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Para Porto Alegre RS

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Foto do Deputado Estadual Francisco Appio


Deputado Appio no jogo do Glória x Aimoré em Vacaria RS

Crise no Haiti



Início > Manchetes > Terremoto no Haiti
Haitianos não se arrependem de terem entregado filhos
"Eu daria meu filho de novo. Ansitho merece uma vida melhor do que a nossa", declarou à AFP Anchello Cantave, um agricultor de Callebasse, povoado uma hora a leste de Porto Príncipe - onde, como outros pais, ele entregou o filho de 5 anos para os missionários de Idaho (EUA). Leia mais.



Destaques:
Manifestantes denunciam corrupção e desvio de alimentos no Haiti
Médicos enfrentam novo fluxo de feridos no Haiti
G7 se compromete a anular dívida do Haiti
Missionários são indiciados por sequestro
Como ajudar:
Ajuda às vítimas do Haiti
Instituições recebem doações em dinheiro pela dificuldade de enviar roupas, alimentos e outros materiais ao país atingido pelo terremoto. Se você deseja enviar doações para as vítimas da tragédia, veja como colaborar.

Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco HSBC
Agência 1276
Conta Corrente 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51 Embaixada da República do Haiti
Banco do Brasil
Agência 1606-3
Conta Corrente 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71
Care Internacional Brasil
Banco: ABN Amro Real
Agência: 0373
Conta corrente: 5756365-0
CNPJ: 04180646/0001-59

ONG Viva Rio
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta Corrente: 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28

Festa do Pinhão



Sossella prestigia pré-lançamento da Festa do Pinhão de Muitos Capões



Presente em Vacaria durante o 28º Rodeio Internacional, o deputado Gilmar Sossella prestigiou na quinta-feira (4) o pré-lançamento da 7ª Festa do Pinhão e 5º Rodeio Crioulo Intermunicipal de Muitos Capões. Os eventos serão realizados de 30 de Abril a 02 de Maio de 2010 e em breve será confirmada toda a programação elaborada em conjunto pela prefeitura municipal e o CTG Planalto Capoense.

Liderados pela prefeita Mara Valmorbida Barcellos (PP), que também é presidente da associação regional dos municípios (Amucser), prefeitos, vereadores, secretários, lideranças empresariais e comunitárias de toda toda região confraternizaram com jantar campeiro e foram homenageados com apresentação musical de Olivia Osório e o Grupo Levanta Rio Grande.

Contagiado pelo clima da festa que vai destacar as potencialidades de Muitos Capões, município localizada nos Campos de Cima da Serra, Sossella anunciou que estará presente no evento. Líder municipalista, o parlamentar do PDT também afirmou que a Festa do Pinhão e o Rodeio Crioulo são um importantes ingredientes do desenvolvimento regional, pois geram emprego, renda e incrementam a economia através do turismo.

Admirador da cultura regional, Sossella aceitou o convite da prefeita Mara Valmorbida Barcellos, subiu ao palco improvisado no acampamento e interpretou "Minha Biografia", de José Mendes e "Querência Amada", duas de suas músicas preferidas.





FOTOS: Antonio Grzybovski

Resultado Finais do 28º Rodeio Internacional de Vacaria RS

Resultados Finais do 28° Rodeio Internacional de Vacaria



Encerrou ontem o 28° Rodeio Crioulo Internacional, a vitória de Artur Padilha de Passo Fundo na gineteada completou o ciclo de competições, destaque também para as disputas de tiro de laço, para as invernadas artísticas e os vários ganhadores de prêmios dos concursos realizados, a premiação ocorreu ontem a noite no tablado de lona.

Na Casa Verde foi encerrado o concurso literário que resgata a história do tiro de laço, a premiação ocorreu ontem, o primeiro prêmio foi a crônica de Alessandra Soares Sessi, com o título Tiro de laço o começo, foi contemplada com um notebook, as crônicas finalistas estão no link Tiro de Laço. O Rodeio Internacional de Vacaria foi considerado o mais sucedido de todos os tempos, estabelecendo recorde de público, de organização, segurança e premiação. Mais de 250 mil pessoas passaram pela bilheteria durante a semana do 28° Rodeio Internacional, pelo sucesso do evento, o padrão Luiz Schons foi aclamado como a grande revelação do tradicionalismo e da administração de rodeios, foi muito elogiado pela preparação, organização e execução do maior evento de tradicionalismo gaúcho.





Clique aqui e leia mais notícias e resultados do 28º Rodeio





Deputado Estadual Francisco Appio - www.appio.com.br

Resultado Finais do 28º Rodeio Internacional de Vacaria RS

Resultados Finais do 28° Rodeio Internacional de Vacaria



Encerrou ontem o 28° Rodeio Crioulo Internacional, a vitória de Artur Padilha de Passo Fundo na gineteada completou o ciclo de competições, destaque também para as disputas de tiro de laço, para as invernadas artísticas e os vários ganhadores de prêmios dos concursos realizados, a premiação ocorreu ontem a noite no tablado de lona.

Na Casa Verde foi encerrado o concurso literário que resgata a história do tiro de laço, a premiação ocorreu ontem, o primeiro prêmio foi a crônica de Alessandra Soares Sessi, com o título Tiro de laço o começo, foi contemplada com um notebook, as crônicas finalistas estão no link Tiro de Laço. O Rodeio Internacional de Vacaria foi considerado o mais sucedido de todos os tempos, estabelecendo recorde de público, de organização, segurança e premiação. Mais de 250 mil pessoas passaram pela bilheteria durante a semana do 28° Rodeio Internacional, pelo sucesso do evento, o padrão Luiz Schons foi aclamado como a grande revelação do tradicionalismo e da administração de rodeios, foi muito elogiado pela preparação, organização e execução do maior evento de tradicionalismo gaúcho.





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Deputado Estadual Francisco Appio - www.appio.com.br

Cursos de Especialização

Governo do Estado promove cursos de especialização para apenados e familiares em 40 cidades gaúchas
07/02/2010 20:29


Os níveis de criminalidade e conseqüente aumento da população carcerária do Estado geram a necessidade de buscar a redução nos níveis de reincidência delituosa e a recuperação da condição de cidadão do apenado através da educação, saúde, capacitação e atividade profissional. Pensando nisso, o Governo do Estado, através do Programa Estruturante Recomeçar ( www.estruturantes.rs.gov.br )visando especialmente a ressocialização do preso, estendeu aos seus familiares a possibilidade de profissionalização, através do Projeto Próximo Passo coordenado no Estado, pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS).

O pré-requisito é um familiar ser beneficiado pelo Programa Bolsa Família. São 40 municípios gaúchos que poderão se inscrever em cursos gratuitos de qualificação profissional na área da construção civil. Aproximadamente 2,7 mil vagas para cursos de pedreiro, pintor de obras, eletricista de instalações prediais, ferreiro armador, instalador hidráulico predial e assentador de azulejos e pisos cerâmicos com carga horária de 200 horas/aula.

