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Para Porto Alegre RS

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Elvis Presley - Trying To Get To You (Live)

Elvis Presley - Trying To Get To You (Live)

Elvis Presley - BABY WHAT YOU WANT ME TO DO (new edit)

Elvis Presley - Heartbreak Hotel - Live (HD)

Elvis Presley Suspicious Minds Live in Las Vegas (Official Video)

Elvis Presley Suspicious Minds Live in Las Vegas (Official Video)

Elvis Presley Show By Marco T (Elvii 1995)

Tina Turner Live 2009 : FULL CONCERT !! COMPLETO !

Who Do You Love? / Bo Diddley & Ron Wood

Frei Beto

ARTIGO DE AIRTON CENTENO- pagina do RS-urgente

PAPA FORTALECE MOVIMENTOS SOCIAIS

Frei Betto

      Em outubro, Francisco acolheu, no Vaticano, dirigentes de movimentos populares de vários países, entre os quais o Brasil.
      Disse ao recebê-los: “Os pobres não só padecem a injustiça, mas também lutam contra ela! Não se contentam com promessas ilusórias, desculpas ou pretextos. Também não estão esperando de braços cruzados a ajuda de ONGs, planos assistenciais ou soluções que nunca chegam ou, se chegam, chegam de maneira que vão em uma direção ou de anestesiar ou de domesticar. Isso é meio perigoso. Vocês sentem que os pobres já não esperam e querem ser protagonistas, se organizam, estudam, trabalham, reivindicam e, sobretudo, praticam essa solidariedade tão especial que existe entre os que sofrem, entre os pobres.”
      Em linguagem coloquial, Francisco frisou que solidariedade significa algo mais do que atos de generosidade esporádicos: “É pensar e agir em termos de comunidade, de prioridade de vida de todos sobre a apropriação dos bens por parte de alguns. Também é lutar contra as causas estruturais da pobreza, a desigualdade, a falta de trabalho, de terra e de moradia, a negação dos direitos sociais e trabalhistas. É enfrentar os destrutivos efeitos do Império do dinheiro.”
      Ao destoar da retórica dos políticos que temem o protagonismo popular, Francisco acentuou: “Não é possível abordar o escândalo da pobreza promovendo estratégias de contenção que, unicamente, tranquilizem e convertam os pobres em seres domesticados e inofensivos. Como é triste ver quando, por trás de supostas obras altruístas, se reduz o outro à passividade, se nega ele ou, pior, se escondem negócios e ambições pessoais: Jesus lhes chamaria de hipócritas.”
      Ao lembrar que, hoje, a maioria dos seres humanos não dispõe de terra, teto e trabalho, o papa ironizou: “É estranho, mas, se falo disso para alguns, significa que o papa é comunista. Não se entende que o amor pelos pobres está no centro do Evangelho. Terra, teto e trabalho – isso pelo qual vocês lutam – são direitos sagrados.”
      Sobre terra, disse Francisco: “A apropriação de terras, o desmatamento, a apropriação da água, os agrotóxicos inadequados são alguns dos males que arrancam o homem da sua terra natal.”
      Quanto à fome, alertou o papa: “Quando a especulação financeira condiciona o preço dos alimentos, tratando-os como qualquer mercadoria, milhões de pessoas sofrem e morrem de fome. Por outro lado, descartam-se toneladas de alimentos. Isso é um verdadeiro escândalo. (...) Sei que alguns de vocês reivindicam uma reforma agrária para solucionar alguns desses problemas, e deixem-me dizer-lhes que, em certos países, e aqui cito o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, "a reforma agrária é, além de uma necessidade política, uma obrigação moral."
      E quanto ao teto, Francisco lançou o apelo: “Uma casa para cada família. (...) Hoje há tantas famílias sem moradia, ou porque nunca a tiveram, ou porque a perderam por diferentes motivos. Família e moradia andam de mãos dadas.”

Frei Betto é escritor, autor de “Fome de Deus” (Paralela), entre outros livros.

