o interesse pessoal e de grupo privilegiado, onde encontro a felicidade , mesmo que seja de forma lenta , de fazer chegar até o espírito da sociedade brasileira , sejam negros ou brancos , participante ou não do movimento negro , conseqüentemente de sentir o prazer que de fato promovo a existência do Programa Nacional da Cultura .
Mais uma vez agradeço aos que vem se manifestando, que vejo como importância porque assim com a minha paixão venho encontrando a união que tenho em maior parte o reconhecimento da Comunidade Negra de Santos , inclusive do Poder Público Municipal, embora ainda não tenho vencimento , o que da a certeza que venho concretizando a Grande Paz , sonho e ideal que em termos de População Negra do Brasil quando se trata de participação no processo Político , Econômico e Social ainda é desconhecido estarealidade.
Profº Jackson A GENTE AMA O QUE FAZ, CONTINUAMOS O LEGADO DE QUINTINO DE LACERDA HERÓI DA ABOLIÇÃO.
Luiz Otávio de Brito
Presidente
Produtor de Cultura Negra
*****
De: Gaspar Reis Moreira
Assunto: Re: REFERÊNCIA NACIONAL
Prezados: O Poder legislativo de Bauru elegeu em 2008: vice-prefeita Estela Almagro(PT) , Roque José Ferreira(PT) sindicalista e membro do Movimento Negro de longa data e Luiz Carlos Bastazini(PP), para uma plenária de 16 cadeiras.
Todavía, quando nós negros conscientizarmos que temos representatividade, poderemos estar com maior de legisladores negros e futuro como Prefeito Municipal de Bauru.
Esclareço ainda , que a nível de secretariado municipal não foi oportunizado para profissional negro, sendo que ocorrerá a nível de 2º escalão, verifica-se temos muitos profissionais negros gabaritados para exercerem qualquer cargo no Secretariado municipal.
" Não se mede o valor do ser humano, pela sua aparência sexo, cor, posição social e pelos bens materiais que possue...........
O verdadeiro valor do ser humano é o carater, suas idéias e a nobreza dos seus ideiais."
Feliz 2009 para todos(as) !
Um braço do tamanho da Àfrica.
Gaspar Moreira
Bauru/SP
*****
2009/1/4 Prof. Jackson Barboza <jacksonbarboza15100 @uol.com. br>
Gostaria de aproveitar os e-mails trocados e fazer uma pergunta a vocês de Bauru e Santos a titulo de curiosidade.
Quantos vereadores negros foram eleitos nas eleições de Outubro de 2008 nestas respectivas cidades e quantas cadeiras compõem a Câmara Municipal destas cidades.
Agradeço desde já as informações que serão prestadas.
Prof.Engº. Jackson Barboza
UNIDOS PELA EDUCAÇÃO E JUSTIÇA SOCIAL
Eleições/2010
VOTE 15100
Poeta se despede

MEMÓRIA
O poeta se despede
Morto em 1º de janeiro, aos 67 anos, o professor rosariense Oliveira Ferreira da Silveira foi um dos precursores do movimento negro no país
Em conto publicado na antiga Revista ZH, em 1972, o professor Oliveira Ferreira da Silveira nos apresentou Zumbi e o colocou a subir o morro de uma vila de Porto Alegre. Revólver em punho, polícia nos calcanhares, a fuga pelos vãos dos casebres, ele chega em casa e é desarmado pelo filho: “Pai, tu veio!”. Mas Zumbi, perseguido, tem de seguir o rumo. Esgueira-se por vielas e alcança um casario pobre, olha em volta, vê negros prontos para o trabalho, brancos de macacões sujos, lusco-fuscos de capacetes de operários, garotos ranhentos e se dá conta, desconfiado, isso aqui é um quilombo.Conto raro, esse. Afinal, a especialidade de Oliveira sempre foi o verso e, assim, é reverenciado como um dos mais expressivos poetas negros brasileiros. Pois o professor morreu no primeiro dia do ano, abatido por um câncer, aos 67 anos de idade. Logo ele que aprendeu a ser um resistente na localidade de Touro Passo, zona rural de Rosário do Sul, fronteira com o Uruguai.Em torno do fogão, no pequeno sítio da família, o garoto Oliveira ouvia histórias de campanha e se intrigava com os causos dos negros rebeldes das charqueadas e das fazendas que escapuliam pelos matos em busca de liberdade. Devia ser intrigante mesmo, fugir do ferrolho, do