As inscrições já podem ser feitas nas agências FGTAS/Sine e naqueles municípios onde não houver estas unidades, nos Centros Regionais de Assistência Social (CRAS) ou prefeituras. Basta levar a carteira do trabalho, o cartão do Bolsa Família e demais documentos pessoais. Os cursos visam não só a inclusão, mas também a manutenção dos beneficiários do Programa Bolsa Família no mercado de trabalho, e principalmente a emancipação desses indivíduos da tutela do governo.

A novidade deste programa é que, mesmo que o educando consiga empregar-se após a realização dos cursos, ele ainda seguirá beneficiário do Bolsa Família e continuará a receber contribuição financeira durante dois anos, até se firmar no emprego. Além de receber lanche, vale transporte e material didático, os participantes serão encaminhados para o mercado de trabalho, via cadastro nas agências FGTAS/Sine.

Neste primeiro momento, apenas os presos dos regimes abertos e semiaberto poderão participar. Para os detentos do regime fechado (que tenham algum parente inscrito no Bolsa Família), a novidade deve ser implantada em março, uma vez que as empresas que ministrarão os cursos ainda estão em processo de licitação.

Fonte: Ascom Susepe

Destaque do Dia


Destaques do Dia
Verão Legal RS 2010 em Quintão teve show comandado pelo Gugu
Governo do Estado promoveu mais uma edição do Verão Legal RS 2010 no balneário de Quintão, município de Palmares do Sul. O evento foi comandado pelo Gugu, da rádio Farroupilha, e contou com shows e brincadeiras.

Local: Quintão - RS
Data: 07/02/2010
Foto: Antonio Paz / Palácio Piratini
Código: 33412

Daer intensifica a fiscalização dos ônibus de transporte especial de excursões
O Governo do Estado, através do Daer, está intensificando em todos finais de semana a fiscalização dos ônibus de transporte especial de excursões para garantir a qualidade dos servuiços prestados ao cidadão, coibir o tansporte clandestino e garantir a segurança dos passageiros. A ação iniciou na abertura do Verão Legal RS 2010, no dia 19 de dezembro, e se estenderá até o final do veraneio.

Local: Capão da Canoa - RS
Data: 06/02/2010
Foto: Linei Zago / Palácio Piratini
Código: 33410

Verão Legal RS 2010 em Quintão teve show comandado pelo Gugu
Governo do Estado promoveu mais uma edição do Verão Legal RS 2010 no balneário de Quintão, município de Palmares do Sul. O evento foi comandado pelo Gugu, da rádio Farroupilha, e contou com shows e brincadeiras.

Local: Quintão - RS
Data: 07/02/2010
Foto: Antonio Paz / Palácio Piratini
Código: 33411

Daer intensifica a fiscalização dos ônibus de transporte especial de excursões
O Governo do Estado, através do Daer, está intensificando em todos finais de semana a fiscalização dos ônibus de transporte especial de excursões para garantir a qualidade dos servuiços prestados ao cidadão, coibir o tansporte clandestino e garantir a segurança dos passageiros. A ação iniciou na abertura do Verão Legal RS 2010, no dia 19 de dezembro, e se estenderá até o final do veraneio.

Local: Capão da Canoa - RS
Data: 06/02/2010
Foto: Linei Zago / Palácio Piratini
Código: 33409

Verão Legal RS 2010 em Quintão teve show comandado pelo Gugu
Governo do Estado promoveu mais uma edição do Verão Legal RS 2010 no balneário de Quintão, município de Palmares do Sul. O evento foi comandado pelo Gugu, da rádio Farroupilha, e contou com shows e brincadeiras.

Local: Quintão - RS
Data: 07/02/2010
Foto: Antonio Paz / Palácio Piratini
Código: 33413

Verão Legal RS 2010 em Quintão teve show comandado pelo Gugu
Governo do Estado promoveu mais uma edição do Verão Legal RS 2010 no balneário de Quintão, município de Palmares do Sul. O evento foi comandado pelo Gugu, da rádio Farroupilha, e contou com shows e brincadeiras.

Local: Quintão - RS
Data: 07/02/2010
Foto: Antonio Paz / Palácio Piratini
Código: 33414





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Capoeira


Cadastro Nacional da Capoeira
Fichas de Cadastro


O Cadastro Nacional da Capoeira já está sendo implementado através de fichas que podem ser encontradas abaixo, nas Superintendências Estaduais do IPHAN ou nos seguintes sites:

www.iphan.gov.br
www.cultura.gov.br/diversidade
www.palmares.gov.br
O cadastro tem caráter preliminar, com o objetivo de mapear o universo da capoeira, identificando mestres, professores, instrutores, grupos, pesquisadores, instituições de pesquisa e entidades que agregam grupos de capoeira. Esta é uma iniciativa do Grupo de Trabalho Pró-Capoeira-GTPC, formado pelo IPHAN, Secretaria da Identidade e Diversidade Cultura, Secretaria de Políticas Culturais e Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura. Atualmente o GTPC está estruturando as bases do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira (Pró-Capoeira), com o propósito de, em 2010, implementar uma base de dados pública que será construída a partir desse cadastro, além de lançar editais de apoio à capoeira e realizar encontros em todo o Brasil. A finalidade dos encontros é formular, de modo participativo, uma ampla e abrangente política pública voltada para salvaguarda da capoeira. Sua proposta contribuirá para a definição das linhas de ação e dos critérios de prioridade desta política.

Contato para maiores informações: capoeira@cultura.gov.br .

Fichas de Cadastro

Se você ensina capoeira clique aqui;
Se você quer cadastrar um grupo de capoeira clique aqui;
Se você quer cadastrar uma entidade que agrega grupos de capoeira clique aqui;
Se você é pesquisador de capoeira clique aqui;
Se você quer cadastrar uma instituição de pesquisa sobre capoeira clique aqui.






Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Acesse: www.cultura.gov.br/sid

Nosso Blog: blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural

Nosso Twitter: twitter.com/diversidademinc







Prezado usuário,

O envio desta mensagem foi realizado por meio da lista de endereços da Secretaria da Identidade e da Divrsidade Cultural do Ministério da Cultura - SID/MinC

As mensagens são enviadas a pessoas que se cadastraram, previamente, ou foram indicadas por terceiros.

Caso não deseje receber mensagens da SID, por favor, responda este email com o título "remover" como assunto. Se quiser ser cadastrado nessa lista, envie um email com seus dados para elisangela.souza@cultura.gov.br com o título "inscrever" no campo assunto.

A ditadura Não Acabou

"A ditadura não acabou"

Filho de militantes de esquerda, Carlos Alexandre foi preso e torturado quando era bebê. Cresceu agressivo e isolado. Aos 37 anos, ele ainda sente os efeitos dos anos de chumbo: vive recluso, sem trabalho nem amigos - sofre de fobia social
Solange Azevedo


Carlos Alexandre Azevedo, 37 anos, torturado quando era bebê.