 
Mídia esconde encontro de Stedile com o Papa Francisco

publicado em 7 de novembro de 2014 às 10:08
stedile
Stedile esteve na semana passada com o Papa Francisco, no Vaticano.  Mídia brasileira ignorou encontro
Stedile encontra Papa Francisco: “Lutaremos juntos para parar os bancos e as transnacionais”
por Salvatore Cannavò, do jornal Il Fatto Quotidiano, em O Escrevinhador,
João Pedro Stedile olha a primeira página do jornal Il Fatto Quotidiano em que se vê Maurizio Landini enfrentando a polícia. “Um líder sindical sem gravata? Sério?” A piada sintetiza muito o perfil e a história desse dirigente, já de nível internacional, do movimento “campesino”.
O Movimento dos Sem Terra (MST) é uma organização fundamental do Brasil, imortalizada pelas históricas imagens de Sebastião Salgado e com uma história de 30 anos feita de vitórias e de derrotas, mas sempre no primeiro plano da organização dos agricultores.
Stedile é o seu dirigente mais importante. Ele nunca usou gravata e sempre concebeu o seu papel como porta-voz de uma realidade pobre, muito em busca da sua própria emancipação.
Marxista ligado à história da teologia da libertação, ele foi um dos organizadores do Encontro Mundial de Movimentos Populares que ocorreu no Vaticano na semana passada. Em uma das sessões desse debate, que ocorreu entre as curvas sugestivas da sala do Velho Sínodo, ele sugeriu aos apurados presentes que canonizem até “Santo Antônio… Gramsci”.
Os Sem Terra, a imponente organização que ele dirige, com cerca de 1,5 milhão de membros, têm uma história antiga de ocupações de terra, de lutas e conflitos também duros. Mas também cultivam uma relação “leiga” com o poder, ou, como ele explica, de “autonomia absoluta”=. Por isso, na última eleição brasileira, apesar de não se envolver muito no primeiro turno eleitoral, depois apoiaram Dilma Rousseff no segundo.
Chegando na Itália para o encontro no Vaticano, ele fez uma turnê de encontros na península apresentando o livro La lunga marcia dei senza terra [A longa marcha dos sem-terra] (EMI Edizioni), de Claudia Fanti, Serena Romagnoli e Marinella Correggia.
No sábado à tarde, foi visitar a Rimaflow, em Trezzano sul Naviglio, a fábrica recuperada que Stedile, diante de 300 pessoas, batizou como “embaixadora dos Sem-Terra em Milão”.
Como nasceu o encontro no Vaticano?
Tivemos a sorte de manter relações com os movimentos sociais da Argentina, amigos de Francisco, com os quais começamos a trabalhar no encontro mundial. Assim, reunimos 100 dirigentes populares de todo o mundo, sem confissões religiosas. A maioria não era católica. Um encontro muito proveitoso.
Qual a sua opinião sobre o papa e a iniciativa vaticana?
O papa deu uma grande contribuição, com um documento irrepreensível, mais à esquerda do que muitos de nós. Porque afirmou questões de princípio importantes como a reforma agrária, que não é só um problema econômico e político, mas também moral. De fato, ele condenou a grande propriedade. O importante é a simbologia: em 2.000 anos, nenhum papa jamais organizou uma reunião desse tipo com movimentos sociais
O senhor foi um dos promotores dos Fóruns Sociais nascidos em Porto Alegre. Há uma substituição simbólica por parte do Vaticano em relação à esquerda?
Não, acho que Francisco teve a capacidade de se colocar corretamente diante dos grandes problemas do capitalismo atual como a guerra, a ecologia, o trabalho, a alimentação. E ele tem o mérito de ter iniciado um diálogo com os movimentos sociais. Eu não acho que há sobreposição, mas complementaridade.
