terça-feira, 15 de setembro de 2009

Fotos Buracos nas Ruas de Vacaria RS



Rua João Teodoro Duarte esquina com Av. Moreira Pas na cidade de Vacaria RS

Resposta da Ouvidoria da Justiça do RS

Prezado Senhor Paulo Roberto da Silva Furtado

O Poder Judiciário se caracteriza por não agir ativamente nas questões, apenas julgando as questões que lhe são apresentadas, dessa maneira, não pode por vontade própria impedir qualquer cidadão de peticionar.

Caso Vossa Senhoria queira consultar seus direitos no caso apresentado, recomendamos consulta com advogado, pessoa com plenas condições de avaliar a situação exposta e de fundamental relevância na obtenção das informações e orientações adequadas para a garantia de direito.

Caso Vossa Senhoria não possa arcar com os custos de um advogado, poderá solicitar auxílio na Defensoria Pública (www.dpe.rs.gov.br).

Atenciosamente

Lucas Gutierrez
Ouvidoria do TJRS
"Resposta da Ouvidoria da justiça do RS"

Resposta da Corregoridoria do Tribunal de Justiça

Prezado Sr. Paulo:

Os processos em que figura como autor tramitam perante o Juizado Especial Cível, onde não se exige a presença de advogado, ao menos enquanto o processo tramita no 1o grau.
É a própria Lei 9099/95, que criou os Juizados Especiais, que faculta às partes litigar sem advogado.
Veja o que diz a lei:


Art. 1º Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Ordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

Art. 9º Nas causas de valor até vinte salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, podendo ser assistidas por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória.

§ 1º Sendo facultativa a assistência, se uma das partes comparecer assistida por advogado, ou se o réu for pessoa jurídica ou firma individual, terá a outra parte, se quiser, assistência judiciária prestada por órgão instituído junto ao Juizado Especial, na forma da lei local.

§ 2º O Juiz alertará as partes da conveniência do patrocínio por advogado, quando a causa o recomendar.

Atenciosamente,

Isabella Guimarães,
assessoria CGJ
" Este foi uma resposta da Corregedoria da justiça do RS sobre o juizado de pequenas causas da cidade de Vacaria RS

Alimentos para o Mundo

“O Brasil pode produzir alimentos para o mundo”. Entrevista especial com Ladislau Biernaski

Presidente da CPT Nacional, Dom Ladislau Biernaski veio a público pedir a atualização dos índices de produtividade rural. Ele nos concedeu esta entrevista, por telefone, onde parabeniza o presidente Lula pela iniciativa de assinar a atualização deste tão importante dado, que está 30 anos atrasado. Mas também aproveita para criticá-lo por, em oito anos na presidência, não ter realizado um processo de reforma agrária efetivo. “Lula perdeu uma oportunidade histórica”, afirmou ele.

Dom Ladislau disse que um novo índice de produtividade rural “vai obrigar que as grandes propriedades, de fato, usem as terras para produzir alimentos”. Ele discorda do ministro Stephanes, que é contra a revisão, pois pensa que o Brasil pode produzir ainda mais alimentos, não apenas para suprir as necessidades da população do país, mas também para exportar alimentos para o resto do mundo. “Nos últimos anos, tivemos um grande crescimento, e é bom que nos orgulhemos disso. O Brasil produz já cerca de 130 milhões de toneladas de alimentos. Eu acho que poderia produzir muito mais, algo como 500 milhões toneladas. Isso mostra que as terras são mal utilizadas. O crescimento da produtividade no Brasil está bem situado diante de outros países. Mas poderemos dar muito mais ainda”, afirmou.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Porque a Igreja pede novo índice rural de produtividade?

Ladislau Biernaski – A questão do índice da produtividade agrícola está prevista na própria Constituição. Há também uma lei federal que diz que ele deve ser atualizado a cada cinco, seis anos. Esse índice é, de fato, muito importante. Nós constatamos que, no Brasil, existem muitas áreas improdutivas, sobretudo de latifúndios. Essas terras deveriam ser melhor ocupadas para produzir alimentos para o Brasil e o mundo.

IHU On-Line – Um novo índice de produtividade muda a lógica do agronegócio brasileiro?

Ladislau Biernaski – Sim, porque ele vai obrigar as grandes propriedades, de fato, a usarem as terras para produzir alimentos, conservando, evidentemente, aquelas áreas reservadas para a mata. O que importa é que as terras sejam bem aproveitadas para produzir alimentos. Hoje, infelizmente, já estamos 30 anos defasados no que diz respeito ao índice de produtividade. Pelas estatísticas que colhemos, quem produz mais são as pequenas propriedades que chamamos de agricultura familiar. Além disso, estamos numa grande campanha para que todos, grandes e pequenos, possam produzir alimentos sadios, ou seja, agroecológicos. Hoje li uma notícia em que o ministro Stephanes dizia que não é o momento adequado para se rever os índices, então quando será? Nós, hoje, sabemos que, de 30 anos para cá, a produção de carne triplicou em função das novas técnicas que possuímos. Queremos que essas terras sejam usadas para o bem da humanidade. Dizer que aumentar o índice de produtividade gerará uma quebradeira geral é uma grande falácia. Se eu quero produzir mais, eu vou ganhar mais. Não podemos aceitar esse argumento para não rever o índice, porque ele não é verdadeiro.

IHU On-Line – Quais as mudanças mais significativas entre o último índice de produtividade e a realidade de hoje?

Ladislau Biernaski – A lei não é cumprida, existe pouca fiscalização. Temos ótimas leis, mas pouca gente para fiscalizar. Falta organização dos agricultores e da sociedade para pedir essa fiscalização.

O Ministério da Agricultura é o primeiro responsável. O presidente determinou que o índice fosse refeito porque isso é uma ordem constitucional, mas quem deve fazer é o Ministério da Agricultura, ajudado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Depois, as organizações dos próprios agricultores podem ajudar, assim como as pessoas que querem trabalhar na terra.

Nos últimos anos, tivemos um grande crescimento e é bom que nos orgulhemos disso. O Brasil produz já cerca de 130 milhões de toneladas de alimentos. Eu acho que poderia produzir muito mais, algo como 500 milhões toneladas. Isso mostra que as terras são mal utilizadas. O crescimento da produtividade no Brasil está bem situado diante de outros países. Mas poderemos dar muito mais ainda.

IHU On-Line – Onde as ideias do ministro Guilherme Cassel destoam do que defende o ministro Reinold Stephanes?

Ladislau Biernaski – Exatamente, as ideias são muito diferentes. Lamentamos que o ministro Stephanes esteja defendendo uma coisa retrograda. Ao invés de estimular, ele diz: “Para que produzir tanto, se o Brasil não tem necessidade dessa quantidade?” Como que não tem? O Brasil tem necessidade de mais alimentos, temos pessoas que passam fome. Será que ele não sabe isso? Além disso, o Brasil pode produzir alimentos para o mundo. Embora eu tenha o maior respeito pelo ministro Stephanes, nesse aspecto ele está muito atrasado.

IHU On-Line – Quando deve sair um novo estudo sobre o índice de produtividade rural brasileiro?

Ladislau Biernaski – Ele poderia ter aproveitado mais esse segundo mandato e realmente ter trabalhado numa reforma agrária efetiva. Ele perdeu um tempo precioso e não tem mais tempo para organizar uma reforma agrária que traria menos conflitos. Lula perdeu uma oportunidade histórica. Ainda assim, tenho que dizer parabéns ao presidente Lula que pediu que se revise os índices de produtividade.
Fonte: MST

Boletim do Deputado Federal Pepe Vargas

GABINETE DO DEPUTADO

FEDERAL PEPE VARGAS









Empreendedor individual completa dois meses



O deputado federal Pepe Vargas participa nesta quarta-feira do encontro que avalia a vigência do programa.



A manhã desta quarta-feira, dia 16 de setembro, será marcada pelo balanço dos dois primeiros meses da vigência do empreendedor individual. O deputado federal Pepe Vargas (PT/RS), presidente da subcomissão permanente da micro e pequena empresa participa do encontro na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), na Câmara dos Deputados. O parlamentar tem trabalhado pela divulgação do programa para garantir a inclusão dos trabalhadores autônomos no sistema, garantido a eles os benefícios previdenciários.

Desde o dia 1ª de julho os trabalhadores autônomos como doceiros, borracheiros, camelôs, manicures, cabeleireiros e eletrecistas, entre outros, podem sair da informalidade e obter benefícios que vão desde ao direito a aposentadoria ao acesso a financiamentos especiais com juros reduzidos. O governo Lula sancionou a Lei Complementar 128/08, que faz ajustes na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (123/06), criando a figura jurídica do Microempreendedor Individual. A lei aprimora pontos como o Simples Nacional, abrangendo mais categorias.

Atualmente no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existem 10,3 milhões de pessoas trabalhando na informalidade. Na análise do deputado federal Pepe Vargas, que integra a Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas, a criação do MEI vai permitir a inclusão de 7 milhões de pessoas na previdência. O microempreendedor individual ganha direitos trabalhistas e previdenciários que não tinha como trabalhador autônomo, passa a receber aposentadoria por idade, licença maternidade e auxílio-doença.







Assessoria de Imprensa

Silvana Gonçalves (MTB 9163)

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Eventos

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Semana Farroupilha

Polícia Civil comemora Semana Farroupilha
15/09/2009 13:05


A solenidade de acendimento da Chama Crioula pela Polícia Civil em comemoração ao dia 20 de Setembro acontecerá nesta terça-feira (15/9). O evento que celebra a Semana Farroupilha será no Memorial Delegado Plínio Brasil Milano, no térreo do Palácio da Polícia – Avenida João Pessoa, 2050, Porto Alegre. O chefe de Polícia, delegado João Paulo Martins, acenderá a chama a partir das 15h.

Fonte: Ascom/ PC


Teatro

Depois de levar mais de 5000 pessoas ao teatro com o fenômeno

Labirinto Kafka – www.kafka.com.br

O mago do teatro fractal, Janssen Hugo Lage, está de volta ao Theatro São Pedro com sua mais recente criação:


"MULHERES DE SANGUE" - UMA VERSÃO POÉTICO-FEMININA DA REVOLUÇÃO FARROUPILHA

Uma trajetória única e comovente de um dos mais célebres períodos da História do Brasil.