Ele tem olhos de aflição e feições de dor. Suas palavras saem cadenciadas, são quase sussurros. “Minha família nunca conseguiu se recuperar totalmente dos abusos sofridos durante a ditadura”, diz. “Os meus pais foram presos e eu fui usado para pressioná-los.” Carlos Alexandre Azevedo tinha 1 ano e 8 meses quando policiais invadiram a casa da família, na zona sul de São Paulo, e o levaram para a sede do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops). Era 15 de janeiro de 1974. Bem armados e truculentos, os agentes da repressão o encontraram na companhia da babá – uma moça de origem nordestina conhecida como Joana. Chegaram dando ordens. Exigiram que os dois permanecessem imóveis no sofá. Apenas Joana obedeceu. Como castigo pelo choro persistente, Carlos Alexandre levou uma bofetada tão forte que acabou com os lábios cortados. Foram mais de 15 horas de agonia. O drama de Carlos Alexandre – um dos mais surpreendentes dos anos de chumbo – veio à tona no momento em que o governo brasileiro discute a criação da Comissão Nacional da Verdade para apurar casos de tortura, sequestros, desaparecimentos e violações de direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985). Carlos Alexandre decidiu revelar sua história, com exclusividade, à ISTOÉ depois que o seu processo de anistia foi julgado pelo Ministério da Justiça. No dia 13 de janeiro, ele foi declarado “anistiado político”. Deve receber uma indenização de R$ 100 mil por ter sido vítima dos militares. “Muita gente ainda acha que não houve ditadura nem tortura no Brasil. No julgamento, em Brasília, me senti compreendido.


Carlos aos 3 anos, com os pais

As pessoas sabiam que o que eu vivi foi verdade”, alega. “A indenização não vai apagar nada do que aconteceu na minha vida. Mas a anistia é o reconhecimento oficial de que o Estado falhou comigo. Para mim, a ditadura não acabou. Até hoje sofro os seus efeitos. Tomo antidepressivo e antipsicótico. Tenho fobia social.” Fragmentos da vida de Carlos Alexandre, hoje com 37 anos, estão guardados na memória do pai, o jornalistae cientista político Dermi Azevedo. Outros ficaram entre as lembranças da mãe, a pedagoga Darcy Andozia. “Minha família sempre foi muito retraída, sem diálogo. Não costumávamos falar sobre tortura. Esse assunto sempre foi tabu entre nós”, conta Carlos Alexandre. Ele descobriu o próprio passado ao remexer em gavetas, aos 10 ou 11 anos de idade. Misturado a fotografias antigas e a uma porção de papéis, encontrou o desenho de uma vaquinha, conhecida na época por simbolizar a “esperança”, com o seguinte recado: “Deops 1974: Quando você ficar mais velho, seus pais vão te contar a sua história.” Parte do sofrimento da infância lhe foi revelada pela mãe. “Cacá apanhou porque estava chorando de fome. Os policiais falavam que, naquela idade, ele já era doutrinado e perigoso”, lamenta Darcy. Presas políticas disseram ao pai que o menino fora torturado no Deops. “Meses depois de sair da prisão, soube que o meu filho tinha sido vítima de choques elétricos e outras sevícias. Ele foi jogado no chão e bateu a cabeça”, afirma Dermi. “Maltratar um bebê é o suprassumo da crueldade.” Quando os agentes levaram Carlos Alexandre e a babá, Darcy não estava em casa – seria trancafiada no Deops horas depois.

“Até hoje sofro os efeitos da ditadura. Tomo antidepressivo e antipsicótico. Tenho fobia social”

Ela havia saído cedo em busca de ajuda para o marido preso. Aquela era a segunda invasão à residência dos Azevedo. Na noite anterior, policiais vasculharam todos os cômodos em busca de “material subversivo”. Encontraram um livro intitulado “Educação Moral e Cívica & Escalada Fascista no Brasil” e o consideraram uma injúria às autoridades. Dermi, Darcy e a educadora Maria Nilde Mascellani foram processados – e absolvidos – sob a acusação de tentar difamar o Estado brasileiro. Dermi e Darcy eram ligados aos padres dominicanos e a uma das principais vozes que lutavam contra a ditadura, o então cardeal de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns. Faziam parte da retaguarda do movimento de resistência – abrigavam militantes que se preparavam para embarcar para o Exterior. O período de cárcere foi tenso e doloroso. Darcy permaneceu mais de 40 dias na cadeia. Foi pressionada psicologicamente, mas não sofreu violência física. Dermi ficou cerca de quatro meses no xadrez. Apanhou muito. Quando já não suportava mais a dor, invocava o nome d’Ele: “Ai, meu Deus. Meu Deus.” Enquanto Darcy esteve atrás das grades, Carlos Alexandre foi cuidado pelos avós – e continuou a sofrer as consequências de escolhas que não foram suas. “Em certos momentos, tive raiva porque meus pais expuseram os filhos. Mas depois senti orgulho porque eles lutaram contra os abusos dos militares e fazem parte da história do Brasil”, diz. Carlos Alexandre padece de um transtorno chamado pela ciência de fobia social: um medo excessivo e persistente de se expor à avaliação alheia. Quem tem esse distúrbio se esquiva sistematicamente de contatos interpessoais – principalmente com pessoas do sexo oposto, desconhecidas ou autoridades – porque teme ser humilhado ou rejeitado.


Dermi Azevedo, jornalista, pai de Carlos Alexandre, em frente ao prédio onde funcionava o Deops

O diagnóstico foi mencionado pela psicóloga Ana Maria Falvino, que tratou de Carlos Alexandre, num documento encaminhado à Comissão de Anistia. No texto, a psicóloga detalha a evolução do transtorno no paciente e situações relatadas pela família Azevedo. Mas não afirma categoricamente que o problema dele é consequência direta de tortura. As situações vividas por CarlosAlexandre, no entanto, o inserem no grupo de risco descrito pela medicina. De acordo com o médico Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo, cerca de 30% dos casos de fobia social têm origem genética. Os outros 70% se devem a vivências complexas.Os pais são o primeiro modelo para a criança. Observar como eles lidam com as adversidades, se enxergam o ambiente social como fonte de prazer e alegria ou como algo desconfortável e ameaçador, se são tímidos ou têm muitos amigos, é de extrema importância para o bom desenvolvimento infantil. Bernik afirma que crianças provocadas e maltratadas por colegas e que vivem experiências marcantes de rejeição e de sofrimento são mais suscetíveis à fobia social na vida adulta. Logo que Dermi deixou a prisão, em maio de 1974, a família toda se mudou para a sua terra natal, o Rio Grande do Norte. Primeiro foi para Currais Novos, no interior do Estado. Em seguida para a capital, Natal. A violência psicológica e as agressões físicas – como as intermináveis sessões no pau de arara e os repetidos golpes na cabeça, chamados nos porões da ditadura de “telefone” – derrubaram Dermi. Durante um bom período, ele não foi capaz sequer de sair da cama. Passava o tempo todo coberto. Teve crises de paranoia e medo de tudo. Não podia trabalhar. O aperto financeiro desestabilizava ainda mais a família. Ele foi recuperando devagar a coragem de se levantar, ir à esquina, andar sozinho.