Em todo caso, assumo a autocrítica, como promotor do Fórum Social, do seu esgotamento e da sua incapacidade de criar uma assembleia mundial dos movimentos sociais.
Do encontro com Francisco, nascem duas iniciativas: formar um espaço de diálogo permanente com o Vaticano e, independentemente da Igreja, mas aproveitando a reunião de Roma, construir no futuro um espaço internacional dos movimentos do mundo.
Para fazer o quê?
Para combater o capital financeiro, os bancos, as grandes multinacionais. Os “inimigos do povo” são esses. Como diria o papa, esse é o diabo. Mesmo que todos nós vivamos o inferno.
Os pontos traçados do encontro de Roma são muito claros: a terra, para que os alimentos não sejam uma mercadoria, mas um direito; o direito de todos os povos de terem um território, seu próprio país, pense-se nos curdos de Kobane os nos palestinos; um teto digno para todos; o trabalho como direito inalienável.
Como o senhor vê a crise atual do mundo capitalista?
Nós vivemos uma crise epocal. As ideologias do segundo pós-guerra se aprofundaram. As pessoas não se sentem mais representadas. No entanto, essa crise também oferece oportunidades de mudança, desde que ninguém se apresente com a solução pronta no bolso. Será preciso um processo, um movimento de participação popular. E qualquer pessoa disposta a participar dele deve ser incluída.
No Brasil, vocês apoiaram a eleição de Dilma Rousseff. Qual é a sua opinião sobre o governo do PT e o seu futuro?
A autonomia, para nós, é um valor importante. O PT geriu o poder com uma linha de “neodesenvolvimentismo”, mais progressista do que o neoliberalismo, mas baseada em um pacto de conciliação entre grandes bancos, capital financeiro e setores sociais mais pobres.
A operação de redistribuição da renda favoreceu a todos, mas principalmente os bancos. Agora, porém, esse pacto não funciona mais, as expectativas populares cresceram. O ensino universitário, por exemplo, integrou 15% da população estudantil, mas os 85% que ficaram de fora pressionam para entrar. Só que, para responder a essa demanda, seria preciso ao menos 10% do PIB, e, para levantar recursos desse tamanho, se romperia o pacto com as grandes empresas e os bancos.
Então?
O governo tem três caminhos: unir-se novamente à grande burguesia brasileira, como lhe pede o PMDB, construir um novo pacto social com os movimentos populares ou não escolher e abrir uma longa fase de crise. Nós queremos desempenhar um papel e, por isso, propomos um plebiscito popular para uma Assembleia Constituinte para a reforma da política. A força do povo não está no Parlamento.
Qual é a situação do Movimento dos Sem Terra hoje?
A nossa ideia, no início, era a de realizar o sonho de todo agricultor do século XX: a terra para todos, bater o latifúndio. Mas o capitalismo mudou, a concentração da terra também significa concentração das tecnologias, da produção, das sementes. É inútil ocupar as terras se, depois, produzirem transgênicos. Não é mais suficiente repartir a terra, mas é preciso uma alimentação para todos, e uma alimentação sadia e de qualidade. Hoje visamos a uma reforma agrária integral, e a nossa luta diz respeito a todos. Por isso, é preciso uma ampla aliança com os operários, os consumidores e também com a Igreja. Somos aliados de qualquer pessoa que deseje a mudança.
*A tradução é de Moisés Sbardelotto