FOTOS PARA IMPRENSA:

http://www.laerciolacerda.com.br/mulheresdesangue/

ESTREIA NACIONAL – THEATRO SÃO PEDRO – 23 DE SETEMBRO – 21h


ÚNICA APRESENTAÇÃO


INGRESSOS JÁ A VENDA NA BILHETEIRA DO TEATRO


ALÉM DO ESPETÁCULO ALGUMAS ATRAÇÕES ESPECIAIS


EXPOSIÇÃO COM A ESPADA DE BENTO GONÇALVES E DOCUMENTOS ORIGINAIS DA ÉPOCA -

NO SALÃO DE ENTRADA DO THEATRO SÃO PEDRO - DIA 23 DE SETEMBRO A PARTIR DAS 15h

LANÇAMENTO OFICIAL DO CD DO PIQUETE MARCA GAÚCHA - A MÚSICA PARA O GAÚCHO

OS MÚSICOS DO MARCA GAÚCHA FAZEM UMA PARTICIPAÇÃO NO ESPETÁCULO




RELEASE

‘Mulheres de Sangue’, peça inspirada na história da

Revolução Farroupilha estréia no Theatro São Pedro



A Confraria dos Ritos apresenta, no dia 23 de setembro (quarta-feira), no Theatro São Pedro a estréia da peça ‘Mulheres de Sangue’, uma versão poético-feminina da Revolução Farroupilha. Esta é uma obra de ficção com narrativas baseadas em fatos reais. Com texto original de Janssen Hugo Lage e pesquisa de textos históricos de Leandro Borges, o espetáculo explora a visão das mulheres que em busca de justiça e igualdade, criaram uma tropa que, supostamente, atuaram durante o período da guerra com vigor e destreza unindo-se aos farrapos na luta contra as tropas imperialistas. Mulheres que não se conformaram em ficar apenas cuidando de suas casas e filhos, mas que decidiram ir aos campos de batalha lavar com o próprio sangue a honra e a liberdade de suas famílias. Através da visão dessas mulheres o espetáculo mostra, em sua narrativa ágil e teatral, o que representou a Guerra dos Farrapos que ocorreu no Rio Grande do Sul na época em que o Brasil era governado pelo Regente Feijó. A peça tem estréia prevista para a quarta-feira (dia 23), às 21 horas, no Theatro São Pedro. Os ingressos estarão disponíveis, na bilheteria do Theatro, a partir da sexta-feira (dia 11).



Espetáculo ‘Mulheres de Sangue’

A história mostra a infancia pertubada de Bento Gonçalves e suas visões de guerra através de um quadro que sempre aparecia nos seus sonhos e foi anunciado em relato a mãe com apenas 9 anos.

O espetáculo explora a visão das mulheres no período da Guerra dos Farrapos, rebelião gerada pelo descontentamento político que durou por uma década (1835 a 1845). O estopim para esta rebelião foi às grandes diferenças de ideais entre dois partidos: um que apoiava os republicanos (Liberais) e outro que dava apoio aos conservadores (Legalistas). Em 1835 os rebeldes Liberais, liderados por Bento Gonçalves da Silva, apossaram-se de Porto Alegre, fazendo com que as forças imperiais fossem obrigadas a deixarem a região. Começa então a ação de um grupo secreto de mulheres com talento com armas de fogo e exímias na equitação, uma tropa de ataque feminina nos pampas.

Após terem seu líder, Bento Gonçalves, capturado e preso durante um confronto ocorrido na ilha de Fanfa (no rio Jacuí), os Liberais não se deixaram abater e sob nova liderança (de António Neto) obtiveram outras vitórias. Em novembro de 1836, os revolucionários proclamaram a República em Piratini e Bento Gonçalves, ainda preso, foi nomeado presidente. Somente em1837, após fugir da prisão, é que Bento Gonçalves finalmente assume a presidência da República de Piratini. Foi preciso engendrar uma manobra incomum para conquistar um ponto que pudesse ligar o Rio Grande dos farrapos com o mar. Este ponto era Laguna – no texto chamado de Lagos -, em Santa Catarina. O primeiro passo era constituir a Marinha Rio-Grandense. Giuseppe Garibaldi conhecera Bento Gonçalves da Silva ainda na prisão, no Rio de Janeiro, e obteria dele uma carta de corso para aprisionar embarcações imperiais. Em 1º de setembro de 1838, Garibaldi é nomeado capitão-tenente, comandante da marinha Farroupilha. Mesmo com as forças do exército da regência, os farroupilhas liderados por Davi Gonçalves, conquistaram a vila de Laguna, em Santa Catarina, proclamando, desta forma, a República Catarinense. Onde mais uma vez a participação da tropa de mulheres foi decisiva. Ali nasce o amor entre Anita e Giuseppe em meio a guerra e muitas intrigas. Entretanto, no ano de 1842, o governo nomeou Luiz Alves de Lima e Silva para comandar as tropas que deveriam aniquilar os farroupilhas. Apos três anos de batalha e várias derrotas, os Farrapos tiveram que aceitar a paz proposta por Duque de Caxias. Com isso, em 1845, a rebelião foi finalizada.



Janssen Hugo Lage

Janssen Hugo Lage é brasileiro, dramaturgo, encenador, produtor e iniciou seu trabalho em produções teatrais em 1983. Diretor da Mega Produção - OTELO em 1999, como o ator Norton Nascimento no principal papel, levou mais de 100.000 pessoas ao teatro em seis meses de temporada por todo o país. Após um período de quase cinco anos realizando projetos teatrais e culturais na Europa (2000-2005), Janssen retoma sua carreira no Brasil em 2008 com o projeto ‘Labirinto Kafka’- que levou mais de 5.000 pessoas ao teatro. Espetáculo que deu continuidade a um trabalho intensivo na aplicação da sua linguagem para interpretação cênica: Ritos Método do Ator, onde a encenação utiliza-se de uma seqüência de fragmentos que revelam ao público o universo no qual Franz Kafka trabalhou por toda a sua vida.



ELENCO

MARIANA BRUM - MANUELA

LEANDRO BORGES - BENTO GONÇALVES

ANGELA AITA - CAETANA

GABRIELA RAMOS - ANITA GARIBALDI

ANDERSON CICCONNE - GARIBALDI

JOHN ROBERT - BENTO MANUEL

THATIANA MORAES - ANTÔNIA

MATHEUS PARANHOS - BENTO GONÇALVES AOS 9 ANOS

E OUTROS 30 ATORES EM CENA




TEXTO, ENCENAÇÃO, CENÁRIOS E FIGURINOS de JANSSEN HUGO LAGE

ILUMINAÇÃO: VICENTE GOULART

MUSICA ORIGINAL: ALEXANDRE MONTAURY

PREPARAÇÃO VOCAL: MARIANE OSELAME

IDENTIDADE VISUAL E FOTOGRAFIA: LAERCIO LACERDA

DIREÇÃO DE MOVIMENTO: JOHN ROBERT

DIREÇÃO MUSICAL: CRISTIANO BION LORO

CANTORAS CONVIDADAS: IVANI MAYER E FERNANDA LOPES FERNANDES

MUSICO ESPECIALMENTE CONVIDADO: ANGELIN LORO

PERCUSSÃO: RICARDO ARENHALDT

PRODUÇÃO EXECUTIVA: ANGELA AITA, GABRIELA RAMOS, THATIANE MORAES

ASSESSORIA DE IMPRENSA: RAQUEL WÜNSCH

UMA PRODUÇÃO: CONFRARIA DOS RITOS







Contatos:

Assessoria de Imprensa

Raquel Wünsch – Mtb 12867

(51) 9909.4543



Direção Geral

Janssen Hugo Lage

(51) 9903.9703 / 8127.2717

Rádio Maresia FM

Rádio MaresiaFm web censurada pela gravadora SONY BMG

Lamentável amigo

Veja o e-mail que recebemos da Gravadora SONY BMG mandando retirar do nosso site todos os artistas de sua gravadora

Porque não temos como firmar um contrato que faça com que a gravadora obtenha algum beneficio financeiro.

Nossa rádio funciona na web a 3 anos ( 60 mil acessos mês )e somos uma radio comunitária sem fins lucrativos, não ganhamos dinheiro e sim estamos investindo num futuro promissor fazendo muita parceria.

É uma pena que muitas bandas novas que na hora de conquistar seu espaço faz de tudo, e quando cai na mão de uma gravadora vira marionete e tem que se submeter a absurdos.

Falo isso que já recebemos e-mail de artistas dela mesma, falando que eles tem o contrato e obtém esse direito.

Fico chateado e levo a publico pelo fato de ajudarmos muitas bandas novas, sem nenhum tipo de interesse, lutamos contra o monopólio e achamos que só com a plena democracia teremos o sucesso.

Já pedimos a lista de artista que eles de tem os direitos para que possamos divulgar e infelizmente seremos obrigados a remar contar a cultura.

Somos pequenos e não queremos ser processados, se o youtube ficou fora do ar nossa radio então nossa!!!!!!!

Grande abraço e divulgue por favor a todas as rádios para que não sejam surpreendida por uma injustiça ao nosso ver.

Veja o e-mail na integra a baixo

OBS: philipe é ,eu irmão e diretor da rádio.

Philipe, conversamos no ano passado sobre a sua rádio e expusemos a ilegalidade da exposição do nosso conteúdo sem envolvimento contratual entre as empresas.
Até que você e seus sócios envolvidos estudem e decidam como seguir adiante, pedimos que todo conteúdo Sony BMG em formato streaming seja imediatamente retirado do site www.radiomaresiafm.com.br.
Temos todo o interesse em explorar a internet com nossos fonogramas e vídeo clipes, porém encaminhando tudo legalmente.

Aguardamos a confirmação de retirada.
grata e abs
Juliana


Gustavo Salgueiro Medeiros .’.
Presidente FEsta mensagem foi enviada por GUSTAVO SALGUEIRO PERFIL 2 LOTADO. Para ver o perfil de GUSTAVO, clique em:http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16465998705103455690

* * *

Para definir os e-mails de notificação, acesse suas Configurações de conta:http://www.orkut.com/Settings.aspx

Se você não for usuário do orkut e quiser impedir que os usuários do orkut lhe enviem e-mails, visite:http://www.orkut.com/Block.aspx
Noticia do ano de 2007 enviado por e-mail

Dieta


Fazer uma dieta é muito simples...
________________________________________________________________


É só cortar:


- o açúcar
- o chocolate
- as frituras
- as massas
- os molhos
- as bebidas alcoólicas
- os pães
- as sobremesas
- os biscoitos e...






...os pulsos!!!!

Beijos.

Deise Nunes.

































Fazer uma dieta é muito simples...
________________________________________________________________


É só cortar:


- o açúcar
- o chocolate
- as frituras
- as massas
- os molhos
- as bebidas alcoólicas
- os pães
- as sobremesas
- os biscoitos e...






...os pulsos!!!!

Beijos.

Deise Nunes.

Chile

Para homenahear a ALLENDE E O POVO DO CHILE.
este belo poema de Benedetti: "ALLENDE" e um artigo analisando o significado da Unidade popular no Chile.
ALLENDE

Mario Benedetti


Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que congregar todos los odios
y además los aviones y los tanques,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que bombardearlo hacerlo llama,
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que desatar la guerra turbia,
para vencer al hombre de la paz
y acallar su voz modesta y taladrante
tuvieron que empujar el terror hasta el abismo
y matar mas para seguir matando,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que asesinarlo muchas veces
porque el hombre de la paz era una fortaleza,

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que imaginar que era una tropa,
una armada, una hueste, una brigada,
tuvieron que creer que era otro ejercito,
pero el hombre de la paz era tan solo un pueblo
y tenia en sus manos un fusil y un mandato
y eran necesarios mas tanques mas rencores
mas bombas mas aviones mas oprobios
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que afiliarse siempre a la muerte
matar y matar mas para seguir matando
y condenarse a la blindada soledad,
para matar al hombre que era un pueblo
tuvieron que quedarse sin el pueblo.


CHILE: OS MIL DIAS DA UNIDADE POPULAR (1970-1973)



Por Augusto Buonicore



A Vitória de Allende


Em janeiro de 1970 a Unidade Popular ainda não tinha decidido quem seria o seu candidato à presidência da República. Existia certa resistência ao nome do socialista Salvador Allende que havia sido derrotado por três vezes consecutivas. Enquanto se desenvolviam as negociações, o Partido Comunista lançou o seu próprio candidato: o poeta Pablo Neruda. No entanto, a situação exigia a unidade das forças de esquerda e, finalmente, chegou-se a um acordo em torno do nome do candidato socialista.