castigo, da carga, da vida de escravo.O garoto cresceu, formou-se em Letras na UFRGS, digeriu os causos que o deixavam vidrado na cozinha do sítio e tornou-se poeta. Mais: vasculhou bibliotecas e arquivos e, outra vez, prostrou-se intrigado diante da ausência completa de heróis negros na história. Então Oliveira, um cara esguio e de sorriso fácil, fala mansa, cabelo grisalho desde cedo, que timidamente divulgava suas publicações em rodas de amigos, que esticava os olhos para as moças da Esquina Democrática na Rua da Praia, pois bem, Oliveira Silveira apeou do trono a Princesa Isabel e sua Abolição de 13 de maio.Entronou Zumbi e a data de 20 de novembro. Ele e o grupo Palmares, numa espécie de prenúncio do movimento negro que surgiria mais tarde, lançaram em 1971 a ideia que se alastrou para todo o país. Em 1978, 20 de novembro se transformou no Dia Nacional da Consciência Negra.Oliveira pediu um café com leite no Mercado Público, tomou o ônibus para a Assis Brasil, na zona norte de Porto Alegre, e, em casa, num apartamento em que, juram, livros, jornais e recortes sobem pelas paredes, ele rabiscou novos poemas. Foram 10 livros publicados, a maioria em coletâneas, os escritores negros são muito próximos. Assim nasceram Germinou (1962), Poemas Regionais (1968), Banzo, Saudade Negra (1970), Décima do Negro Peão (1974), Praça da Palavra (1976), Pelo Escuro (1977), Roteiro dos Tantãs (1981) e Poema sobre Palmares (1988), além de antologias como aquela editada na Alemanha em 1988, e nos Estados Unidos, em 1993. Os alemães deram atenção a um poema:Encontrei minhas origensem velhos arquivos, livrosEncontrei em malditos objetostroncos e grilhetasencontrei minhas origensno lesteno mar em imundos tumbeirosencontrei em doces palavras, cantosem furiosos tambores, ritosencontrei minhas origensna cor de minha pelenos lanhos de minha almaAssim, dizem, o professor que dava divertidas aulas de português e literatura no Colégio Cândido Godói enfileirou-se com outros poetas brasileiros como Oswaldo de Camargo e Cuti – e por aí se encaminha o gaúcho Ronald Augusto.O jeito Oliveira de produzir também era um causo. Criterioso, detalhista, sem nenhuma pressa na vida, em fase de impressão de seus livros, ele costumava se imiscuir entre os gráficos, acompanhava de cima cada processo e não raro suspendia tudo para repensar um simples verso ou uma frase.Durante 40 anos, os grisalhos do Oliveira serviram de referência na Capital. Era assim nas reuniões infindáveis da revista Tição, final dos anos 70 e início dos 80. Ao final dos encontros, Oliveira tomava um “refri”. Era a única extravagância que ele se permitia.POEMASPELO ESCURO(fragmentos) Sou a palavra cacimbaprá sede de todo mundoe tenho assim minha almaágua limpa e céu no fundo.Meu canto é faca de charquevoltada contra o feitordizendo que minha carnenão é de nenhum senhor.Sou quicumbi e moçambiqueno compasso do tambor.Sou um toque de batuqueem casa de gege-nagô.Sou a bombacha de santo,sou o churrasco de Ogum.Entre os filhos desta terranaturalmente sou um.(...)No sul o negro charqueoulavroucarreteouno sul o negro remouteceuo diabo a quatroo negro no sul congoubumboubatucoua negra no sul cozinhoulavoudiabo a quatrono sul o negro brigouguerreouse libertouquer dizer: ainda se libertade mil disfarçadas senzalasprisõesdiabo a quatroonde tentam mantê-lo agrilhoado.MÃO-DE-PILÃOÁgua no oco,palha, grão.Soca, soca,Mão-de-pilão.Longe que é, longe que ficae a mão-de-pilão esmurrando acangica.Longe que é, longe que ficae a mão-de-pilão tocando cuíca.Água no oco,palha, grão.Soca, soca,mão-de-pilão.Socando, socando aos sol damanhã,o eco na serra parece tantã.Bate, bate... pra quê bate tanto?Longe tão longe que não adianta.Água no oco,palha, grão.Soca, soca,mão-de-pilão. jones.silva@zerohora.com.brJONES LOPES DA SILVA
O poeta se despede
Morto em 1º de janeiro, aos 67 anos, o professor rosariense Oliveira Ferreira da Silveira foi um dos precursores do movimento negro no país