PAUL McCARTNEY & TINA TURNER - "Get Back"

Tina Turner & Chuck Berry - Rock n roll music

Chuck Berry & Bo Diddley Together LIVE

Bo Diddley

Glória 1 x 1 Brasil de Farroupilha (jogo amistoso) parte 64

Assis Melo Comemora e Vistoria Obra

Assis comemora e vistoria obra da passarela na BR-116

O deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS) comemorou a colocação da estrutura metálica de passarela para pedestres no quilômetro 146 da BR-116, no acesso ao bairro São Ciro. A construção do equipamento é luta histórica do parlamentar, que esteve na tarde desta segunda-feira esteve conferindo as instalações. Na última década, pelo menos, 20 pessoas morreram atropeladas na rodovia.
Assis Melo iniciou essa luta ainda em 2008, antes de ser eleito vereador por Caxias ou de assumir qualquer mandato eletivo. Na época, após ser procurado por comunidade escolar e representantes daquela região, o hoje deputado recorreu à deputada federal Manuela D´ávila, também do PCdoB, que encaminhou emenda no valor de R$ 299 mil. O recurso foi liberado no Orçamento da União em 2009.
Desde então, Assis Melo fez uma verdadeira peregrinação por órgão estaduais de trânsito, prefeitura e junto aos ministérios para garantir a efetivação da obra. Depois de vários atrasos e percalços envolvendo a passarela, o governo municipal projeta a liberação para uso de pedestres em dezembro deste ano.
“É uma grande conquista para a comunidade, porque nesse trecho inúmeras pessoas já perderam a vida nos últimos anos. É um equipamento fundamental, essencial, para os moradores, estudantes e trabalhadores daquela região”, reforçou Assis.
O deputado elogiou ainda a iniciativa da administração do prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) pela seriedade com que está conduzindo a passarela e pela preocupação do governo em dar mais segurança ao local, com a construção de muro no entorno do equipamento.

Foto: Maurício Concatto/Divulgação


-- 
Roberto Carlos Dias
Jornalista MTb 9396
Assessor do deputado
federal Assis Melo (PCdoB-RS)

Contato:(54) 9113.8031
Direto:  (54) 3214.6637
Central: (54) 3214.6666 

LBV



Prezado Amigo(a),
Boa tarde!

1) Estamos mobilizamos com a Tradicional Campanha do Natal Permanente da LBV - Jesus, o Pão Nosso de cada dia!.
2) Nessa época em que nos aproximamos dessa importante data, convido à todos para "vestir a camiseta da solidariedade", contribuindo assim, para a divulgação dessa campanha.
3) Segue abaixo uma sugestão de release e anexo um anúncio institucional. 
4) Com seu apoio, milhares de famílias gaúchas terão a oportunidade de ter um natal mais digno e feliz neste final de ano.
Um abraço fraterno!