A Unidade Popular (UP) foi composta pelos partidos socialista, comunista, radical, social-democrata, Movimento de Ação Popular Unitário (Mapu) e Ação Popular. As duas principais forças eram a socialista e a comunista. O Partido Socialista podia ser considerado a extrema-esquerda da Internacional Socialista. Muitos de seus dirigentes se diziam marxista-leninistas e defendiam Cuba socialista. O Partido Comunista do Chile, por sua vez, era o maior partido da esquerda e, nas últimas eleições, tinha conseguido aproximadamente 17% dos votos e eleito 21 deputados e 5 senadores.

A campanha da UP ganhou o país e mobilizou centenas de milhares de trabalhadores. Todos pressentiam que chegara a hora da esquerda chilena. Mais de 400 mil pessoas se reuniram no último comício realizado na capital. Em 4 de setembro de 1970 Allende venceu por uma margem bastante apertada. Ele obteve 36,6% dos votos, Jorge Alessandri do Partido Nacional (direita) 34,8% e Radomiro Tomic da Democracia Cristã 27%. Uma multidão tomou as ruas de Santiago.

Contudo, a guerra ainda não havia sido ganha. Como nenhum dos candidatos obteve maioria absoluta dos votos cabia ao Congresso Nacional, no qual a UP era minoria, confirmar o candidato vencedor. Começou, assim, uma intensa pressão da burguesia sobre os parlamentares democrata-cristãos para que não aceitassem o resultado das urnas.



A CIA trama contra a posse de Allende


Num discurso pronunciado em 14 de setembro de 1970, o secretário de Estado estadunidense Henry Kissinger afirmou: “É muito fácil prever que a vitória de Allende possibilitará o estabelecimento de um governo comunista. Nesse caso, não se trata de um governo desse tipo numa ilha sem tradição e nem impacto na América Latina (...). A evolução da política chilena é muito séria para os interesses da segurança nacional dos Estados Unidos”.

Em 21 de setembro a CIA enviou um telegrama aos seus agentes em Santiago: “O propósito da operação é evitar que Allende assuma o poder. O suborno do Parlamento foi descartado. O objetivo é a solução militar”. Um relatório da embaixada norte-americana enviado à Kissinger afirmava: “o general Schneider tem que ser neutralizado, tirado da frente se por preciso”. O comandante-em-chefe do Exército, general René Schneider, era um legalista e se opunha aos projetos golpistas da direita militar. Por isto, segundo a CIA, ele precisava ser eliminado.

No começo de outubro outra mensagem chegou à capital chilena: “Criar um clima de golpe mediante propaganda, desinformação e atividades terroristas destinadas a provocar a esquerda para ter um pretexto para um golpe”. Alguns dias depois um agente da CIA em Santiago informou sua sede em Washington que o “general Viaux propôs seqüestrar os generais Schneider e Prats dentro das próximas 48 horas”. A resposta foi: “Informar a esses oficiais golpistas que o governo dos EUA lhes dará apoio total no golpe.” Os americanos não só sabiam do plano terrorista de matar o comandante do Exército chileno como o apoiavam. O próprio adido militar dos Estados Unidos entregou três metralhadoras aos oficiais golpistas, liderados por Viaux e Valenzuela, que assassinariam o general Schneider no dia 25 de outubro.

O fato ocorreu poucas horas antes da votação no Congresso que deveria homologar o nome de Allende. A CIA exultou: “24 horas da reunião do Parlamento, um clima de golpe existe no Chile (...) o atentado contra o general Schneider produziu conseqüências muito próximas das previstas no plano de Velenzuela (...). Em conseqüência, a posição dos conspiradores foi reforçada”. Ledo engano.

O país ficou consternado e o resultado acabou sendo desfavorável às forças de direita. A ala democrática da Democracia Cristã venceu e, em 24 de outubro, o congresso acabou reconhecendo a vitória de Allende. Em troca exigiu a aprovação do Estatuto de Garantias Constitucionais pelo qual o novo governo socialista ficava proibido de mexer nos meios de comunicação privados, na educação e nas Forças Armadas. Um acordo que o novo governo cumpriu religiosamente nos seus mil dias conturbados.

O primeiro ministério refletiu a nova correlação de forças existente no Chile. Dele participavam cinco ministros socialistas, três comunistas, três radicais, um do MAPU, um da AP e um da esquerda independente. A esquerda havia conquistado o governo e não o poder. Os poderes legislativo e judiciário continuavam firmes nas mãos de representantes da burguesia. A subestimação deste dado da realidade criou perigosas ilusões no seio das forças socialistas chilenas.



As medidas econômicas e sociais do governo Allende


Uma das principais bandeiras da UP foi a nacionalização das minas de cobre. O cobre representava cerca de 80% das exportações chilenas e estava nas mãos de três grandes monopólios estrangeiros: a Anaconda, a Kennecott Cooper e a Serro.

A lei de nacionalização foi aprovada em 11 de julho de 1971 com o voto unânime do congresso nacional – nem a direita entreguista teve coragem de votar contra um anseio tão profundo da nação chilena. O governo também nacionalizou as indústrias do ferro e do salitre. Interveio na Companhia de Telefones do Chile, que era filial da poderosa ITT norte-americana e estatizou o sistema bancário, nele se incluía o City Bank. As nacionalizações feriram profundamente os interesses privados das companhias estadunidenses.

Após a estatização dos bancos o governo orientou o crédito para os pequenos e médios produtores e para projetos de desenvolvimento industrial e social. Houve uma significativa redução dos juros. Reativou-se o setor de construção civil, adotando uma ousada política de construção de casas populares.

Foram estabelecidas relações diplomáticas e comerciais com Cuba, China, Vietnã e Coréia do Norte. Realizou-se uma reforma agrária abrangente que resultou na quase extinção do latifúndio improdutivo. Neste período expropriaram-se cinco milhões de hectares em benefício de mais de 40 mil famílias.

As medidas econômicas e sociais adotadas levaram que no primeiro ano de governo a produção industrial aumentasse em 12% e o PIB crescesse 8,3%, índice inédito até então. Reduziu o nível de desemprego e ocorreu um processo rápido de recuperação salarial. A participação dos assalariados na renda nacional subiu de 53% para 61%. A CUT foi legalizada e passou de 700 mil para 1 milhão de filiados.

Todas as crianças chilenas passaram a ter o direito a meio litro de leite por dia. O governo Allende ampliou drasticamente os serviços médicos e escolares. Estas medidas levaram a uma redução significativa da mortalidade infantil e dos níveis de analfabetismo. A previdência foi estendida para 330 mil pequenos comerciantes e feirantes e 130 mil pequenos industriais, artesãos, desportistas profissionais etc.

Em abril de 1971, a UP teve mais uma estrondosa vitória nas eleições municipais. Ela conseguiu 50,2% dos votos enquanto a DC atingiu 27% e o PN apenas 20%. A votação refletiu a rápida mudança de espírito das massas populares – um deslocamento para esquerda – e reforçou a tese sobre a possibilidade de um “via chilena para o socialismo”. Esta se daria pela articulação do avanço institucional da esquerda, através das eleições, e a mobilização e organização das massas populares.



A ofensiva conservadora contra o governo popular


Desde a posse de Allende o imperialismo norte-americano, em conluio com setores da grande burguesia, implementou um plano metódico de destruição da economia chilena. De repente, os créditos externos desapareceram, houve uma corrida aos bancos e os capitais foram enviados ilegalmente para o exterior.

No mês de outubro de 1972 eclodiu a greve dos caminhoneiros que foi seguida por uma greve no comércio, nos transportes urbanos, nos hospitais particulares etc. Era uma greve insurrecional da burguesia. Neste período mais de trezentas mil cabeças de gado foram contrabandeadas e dez milhões de litros de leite atirados nos rios para que não chegassem nas mesas das crianças pobres. A terra não foi semeada e a produção de alimentos caiu catastroficamente.

Em pouco tempo começou a faltar alimentos nas grandes cidades. Proliferou o mercado negro e incentivou-se o processo inflacionário. O governo só não caiu graças a mobilização e a auto-organização popular. Diante da tentativa da burguesia em parar a nação, os trabalhadores ocuparam as fábricas fechadas e as mantiveram produzindo num ritmo superior a média anterior. Os camponeses ocuparam as fazendas paralisadas. Nas cidades, as comunas organizaram o abastecimento e montaram brigadas para ir ao campo ajudar na colheita e no transporte. Realizaram-se tentativas heróicas de furar o cerco imposto pela greve dos caminhoneiros. Diante da ameaça de golpe formaram-se os “cordões industriais”, como instrumento de autodefesa proletária. O povo chileno tomou em suas mãos desarmadas a defesa da revolução.

O resultado desta ofensiva golpista foi a redução do nível de crescimento e o PIB caiu para 5% em 1972. Mesmo assim, esse índice não foi tão catastrófico como poderia ter sido sem a mobilização dos trabalhadores para vencer a sabotagem do imperialismo e dos monopólios. A situação econômica se tornou mais grave em 1973.



A Democracia Cristã: entre a cruz e a espada


A eleição de Allende só foi possível graças aos votos dos deputados da DC – liderados por Tomic. Durante mais de seis meses existiu um relativo entendimento entre congresso e o executivo. No entanto, vários acontecimentos minaram esta relação e colocaram a maioria da DC no colo do Partido Nacional.

Em 8 de junho de 1971 um agrupamento de extrema-esquerda assassinou o ex-ministro democrata-cristão Edmundo Zukovic. Existia uma forte suspeita que por trás das mãos dos terroristas estava a CIA. A ala direita da DC aproveitou-se da oportunidade para neutralizar a ala democrática do partido e exigiu o rompimento de todos os acordos com o governo.

Ainda em julho ocorreu, em Valparaíso, uma eleição complementar para a vaga de um deputado da DC que tinha falecido. Ali a UP havia conseguido 49% dos votos em março. Allende , então, propôs que ela apoiasse o candidato da DC e colocasse como condição que ele não fosse contra o governo. A UP recusou e lançou candidato próprio. O Partido Nacional retirou sua candidatura e apoiou, pela primeira vez, o candidato democrata-cristão – a condição agora é que ele fosse da oposição. A campanha foi dura e houve troca de acusações. O resultado da disputa foi a derrota da UP e o fortalecimento da ala direita da DC. No mesmo mês a ala esquerda daquele partido se desligou e formou o Movimento de Esquerda Cristã, que solicitou ingresso na UP.

A CIA compreendeu a importância desta eleição e destinou 150 mil dólares para o candidato oposicionista. Rompeu-se assim o equilíbrio partidário que permitiu a vitória de Allende em 1970 e foi se constituindo uma ampla frente de oposição que adquiriu um caráter golpista. O governo começou a ficar isolado no parlamento. Dias mais difíceis viriam.

No dia 10 de novembro de 1971 Fidel Castro chegou ao Chile para uma visita. Ele ficou no país por três semanas. Antes que partisse, milhares de mulheres da burguesia e das classes médias realizaram uma grande manifestação denominada “Marcha da Panela Vazia”. A manifestação “pacífica” era acompanhada por grupos paramilitares de direita que tentavam provocar os carabineiros e criar distúrbios nas ruas.