Em conto publicado na antiga Revista ZH, em 1972, o professor Oliveira Ferreira da Silveira nos apresentou Zumbi e o colocou a subir o morro de uma vila de Porto Alegre. Revólver em punho, polícia nos calcanhares, a fuga pelos vãos dos casebres, ele chega em casa e é desarmado pelo filho: “Pai, tu veio!”. Mas Zumbi, perseguido, tem de seguir o rumo. Esgueira-se por vielas e alcança um casario pobre, olha em volta, vê negros prontos para o trabalho, brancos de macacões sujos, lusco-fuscos de capacetes de operários, garotos ranhentos e se dá conta, desconfiado, isso aqui é um quilombo.Conto raro, esse. Afinal, a especialidade de Oliveira sempre foi o verso e, assim, é reverenciado como um dos mais expressivos poetas negros brasileiros. Pois o professor morreu no primeiro dia do ano, abatido por um câncer, aos 67 anos de idade. Logo ele que aprendeu a ser um resistente na localidade de Touro Passo, zona rural de Rosário do Sul, fronteira com o Uruguai.Em torno do fogão, no pequeno sítio da família, o garoto Oliveira ouvia histórias de campanha e se intrigava com os causos dos negros rebeldes das charqueadas e das fazendas que escapuliam pelos matos em busca de liberdade. Devia ser intrigante mesmo, fugir do ferrolho, do castigo, da carga, da vida de escravo.O garoto cresceu, formou-se em Letras na UFRGS, digeriu os causos que o deixavam vidrado na cozinha do sítio e tornou-se poeta. Mais: vasculhou bibliotecas e arquivos e, outra vez, prostrou-se intrigado diante da ausência completa de heróis negros na história. Então Oliveira, um cara esguio e de sorriso fácil, fala mansa, cabelo grisalho desde cedo, que timidamente divulgava suas publicações em rodas de amigos, que esticava os olhos para as moças da Esquina Democrática na Rua da Praia, pois bem, Oliveira Silveira apeou do trono a Princesa Isabel e sua Abolição de 13 de maio.Entronou Zumbi e a data de 20 de novembro. Ele e o grupo Palmares, numa espécie de prenúncio do movimento negro que surgiria mais tarde, lançaram em 1971 a ideia que se alastrou para todo o país. Em 1978, 20 de novembro se transformou no Dia Nacional da Consciência Negra.Oliveira pediu um café com leite no Mercado Público, tomou o ônibus para a Assis Brasil, na zona norte de Porto Alegre, e, em casa, num apartamento em que, juram, livros, jornais e recortes sobem pelas paredes, ele rabiscou novos poemas. Foram 10 livros publicados, a maioria em coletâneas, os escritores negros são muito próximos. Assim nasceram Germinou (1962), Poemas Regionais (1968), Banzo, Saudade Negra (1970), Décima do Negro Peão (1974), Praça da Palavra (1976), Pelo Escuro (1977), Roteiro dos Tantãs (1981) e Poema sobre Palmares (1988), além de antologias como aquela editada na Alemanha em 1988, e nos Estados Unidos, em 1993. Os alemães deram atenção a um poema:Encontrei minhas origensem velhos arquivos, livrosEncontrei em malditos objetostroncos e grilhetasencontrei minhas origensno lesteno mar em imundos tumbeirosencontrei em doces palavras, cantosem furiosos tambores, ritosencontrei minhas origensna cor de minha pelenos lanhos de minha almaAssim, dizem, o professor que dava divertidas aulas de português e literatura no Colégio Cândido Godói enfileirou-se com outros poetas brasileiros como Oswaldo de Camargo e Cuti – e por aí se encaminha o gaúcho Ronald Augusto.O jeito Oliveira de produzir também era um causo. Criterioso, detalhista, sem nenhuma pressa na vida, em fase de impressão de seus livros, ele costumava se imiscuir entre os gráficos, acompanhava de cima cada processo e não raro suspendia tudo para repensar um simples verso ou uma frase.Durante 40 anos, os grisalhos do Oliveira serviram de referência na Capital. Era assim nas reuniões infindáveis da revista Tição, final dos anos 70 e início dos 80. Ao final dos encontros, Oliveira tomava um “refri”. Era a única extravagância que ele se permitia.POEMASPELO ESCURO(fragmentos) Sou a palavra cacimbaprá sede de todo mundoe tenho assim minha almaágua limpa e céu no fundo.Meu canto é faca de charquevoltada contra o feitordizendo que minha carnenão é de nenhum senhor.Sou quicumbi e moçambiqueno compasso do tambor.Sou um toque de batuqueem casa de gege-nagô.Sou a bombacha de santo,sou o churrasco de Ogum.Entre os filhos desta terranaturalmente sou um.