Tenha um ótimo dia!

OBS: Por gentileza comunicar o recebimento deste e-mail.

Atenciosamente,
Nadiele Bortolin
Assessoria de Comunicação da LBV/RS

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Mobilização solidária por um Natal mais feliz


Com o objetivo de oferecer um Natal sem fome, digno e mais feliz a milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social, a Legião da Boa Vontade promove, tradicionalmente, a campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia!. A iniciativa visa arrecadar mais de 900 toneladas de alimentos não perecíveis a serem entregues, em cestas, a 50 mil famílias atendidas pelos programas socioeducacionais da LBV e as apoiadas por organizações parceiras da Instituição.

Cada cesta é composta de arroz, feijão, óleo, açúcar, leite em pó, macarrão, farinha de mandioca e de trigo, fubá, goiabada, gelatina, massa para bolo, extrato de tomate e sal. As doações para a campanha podem ser feitas pelo site www.lbv.org/doe, pelo 0800 055 50 99 ou dirigindo-se a uma das unidades da Instituição no Brasil (os endereços podem ser consultados no site da Instituição).

Movida pelo ideal de Fraternidade que a sustenta, sentimento inspirado dos ensinamentos das palavras e atos de Jesus, a Legião da Boa Vontade trabalha, desde seus primórdios, para melhorar a qualidade de vida das populações menos favorecidas. Já na década de 1940, iniciou uma campanha diária e ininterrupta contra a fome e a pobreza, instituindo seu Natal Permanente. A partir daí, além do amparo imediato e da constante atuação nos campos da assistência social e da educação, que vêm mudando o destino de milhares de pessoas em todo o país, a LBV tem tradicionalmente mobilizado a população a fim de proporcionar um Natal melhor às famílias em situação de vulnerabilidade social.



Nadiele Bortolin
Assessoria de Comunicação da LBV/RS
(51) 3325-7018

Glória 1 x 1 Brasil de Farroupilha (jogo amistoso) parte 63

Glória 1 x 1 Brasil de Farroupilha (jogo amistoso) parte 62

LBV


Nadiele Bortolin
Assessoria de Comunicação da LBV/RS
(51) 3325-7018

Comunidade Quilombola



Comunidade quilombola no interior do Maranhão é ameaçada por fazendeiro
Anistia Internacional
Adital
Cerca de 20 famílias da comunidade quilombola de São José de Bruno, localizada em Matinha, no Estado do Maranhão, estão sendo ameaçadas e intimidadas por um fazendeiro local. O fazendeiro colocou um homem armado na região para pressionar os membros da comunidade a saírem das terras restantes.
Renata Neder 
Há cerca de três meses, um fazendeiro local invadiu parte do território da comunidade São José de Bruno, desmatou e cercou parte da área e soltou seu gado ali, impedindo que algumas das famílias mantivessem seus cultivos na área. Após diversas tentativas por parte da comunidade de protestar contra as ações ilegais do fazendeiro, ele contratou um homem armado para patrulhar a região.
O fazendeiro também ameaçou, verbalmente, alguns membros da comunidade e disse que pretendia tomar as terras, que pertenciam a ele e que "isso poderia até mesmo resultar em mortes”.
São José de Bruno é o lar de cerca de 20 famílias e já foi oficialmente reconhecida como território quilombola em setembro de 2013. Em dezembro de 2013, o Instituto de Terras do Maranhão (Iterma) formalmente reconheceu o direito da comunidade à terra, uma área de cerca de 380 hectares.
Os moradores de São José de Bruno dizem que denunciaram as ameaças contra a comunidade no passado e a recente presença de um homem armado às autoridades locais e à polícia. Entretanto, não houve resposta ou ação das autoridades. Em setembro de 2014, a comunidade registrou um boletim de ocorrência na delegacia de polícia local. Semana passada, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais também entrou com uma petição requerendo que o Estado tomasse providências para proteger as terras da comunidade contra invasões.
A presença de um homem armado criou uma atmosfera de medo e intimidação que tem sido agravada pela falha do estado para responder ao apelo da comunidade por proteção.
Conflitos por terra e ameaças de violência e ataques contra comunidades rurais e quilombolas são frequentes no Estado do Maranhão. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), cinco líderes rurais comunitários já foram mortos em 2014 como resultado de conflitos por terra no Estado.
Contexto
A Constituição brasileira de 1988 (artigos 215 e 216) reconhece os direitos das comunidades descendentes às terras historicamente ocupadas por quilombos. Em especial, o artigo 68 das Disposições Transitórias declara que "aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”. Uma série de leis federais e estaduais tem sido introduzidas para regular como as terras quilombolas são identificadas e como as titulações serão dadas às comunidades remanescentes. O Decreto Presidencial nº 4.887de 20 de novembro de 2003 regula os procedimentos de identificação, demarcação e titulação de terras para comunidades quilombolas.
Somando-se à legislação nacional, o Brasil é parte na Convenção nº 169 sobre Povos Indígenas e Tribais, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Convenção Americana de Direitos Humanos e na Convenção Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, as quais reafirmam os direitos dos grupos afrodescendentes à cultura e à terra, bem como o fazem os princípios de não discriminação e igualdade anteriores à lei.
Existem mais de 3 mil comunidades quilombolas no Brasil. Centenas de procedimentos administrativos se iniciaram junto ao Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas menos de 10% das comunidades receberam seus títulos de terra. Só no Estado do Maranhão, existem cerca de 1 mil comunidades quilombolas. A pouco mais de 400 delas foi emitida a certificação da Fundação Palmares e estão esperando que o Incra siga os passos necessários seguintes para finalizar o processo de titulação da terra. De 2003 – quando o Decreto 4887 foi publicado – até agora, o Instituto não emitiu nenhum título de terra para quaisquer das comunidades quilombolas do Estado do Maranhão. Esse processo extremamente lento para reconhecimento das comunidades quilombolas e titulação das terras coloca as comunidades em situação de vulnerabilidade em termos de moradia e produção de alimentos, mas também as coloca em risco de ameaças e ataques diretos por parte de donos de terra e homens armados que atuam para tomar essas terras.