O resultado das provocações direitistas foi um grave confronto que deixou vários feridos. Pela primeira vez na história chilena a polícia desbaratava, com firmeza, uma manifestação provocadora da burguesia. Indignado o presidente da Federação dos Estudantes da Universidade Católica afirmou: “acusamos o governo de transformar o corpo de carabineiro em um aliado impudico das forças marxistas”. Formou-se uma cadeia nacional contra o governo Allende. Todo este movimento de “guerra psicológica” era patrocinado pelo governo norte-americano. Foi decretado o Estado de Emergência na capital para conter novas manifestações da direita.

Consolidou-se, assim, o rompimento da DC com a UP e sua aproximação definitiva com o Partido Nacional. O Congresso passou a exigir a demissão do ministro do interior, José Toha. A Câmara de Deputados votou a destituição do ministro. A decisão inconstitucional foi confirmada pelo Senado. Os três comandantes em chefe das Forças Armadas reconheceram o direito de Allende de nomear e demitir ministros. A Corte Suprema também confirmou a prerrogativa constitucional do presidente da República. No final de 1971, a legalidade ainda jogava do lado da UP.

Esta foi uma clara manobra da direita parlamentar no sentido de alterar o regime político, passando poderes do presidente progressista para um congresso conservador. Tentativa que, naquele momento, não obteve o resultado esperado. Estabeleceu-se, assim, uma clara ruptura entre os poderes da República. O parlamento se constituiu num obstáculo permanente para a ação do governo legítimo. O congresso não aprovava mais nenhum projeto do executivo e, ao mesmo tempo, não tinha quorum suficiente para destituí-lo. Abriu-se uma crise institucional de grande proporção.




As Classes Médias e o Governo Allende.


As vacilações da Democracia Cristã estavam ligadas às vacilações das próprias classes médias urbanas que constituíam a sua principal base social. O governo Allende, nos seus primeiros anos, fez um grande esforço para atrair esses setores médios da sociedade. Entre as medidas adotadas se encontravam a redução dos juros, reorientação dos créditos bancários, diminuição de impostos e a extensão da previdência para pequenos e médios industriais, comerciantes e profissionais liberais.

Apesar disto, um setor importante das classes médias veio a engrossar o movimento oposicionista ao governo Allende. Por trás desta posição estavam certas predisposições ideológicas provenientes de sua posição social particular no modo de produção capitalista. Um das principais características da ideologia da classe média é o medo da proletarização.

No caso dos países capitalistas dependentes existia um agravante, como afirmou Altamirano: “as classes médias dos países de capitalismo dependente (...) gozam de um quadro de privilégios relativos. Seu padrão de vida é significativamente superior ao das grandes massas empobrecidas da cidade e do campo. Aqui existe um desnível de vida consideravelmente maior que nos países capitalistas avançados, entre as massas populares, de um lado, e grande parte dos intelectuais, dos empregados e da pequena burguesia ligada ao comércio, aos transportes, de outro. Essa particularidade dificulta uma aliança objetiva com o proletariado; como o processo revolucionário deve forçosamente impor uma distribuição de renda eqüitativa para as grandes massas, a deterioração relativa dos setores médios é quase inevitável”.

Para entender a essência do discurso da direita para as classes médias, utilizando de seus preconceitos arraigados, o autor utilizou uma imagem bastante interessante: “Foi como se a burguesia lhes tivesse sussurrado ao ouvido: ‘Cuidado! Nós somos os primeiros, mas depois virão vocês (...). Hoje expropriam as grandes empresas, mas terminarão por estatizar até os pequenos negócios (...). Foi sempre assim em todos os países socialistas (...). De modo que a gente precisa se defender juntos’”. E assim foi feito. Quando do golpe militar a propaganda terrorista anticomunista já tinha realizado o seu trabalho e uma parte da classe média estava plenamente convencida que “comunista bom é comunista morto!” e quem ainda apoiava Allende só podia ser comunista.



Terrorismo e Golpe de Estado


O clima de guerra civil e as dificuldades econômicas, impostos pela grande burguesia e o imperialismo, não haviam conseguido diminuir o prestígio do governo diante das classes populares. Nas eleições parlamentares de março de 1973, a UP conquistou 44% dos votos e se consolidou como principal organização política do Chile. O aumento do número de parlamentares progressistas inviabilizou a idéia do golpe branco, parlamentar, visando destituir Allende. Agora só havia um caminho para a oposição rebelada: o golpe militar.

Apesar da relativa redução dos votos, em relação às eleições municipais de 1971, o que podia ser constatado era um aumento constante do número absoluto de eleitores da UP: um milhão em 1970, um milhão e quatrocentos mil em 1971 e um milhão e seiscentos mil em 1973. A maioria dos trabalhadores assalariados ainda estava com Allende.

Acompanhando o crescimento da UP ocorreu o crescimento da violência promovida pela extrema-direita. Em fevereiro de 1972 o alto comando militar já havia desbaratado um plano para assassinar Allende. Foram presos vários oficiais e civis ligados ao grupo fascista “Pátria e Liberdade”. Por trás do complô estavam alguns generais. Neste mesmo período, dezenas de militantes de esquerda foram assassinados. Em 26 de julho de 1973 o próprio comandante Arturo Araya, adido naval do presidente, foi morto num atentado. Nos últimos meses do governo Allende a direita cometeu, em média, 21 atos terroristas por dia.

Sob a alegação de combater a violência crescente, o Congresso aprovou a Lei de Controle de Armas. O controle voltou-se, exclusivamente, contra o movimento popular. As Forças Armadas realizaram centenas de incursões nos bairros operários, nas fábricas, nas universidades em busca de armas. Os grupos para-militares de direita não foram molestados. Era uma medição de forças para o combate que se aproximava.

Os acontecimentos se sucederam num ritmo que atropelou a própria esquerda. Em maio de 1973, setores militares ujá haviam decidido dar o golpe de Estado. Para ajudar no clima de desestabilização, os empresários patrocinaram uma greve no transporte urbano. Em resposta, em 21 de junho, a Central Única dos Trabalhadores chilena realizou uma greve geral contra o golpismo e em apoio ao governo. Um milhão de trabalhadores desfilou pelas ruas de Santiago.

Poucos dias depois, no dia 29, ocorreu uma primeira tentativa golpista. Um regimento de blindados tentou atacar o Palácio presidencial. O próprio general Prats, numa ação corajosa, se dirigiu pessoalmente para as tropas insurretas e deu ordem de prisão aos seus comandantes. Ele pagaria caro pelo seu ato.

Prats era então o comandante-em-chefe do Exército e havia sido indicado para o Ministério do Interior após a greve patronal de outubro de 1972. Era um legalista fervoroso e um obstáculo aos intentos golpistas. Isto levantou contra ele o ódio dos setores direitistas da sociedade e das Forças Armadas. Em 21 de agosto centenas de mulheres realizaram um ato na frente de sua residência exigindo sua renúncia e dirigindo insultos contra sua honra. Eram as esposas e filhas da alta oficialidade. Os generais, como era o esperado, não se solidarizaram com seu comandante. Prats foi obrigado a renunciar e com ele saíram vários generais legalistas. Estavam abertas as portas para o golpe militar.

Aproveitando o clima existente, a Democracia Cristã fez aprovar na Câmara dos Deputados uma resolução declarando a “ilegitimidade” do governo. Novamente os trabalhadores tiveram que responder as manobras de direita e realizaram uma gigantesca manifestação na qual cerca de 800 mil pessoas saíram às ruas gritando: “Allende, Allende, o povo te defende!”. Sem o saber, esta seria a última homenagem que o povo chileno prestaria ao seu valoroso presidente. Era 3 de setembro.



O Golpe de 11 de Setembro


Nas primeiras horas da madrugada do dia 11 de setembro a marinha se sublevou em Valparaíso, depois de participar de uma manobra conjunta com a marinha norte-americana. As primeiras notícias eram confusas. Pouco a pouco foi ficando claro que se tratava de um golpe militar dirigido pela cúpula das Forças Armadas. A frente de todas as operações golpistas estava o novo comandante-em-chefe do Exército, um dos homens de confiança de Prats e do próprio presidente. Ele se chamava Augusto Pinochet.

Ao receber as notícias das operações militares, Allende se dirigiu ao Palácio da Moneda. Com este pequeno grupo de homens e mulheres o presidente enfrentou por horas os ataques de tropas de infantaria, blindados e os temidos bombardeiros Hawker Hunter. Às 9 horas da manhã ainda pensou em distribuir armas para os trabalhadores. Convocou o comandante-em-chefe dos Carabineiros, general Sepulveda, e perguntou-lhe:

- General, só resta distribuir armas ao povo. O senhor pode fazê-lo?

- Distribuir armas, eu? Como quer que eu distribua armas?

Naquele momento as últimas tropas leais dos carabineiros se retiravam. O comando já não estava mais nas mãos do estupefato general.

Depois de mais de dois anos de governo não havia sido construída nenhuma estratégia para responder a um possível golpe militar, apesar das inúmeras ameaças e do crescimento da violência fascista. Confiou-se integralmente nos dispositivos militares legalistas de Allende. Quando este falhou, o governo e o povo ficaram sem uma alternativa viável. Os poucos agrupamentos armados de estudantes e de operários foram prontamente massacrados numa luta desigual. Milhares morreram esperando os regimentos leais ao governo. Uma página heróica e trágica da história dos trabalhadores latino-americanos.

Uma proposta de constituição de uma comissão militar integrada por oficiais leais e dirigentes ligados a Unidade Popular foi rejeitada. Apenas no final de agosto de 1973 começou a ser aventada a possibilidade de aplicação da lei de Defesa Civil que permitiria articular os carabineiros, ainda leais ao governo, e as organizações populares e sindicais. Esta era uma lei de 1945 e visava defender o país quando ele estivesse em perigo iminente. O plano não conseguiu sair do papel diante da oposição.

Na verdade, como afirmou Altamirano, “faltou à Unidade Popular a capacidade de prever a alterar as formas de luta quando isto se tornou necessário”. Agarrou-se às instituições do Estado burguês quando a burguesia já as havia abandonado e caminhava abertamente no sentido da insurreição armada. Continuou: “Mas não era viável nem possível a manutenção de uma linha política institucional até iniciar a ‘construção do socialismo’, sem provocar rupturas. Por exclusiva vontade das classes dominantes, a confrontação devia produzir-se nalgum momento desse itinerário. E, por isto, o processo devia obrigatoriamente, contar com uma estrutura defensiva militar.” Recuar, fazendo novas concessões à Democracia Cristã, ou avançar, rompendo a legalidade burguesa. Uma decisão nem sempre fácil de ser tomada.

Este, talvez, tenha sido o grande dilema e uma das limitações da experiência de “via chilena para o socialismo”. Mas, os possíveis erros não devem encobrir o heroísmo da esquerda chilena e de seu valente presidente. As últimas palavras de Allende ainda repercutem na alma do seu povo: “Diante desses fatos, só me cabe dizer aos trabalhadores: não vou renunciar (...) pagarei com minha vida a lealdade do povo (...). Outros chilenos superarão esse momento amargo em que a traição pretende se impor; continuem sabendo que muito mais cedo que tarde novamente se abrirão as grandes avenidas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor. Viva o Chile! Viva o povo! Vivam os trabalhadores!”. Em poucos minutos cairia morto o companheiro presidente e o povo nas barricadas e nas ruas responderia: “Allende, presente! Agora e sempre!”.