“Meses depois de sair da prisão, soube que o meu filho tinha sido vÍtima de choques elétricos e outras sevÍcias. ele foi jogado no chão e bateu a cabeça. maltratar um bebê é o suprassumo da crueldade”

“Dermi não se destruiu. Transformou o trauma numa batalha pela vida e continua lutando pela dignidade humana”, avalia a psicanalista Miriam Schnaiderman, codiretora do documentário “Sobreviventes”, que narra experiências de pessoas que passaram por situações-limite. Enquanto Dermi tentava se recuperar, Darcy tinha de se desdobrar para dar conta da casa e dos filhos – do primogênito e de dois meninos que vieram depois. Carlos Alexandre demonstrou os primeiros sinais de isolamento já em Currais Novos. Não interagia comoutras crianças, tornou-se agressivo e andava sempre triste. Às vezes, acordava agitado procurando pela mãe: “Mamãe, onde é o barulho do trem?” A sede do Deops, onde ele esteve detido durante algumas horas, era na região da Estação da Luz. De lá, dava para ouvir o som do vai e vem das composições. Apesar de a família estar longe de São Paulo, onde a perseguição seria mais severa, os Azevedo eram constantemente vigiados pelos militares locais e discriminados pela vizinhança. Viviam sendo apontados como “bandidos”, “terroristas” e tratados como se tivessem alguma doença contagiosa. Carlos Alexandre cresceu sob intensa pressão, testemunhando as crises do pai e a inquietude da mãe. Chorava para não ir à escola. Não suportava ficar distante dos pais. A instabilidade e a dinâmica familiar contribuíram para aumentar o afastamento de Carlos Alexandre. “A perseguição afetou os outros filhos, mas não de maneira tão intensa quanto ele”, relata Dermi. As mudanças de casa e de cidade eram constantes a ponto de os meninos não serem capazes de criar laços de amizade ou se adaptar completamente à escola.


Darcy Andozia, pedagoga aposentada, mãe de Carlos Alexandre

O único período de relativa calmaria e imobilidade durou cerca de quatro anos – entre 1981 e o início de 1985, quando os Azevedo moraram em Piracicaba, no interior paulista. A filha mais nova nasceu lá. Todos eram respeitados. Darcy e Dermi tinham vínculo com uma universidade do município – já não eram encarados como “bandidos” ou “terroristas”, mas como intelectuais. E a ditadura militar caminhava para o fim. A saída de Piracicaba foi traumática para Carlos Alexandre. “Era o único lugar em que eu tinha amigos. Foi aí que me isolei de vez. Parei de estudar e me tranquei em casa”, lembra. Carlos Alexandre tinha acabado de entrar na adolescência. No interior paulista, costumava brincar na rua, jogar bola e frequentar festinhas vestindo short e camiseta. Não se importava muito com o figurino. Os novos desafios da cidade grande o fizeram submergir no medo. Ele já não era mais convidado para festas, se sentia incapaz de dançar com as meninas e apanhava dos garotos cotidianamente. Quando tentava revidar, era pior. Apanhava mais. “Por ser introvertido, não ser muito bonito nem me vestir como eles, eu era humilhado e vivia sendo alvo de chacotas”, afirma. Carlos Alexandre sucumbiu à crueldade adolescente e se enterrou nas próprias fragilidades. Afirma ter passado cerca de sete anos (dos 13 aos 20) praticamente sem sair de casa. Tentou frequentar a escola. Não conseguiu. Nos momentos de nervosismo intenso, quebrava tudo o que encontrasse pela frente. Engordou 40 quilos em seis meses. Tentou o suicídio “algumas vezes”. Quando decidiu enfrentar o medo da rua, trabalhou como auxiliar de escritório.

“O meu filho apanhou dos policiais do deops porque estava chorando de fome. levou um tapa tão forte que cortou os lábios"

Ficou um ano no emprego – seu recorde com carteira assinada. Depois atuou como operador de microcomputador e diagramador. Interagir era tão penoso que Carlos Alexandre pediu demissão e foi demitido diversas vezes porque não suportava conviver com os colegas de trabalho. “As pessoas começavam a perguntar da minha vida: o que eu fazia, se tinha estudado, se tinha namorada, quem eu era, aonde eu ia. Acabava ficando um clima ruim”, conta. “Estar no meio de muitas pessoas é muito cansativo para mim. Falar também. Sair de casa e sentar num bar é um incômodo muito grande. Mas hoje já não entro em pânico porque estou em tratamento.” Um ou dois amigos visitam Carlos Alexandre esporadicamente. Vão ao apartamento que ele divide com a mãe na região central de São Paulo. Seus outros – raros – amigos são todos virtuais. Ao optar pela rede, ele se protege da sociedade. “Quando rompo o ciclo vicioso, consigo até ter uma vida. Mas tenho muito medo de recaídas”, diz. Atualmente, ele costuma sair três vezes por semana para ir à academia. De vez em quando, vai à banca comprar gibis japoneses. Sua rotina é singela. Mas Carlos Alexandre quer mais. “Não sou feliz. Sinto vergonha de não trabalhar. Também gostaria de ter uma família minha, com mulher e filhos. Mas tenho consciência de que devo dar um passo de cada vez. Talvez, com um pouco de sorte, eu consiga recomeçar. Mesmo estando com 37 anos.”






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-----Anexo incorporado-----


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http://serverlinux.revistaoberro.com.br/mailman/listinfo/cartaoberro

Revista Veja

5 de fevereiro de 2010
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Caro leitor, aqui estão os destaques de VEJA desta semana.

VEJA.com - veja@abril.com.br


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Edição da semana (nº 2151 - 10 de fevereiro de 2010)

[Especial]
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Dilúvio ...
Há um mês e meio, os 10 milhões de habitantes de São Paulo vivem um drama que parece não ter fim - e nem solução. Diariamente, a cidade é castigada por temporais intensos, que duram em torno de duas horas e instauram o caos. A pergunta que todos se fazem é porque chove tanto em um único lugar.
http://veja.abril.com.br/100210/diluvio-p-064.shtml

Índice da edição
http://veja.abril.com.br/100210/sumario.shtml

[Entrevista]
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Executivo da Nívea fala sobre o segredo do creme da latinha azul
http://veja.abril.com.br/100210/nobel-contra-rugas-p-015.shtml

[Saúde]
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Como e quando a depressão cede ao uso de medicamentos
http://veja.abril.com.br/100210/depressao-em-preto-branco-p-078.shtml

[Eleições]
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É um comício ou inauguração?
Dilma vai cozinhando o TSE e subindo nas pesquisas.
http://veja.abril.com.br/100210/omelete-sem-quebrar-ovos-p-048.shtml

[Educação]
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Melhores alunos desprezam o magistério
Ruim para o ensino: os bons não querem ensinar.
http://veja.abril.com.br/100210/prestigio-zero-p-087.shtml