Anistia Internacional

Movimento global com mais de 3 milhões de apoiadores, membros e ativistas, que atuam para proteger os direitos humanos.
http://www.amnesty.org/
http://anistia.org.br/

Glória 1 x 1 Brasil de Farroupilha (jogo amistoso) parte 61

Homicídios Invisíveis

Campanha da Anistia Internacional alerta para ‘homicídios invisíveis’ de jovens negros

- Um jovem negro sai de casa. Na rua, no baile, na quadra, no ônibus, encontra amigos invisíveis. As roupas, a pipa, os fones e a bola se movem sem que se veja quem está ali. Correria, gritaria, um tiro. O jovem cai. Assim o vídeo de lançamento da campanha “Jovem Negro Vivo”, da Anistia Internacional, alerta para um problema antigo, mas ainda invisível para a maioria da socidade: os homicídios de jovens negros no Brasil.
A reportagem é de Fernanda da Escóssia, publicada pelo jornal O Globo, 09-11-2014.
Em todo o país, 7 jovens são mortos a cada duas horas _ o tempo de uma sessão de cinema. São 82 jovens mortos por dia, 30 mil por ano, todos com idades de 15 a 29 anos. E, entre os jovens assassinados, 77% são negros(somando aqui os pretos e pardos, pelos critérios do IBGE).
Os números de homicídios são do Mapa da Violência, estudo realizado desde 1998 pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz com base em dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde. A versão 2014 do Mapa traz as últimas informações disponíveis, referentes ao ano de 2012, e foi realizada em conjunto com a Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.
A campanha da Anistia, que usa os números do Mapa, será lançada hoje no Aterro do Flamengo, no Centro do Rio. Esculturas de arame lembrando jovens mortos, os tais invisíveis, e um desafio entre grupos de passinho, a dança frenética que virou mania entre adolescentes e crianças, vão tentar atrair a atenção da população para o problema.
— Os dados ainda são escandalosos. Mas o problema parece que não entra na agenda política nacional. O objetivo da campanha é tirar esse tema do armário. Hoje, tudo leva a crer que a sociedade não se importa com isso — afirma o sociólogo Átila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil e um dos coordenadores da campanha Jovem Negro Vivo.
Para quem vai ao Aterro passear ou perder calorias extras, o duelo de grupos de passinho pode parecer só diversão. Mas a alegria da dança é uma das apostas da campanha para chamar a atenção para a vida de jovens da periferia que, como os acrobatas do passinho, são mais pobres, estão mais longe da escola e mais perto de situações de risco.
Em dez anos, de 2002 a 2012, os homicídios de jovens negros cresceram 32,4%; os de jovens brancos, 32,3%. Considerando a relação com a população, entre jovens negros a taxa de homicídios por cem mil habitantes cresceu 6,5%; entre jovens brancos caiu 28,6%.
No Rio, os números são um pouco melhores. A taxa de homicídios no conjunto da população do estado caiu 50%, uma queda consistente, de 2002 a 2012. Com isso, as taxas de homicídios entre jovens também caíram 51,7%. E as mortes de jovens negros tiveram redução maior ainda, de 65,4%. Mas ainda foram 1.680 jovens negros assassinados em 2012 no estado.
Nos últimos dois anos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão do governo estadual, oshomicídios voltaram a cair em agosto e setembro, após 20 meses de altas seguidas. Em setembro, a queda foi de 9,5% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
— Mesmo assim, o Rio ainda precisa intensificar suas políticas. Muita criatividade está surgindo nesses territórios mais pobres, e queremos aproveitar isso, dar ênfase à juventude da periferia. Há várias histórias interrompidas. É como se o jovem negro pobre estivesse destinado a morrer — diz Átila Roque.
O lema da campanha é “Mais chocante que a realidade, só a indiferença. Você se importa?” Quem se importa com tantas mortes, pede a campanha, pode assinar um manifesto reivindicando políticas públicas mais efetivas no combate à violência e à mortalidade de jovens negros. Voluntários estarão no Aterro colhendo assinaturas.
Contexto
O Mapa da Violência tem um capítulo intitulado “A Cor dos Homicídios”, que detalha metodologia e evolução dosassassinatos de jovens negros de 2002 a 2012. Mostra, por exemplo, que na população total, as taxas de homicídio entre brancos caem 23,8%; entre negros, crescem 7,1%. Em 2002, proporcionalmente, morreram 73% mais negros que brancos. Em 2012, esse índice sobe para 146,5%.
O assassinato de jovens negros é parte de uma estatística da qual o Brasil não se orgulha: a explosão da violência nos últimos 35 anos.
O país teve 56.337 pessoas assassinadas em 2012, o maior número absoluto de crimes desde 1980. A taxa de homicídios, que leva em conta o crescimento populacional, era de 11,7 homicídios por cem mil habitantes em 1980. Foi crescendo até 2003, quando chegou a 28,9. A partir de 2003, começou a cair por causa das campanhas de desarmamento e de políticas que reduziram os homicídios em alguns estados. Recomeçou a subir em 2007, chegando a 29 por cem mil habitantes em 2012.
Dos 56 mil assassinatos registrados em 2012, mais da metade (30 mil) teve jovens como vítimas. E, se na população não jovem (menos de 15 anos e mais de 29 anos) só 2,0% dos óbitos foram causados por homicídio, entre os jovens os homicídios foram responsáveis por 28,8% das mortes acontecidas no período 1980 a 2012.
Sem explicação
Das mortes invisíveis de jovens negros no Rio, uma das que teve maior visibilidade foi a de Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, dançarino do programa “Esquenta!”, da TV Globo. Em abril deste ano, Douglas foi morto com um tiro nas costas durante um confronto entre policiais militares e traficantes no complexo do Pavão-Pavãozinho- Cantagalo, em Copacabana.
A autoria do crime até agora não foi esclarecida. Em julho, O GLOBO mostrou que o tiro que matou DG partiu de uma pistola calibre .40, arma de uso exclusivo das polícias e que supostamente foi disparada por um soldado da PM durante a troca de tiros.
O caso provocou protestos de moradores do morro e apresentou à cidade a técnica de enfermagem Maria de Fátima da Silva, mãe do dançarino, que se transformou em mais um dos símbolos de mães que cobram justiça para as mortes de seus filhos. Fátima organizou passeatas cobrando providências e alimenta o site do filho. Virou personagem central do documentário “Mater dolorosa”, de Tamur Aimara e Daniel Caetano, sobre os protestos que se seguiram à morte de DG.
— Mataram meu filho, meu caçula. Era um filho bom e agora não está mais comigo. E a morte dele segue sem punição — lamenta.