(...)No sul o negro charqueoulavroucarreteouno sul o negro remouteceuo diabo a quatroo negro no sul congoubumboubatucoua negra no sul cozinhoulavoudiabo a quatrono sul o negro brigouguerreouse libertouquer dizer: ainda se libertade mil disfarçadas senzalasprisõesdiabo a quatroonde tentam mantê-lo agrilhoado.MÃO-DE-PILÃOÁgua no oco,palha, grão.Soca, soca,Mão-de-pilão.Longe que é, longe que ficae a mão-de-pilão esmurrando acangica.Longe que é, longe que ficae a mão-de-pilão tocando cuíca.Água no oco,palha, grão.Soca, soca,mão-de-pilão.Socando, socando aos sol damanhã,o eco na serra parece tantã.Bate, bate... pra quê bate tanto?Longe tão longe que não adianta.Água no oco,palha, grão.Soca, soca,mão-de-pilão. jones.silva@zerohora.com.brJONES LOPES DA SILVA
Fonte: Zero Hora
sábado, 10 de janeiro de 2009
Danaça
Olá,
Envio informações sobre ação que estamos desenvolvendo para o verão, Dança Usina na 209.
Feliz ano de 2009.
Abraço
Obrigado pela atenção.
Edu Severino
Envio informações sobre ação que estamos desenvolvendo para o verão, Dança Usina na 209.
Feliz ano de 2009.
Abraço
Obrigado pela atenção.
Edu Severino
Revista Viva Favela
REVISTA SEMANALQuinta-feira, 08 de janeiro de 2009
Clandestinos
"Clandestinos". Esse é o nome usado pelas ruas da Baixada para identificar jovens que compram drogas nos morros do Rio para revender na sua região agindo por conta própria e sem ligações com facções criminosas. Essa nova forma de tráfico começa a se expandir para vários munícipios da região e a preocupar autoridades. por Claudio Costa 07/01/2009
A vida como ela é
No final de 2007, o Viva Favela ouviu moradores da Baixada Fluminense para saber quais eram as expectativas para o ano de 2008. Um ano depois voltamos para ver o que aconteceu em suas vidas no ano que passou.por Claudio Costa 31/12/2008
Centro de Cultura Urbana é inauguradoEspaço terá várias atividades gratuitasConfira as vagas de empregoUma das oportunidades é para pessoas com deficiênciaHomenagem aos 70 anos de Martinho da VilaShows são gratuitos toda terça-feira no CCBB Festa África XXI em BotafogoEsta é a 4ª edição do evento
Mande-nos sua opinião ou sugestão. Clique aqui
Histórias de Natal
Com a proximidade do Natal, uma figura, independente da temperatura, começa a aparecer com mais freqüência pela cidade. Com sua tradicional roupa vermelha e a barba branca, o Papai Noel não agrada apenas as crianças. Mas quem são esses "bons velhinhos"? por Renata Sequeira 24/12/2008
Todos os direitos reservados ao Viva Rio. Este conteúdo só pode ser publicado ou retransmitido com a citação da fonte.
Operação Capacete Limpo
Operação Capacete Limpo fiscaliza 2.579 motocicletas no RS06/01/2009 15:17
A Secretaria da Segurança Pública, por meio da Brigada Militar, realizou das 8h às 11h desta terça-feira (06/01) mais uma edição da Operação Capacete Limpo. As ações ocorreram em 221 municípios gaúchos, com a participação de 510 policiais e 271 viaturas. Ao todo, 2.579 motocicletas foram fiscalizadas.Os resultados da operação foram estes:
- Apreensões de CNH: 06; - BO/COP elaborados: 05; - Motocicletas autuadas: 29; - Motocicletas fiscalizadas: 2.579; - Motocicletas recolhidas: 05; - Termo Circunstanciado – TC: 01. Criada pela Portaria 027/08, a Capacete Limpo é uma das Operações Permanentes da SSP e acontece sob forma de barreiras, blitze, abordagens e outras ações congêneres, com a utilização dos meios tecnológicos disponíveis pela Brigada Militar (BM). O objetivo é prevenir e reprimir o indicador de criminalidade furto e/ou roubo de motocicletas e outros delitos decorrentes da ação.