[Gastronomia]
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Tóquio tem maior numero de restaurantes três estrelas
http://veja.abril.com.br/100210/sushis-estrelas-p-088.shtml

[Cultura]
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O mau gosto não se discute na cultura contemporânea
http://veja.abril.com.br/100210/mau-gosto-nao-se-discute-p-102.shtml

[Livros]
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Nelson Motta se revela um bom contista
Ele mistura ficção e verdade no livro Força Estranha.
http://veja.abril.com.br/100210/vida-real-tempero-p-109.shtml

[Guia]
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A classe econômica com mais de conforto
Dicas par tornar os vôos longos menos insuportáveis.
http://veja.abril.com.br/100210/classe-economica-p-098.shtml

[Maílson da Nóbrega]
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Estado forte
http://veja.abril.com.br/100210/estado-forte-p-022.shtml

[J.R. Guzzo]
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Nosso grande amigo
http://veja.abril.com.br/100210/nosso-grande-amigo-p-114.shtml

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[Destaques on-line]
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[Em Profundidade]
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Chuvas
• Por que chove tanto em São Paulo?
• Especialistas tentam explicar
• Infográfico mostra formação de nuvens na cidade
• Fotos com a cidade alagada desde os anos 20
• Pessoas que usam redes sociais como ajuda
• Doenças proveniente das inundações
http://veja.abril.com.br/em-profundidade/chuvas-em-saopaulo/

[Em Profundidade]
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Mandela – há 20 anos ele deixava a prisão
http://veja.abril.com.br/cronologia/mandela/

[VEJA Música]
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Juliana Kehl
http://veja.abril.com.br/musica/juliana-kehl.shtml

[Reportagens]
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Aplicativos de paquera para o iPhone
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/teste-dating-apps-paquera-era-geolocalizacao-celular-iphone-531213.shtml

O primeiro reality show feito para internet
http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/brasileira-participa-1o-reality-show-exclusivo-web-531445.shtml

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[Você sabe definir o papel de um bom senador?]
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Participe, a partir de terça-feira, dia 9, de uma pesquisa realizada por VEJA.com
sobre a função e o desempenho de nossos senadores.
Os dados resultantes da pesquisa poderão ser usados em futuras reportagens.


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Colunistas

[Blog]
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Reinaldo Azevedo
Não matarás!
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/

[Radar on-line]
---------------
Lauro Jardim
Reviravolta no caso Hosmany
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/

[Coluna]
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Augusto Nunes
Mais uma do caçador de cretinices de Dilma
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

[Cenas Urbanas]
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Tony Bellotto
Mais do mesmo
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Globalização



“É preciso descolonizar a globalização”
Em debate realizado sábado (30) em Salvador, durante do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, pesquisadores e ativistas do movimento social afirmaram a urgência de se descolonizar o pensamento e o conhecimento na África e América Latina. Para o africano Samba Buri MBoup, é preciso descolonizar a globalização, recuperando o patrimônio intelectual deixado pelos africanos e a contribuição do continente no desenvolvimento da história e da economia o mundo.


Bia Barbosa



Um dos principais desafios para construção de um outro mundo possível, na busca pela igualdade entre os seres humanos, é fazer aquilo que está simbolizado na própria logomarca do Fórum Social Mundial: tratar os continentes de forma igualitária. E um dos primeiros e mais estratégicos passos neste sentido é o desafio da descolonização do pensamento e do conhecimento produzido e distribuído nas duas regiões mais pobres do planeta: a África e a América Latina. Este foi um dos temas debatidos neste sábado (30), em Salvador, durante do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, onde professores, pesquisadores e militantes do movimento social chegaram à conclusão de que a própria globalização também precisa ser descolonizada.

“Descolonizar o pensamento é enfrentar os desafios colocados pelo eurocentrismo e pelo etnocentrismo como modos de pensar dominantes. No quadro histórico marcado pelo colonialismo europeu, quando essa visão, centrada na Europa, é utilizada como grade de leitura e interpretação da realidade de todo o mundo, constrói-se uma visão distorcida dos padrões e da natureza dos povos”, explica o senegalês Sampa Buri Mboup, professor da Universidade da África do Sul.

Essência do pensamento colonial, o eurocentrismo foi, durante séculos, a base do projeto predatório e opressivo aplicado pelas elites e povos do continente Europeu, garantindo a manutenção de seus interesses. No Brasil, o colonialismo e o pensamento produzido no período estão diretamente relacionados à construção da sociedade brasileira. Era preciso construir um discurso que justificasse a escravidão e a opressão contra os povos indígenas e negros.

“Os dominadores se utilizaram de um discurso religioso, que dizia que os negros precisavam ser purificados através do batismo. Todos os que aqui chegavam eram batizados e catequizados. O discurso ideológico, aliado à força, foi um instrumento usado para manter o poder e construir a estabilidade para a classe dominante”, conta Edson França, coordenador da Unegro.

Com a crise provocada pela Reforma e a ascensão do Iluminismo, foi preciso encontrar uma justificativa racional para a supremacia do eurocentrismo e a conseqüente manutenção da escravidão no Brasil. Chega então ao país o discurso chamado de racismo científico, cuja base é a classificação racial, onde o branco está no alto da pirâmide, do ponto vista da sua superioridade biológica, e o negro abaixo de qualquer etnia.

“Esse discurso permitiu animalizar e fazer dele o uso necessário dele. Durante todo o processo de dominação ele não foi contestado na academia e acabou assimilado pelo senso comum. Quando o papa disse que negro não tinha alma, ninguém se contrapôs. Era preciso não apenas justificar a escravidão para as classes dominantes, mas fazer com que o próprio dominado também absorvesse o discurso. A baixa auto-estima da população negra permitiu, então, a intensificação na fragmentação, em vez da unidade para fazer o combate ao pensamento e à estrutura social vigente”, explica Edson França.

Quando o racismo deixou de servir aos interesses do capitalismo moderno – e veio a idéia de que era preciso libertar os escravos para aumentar a massa de consumidores –, o discurso colonizado apostou na miscigenação como forma de “branquear o Brasil”. E até hoje os efeitos provocados pelo pensamento colonial são estruturantes para a desigualdade entre brancos e não brancos em nosso país.


Descolonizar a globalização

Para os movimentos que se organizam em torno do Fórum Social Mundial, há um número de desafios e apostas estratégicas que se colocam pela frente na construção deste outro mundo possível no que diz respeito à descolonização do pensamento. Para o professor Samba Buri MBoup, é preciso começar descolonizando a compreensão do próprio conceito de globalização, já que o mundo global também tem sustentado essa desigualdade. São tarefas que vão da desconstrução do mito da África como um continente sem história ao combate à idéia da marginalidade do continente no comércio e na economia.

“Apesar do discurso dominante, há muitas provas de que a África foi palco de uma história e ciência tão antigas quanto os primórdios do mundo e central em todos os momentos da economia mundial: na fase de acumulação primitiva, na colonização, na revolução industrial, na era pós-colonial e até hoje. A realidade é apresentada de cabeça pra baixo, para que olhemos para nós mesmos como se fôssemos menores, enquanto nosso continente é o berço da civilização humana. É preciso reavaliar o potencial da herança africana”, cobra MBoup.