Santini Parabeniza Municípios

Santini parabeniza municípios vencedores do Prêmio Gestor Público

O deputado estadual Ronaldo Santini (PTB) parabeniza os vencedores da 13ª edição do Prêmio Gestor Público, que ocorreu na terça-feira (12), no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A premiação é organizada pelo Sindicado dos Servidores Públicos da Administração Tributária do Estado do RS (SINDIFISCO-RS) e pela Associação dos Fiscais de Tributos Estaduais do RS (AFISVEC), com a finalidade de homenagear os gestores que investem em projetos que melhoram a vida de seus municípios.
Na categoria Prêmio Gestor Público Especial, Teutônia saiu vencedora. O Prêmio Destaque Banrisul – Mobilidade, foi entregue a Serafina Corrêa. O Prêmio Gestor Público Tecnologia da Informação homenageou projetos de Canoas, Erechim e Porto Vera Cruz. Os vencedores do Prêmio Gestor Público foram os municípios de Marau, Bom Princípio, Fagundes Varela, Chapada, Alecrim, Canoas, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Osório e Passo Fundo.
Receberam menção honrosa os municípios de Giruá, Tapera, Campo Bom e Itatiba do Sul. Foram certificadas as cidades de Cacique Doble, Arroi do Meio, Bento Gonçalves, Cachoeira do Sul, Campo Bom, Caxias do Sul, Erechim, Estrela, Farroupilha, Flores da Cunha, Frederico Westphalen, Garibaldi, Giruá, Gramado, Guaporé, Ipê, Itatiba do Sul, Jaguari, Lajeado, Marau, Muitos Capões, Não-Me-Toque, Panambi, Passo Fundo, Porto Alegre, Rolante, Santiago, Santo Antonio da Patrulha, São José do Inhacorá, Tapejara, Tupandi, Santa Tereza, Veranópolis e Vista Alegre do Prata.
 Antecedendo a cerimônia, Santini recebeu em seu gabinete a visita do secretário de Obras de Fagundes Varela, Leandro Rigo, da coordenadora da secretaria de Obras, Leoni Rigo e do secretário de Agropecuária e Meio Ambiente, Dario Russi, que recebeu o Prêmio Gestor Público pelo Programa Impulsão Agropecuária.

Jornalista: Ederson da Rocha – MTB 13.365
Legenda: Deputado Santini reunido com comitiva de Fagundes Varela
Foto: Guilherme Neis

Glória 1 x 1 Brasil de Farroupilha (jogo amistoso) parte 60

Livro "Racismo: Cotas e Ações Afirmativas




Livro “Racismo: Cotas e Ações Afirmativas” será lançado dia 18 de novembro em São Paulo

Lançamento com Sessão de Autógrafos
Local: Livraria da Vila
Endereço: Avenida Higienópolis, 618 – Shop. Higienópolis
Hora: 18:30
Entrada: Grátis


O que pensam sobre as relações étnico-raciais no Brasil personalidades como os presidentes Lula e José Sarney; o cantor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil; a jornalista Miriam Leitão; o rapper Rappin Hood; o líder do Movimento Nacional da População de Rua, Anderson Miranda e a yalorixá Mãe Estella de Oxóssi?