BIBLIOGRAFIA:



· Altamirano, Carlos – Dialética de uma derrota, Ed. Brasiliense, S.P, 1979

· Alegria, Fernando – Allende, a paz pelo socialismo, Ed. Brasiliense, S.P., 1983

· Debray, Régis – Conversación com Allende, Ed. Siglo Veintiuno, México, 1973

· Garcés, Joan – Allende e as armas da política, Ed. Scritta, S.P, 1993

· Harnecker, Marta – Tornar possível o impossível, Ed. Paz e Terra, S.P., 2000

· Jara, Joan – Canção inacabada – a vida de Victor Jara, Ed. Record, R.J.., 2002

· Marín, Gladys – “Salvador Allende en el centro da la conciencia de los pueblos” in La Insignia , Chile, janeiro de 2003

· Moraes, João Quartim de – Liberalismo e Ditadura no Cone Sul, IFCH-Unicamp, 2003



* Augusto César Buonicore é historiador e membro do Comitê Central do PCdoB

Chile

Para homenahear a ALLENDE E O POVO DO CHILE.
este belo poema de Benedetti: "ALLENDE" e um artigo analisando o significado da Unidade popular no Chile.
ALLENDE

Mario Benedetti


Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que congregar todos los odios
y además los aviones y los tanques,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que bombardearlo hacerlo llama,
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que desatar la guerra turbia,
para vencer al hombre de la paz
y acallar su voz modesta y taladrante
tuvieron que empujar el terror hasta el abismo
y matar mas para seguir matando,
para batir al hombre de la paz
tuvieron que asesinarlo muchas veces
porque el hombre de la paz era una fortaleza,

Para matar al hombre de la paz
tuvieron que imaginar que era una tropa,
una armada, una hueste, una brigada,
tuvieron que creer que era otro ejercito,
pero el hombre de la paz era tan solo un pueblo
y tenia en sus manos un fusil y un mandato
y eran necesarios mas tanques mas rencores
mas bombas mas aviones mas oprobios
porque el hombre de la paz era una fortaleza

Para matar al hombre de la paz
para golpear su frente limpia de pesadillas
tuvieron que convertirse en pesadilla,
para vencer al hombre de la paz
tuvieron que afiliarse siempre a la muerte
matar y matar mas para seguir matando
y condenarse a la blindada soledad,
para matar al hombre que era un pueblo
tuvieron que quedarse sin el pueblo.


CHILE: OS MIL DIAS DA UNIDADE POPULAR (1970-1973)



Por Augusto Buonicore



A Vitória de Allende


Em janeiro de 1970 a Unidade Popular ainda não tinha decidido quem seria o seu candidato à presidência da República. Existia certa resistência ao nome do socialista Salvador Allende que havia sido derrotado por três vezes consecutivas. Enquanto se desenvolviam as negociações, o Partido Comunista lançou o seu próprio candidato: o poeta Pablo Neruda. No entanto, a situação exigia a unidade das forças de esquerda e, finalmente, chegou-se a um acordo em torno do nome do candidato socialista.

A Unidade Popular (UP) foi composta pelos partidos socialista, comunista, radical, social-democrata, Movimento de Ação Popular Unitário (Mapu) e Ação Popular. As duas principais forças eram a socialista e a comunista. O Partido Socialista podia ser considerado a extrema-esquerda da Internacional Socialista. Muitos de seus dirigentes se diziam marxista-leninistas e defendiam Cuba socialista. O Partido Comunista do Chile, por sua vez, era o maior partido da esquerda e, nas últimas eleições, tinha conseguido aproximadamente 17% dos votos e eleito 21 deputados e 5 senadores.

A campanha da UP ganhou o país e mobilizou centenas de milhares de trabalhadores. Todos pressentiam que chegara a hora da esquerda chilena. Mais de 400 mil pessoas se reuniram no último comício realizado na capital. Em 4 de setembro de 1970 Allende venceu por uma margem bastante apertada. Ele obteve 36,6% dos votos, Jorge Alessandri do Partido Nacional (direita) 34,8% e Radomiro Tomic da Democracia Cristã 27%. Uma multidão tomou as ruas de Santiago.

Contudo, a guerra ainda não havia sido ganha. Como nenhum dos candidatos obteve maioria absoluta dos votos cabia ao Congresso Nacional, no qual a UP era minoria, confirmar o candidato vencedor. Começou, assim, uma intensa pressão da burguesia sobre os parlamentares democrata-cristãos para que não aceitassem o resultado das urnas.



A CIA trama contra a posse de Allende


Num discurso pronunciado em 14 de setembro de 1970, o secretário de Estado estadunidense Henry Kissinger afirmou: “É muito fácil prever que a vitória de Allende possibilitará o estabelecimento de um governo comunista. Nesse caso, não se trata de um governo desse tipo numa ilha sem tradição e nem impacto na América Latina (...). A evolução da política chilena é muito séria para os interesses da segurança nacional dos Estados Unidos”.

Em 21 de setembro a CIA enviou um telegrama aos seus agentes em Santiago: “O propósito da operação é evitar que Allende assuma o poder. O suborno do Parlamento foi descartado. O objetivo é a solução militar”. Um relatório da embaixada norte-americana enviado à Kissinger afirmava: “o general Schneider tem que ser neutralizado, tirado da frente se por preciso”. O comandante-em-chefe do Exército, general René Schneider, era um legalista e se opunha aos projetos golpistas da direita militar. Por isto, segundo a CIA, ele precisava ser eliminado.

No começo de outubro outra mensagem chegou à capital chilena: “Criar um clima de golpe mediante propaganda, desinformação e atividades terroristas destinadas a provocar a esquerda para ter um pretexto para um golpe”. Alguns dias depois um agente da CIA em Santiago informou sua sede em Washington que o “general Viaux propôs seqüestrar os generais Schneider e Prats dentro das próximas 48 horas”. A resposta foi: “Informar a esses oficiais golpistas que o governo dos EUA lhes dará apoio total no golpe.” Os americanos não só sabiam do plano terrorista de matar o comandante do Exército chileno como o apoiavam. O próprio adido militar dos Estados Unidos entregou três metralhadoras aos oficiais golpistas, liderados por Viaux e Valenzuela, que assassinariam o general Schneider no dia 25 de outubro.

O fato ocorreu poucas horas antes da votação no Congresso que deveria homologar o nome de Allende. A CIA exultou: “24 horas da reunião do Parlamento, um clima de golpe existe no Chile (...) o atentado contra o general Schneider produziu conseqüências muito próximas das previstas no plano de Velenzuela (...). Em conseqüência, a posição dos conspiradores foi reforçada”. Ledo engano.

O país ficou consternado e o resultado acabou sendo desfavorável às forças de direita. A ala democrática da Democracia Cristã venceu e, em 24 de outubro, o congresso acabou reconhecendo a vitória de Allende. Em troca exigiu a aprovação do Estatuto de Garantias Constitucionais pelo qual o novo governo socialista ficava proibido de mexer nos meios de comunicação privados, na educação e nas Forças Armadas. Um acordo que o novo governo cumpriu religiosamente nos seus mil dias conturbados.

O primeiro ministério refletiu a nova correlação de forças existente no Chile. Dele participavam cinco ministros socialistas, três comunistas, três radicais, um do MAPU, um da AP e um da esquerda independente. A esquerda havia conquistado o governo e não o poder. Os poderes legislativo e judiciário continuavam firmes nas mãos de representantes da burguesia. A subestimação deste dado da realidade criou perigosas ilusões no seio das forças socialistas chilenas.



As medidas econômicas e sociais do governo Allende


Uma das principais bandeiras da UP foi a nacionalização das minas de cobre. O cobre representava cerca de 80% das exportações chilenas e estava nas mãos de três grandes monopólios estrangeiros: a Anaconda, a Kennecott Cooper e a Serro.

A lei de nacionalização foi aprovada em 11 de julho de 1971 com o voto unânime do congresso nacional – nem a direita entreguista teve coragem de votar contra um anseio tão profundo da nação chilena. O governo também nacionalizou as indústrias do ferro e do salitre. Interveio na Companhia de Telefones do Chile, que era filial da poderosa ITT norte-americana e estatizou o sistema bancário, nele se incluía o City Bank. As nacionalizações feriram profundamente os interesses privados das companhias estadunidenses.

Após a estatização dos bancos o governo orientou o crédito para os pequenos e médios produtores e para projetos de desenvolvimento industrial e social. Houve uma significativa redução dos juros. Reativou-se o setor de construção civil, adotando uma ousada política de construção de casas populares.

Foram estabelecidas relações diplomáticas e comerciais com Cuba, China, Vietnã e Coréia do Norte. Realizou-se uma reforma agrária abrangente que resultou na quase extinção do latifúndio improdutivo. Neste período expropriaram-se cinco milhões de hectares em benefício de mais de 40 mil famílias.

As medidas econômicas e sociais adotadas levaram que no primeiro ano de governo a produção industrial aumentasse em 12% e o PIB crescesse 8,3%, índice inédito até então. Reduziu o nível de desemprego e ocorreu um processo rápido de recuperação salarial. A participação dos assalariados na renda nacional subiu de 53% para 61%. A CUT foi legalizada e passou de 700 mil para 1 milhão de filiados.

Todas as crianças chilenas passaram a ter o direito a meio litro de leite por dia. O governo Allende ampliou drasticamente os serviços médicos e escolares. Estas medidas levaram a uma redução significativa da mortalidade infantil e dos níveis de analfabetismo. A previdência foi estendida para 330 mil pequenos comerciantes e feirantes e 130 mil pequenos industriais, artesãos, desportistas profissionais etc.

Em abril de 1971, a UP teve mais uma estrondosa vitória nas eleições municipais. Ela conseguiu 50,2% dos votos enquanto a DC atingiu 27% e o PN apenas 20%. A votação refletiu a rápida mudança de espírito das massas populares – um deslocamento para esquerda – e reforçou a tese sobre a possibilidade de um “via chilena para o socialismo”. Esta se daria pela articulação do avanço institucional da esquerda, através das eleições, e a mobilização e organização das massas populares.



A ofensiva conservadora contra o governo popular


Desde a posse de Allende o imperialismo norte-americano, em conluio com setores da grande burguesia, implementou um plano metódico de destruição da economia chilena. De repente, os créditos externos desapareceram, houve uma corrida aos bancos e os capitais foram enviados ilegalmente para o exterior.

No mês de outubro de 1972 eclodiu a greve dos caminhoneiros que foi seguida por uma greve no comércio, nos transportes urbanos, nos hospitais particulares etc. Era uma greve insurrecional da burguesia. Neste período mais de trezentas mil cabeças de gado foram contrabandeadas e dez milhões de litros de leite atirados nos rios para que não chegassem nas mesas das crianças pobres. A terra não foi semeada e a produção de alimentos caiu catastroficamente.