Fonte: PM3/BM
A Secretaria da Segurança Pública, por meio da Brigada Militar, realizou das 8h às 11h desta terça-feira (06/01) mais uma edição da Operação Capacete Limpo. As ações ocorreram em 221 municípios gaúchos, com a participação de 510 policiais e 271 viaturas. Ao todo, 2.579 motocicletas foram fiscalizadas.Os resultados da operação foram estes:
- Apreensões de CNH: 06; - BO/COP elaborados: 05; - Motocicletas autuadas: 29; - Motocicletas fiscalizadas: 2.579; - Motocicletas recolhidas: 05; - Termo Circunstanciado – TC: 01. Criada pela Portaria 027/08, a Capacete Limpo é uma das Operações Permanentes da SSP e acontece sob forma de barreiras, blitze, abordagens e outras ações congêneres, com a utilização dos meios tecnológicos disponíveis pela Brigada Militar (BM). O objetivo é prevenir e reprimir o indicador de criminalidade furto e/ou roubo de motocicletas e outros delitos decorrentes da ação.
Fonte: PM3/BM
Susepe cria centraal para informar Empresários
Susepe cria central para informar PACs a empresários08/01/2009 09:36
A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) está disponibilizando para os empresários do Rio Grande do Sul uma central de informações, junto ao Departamento de Tratamento Penal (DTP), para esclarecimentos das vantagens dos Protocolos de Ações Conjuntas (PACs). Os empresários que aderirem ao PAC não terão nenhum encargo trabalhista e social, não descontam PIS, Cofins, não há pagamento de férias, 13º salário e também não há despesas com rescisão contratual.
No convênio, caberá ao empresário apenas o pagamento de 75% do salário mínimo e mais 10% do total da folha destinada aos detentos, para o Fundo Penitenciário. Dos 75% do salário mínimo, destinado ao preso, 20% vai para o pecúlio que o detento recebe no final da pena. O sistema prisional do Rio Grande do Sul têm hoje 156 PACs, com um total de 2.060 presos que efetuam trabalho.
Em Montenegro há dois exemplos de empresas que firmaram o protocolo: a Metalúrgica Flocar, que trabalha com montagem de chaveiros, e emprega 108 detentos, e a Zaraplast, que produz sacos plásticos, e utiliza 30 presos. Em Porto Alegre foi firmado, em dezembro, convênio com a empresa Renova Lavanderias, que emprega 80 detentos.
Os empresários que precisarem de mais informações, podem entrar em contato com a Divisão de Trabalho Prisional da Susepe, pelo telefone/fax: (51) 3288.7304 ou e-mail: trabalhoprisional@susepe.rs.gov.br. Os funcionários do setor estão à disposição para esclarecimentos e, se for necessário, poderão agendar visitas nas empresas. Além das vantagens já mencionadas, os empresários estarão auxiliando no tratamento penal.
Fonte: Ascom Susepe
A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) está disponibilizando para os empresários do Rio Grande do Sul uma central de informações, junto ao Departamento de Tratamento Penal (DTP), para esclarecimentos das vantagens dos Protocolos de Ações Conjuntas (PACs). Os empresários que aderirem ao PAC não terão nenhum encargo trabalhista e social, não descontam PIS, Cofins, não há pagamento de férias, 13º salário e também não há despesas com rescisão contratual.
No convênio, caberá ao empresário apenas o pagamento de 75% do salário mínimo e mais 10% do total da folha destinada aos detentos, para o Fundo Penitenciário. Dos 75% do salário mínimo, destinado ao preso, 20% vai para o pecúlio que o detento recebe no final da pena. O sistema prisional do Rio Grande do Sul têm hoje 156 PACs, com um total de 2.060 presos que efetuam trabalho.
Em Montenegro há dois exemplos de empresas que firmaram o protocolo: a Metalúrgica Flocar, que trabalha com montagem de chaveiros, e emprega 108 detentos, e a Zaraplast, que produz sacos plásticos, e utiliza 30 presos. Em Porto Alegre foi firmado, em dezembro, convênio com a empresa Renova Lavanderias, que emprega 80 detentos.
Os empresários que precisarem de mais informações, podem entrar em contato com a Divisão de Trabalho Prisional da Susepe, pelo telefone/fax: (51) 3288.7304 ou e-mail: trabalhoprisional@susepe.rs.gov.br. Os funcionários do setor estão à disposição para esclarecimentos e, se for necessário, poderão agendar visitas nas empresas. Além das vantagens já mencionadas, os empresários estarão auxiliando no tratamento penal.
Fonte: Ascom Susepe
Assinar:
Postagens (Atom)