O jornalista e cartunista, Maurício Pestana,  reuniu em um livro 46 das  entrevistas exclusivas que fez com personalidades públicas e formadores de opinião. As matérias foram publicadas, entre 2007 e 2013, nas  “Páginas Pretas” da Revista Raça Brasil, onde atuou como Editor e Diretor Executivo;  e agora estão nas páginas do livro Racismo: Cotas e Ações Afirmativas (Editora Anita Garibaldi e Fundação Grabois), que será lançado, em São Paulo, no dia 18 de novembro, às 18h30,  na Livraria da Vila –  Avenida Higienópolis, 618 - (Shopping Higienópolis).
Todos os entrevistados, negros e brancos,  entre eles personalidades estrangeiras, foram desafiados a fazer suas reflexões, além de contarem suas histórias e experiências pessoais com o racismo,  com a polêmica da adoção das cotas raciais nas universidades e a aplicação de políticas de ações afirmativas num país que tem a segunda maior população negra do mundo. De acordo com o Censo do IBGE (2010), a população preta e parda corresponde a 50,7% da população brasileira, chegando a mais de 100 milhões de habitantes.
Pestana diz que o que motivou a obra é que ela traz à tona grandes reflexões sobre uma problemática importante, central e necessária para a promoção da igualdade racial. “Traduzir, a partir do ângulo de quem vive, sente ou de quem não sente propriamente na pele o racismo, mais o enxerga tentando compreender e construir estratégias de enfrentamento ao racismo é, sem dúvida, uma alternativa eficaz para melhor compreender o perfil das desigualdades”, afirma.
Os entrevistados
O autor, que já tem 52 obras publicadas entre livros e cartilhas sobre o tema,  conta que foi tarefa difícil conseguir chegar a cada um dos entrevistados. Algumas entrevistas só resultaram depois de meses de negociação,  como a da jornalista Miriam Leitão e do presidente Lula, que na época estava em seu segundo mandato. “Todos os personagens que estão no livro me receberam presencialmente. Foram  conversas que duraram 40 minutos em média. Como jornalista me senti na responsabilidade, no sentido mais amoroso do termo, de intermediar esta comunicação entre personalidades tão importantes e marcantes da história do Brasil”.
Segue a lista dos entrevistados, com cargos na época da entrevista,  que estão no livro Racismo: Cotas e Ações Afirmativas:
Abdias Nascimento (artista e intelectual (1914-2011)); Alberto Alves da Silva (Seo Nenê, fundador da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde (1921-2010)); Anderson Lopes Miranda ( líder do Movimento Nacional da População de Rua); Benedita da Silva (Vereadora, Deputada, Senadora, Governadora e Ministra); Carlos Alberto Reis de Paula (Juíz Ministro do STT); Dennis Watlington ( cineasta e ator norte-americano); Edison Dias (Executivo financeiro); Edson Santos (ex- Ministro da SEPPIR); Eloi Freitas (ex-Ministro da SEPPIR); Emanoel Araujo (artista plástico, Diretor-Curador do Museu Afro Brasil); Epsy Campbell ( Presidente do Partido Ação Cidadã); Flavio Andrade (Executivo hoteleiro); Gilberto Gil (cantor, compositor e Ex-Ministro da Cultura); Ivete Sacramento (Reitora Universidade da Bahia); James Early (Ativista, PhD em História da América Latina e Caribe); João Jorge (Mestre em Direito Público, fundador e presidente do Bloco Afro Olodum); José Sarney (Presidente do Brasil, entre 1985 e 1990); Juca Ferreira (ex-Ministro da Cultura); Kabenguele Munanga (Diretor do Centro de Estudos Africanos da USP); Leci Brandão (cantor, compositora e Deputada Estadual – SP); Luislinda Valois(Juíza Desembargadora -  BA); Luiz Inácio Lula da Silva(Presidente do Brasil, de 2003 a 2011); Luiza Bairros(Secretaria da Promoção da Igualdade Racial – BA; atual Ministra da SEPPIR); Mãe Estella de Oxóssi (yalorixá do Ilê Axé Opó Afonjá – BA); Major Airton Edno Ribeiro (professor da PM e Mestre em Educação das Relações Raciais); Margareth Menezes (cantora e compositora); Maria Laura ( Embaixadora do Brasil na ONU); Matilde Ribeiro (ex-Ministra SEPPIR); Miriam Leitão (jornalista); Mirian Silva(Coordenadora do Centro Cultural de Porto Seguro – BA); Netinho de Paula (artista e vereador SP); Orlando Silva (ex-Ministro dos Esportes); Palmira Gonçalves (angola, ativista do MPLA); Paulo Paim (Senador); Petronilha Beatriz (Titular do Ensino Aprendizagem Relações Étnico-Raciais da UFSCar); Rappin Hood (Rapper); Regina Aparecida Pereira (líder do Quilombo Cafundó – SP); Reinaldo Bolivar(Chanceler da Venezuela – Ministério da África); Rilza Valentim (ex-prefeita de São Francisco do Conde –BA (1963-2014)); Roberto da Silva (ex-presidiário, Mestre em Educação); Theodosina Ribeiro (primeira vereadora e primeira Deputada negra de São Paulo); Thomas A. Shannon (Diplomata norte-americano); Tia Eron ( presidente da Comissão de Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador – BA); Timothy Mulholand (Universidade de Brasília); Valmir Assunção (Líder do MST); Wagner Gomes Bornal (Arqueólogo).

O autor
Maurício Pestana iniciou sua carreira no jornal O Pasquim, nos anos 80. Cartunista político, jornalista e escritor, é autor de trabalhos com reconhecimento internacional. Atuou nos jornais Diário Popular, Diário do Grande ABC e A Gazeta Esportiva. Publicou entre outros, os seguintes livros: A Transação da Transição (85). O Negro no Mercado de Trabalho (86), Educação Diferenciada (89), Meu Brasil Brasileiro (2002), Racista, Eu!? De Jeito Nenhum (2001) e São Paulo – Terra de Toda Gente (2004). Em 2007, assumiu a Diretoria Executiva da Revista Raça Brasil, onde criou a seção Páginas Pretas. Se licenciou do cargo para assumir em 2014 a Secretaria Adjunta da Secretaria Municipal da Igualdade Racial de São Paulo.

Ficha Técnica:

Racismo: Cotas e ações Afirmativas
Editora Anita Garibaldi e Fundação Grabois
Autor: Maurício Pestana
ISBN: 978-85-7277-153-5
320 páginas.
Formato: 23 X 16 cm
R$ 40,00

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