Em pouco tempo começou a faltar alimentos nas grandes cidades. Proliferou o mercado negro e incentivou-se o processo inflacionário. O governo só não caiu graças a mobilização e a auto-organização popular. Diante da tentativa da burguesia em parar a nação, os trabalhadores ocuparam as fábricas fechadas e as mantiveram produzindo num ritmo superior a média anterior. Os camponeses ocuparam as fazendas paralisadas. Nas cidades, as comunas organizaram o abastecimento e montaram brigadas para ir ao campo ajudar na colheita e no transporte. Realizaram-se tentativas heróicas de furar o cerco imposto pela greve dos caminhoneiros. Diante da ameaça de golpe formaram-se os “cordões industriais”, como instrumento de autodefesa proletária. O povo chileno tomou em suas mãos desarmadas a defesa da revolução.

O resultado desta ofensiva golpista foi a redução do nível de crescimento e o PIB caiu para 5% em 1972. Mesmo assim, esse índice não foi tão catastrófico como poderia ter sido sem a mobilização dos trabalhadores para vencer a sabotagem do imperialismo e dos monopólios. A situação econômica se tornou mais grave em 1973.



A Democracia Cristã: entre a cruz e a espada


A eleição de Allende só foi possível graças aos votos dos deputados da DC – liderados por Tomic. Durante mais de seis meses existiu um relativo entendimento entre congresso e o executivo. No entanto, vários acontecimentos minaram esta relação e colocaram a maioria da DC no colo do Partido Nacional.

Em 8 de junho de 1971 um agrupamento de extrema-esquerda assassinou o ex-ministro democrata-cristão Edmundo Zukovic. Existia uma forte suspeita que por trás das mãos dos terroristas estava a CIA. A ala direita da DC aproveitou-se da oportunidade para neutralizar a ala democrática do partido e exigiu o rompimento de todos os acordos com o governo.

Ainda em julho ocorreu, em Valparaíso, uma eleição complementar para a vaga de um deputado da DC que tinha falecido. Ali a UP havia conseguido 49% dos votos em março. Allende , então, propôs que ela apoiasse o candidato da DC e colocasse como condição que ele não fosse contra o governo. A UP recusou e lançou candidato próprio. O Partido Nacional retirou sua candidatura e apoiou, pela primeira vez, o candidato democrata-cristão – a condição agora é que ele fosse da oposição. A campanha foi dura e houve troca de acusações. O resultado da disputa foi a derrota da UP e o fortalecimento da ala direita da DC. No mesmo mês a ala esquerda daquele partido se desligou e formou o Movimento de Esquerda Cristã, que solicitou ingresso na UP.

A CIA compreendeu a importância desta eleição e destinou 150 mil dólares para o candidato oposicionista. Rompeu-se assim o equilíbrio partidário que permitiu a vitória de Allende em 1970 e foi se constituindo uma ampla frente de oposição que adquiriu um caráter golpista. O governo começou a ficar isolado no parlamento. Dias mais difíceis viriam.

No dia 10 de novembro de 1971 Fidel Castro chegou ao Chile para uma visita. Ele ficou no país por três semanas. Antes que partisse, milhares de mulheres da burguesia e das classes médias realizaram uma grande manifestação denominada “Marcha da Panela Vazia”. A manifestação “pacífica” era acompanhada por grupos paramilitares de direita que tentavam provocar os carabineiros e criar distúrbios nas ruas.

O resultado das provocações direitistas foi um grave confronto que deixou vários feridos. Pela primeira vez na história chilena a polícia desbaratava, com firmeza, uma manifestação provocadora da burguesia. Indignado o presidente da Federação dos Estudantes da Universidade Católica afirmou: “acusamos o governo de transformar o corpo de carabineiro em um aliado impudico das forças marxistas”. Formou-se uma cadeia nacional contra o governo Allende. Todo este movimento de “guerra psicológica” era patrocinado pelo governo norte-americano. Foi decretado o Estado de Emergência na capital para conter novas manifestações da direita.

Consolidou-se, assim, o rompimento da DC com a UP e sua aproximação definitiva com o Partido Nacional. O Congresso passou a exigir a demissão do ministro do interior, José Toha. A Câmara de Deputados votou a destituição do ministro. A decisão inconstitucional foi confirmada pelo Senado. Os três comandantes em chefe das Forças Armadas reconheceram o direito de Allende de nomear e demitir ministros. A Corte Suprema também confirmou a prerrogativa constitucional do presidente da República. No final de 1971, a legalidade ainda jogava do lado da UP.

Esta foi uma clara manobra da direita parlamentar no sentido de alterar o regime político, passando poderes do presidente progressista para um congresso conservador. Tentativa que, naquele momento, não obteve o resultado esperado. Estabeleceu-se, assim, uma clara ruptura entre os poderes da República. O parlamento se constituiu num obstáculo permanente para a ação do governo legítimo. O congresso não aprovava mais nenhum projeto do executivo e, ao mesmo tempo, não tinha quorum suficiente para destituí-lo. Abriu-se uma crise institucional de grande proporção.




As Classes Médias e o Governo Allende.


As vacilações da Democracia Cristã estavam ligadas às vacilações das próprias classes médias urbanas que constituíam a sua principal base social. O governo Allende, nos seus primeiros anos, fez um grande esforço para atrair esses setores médios da sociedade. Entre as medidas adotadas se encontravam a redução dos juros, reorientação dos créditos bancários, diminuição de impostos e a extensão da previdência para pequenos e médios industriais, comerciantes e profissionais liberais.

Apesar disto, um setor importante das classes médias veio a engrossar o movimento oposicionista ao governo Allende. Por trás desta posição estavam certas predisposições ideológicas provenientes de sua posição social particular no modo de produção capitalista. Um das principais características da ideologia da classe média é o medo da proletarização.

No caso dos países capitalistas dependentes existia um agravante, como afirmou Altamirano: “as classes médias dos países de capitalismo dependente (...) gozam de um quadro de privilégios relativos. Seu padrão de vida é significativamente superior ao das grandes massas empobrecidas da cidade e do campo. Aqui existe um desnível de vida consideravelmente maior que nos países capitalistas avançados, entre as massas populares, de um lado, e grande parte dos intelectuais, dos empregados e da pequena burguesia ligada ao comércio, aos transportes, de outro. Essa particularidade dificulta uma aliança objetiva com o proletariado; como o processo revolucionário deve forçosamente impor uma distribuição de renda eqüitativa para as grandes massas, a deterioração relativa dos setores médios é quase inevitável”.

Para entender a essência do discurso da direita para as classes médias, utilizando de seus preconceitos arraigados, o autor utilizou uma imagem bastante interessante: “Foi como se a burguesia lhes tivesse sussurrado ao ouvido: ‘Cuidado! Nós somos os primeiros, mas depois virão vocês (...). Hoje expropriam as grandes empresas, mas terminarão por estatizar até os pequenos negócios (...). Foi sempre assim em todos os países socialistas (...). De modo que a gente precisa se defender juntos’”. E assim foi feito. Quando do golpe militar a propaganda terrorista anticomunista já tinha realizado o seu trabalho e uma parte da classe média estava plenamente convencida que “comunista bom é comunista morto!” e quem ainda apoiava Allende só podia ser comunista.



Terrorismo e Golpe de Estado


O clima de guerra civil e as dificuldades econômicas, impostos pela grande burguesia e o imperialismo, não haviam conseguido diminuir o prestígio do governo diante das classes populares. Nas eleições parlamentares de março de 1973, a UP conquistou 44% dos votos e se consolidou como principal organização política do Chile. O aumento do número de parlamentares progressistas inviabilizou a idéia do golpe branco, parlamentar, visando destituir Allende. Agora só havia um caminho para a oposição rebelada: o golpe militar.

Apesar da relativa redução dos votos, em relação às eleições municipais de 1971, o que podia ser constatado era um aumento constante do número absoluto de eleitores da UP: um milhão em 1970, um milhão e quatrocentos mil em 1971 e um milhão e seiscentos mil em 1973. A maioria dos trabalhadores assalariados ainda estava com Allende.

Acompanhando o crescimento da UP ocorreu o crescimento da violência promovida pela extrema-direita. Em fevereiro de 1972 o alto comando militar já havia desbaratado um plano para assassinar Allende. Foram presos vários oficiais e civis ligados ao grupo fascista “Pátria e Liberdade”. Por trás do complô estavam alguns generais. Neste mesmo período, dezenas de militantes de esquerda foram assassinados. Em 26 de julho de 1973 o próprio comandante Arturo Araya, adido naval do presidente, foi morto num atentado. Nos últimos meses do governo Allende a direita cometeu, em média, 21 atos terroristas por dia.

Sob a alegação de combater a violência crescente, o Congresso aprovou a Lei de Controle de Armas. O controle voltou-se, exclusivamente, contra o movimento popular. As Forças Armadas realizaram centenas de incursões nos bairros operários, nas fábricas, nas universidades em busca de armas. Os grupos para-militares de direita não foram molestados. Era uma medição de forças para o combate que se aproximava.

Os acontecimentos se sucederam num ritmo que atropelou a própria esquerda. Em maio de 1973, setores militares ujá haviam decidido dar o golpe de Estado. Para ajudar no clima de desestabilização, os empresários patrocinaram uma greve no transporte urbano. Em resposta, em 21 de junho, a Central Única dos Trabalhadores chilena realizou uma greve geral contra o golpismo e em apoio ao governo. Um milhão de trabalhadores desfilou pelas ruas de Santiago.

Poucos dias depois, no dia 29, ocorreu uma primeira tentativa golpista. Um regimento de blindados tentou atacar o Palácio presidencial. O próprio general Prats, numa ação corajosa, se dirigiu pessoalmente para as tropas insurretas e deu ordem de prisão aos seus comandantes. Ele pagaria caro pelo seu ato.

Prats era então o comandante-em-chefe do Exército e havia sido indicado para o Ministério do Interior após a greve patronal de outubro de 1972. Era um legalista fervoroso e um obstáculo aos intentos golpistas. Isto levantou contra ele o ódio dos setores direitistas da sociedade e das Forças Armadas. Em 21 de agosto centenas de mulheres realizaram um ato na frente de sua residência exigindo sua renúncia e dirigindo insultos contra sua honra. Eram as esposas e filhas da alta oficialidade. Os generais, como era o esperado, não se solidarizaram com seu comandante. Prats foi obrigado a renunciar e com ele saíram vários generais legalistas. Estavam abertas as portas para o golpe militar.

Aproveitando o clima existente, a Democracia Cristã fez aprovar na Câmara dos Deputados uma resolução declarando a “ilegitimidade” do governo. Novamente os trabalhadores tiveram que responder as manobras de direita e realizaram uma gigantesca manifestação na qual cerca de 800 mil pessoas saíram às ruas gritando: “Allende, Allende, o povo te defende!”. Sem o saber, esta seria a última homenagem que o povo chileno prestaria ao seu valoroso presidente. Era 3 de setembro.



O Golpe de 11 de Setembro


Nas primeiras horas da madrugada do dia 11 de setembro a marinha se sublevou em Valparaíso, depois de participar de uma manobra conjunta com a marinha norte-americana. As primeiras notícias eram confusas. Pouco a pouco foi ficando claro que se tratava de um golpe militar dirigido pela cúpula das Forças Armadas. A frente de todas as operações golpistas estava o novo comandante-em-chefe do Exército, um dos homens de confiança de Prats e do próprio presidente. Ele se chamava Augusto Pinochet.