No continente mais esquecido do planeta, a alternativa ao discurso colonial da África é chamada de Renascimento Africano, um projeto global de sociedade e civilização construído na resposta coletiva e organizada da África aos desafios da globalização. O projeto, já encampado por 20 países, propõe o domínio do conhecimento científico e da tecnologia; a autonomia e rejuvenescimento da consciência política africana – como resposta à crise de lideranças no continente –; e a conscientização baseada na unidade dos povos africanos.

“Há estudos que demonstram de forma clara e irrefutável a profunda unidade cultural dos povos africanos. Hoje interceptam o potencial de desenvolvimento africano, a serviço de uma causa que não é nossa, ao imporem uma situação de monolitismo e intolerância religiosa, quando a historia africana é de pluralismo. Esta é uma tarefa que também temos que ensinar nas escolas”, conclui Samba Buri MBoup.


Fotos: Bia Barbosa








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Revista Veja








5 de fevereiro de 2010

Caro leitor, aqui estão os destaques de VEJA desta semana.

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Edição da semana (n° 2151 - 10 de fevereiro de 2010)


Especial
Dilúvio ...
Há um mês e meio, os 10 milhões de habitantes de São Paulo vivem um drama que parece não ter fim - e nem solução. Diariamente, a cidade é castigada por temporais intensos, que duram em torno de duas horas e instauram o caos. A pergunta que todos se fazem é porque chove tanto em um único lugar.

• Índice da edição




Entrevista
Executivo da Nívea fala sobre o segredo do creme da latinha azul
Saúde
Como e quando a depressão cede ao uso de medicamentos





Eleições
É um comício ou inauguração?
Dilma vai cozinhando o TSE e subindo nas pesquisas. Educação
Melhores alunos desprezam o magistério
Ruim para o ensino: os bons não querem ensinar.




Gastronomia
Tóquio tem maior numero de restaurantes três estrelas
Cultura
O mau gosto não se discute na cultura contemporânea





Livros
Nelson Motta se revela um bom contista
Ele mistura ficção e verdade no livro Força Estranha. Guia
A classe econômica com mais de conforto
Dicas par tornar os vôos longos menos insuportáveis.




Maílson da Nóbrega
Estado forte
J.R. Guzzo
Nosso grande amigo





Destaques on-line
Em Profundidade
Chuvas
• Por que chove tanto em São Paulo?
• Especialistas tentam explicar
• Infográfico mostra formação de nuvens na cidade
• Fotos com a cidade alagada desde os anos 20
• Pessoas que usam redes sociais como ajuda
• Doenças proveniente das inundações



Em Profundidade
• Mandela - há 20 anos ele deixava a prisão
VEJA Música
• Juliana Kehl



Reportagens
• Aplicativos de paquera para o iPhone
• O primeiro reality show feito para internet





Você sabe definir o papel de um bom senador?
Participe, a partir de terça-feira, dia 9, de uma pesquisa realizada por VEJA.com
sobre a função e o desempenho de nossos senadores.
Os dados resultantes da pesquisa poderão ser usados em futuras reportagens.


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Colunistas
Blog
Reinaldo Azevedo
Não matarás!


"Costumo apanhar mais, por incrível que pareça, quando defendo a inviolabilidade da vida."

Radar on-line
Lauro Jardim
Reviravolta no caso Hosmany


"Suprema Corte da Islândia anula a extradição do ex-cirurgião ao Brasil"



Coluna
Augusto Nunes
Mais uma do caçador de cretinices de Dilma


"O discurso feito no Gasduc III foi, para variar, um conjunto pastoso de platitudes."

Cenas Urbanas
Tony Bellotto
Mais do mesmo


"Despidos das fardas, senhor general, e das batinas, senhores bispos, somos todos iguais."

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Foto da Manuela

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Palestina


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Últimas Notícias
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Mais detenções no Ni'lin e Bil'in, al-Ma'sara ameaçadas

Um preso durante protesto Ni'lin
As forças de ocupação continuou a empregar as mesmas táticas de Ni'lin, disparando sobre e prendendo manifestantes nesta sexta-feira. Os meios de comunicação foram proibidos de informar sobre a manifestação, como forças de ocupação da vila fechada na sexta-feira. Live fogo e bombas de gás lacrimogêneo foi usado em manifestantes, um dos quais foi preso [MAIS]

Oito moradores mais preso em Ni'lin
Ocupação encenaram um ataque antes do amanhecer na aldeia de Ni'lin, prendendo quatro homens jovens nas primeiras horas da manhã. Mais tarde no dia, mais quatro moradores transformaram-se dentro Esta é a invasão de detenção mais grave que a aldeia foi testemunha de algum tempo, e é uma indicação perigosa de que as forças de ocupação decidiu intensificar sua repressão sobre a resistência popular. [MAIS]

Soldados plantação de árvores de bloco, uma parada após al-protesto Ma'sara
A vila de al-Ma'sara realizada semanalmente seu anti-demonstração Wall, nesta sexta-feira transportando oliveiras para plantar em suas terras isoladas. Eles foram bloqueados pelas forças de ocupação, que fez bem em suas ameaças e um preso no final da manifestação. [MAIS]

Soldados ameaçam repressão se manifestações continuam
Ontem à noite, as forças de ocupação invadiu al-Ma'sara. Às 1:30 da manhã, batem a casa do membro do comitê popular Mohammed Brajiya, entregando uma mensagem ameaçando prisões se as manifestações não cessam. Apesar do ataque, dezenas de moradores, marcharam em direção à parede, depois das orações. [MAIS]


Mais três presos na tentativa de esmagar o movimento anti-Ni'lin Wall [MAIS]
Novas prisões em Bil'in e Ni'lin [MAIS]
Palestiniano pede Quarteto para medidas de direitos humanos [MAIS]
Exército ataca Ni'lin overnight [MAIS]

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Exército reage a protestos com violência, ataques
Burin mobilizar moradores contra demolições
Centenas de palestinos participaram de uma demonstração lotados em Burin ontem. A marcha foi organizada em protesto contra a decisão das forças de ocupação "para demolir uma mesquita da aldeia. Centenas orações realizadas na sexta-feira na mesquita ameaçado, onde as forças de ocupação disparou gás lacrimogêneo na multidão. [MAIS]

Al-protestos Ma'sara apesar das ameaças
Mais de 150 activistas locais protestaram hoje, em al-Ma'sara e as aldeias vizinhas contra a construção ilegal do Muro do Apartheid e assentamentos. A manifestação vem na sequência de ameaças emitido há dois dias para o aviso do Comité Popular que seus membros seriam penalizadas e presas se os protestos em al-Ma'sara continuou em 2010. Durante a manifestação, os soldados dispararam contra os manifestantes com gás lacrimogêneo e bombas de som, posteriormente invadir a vila. [MAIS]