Ao receber as notícias das operações militares, Allende se dirigiu ao Palácio da Moneda. Com este pequeno grupo de homens e mulheres o presidente enfrentou por horas os ataques de tropas de infantaria, blindados e os temidos bombardeiros Hawker Hunter. Às 9 horas da manhã ainda pensou em distribuir armas para os trabalhadores. Convocou o comandante-em-chefe dos Carabineiros, general Sepulveda, e perguntou-lhe:

- General, só resta distribuir armas ao povo. O senhor pode fazê-lo?

- Distribuir armas, eu? Como quer que eu distribua armas?

Naquele momento as últimas tropas leais dos carabineiros se retiravam. O comando já não estava mais nas mãos do estupefato general.

Depois de mais de dois anos de governo não havia sido construída nenhuma estratégia para responder a um possível golpe militar, apesar das inúmeras ameaças e do crescimento da violência fascista. Confiou-se integralmente nos dispositivos militares legalistas de Allende. Quando este falhou, o governo e o povo ficaram sem uma alternativa viável. Os poucos agrupamentos armados de estudantes e de operários foram prontamente massacrados numa luta desigual. Milhares morreram esperando os regimentos leais ao governo. Uma página heróica e trágica da história dos trabalhadores latino-americanos.

Uma proposta de constituição de uma comissão militar integrada por oficiais leais e dirigentes ligados a Unidade Popular foi rejeitada. Apenas no final de agosto de 1973 começou a ser aventada a possibilidade de aplicação da lei de Defesa Civil que permitiria articular os carabineiros, ainda leais ao governo, e as organizações populares e sindicais. Esta era uma lei de 1945 e visava defender o país quando ele estivesse em perigo iminente. O plano não conseguiu sair do papel diante da oposição.

Na verdade, como afirmou Altamirano, “faltou à Unidade Popular a capacidade de prever a alterar as formas de luta quando isto se tornou necessário”. Agarrou-se às instituições do Estado burguês quando a burguesia já as havia abandonado e caminhava abertamente no sentido da insurreição armada. Continuou: “Mas não era viável nem possível a manutenção de uma linha política institucional até iniciar a ‘construção do socialismo’, sem provocar rupturas. Por exclusiva vontade das classes dominantes, a confrontação devia produzir-se nalgum momento desse itinerário. E, por isto, o processo devia obrigatoriamente, contar com uma estrutura defensiva militar.” Recuar, fazendo novas concessões à Democracia Cristã, ou avançar, rompendo a legalidade burguesa. Uma decisão nem sempre fácil de ser tomada.

Este, talvez, tenha sido o grande dilema e uma das limitações da experiência de “via chilena para o socialismo”. Mas, os possíveis erros não devem encobrir o heroísmo da esquerda chilena e de seu valente presidente. As últimas palavras de Allende ainda repercutem na alma do seu povo: “Diante desses fatos, só me cabe dizer aos trabalhadores: não vou renunciar (...) pagarei com minha vida a lealdade do povo (...). Outros chilenos superarão esse momento amargo em que a traição pretende se impor; continuem sabendo que muito mais cedo que tarde novamente se abrirão as grandes avenidas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor. Viva o Chile! Viva o povo! Vivam os trabalhadores!”. Em poucos minutos cairia morto o companheiro presidente e o povo nas barricadas e nas ruas responderia: “Allende, presente! Agora e sempre!”.



BIBLIOGRAFIA:



· Altamirano, Carlos – Dialética de uma derrota, Ed. Brasiliense, S.P, 1979

· Alegria, Fernando – Allende, a paz pelo socialismo, Ed. Brasiliense, S.P., 1983

· Debray, Régis – Conversación com Allende, Ed. Siglo Veintiuno, México, 1973

· Garcés, Joan – Allende e as armas da política, Ed. Scritta, S.P, 1993

· Harnecker, Marta – Tornar possível o impossível, Ed. Paz e Terra, S.P., 2000

· Jara, Joan – Canção inacabada – a vida de Victor Jara, Ed. Record, R.J.., 2002

· Marín, Gladys – “Salvador Allende en el centro da la conciencia de los pueblos” in La Insignia , Chile, janeiro de 2003

· Moraes, João Quartim de – Liberalismo e Ditadura no Cone Sul, IFCH-Unicamp, 2003



* Augusto César Buonicore é historiador e membro do Comitê Central do PCdoB

Roda Viva


Haroldo Lima
Diretor-geral da ANP


O futuro do Brasil com o pré-sal


Os recursos da reserva do pré-sal podem transformar o Brasil em potência mundial. A descoberta da camada de petróleo e gás natural deixará a economia brasileira em evidência e irá colocá-la em um novo patamar, com aumento de empregos, de investimentos externos e reflexos diretos no Produto Interno Bruto do país.

Para que o resultado gere bons frutos para a economia brasileira, a exploração do pré-sal precisa ser bem feita, seguindo regras que ainda não estão aprovadas pelo Congresso, que irá analisar também os riscos e desafios tecnológicos, ambientais e econômicos que a exploração do pré-sal implica.

A ANP foi implantada em janeiro de 1998, para regular as atividades que integram a indústria do petróleo e gás natural e a dos biocombustíveis do país e é também responsável pela execução da política nacional para esses setores.

Haroldo Lima é engenheiro eletricista e está na direção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis desde 2003. Em outubro de 2005 assumiu a direção-geral da ANP.

Participam como convidados entrevistadores:
Sérgio Lírio, redator-chefe da revista Carta Capital; Alexa Salomão, editora da revista Época Negócios, Jonathan Wheatley, correspondente do jornal Financial Times e Irany Tereza, coordenadora de economia da sucursal do Rio de Janeiro do jornal O Estado de São Paulo e da Agência Estado.
Twitters no estúdio: Glauber de Almeida Macario, jornalista (http://www.twitter.com/glaubermacario); Dalton Rocha de Oliveira, engenheiro eletrônico (http://twitter.com/daltonmaxx) e Marcelo Soares, jornalista (http://twitter.com/msoares).
Fotógrafo convidado: Joana Rocha, designer e fotógrafa (http://www.flickr.com/photos/joanarocha/).

Apresentação: Heródoto Barbeiro



Transmissão ao vivo pela Internet a partir das 17:30.



O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h10.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www2.tvcultura.com.br/rodaviva

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News Negro

...A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, será a encarregada de apoiar a candidatura de Chicago na reunião que o COI (Comitê Olímpico Internacional) realizará em Copenhague, em outubro, para anunciar a sede dos Jogos de 2016....
http://www1. folha.uol. com.br/folha/ esporte/ult92u62 2690.shtml
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Tudo bem, ela tá lutando pelo seu pais!
Agora, apesar de não ver com bons olhos essa tal de Olimpiada no RJ, pois afinal os Panamericanos não melhoraram nada o Rio, onde esta a Primeira Dama da nossa nação!?

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HEITOR (((((º_º))))) CARLOS
http://portodoscasa is.blogspot. com/
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Energia

Energia
Yeda examina modelo e distribuição dos royalties do pré-sal com parlamentares
O governo do Estado já desenvolve estudos para implantar uma política de desenvolvimento industrial para o RS a partir do pré-sal. Habitação
Convênios garantem construção de mais de 450 moradias populares
Repasses do governo do Estado somam mais de R$ 2 milhões, além da contrapartida de prefeituras. Relações Internacionais
Governadora destaca importância de intercâmbio entre o RS e a Itália
Yeda Crusius recebeu no Piratini o governador da região de Friuli Venezia Giulia, Renzo Tondo. Saúde
Segunda etapa da vacinação contra a poliomielite ocorre no dia 19
A meta de imunização no RS é vacinar 95% de 716.855 crianças menores de cinco anos de idade. Defesa Civil
Chuva segue e Estado intensifica ajuda a municípios atingidos por temporal
O governo do Estado já enviou 43.790 itens, entre telhas, kits de forros de cama, cestas básicas e kits de limpeza para municípios atingidos.
Fonte: Piratini

Festa Italiana

A FESTA ITALIANA DE BERLUSCONI NA CASA DA MÃE JOANA – O BRASIL





Laerte Braga





Os rumos tomados no julgamento do pedido de extradição do refugiado político Cesar e Battisti sugerem que o representante do primeiro-ministro Sílvio Berlusconi dessa vez não contratou garotas de programa para a festa do chefe, mas ministros da STF DANTAS INCORPORATION LTD. Empresa cujo controle acionário é detido, em sua maioria, pelo banqueiro Dan i el Dan tas.



O voto do ministro italiano César Peluzo foi um primor de um exercício de contorcionismo e pusilanimidade. Deve ter estado no gabinete de Gilmar Mendes, presidente da outrora chamada Suprema Corte, naturalmente pela porta dos fundos e visto os fundos necessários para cair de quatro e proclamar “Ave Berlusconi”.



Peluzo foi o relator da matéria. Foi seguido em seu parecer pelos ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Brito e Ellen Gracie.



Eros Graus, Joaquim Barbosa e Carmen Lúcia, minoritários na empresa e contrários à transformação da corte em departamento dos negócios de Dan tas, agora também de Berlusconi ( Dan tas e Berlusconi têm negócios em comum), rejeitaram o papel que Peluzo desenhou em seu relatório e continuam de pé e bípedes. Não caíram de quatro.



O ministro da Justiça Tarso Genro disse em conversa com jornalistas estar estranhando a interferência italiana nos negócios internos do Brasil, as pressões sobre o governo brasileiro e a cooptação de ministros da STF DANTAS INCORPORATION LTD – os cooptáveis evidente –. Não percebeu que desmoralizado em seu país, a Itália, Berlusconi precisa apresentar a cabeça de Battisti como troféu para não perder o cargo de primeiro-ministro.



Isso no firme propósito de transformar a Itália num grande bordel, já que não conseguiu emplacar as candidaturas de suas “garotas” para o Parlamento europeu. O projeto inicial era mais ambicioso, mas algumas das moças abriram a boca e frustraram esse objetivo, vai ter que ficar restrito à Itália mesmo.



Gilmar Mendes, nessa história toda, não fez nada diferente, desde o princípio, que não mentir, tripudiar sobre a lei, os direitos humanos, o direito internacional e agir como se fosse - e tem sido – o real detentor da palavra final no Brasil.



O pedido de vista feito pelo ministro Marco Aurélio Mello, que deve votar contra a extradição não muda o resultado final, pelo menos aparentemente, já que Gilmar é o porta-voz do embaixador de Berlusconi, o tal que entrou pela porta dos fundos.



Esse tipo de decisão, se concretizada, deixa um dilema para os brasileiros. Somos colônia italiana, colônia norte-americana, ou não somos nada? Quem sabe casa da mãe Joana?



A Constituição e a jurisprudência consagra isso, determina que cabe ao poder Executivo conceder ou não refúgio político. O ato do ministro Tarso Genro concede esse status a Cesar e Battisti. A alegação do funcionário de Dan tas Cesar Peluzo que os crimes cometidos por Battisti não têm caráter político e os fundamentos utilizados para justificar essa conclusão, ou são de alguém que não tem a menor idéia de nada, ou de alguém comprado, literalmente. Battisti ficou na França durante todo o governo de François Mitterrand sob esse epíteto, refugiado político. Se Peluzo não sabe disso não tem além da reputação ilibada – não tem – o tal notável saber jurídico. Os outros ministros que votaram a favor da extradição são marionetes de Gilmar Mendes.