Exército não impede os Estados-PLC de entrar Ni'lin
Sexta de manhã cedo, o Exército israelense fechou a duas entradas na vila de Ni'lin e impediu ninguém de entrar, inclusive uma equipe de filmagem da Al Jazeera e membro PLC Mohammad Mesleh. Mesleh não deixar que isso o impediu de se juntar ao protesto semanal contra o Muro do Apartheid na Ni'lin, e atravessou os campos ao redor, a fim de entrar. [MAIS]

Ocupação al-ataque das forças Ma'sara
Mais de cem moradores, apoiados por activistas internacionais e israelitas, marcharam contra a parede em al-Ma'sara na sexta-feira. Após ameaças a membros do comitê popular negra, assim como os medos armar a detenções de activistas anti-Wall, tem sido que as forças de ocupação será alvo da Al-Ma'sara. Esta semana, os soldados invadiram a aldeia, em resposta ao protesto semanal. [MAIS]


Dois prisioneiros libertados Ni'lin, as manifestações continuam [MAIS]
Diplomatas ouvir o testemunho de repressão Ni'lin [MAIS]
al-Ma'sara a PNA: Primeiro, a parede deve cair [MAIS]
al-marchas Ma'sara através do frio [MAIS]

Em todo o mundo Ativismo
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SAIA de Carleton: Divest da ocupação!
Esta semana, os alunos Against Apartheid israelense (SAIA) Carleton lançou uma campanha visando a alienação das empresas, apoiando os militares israelenses e as operações de liquidação. A Universidade Carleton Fundo de Pensões é investido em cada cinco empresas que são cúmplices de violações dos direitos humanos e crimes contra o direito internacional na Cisjordânia e em Gaza - A Motorola, BAE Systems, Northrop Grumman, L-3 Communications, e os supermercados Tesco. [MAIS]


Dinamarquês banco exclui empresas de construção Wall
Danske Bank, o maior grupo financeiro, na Dinamarca, foi excluído Elbit Systems, Magal e África Israel a partir de sua carteira de investimentos por causa de seu envolvimento no fornecimento de equipamentos para a parede e na construção de assentamentos. O banco dinamarquês normalmente não é rápido a alienar, e sua lista de empresas excluídas subiu agora para apenas 24 empresas em todo o globo. [MAIS]

Março 30 - Prepare-se para BDS dia de ação!
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[Chamada] - O BDS National Committee (BNC) está convidando você a se unir em suas diferentes capacidades e lutas por uma BDS Dia de Ação Global em 30 de Março de 2010 em solidariedade com o povo palestino e de boicotes e sanções (BDS) contra Israel. O BNC convida pessoas de consciência e de suas organizações ao redor do mundo para se mobilizar em BDS criativas, concretas e visíveis as ações para tornar este dia um passo histórico no movimento contra o apartheid de Israel, do colonialismo e ocupação, para a responsabilização do opressor e para o cumprimento dos direitos e da dignidade do povo palestino. [MAIS]


Jamal e Mohammed libertado da prisão
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[Anúncio] - Jamal Juma 'foi lançado em janeiro, após um longo mês de detenção em prisões israelenses. Tal como para os outros defensores dos direitos humanos palestinos em prisões israelenses, nunca houve um caso no tribunal. Nem uma única carga foi levado adiante. A razão para sua prisão era puramente político: uma tentativa de esmagar Stop the Wall e os comitês populares. [MAIS] Mohammed Othman foi libertado pouco tempo depois, tendo gasto mais de três meses de prisão. [MAIS]




Submeter um filme a concurso de vídeo apartheid israelense!
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[Chamada] - Você está convidado a apresentar pequenos vídeos sobre o tema do apartheid israelense. Videos devem reflectir a natureza, realidades e / ou consequências da política de apartheid em Israel e nos territórios ocupados. Além de prêmios em dinheiro, vídeos vencedores serão exibidos em todo o mundo. [MAIS]




www.StopTheWall.org
Visite o Anti-Apartheid Wall web site da campanha.

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Latest News
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More arrests in Ni'lin and Bil'in, al-Ma'sara threatened

One arrested during Ni'lin protest
Occupation forces continued to employ the same tactics in Ni'lin, firing on and arresting demonstrators this Friday. Media outlets were barred from reporting on the demonstration, as Occupation forces closed off the village on Friday. Live fire and tear gas were used on protestors, one of whom was arrested [MORE]

Eight more residents arrested in Ni'lin
Occupation staged a pre-dawn raid in the village of Ni'lin, arresting four young men in the early hours of the morning. Later in the day, four more residents turned themselves in. This is the most serious arrest raid that the village has witnessed in some time, and is a dangerous indication that Occupation forces have decided to intensify their crackdown on the popular resistance. [MORE]

Soldiers block tree planting, arrest one after al-Ma'sara protest
The village of al-Ma'sara held their weekly anti-Wall demonstration, this Friday carrying olive trees to plant on their isolated lands. They were blocked by Occupation forces, who made good on their threats and arrested one at the close of the demonstration. [MORE]

Soldiers threaten repression if demonstrations continue
Yesterday night, Occupation forces raided al-Ma'sara. At 1:30 in the morning, they hit the home of popular committee member Mohammed Brajiya, delivering a message threatening arrests if demonstrations do not cease. Despite the raid, dozens of villagers, marched toward the Wall after prayers. [MORE]


Three more arrested in attempt to crush Ni'lin anti-Wall movement [MORE]
Further arrests in Bil'in and Ni'lin [MORE]
Palestinian asks Quartet for human rights measures [MORE]
Army attacks Ni'lin overnight [MORE]

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Army responds to protests with violence, raids
Burin residents mobilize against demolitions
Hundreds of Palestinians participated in a crowded demonstration in Burin yesterday. The march was organized in protest of the Occupation forces' decision to demolish a village mosque. Hundreds held Friday prayers at the threatened mosque, where Occupation forces fired tear gas at the crowd. [MORE]

Al-Ma'sara protests despite threats
Over 150 local activists protested Friday in al-Ma'sara and the neighbouring villages against the construction of the illegal Apartheid Wall and settlements. The demonstration comes following threats issued two days ago to the Popular Committee warning that its members would be blacklisted and arrested if the protests in al-Ma'sara continued in 2010. During the demonstration, soldiers fired on protestors with tear gas and sound bombs, subsequently invading the village. [MORE]

Army fails to prevent PLC member from entering Ni'lin
Early Friday morning, the Israeli army closed the two entrances into the village of Ni'lin and prevented anybody from entering, including an Al Jazeera film crew and PLC member Mohammad Mesleh. Mesleh did not let this stop him from joining the weekly protest against the Apartheid Wall in Ni'lin, and walked through the surrounding fields in order to enter. [MORE]

Occupation forces raid al-Ma'sara
Upwards of hundred villagers, supported by international and Israeli activists, marched against the Wall in al-Ma'sara on Friday. Following threats to blacklist popular committee members, as well as the ratcheting up the arrests of anti-Wall activists, there have been fears that Occupation forces will target al-Ma'sara. This week, soldiers raided the village in response to the weekly protest. [MORE]


Two Ni'lin prisoners released, demonstrations continue [MORE]
Diplomats hear testimony of Ni'lin repression [MORE]
al-Ma'sara to PNA: First the Wall must fall [MORE]
al-Ma'sara marches through the cold [MORE]

Worldwide Activism
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SAIA to Carleton: Divest from the occupation!
This week, Students Against Israeli Apartheid (SAIA) Carleton launched a divestment campaign targeting firms supporting the Israeli military and settlement operations. The Carleton University Pension Fund is invested in five companies that are complicit in human rights violations and crimes under international law in the West Bank and Gaza - Motorola, BAE Systems, Northrop Grumman, L-3 Communications, and Tesco supermarkets. [MORE]


Danish bank excludes Wall building companies
Danske Bank, the biggest financial group in Denmark, has excluded Elbit Systems, Magal and Africa Israel from its investment portfolio because of their involvement in providing equipment for the Wall and in settlement construction. The Danish Bank is normally not quick to divest, and its list of excluded companies has now risen to only 24 companies around the globe. [MORE]

March 30 - Get ready for BDS day of action!
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[Call] - The BDS National Committee (BNC) is calling on you to unite in your different capacities and struggles for a Global BDS Day of Action on 30 March 2010 in solidarity with the Palestinian people and for Boycott, Divestment and Sanctions (BDS) against Israel. The BNC calls on people of conscience and their organizations around the globe to mobilize in creative, concrete and visible BDS actions to make this day a historic step in the movement against Israel's apartheid, colonialism and occupation, for accountability of the oppressor and for the fulfillment of the rights and dignity of the Palestinian people. [MORE]


Jamal and Mohammed released from prison
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[Announcement] - Jamal Juma' was released in January after a month long detention in Israeli jails. Like for the other Palestinian human rights defenders in Israeli jails, there was never a case in the courtroom. Not a single charge has been put forth. The reason for his arrest was purely political: an attempt to crush Stop the Wall and the popular committees. [MORE] Mohammed Othman was released shortly after, having spent more than three months in jail. [MORE]




Submit a film to Israeli Aparthied video contest!
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[Call] - You are invited to submit short videos on the theme of Israeli Apartheid. Videos should reflect the nature, realities, and/or consequences of the apartheid policy in Israel and the occupied areas. In addition to cash prizes, winning videos will be screened around the world. [MORE]




www.StopTheWall.org
Visit the Anti-Apartheid Wall Campaign web site.

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Mulher de 61 anos Presa

Polícia Civil de Tramandaí prende mulher de 61 anos por tráfico de drogas
07/02/2010 09:25


Uma mulher de 61 anos foi presa, em flagrante, por tráfico de drogas, na tarde desse sábado (07) pela Polícia Civil de Tramandaí. Sob comando do delegado César Carrion, e com apoio da Brigada Militar, a prisão ocorreu após denúncia de tráfico no bairro Terminal Turístico.

A mulher, segundo o delegado, era proprietária de uma pousada no município e presa às 19h30min em seu estabelecimento, localizado na Rua Santa Fé. Com ela foram apreendidas 18 pedras de crack, cinco gramas de cocaína e mais 30 gramas de crack. Depois de autuada por tráfico de drogas, foi encaminhada ao sistema prisional.

Fonte: Ascom PC

Editorial de Opinião

* Hoje no mundo moderno e democrático temos acesso as boas informações e também a gente le muita bobagem na impressa e até na Internet. Nós deste blog que somos blogueiros profissionais, trabalhamos com publicidade e a boa informação buscamos utilizar essa ferramenta que a rede mundial de computadores para cidadania e para buscar o debate e a transformação social, revolucionar ideias e pensamentos. Apesar do mundo injusto em que vivemos, observamos pessoas que ascendem sem merecimento, recebem coisas sem méritos, elogios e prêmios. Mas a vida é assim. Vamos continuar lutando como o gaúcho sempre fala "não tá morto quem peleia", "não podemos se entregar para os homens de jeito nenhum amigo companheiro".
Paulo Furtado
Editor

Meios de Comunicação

Pedrinho Guareschi defende monitoramento da mídia
O sociólogo brasileiro participou de seminário temático nesta sexta-feira.

* Por Roseli Lara, repórter da Rádio Migrantes.

“Os meios de comunicação são a segunda causa para obstrução da governabilidade e democracia na América Latina”, divulgou o professor Pedrinho Guareschi, durante o seminário Nova Realidade Econômica Latino-americana e suas conseqüências na comunicação. A pesquisa foi realizada pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

O jornalista ressaltou que entre 241 líderes latinos americanos, entre os quais 41 vice-presidentes, 64% atribuíram à concentração midiática os obstáculos à democracia em seus países.

Pedrinho Guareschi destacou que a América Latina vive um cenário de governos democráticos e citou a lei argentina de meios de comunicação como a mais avançada. “Precisamos de uma complementariedade dos meios, ou seja, que os meios públicos ocupem seu lugar. Na lei argentina um terço dos meios devem ser públicos, um terço sem finalidades lucrativas e apenas um terço com fins lucrativos.”
Além disso, na Argentina, mencionou o professor, cada empresa pode ter no máximo dez concessões e a fiscalização da mídia pelo poder público está prevista na legislação. “Outra particularidade é a necessidade de audiência pública para renovação das concessões. A mídia sempre é um serviço público, não é privado e sua concessão quem deve decidir é a sociedade civil”, defendeu Guareschi.

Pedrinho chamou atenção ainda para os novos sentidos de tempo, espaço e privacidade, trazidos pelo ciberespaço. Os jovens, observou, desenvolvem ansiedades por causa da Internet , pelo fato de estarem constantemente em busca de novidades e ai reside uma mudança no conceito de tempo, explicou. O espaço, por sua vez, não tem mais limites e o que era privado passou a ser público. ”Há novos sentidos para público e privado. Público é o que está na mídia e tudo o que não é veiculado fica no sentido orivado, mesmo que seja uma manifestação pública, se não é divulgada, fica restrita aos manifestantes e só”, explicou.
Monitoramento

O jornalista Pedrinho Guareschi defendeu o que chama de “monitoramento” da mídia. Para ele, os conglomerados de comunicação usam a defesa da liberdade de imprensa, como uma “estratégia terrível” de manipulação. “Na América Latina, os conglomerados de comunicação são um grande poder político para defender seu capital e quando falamos em regulamentação alegam estar sendo negada a liberdade de imprensa. Eu falo em monitoramento”, explicou.

Guareschi se reportou à Conferência de Comunicação (Confecom) realizada no Brasil em dezembro passado, que demorou mais de dez anos para se concretizar e lamentou o silêncio da mídia sobre a conferência, a não ser para reclamar das propostas de monitoramento.


Tags: pedrinho, guareschi, mídia, controle, comunicação, mutirão
Rádio São Francisco (Jornalismo), 06/02/2010, 10h08