A Procuradoria Geral da República entendeu que o ato do ministro da Justiça é lícito, válido do ponto de vista do direito e não caberia ao STF DANTAS INCORPORATION LTD julgar esse assunto. Letra morta desde o decreto assinado por Tarso.



Só o governo da Itália, o embaixador italiano e o tucano (sinônimo de corrupto) Gilmar Mendes entenderam que a coisa não é assim. O entendimento desse tipo de gente é lucro. Constituição para eles é percentual, chave do cofre, coisa assim. As comemorações são nos palácios de Berlusconi com direito a moças e etc e tal. No caso de Gilmar as maracutaias com a Prefeitura de sua cidade, o governo nos contratos de prestação de serviços e o silêncio da mídia com o convite a jornalistas da GLOBO para ministrarem aulas. Conhecimento de pilantragem no jornalismo é o caso.



Pretender que o Senado investigue toda essas trapaças, todos os reais motivos que transformam o Brasil, nesse episódio, numa nação de segunda categoria, é sonhar o impossível. O presidente da Casa é José Sarney, boa parte dos senadores se guiam por Tasso Jereissati, Artur Virgílio, Sérgio Guerra, Jarbas Vasconcelos sem falar num tonto perdido em meio a cartões vermelhos, amarelos, etc, chamado Eduardo Suplicy. Não fala e anda ao mesmo tempo, enrola a língua, engole o apito e acaba se auto expulsando.



Os fatos não significam que Cesar e Battisti vá ser entregue à sanha de um fascista movido a pornografia barata, falo de Sílvio Berlusconi, doublê de primeiro-ministro e banqueiro. Nem todos no Brasil se chamam Gilmar Mendes e operam na lógica criminosa de Dan i el Dan tas. Cesar Peluzo é só uma figura menor nesse episódio. Como os ministros que votaram a favor da extradição.



O que é importante perceber nesse episódio é que por trás do pedido de extradição de Battisti há todo um aparato destinado a encurralar o governo de Lula, debilitá-lo ao ponto da desmoralização e os olhos dessa gente estão postos em 2010.



E 2010 não vai ser apenas um ano eleitoral. Vai estar em jogo a opção de buscarmos um reencontro com a independência real, a soberania efetiva do Brasil, ou a capitulação.



Gilmar Mendes é parte do processo. Mas é como um gangster que acompanha os chefes, ou o chefe. Aqueles que ficam atrás de Capone, prontos a rir das piadas sem graça do chefe. Cumpre um papel e sua absoluta falta de escrúpulos o credenciou para ser indicado por FHC para o STF. Num dado momento torna-se incômodo e desnecessário. Aí recebe uma aposentadoria, um prêmio.



O que está em jogo é bem mais que o ato criminoso de romper com as tradições históricas do País e entregar Battisti a um líder fascista e desmoralizado em seu próprio país. Para que possa ser apresentado como troféu em campanhas eleitorais.



E nesse dilema os brasileiros têm a opção de optar por manter a dignidade nacional, ou como FHC, patrão de Gilmar, ceder a governos e interesses estrangeiros. Um livro recente de uma pesquisadora inglesa, todo ele baseado em documentos oficiais mostra que o ex-presidente é tão somente um desses canalhas refugiados no patriotismo canhestro e traidor que costuma ornar o caráter, ou a falta de, dessa gente.



Para eles conta o saldo em conta. Ou as meninas de Berlusconi.



Esse tipo de situação só se tornou possível como conseqüência dos exercícios de malabarismo político de Lula. Superestimou sua força e subestimou a dos bandidos. Esqueceu-se que para além da figura Luís Inácio Lula da Silva existe uma luta e uma caminhada que não são nem individuais e nem de um só partido, ou só um grupo.



É muito maior. A grande mídia, toda ela a serviço de países e grupos estrangeiros, sem o menor compromisso com o Brasil chama Battisti de “terrorista”. Tenta alienar o cidadão, mais ou menos confundir fauna com flora como fez dia desses a veneranda senhora Ana Maria Braga.



Não é uma ação isolada. É parte de um processo muito maior que a simples ocupação e controle do governo e de uma nação como o Brasil. Lula acreditou ser possível governar em alianças com esse tipo de gente.



Paga o preço de ter-se enrolado em seu próprio novelo.



Para Gilmar Mendes pouco importa o destino de Cesar e Battisti. É só um a peça, alguém que estava no lugar errado, na hora errada e virou moeda de troca, peão num jogo sórdido de um mundo institucional podre e sem sentido.



Por extensão pouco importa o Brasil, sua história, muito menos o direito, pouco importam os brasileiros.



Uma eventual entrega de Battisti ao governo fascista de Berlusconi (não é extradição, criminosos são extraditados, Battisti é refugiado político) transforma o Brasil em Casa da Mãe Joana.



E esses caras, Gilmar, FHC, Sarney, Jereissati, Virgílio, ministros de fancaria como Cesar Peluzo nem se preocupam ou estão aí para isso.



São figuras repulsivas.



Ou o Brasil vai ser maior que eles, depende dos brasileiros, mas depende muito mais de Lula perceber que é preciso mostrar a cara real desse bando. Só o discurso, vai acabar sendo feito num deserto.



O espetáculo ainda não acabou. Mas Berlusconi já está encomendando meninas e champanhe para a festa em homenagem a Gilmar Mendes. Peluzo é adereço, entra por força das circunstâncias. Uma taça e olhe lá. Um Pastinha um pouco maior.



Cabe a Lula mostrar agora que é grande. Ou ficar pequeno de vez. Vale dizer entender que para além de se acreditar o cara na baba escorregadia de Obama, corre o risco de virar porteiro na festa de Berlusconi.



E com chapéu de bobo.



Não desanime. Você pode exercer o seu direito de escolha. É que querem que seja democrático o nome da cobra píton encontrada no estado do Rio. Ela está em Niterói, e uma píton albina, rara na espécie. Você pode ir no twitter e escolher entre Michael, Bil, Rafael ou Sivuca.



E a democracia e a pátria amada estão salvas.














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Solidariedade para Victor Graeff

Sossella e presidente da Amasbi levam solidariedade política para Victor Graeff



A solidariedade política e um mutirão de limpeza marcaram o chuvoso dia de sexta-feira (11) em Victor Graeff, município de 3.500 habitantes atingido na última segunda-feira (7) por um vendaval com características de tornado.



Enquanto voluntários e funcionários públicos cedidos por vários municípios da região da Amasbi enfrentavam a chuva para recolher destroços espalhados por toda cidade, o prefeito Paulo Lopes Godoi (PMDB) recebeu a visita do presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Parlamento gaúcho, deputado Gilmar Sossella (PDT), e do presidente da Associação dos Municípios do Alto da Serra do Botucaraí, Gelson Cainelli (PP).



Além da solidariedade política, Sossella, Cainelli e Godoi discutiram possíveis alternativas para socorrer os municípios atingidos por desastres naturais. Os líderes políticos entendem que é preciso a disponibilização imediata de recursos para que os prefeitos possam superar as dificuldades causadas por temporais, enchentes ou secas.



Conforme o prefeito Paulo Lopes Godoi, os prejuízos econômicos de Victor Graeff devem ultrapassar o montante de 15 milhões. A cifra assusta, principalmente se comparada ao orçamento anual do município, que é de nove milhões de reais. Somada com a queda no repasso do FPM, os números comprometem quase um terço do mandato da atual administração.



O presidente da Amasbi, Gelson Cainelli, anunciou que a entidade inicia na próxima semana o estudo de um projeto para criar um fundo de reserva especial para ajudar com dinheiro os municípios atingidos por desastres naturais. O deputado Sossella antecipou apoio à iniciativa e sugeriu a análise a partir do índice do ICMS de cada municípios, e afirmou:



"Precisamos criar mecanismos do Estado para prevenir situações como de Victor Graeff. A rápida disponibilização de recursos vai ajudar os prefeitos a promover a recuperação social e econômica dos municípios em situação de emergência".

Sossella reune com Lideranças

Sossella presta contas para líderes do PDT de Não-Me-Toque



O município de Não-Me-Toque, localizado na região da Amaja e conhecido como o “jardim do Alto Jacuí ”, recebeu a visita do presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, deputado Gilmar Sossella . O parlamentar manteve contato com membros da executiva do PDT, liderados pela presidente Isabel Centenaro e pelo vereador Neuri Sprandel, líder da bancada trabalhista no Poder Legislativo.

No encontro, realizado na Câmara de Vereadores, Sossella prestou contas de suas atividades parlamentares e enalteceu o trabalho da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, que no primeiro semestre de 2009 promoveu o diagnóstico dos problemas regionais do setor. Sossella anunciou que nos dias 21 e 22 estará em Brasília com objetivo de convidar o ministro da Saúde para vir ao Estado receber o relatório do trabalho realizado.

Aos líderes do PDT, Sossella destacou a importância do partido promover filiações e contribuir com o desenvolvimento do município através de ações idendificadas com as bandeiras trabalhistas. O parlamentar lembrou o grande trabalho realizado no último pleito eleitoral, quando o partido conquistou 4.613 votos na chapa liderado pelo saudoso Gilmar Muhl.

Após a reunião, Gilmar Sossella visitou os hospitais, Caridade e Alto Jacuí , onde conheceu o funcionamento das instituições e recebeu reivindicações relacionadas com o Sistema Único de Saúde.

O registro das visitas será publicado neste mesmo site.

Foto: Antônio Grzybovski

Sossella participa de Encontro com Sindicalistas

Sossella prestigia posse da diretoria do Sindicato dos Transportadores de Cargas de Carazinho



Empresário Milton Schmitz reassume comando do importante sindicato que congrega empresários do modal rodoviário

“Queremos a dignidade nas tarifas de pedágio”. A frase é do empresário Milton Schmitz e marcou a posse da nova diretoria do Sindicato das Empresas de Cargas de Carazinho. O ato, prestigiado por lideranças do setor de todo o Estado, foi realizado na última sexta-feira e contou com a presença do deputado Gilmar Sossella , ex-presidente da CPI dos Pólos de Pedágio.

Ao cumprimentar o presidente Milton Schmitz, Sossella reafirmou seu compromisso de lutar pela extinção do atual modelo de pedágio rodoviário, que segundo o parlamentar do PDT, “cobra muito, investe pouco e prejudica o desenvolvimento do Rio Grande do Sul ”.

Durante o jantar festivo, Sossella encontrou empresários do setor de cargas das regiões do Extremo Sul, Caxias do Sul , Bento Gonçalves, Santa Maria, Planalto Médio, Santa Rosa e Santana do Livramento. Aos líderes do transporte do modal rodoviário, Sossella reafirmou que defende o modelo de pedágio comunitário administrado pelos Coredes.

“Criamos um projeto que tramita no Parlamento gaúcho onde está prevista a administração das praças de pedágio pelos conselhos regionais, e a aplicação dos recursos exclusivamente nas rodovias onde são arrecadados”, destaca o parlamentar.

Milton Schmitz disse em seu discurso de posse, que “não somos contra o pedágio, mas queremos dignidade tarifária para poder continuar transportando as riquezas do nosso Estado”.

O Sindicar é um sindicado filiado a Fetransul – Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul , e representa o interesses das empresas do setor na região de Carazinho.